AS DOENÇAS DEGENERATIVAS
Alzheimer – EM (Esclerose Múltipla)
– Parkinson – Miopatia – Demência Precoce, etc.
Como proteger-se das doenças
degenerativas nervosas e mentais segundo o método macrobiótico.
Gérard Wenker
ALERTE
VOTRE CORPS VOUS PARLE: LES MALADIES DÉGÉNÉRATIVES
Iª PARTE
resumo
O texto apresenta uma visão macrobiótica das
doenças degenerativas e mentais, como a doença de Alzheimer, Parkinson,
esclerose múltipla e demência.
Segundo o autor, a medicina moderna concentra-se
sobretudo no tratamento dos sintomas através de medicamentos, sem abordar
suficientemente as causas profundas das doenças. Em contraste, a macrobiótica,
inspirada no taoismo e desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi, propõe
que a origem das doenças está relacionada com desequilíbrios no estilo de vida,
na alimentação e no funcionamento dos intestinos.
O autor descreve uma progressão das doenças em sete
etapas:
1.
Fadiga – causada por maus hábitos de vida e alimentação.
2.
Dor – sinais de alerta do organismo, como enxaquecas, febre ou cãibras.
3.
Doenças do sangue – acumulação de toxinas e aparecimento de alergias, problemas de pele e
outras perturbações.
4.
Doenças do sistema nervoso – surgem problemas emocionais e neurológicos, como depressão, esclerose
múltipla, Parkinson e epilepsia.
5.
Doenças dos órgãos e glândulas – degeneração dos tecidos e aparecimento de doenças graves, como doenças
cardiovasculares, cirrose e alguns tipos de cancro.
6.
Doenças mentais – perturbações profundas do sistema nervoso, incluindo esquizofrenia,
paranóia e senilidade.
7.
Doenças de decomposição – fase final, associada a doenças como cancro, leucemia, SIDA e
comportamentos autodestrutivos.
A teoria baseia-se ainda nos conceitos orientais
de yin (expansão) e yang (contração), defendendo que a saúde
depende do equilíbrio entre estas forças.
Ideia principal
O texto defende que as doenças degenerativas e
mentais resultam de um longo processo de desequilíbrio físico e energético, que
teria origem sobretudo na alimentação e no funcionamento intestinal, e que a
prevenção passaria pela adoção de um estilo de vida e de uma alimentação
macrobiótica.
----------------------------------------------------
texto
Como proteger-se das doenças degenerativas nervosas e mentais segundo o
método macrobiótico.
Todas estas doenças são, atualmente, consideradas
incuráveis. Existem apenas alguns medicamentos capazes de retardar, em maior ou
menor grau, o processo de degeneração. Em vez de morrer ao fim de 2 ou 3 anos,
poderá sobreviver cerca de uma década. Obrigado, ciência.
Alzheimer, Creutzfeldt-Jakob, Parkinson, miopatia, esclerose múltipla,
epilepsia, senescência, senilidade precoce, demência. Uma pessoa em cada dez
enfrenta uma disfunção ou degeneração cerebral. Devido ao aumento da esperança
média de vida, estas doenças tornar-se-ão em breve uma das principais causas de
mortalidade em todo o mundo.
A medicina científica moderna é, justamente,
designada por medicina “sintomática”. Há vários séculos que milhares de
sintomas, rigorosamente catalogados em importantes obras especializadas, enchem
as bibliotecas universitárias e os consultórios médicos. Quando um ou mais
sintomas são identificados num doente, o médico procura, antes de mais,
determinar a patologia a que correspondem para, posteriormente, prescrever o
medicamento adequado, suscetível de os fazer desaparecer.
Muitas vezes, nem sequer é necessário diagnosticar uma doença: para cada
sintoma existe um medicamento apropriado: Enxaqueca - Cefaleia - Nevralgia - Inflamação
articular - Obstipação - Diarreia - Azia - Hemorroidas - Insónia - Fadiga
intensa - Hiperatividade - Depressão - Hipertensão - Hipotensão - Hipoglicemia,
etc.
Um comprimido azul, uma pastilha branca, três gotas de uma receita médica
e, em poucos dias, se tudo correr bem, desaparece tudo. Obrigado, doutor.
Obrigado, indústria farmacêutica.
Como podemos constatar, não existe qualquer procura das causas neste
processo; o que importa é o desaparecimento — ou melhor, a ocultação — da
perturbação fisiológica e da dor que frequentemente lhe está associada. Como a
causa permanece desconhecida, raramente é considerada uma prevenção global
eficaz. Desta forma, os principais fatores responsáveis pela maioria das
doenças físicas e mentais podem continuar a exercer a sua ação destrutiva,
gerando sofrimento e morte.
As doenças têm sempre uma causa e, se essa causa, depois de identificada,
não for eliminada, verifica-se inevitavelmente uma progressão no
desenvolvimento e na gravidade da doença.
Apenas a visão dialética da macrobiótica,
inspirada no taoismo e desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi, oferece
uma resposta prática e filosófica para este impasse da medicina moderna.
Embora
seja veementemente contestado pela classe médica, que, por sua vez, não propõe
qualquer solução, o método macrobiótico é notavelmente eficaz.
De acordo com a nossa classificação, as doenças mentais situam-se no final
do percurso, correspondendo à 6.ª e 7.ª etapas. Embora se manifestem no
cérebro, a sua origem última encontraria as suas raízes nos intestinos. Para
demonstrar esta teoria, seria necessário remontar às origens da vida e à
criação do universo.
Recordando:
As 7 etapas da progressão das doenças
Depois das sete condições da saúde, vejamos a sua relação com o
desenvolvimento das doenças. Estas doenças podem ser classificadas segundo a
localização da perturbação original.
1.ª etapa: A fadiga
Consequência de um estilo de vida caótico, que já
não respeita os biorritmos naturais, e de uma alimentação desorganizada que
ignora as leis biológicas da Natureza. A circulação do fluxo vibratório ou Ki
fica perturbada ao nível dos intestinos e do sangue.
Principais ritmos vitais:
Repouso–atividade; Dia–noite; Ingestão–digestão; Físico–psíquico;
Espiritual–sexual; Manual–intelectual; Quente–frio; Homem–mulher; Cheio–vazio; Receber–dar.
Doenças:
Constipações, amigdalites, gripe, diarreia, obstipação, menstruações
irregulares e dolorosas, família infeliz.
Actualmente, 99% das pessoas encontrar-se-iam neste nível. Para o corrigir,
bastaria comer melhor e menos, mastigar adequadamente e introduzir mais ordem
na vida. Caso contrário, passa-se à segunda etapa.
2.ª etapa: A dor
O organismo defende-se e alerta-nos através de: Enxaquecas
- Cãibras – Febres.
Os pequenos acidentes: cair, entalar-se, cortar-se ou bater-se — são massagens
e mensagens do nosso corpo tentando restabelecer os fluxos energéticos. Quando
a causa inicial da poluição sanguínea não é eliminada, surgem as doenças do
sangue.
3.ª etapa: As doenças do sangue
São doenças de eliminação.
Certos órgãos como os intestinos, rins, fígado
deixam de cumprir adequadamente as suas funções, a filtração das toxinas
torna-se insuficiente. Importa recordar que até o melhor alimento, quando
consumido em excesso, se torna tóxico para o organismo - “A quantidade
altera a qualidade.”
Nestas condições, a eliminação das toxinas deixa de ser assegurada. A sua concentração no sangue aumenta, provocando perturbações caracterizadas por doenças da pele, deficiências hormonais, processos de eliminação e alergias. Exemplos: Vómitos - Gastroenterites - Corrimentos vaginais - Incontinência - Febre dos fenos - Varizes - Verrugas - Eczema - Gota - Hemorroidas - Estrias - Anemia - Hemofilia – Diabetes.
Estas três primeiras etapas seriam consequência de um desequilíbrio passageiro.
Se não ocorrer qualquer alteração no estilo de vida e na alimentação, instala-se um estado crónico que conduz à etapa seguinte.
4.ª etapa: As doenças do sistema
nervoso
Vagotonia: predominância
do sistema parassimpático (yang).
Simpaticotonia: predominância
do sistema ortossimpático (yin).
Como as eliminações fisiológicas são insuficientes
para preservar as funções vitais, o corpo, em estado de tensão permanente, vai
utilizar, num primeiro tempo, eliminações emocionais para tentar recuperar o
equilíbrio: Acessos de cólera - Tiques - Hiperatividade - Depressão - Ataques
de pânico - Violência física e sexual. Posteriormente vão surgir patologias
mais graves: Esclerose em placas - Parkinson – Epilepsia.
Paralelamente, como a eliminação estando completamente bloqueada, o
organismo, num derradeiro esforço para sobreviver, vai proceder à concentração
dos depósitos de nutrientes em excesso (prótidos, glícidos e lípidos), dando
origem a: Quistos - Fibromas - Tumores benignos - Cálculos - Poliartrite - Reumatismo
deformante - Obesidade, etc.
5.ª etapa: As doenças dos órgãos e
das glândulas
É a
fase em que ocorrem deformações. A forma dos órgãos altera-se, alguns órgãos,
comparados a ramos mortos, precisam de ser removidos ou substituídos. Começam
então os processos degenerativos. Os
processos metabólicos normais são interrompidos, os tecidos degeneram e sofrem
necrose.
Doenças cardiovasculares, úlceras gastroduodenais, cirrose
hepática, problemas da próstata, diverticulite, problemas renais e endócrinos,
arteriosclerose, cancro do sistema digestivo e excretor e gangrena. É nesta
fase que se recorre aos transplantes de órgãos.
6.ª etapa: As doenças mentais
Perturbação nervosa profunda, paralisia do corpo e da
mente. Paranóia, esquizofrenia, senilidade.
A
maioria das doenças chega à sua fase terminal: paralisia, ataques (acidente
vascular cerebral), embolia, trombose.
7.ª etapa: As doenças de decomposição
Físicas: Cancro - Leucemia
- Sida – Gangrena.
Mentais ou espirituais: Suicídio por toxicomania - Alcoolismo - Bulimia -
Dependência do açúcar.
As doenças de deficiência imunológica (VIH/SIDA)
condensam numa única forma as sete etapas anteriores.
Esta classificação não é nem cronológica nem
necessariamente progressiva em termos de gravidade, embora possa existir uma
progressão dos sintomas. Em contrapartida, os diferentes estádios acumulam-se
frequentemente e, em qualquer etapa, pode ocorrer a morte.
Em resumo, a energia que está na origem do universo
e, consequentemente, da vida, divide-se por polarização em duas forças, que
designaremos, para simplificar, por força yin de expansão e força yang de
contração. Sob a influência do impulso da expansão universal infinita, o
movimento destas duas forças primordiais só pode assumir uma forma espiral.
Assim, a espiral encontra-se sempre no centro de qualquer forma de criação.
Uma espiral completa comporta sete níveis organizados de forma logarítmica, isto é, o comprimento de cada segmento mantém uma relação logarítmica com o segmento que o precede (por exemplo, o braço).
(CONTINUA)

