Monday, January 16, 2023

 


O CAFÉ: usos e virtudes

Elena Corrales

O café no nosso país, para além de uma bebida, tornou-se um modo de vida. Apesar da sua popularidade, nem todos são efeitos benéficos e os antioxidantes que contém não justificam de todo o seu consumo diário.

O café é uma bebida altamente estimulante feita a partir das sementes torradas e moídas do fruto da planta do café: Coffea arabica ou Coffea robusta. Contém um alcalóide conhecido por todos, a cafeína.

É uma planta que se desenvolve em climas tropicais e equatoriais, embora as suas origens se encontrem na Etiópia; ao longo do tempo, o seu consumo estendeu-se ao longo da história a praticamente todos os países do mundo.

Efeitos positivos

O consumo de café após as refeições facilita a digestão, já que a cafeína activa as secreções gástricas e biliares, bem como a motilidade intestinal. Na prática desportiva, o café facilita a contracção muscular e aumenta a frequência cardíaca.

A cafeína tem um forte efeito estimulante sobre o cérebro: activa o pensamento, a conversação e outras actividades intelectuais. Faz-nos sentir mais "vivos".

Tendo em conta as suas propriedades, poderíamos definir o café como uma planta medicinal que estimula o sistema nervoso. Se o utilizássemos como preparação medicinal, deveríamos preparar uma infusão de 3 grãos de café moídos por chávena de água. O resultado seria um líquido louro com um delicado toque amargo, nada parecido com a chávena de café que consumimos regularmente.

Efeitos negativos

A cafeína tem um forte efeito aditivo, favorece a insónia e, em muitos casos, a agitação nervosa. Também irrita o sistema digestivo, podendo produzir gastrite, azia, diarreia, úlceras estomacais, colite ulcerosa, etc. Precisamente devido a este efeito irritante, tem um efeito laxante.

Destaquemos também que aumenta significativamente os níveis de colesterol e triglicéridos, bem como o risco de padecermos de arritmias cardíacas, hipertensão e endurecimento das artérias.

Por outro lado, favorece as complicações e problemas durante a gravidez. A este respeito, as mulheres que consomem cafeína durante a gravidez correm o risco de dar à luz bebés de baixo peso. O uso da cafeína antes e durante a gravidez aumenta o risco de aborto, especialmente durante o primeiro trimestre, e assim debilita a capacidade reprodutora.

Tem um poderoso efeito diurético e pode sobrecarregar os rins; favorece tanto a desmineralização como a cistite.

O consumo de mais de 300 mg de cafeína por dia aumenta o risco de perda de cálcio dos ossos, especialmente nas mulheres depois da menopausa. Além do mais, o café também dificulta a absorção do ferro, o que pode levar à anemia.

Beber café leva a outros vícios, tais como o tabaco. Nas consultas, é habitual comprovar que pessoas que bebem café regularmente também fumam cigarros.

Energeticamente, o café é yin (expansivo) e o tabaco é yang (contractivo). Uma das leis da natureza ensina-nos que os opostos se atraem. O que neste caso significa que, quanto mais cafeína consumirmos, mais nicotina precisamos e vice-versa. Por conseguinte, se quisermos deixar de fumar, é aconselhável deixar de beber café.

Conclusão

Devemos reservar o consumo de café, sempre biológico, para momentos específicos em que precisamos de estímulos extra, especialmente se for a nível intelectual ou criativo. Bebê-lo de forma continuada, tem mais efeitos negativos do que positivos.

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CAFÉ

Francisco Varatojo

O café é seguramente uma das bebidas mais consumidas em todo o Mundo e também uma das que mais polémicas gera no que toca ao facto de poder ou não afectar a saúde. Na realidade, estamos a falar da cafeína que, para além de estar presente no café existe também em chás cafeinados, colas, chocolate e outros produtos.

A cafeína tem conhecidos efeitos estimulantes podendo, para algumas pessoas funcionar como um antidepressivo. Pode ainda ajudar a dissolver cálculos renais, auxiliar a digestão de gordura, entre outros.

Mas a cafeína tem também consideráveis efeitos indesejados: faz as glândulas supra-renais produzirem imensa adrenalina, deixando as pessoas inicialmente muito agitadas e depois muito cansadas (altura em que bebem outra chávena de café). Pessoalmente, acho que a cafeína é uma das causas principais de cansaço crónico.

Os níveis de açúcar são também afectados pelo consumo de cafeína, produzindo-se frequentemente condições hipoglicémicas crónicas.

A cafeína inibe a absorção de vitaminas do grupo B e faz o organismo excretar minerais como cálcio ou ferro, contribuindo, por exemplo, para a descalcificação óssea.

Segundo a abordagem macrobiótica, para além dos efeitos acima descritos, o café exaure a nossa energia vital, e afecta principalmente órgãos como as glândulas supra-renais, os rins e a bexiga. O sistema imunitário é também bastante taxado, particularmente pela excessiva estimulação de adrenalina e efeitos negativos nos níveis de glicemia.

A ter particular atenção é a combinação sinergética da cafeína com açúcar (café, chocolates, etc.) que amplifica significativamente os efeitos negativos de ambos.

 

 

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