Wednesday, June 3, 2026


                        AS  DOENÇAS  DEGENERATIVAS

Alzheimer – EM (Esclerose Múltipla) – Parkinson – Miopatia – Demência Precoce, etc.

Como proteger-se das doenças degenerativas nervosas e mentais segundo o método macrobiótico.

Gérard Wenker

ALERTE VOTRE CORPS VOUS PARLE: LES MALADIES DÉGÉNÉRATIVES 

Iª PARTE

resumo

O texto apresenta uma visão macrobiótica das doenças degenerativas e mentais, como a doença de Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla e demência.

Segundo o autor, a medicina moderna concentra-se sobretudo no tratamento dos sintomas através de medicamentos, sem abordar suficientemente as causas profundas das doenças. Em contraste, a macrobiótica, inspirada no taoismo e desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi, propõe que a origem das doenças está relacionada com desequilíbrios no estilo de vida, na alimentação e no funcionamento dos intestinos.

O autor descreve uma progressão das doenças em sete etapas:

1.    Fadiga – causada por maus hábitos de vida e alimentação.

2.    Dor – sinais de alerta do organismo, como enxaquecas, febre ou cãibras.

3.    Doenças do sangue – acumulação de toxinas e aparecimento de alergias, problemas de pele e outras perturbações.

4.    Doenças do sistema nervoso – surgem problemas emocionais e neurológicos, como depressão, esclerose múltipla, Parkinson e epilepsia.

5.    Doenças dos órgãos e glândulas – degeneração dos tecidos e aparecimento de doenças graves, como doenças cardiovasculares, cirrose e alguns tipos de cancro.

6.    Doenças mentais – perturbações profundas do sistema nervoso, incluindo esquizofrenia, paranóia e senilidade.

7.    Doenças de decomposição – fase final, associada a doenças como cancro, leucemia, SIDA e comportamentos autodestrutivos.

A teoria baseia-se ainda nos conceitos orientais de yin (expansão) e yang (contração), defendendo que a saúde depende do equilíbrio entre estas forças.

Ideia principal

O texto defende que as doenças degenerativas e mentais resultam de um longo processo de desequilíbrio físico e energético, que teria origem sobretudo na alimentação e no funcionamento intestinal, e que a prevenção passaria pela adoção de um estilo de vida e de uma alimentação macrobiótica.

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texto

Como proteger-se das doenças degenerativas nervosas e mentais segundo o método macrobiótico.

Todas estas doenças são, atualmente, consideradas incuráveis. Existem apenas alguns medicamentos capazes de retardar, em maior ou menor grau, o processo de degeneração. Em vez de morrer ao fim de 2 ou 3 anos, poderá sobreviver cerca de uma década. Obrigado, ciência.

Alzheimer, Creutzfeldt-Jakob, Parkinson, miopatia, esclerose múltipla, epilepsia, senescência, senilidade precoce, demência. Uma pessoa em cada dez enfrenta uma disfunção ou degeneração cerebral. Devido ao aumento da esperança média de vida, estas doenças tornar-se-ão em breve uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo.

A medicina científica moderna é, justamente, designada por medicina “sintomática”. Há vários séculos que milhares de sintomas, rigorosamente catalogados em importantes obras especializadas, enchem as bibliotecas universitárias e os consultórios médicos. Quando um ou mais sintomas são identificados num doente, o médico procura, antes de mais, determinar a patologia a que correspondem para, posteriormente, prescrever o medicamento adequado, suscetível de os fazer desaparecer.

Muitas vezes, nem sequer é necessário diagnosticar uma doença: para cada sintoma existe um medicamento apropriado: Enxaqueca - Cefaleia - Nevralgia - Inflamação articular - Obstipação - Diarreia - Azia - Hemorroidas - Insónia - Fadiga intensa - Hiperatividade - Depressão - Hipertensão - Hipotensão - Hipoglicemia, etc.

Um comprimido azul, uma pastilha branca, três gotas de uma receita médica e, em poucos dias, se tudo correr bem, desaparece tudo. Obrigado, doutor. Obrigado, indústria farmacêutica.

Como podemos constatar, não existe qualquer procura das causas neste processo; o que importa é o desaparecimento — ou melhor, a ocultação — da perturbação fisiológica e da dor que frequentemente lhe está associada. Como a causa permanece desconhecida, raramente é considerada uma prevenção global eficaz. Desta forma, os principais fatores responsáveis pela maioria das doenças físicas e mentais podem continuar a exercer a sua ação destrutiva, gerando sofrimento e morte.

As doenças têm sempre uma causa e, se essa causa, depois de identificada, não for eliminada, verifica-se inevitavelmente uma progressão no desenvolvimento e na gravidade da doença.

Apenas a visão dialética da macrobiótica, inspirada no taoismo e desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi, oferece uma resposta prática e filosófica para este impasse da medicina moderna.

Embora seja veementemente contestado pela classe médica, que, por sua vez, não propõe qualquer solução, o método macrobiótico é notavelmente eficaz.

De acordo com a nossa classificação, as doenças mentais situam-se no final do percurso, correspondendo à 6.ª e 7.ª etapas. Embora se manifestem no cérebro, a sua origem última encontraria as suas raízes nos intestinos. Para demonstrar esta teoria, seria necessário remontar às origens da vida e à criação do universo.

Recordando:

As 7 etapas da progressão das doenças

Depois das sete condições da saúde, vejamos a sua relação com o desenvolvimento das doenças. Estas doenças podem ser classificadas segundo a localização da perturbação original.

1.ª etapa: A fadiga

Consequência de um estilo de vida caótico, que já não respeita os biorritmos naturais, e de uma alimentação desorganizada que ignora as leis biológicas da Natureza. A circulação do fluxo vibratório ou Ki fica perturbada ao nível dos intestinos e do sangue.

Principais ritmos vitais:

Repouso–atividade; Dia–noite; Ingestão–digestão; Físico–psíquico; Espiritual–sexual; Manual–intelectual; Quente–frio; Homem–mulher; Cheio–vazio; Receber–dar.

Doenças:
Constipações, amigdalites, gripe, diarreia, obstipação, menstruações irregulares e dolorosas, família infeliz.

Actualmente, 99% das pessoas encontrar-se-iam neste nível. Para o corrigir, bastaria comer melhor e menos, mastigar adequadamente e introduzir mais ordem na vida. Caso contrário, passa-se à segunda etapa.

2.ª etapa: A dor

O organismo defende-se e alerta-nos através de: Enxaquecas - Cãibras – Febres.

Os pequenos acidentes: cair, entalar-se, cortar-se ou bater-se — são massagens e mensagens do nosso corpo tentando restabelecer os fluxos energéticos. Quando a causa inicial da poluição sanguínea não é eliminada, surgem as doenças do sangue.

3.ª etapa: As doenças do sangue

São doenças de eliminação.

Certos órgãos como os intestinos, rins, fígado deixam de cumprir adequadamente as suas funções, a filtração das toxinas torna-se insuficiente. Importa recordar que até o melhor alimento, quando consumido em excesso, se torna tóxico para o organismo - “A quantidade altera a qualidade.”

Nestas condições, a eliminação das toxinas deixa de ser assegurada. A sua concentração no sangue aumenta, provocando perturbações caracterizadas por doenças da pele, deficiências hormonais, processos de eliminação e alergias. Exemplos: Vómitos - Gastroenterites - Corrimentos vaginais - Incontinência - Febre dos fenos - Varizes - Verrugas - Eczema - Gota - Hemorroidas - Estrias - Anemia - Hemofilia – Diabetes.

Estas três primeiras etapas seriam consequência de um desequilíbrio passageiro.

Se não ocorrer qualquer alteração no estilo de vida e na alimentação, instala-se um estado crónico que conduz à etapa seguinte.

4.ª etapa: As doenças do sistema nervoso

Vagotonia: predominância do sistema parassimpático (yang).

Simpaticotonia: predominância do sistema ortossimpático (yin).

Como as eliminações fisiológicas são insuficientes para preservar as funções vitais, o corpo, em estado de tensão permanente, vai utilizar, num primeiro tempo, eliminações emocionais para tentar recuperar o equilíbrio: Acessos de cólera - Tiques - Hiperatividade - Depressão - Ataques de pânico - Violência física e sexual. Posteriormente vão surgir patologias mais graves: Esclerose em placas - Parkinson – Epilepsia.

Paralelamente, como a eliminação estando completamente bloqueada, o organismo, num derradeiro esforço para sobreviver, vai proceder à concentração dos depósitos de nutrientes em excesso (prótidos, glícidos e lípidos), dando origem a: Quistos - Fibromas - Tumores benignos - Cálculos - Poliartrite - Reumatismo deformante - Obesidade, etc.

5.ª etapa: As doenças dos órgãos e das glândulas

É a fase em que ocorrem deformações. A forma dos órgãos altera-se, alguns órgãos, comparados a ramos mortos, precisam de ser removidos ou substituídos. Começam então os processos degenerativos. Os processos metabólicos normais são interrompidos, os tecidos degeneram e sofrem necrose.

Doenças cardiovasculares, úlceras gastroduodenais, cirrose hepática, problemas da próstata, diverticulite, problemas renais e endócrinos, arteriosclerose, cancro do sistema digestivo e excretor e gangrena. É nesta fase que se recorre aos transplantes de órgãos.

6.ª etapa: As doenças mentais

Perturbação nervosa profunda, paralisia do corpo e da mente. Paranóia, esquizofrenia, senilidade.

A maioria das doenças chega à sua fase terminal: paralisia, ataques (acidente vascular cerebral), embolia, trombose.

7.ª etapa: As doenças de decomposição

Físicas: Cancro - Leucemia - Sida – Gangrena.

Mentais ou espirituais: Suicídio por toxicomania - Alcoolismo - Bulimia - Dependência do açúcar.

As doenças de deficiência imunológica (VIH/SIDA) condensam numa única forma as sete etapas anteriores.

Esta classificação não é nem cronológica nem necessariamente progressiva em termos de gravidade, embora possa existir uma progressão dos sintomas. Em contrapartida, os diferentes estádios acumulam-se frequentemente e, em qualquer etapa, pode ocorrer a morte.

Em resumo, a energia que está na origem do universo e, consequentemente, da vida, divide-se por polarização em duas forças, que designaremos, para simplificar, por força yin de expansão e força yang de contração. Sob a influência do impulso da expansão universal infinita, o movimento destas duas forças primordiais só pode assumir uma forma espiral. Assim, a espiral encontra-se sempre no centro de qualquer forma de criação.

Uma espiral completa comporta sete níveis organizados de forma logarítmica, isto é, o comprimento de cada segmento mantém uma relação logarítmica com o segmento que o precede (por exemplo, o braço).

(CONTINUA)



Tuesday, June 2, 2026

 


“A MACROBIÓTICA ou

A ARTE DE PROLONGAR A VIDA”
HUFELAND CHRISTOPH WILHELM

Gérard Wenker

https://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2007/04/hufeland-christophe-wilhem.html

resumo

Christoph Wilhelm Hufeland (1762–1836) foi um médico alemão e uma figura central da macrobiótica, entendida como a arte de conservar a saúde e prolongar a vida. Amigo de Hahnemann, médico de Goethe e Schiller, professor em Iena e Berlim, destacou-se como pioneiro da cronobiopatologia, da meteoropatologia e da medicina preventiva.

Na sua obra A Macrobiótica ou a Arte de Prolongar a Vida (1796), Hufeland reuniu os conhecimentos médicos e filosóficos da época, afastando-se do esoterismo, da alquimia e do magnetismo associados à macrobiótica medieval. Defendia uma abordagem baseada na experiência, na observação e na análise científica, valorizando simultaneamente a alimentação, o comportamento, o ambiente e a energia vital como factores essenciais da saúde.

Para Hufeland, a macrobiótica distinguia-se da medicina tradicional: enquanto a medicina procurava curar doenças, a macrobiótica tinha como objectivo prolongar a vida de forma equilibrada. Considerava que o excesso de vigor físico podia acelerar o desgaste do organismo e defendia um modo de vida moderado e harmonioso.

O livro teve enorme impacto internacional, foi traduzido em várias línguas e contribuiu para o reconhecimento da macrobiótica como disciplina médica até ao século XX. Hufeland é ainda hoje considerado um dos principais precursores da medicina preventiva e dos movimentos anti-envelhecimento.

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texto

Abordamos agora um dos grandes marcos da macrobiótica, que defendia uma verdadeira arte de viver destinada a conservar a saúde e a prolongar a vida.

Nascido em 1762 em Langensalza e falecido em Berlim em 1836.

·      Amigo de Hahnemann e considerado o pai da cronobiopatologia.

·      Médico de Goethe e Schiller.

  • 1793 – Professor em Iena.
  • Médico do rei da Prússia Frederico III e da rainha Luísa da Prússia.
  • 1809 – Titular da cadeira de Patologia na Universidade de Berlim.
  • Redactor-chefe do “Jornal de Medicina Prática”.
  • Professor de patologia médica, é considerado o pai da meteoropatologia.

“A MACROBIÓTICA ou A ARTE DE PROLONGAR A VIDA”

Escrito em 1796 pelo Dr. Christoph Wilhelm Hufeland (1762-1836). O livro de C. W. Hufeland reúne os conhecimentos sobre “macrobiótica” da sua época, apresentados por um humanista erudito. Para além da sua vasta experiência prática como médico, o Dr. Hufeland reuniu nesta obra o saber antigo acumulado por Marcello Ficino em De Triplici Vita, não deixando, contudo, de o criticar sempre que o considerava necessário.

Podemos considerar Hufeland como o coveiro das ideias de:

“Vita sana – Vita longa” à maneira ficiniana ou, pior ainda segundo ele, das correntes de Paracelso e Mesmer.

Hufeland põe fim ao esoterismo, à alquimia e ao magnetismo associados à macrobiótica medieval, dando prioridade à experiência, à análise e à estatística nascente. Nos seus livros podem entrever-se os primórdios da medicina do século XX: rigorosa, analítica, mas ainda humana e ainda não sintomática.

Hufeland atribuía ainda grande importância à procura das causas da doença, através do comportamento e da alimentação dos indivíduos. O meio, o ambiente, a natureza e a energia vital eram tidos em conta sendo seu objectivo libertar a “macrobiótica” de qualquer resquício de “feitiçaria”, como a quiromancia, a cabala, a astrologia ou o magnetismo, aos quais não atribuía qualquer poder de cura, considerando os praticantes dessas disciplinas vulgares charlatães.

Conseguiu ultrapassar todas as expectativas. O seu livro teve um sucesso extraordinário para a época: foi traduzido em numerosas línguas, reeditado várias vezes e vendeu milhares de exemplares em todo o mundo. A macrobiótica adquiriu reconhecimento oficial, ao ponto de se tornar uma disciplina autónoma nos estudos médicos até aos anos 1930.

O Dr. Hufeland, que foi o primeiro médico do rei da Prússia, é reconhecido como o mais célebre precursor da medicina preventiva anti-envelhecimento (ANTI-AGING). Através do seu livro A Arte de Prolongar a Vida pela Macrobiótica, publicado em 1797, Hufeland tornou-se conhecido mundialmente, e o seu ensinamento continua ainda hoje a constituir a base de uma ética global dos movimentos anti-aging.

Prefácio do livro de Hufeland

A vida humana, considerada do ponto de vista físico, é uma operação particular da química animal, um fenómeno resultante da conjugação das forças da natureza e de elementos materiais em constante mudança. Esta operação, como todas as de origem física, deve possuir regras, limites e uma duração precisa, uma vez que depende da quantidade de forças e de matérias utilizadas, do modo como essas forças são aplicadas e de diversas circunstâncias internas e externas. Contudo, tal como sucede com todas as operações da mesma natureza, também esta pode ser favorecida ou contrariada, acelerada ou retardada.

Determinando com precisão o seu princípio e as suas necessidades, e apoiando-se na experiência, é possível identificar as condições que provocam a sua aceleração e abreviação, ou o seu abrandamento e, consequentemente, o seu prolongamento. É, portanto, possível estabelecer regras de regime e de tratamento médico destinadas a prolongar a vida; é daí que nasce uma ciência particular: a macrobiótica, ou a arte de prolongar a vida. É essa ciência que nos propomos expor nesta obra.

Não se deve confundir esta arte nem com a medicina comum nem com a higiene médica, pois possui um objectivo, meios e limites diferentes. O objectivo da medicina é a saúde; o da macrobiótica é uma vida longa. Os meios utilizados pela medicina dirigem-se apenas ao estado actual para o modificar; os da macrobiótica visam o conjunto da existência.

Para a medicina basta restabelecer a saúde perdida; porém, depois da cura, não se preocupa em saber se a vida será prolongada ou abreviada — e esse é frequentemente o resultado de muitos tratamentos médicos. A medicina vê toda a doença como um mal que deve ser eliminado a qualquer preço; a macrobiótica considera que certas afecções podem contribuir para prolongar a existência.

A primeira destas ciências, através de tónicos e outros remédios, procura conduzir o homem ao mais elevado grau de energia física e vigor; enquanto a segunda ensina que essa perfeição deve ter um limite máximo, e que o excesso de forças pode acelerar o curso da vida e, por conseguinte, abreviar a sua duração.

A medicina deve, portanto, ser considerada apenas como auxiliar da macrobiótica: servir-lhe-á para reconhecer as doenças, inimigas da nossa existência, proteger-nos delas e fazê-las desaparecer; mas ocupará sempre um lugar secundário em relação à macrobiótica.

Pareceu-me, por isso, útil e até necessário corrigir as ideias geralmente formadas sobre este importante assunto e reconduzi-las a princípios simples e sólidos; numa palavra, dar à arte de que nos ocupamos uma sequência e uma ordem sistemática de que até agora carecia.

O principal objectivo dos meus esforços foi, antes de tudo, fundar sistematicamente a doutrina da macrobiótica e revelar os meios de que dispõe. Porém, gradualmente, fui levado a tratar alguns temas acessórios que devo aqui mencionar para facilitar a compreensão do conjunto.

Este método pareceu-me adequado para conferir a vários princípios dietéticos um interesse mais vasto e um alcance mais geral, porque me pareceu que se produz menos efeito no espírito ao afirmar simplesmente: “Tal coisa ou tal regime é saudável ou prejudicial”, pois isso constitui apenas uma afirmação relativa, dependente da força ou fraqueza da constituição e de outras circunstâncias secundárias, do que ao afirmar que essas coisas e esse regime prolongam ou abreviam a vida.



 

 

O FORNO MICROONDAS

Como funciona um forno de microondas?

As micro-ondas são uma forma de energia electromagnética, similar às ondas de luz ou de rádio. Utilizam-se para emitir sinais telefónicos de longa distância, programas de televisão, informação informática tanto na Terra como no espaço …

Cada forno microondas contém um magnetrão, ou seja, um tubo no qual os electrões são afectados por campos eléctricos e magnéticos de tal forma que se produz uma emissão de ondas electromagnéticas que interage com as moléculas dos alimentos.

Nos modelos comerciais, o forno tem uma potência de entrada de cerca de 1.000 watts de corrente alternada. Quando as microondas geradas a partir do magnetrão bombardeiam os alimentos, fazem com que as moléculas da água que contêm mudem a sua polaridade vários milhões de vezes por segundo. E é precisamente a agitação criada por esta fricção molecular que aquece os alimentos.

De todas as moléculas que são polares, o oxigénio da molécula da água é a que reage mais facilidade. É assim que o calor é gerado ao cozinhar no microondas, por fricção violenta das moléculas de água.

A propagação de energia com ondas electromagnéticas é uma forma de radiação, pelo que ao aquecer os alimentos no forno microondas estamos a irradiá-los.

Entre as precauções para a sua utilização, os fabricantes insistem em termos cuidado para que a porta esteja bem fechada para que não haja fugas, já que uma emissão de ondas electromagnéticas de baixa intensidade é especialmente perigosa se o órgão em em que incidir fôr o cristalino do olho, já que pode causar cataratas. É igualmente perigoso para as pessoas que usam pacemakers, já que pode causar alterações na frequência destes dispositivos cardíacos.

Qualquer fuga destas ondas significa uma exposição milhares de vezes superior à que estamos habituados na natureza, pelo que já podemos adivinhar como estas radiações irão afectar os alimentos.

A intuição dos nossos anciãos

Algumas pessoas mais velhas mostraram-se muito receosas com o aparecimento de um forno que aquece os alimentos "de dentro para fora", ou seja: o calor é gerado dentro dos alimentos por fricção molecular, não há fonte de calor externa (lenha, carvão, gás) como tem acontecido desde a invenção do fogo.  A cozedura por microondas começa dentro das células e das moléculas onde há água, e é aí que a energia é transformada em calor por fricção.

Noutros casos, a intuição permitiu-lhes fazer afirmações como as seguintes: se assar um besugo no forno tradicional demora 20 minutos e o microondas faze-lo num minuto, "alguma coisa deve ter". Esta expressão é um produto da compreensão de uma lei universal que diz: "tudo o que tem rosto, tem dorso, e quanto maior o rosto, maior o dorso". Toda a "vantagem" leva consigo uma "desvantagem" da mesma magnitude. Ao considerar a velocidade com que aquece, ter em conta que a "velocidade mata".

Estudos sobre os efeitos nocivos dos fornos microondas para a saúde

Existe extensa literatura sobre os efeitos nocivos desta forma de cozinhar, dos quais referimos um breve resumo.

Efeitos sobre os alimentos

De acordo com os últimos estudos realizados por institutos europeus independentes de consumo, os fornos microondas podem alterar a composição molecular dos alimentos.

Existem investigações que informam de uma degradação estrutural dos alimentos que resulta numa diminuição do valor nutricional dos alimentos em 60 a 90 %.

Por exemplo, o ácido fólico, uma vitamina B essencial para a formação do sangue e importante para o desenvolvimento do sistema imunitário e para o crescimento, desaparece nos alimentos tratados com micro-ondas cinco vezes mais depressa do que nos alimentos cozinhados convencionalmente.

A riboflavina (vitamina B2) também diminui muito mais rapidamente quando se cozinha com micro-ondas do que na cozinha convencional, e há também perdas consideráveis nas vitaminas B1, B6 e na C.

Do mesmo modo, a estrutura proteica dos alimentos é alterada. Quando a cerveja é pasteurizada com um secador de microondas, uma nova proteína aparece numa concentração cinco vezes superior ao normal.

Por outro lado, a mioglobina, substância pigmentar natural da carne, tende a desaparecer com a técnica do microondas.

Quanto aos hidratos de carbono, nas batatas, são criadas umas substâncias consideradas cancerígenas, similares aos peróxidos. As paredes celulares das couves-flores e das cenouras são completamente destruídas, ao contrário do que acontece com a cozinha tradicional.

A radiação ao provocar uma destruição e deformação das moléculas dos alimentos, cria novos compostos chamados "radiolíticos" que não existem na natureza.

Se consumirmos alimentos alterados, seria sensato perguntarmo-nos sobre o modo como essas substâncias modificadas irão afectar a nossa própria estrutura celular.

A Drª Lita Lee no seu livro "Health Effects of Microwave Ovens" afirma que o forno microondas emite uma radiação electromagnética que danifica os alimentos e transforma as substâncias cozinhadas em produtos tóxicos perigosos e cancerígenos.

Efeitos biológicos

A exposição às emissões de microondas também tem um efeito negativo imprevisível sobre o bem-estar geral das pessoas.

Já nos anos 90, do sec. XX, o Dr. Hans Ulrich Hertel e o Dr. Bernard H. Blanc do Instituto Federal Suíço de Tecnologia e do Instituto Universitário de Bioquímica realizaram um estudo para observar a diferença entre os valores sanguíneos dos sujeitos que comiam alimentos cozinhados da forma tradicional e os que comiam os mesmos alimentos cozinhados num forno de microondas.

As diferenças eram significativas: as pessoas que comiam alimentos cozinhados no micro-ondas tinham valores mais baixos de hemoglobina e colesterol, bem como de linfócitos em relação ao grupo de controlo.

Outros estudos detectaram efeitos fisiológicos negativos, tais como perda de memória, falta de capacidade de concentração, supressão do limiar emocional, abrandamento dos processos intelectuais, interrupção do sono, etc.

Reflexões antes de utilizar o forno de microondas:

O consumo contínuo de alimentos cozinhados no forno microondas pode causar danos cerebrais permanentes, tais como perda de memória, perda da capacidade de concentração, instabilidade emocional e redução da inteligência.

Uma alimentação baseada em alimentos processados no forno microondas pode causar deficiências no sistema imunitário e alterar a produção de hormonas sexuais. Do mesmo modo, pode favorecer a multiplicação das células tumorais em diferentes tipos de cancro. Uma vez que favorece a formação de radicais livres com o consequente aumento dos níveis de oxidação.

Podemos sofrer de desnutrição graças à redução do valor nutricional dos alimentos, e além disso, o nosso organismo não pode metabolizar os produtos desconhecidos que são gerados nos alimentos expostos à radiação de microondas e, consequentemente, essas substâncias permanecem indefinidamente no nosso organismo.

Portanto, se tivermos um forno microondas em nossa casa, devemos considerar se devemos livrar-nos dele ou, se o utilizarmos, fazê-lo de forma ocasional e prudente, dado que os prejuízos superam em muito os benefícios.

Ao escrever estas linhas vem-me à cabeça o grande alarde publicitário feito por um dos melhores restaurantes do nosso país, explicando que tinha modernizado a cozinha colocando todo o tipo de aparelhos eléctricos e microondas para continuar a oferecer um bom serviço aos seus clientes e manter a qualidade de sempre, mas estando actualizado... Sem comentários!

Igualmente convido à reflexão de muitos casais jovens que cozinham apenas em microondas, incluindo o aquecimento dos biberons dos seus filhos.

 


Sunday, May 31, 2026

                                                             O jejum

transição para o novo paradigma (Parte 1)

Maria Angels Mestre
https://www.mangelsmestre.com/main/el-ayuno-preparacion-para-el-nuevo-paradigma/

resumo

O texto defende o jejum como uma prática de desintoxicação física, energética e espiritual, associando-o à melhoria da saúde e à evolução da consciência.

Ideias principais

  • O jejum ajuda a limpar as células e os “átomos”, aumentando a harmonia, a energia e reduzindo o medo.
  • Segundo o texto, para evoluir espiritualmente (“5.ª Dimensão”) é necessário cuidar tanto do corpo energético como do corpo físico.

Benefícios atribuídos ao jejum

  • Redução do colesterol, triglicéridos, tensão arterial e glicemia
  • Melhoria da resistência à insulina e da Diabetes Tipo 2
  • Aumento da memória, concentração e energia
  • Diminuição da inflamação e desintoxicação do organismo
  • Aumento da longevidade
  • Redução da fome compulsiva e da ansiedade

Autofagia

O texto explica que o principal mecanismo responsável pelos benefícios é a autofagia, um processo de “limpeza celular” em que o corpo elimina proteínas e células danificadas.

São citados:

  • Christian de Duve, que relacionou a autofagia com a eliminação de proteínas associadas a doenças como Alzheimer.
  • Yoshinori Ohsumi, que investigou a regeneração celular ligada à autofagia.

Quando começam os efeitos

  • Após cerca de 16 horas sem comer inicia-se a lipólise (uso da gordura como energia).
  • Entre 20 e 22 horas, o texto afirma que aumentam os processos de regeneração celular e produção de células estaminais.

Como iniciar

Sugere:

  • jejuns intermitentes de 14–16 horas,
  • não jantar ou não tomar o pequeno-almoço,
  • hidratação adequada,
  • ingestão de magnésio e potássio.

Efeitos secundários possíveis

  • dores de cabeça,
  • frio,
  • insónias,
  • desconforto digestivo,
  • desidratação.

Relação com a macrobiótica

O texto afirma que pessoas com alimentação macrobiótica, inspirada em George Ohsawa, necessitam menos de jejum porque já teriam menor toxicidade corporal. A macrobiótica é apresentada como uma alimentação anti-inflamatória, desintoxicante e promotora de longevidade.

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texto

No artigo «Reflexões sobre o novo paradigma – parte 2» (*) falámos da necessidade dos jejuns para desintoxicar as células e, como consequência, os nossos átomos. Se o átomo estiver em boas condições, o eletrão gira mais depressa e mais alto, alcançando outras ondas de frequência mais elevada. Como resultado, temos mais harmonia, controlo e ausência de medo.

A frequência é a medida do número de ciclos ou repetições de uma onda por unidade de tempo.

Para caminhar em direção à 5.ª Dimensão, é necessário não apenas trabalhar os nossos corpos energéticos, mas também o nosso corpo físico, desintoxicando e limpando as nossas células e, consequentemente, melhorando os nossos átomos.

Outros benefícios

O Dr. Ángel Durantez, especialista em medicina antiaging, diz-nos: «O jejum diminui o colesterol, os triglicéridos, a tensão arterial, modula a resposta insulínica, reduz a glicemia e melhora a síndrome metabólica…». «O organismo activa novas vias metabólicas associadas à regeneração e ao catabolismo.» Outros estudos sobre os benefícios do jejum indicam que ocorre um aumento da memória e da capacidade de concentração, assim como um aumento de energia.

Qual é a causa de tantos benefícios?

Jejuar estimula a autofagia. A autofagia é um sistema de limpeza celular em que as células destroem os seus próprios resíduos. Existem vários estudos:

- O cientista belga Christian de Duve recebeu o Prémio Nobel da Medicina em 1974 pela descoberta de que, através da autofagia, nos libertamos das acumulações de proteínas velhas e mal formadas que originam patologias como o cancro e o Alzheimer. Define o Alzheimer como a acumulação de proteínas senis ou placas amiloides que prejudicam o sistema cerebral.

- O cientista japonês Yoshinori Ohsumi ganhou outro Prémio Nobel da Medicina em 2016 pela sua investigação sobre a autofagia e sobre o processo natural de regeneração celular — ao aumentar o óxido nítrico.

Mais benefícios

O jejum diminui a insulina, aumentando o glucagon. O glucagon dá o impulso necessário para produzir autofagia. Assim, o jejum previne a Diabetes Tipo II.

Também estimula as hormonas do crescimento, que levam o nosso organismo a criar novas células.

Quando começa a autofagia?

À medida que passam as horas sem comer, os benefícios vão aumentando. A partir das 16 horas sem comer começa a lipólise (a oxidação dos ácidos gordos, triglicéridos e colesterol).

A partir das 20-22 horas produzem-se células estaminais e também óxido nítrico, que ajuda os órgãos a renovar as suas células velhas e danificadas (as restantes células descansam) e a energia é usada apenas para depurar o organismo. Eliminam-se toxinas, proteínas mal dobradas (que originam Alzheimer, Diabetes Tipo 2, Parkinson, Espondilite Anquilosante…), mediadores da inflamação (citocinas, histamina…) e limpa-se a matriz extracelular. Entre outros benefícios, a autofagia também melhora o sistema imunitário. As células estaminais produzem novos glóbulos brancos (linfócitos).

Como começamos o jejum?

Podemos começar com o jejum curto, que consiste em não jantar ou não tomar o pequeno-almoço. Pode praticar-se em dias alternados ou diariamente.

O jejum de 1 dia

Com o jejum de 1 dia obtém-se energia das reservas de hidratos de carbono armazenadas sob a forma de glicogénio no fígado e nos músculos.

O jejum de mais de 1 dia

Após 24 horas, a energia vital passa a ser obtida a partir das gorduras.

Nas pessoas muito magras não existem reservas de gordura, pelo que o jejum não é aconselhável.

Benefícios do jejum intermitente

  • Aumento das neurotrofinas (proteínas que favorecem a sobrevivência dos neurónios)
  • Eliminação da resistência à insulina
  • Diminuição da insulina no sangue e das suas complicações, como diabetes, acidentes vasculares, ovários poliquísticos…
  • Melhoria da Diabetes Tipo 2
  • Diminuição da GRELINA (hormona da fome)
  • Aumento da leptina, que nos dá saciedade
  • Aumento da longevidade em 15% — aproximadamente 12 anos
  • Eliminação da alimentação compulsiva e da ansiedade
  • Redução da inflamação e desintoxicação, já que a gordura é muito inflamatória e funciona como armazém de tóxicos
  • Aumento da energia vital
  • Normalização dos parâmetros das análises clínicas

Como começar o jejum intermitente sem sofrimento?

  • Começar em dias alternados com jejuns de 14 a 16 horas
  • Hidratar-se com água destilada não industrial e mineralizada. Esta seria a água ideal, mas pode usar-se outra o mais limpa possível
  • Beber chá como precursor de GABA, que afeta os níveis de serotonina e dopamina
  • Tomar sais de magnésio e potássio para armazenar glicogénio no fígado. O glicogénio fornece as reservas necessárias de glucose para 22-24 horas

Possíveis efeitos secundários

  • Dor de cabeça
  • Desconforto digestivo, porque as vilosidades intestinais se regeneram — outro benefício
  • Sensação de frio, diminuição da temperatura corporal
  • Insónias, devido ao estado de alerta provocado pelo jejum
  • Desidratação, se não se beber o suficiente. Também não se deve beber em excesso para não prejudicar os rins
  • Para evitar a cetose, nos dias sem jejum recomenda-se uma ingestão diária de hidratos de carbono entre 20-60 g. A cetose é o aumento de acetona por falta de hidratos de carbono

O jejum mais potente e eficaz

O verdadeiro e mais potente jejum consiste apenas na ingestão de água.

E se a nossa alimentação for macrobiótica?

Na alimentação macrobiótica não se recomendam jejuns porque as pessoas que a praticam não estão tóxicas e têm baixos níveis de gordura corporal, não existindo, por isso, reservas.

Se nos tivermos alimentado durante bastantes anos segundo os princípios de G. Ohsawa, fundador da macrobiótica, as nossas células não estarão tóxicas e as análises estarão sempre corretas.

A alimentação macrobiótica conduz ao rejuvenescimento e à longevidade e é: ecológica, anti-inflamatória, antioxidante, energética, anti-stress, alcalinizante, promotora do trânsito intestinal e desintoxicante.

O arroz integral é conhecido há séculos como alimento desintoxicante (ver regime n.º 7 de G. Ohsawa). Outros alimentos macrobióticos muito desintoxicantes são: as algas, o miso, a ameixa umeboshi, o cogumelo shiitake, o nabo daikon…

A macrobiótica aconselha jantar cedo, cerca de 3 horas antes de deitar. Desta forma faremos um jejum diário de aproximadamente 14-15 horas. Com esta prática descansaremos bem e acordaremos com vitalidade e bom apetite.

A macrobiótica orienta-nos para a espiritualidade através da transformação física, energética, emocional e mental. Também favorece o desenvolvimento da vontade e da intuição, elementos fundamentais e necessários para a expansão da Consciência.

Para as pessoas interessadas na Macrobiótica, segue em anexo o livro de G. Ohsawa, fundador da Macrobiótica. Descarregar aquí: (https://www.mangelsmestre.com/main/wp-content/uploads/sites/4/2020/11/EL-ZEN-MACROBIOTICO.pdf).

 

(*) https://www.mangelsmestre.com/main/reflexiones-sobre-el-nuevo-paradigma-parte-2/

 

 

 

 

 

 

 

                        AS   DOENÇAS   DEGENERATIVAS Alzheimer – EM (Esclerose Múltipla) – Parkinson – Miopatia – Demência Precoce, etc. ...