Sunday, March 23, 2025

 


Frutas e excesso de frutose

Maria àngels mestre

https://www.mangelsmestre.com/main/la-fruta-y-el-exceso-de-fructosa/

A frutose é o açúcar encontrado nas frutas e é o que mais causa ganho de peso e aumenta os níveis de triglicerídeos no sangue. É especialmente prejudicial em leucemia, patologias hepáticas e anemia. É o antígeno dos glóbulos vermelhos.
Quando comemos muita fruta, como agora no verão, quando há uma grande variedade, uma série de problemas de saúde podem surgir: a causa é a frutose.

Segundo artigo acadêmico sobre nutrição hospitalar, a alta ingestão de frutose tem impacto no intestino e no fígado, e está associada a patologias como doença hepática gordurosa não alcoólica e má absorção de frutose.

A frutose, apesar de ter uma nomenclatura semelhante à glicose, é absorvida mais lentamente que a glicose, embora seja capturada e metabolizada mais rapidamente pelo fígado. Seu efeito estimulante na liberação de insulina é menor que o da glicose e sua captação é independente desta.

Outros distúrbios causados ​​pelo excesso de frutose

Nas últimas décadas, o consumo de frutose aumentou com o excesso de frutas, principalmente em crianças. E especialmente por meio de bebidas adoçadas e produtos alimentícios com adição de frutose.

O Dr. Robert Lustig descobriu a via metabólica da frutose em um estudo. No estômago, a frutose é transformada em álcool, que ao chegar ao fígado produzfígado gordurosocirrose hepática não alcoólica e/ou síndrome da ressaca (as pessoas acordam com dor de cabeça como se tivessem consumido muito álcool). Também afeta o pâncreas porque está relacionado ao estômago.

A frutose produz resistência à insulina, o que leva ao diabetes. Da mesma forma, a frutose nos afeta diminuindo o nível cerebral.

Por que a frutose causa obesidade?

A frutose inibe a grelina (produzida pelo estômago e pelo pâncreas), que nos diz quando o corpo está com fome, e a leptina, que nos diz quando estamos satisfeitos. A inibição da grelina e da leptina faz com que sintamos fome permanentemente. A frutose também inibe o triptofano, um aminoácido precursor da serotonina (o hormônio da felicidade). Normalmente o triptofano é usado na depressão e, neste caso, como ele é inibido pela frutose, ele causa depressão. Depois de comer frutas, cerca de 30 minutos após consumir frutose, a tristeza, a falta de estímulo e a letargia instalam-se.

Outro distúrbio é a síndrome da fermentação alcoólica da frutose, que causa sintomas de embriaguez sem ter consumido nenhuma bebida alcoólica.

As frutas produzem resfriamento e humidade no corpo. A natureza produz mais frutas no verão justamente para nos refrescar, mas não é preciso exagerar. Sua ingestão deve ser controlada.

A fruta é um doce vazio porque só tem água e frutose. Seu melhor alimento é a casca e as sementes, que é justamente o que não comemos. Não nutre porque não entra na célula. No entanto, às vezes podemos usá-lo como um agente drenante para desintoxicar, embora ele só nos forneça álcool, que é um solvente e dispersante, então o fígado continuará sofrendo.

A energia da fruta é dispersa e pode causar problemas de pele: dermatite, ressecamento e até psoríase.

A fruta é yin, então pode curar doenças yang. De qualquer forma, a maioria das doenças são yin.

O Dr. Robert Lustig é um endocrinologista pediátrico americano e professor da Universidade de São Francisco, especializado em obesidade infantil. A pesquisa de Lustig examina a ligação entre o consumo de frutose e o desenvolvimento da síndrome metabólica, incluindo: diabetes tipo 2, hipertensão, doença cardiovascular, doença renal, doença hepática gordurosa não alcoólica, obesidade, fenômeno TOFI (fino por fora, gordo por dentro) e síndrome metabólica.

Resumindo, a frutose ataca o fígado e o cérebro.

Frutas e Cancro

As pessoas questionam-se porque é que não há frutas na dieta macrobiótica, especialmente no cancro. A resposta é nos dada pelo Dr. Franco Berrino, Diretor do Departamento de Medicina Preventiva e Preditiva do Instituto Nacional do Cancro de Milão; Membro da WCRF UK (World Cancer Research), faz parte de uma rede global de instituições de caridade comprometidas com a prevenção do cancro. O Dr. Berrino é uma pessoa que também estudou filosofia macrobiótica.

O Dr. Berrino conta-nos que existe uma substância essencial no nosso corpo, que nós produzimos, chamada poliamina, que é usada para multiplicação celular. As frutas contêm poliaminas, e é claro que nesta doença não é do interesse aumentar esta multiplicação celular.

Ele faz-nos as seguintes recomendações :

·       Não coma batatas, tomates, beringelas ou frutas (laranjas, etc.) e, especialmente, não coma nenhuma fruta tropical.

·       Considerando que o cancro é uma doença yin, ele aconselha-nos a comer cereais integrais, como millet e trigo sarraceno, porque são yang, mas o que ela mais recomenda é o arroz integral redondo, porque ele tem um ótimo equilíbrio yin-yang (o arroz redondo é mais yang do que o arroz longo). Ele também nos aconselha a comer pão integral.

Xarope de Frutose

Mais perigoso para a saúde do que muita fruta é muito xarope de frutose. O xarope de frutose é um adoçante líquido composto por uma mistura de frutose e glicose, altamente tóxico, que causa obesidade, diabetes e cancro. Por ser mais barato que o açúcar de cana e de beterraba, ele é atualmente usado na maioria das bebidas comerciais e alimentos processados.

É conhecido como HFCS (Xarope de Cron com Alto Teor de Frutose) e é o resultado de um processo de refinamento químico. Ela não tem nada em comum com a frutose encontrada nas frutas e o corpo a considera uma substância estranha que não pode ser metabolizada.

É preciso ter cuidado com os alimentos orgânicos que contenham xarope de milho, pois ele é muito rico em frutose, yin (expansivo).

Se você quiser aprofundar este tema, pode ler os livros: “Vamos falar sobre fibromialgia, eu a venci. Você também pode; “Da Fibromialgia à Saúde; e “Agir sobre o Cancro a partir de uma Visão Globa”l . Os 3 livros podem ser baixados gratuitamente neste site = https://www.mangelsmestre.com/main/libros-gratuitos/

 

 

 

Thursday, March 20, 2025

 

OBESIDADE.

UMA DOENÇA GRAVE À QUAL DAMOS POUCA IMPORTÂNCIA E QUE ESTÁ NA ORIGEM DAS DOENÇAS MAIS GRAVES !!!!

Por: Clara Castellotti

A maior derrota da medicina nutricional é provavelmente a obesidade que, apesar dos medicamentos e das novas dietas, continua a aumentar e os obesos que conseguem perder peso quase inevitavelmente recaem e voltam a engordar.

Aqueles que têm excesso de peso sofrem mais de doenças cardíacas, diabetes e muitos tumores.

Em teoria, basta comer pouco para perder peso: a ciência alimentar afirma que por cada 7 calorias de que se abdica à mesa se deve perder 1 g de gordura, mas na realidade as coisas são mais complicadas.

O homem desde sempre enfrentou o problema da fome, mas é apenas há algumas décadas que está enfrentando o problema de ter demasiado para comer.

Quando emagrecemos, o corpo liberta mecanismos de protecção que nos impedem de perder demasiado peso: tendemos a reduzir o gasto de energia, reduzindo a actividade física, produzindo menos calor e melhorando a eficiência metabólica. É como se o organismo se estivesse a preparar para o pior. De facto, aqueles que decidem seguir uma dieta rigorosa conseguem perder até vários quilos em poucos dias, mas depois, mesmo que continuem com a mesma dieta pobre em calorias, não perdem mais peso, e para manter o peso que ganharam, devem comer muito menos do que aqueles que sempre tiveram esse peso. Pelo menos até o corpo se acomodar a um outro nível de equilíbrio, mas isto pode levar tempo.

São sobretudo as gorduras que fazem engordar. Com a paridade de peso, as gorduras fornecem mais energia do que os hidratos de carbono e que as proteínas - 9 calorias contra 4 por grama - e aqueles que comem mais alimentos gordos tendem a comer mais. Também quem come muitas farinhas refinadas (pão, massas, etc.) e açúcares simples também tende a engordar, especialmente se os associar com gorduras. De facto, os açúcares aumentam os níveis eméticos da insulina, o que por um lado ajuda os açúcares a serem queimados, mas por outro promove o armazenamento do excesso de gordura nos tecidos adiposos. A solução é comer menos gorduras animais, menos açúcar, mais vegetais, mais sementes e mais alimentos integrais. As gorduras vegetais também engordam, mas uma dieta rica em azeite (e sementes) e peixe está associada a baixos níveis de insulina. Os alimentos integrais ajudam a quem quer perder peso, porque por um lado o teor de fibras, ao inchar no estômago e intestino, dá uma sensação de saciedade, e por outro lado favorece uma absorção lenta e gradual dos açúcares, evitando quedas nos níveis de glicose no sangue (glicemia) que aumentariam a sensação de fome.

Quem em vez disso come farinhas e açúcares refinados (o clássico pequeno-almoço de café com leite adoçado, bolachas, compota, manteiga, marmelada, etc.) terá um rápido aumento da glicemia que leva a uma rápida hiperprodução pancreática de insulina que, por sua vez, faz baixar a glicemia, causando uma sensação de fome que leva ao consumo de mais açúcares que, mais uma vez, faz subir a glicemia e, portanto, a insulina, causando uma nova fase de hipoglicémia (o buraco no estômago do meio-dia) e assim por diante, num círculo vicioso que pouco apouco leva à obesidade.

Para quebrar este círculo vicioso e manter o equilíbrio do organismo num peso mais baixo, não é suficiente seguir uma dieta hipocalórica, mas é necessário começar a alimentar-se bem. Não é necessário passar fome nem renunciar aos prazeres da mesa, mas é necessário reeducar o próprio paladar (redescobrir os sabores simples) e afastar-se dos hábitos corruptos da publicidade.

CLARA CASTELLOTTI - ECODIETA

 

Saturday, March 15, 2025

 


COENTROS

Por: Miguel Boieiro

- Conheces o cilantro? Dizem que é uma aromática fantástica!

Estávamos em mais um dos muitos colóquios sobre as PAM (Plantas Aromáticas e Medicinais), para os quais tenho sido assiduamente convidado, e a pergunta, vinda daquele amigo, deixou-me embaraçado.

- Não! Não conheço, mas olha, não tenho a veleidade de conhecer todas as plantas, nossas irmãs, que connosco coabitam. De resto, é incomensuravelmente mais, mesmo muito mais, as que desconheço!

Respondi contrafeito e logo prometi a mim mesmo, procurar o tal cilantro que, segundo o meu amigo, seria profuso nas regiões temperadas. Concluí que afinal, ele se referia simplesmente ao Coriandrum sativum, ou seja, ao vulgar coentro, cuja utilização é quase quotidiana na nossa cozinha. Cilantro é a designação castelhana que, na maior parte dos países hispânicos americanos, passa a culantro e noutras regiões, a salsa chinesa ou salsa árabe. Para evitar confusões quanto às nomenclaturas, nunca deixo de colocar o nome científico nas minhas toscas croniquetas botânicas. Tais confusões surgem amiúde mesmo que se reproduzam imagens. Neste caso, elas seriam totalmente desnecessárias porque toda a gente conhece os coentros e sabe que coentros e rabanetes vão à mesa do rei, como diz a canção.

Quando falo de coentros, vem-me à memória a visita efetuada à aldeia do Coentral. Alguém conhece esta terra perdida nas serranias da Lousã? E vejam, cá estão, mais uma vez, as plantas a influenciar as toponímias. Ora há duas décadas, se tanto, a Sociedade Portuguesa de Naturalogia decidiu realizar o seu acampamento anual nas imediações de Castanheira-de-Pera, bem no sopé da Serra da Lousã. Fizemos então uma caminhada até aos tradicionais neveiros onde se guardava o gelo que, com muito esforço, chegava à corte e à mesa do rei, o qual, segundo parece, adorava gelados. Depois descemos a serra pela parte sul e descansámos na típica povoação do Coentral que, a despeito do seu atraente casario e de outras agradáveis amenidades urbanas, só contava, na altura, com cerca de cem habitantes. Calhando, hoje ainda terá menos, mas basta-lhe a originalidade do nome para lhe conferir vetusta personalidade.

O Coriandrum sativum, uma das cerca de 3700 espécies que integram a família das Apiaceae, é uma erva tenrinha, prima da salsa, mas com folhas menos brilhantes e mais arredondadas. As flores, assimétricas, surgem no cimo dos delicados ramos quando a planta espiga, brancas e rosadas e são muito aromáticas como aliás, toda a planta. A raiz, esbranquiçada, é alongada e pivotante. As folhas superiores, pendentes nos caules eretos que chegam a atingir meio metro de altura, ficam mais pequenas do que as basais. Por sua vez, as sementes são globulosas, tendo de 3 a 6 mm de diâmetro.

Julga-se que os coentros são nativos da Europa meridional, norte de África e Ásia menor. Eles preferem solos leves e permeáveis dos climas temperados, resistem ao frio, mas não suportam ventanias nem encharcamentos.

Têm como principais constituintes, óleo essencial, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, zinco, selénio, betacaroteno, tiamina, niacina e riboflavina. Descobriu-se recentemente que também possuem um álcool com ação antibiótica que atua contra a salmonela, chamado dodecanol.

Eis as suas principais propriedades medicinais: estimulante, antiespasmódica, estomacal, bactericida, carminativa, analgésica e antioxidante. Atenua o risco da diabetes e da obesidade, neutraliza o odor do alho e é útil nas inflamações urinárias. O livro “Guia dos Alimentos Vegetais” de Jean-Claude Rodet, um dos fundadores da Agrobio- Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, acrescenta que na Índia os coentros são considerados afrodisíacos e ainda que fazem aumentar as glândulas mamárias, atenuam as enxaquecas e as infeções das mucosas da boca, gengivas e olhos e, em loções e pomadas, reduzem as dores reumáticas.

Na gastronomia, como sabemos é bem grande a sua versatilidade. Para além de servir para guarnecer e alindar os pratos, tornam-se indispensáveis na cozinha indiana (currries, masalas…), na árabe e na etíope, sem esquecer as nossas açordas alentejanas, os pezinhos de coentrada e outros acepipes. Devido ao sabor acre, cítrico e picante das sementes, elas são utilizadas nalguns países para aromatizar o gim, a cerveja e o vinagre. De resto, constituem também um excelente digestivo quando mastigadas após as refeições, aliviando as dores de estômago ocasionadas por comidas pesadas.

No entanto, há pessoas que não gostam de coentros pois acham que têm sabor a sabão (?). Em minha opinião, deveriam provar uma deliciosa sopa confecionada à base de coentros como a que costuma ser servida no Restaurante Alfoz (passe a publicidade). É de comer e chorar por mais

Miguel Boieiro, Dezembro de 2024.

Sunday, March 9, 2025

 


O que ao santo reza, do santo come

Elena Corrales -  Salud 6 fevereiro, 2023

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/el-que-al-santo-reza-del-santo-come/?fbclid=IwY2xjawIS3gFleHRuA2FlbQIxMAABHbFR5fZczT-2Hh7qi2il79MjoIspDsUttg9qm5ChAnKmz4fwAY76fghyFA_aem_IxuDib4AAkoPX9BC-9PYrg

O título do post de hoje dá sentido ao que vos vou contar a seguir. São algumas reflexões sobre o programa Salvados, transmitido pelo La Sexta em março de 2013. Achei que valeria a pena resgatá-las.

No programa, ouviram-se vozes tanto dos que defendem o uso de aditivos alimentares como dos que não justificam o seu uso em nenhum caso.

Um dos entrevistados afirmou, sem qualquer pudor, que a utilização de aditivos alimentares é segura porque existe legislação que permite a sua utilização. Desde quando é que ser legal garante que algo é seguro? Sem ir mais longe, o tabaco, que é um produto vendido legalmente, é altamente perigoso para a saúde. O álcool é também um produto de venda livre no nosso país, apesar dos estragos que causa.

Do mesmo modo, há países onde certos aditivos são legais e outros onde esses mesmos aditivos são proibidos, dependendo de quem legisla. Tudo isto deve levar-nos a refletir.

Os argumentos segundo os quais os alimentos devem ser envenenados com produtos químicos para que todos nós possamos ter abundância de alimentos são muito pobres. A adição de produtos químicos aos alimentos, para além de ser um grande negócio, permitiu que a produção aumentasse tanto e fosse de tão má qualidade que as pessoas deitam os alimentos ao lixo. Outras vezes são os próprios produtores que deitam fora os alimentos - todos nós já vimos camiões de hortaliças despejados na estrada ou camiões-cisterna cheios de leite de vaca despejados nas ruas.

Os alimentos no passado

Antigamente, a forma como os alimentos eram produzidos limitava o seu consumo, uma vez que estavam muito dependentes do clima, e as doenças eram doenças de carência, ligadas à pobreza e à falta de higiene, ou seja, de deficiência.

Tradicionalmente, os alimentos nunca eram deitados fora, porque eram isso mesmo: alimentos. Os mais velhos lembrar-se-ão de que o pão nunca era deitado fora, pelo contrário, era beijado e abençoado. Atualmente, o que nos é oferecido são produtos altamente transformados a que chamamos “comestíveis” para os distinguir dos verdadeiros alimentos.

Os alimentos na actualidade

Com o advento da revolução industrial, a mecanização da agricultura e a industrialização da produção de alimentos, chegámos à situação atual, em que as doenças são a consequência de um consumo excessivo de proteínas, gorduras e açúcar sob a forma de produtos altamente processados: são “alimentos mortos”, maquilhados com produtos químicos de síntese.

As chamadas doenças da civilização, ou seja, as doenças modernas, entre as quais se destacam o cancro, as doenças cardiovasculares, as doenças auto-imunes e as perturbações mentais, estão diretamente relacionadas com a forma moderna de comer.

O argumento de que a esperança de vida aumentou é uma mentira. É o que demonstra o relatório da fundação la Caixa Menos anos de vida devido à alimentação atual, onde, pela primeira vez, os filhos vão ter uma esperança de vida menor mais do que os seus pais. São os filhos que consomem comida altamente processados e envenenados com químicos desde que nascem.

Um ponto importante a ter em conta é que os químicos de síntese são artificiais, não existem na natureza e são, portanto, estranhos ao ecossistema interior, não são compatíveis com a nossa integridade biológica. De facto, só começaram a ser produzidos no século XIX, ao mesmo tempo que os medicamentos.

Os fins não justificam os meios

Esta frase vem a propósito de um outro entrevistado que afirmava que, para produzir carne de porco acessível para todos, ou seja, em quantidade e a bom preço, é preciso administrar antibióticos aos animais, já que está provado que estes produtos aumentam o rendimento das explorações suinícolas.

Logo, não importa se a resistência aos antibióticos se desenvolve entre os consumidores. Na maior parte das vezes, isso não acontece porque as pessoas se automedicam, mas porque comem carne “desinfectada”.

O objetivo dos meus escritos não é polemizar ou discutir para ver quem tem razão, mas sim educar, confrontar informação e defender a saúde e o bem-estar colectivos. A informação que publiquei no blogue sobre a química na produção e processamento de alimentos é a defendida por quatro dos seis entrevistados no programa, nenhum dos quais, por coincidência, se dedicava estava envolvido à biotecnologia alimentar, nem à exploração de animais para produção de carne, mas sim à investigação e/ou à denúncia.

Para finalizar, dir-vos-ei que as minhas afirmações não são apenas o produto do que li, ou do que estudei, mas de uma vasta experiência clínica com muitos pacientes que sofrem de todos os tipos de “doenças da civilização”. Em todos eles, a alimentação biológica foi a chave da sua recuperação.

 

 

Sunday, March 2, 2025

 

CONVENCER SEM FALAR

Dr. Martín Macedo

O povo Hunza foi descoberto em 1910 pelo médico britânico Mac Carrison. Constituído por 30.000 habitantes distribuídos por pequenas aldeias, os Hunza vivem a uma altitude média de 2.000 metros acima do nível do mar, no extremo Norte do Paquistão, próximo da fronteira com a Índia, Tibete e Rússia. Apesar de estarem rodeados por povos asiáticos os seus traços físicos, segundo os observadores correspondem aos de um europeu médio. Diz-se que um grupo de sobreviventes do exército de Alexandre Magno se refugiou nesta zona montanhosa, de muito difícil acesso e ali se estabeleceram. Estão totalmente isolados de outras regiões povoadas. Têm de percorrer 500 Km de distância para chegar a um centro povoado e como viajam a pé a dita viagem leva-lhes cerca de um mês a percorrer. Agarram-se obstinadamente ao seu modo de vida e costumes. Mac Carrison tendo feito um levantamento da situação sanitária das colónias britânicas na Índia, chegou a esta zona limítrofe e não encontrou ali nada que lhe chamasse a atenção. Como quase todos os outros médicos procurava registar as doenças prevalecentes nos povos que visitava. E no povo Hunza não havia nenhum doente. No entanto, muitos anos depois, reflectindo sobre a inexplicável ausência de doenças nessa região do mundo, voltou e investigou a fundo o seu modo de vida, procurando uma explicação para esta surpreendente ausência de doenças. Esta gente vivia com facilidade até aos 120 anos e inclusivamente até aos 140 anos. Os homens procriavam até aos 75 anos e os anciãos não viam diminuir nem a sua visão nem a audição. Mantinham a sua dentadura intacta apesar da sua idade avançada e ocupavam-se dos trabalhos agrícolas com um coração forte até aos 110 anos. Não existiam doenças mentais e salvo alguma fractura ou febre curta e intensa, como pôde constatar, nunca adoeciam. O seu carácter era alegre e conciliador. Segundo os relatos de Mac Carrinson não se encontraram condutas criminosas entre os Hunza. Esta gente gozava de uma saúde extraordinária, muito superior à saúde média no mundo desenvolvido. Existe um filme que mostra o povo Hunza. Tornaram-se famosos cerca de 1960 quando começaram a chegar turistas e curiosos de todas as partes do mundo. Como Mac Marrison estava convencido que esta saúde extraordinária se devia ao modo de alimentação deste povo decidiu quando regressou a Inglaterra fazer uma experiência dietética, para provar a sua teoria. Alimentou dois grupos de ratos com dois tipos de dietas diferentes: a um grupo com a dieta típica londrina e ao outro grupo com a dieta Hunza. O primeiro grupo de 1.200 ratos foi alimentado com pão branco, pratos doces, à base de farinha branca, compotas, carne, arenque, conservas, guloseimas e de vez em quando com leguminosas. A seguir a um tempo bastante prolongado desenvolveram as mesmas doenças crónicas dos londrinos, comprovando que também se tornavam agitados e agressivos. Alguns destes ratos acabaram por se devorar entre si.

Por outro lado, o outro grupo foi alimentado com alimentos típicos dos Hunza: trigo sarraceno, millet, trigo, cevada, lentilhas, damascos, maçãs, uvas, papas e muito pouca carne. Comprovou que no mesmo período de tempo estes gozavam de excelente saúde, reinando entre eles o entendimento. O seu comportamento era pacífico em comparação com o grupo nutrido com uma típica dieta urbana.

Os Hunza nunca adoecem. Se alguém visitar esta zona do mundo ou vir o filme não necessita ser convencido da eficácia do seu sistema de vida. Eles convencem sem falar. Não só pela sua extraordinária imunidade e fortaleza, mas também pelo seu carácter alegre e conciliador. Não há conflitos sérios entre eles. Parece um paraíso. Porém é real. Este nível de saúde não se encontra salvo raríssimos casos no mundo moderno. O que consideramos “saúde” no sentido comum é algo bem ténue comparado com a fortaleza extraordinária dos Hunza. Porque nunca adoecem. Nem um resfriado, nem uma gripe. As infecções provocadas por feridas ou outras causas curam-se sem medicamentos. Se tivermos um resfriado uma vez no ano ou se tivermos uma gripe em cada 6 meses estamos abaixo do nível de saúde dos Hunza. Se tivermos depressões ou ataques de pânico ou se nos cansarmos ao subir uma escada não estamos bem. Não convenceremos ninguém por mais que nos alimentemos com cereais em grão e outros alimentos saudáveis. Quem tem um tipo de saúde assim catequiza com o exemplo e não precisa de falar. O seu testemunho vivo é muito eloquente. A nossa macrobiótica é essencialmente similar ao sistema alimentar dos Hunza. Se a seguirmos firmemente não deveríamos adoecer nunca, ainda que ocasionalmente haja desvios. Até mesmo com desvios a nossa solidez física deveria ser para nunca adoecer. Devemos chegar a este nível de vitalidade para conseguir convencer sem falar. Os Hunza têm pouco dinheiro e empregam-no para adquirir tecidos e ferramentas para o seu trabalho. Eles trabalham duro fisicamente e não têm as facilidades da vida urbana. Mas nós somos citadinos. Estamos rodeados de ajudas técnicas que “elevam o nosso nível de vida” e o de um sem número de alimentos falsificados. Somos pressionados socialmente para que os consumamos e a publicidade empurra-nos constantemente para que entremos no carrossel do consumismo. Mas se formos capazes de atingir o nível de saúde dos Hunza vivendo em centros urbanos então somos mil vezes maiores que os Hunza. Esse é o nosso objectivo. Seremos mil vezes mais felizes que eles se conseguirmos viver em sociedade e ao mesmo tempo ter um nível de saúde extraordinário. Para isso necessitamos de uma enorme vontade. E temo-la em estado embrionário. Se não desenvolvermos a vontade, a prática da macrobiótica terá pouca eficácia. O ideal seria primeiro educar a vontade e depois iniciar a macrobiótica. Mas às vezes não há tempo e devemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Então, se tivermos êxito seremos realmente grandes. Por isso a glória macrobiótica é tão gloriosa. A vontade é uma força. Essa força pode aumentar ou diminuir. Sempre há duas opções e como tudo muda não podemos viver sem optar. A vontade faz parte da vida. Quem tem vida tem vontade. Vitalidade é vontade. As pessoas com mais vitalidade são mais voluntariosas. Mas ninguém carece completamente de vontade, a menos que esteja morto. A vontade surge da tomada de consciência. Os mestres espirituais hindus, dizem que a vontade aumenta com a atenção. Estar atentos ao que estamos fazendo é um exercício de vontade. E a meditação é exercício da atenção, porque devemos atender à respiração e à postura. Podemos estar atentos se decidirmos fazê-lo. Ao exercitar a atenção fortalecemos a vontade. A cada momento estamos a decidir ao que vamos prestar a nossa atenção. Se concentrarmos a nossa atenção na cura obteremos a cura. A necessidade premente de nos curarmos obriga-nos a concentrar as nossas forças interiores (atenção e vontade) no processo curativo. Por isso Ohsawa dizia que os doentes graves se curavam mais depressa que os doentes leves. Porque praticam mais seriamente. Então, a doença é uma grande oportunidade, e deveríamos vê-la assim. Cada vez que temos uma crise, surge uma forte determinação de a superar. Portanto, crise é progresso. Se procuramos uma vida fácil e cómoda as nossas forças interiores dispersarão. Só através das dificuldades surgem as nossas grandiosas forças interiores que nos permitem alcançar os nossos sonhos. Todos fogem do difícil. Mas devemos aceitá-las como prendas do céu. Só nas profundezas das dificuldades encontraremos o manancial da nossa força infinita. E como as situações difíceis abundam, devemos aproveitá-las para temperar a nossa vontade. Face a uma dificuldade, podemos fugir ou podemos aceitar. É nossa a escolha. Quem tem sabedoria compreende que o avião só levanta voo com o vento contra. Se quisermos subir alto na vida, devemos aproveitar os ventos contrários e não nos cansarmos de dar graças. Porque estes ventos difíceis são a origem da nossa força invencível. E como no Universo não há limites, a nossa força tão pouco conhece limites. Podemos ser tão grandes como decidamos sê-lo, porque a nossa vida é infinita. Então, poderemos convencer sem falar.

 

Sunday, January 26, 2025

 

AS PROTEÍNAS … DELICIOSAS!!!

As proteínas são imprescindíveis para a formação dos tecidos: músculos, ossos, paredes celulares e mesmo os anticorpos que constituem uma parte das defesas do organismo. Devemos repor proteínas todos os dias para poder manter o organismo em funcionamento.

Nas crianças e jovens, as necessidades são maiores porque os seus corpos estão em desenvolvimento.

Os açúcares – hidratos de carbono, produzem energia. As proteínas sustentam a estrutura do organismo. As gorduras, constituem reservas energéticas. Os minerais e vitaminas, permitem o equilíbrio das funções orgânicas.

Quando não se ingere suficientes proteínas, acontece a desnutrição proteica; o peso baixa dramaticamente e o crescimento pára no caso das crianças.

No nosso país (Uruguai), a desnutrição proteica é pouco frequente, ainda que se possa ver nos extremos da vida: em crianças mal alimentadas e em anciães carenciados que perdem o interesse pelos alimentos.

Pessoalmente vi casos de desnutrição proteico-calórica em casas de “saúde” onde os pacientes anciães e psiquiátricos que ali residem, são nutridos com arroz branco, farinha de milho refinada e açúcar. Diariamente a sopa de arroz branco ½ grão (para animais de estimação), algumas pápas e cenouras. E é é tudo. Se algum residente reclama, argumentam que pode repetir todas as vezes que quiser. Mas o cheiro é nauseabundo: é preciso ter coragem para engolir um prato deste caldo.

Poucas vezes por semana se juntam uns ossos de pobre qualidade para dar “corpo” ao ensopado ou então uma ou duas colheres de carne picada, que na realidade não é carne, mas gordura. Novamente ninguém pode reclamar, pois podem comer as vezes que quiserem.

Todos estes pacientes têm graus mais ou menos avançados de desnutrição. Alguns são visitados por familiares que lhes levam alimentos extra e suprem desta forma as carências. Porém a maioria não tem ninguém; são pessoas carenciadas recolhidas na rua ou abandonadas pelas suas famílias que não querem voltar a saber nada dos seus familiares problemáticos, ainda que às vezes se trate dos seus próprios pais ou filhos.

Estes casos caracterizam-se por magreza extrema, debilidade muscular, anemia crónica e quedas frequentes que conduzem a fracturas e permanências prolongadas na cama.

Isto pela sua vez produz úlceras nas zonas de apoio (escaras) que infectam; a infecção passa rapidamente para o aparelho urinário e aos pulmões, determinando a morte por infecção generalizada (septicemia). Os pacientes desnutridos não têm defesas e sucumbem facilmente às infecções comuns.

Contudo, na maior parte dos uruguaios, o problema não está na carência, mas no excesso de proteínas animais: isto conduz ao excesso de peso, doenças cardiovasculares e formação de tumores. Por outro lado, as doenças osteoarticulares – artroses, artrites, dores ciáticas e gota – devem-se também ao abuso de proteínas animais.

Existem dois tipos de proteínas para consumo humano: de origem animal e de origem vegetal. A proteína de origem animal é mais atraente para a maior parte das pessoas, porque produz um efeito energético rápido e dá força aos músculos e ao coração. A sua assimilação e incorporação nos nossos tecidos é mais fácil e rápida, porque as proteínas da vaca ou do cordeiro são mais parecidas às proteínas humanas.

Por outo lado, as proteínas vegetais, bem diferentes das nossas, requerem uma laboriosa tarefa de desmontar as proteínas e construir estruturas proteicas humanas, o que exige mais tempo e energia.

Em poucas palavras, a proteína animal é mais fácil e rápida de assimilar, porque a vaca e o cordeiro fazem o trabalho por nós. O problema é que ficamos dependentes da carne e não podemos viver sem ela.

Mas se nos obrigarmos a utilizar maioritariamente nutrientes proteicos de origem vegetal, essa capacidade é reactivada, podendo vivermos tanto com carnes como com leguminosas.

TUDO É UMA QUESTÃO DE HÁBITO. A proteína vegetal é mais saudável. Comer muita carne e lácteos só conduz à obesidade, cancro, doenças cardiovasculares, artroses e envelhecimento prematuro.

As pessoas vegetarianas mantêm-se jovens e vivem por mais tempo saudáveis.

O abuso sistemático de proteína animal, leva à intoxicação e a um sem fim de adversidades. Dependendo da resistência de cada pessoa, mais tarde ou mais cedo vai sofrer de hipertensão, arteriosclerose … se continua consumindo carne todos os dias. Além disso, o seu consumo leva a desejos incontroláveis de açúcar, doces e frutas, o que produz diabetes e mais gorduras e obesidade, juntamente com maior incidência de tumores benignos e malignos.

Por outro lado, a ingestão de carne, produz maior agressividade e egoísmo. As nações altamente espirituais como a Índia, China, Japão e outras nações asiáticas, têm uma marcada tendência para o vegetarianismo; ao passo que os países mais carnívoros como os EUA, Inglaterra, França, Alemanha e outras nações ocidentais, lançaram-se à conquista dos domínios materiais e protagonizaram as guerras mais atrozes e sanguinárias da História.  Autodenominam-se “desenvolvidos”, mas só nos domínios materiais e económicos; porém, são os menos desenvolvidos espiritualmente e tendem a explorar e a oprimir outras nações mais fracas e pobres.

Quanta mais carne se consome, mais se dificulta o desenvolvimento espiritual e mais doenças e calamidades ocorrem.

Tudo isto degrada o ser humano e pouco a pouco converte-se numa espécie de demónio voraz; por isso o mundo às vezes parece um inferno.

O ser humano nasce por natureza, “amante da paz e do bem comum”. Contudo obrigam os bebés a comer carne; as mães dão carne vermelha às crianças por medo de que enfraqueçam.

Depois, vem a habituação e a dependência ao efeito YANG quase instantâneo, que dão as proteínas animais. então é quase impossível deter-se e pouco a pouco o ser humano vai-se convertendo num ser brutal, obcecado com conquistas dos aspectos materiais da vida.

Produz-se uma competência impiedosa, onde se aplica a lei do mais forte. Claro que isto não é absoluto e é contrabalançado pela educação e pelo ambiente familiar.

Mas, obviamente que o consumo de muita carne constitui um sério obstáculo para desenvolver ao máximo o nosso potencial humano e espiritual.

A maior parte dos líderes políticos, cientistas notáveis, professores, mestres, médicos e dirigentes, são profundamente carnívoros e por isso menos sensíveis às vibrações subtis do mundo espiritual.

Enquanto os líderes mundiais forem tão Yang, será difícil construir um mundo em paz.

A chave para a paz e saúde mundiais, está na tomada de consciência da importância do alimento, como determinante do comportamento humano e das relações entre as nações. A espiritualidade e a paz são Yin.

Não admito nem recomendo o vegetarianismo fanático, aos que não provam nem um pequeno peixe. Pode-se ingerir pequenas porções de proteínas animais, mas 80 a 90%, das proteínas deveriam ser provenientes de cereais integrais, leguminosas, frutas secas e outras fontes vegetais. Isso permite uma saúde óptima e uma espiritualidade profunda que brota espontaneamente.

As pessoas comem carne por prazer. Se os governos desalentassem o consumo de carne, as pessoas seriam menos violentas e este mundo seria muito mais agradável.

Há mulheres que alimentam os seus maridos com muita carne; elas deveriam saber, que se reduzissem o consumo de tais comidas, teriam maior harmonia no seu lar. É mais fácil prepara uma costeleta com puré ou papas fritas, que uma esmerada ceia vegetariana. Mas às vezes o fácil paga-se caro. Se elas os nutrem com demasiada proteína animal, estarão estimulando o gérmen da violência, latente em cada ser humano.

Pouco a pouco o homem converter-se-á num ser violento e se não consegue controlar a sua agressividade ou se consome álcool, poderá eventualmente agredir a sua mulher e filhos …

Tudo pelas deliciosas proteínas!!!!!!!!!

Dr.. Martín Macedo, 2008.

 



Saturday, January 25, 2025

 


AGORA OU NUNCA

     A vida é agora. Isto é tremendamente importante.

     Todo o ser humano tem uma potencialidade praticamente ilimitada. Ao termos acesso à força infinita da vitalidade podemos sonhar o que quisermos e também podemos realizar esse sonho. No entanto, poucos seres humanos podem manifestar esta força enorme …

     Manifestar uma vitalidade formidável requer esforço…

     O esforço é muito importante e é um dos segredos do êxito. Sem esforço total, não há êxito. A verdade é simples; absolutamente simples. No entanto, simples não é o mesmo que fácil. Para progredir em qualquer caminho que escolhamos sempre se nos será exigido um esforço da nossa parte, e quanto maiores forem os esforços maiores realizações alcançaremos. Para canalizar uma vitalidade enorme requer-se concentração. Concentração significa aplicar a nossa energia no momento presente.

     O momento presente é realmente o único que temos. Sabemos que tudo muda … o futuro torna-se presente e o presente torna-se passado. O passado afasta-se constantemente e o futuro acerca-se de nós. Esta é a realidade e não podemos deter este processo de mudança. O tempo decorre e não espera por nós. A vida continua o seu curso implacavelmente sem ter em conta a nossa posição pessoal. A única coisa que podemos fazer é aproveitar ao máximo este momento presente. Cada hora que perdemos é irrecuperável. É uma perda definitiva. Mas não nos devemos lamentar pelo tempo perdido, já que ainda estamos a tempo de aproveitar o tempo.

     As pessoas mais velhas tendem a olhar mais para o passado do que para o futuro. O jovem é mais yang e interessa-se pelo futuro e sonha com as coisas que fará amanhã. Tanto aquele que recorda os bons tempos como aquele que imagina quão formoso será o futuro estão desfocados no que diz respeito à importância do presente. O presente é um pequeno intervalo de tempo onde se encontram o futuro e o passado. Porém, o passado é inacessível porque se afasta cada vez mais de nós e o futuro não nos pertence.

     Devemos compreender muito bem o enorme valor do agora. É agora que podemos gerar as mudanças que desejamos; é agora que nos estamos curando; é agora que estamos tomando o controlo do nosso destino.  Há que apostar todas as energias no presente. Há que aproveitar o momento presente com todas as nossas forças porque é o único que realmente temos. Amanhã não sabemos se vamos estar vivos.  A felicidade é agora; não a podemos procurar no futuro nem no passado. Se queremos ser felizes devemos procurá-la ardentemente no agora, pois não há outro lugar onde a ir buscar. Sabemos que temos acesso a uma vitalidade ilimitada; então devemos manifestar na nossa vida esta milagrosa força. E qual é o melhor momento para o fazer? AGORA. Aproveitando ao máximo a oportunidade de cada agora poderemos manifestar a vitalidade infinita.

     É simples … só há que utilizar cada momento como se fosse o último.

     O aproveitamento máximo do presente. Para utilizar proveitosamente cada momento, devemos movimentar-nos ao máximo, avançar o máximo que possamos e progredir o máximo que sejamos capazes.

     Se quisermos chegar mais rápido, teremos de acelerar a fundo. Não se deve ter medo. Devemos viver intensamente.

     Quando vivemos intensamente descobrimos o sentido da vida e qual é a nossa missão nesta existência. Viver intensamente só é possível quando se dá ao agora o seu verdadeiro valor infinito e damos o melhor de nós para tirar vantagem desta oportunidade única que é cada momento da vida. Devemos esforça-nos ao máximo para lhe retirar toda a vantagem no agora. Não devemos ter medo de ser intensos.

     Há dois tipos de pessoas: as que estão despertas e as que dormem toda a sua vida, noite e dia. Todos nós estamos numa destas duas categorias. Se quisermos ter saúde, felicidade, juventude e êxito devemos escolher o grupo dos que despertaram. Esta decisão é algo muito sério. Entregar o melhor de nós, os 100% das nossas capacidades em cada momento é a única forma de se estar realmente vivo. Não é fácil, mas devemos tentá-lo com toda a nossa determinação. Não poderemos triunfar se não dermos todo o nosso melhor. Tarde ou cedo teremos de aplicar toda a nossa capacidade infinita com o máximo de intensidade ao nos confrontarmos com situações difíceis. Quando fracassamos em qualquer tarefa significa que não estamos a utilizar toda a nossa capacidade. Devemos tentar mil vezes até conseguirmos o nosso propósito.

     Se a macrobiótica não se praticar com seriedade não funciona. Mas se procurarmos intensamente e sem pausas compreendê-la a fundo e a praticarmos com toda a nossa vontade alcançaremos a glória da saúde e a liberdade. Sou forte; sou brilhante; tenho uma capacidade assombrosa. Sou rei. Se isto não se manifestar é porque não apliquei toda a minha energia em cada momento. Isto não é fácil, mas é uma questão de hábito. Habituamo-nos ao esforço ou à preguiça. A preguiça mata o grande homem que dorme dentro do seu coração. Desperta o gigante e desfruta da sua força avassaladora. Não duvides.

     O teu poder infinito está dentro de ti, inutilizado ou usado com um conta gotas. Talvez não o saibamos ou talvez não nos esforcemos o suficiente. Agora sabemos que a nossa capacidade é enorme. É real. Mas esta força só é libertada quando realizamos o nosso melhor esforço. E o único momento para realizar esse heroico esforço é agora. Não esperes que as situações limite te obriguem a empregar esse poder; usa-o todos os dias quando quiseres triunfar. Não interessa a idade nem as doenças ou os medos…… esse poder é o nosso espírito e todo o ser vivo tem espírito. Deus prendou-nos com este espírito que é eternamente jovem e forte. Mas não empregamos esta força vital enorme porque deixamos fugir o agora, demasiados preocupados com o passado e o futuro. Quando compreendermos verdadeiramente o tremendo valor do presente e o utilizarmos a fundo poderemos progredir rapidamente e alcançar todos os nossos sonhos. Apostando toda a nossa energia no presente acharemos o oceano infinito da vida e uma vez que o achemos nada nos será impossível. Esforcemo-nos para que assim seja e poderemos criar entre todos um mundo maravilhoso.

Só há que tomar a decisão de viver intensamente aqui e agora ...

É quanto basta ......

                                       Dr. Martín Macedo, 20008.


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