Thursday, March 26, 2026

 


PORQUE JEJUO 24 HORAS POR SEMANA AOS 25 ANOS

Jérémy Anso

https://www.dur-a-avaler.com/pourquoi-je-jeune-24-heures-par-semaine-a-25-ans/#prendre-sa-sante-en-main-sans-rien-faire

 

Publiquei no passado dia 23 de junho a minha primeira experiência com o jejum intermitente. Tinha começado a experiência com um jejum de 16 horas todos os dias, depois o meu jejum evoluiu progressivamente até se estabilizar nas 24 horas por semana, todas as segundas-feiras.

Porque é que eu jejuo todas as semanas com a minha idade?

Será que estou doente?

Será que fui doutrinado pelas ideologias do jejum terapêutico?

Será que estou simplesmente a seguir a moda crescente do jejum intermitente?

Provavelmente é um pouco de tudo isso, juntamente com o resultado das minhas pesquisas sobre o tema, onde encontrei uma base de dados científica enorme.

Já faz quase 1 ano que pratico o jejum intermitente (sob diferentes formas) e agora há 5 meses que jejuo 1 dia por semana.

É uma das experiências mais enriquecedoras e valorizantes que já comecei na minha vida.

Porquê?

Tomar conta da própria saúde sem fazer nada

Curto prazo

Este tipo de jejum estabiliza as reações fisiológicas após a ingestão de açúcar. Ou seja, os picos de insulina serão menos intensos.
Com o tempo, as sensações diárias de hipoglicemia desaparecem e os ataques de fome tornam-se menos frequentes.

Médio prazo

Dependendo do tipo de jejum que escolher, poderá surgir uma perda de peso mais ou menos significativa. Também pode aparecer uma sensação de bem-estar e um aumento de energia.

Longo prazo

Actualmente, os benefícios do jejum já não precisam de ser demonstrados. Um dia de jejum por semana ou 16 horas por dia melhora significativamente várias variáveis fisiológicas, como os triglicéridos no sangue ou a concentração de GH (hormona do crescimento).

Este ambiente “acalórico” imita os períodos de jejum vividos pelos nossos antepassados durante milhões de anos. O nosso organismo é extremamente competente e particularmente adaptado para tirar partido dos períodos de escassez, mesmo que hoje sejam artificiais.

Superar-se todos os dias, todas as semanas e todos os meses

Fazer jejum intermitente é enfrentar diariamente um desafio extraordinário, pela sua dificuldade e singularidade.

A restrição calórica através do jejum intermitente é um dos desafios mais severos e difíceis do mundo, porque é considerada “contra a natureza”.

Impedir-se de comer, quando a sociedade nos diz para o fazer, é visto como pouco saudável.

Impedir-se de comer, quando o nosso organismo nos diz para o fazer, é visto como perigoso.

Eis os principais dogmas que rodeiam este desafio de rara complexidade.

Nas nossas sociedades modernas, as refeições são impostas, ritmadas e cronometradas.
Todos os nutricionistas, entidades dirigentes ou médicos aconselham — ou até ordenam — a fazer 3 a 4 refeições por dia.

Até hoje não existe qualquer prova científica que valide o ritmo atual das nossas refeições. Este ritmo é antes o resultado da pressão social, ligada a horários de trabalho precisos. As refeições têm, por isso, de ser bem posicionadas e organizadas.

Assim, parece “contra a natureza”, na época atual, querer limitar as refeições, como se a totalidade das refeições (ou a quantidade de calorias) fosse vital. Se isso fosse verdade, não observaríamos hoje uma explosão do excesso de peso, da obesidade e das doenças associadas.

Sem grande risco de errar, hoje comemos demasiado em relação às nossas necessidades reais.

A nível social e familiar, jejuar é, portanto, uma questão delicada que é preciso saber defender e valorizar junto de todas as pessoas curiosas e/ou interessadas.

Dou como exemplo a Julie, uma leitora muito recente do meu relato sobre o jejum, que veio dar o seu testemunho no blog.

Permito-me citá-la (pode encontrar o testemunho aqui):

«Para eles, não comer a uma refeição é estar doente e perguntam-me porque não como.»

Repare bem no atalho mental que os pais da Julie fazem (não os critico, longe disso):

Refeição = comida = vital
Logo
Refeição = vital

Este silogismo assustador e simplista pode ser verdadeiro no espírito das pessoas. Depois, percebemos que surgem muitas perguntas sobre o jejum intermitente e que é absolutamente necessário responder-lhes para tranquilizar e obter todo o apoio necessário.

No final, jejuar diariamente ou mensalmente aproxima-se de um ato de coragem que vai contra a corrente de toda a nossa sociedade de consumo, centrada no desperdício alimentar, no excesso de peso e nas doenças da civilização.

Poupar no orçamento alimentar

O jejum intermitente reduz mecanicamente as quantidades de comida ingeridas e, portanto, as quantidades compradas.

Num artigo no site Objectif Liberté.fr, explico matematicamente os ganhos esperados ao fazer um jejum intermitente de 16 horas por dia. Pode esperar poupar 3000 € por ano.

Mesmo no caso dos jejuns mais curtos ou menos restritivos, a poupança existe. Estas economias poderão, a médio ou longo prazo, permitir-lhe reinvestir, mimar-se, fazer donativos ou oferecer presentes aos amigos (por exemplo).

Desfrutar de um dia único, sem comida

Este é o benefício imediato do jejum intermitente.

Para ilustrar este ponto, nada melhor do que falar da minha própria experiência.

Eu jejuo 24 horas a partir da minha última refeição de domingo à noite. Passo assim toda a segunda-feira (pequeno-almoço, lanche das 10h, almoço e lanche da tarde) sem comer, até ao jantar.

Descanso — na realidade, jejuo entre 22 e 24 horas, porque é difícil resistir à tentação de um aperitivo de legumes crus uma hora antes do previsto.

Mas quando chega a segunda-feira, não me faço qualquer pergunta sobre comida.

Quanto dinheiro preciso? Tenho trocos suficientes? O que vou escolher? Que loja devo ir?

Nada disso. Em vez disso:

Uma sesta rápida à beira da praia
Uma pesquisa pessoal na internet
Escrevo os sonhos da noite anterior
Leio o livro do momento
Bebo água
Mais água
E ainda mais água

Mesmo assim tanta água?

Bebo em média 2 a 3 litros de água quando jejuo. E, consequentemente, vou 6 ou 7 vezes à casa de banho. Posso garantir que estes litros de água não terão impacto negativo na sua saúde.

E você?

Quase nenhum risco (é preciso, ainda assim, manter-se vigilante e consultar um profissional em caso de dúvida), nenhuma despesa extra, benefícios para a saúde e para o moral…

De que está à espera para experimentar?

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Wednesday, March 25, 2026

FACTORES-CAUSA DOS FRACASSOS

NO PROCESSO DE AUTOCURA MACROBIÓTICA

1.  Utilizar e misturar outros princípios dietéticos, além dos preconizados pela macrobiótica;

2.  Utilizar outros produtos “para pôr todas as chances do meu lado”;

3.  Instruções dietéticas mal compreendidas. Contentar-se com o “mais ou menos” na aplicação dos conselhos nutricionais macrobióticos;

4.  Acreditar que nos podemos livrar de frequentar cursos de cozinha macrobiótica porque somos bons cozinheiros ou mesmo chefes de cozinha;

5.  Para os doentes com doenças crónicas degenerativas ou cancro, consumir muitos farináceos – pão, biscoitos, crepes, etc. Os produtos farináceos provocam a formação de mucos e de estase intestinal (retenção prolongada das fezes) – devemos preferir os cereais em grão inteiro e o pão essénio (bio germinado) sem fermento;

6.  Para os cancerosos, a utilização do forno, grelhar os alimentos na brasa – estes métodos culinários são cancerígenos e devem ser absolutamente banidos;

7.  Ausência de apoio familiar, críticas permanentes do envolvimento e dos amigos em relação ao método macrobiótico;

8.  Ausência de um verdadeiro desejo de viver. Falta de vontade e de determinação;

9.  Ausência de discernimento – é primordial perceber quais são os maus hábitos, alimentares e comportamentais do passado, que permitiram o aparecimento da doença e que é uma grande sorte termos a oportunidade da prática da arte de viver macrobiótica, de poder aprender um método que nos permita uma profunda reflexão e uma completa cura.

 

RECOMENDAÇÕES RESPEITANTES ÀS REFEIÇÕES

1.  Em estado de rancor, cólera ou superexcitação, evitar cozinhar e comer, ou então, parar um momento e relaxar para encontrar uma certa calma interior;

2.  Ter uma boa posição sentada e descontraída;

3.  Exprimir gratidão face à comida;

4.  Reconhecimento face à(s) pessoa(s) que prepararam a refeição;

5.  Comer só se tivermos realmente fome. Saciar o apetite até 80%;

6.  Mastigar e insalivar bem os alimentos;

7.  Não beber às refeições e beber moderadamente entre as refeições;

8.  Evitar comer e beber menos de 3 horas antes de se deitar.

 


 

AMEIXA UMEBOSHI

Utilidades

A umeboshi, embora seja conhecida como ameixa, refere-se a uma espécie de pêssego transformado em pickle salgado.

Utilizada na China há mais de dois milénios, foi importada para o Japão há mais de 1.500 anos.

·       Para uso interno, deve-se primeiro retirar o caroço e mastigar bem antes de engolir, actuando em intoxicações alimentares e neutralização da acidez do estômago.

O caroço pode no fim ser chupado durante 30 minutos, o que produz bastante saliva, funcionando assim como antibiótico natural – cuidado para não engolir.

·       Quando fervida durante 30 minutos, transforma-se numa bebida ideal para depois de uma caminhada ou actividade física em que transpiramos profusamente – repondo sais minerais perdidos pela transpiração. No final, pode-se comer a ameixa.

·       Nos dias quentes, pode ser colocada numa garrafa de água, podendo ser bebida durante o dia, torando a água mais rica em minerais.

·       Em situação de dor de garganta ou de dentes, o caroço pode ser colocado na boca, deixando dissolver os resíduos de ameixa que contém, ajuda a alcalinizar a mucosa bucal e a reduzir a presença de bactérias.

No caso das dores de dentes, cortar um pedacinho de ameixa com pele e colocar directamente na zona da dor e aguentar o mais possível – repetir duas ou três vezes até aliviar a dor.

·       Ao acordarmos, e em jejum, uma ameixa alivia os sintomas de ressaca, febre, fadiga, náusea – incluindo as que surgem na gravidez-, auxilia a diminuir os sintomas de diarreia ou prisão de ventre, regulariza o tânsito intestinal e contribui para a expulsão dos vermes intestinais.

·       Para uso externo, para picadas de insectos, podemos aplicar uma pequena porção da ameixa localmente, reduzindo o desconforto.

·       Ajuda a desinfectar cortes ou, colada com um adesivo sobre o local, serve de curativo/penso.

·       Como qualquer “superalimento”, não deve ser consumida numa base regular – não consumir mais de 3 dias seguidos.

Se necessitarmos de consumi-la diariamente durante mais tempo, devemos utilizar apenas metade ou um quarto de ameixa, dissolvida em “chá de 3 anos” (kukicha/bancha).

·       Sendo um alimento contractivo, atrai alimentos mais expansivos, o que significa que o consumo deste alimento a partir de certa quantidade, pode levar-nos ao desejo de ingerirmos alimentos com sabor doce (açúcar, chocolate, etc.).

·       O consumo a longo prazo pode levar à retracção das gengivas.

·       Não deve ser consumida durante mais de uma semana em caso de hipertensão ou se ingerirmos proteína animal todos os dias.

 

 

Tuesday, March 24, 2026

 


DESTAQUE PARA OS HIDRATOS DE CARBONO
por Florence Wenker, 2001

Em princípio, o regime macrobiótico é composto por
30 a 70% de cereais integrais, que são hidratos de carbono.

Embora seja adequado para a maioria das pessoas, em todos os casos é necessário tomar algumas precauções, sobretudo para quem está a iniciar-se na macrobiótica ou para aqueles cuja saúde é frágil. Nestes últimos casos, um regime rico em hidratos de carbono e pobre em gorduras pode ser prejudicial para a saúde.

Ao comer demasiados alimentos que contêm hidratos de carbono, impedimos o organismo de utilizar os lípidos, o que diminui a nossa resistência e aumenta as reservas de gordura.

A capacidade do corpo para armazenar hidratos de carbono é limitada e, quando esse limite é ultrapassado, os excessos são facilmente convertidos em tecido adiposo.

Comer menos não significa necessariamente perder gordura. Regimes pobres em calorias e ricos em hidratos de carbono geram uma série de sinais bioquímicos precursores que são sinais de desequilíbrio e tornam difícil o acesso às gorduras armazenadas.

O que é um hidrato de carbono?

Um hidrato de carbono é um glícido, um açúcar. Encontra-se nos cereais sob a forma de amido, em alguns legumes — sobretudo os legumes de raiz — e nas frutas, nos “açúcares” habituais: açúcar branco ou açúcar de cana, malte de cereais, xarope de ácer, birnel (concentrado de pera), etc.

Os glícidos (ou hidratos de carbono) são digeridos no intestino delgado e transportados até ao fígado, onde são transformados em glicogénio. O glicogénio é libertado conforme a necessidade do organismo para assegurar a glicemia (nível de açúcar no sangue, que deveria situar-se à volta de 1%).

O corpo necessita de um fornecimento regular de glícidos para alimentar o cérebro, que monopoliza uma grande parte do glicogénio, consumindo dois terços dos hidratos de carbono em circulação no fluxo sanguíneo durante o sono. Para este processo, o organismo deve ingerir regularmente hidratos de carbono e transformá-los em glicogénio.

Contudo, este processo pode complicar-se ligeiramente. A capacidade do fígado para armazenar glicogénio é limitada e pode esgotar-se facilmente em dez ou doze horas. É por isso que precisamos de ingerir hidratos de carbono em cada refeição.

O que acontece se comermos demasiados hidratos de carbono?

A capacidade do fígado para armazenar hidratos de carbono é limitada.

No fígado, onde os hidratos de carbono são armazenados para serem transformados em glucose, só é possível guardar cerca de 60 a 90 gramas de hidratos de carbono (peso dos alimentos cozinhados). Isto equivale, por exemplo, a duas chávenas de cereais ou a um bolo seco e uma fruta, representando a capacidade total de reserva necessária para o funcionamento do cérebro.

Os músculos também são grandes consumidores de glicogénio. Uma vez atingido o nível de glicogénio no fígado, nos músculos e no cérebro, o único destino dos hidratos de carbono em excesso é serem convertidos em tecido adiposo.

Assim, embora os hidratos de carbono não contenham gordura, podem acabar por se transformar em gordura se forem consumidos em excesso.

Além disso, qualquer refeição rica em hidratos de carbono provoca uma rápida elevação do nível de glicogénio no sangue. Para corrigir esta subida rápida do açúcar e manter o nível por volta de 1%, o pâncreas secreta uma hormona chamada insulina, que reduz o açúcar no sangue.

A insulina é essencialmente uma hormona de armazenamento, destinada a guardar hidratos de carbono sob a forma de gordura em caso de fome ou escassez. Assim, a insulina estimulada pelo excesso de hidratos de carbono produz uma acumulação de gordura no corpo.

Se comermos demasiados hidratos de carbono, enviamos ao organismo uma mensagem através da insulina: “armazena gordura!”

Não só a insulina diz ao corpo para armazenar os hidratos de carbono como gordura, como também impede a libertação das gorduras já armazenadas. Assim, não consegue utilizar o excesso de gordura.

Este processo leva igualmente o corpo a utilizar mais hidratos de carbono e menos gordura como combustível. Se quiser usar a gordura em excesso como energia, a resposta da insulina deve ser moderada. Regimes ricos em hidratos de carbono libertam mais energia imediata e, assim, impedem a queima de gordura.

Após uma refeição rica em hidratos de carbono, o nível de açúcar no sangue aumenta, levando a insulina a reduzi-lo, o que provoca sensação de fome — muitas vezes uma ou duas horas depois da refeição — e desejo por açúcar.

Se quiser queimar gordura, é necessário diminuir a secreção de insulina ingerindo menos hidratos de carbono. Os açúcares simples (açúcar branco ou açúcar de cana integral, extrato de pera — birnel —, xarope de ácer) devem ser eliminados, e os outros hidratos de carbono mantidos em cerca de 40% da alimentação.

As fibras presentes nos cereais também minimizam a resposta da insulina.

Muitas pessoas perderam a capacidade de transformar eficazmente os hidratos de carbono. Isto chama-se resistência à insulina (IR).

Numa pessoa normal (sem resistência à insulina), cerca de 40% dos hidratos de carbono consumidos são transformados em gordura. Numa pessoa com IR, este valor é muito mais elevado.

Se formos incapazes de utilizar os hidratos de carbono ingeridos, podem surgir alguns sintomas:

  • Fadiga: de manhã, à tarde ou durante todo o dia
  • “Névoa” mental: cansaço mental, dificuldade de concentração, falta de criatividade, má memória, insucesso escolar e incapacidade de aprender
  • Hipoglicemia: breves períodos de hipoglicemia são normais ao longo do dia, sobretudo se as refeições não forem feitas a horas regulares. Mas períodos repetidos e prolongados não são normais. As tonturas são frequentes.
  • Intestinos inchados: a maioria dos gases intestinais é produzida pelos hidratos de carbono e pode evoluir até colite
  • Sonolência: sobretudo após refeições com muitos hidratos de carbono
  • Aumento de peso
  • Aumento da pressão arterial
  • Depressão: como os hidratos de carbono são produtos “calmantes”, “abrandam” o cérebro ao alterar a sua química. Aumentam a serotonina, produzindo sensação de sonolência.
  • Tendência para dependência de álcool, cafeína, tabaco ou outras drogas

Se estiver nesta situação, a quantidade de hidratos de carbono (ou seja, de cereais) não deverá ultrapassar 50% da refeição, em todas as refeições.

A aplicação da yin-yologia (yin/yang) à alimentação é uma arte exigente. A intuição deveria ser o nosso único guia, mas nem sempre é fácil recorrer a ela. Se não nos sentimos muito bem, convém procurar as causas — e esperamos que estas linhas tenham contribuído para isso.

 

 

 

 


REBENTOS DE SOJA
Elena Receitas — 23 março, 2026

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/brotes-de-soja/

Ingredientes

  • 2 colheres de sopa de soja verde (feijão mungo)
  • Água engarrafada ou filtrada

Preparação

·       Lavar a soja em várias águas até ficar bem limpa e escorre-a num coador.

·       Colocar as sementes num frasco de vidro e cobri-las com água filtrada ou engarrafada. Fechar o frasco com uma gaze presa com um elástico ou com uma tampa perfurada que permita escorrer a água. Deixar de molho durante toda a noite.

·       Na manhã seguinte, deitar fora a água e passar bem as sementes por água. Não é necessário retirar a gaze ou a tampa: basta colocar o frasco virado ao contrário sobre um tabuleiro ou no escorredor da loiça para que escorra completamente.

·       Durante os 3 ou 4 dias seguintes, repetir duas vezes por dia o processo de enxaguar e escorrer. É importante manter o frasco inclinado ou virado ao contrário para evitar que as sementes fiquem submersas em água.

·       Quando os rebentos estiverem formados, já estarão prontos a consumir. Podem-se comer crus ou escaldá-los durante alguns minutos, conforme preferirmos.

·       São ideais para adicionar a saladas, salteados ou como acompanhamento de qualquer prato.



Sunday, March 22, 2026

 


CAFÉ: de que forma afecta a nossa saúde

Artigo de Francisco Varatojo

O café é seguramente uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo e também uma das que mais polémicas gera no que toca ao facto de poder ou não afectar a saúde.

Na realidade, estamos a falar da cafeína que, para além de estar presente no café existe também em chás cafeinados, colas, chocolate e outros produtos.

A cafeína tem conhecidos efeitos estimulantes podendo, para algumas pessoas funcionar como um antidepressivo.

Pode ainda ajudar a dissolver cálculos renais, auxiliar a digestão de gordura, entre outros.

Mas a cafeína tem também consideráveis efeitos indesejados:

·       Faz as glândulas supra-renais produzirem imensa adrenalina, deixando as pessoas inicialmente muito agitadas e depois muito cansadas (altura em que bebem outra chávena de café).

Pessoalmente, acho que a cafeína é uma das causas principais de cansaço crónico.

·       Os níveis de açúcar são também afectados pelo consumo de cafeína, produzindo-se frequentemente condições hipoglicémicas crónicas.

·       A cafeína inibe a absorção de vitaminas do grupo B e faz o organismo excretar minerais como o cálcio ou ferro, contribuindo por exemplo, para a descalcificação óssea.

Segundo a abordagem macrobiótica, para além dos efeitos descritos, o café exaure a nossa energia vital, e afecta principalmente:

·       Órgãos como as glândulas supra-renais

·       Rins

·       Bexiga.

O sistema imunitário é também bastante taxado, particularmente pela excessiva estimulação de adrenalina e efeitos negativos nos níveis de glicemia.

A ter particular atenção é a combinação sinergética de cafeína com açúcar (café, chocolates, etc.) que amplifica significativamente os efeitos negativos de ambos.

Como substituto, pode beber um “café” de cereais que é feito a partir de cevada torrada ou mistura de vários cereais (chicória, centeio, entre outros).


Não tem o mesmo sabor, nem o mesmo efeito, mas tem muito mais benefícios.

 

Saturday, March 21, 2026

O MITO DO CÁLCIO

DRª Elena Corrales
https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/el-mito-del-calcio/

RESUMO

A ideia de que precisamos de consumir muito cálcio para ter ossos fortes pode não ser totalmente verdadeira. Estudos indicam que não existe uma relação direta entre a quantidade de cálcio ingerida e a densidade dos ossos.

Como é o exemplo de povos que consomem muito cálcio e têm muita osteoporose, enquanto outros consomem pouc e não têm esse problema.

Não importa só a quantidade de cálcio nos alimentos, mas sim quanto o corpo consegue absorver. Para o cálcio ser bem assimilado, deve existir uma proporção adequada com o fósforo (o ideal é haver o dobro de cálcio em relação ao fósforo). Se houver fósforo a mais, a absorção do cálcio pode ser prejudicada e parte dele é eliminada pelo intestino.

Ou seja, o mais importante não é só consumir cálcio, mas conseguir absorvê-lo corretamente.

A melhor forma real de fortalecer os ossos é:

·       Fazer exercício físico (é provavelmente o mais importante) - os ossos ficam mais fortes quando são “estimulados” pelo peso e impacto. O exercício aumenta a formação óssea e reduz a perda de massa óssea, mesmo em adultos e idosos.

·       Ter níveis adequados de vitamina D - a vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio.

·       Consumir cálcio suficiente (mas não exagerar)

·       Comer proteína suficiente

·       Manter peso saudável e massa muscular

Isto é= mexer o corpo + sol/vitamina D + cálcio suficiente + proteína + estilo de vida saudável. Isto tem muito mais impacto do que nos focarmos apenas num alimento ou suplemento.

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A crença de que consumimos pouco cálcio está tão difundida que se tende a enriquecer numerosos alimentos com este mineral.

Mas o que há de verdade neste assunto? Segundo as investigações mais recentes, não existe relação entre o aporte de cálcio na dieta e a densidade óssea. Os povos esquimós têm os maiores índices de osteoporose do mundo e consomem cerca de 2.500 miligramas de cálcio por dia; no entanto, os povos bantus da África do Sul não conhecem a osteoporose e consomem entre 200 e 350 miligramas de cálcio por dia.

Para ter uma referência dos dados apresentados, estima-se que, nos adultos, para ter ossos saudáveis o aporte diário deve situar-se entre 800 e 1.000 miligramas.

Como, em alguns casos, a deficiência de cálcio pode dever-se a uma ingestão insuficiente, é interessante conhecer o conteúdo deste mineral nos alimentos. Existem numerosas tabelas de composição dos alimentos nas quais se observa que o leite de vaca não é propriamente o mais rico em cálcio.

Mas há uma questão importante que confirma o ditado: “não somos o que comemos, mas sim o que assimilamos”. Para que o cálcio de um alimento seja assimilado, deve estar numa proporção com o fósforo de dois para um. Ou seja, o alimento que favorece a calcificação deve ter o dobro de cálcio em relação ao fósforo: Ca/P = 2/1

Se o fósforo for demasiado abundante num alimento, interfere na absorção do cálcio porque favorece a formação de fosfatos de cálcio insolúveis, que muitas vezes acabam por ser eliminados por via intestinal sob a forma de fecalitos.

Tablas febrero-2

Relação Cálcio/Fósforo nos los alimentos

Podemos observar as diferentes relações cálcio/fósforo na tabela precedente para compreender a biodisponibilidade, ou seja, a eficiência na absorção.

Observamos que os produtos lácteos não são uma boa fonte de cálcio devido ao seu conteúdo excessivo em fósforo e, assim, compreender a origem dos fecalitos que observamos com frequência nas radiografias abdominais.

A ineficácia do leite (e derivados) como aporte de cálcio explica por que, apesar de ser o alimento mais consumido em casa, a osteoporose aumenta todos os dias e em pessoas cada vez mais jovens.

Por outro lado, se na fase da vida em que somos amamentados o nosso crescimento é máximo e nesse período o leite materno é o alimento ideal e exclusivo, devemos perguntar quanto cálcio contém o leite das mães. Surpreendentemente, o leite humano contém apenas 33 mg de Ca /100 ml, face ao leite de vaca que atinge 118 mg de Ca /100 ml.

Este dado leva-nos a refletir sobre por que razão oficialmente se toma como referência de alimento rico em cálcio na nossa dieta o leite de vaca, quando, em todo o caso, se deveria tomar como referência o leite humano.

Causas da deficiência de cálcio

  • carência no aporte
  • má absorção intestinal
  • eliminação renal excessiva
  • utilização do cálcio para neutralizar os ácidos do metabolismo

São alimentos descalcificantes:

  • o açúcar, álcool, café, cacau
  • alimentos refinados e desnaturalizados
  • alimentos desequilibrados na relação Na/K, como citrinos, tomate, etc.
  • excesso de proteínas na dieta, sobretudo de origem animal
  • tabaco
  • leite e derivados lácteos
  • aditivos alimentares como os fosfatos e bebidas gaseificadas, refrigerantes, etc.

O que fazer para evitar a deficiência de cálcio:

  • Manter bons hábitos alimentares desde a infância para atingir um bom “pico de massa óssea”, evitando principalmente os alimentos descalcificantes
  • Praticar exercício físico para manter um bom equilíbrio entre os osteoblastos, responsáveis pela formação óssea, e os osteoclastos, responsáveis pela reabsorção
  • Apanhar sol com bom senso para ter bons níveis de vitamina D
  • Manter em bom estado as vias de eliminação, principalmente os rins

Conclusão

O problema do cálcio não é, portanto, consequência de uma falta de aporte na dieta, como muitas vezes se faz crer, mas sim de perdas resultantes de uma ingestão excessiva de alimentos descalcificantes.



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