Monday, April 27, 2026

 

TEMPEROS E VINAGRETES SABOROSOS E EQUILIBRADOS
COM OS 5 SABORES

Macrosano

Isabel

resumo

O texto explica como tornar temperos e vinagretes mais saborosos e equilibrados ao usar os 5 sabores: doce, salgado, ácido, amargo e picante.

A ideia principal é que combinar estes sabores melhora o sabor dos pratos, aumenta a sensação de saciedade e ajuda a evitar desejos depois das refeições. Além disso, segundo a macrobiótica e a medicina tradicional chinesa, cada sabor está associado a diferentes órgãos e contribui para o equilíbrio do organismo.

O texto destaca que o sabor doce deve predominar, sendo complementado por pequenas quantidades dos outros sabores para criar harmonia.

Também dá exemplos de ingredientes para cada sabor (como concentrado de maçã para o doce, gengibre para o picante, miso para o salgado, limão para o ácido e tahini para o amargo) e ensina que basta combinar pelo menos um de cada categoria para obter um tempero equilibrado.

Por fim, sugere uma receita simples de vinagrete cremoso de limão como exemplo prático.

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texto

Ainda continuas a preparar os teus temperos com azeite, vinagre e sal? Sabias que, se incluíres os 5 sabores nos teus temperos, eles ficarão muito mais saborosos?

E sabias que, se utilizares os 5 sabores na preparação dos teus pratos e molhos, te sentirás muito mais satisfeito/a depois da refeição?

A procura do equilíbrio, conjugando o sabor salgado, ácido, doce, amargo e picante, é um aspeto importante e muito valorizado na prática da cozinha macrobiótica. A medicina tradicional chinesa também o tem em consideração ao conceber pratos que equilibram, nutrem e satisfazem.

Quando utilizamos os 5 sabores, harmoniosamente combinados, nos nossos pratos, reduzimos os desejos típicos após as refeições. Isto acontece porque o nosso paladar, e ainda mais importante, o nosso cérebro, se sentem satisfeitos.

Quando, ao preparar uma refeição, predomina por exemplo o sabor salgado, estamos a criar um desejo de consumir doces que equilibrem a qualidade energética (yang) do sal — e conseguimos isso com alimentos doces, ricos em açúcares, que energeticamente são muito mais yin. O mesmo acontecerá se utilizarmos o picante em excesso ou, pelo contrário, se quase não usarmos sal.

Para além de satisfazer o paladar, os 5 sabores têm também uma influência energética nos diferentes órgãos, ajudando a estimulá-los e a tonificá-los quando usados de forma adequada.

O sabor doce é conhecido por tonificar os órgãos associados ao elemento terra: estômago, baço e pâncreas. O picante nutre os órgãos do elemento metal: intestino grosso e pulmão. O salgado está ligado ao elemento água, tonificando assim os rins e a bexiga. O ácido está especialmente indicado na Primavera e nutre o elemento madeira, beneficiando o fígado e a vesícula biliar. Por fim, o amargo ajuda a estimular o intestino delgado e o coração, órgãos relacionados com o elemento fogo.

De todos estes sabores, o doce é o que deve ter maior presença nas nossas refeições. Não é por acaso que é o sabor que mais nos relaxa; no entanto, pequenos toques dos restantes sabores ajudam a criar pratos equilibrados e harmoniosos e a manter o organismo em perfeito equilíbrio.

Não sabes como incorporar os 5 sabores nos teus temperos?
É muito simples… dá uma vista de olhos à lista de ingredientes abaixo e tenta utilizar pelo menos um de cada sabor nas tuas receitas. Com a prática, serás capaz de criar temperos deliciosos e equilibrados… vais ver a diferença!

1. SABOR DOCE:

Uma das melhores opções para dar doçura aos teus temperos é o concentrado de maçã; por ser líquido, liga perfeitamente nos vinagretes, sem necessidade de aquecer ou triturar.

Também podes optar por malte de cereais, que costuma ser mais leve. Embora não se incorpore tão facilmente como o concentrado, basta mexer um pouco mais. O sabor doce é mais suave.

Frutos secos como damascos secos ou passas são igualmente uma boa opção. Podes usá-los picadinhos e deixá-los hidratar no vinagrete ou, se fores triturar o tempero, adicioná-los desde o início.

2. SABOR PICANTE:

Aqui o rei é o gengibre. O seu sabor agrada a quase todos, mas deve ser usado com moderação, pois é intenso.

Uma das melhores formas de o incorporar é extraindo o seu sumo. Sim, é possível! Apesar do aspeto seco, tem bastante líquido no interior.

Basta ralar uma pequena quantidade (idealmente com um ralador cerâmico) e espremer com as mãos — vais surpreender-te com a quantidade de sumo.

A mostarda também é uma boa opção, devendo ser usada em pequenas quantidades e de preferência biológica e de qualidade.

Um toque de pimenta preta moída na hora também ajuda.

Se não te importares com a textura, experimenta ralar um pouco de rabanete ou nabo daikon diretamente sobre o tempero.

3. SABOR SALGADO:

Aqui tens muitas opções: tamari, shoyu e miso são muito usados. O miso de arroz, em particular, é prático, menos salgado e dá cremosidade.

Também podes usar gomásio (sementes de sésamo com sal) ou vinagre de umeboshi. Este último permite incorporar dois sabores ao mesmo tempo: ácido e salgado.

E claro, podes usar sal — embora seja preferível optar pelas alternativas anteriores, onde o sal já está integrado e muitas vezes fermentado.

Se usares sal, mistura bem o tempero para o dissolver. Podes fazê-lo num frasco de vidro, agitando energicamente. Depois, podes guardar a preparação durante vários dias.

4. SABOR ÁCIDO:

Sumo de limão, vinagre de umeboshi, vinagre de arroz, raspa de laranja ou limão… há muitas opções.

O chucrute é também excelente: podes adicioná-lo diretamente à salada ou picá-lo e misturá-lo no vinagrete.

5. SABOR AMARGO:

Os citrinos são uma forma prática de introduzir este sabor, pois além da acidez trazem um ligeiro amargor.

A pasta de sésamo (tahini) também tem um toque amargo e ajuda a ligar o tempero, criando uma textura mais cremosa.

Depois de preparados, os temperos podem ser usados durante vários dias. Guarda-os num frasco de vidro e agita bem antes de usar.

E para começares, aqui fica um dos meus preferidos:

TEMPERO CREMOSO DE LIMÃO

·      2 colheres de sopa de creme branco de amêndoa

·      2 colheres de sopa de concentrado de maçã

·      Raspa de 1 limão

·      Shoyu q.b.

·      Mistura o creme de amêndoa com o concentrado de maçã e um pouco de água quente até obteres uma consistência cremosa.

·      Junta a raspa de limão e mistura bem.

·      Prova e adiciona algumas gotas de shoyu a gosto.

 

 

 

 

Sunday, April 26, 2026

 


As algas marinhas comestíveis
Dra. Elena Corrales
https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/tag/algas/

resumo

As algas marinhas comestíveis, conhecidas como “legumes do mar”, são alimentos antigos e muito nutritivos, consumidos por várias culturas ao longo da história. Destacam-se pela sua elevada densidade nutricional, sendo ricas em minerais, vitaminas, proteínas, fibra e gorduras saudáveis.

Têm diversos benefícios para a saúde: ajudam a equilibrar o pH, estimulam o metabolismo, contribuem para a desintoxicação do organismo, possuem propriedades antioxidantes e podem ajudar a regular o colesterol e a glicemia. Apesar do seu teor de iodo, o consumo moderado é considerado seguro e pode até ajudar a equilibrar a função da tiroide.

Quanto à possível contaminação, as algas apresentam riscos semelhantes aos do peixe e marisco, sendo geralmente seguras quando provenientes de fontes certificadas.

Existem vários tipos de algas (como arame, hiziki, nori, kombu, wakame, entre outras), todas com propriedades específicas, mas em geral úteis para remineralizar o organismo e promover o bem-estar.

Conclusão:
As algas são um superalimento versátil e saudável que pode ser facilmente integrado na alimentação diária.

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texto

As algas marinhas, conhecidas como os «legumes do mar», têm sido uma parte fundamental da alimentação das comunidades costeiras em todo o mundo. Embora a sua popularidade tenha crescido no Ocidente graças à culinária japonesa, culturas dos cinco continentes incorporam estes vegetais marinhos na sua dieta desde tempos remotos.

Aspetos evolutivos

As algas são organismos primitivos e dos vegetais mais antigos na escala evolutiva. Ao contrário das plantas terrestres, não possuem estruturas diferenciadas como raiz, caule ou folhas, o que as torna únicas. Este carácter primitivo também as torna alimentos excecionalmente saudáveis, já que os vegetais mais afastados dos humanos em termos evolutivos tendem a ser mais adequados e benéficos para a nossa alimentação.

Aspetos nutricionais

As algas destacam-se pela sua elevada densidade nutricional e pela capacidade de fornecer elementos essenciais:

  • Minerais: Crescem na água do mar, que contém todos os minerais da tabela periódica. São ideais para remineralizar o organismo em casos como queda de cabelo, osteoporose, gravidez ou crescimento infantil.
  • Proteínas: Contêm proteínas de alta qualidade e de fácil assimilação.
  • Hidratos de carbono: Baixos em calorias e ricos em fibra.
  • Gorduras saudáveis: Principalmente ácidos gordos polinsaturados, benéficos para o coração.
  • Vitaminas e oligoelementos: Ricas em vitaminas A, B, C, D e E, além de iodo, ferro e cálcio.

Aspetos medicinais

As algas não são apenas um alimento nutritivo, mas também possuem propriedades medicinais:

1. Alcalinizantes: Ajudam a equilibrar o pH corporal.

2. Estimulantes metabólicos: Promovem o metabolismo, melhoram a circulação e ajudam a eliminar líquidos e purinas.

3. Desintoxicantes: Graças ao ácido algínico, eliminam metais pesados (arsénio, mercúrio, chumbo) e elementos radioativos do organismo, formando alginatos insolúveis que são excretados naturalmente.

4. Propriedades antioxidantes e antitumorais: Contêm fucanos e ácido fucínico, que atuam como antioxidantes, anticoagulantes e agentes antitumorais.

5. Redução do colesterol e da glicose: Favorecem a saúde cardiovascular e o controlo da glicemia.

O iodo nas algas

O consumo de algas gera debate em relação ao iodo, mas a preocupação é, em grande parte, infundada. Embora sejam ricas neste mineral, parte do iodo encontra-se em formas não biodisponíveis. Além disso, os desequilíbrios da tiroide dependem de múltiplos factores para além do consumo de iodo.

Em culturas onde as algas fazem parte da alimentação diária, não se observam taxas mais elevadas de hipertiroidismo do que noutros locais. Pelo contrário, a experiência clínica sugere que as algas, enquanto alimento equilibrador, podem ajudar a normalizar a função tiroideia em casos de hiper ou hipofunção. O importante é saber em que quantidade e com que frequência devem ser consumidas.
Não devemos ter receio de as incluir nos nossos menus, pois são alimentos tradicionais, e esse aspeto é determinante na introdução de novos alimentos na dieta.

A contaminação das algas marinhas

Uma questão frequente é se as algas estão contaminadas pelos tóxicos presentes na água do mar. Convém clarificar: no mar, na terra e no ar existem zonas mais poluídas onde evitaríamos cultivar ou recolher alimentos. Não colheríamos, por exemplo, uma planta medicinal à beira de uma autoestrada.

Os mares são, em geral, pouco ou nada poluídos, com exceção de áreas específicas bem conhecidas. Quando conhecemos a origem das algas que consumimos, contamos com certificações e garantias das empresas que as cultivam e comercializam.

Existem estudos que mostram a presença de tóxicos nas algas, mas não em maior quantidade do que nos peixes gordos. Em termos de contaminação, os vegetais apresentam níveis inferiores aos dos animais, pois estes acumulam substâncias ao longo da cadeia alimentar. Assim, consumir algas implica riscos semelhantes aos do consumo de peixe ou marisco.

Breve percurso pelas algas comestíveis tradicionais

ARAME (Eisenia arborea)

Vivem em mares temperados com temperaturas inferiores a 20 °C e são semelhantes às hiziki, mas mais tenras. Podem atingir até dois metros e meio de comprimento. Podem ser consumidas cozidas, simples ou com cogumelos shiitake e/ou cebola. Combinam bem com cereais.
São ricas em ferro e cálcio, com baixo teor de sódio. Têm efeitos benéficos no coração, na circulação e em alterações hormonais femininas.

HIZIKI (Cystophyllum fusiforme)

São das algas mais “yang”, formando talos até 30 cm e encontradas a mais de 40 metros de profundidade.

Contêm cerca de 34% de minerais e até 14 vezes mais cálcio do que o leite de vaca, sendo altamente assimilável. Ajudam a reduzir o colesterol, são ricas em ferro e indicadas em osteoporose, gravidez e queda de cabelo. Previnem cáries e o aparecimento de cabelos brancos.

NORI (Porphyra tenera)

São as folhas usadas em sushi e bolas de arroz, também utilizadas como condimento.

Ricas em vitamina A, proteínas e vitamina B12, são excelentes para a pele e mucosas.

KOMBU (Laminaria japonica)

Muito conhecidas, podem atingir até 10 metros. São ricas em minerais e ideais para caldos.

Destacam-se pelo teor de iodo e são úteis para fortalecer a mucosa intestinal, regular a tensão arterial e apoiar a função tiroideia.

WAKAME (Undaria pinnatifida)

Vivem em mares temperados, crescendo no outono e sendo colhidas na primavera.
Ricas em cálcio e vitaminas do grupo B, ativam a circulação e ajudam a equilibrar o sistema nervoso.

DULSE (Palmaria palmata)

Alga vermelha com talos até 30 cm. Rica em ferro e proteínas.
Indicada para problemas gástricos, intestinais e anemias.

AGAR-AGAR (Gelidium ou Gracilaria)

Obtido de várias algas vermelhas. Rico em fibra, aumenta o volume das fezes e facilita a evacuação, sendo útil em casos de hemorroidas.

COCHAYUYO (Durvillaea antarctica)

Alga dos mares subantárticos, podendo atingir 15 metros. Tradicional no Chile.

Rica em minerais, iodo e magnésio. Ajuda a combater a obstipação, reduzir o colesterol e revitalizar o organismo.

Conclusão

As algas marinhas comestíveis são um superalimento versátil e rico em benefícios, tanto nutricionais como medicinais. A sua inclusão na dieta pode ajudar a remineralizar o organismo, equilibrar funções metabólicas e promover o bem-estar geral. Podem ser usadas em caldos, saladas, guisados ou até sobremesas.

Atreve-te a experimentar estas joias do mar e aproveita os seus benefícios únicos!

Nota: Em botânica, “talo” refere-se ao conjunto equivalente a raiz, caule e folhas nas plantas mais primitivas — é a estrutura característica das algas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saturday, April 25, 2026

 

COMO PRODUZIR LIBERDADE E FELICIDADE

APENAS ATRAVÉS DA ALIMENTAÇÃO

Autor: George Ohsawa - Divulgado por Rui Rato

Explicarei um deles, que é muito fácil de praticar. Depois disso, poderás aplicar o yin e o yang em qualquer domínio, se os compreenderes verdadeiramente. É melhor falares primeiro sobre isto com os teus pais, com os teus irmãos e irmãs e com os teus amigos.

Assim, a tua compreensão aprofundar-se-á cada vez mais.

E descobrirás que o mundo da felicidade e da liberdade é infinito, à medida que continuares a falar sobre isto à tua volta, a um número de pessoas em constante crescimento.

Comecemos então por estudar bem como distinguir o yin e o yang.

CAPÍTULO XV: COMO PRODUZIR LIBERDADE E FELICIDADE APENAS ATRAVÉS DA ALIMENTAÇÃO

Neste mundo, tudo o que tem um começo tem, absolutamente, um fim, e tudo o que tem uma frente tem um verso. Aquele que ignora isto é infeliz, doente, um escravo…

Porque é que as pessoas não compreendem que tudo o que tem um começo tem um fim, e que tudo o que tem uma frente tem um dorso?

Porque o começo e o fim, a frente e o dorso, são completamente contrários e não se assemelham em nada.

Por exemplo, o nascimento é o começo da morte, e a morte é o começo do nascimento. São completamente diferentes um do outro. O nascimento é sinónimo de alegria, e, pelo contrário, a morte é sinónimo de tristeza. Ganho e perda são frente e dorso.

A vantagem de possuir a bomba atómica inclui o medo de que outros países roubem o seu segredo e a fabriquem.

Existe, portanto, o princípio do começo e do fim, e o da frente e do dorso.

Mas afirmo que não existe começo nem fim nestes princípios, nem frente nem dorso. Essa é a verdade. As coisas têm sempre um começo e um fim, uma frente e um dorso.

Se o começo é yang, o fim será certamente yin. Se a frente é yang, sem dúvida o dorso será yin. Isto é absoluto. Se conheces esta verdade, podes preparar o teu futuro. Consequentemente, podes evitar a infelicidade e a tristeza e construir a tua felicidade.

Então, como distinguir o yin e o yang?

Tudo o que é escuro, triste e frio pertence à categoria do yin, e, pelo contrário, tudo o que é claro, luminoso, alegre, jovial e quente pertence à categoria do yang.

Antes de mais, podes tentar aplicar este critério de distinção yin-yang a todas as cores. Existem sete cores. Quais são as cores yang? Todos conseguem responder: são o vermelho, o laranja, o amarelo e o castanho; todos sentem que são quentes e claras. Do mesmo modo, sentimos que o violeta, o índigo e o azul são cores yin. Esta impressão é universal. A beringela, a batata, os rebentos de bambu, a uva, o figo são violetas. São certamente yin. Se comeres demasiado destes alimentos, tornar-te-ás yin. Se duvidas disto, basta experimentares. Se durante dois ou três meses dermos estes alimentos todos os dias a um doente com tuberculose, ele tornar-se-á yin, tossirá cada vez mais, cuspirá muito sangue e, por fim, morrerá. O que é violeta é extremamente yin.

Pelo contrário, se dermos alimentos de cor vermelha, castanha ou amarela — por exemplo, carne, peixe, cenouras, ovos, cebolas, etc. — a uma criança pequena dia após dia, ela tornar-se-á certamente demasiado yang: estará sempre apressada, impaciente, exaltada; lutará frequentemente com os seus irmãos, irmãs e amigos e discutirá muitas vezes com os pais.

Se tivermos consumido estes alimentos yang desde a infância, várias doenças poderão surgir mais tarde: sarampo, escarlatina, doenças do fígado, epilepsia, loucura, ou então poderemos cometer crimes como homicídio, violência, agressões, etc.

Em suma, a vida ou o destino de um homem é determinado pelos alimentos que formam a particularidade da sua constituição e, consequentemente, o seu carácter. Mas, infelizmente, não tenho tempo para vos explicar isto em detalhe. Espero, portanto, que confirmes por ti próprio a relação existente entre a alimentação e a vida, sem acreditares cegamente nas minhas simples palavras.

Não é apenas pela cor que podemos distinguir o yin e o yang nos alimentos. Isso seria demasiado simples. Na realidade, devemos ter em conta muitos outros critérios. Antes de mais, devemos conhecer a quantidade de água. Um alimento que contém muita água é yin. Em geral, aquele que é yang por natureza absorve muitos líquidos ou alimentos que os contêm (chá, café, álcool, chocolate, frutas). Mas se continuar a beber e a alimentar-se assim durante anos, acabará por se tornar yin. Se aquele que é yin bebe muito, terá sempre lágrimas nos olhos, transpirará facilmente, urinará frequentemente, salivará muito e, por fim, perderá a sua vitalidade e energia, adoecendo facilmente com doenças como problemas cardíacos, doenças renais e diabetes.

É extremamente importante prestar verdadeira atenção à fruta. Se comes fruta todos os dias, ou se comes muita fruta num só dia, terás certamente doenças cardíacas. Ou os teus olhos enfraquecerão, os teus músculos e ossos tornar-se-ão menos robustos. Ou sofrerás de hérnias ou problemas de estômago. Tudo isto significa que, tristemente, terás de viver a vida de um fracassado. Na minha opinião, uma peça de fruta é pior do que um litro de água. A fruta é tão yin que yiniza o homem muito rapidamente.

No entanto, o açúcar é ainda mais nocivo do que a fruta. O seu efeito é tremendo. Se não conseguires desapegar-te de doces, bolos, rebuçados, chocolates, etc., terás de renunciar completamente à liberdade e à felicidade. Uma dentada de pastel equivale a uma grande quantidade de fruta. Se comes açúcar todos os dias, terás dores de estômago, dores no coração, dores nos olhos, dores nos rins e dores de dentes. Ou então terás hemorróidas. Tornar-te-ás doente, sofrerás de constipações e de tuberculose. O teu carácter tornar-se-á muito yin: serás tímido, cobarde, esquecido, pessimista e receoso do futuro. O mais embaraçoso será a perda da memória, da vontade e da paciência. E, no fim, tornar-te-ás um fracasso na vida

Devemos distinguir o yin e o yang do ponto de vista fisiológico, biológico, bioquímico, geográfico, económico, etc. Mas tudo isto é demasiado especializado para ti. É por isso que te dou o simples conselho de aprenderes o que é a macrobiótica. Se desejas tornar-te como Franklin, Lincoln, Watt ou Faraday, e viver uma vida mais feliz do que a deles, elimina antes de mais os seguintes alimentos e adopta este novo modo alimentar, nem que seja apenas durante um mês.

A. EVITAR

1. Carne, ovos, frango, grandes quantidades de peixe, etc. (isto é, praticar o vegetarianismo).

2. Frutas, batatas, tomates, beringelas.

3. Doces.

4. Não consumir vinagre.

5. Beber o mínimo possível, de modo a não urinar mais de quatro vezes por dia.

B. MACROBIÓTICA ELEMENTAR

1. Como prato principal, comer arroz integral, trigo, millet, cevada e todos os outros cereais integrais. Trigo-sarraceno também.

2. Como acompanhamento: bardana, cenouras, abóbora, alho-francês, cebolas, gomásio.

3. Usar sal e óleo apenas como tempero (sal marinho e óleo de sésamo ou de colza).

4. Pode usar kombu e bonito (ou peixe pequeno) para caldo.

5. Mastigar cada garfada (cerca de 10 g) pelo menos trinta vezes. Se estiveres doente ou desejares tornar-te como Franklin ou Faraday, deves mastigar mais de cinquenta vezes.

6. A proporção dos acompanhamentos deve representar um quarto ou um quinto do prato principal.

Experimenta (A) e (B) apenas durante um mês. Não é difícil nem caro. Podes praticar isto em qualquer altura e em qualquer lugar. Se não fores capaz, terás de renunciar a uma vida feliz e livre.

RESULTADOS

Sentir-te-ás fresco, com memória lúcida, maior paciência, julgamento rápido, energia acrescida e eficiência no trabalho. Serás apreciado por todos e ganharás confiança e responsabilidade.

Continua, e compreenderás gradualmente a vida, a justiça, a liberdade, o amor, a paz, a verdade e Deus.

O FIM

 

 ·

"EU COMO DE TUDO E NADA ME FAZ MAL",

SERÁ QUE É VERDADE?

Rui Rato

24 de dezembro de 2016

A maioria das pessoas por desconhecimento do Princípio Único vive equivocada, e as consequências são na verdade muito graves para a sua fisiologia.

Um dos teoremas do principio único diz: QUANTO MAIOR A FACE, MUITO MAIOR O DORSO.

As pessoas que comem de tudo sem sentir nenhum sintoma que as faça mudar de rumo na realidade não são pessoas sortudas como a maioria pensa, muito pelo contrário, são muito azaradas.

Tais pessoas são muito Yang e como tal, a sua capacidade de acumular excessos, em particular de Yin é maior que uma pessoa muito Yin, mais fraca e sensível, que facilmente adoece.

Uma esponja seca,Yang, absorve muito mais água que uma esponja molhada.

Como são muito Yang, os sintomas doentios só se manifestação quando o problema já é muito grave, porque a natureza do Yang é a resistência.

O exemplo típico são a maioria dos doentes cancerosos, que até saber que têm cancro, praticamente não têm sintomas clínicos.

É POR ISSO QUE A SAÚDE DESCONTROLADA É MAIS PERIGOSA QUE A DOENÇA CONTROLADA.

Assim a causa principal das doenças, não são os vírus, a falta de nutrientes, a hereditariedade, ou o que quer que seja que o seu médico diga, mas o desconhecimento da ordem do universo e do principio único, que diz que QUANTO MAIOR A FRENTE, A SAÚDE DESCONTROLADA, MUITO MAIOR SERÁ O DORSO, A DOENÇA.

Assim e paradoxalmente, a saúde descontrolada é muito mais perigosa que a doença controlada.

Mas infelizmente não existe nem vai existir nenhum medicamento para tal doença, o que mostra que a medicina sintomática é muito miserável.

Estamos em plena época natalícia, época de festas, quem não conhece o principio único e não sabe que tudo o que tem uma face tem um dorso e que quanto maior a face muito maior o dorso, corre o risco ter uma festa natalícia maravilhosa e um péssimo dia seguinte.

Boas festas, respeitando a Ordem do Universo.

 

 

*A MEDICINA SEGUNDO O PRINCÍPIO ÚNICO*

*Tradução de Clim Yoshimi*

*(Extraído de "A medicina segundo o Princípio Único", livro que George Ohsawa escreveu na Índia em 1954, no qual explicava a quintessência (o que há de melhor) da medicina macrobiótica).*

 

Nascimento, vida e morte do homem, tudo isso depende da sua alimentação.

Aquele que se alimenta segundo a Ordem do Universo, vive são e feliz.

Pelo contrário, aquele que se afasta desta Ordem, torna-se doente e infeliz.

Portanto, há apenas uma forma de curar a doença: alimentação verdadeira, receitas equilibradas e maneira correta de se alimentar.

Por outras palavras, isto significa que se vive segundo a Justiça.

*NO ENTANTO, HÁ 350 000 ANOS (DESCOBERTA DO FOGO), NINGUÉM COMPREENDE ISTO.*

É absolutamente necessário possuir um discernimento são. Os doentes nunca têm um julgamento elevado.

É POR ISSO QUE É MUITO FÁCIL CURAR A DOENÇA, MAS QUASE IMPOSSÍVEL CURAR O DOENTE.

Não se deve curar a doença, mas apenas ensinar ao doente como curar-se.

E da mesma forma, o infeliz deve aprender a salvar-se a si próprio.

No entanto, o homem guiado por um discernimento sentimental ou por um discernimento social mais elevado, pretende estabelecer uma sociedade nova de onde será eliminada a causa da doença e da infelicidade.

E por vezes também a avidez incita o homem a ganhar a vida tratando os doentes.

Todos os doentes que "recuperam" a saúde através da medicina e dos medicamentos são semelhantes aos poliomielíticos que vivem num pulmão de aço.

Não podem prescindir dele durante toda a sua vida.

Quando se consulta um médico, ainda que seja apenas uma vez, deve-se sempre permanecer sob o seu controlo.

Dia após dia, teme-se morrer subitamente. l

É por isso que o homem se torna cada vez mais doente, proporcionalmente aos progressos da medicina social e do sistema de seguros de saúde.


*Em conclusão, basta praticar a macrobiótica da seguinte forma:*

·      *Arroz integral e legumes silvestres, na proporção de cinco para um.*

·      *Não se precisa de mais nada.*

·      *Mastiguem cem vezes cada garfada.*

·      *Beber pouco de forma a ter apenas três micções por dia.*

·      *É assim que se deve praticar a macrobiótica durante pelo menos três meses.*


Contudo, não se deve sobretudo esquecer que, durante este tempo, deve-se gastar energia física até à exaustão, todos os dias, eis o segredo do restabelecimento da Saúde, segundo a tradição oriental.

Se os doentes não querem morrer, só têm de adotar o meu método primitivo.

De qualquer forma, devem esforçar-se a todo o custo por praticá-lo perfeitamente. *Na realidade, é só depois de o terem seguido seriamente durante três anos que obterão pela primeira vez a verdadeira saúde.*

(Se, apesar de tudo, não se restabelecem, é porque não estão qualificados para viver. Têm uma vontade fraca, são muito negligentes. Pois provavelmente, falta-lhes a compreensão. Não precisam de ir para o inferno depois da morte porque já lá estão).

Em seguida, se durante sete a nove anos, ensinarem aos outros a sua experiência, será a verdadeira aprendizagem para se tornarem homens livres.

Depois disso, o homem diverte-se tanto quanto lhe apetece, até à sua morte. Tal é a vida do homem livre.

 

- Divulgado por RUI RATO através do Fb.

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