Sunday, May 24, 2026

 

“A MACRBIÓTICA PARA TODOS”

Gérard Wenker

(http://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2009/05/la-pratique-spirituelle-macrobiotique.html)

A PRÁTICA ESPIRITUAL MACROBIÓTICA

resumo

O texto de Gérard Wenker defende que a macrobiótica, entendida apenas como dieta alimentar, não é suficiente para garantir saúde nem evitar doenças degenerativas. O autor parte da constatação de que muitos praticantes antigos da macrobiótica desenvolveram cancro, osteoporose e outras doenças graves, apesar de seguirem os princípios alimentares macrobióticos durante décadas. Para ele, isso revela que a alimentação, embora importante, não basta para curar profundamente o ser humano.

Segundo Wenker, a prática macrobiótica moderna falhou porque ficou contaminada por uma visão materialista da existência. Ele critica a ideia dominante de que o ser humano é apenas um corpo físico determinado por genes, química e matéria. Considera que tanto a sociedade contemporânea como parte do movimento macrobiótico passaram a acreditar excessivamente em explicações materiais da vida (“somos o que comemos”, genética, biotecnologia, etc.), esquecendo a dimensão espiritual do ser humano.

O autor afirma que a verdadeira origem da macrobiótica é espiritual e remonta a antigas tradições orientais. Recorre ao Bhagavad-Gita, ao I-Ching e a pensadores chineses para sustentar a ideia de que o ser humano é essencialmente espiritual e que o corpo físico é apenas um “invólucro” moldado pela alimentação. Assim, a comida não seria a base última da vida humana, mas apenas um instrumento para permitir ao indivíduo cumprir o seu destino espiritual.

A partir desta visão, Wenker argumenta que mudar apenas a alimentação sem transformar emoções, pensamentos, atitudes e visão do mundo é inútil ou até prejudicial. Usa a metáfora bíblica do “vinho novo em barris velhos”: adotar uma dieta saudável mantendo mentalidades materialistas, emoções negativas e antigos hábitos psicológicos levaria inevitavelmente à doença. Para ele, a cura exige uma transformação integral da pessoa — espiritual, emocional, mental e ética.

O texto também contém uma crítica forte à sociedade capitalista e consumista, vista como promotora de excesso material, decadência moral e afastamento espiritual. Wenker entende que o movimento macrobiótico perdeu força porque muitos praticantes não fizeram uma verdadeira autorreflexão nem abandonaram os valores materialistas da sociedade moderna.

Na parte final, o autor reafirma a importância prática da macrobiótica: cozinhar segundo os princípios yin-yang, preparar os próprios alimentos, praticar autodiagnóstico e cultivar gratidão. Contudo, insiste que isso só terá verdadeiro efeito terapêutico se acompanhado de uma mudança profunda de consciência e de uma libertação das “ilusões do materialismo”.

Em síntese, o artigo apresenta a doença como consequência não apenas da alimentação, mas sobretudo de uma desconexão espiritual e cultural. A macrobiótica é defendida menos como simples regime alimentar e mais como caminho espiritual de transformação global do ser humano.

Convém notar que várias afirmações do texto — especialmente sobre Atlântida, corpos astrais, origem espiritual das doenças ou possibilidade de cura universal através de transformação espiritual — pertencem ao campo filosófico e esotérico, não tendo validação científica estabelecida.

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texto

Nos últimos anos, vários membros bem conhecidos da comunidade macrobiótica morreram de cancro ou de doenças degenerativas. Actualmente muitos macrobióticos sofrem de doenças como a osteoporose e o cancro, mesmo depois de muitos anos de prática.

Estou certo de que muitos membros da comunidade macrobiótica e da medicina alternativa ficaram chocados e desagradavelmente surpreendidos ao saberem disto. No que me diz respeito, devo dizer que não me surpreenderam verdadeiramente. Durante as consultas de saúde macrobiótica, tive ocasião de constatar que por vezes alguns praticantes tinham contraído certas doenças, tais como o cancro, a poliartrite, a prostatite e mesmo doenças cardiovasculares, após mais de vinte anos de aplicação dos princípios da alimentação macrobiótica.

Tive inúmeras discussões com a comunidade macrobiótica para tentar compreender quais eram as razões pelas quais homens e mulheres que praticam o modo de vida macrobiótico, tal como é ensinado atualmente, sofrem de problemas de degenerescência.

Tenho igualmente reflectido sobre estas questões desde meados dos anos 1980, quando soube pela primeira vez que um amigo que praticava macrobiótica desde os anos 1960 tinha morrido de cancro do fígado. Eis as reflexões que gostaria de partilhar convosco.

Se excluirmos certos erros grosseiros devidos a um mal-entendido ou mesmo a uma total incapacidade de aplicar a "Dialética Universal", que permite introduzir flexibilidade e variedade nas orientações dietéticas. Por exemplo: comer os mesmos pratos durante todo o ano. Há ainda alguns casos inexplicáveis.

Não creio que seja inevitável que um ser humano venha a sofrer de uma doença degenerativa num determinado momento da sua vida, independentemente da forma como escolhe viver. No entanto, tenho a certeza de que este tipo de doença vai continuar a desenvolver-se devido ao estilo de vida que prevalece atualmente. O número de pessoas infelizes que sofrem deste tipo de doença é impressionante - literalmente centenas de milhões.

Aprendemos nos nossos estudos macrobióticos que o cancro é a fase terminal do processo de doença. Atualmente, 10 milhões de pessoas morrem de cancro todos os anos. Cabe-nos a nós compreender o que é que a prática macrobiótica tem em comum com o modo de vida da sociedade atual. A macrobiótica demonstrou infelizmente, ao longo dos seus 60 anos de atividade, que a alimentação não cura todas as doenças. Não estou a sugerir que a dieta macrobiótica seja errada e deva ser abandonada. Pelo contrário, creio que os princípios macrobióticos aplicados aos nossos hábitos alimentares quotidianos são plenamente justificados.

No entanto, para além de uma alimentação baseada nos princípios macrobióticos aplicados à preparação e elaboração da nossa alimentação quotidiana para se curar, é essencial mudar todos os aspectos da nossa vida, para além dos nossos hábitos alimentares. É preciso redefinir a nossa atitude, as nossas emoções, a nossa maneira de pensar, o nosso conhecimento da natureza humana, a nossa visão do mundo, as nossas relações com os nossos amigos e com a natureza, para citar apenas alguns.

Qual é a base comum da comunidade macrobiótica e da sociedade em geral, desde o início da macrobiótica moderna? É a noção de que o sistema materialista é o alicerce sobre o qual tudo é construído. Este é o sentimento geral que prevalece actualmente, independentemente da cor da pele, religião, sexo ou idade. Há muitos exemplos que apoiam esta ideia: "somos o que comemos", "impressão genética", "o átomo é a sede da matéria", "a teoria do big bang", "a origem genética do comportamento" e o facto de que a biotecnologia e a biónica vão inaugurar uma nova era sem envelhecimento, sem doenças, onde poderemos clonar o melhor da raça humana, etc., etc., até à náusea.

Olhando para trás, para os últimos vinte anos de ensino da macrobiótica e consequente prática, é claro para mim que os princípios e ideias macrobióticas não foram suficientemente bem compreendidos pela maioria dos professores. Existem obviamente boas razões para tal, sendo a principal delas o facto de a prática espiritual macrobiótica atualmente ensinada não estar claramente expressa nos princípios e ideias macrobióticos. O "Vivere Pavro" expresso por George Ohsawa na página 29 de "Macrobiotic Zen" tem sido pouco compreendido e raramente aplicado. No entanto, a frase é clara: Se não se tem a vontade de viver de forma simples e parcimoniosa, de acordo com o adágio "vivere parvo", que continua a ser a chave de ouro da saúde, não se pode nem se deve curar.

O coveiro da humanidade não é o cancro, mas a sociedade capitalista baseada no consumo excessivo de bens materiais produzidos pelos industriais para nossa felicidade e prazer.

A macrobiótica tem as suas origens na antiguidade, na cultura pré-histórica indiana que teve origem no Tibete. Este foi o período após a destruição da Atlântida pelo abuso de poder que levou a um dilúvio geral. O continente da Atlântida afundou-se no mar, formando o que é atualmente o Oceano Atlântico. A antiga cultura hindu era uma cultura espiritual muito elevada, e o único vestígio que temos da grandeza espiritual dessa cultura é o Bhagavad-Gita. Nos Upanishads do Bhagavad Gita está escrito: "De Brahman, que é o Ser, vem o éter, do éter vem o ar, o fogo; do fogo vem a água, da água vem a terra, da terra a vegetação, da vegetação o alimento e do alimento o corpo do homem. O corpo humano, composto pela essência do alimento, é o invólucro físico do Ser. Todas as criaturas nascem do alimento, vivem do alimento e, após a morte, regressam ao alimento. O alimento é a causa principal. Por conseguinte, é o remédio para todas as doenças do corpo.

Se examinarmos bem esta passagem, compreenderemos que o corpo humano não pode ser confundido com o próprio ser humano. O corpo físico que vemos com os nossos olhos físicos não é o ser humano, é o invólucro físico do ser humano. Esta passagem também mostra que o ser humano é uma manifestação do Ser, que É Brahman. Assim, a origem física do ser humano é totalmente espiritual.

Se continuarmos a estudar a antiga cultura chinesa, deparamo-nos com as palavras de um grande filósofo, Chuang Tze: "O céu deu-te uma forma, a terra emprestou-te um corpo, e tu continuas a balbuciar...".

Esta citação mostra claramente que o ser humano é um ser espiritual cuja forma nos foi dada pelo Tao, e cuja matéria nos foi fornecida pela terra através da alimentação. No I-Ching, O Livro das Transformações, um dos maiores livros antigos comparável à Bíblia, está escrito no capítulo chamado Ta Chuan/O Grande Comentário. "Os dois poderes fundamentais, na sua alternância e operação recíproca, servem para explicar todos os fenómenos do universo. Mas há algo que não pode ser explicado por esta interação, o "porquê" último. Esta profundidade última do CAMINHO é o espírito, o divino, o inexplorável, que deve ser adorado em silêncio. O luminoso é yang e o escuro é yin, ambos são "forças fundamentais". Esta passagem foi escrita há milhares de anos, por volta de 1800 a.C., e o ser humano continuou a evoluir, embora inconscientemente.

Cabe-nos agora entrar no mundo espiritual para descobrir e compreender a nossa verdadeira herança como seres espirituais. O ser humano é composto por um corpo astral, um corpo etérico e um corpo físico, e a realidade do corpo físico é que ele também é espiritual. O corpo físico que vemos com os nossos olhos físicos não é de facto o corpo físico em si, como explica a bela frase de Rudolf Steiner, a matéria física do nosso corpo que vemos com os nossos olhos físicos é uma expressão do reino mineral e vegetal que mostra que estamos na presença de um ser humano. Assim, a comida NÃO é a base da nossa existência física - é mais como uma paleta de cores ou notas para pintar ou escrever uma peça de música que usamos para moldar o nosso corpo físico e torná-lo um instrumento para cumprir as nossas tarefas na Terra, viver o nosso karma e cumprir o nosso destino.

Mudamos a nossa alimentação para nos dar um invólucro adequado à nossa vida espiritual e para cumprirmos o nosso destino na Terra.

No entanto, se fizermos uma alimentação macrobiótica sem dedicarmos tempo e esforço para compreendermos quem somos espiritualmente, não só é uma perda de tempo, como também nos trará o oposto daquilo que procuramos: doença e infelicidade.

Na Bíblia diz-se que não se deve pôr vinho novo em pipas velhas, porque, ao fazê-lo, as pipas velhas serão destruídas e o vinho novo perder-se-á, ou o vinho novo será danificado pelas pipas velhas. O contrário seria colocar vinho velho em barris novos. É claro que ninguém sonharia em comprar um barril novo para colocar vinho mau. Imaginemos que o nosso corpo, o nosso invólucro físico, é o barril e a nossa vida espiritual é o vinho. Quando mudamos a nossa alimentação, adoptando o estilo de vida e a prática macrobiótica, criamos um novo barril. No entanto, se continuarmos a verter vinho velho sob a forma das nossas ideias habituais, dos nossos velhos conceitos (emoções, sentimentos, atitudes, etc.), os mesmos que nos foram inoculados pela cultura materialista em que vivemos, então estamos a colocar no nosso novo invólucro físico (o nosso corpo) as mesmas forças destrutivas que se expressam na sociedade materialista moderna.

Assim, não é surpreendente que as pessoas que praticam o estilo de vida macrobiótico tenham desenvolvido doenças degenerativas. Isto é de esperar, desde que consideremos os conceitos e ideias da ciência moderna como válidos em relação à nossa vida espiritual - ou seja, compreender o mundo humano, animal e vegetal e a sua origem.

Há quarenta anos atrás, eu tinha esperança que as ideias e práticas macrobióticas encontrassem uma grande audiência no mundo. Fui ingénuo o suficiente para pensar que a ciência médica moderna não hesitaria em confirmar a verdade da macrobiótica como uma base sólida para o desenvolvimento de um corpo e alma saudáveis e, por extensão, uma sociedade saudável, uma política saudável, uma educação saudável, uma agricultura saudável e uma economia saudável.

Infelizmente, o espírito da nossa cultura ocidental decadente, decadente e árida provou que ninguém lhe pode resistir, nem mesmo a macrobiótica. E o espírito do nosso decrépito mundo ocidental é o materialismo. O que é que eu quero dizer com materialismo? O materialismo é a noção grotesca de que tudo o que existe é: o que podemos contar, medir, pesar e que a vida é feita de átomos e moléculas que funcionam de acordo com as leis da física e da química.

O materialismo insiste, entre outras coisas, que a totalidade do ser humano é o corpo físico. Isto dá origem a ideias tão estúpidas como "comida e medicina", a "base química das emoções" e a "base genética da vida". Estes conceitos são ilusórios e completamente erróneos.

Assim, o movimento macrobiótico desapareceu e autodestruiu-se porque os macrobióticos, na sua maioria, não mudaram o seu estado de espírito; não praticaram qualquer autorreflexão e o resultado é que foram contaminados pelo espírito materialista. O resultado é que foram contaminados pelo espírito materialista e, consequentemente, sofreram das mesmas doenças degenerativas que afectam a maioria das pessoas nesta sociedade.

Além disso, nos últimos 50 anos, a atração crescente da população pelo materialismo levou-a a fechar o seu coração e cada vez menos pessoas foram atraídas para o modo de vida macrobiótico, tendo o lugar sido ocupado pelos grossistas de suplementos alimentares, vitaminas e oligoelementos, produtos fitoterapêuticos, antioxidantes, spirulina, ímanes, alimentos de soja, etc. etc.

Se aplicarmos a nossa compreensão do yin e do yang e a teoria das cinco transformações à arte de cozinhar, se prepararmos as nossas próprias refeições, se estivermos gratos pela comida, se praticarmos o autodiagnóstico para fazer funcionar os princípios, se fizermos isso E MUDARMOS a nossa forma de pensar para nos libertarmos das ilusões do materialismo, então podemos curar-nos de qualquer sintoma, de qualquer doença, degenerativa ou não.

Não nos podemos livrar da doença de forma alguma - o facto é que os nossos corpos estão sujeitos às forças da doença e estaremos sujeitos a essas forças enquanto tivermos um corpo físico. No entanto, as forças de cura estão disponíveis para nós porque somos seres espirituais. Espero que tenha compreendido que, enquanto pensarmos e agirmos "materialmente", nunca seremos capazes de nos curar.

Leia o meu artigo escrito em setembro de 2007: Cura macrobiótica:

http://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2007/09/la-gurison-macrobiotique.html

Gérard Wenker - 4 de maio de 2009




 

AS SETE CONDIÇÕES DA SAÚDE

1.ª condição:

Vitalidade – Nunca estar cansado

“A saúde não é um estado da matéria, mas sim da mente”

(Mary Baker Eddy).

resumo

O texto defende que a saúde não é apenas a ausência de doença nem algo medido exclusivamente por análises clínicas. A saúde é vista como um estado global — físico, mental e emocional — que reflete a capacidade de adaptação às mudanças da vida com equilíbrio e pouca tensão.

Segundo Georges Ohsawa, existem sete condições para uma boa saúde, sendo a primeira: 1. Vitalidade – nunca estar cansado

A verdadeira saúde começa pela ausência de fadiga crónica. O cansaço constante é apresentado como um dos sinais mais comuns de desequilíbrio.

Principais ideias:

  • O cansaço é associado a hábitos de vida inadequados, sobretudo ao consumo de comida industrializada, pobre em nutrientes, e ao afastamento de hábitos naturais.
  • Muitas pessoas vivem com uma energia artificial e passageira, estimulada por café, açúcar e excitantes, que cria dependência e não representa energia vital genuína.
  • O texto atribui a fadiga principalmente à chamada “acidez orgânica”, entendida como um desequilíbrio interno do corpo.

Consequências atribuídas à fadiga/acidez:

O texto descreve uma progressão de problemas:

1. Perda de energia

2. Irritabilidade e sensibilidade

3. Mucos e congestão

4. Inflamação

5. Endurecimento dos tecidos

6. Ulceração

7. Degeneração e doença grave

São citados vários autores e médicos que defendem a ideia de que o excesso de acidez estaria na origem de muitas doenças.

Caminho proposto:

Para recuperar a vitalidade, o texto recomenda:

  • alimentação equilibrada e “inteligente”;
  • hábitos de vida saudáveis;
  • respeito pelo meio ambiente;
  • maior ligação e responsabilidade pessoal pelo próprio bem-estar.

Dimensão mental e emocional:

A vitalidade não é apenas física. Uma pessoa saudável seria alguém que:

  • se adapta rapidamente aos imprevistos;
  • encara dificuldades de forma positiva;
  • assume responsabilidade pela sua vida;
  • mantém energia física e mental para concluir projetos.

Sinais de falta de vitalidade:

O texto associa a perda de saúde a:

  • cansaço permanente;
  • pessimismo e queixas constantes;
  • dificuldade de adaptação;
  • dores de cabeça, problemas digestivos, olhos vermelhos, queda de cabelo, necessidade frequente de dormir ou bocejar.

Ideia central:

A saúde é apresentada como um equilíbrio global entre corpo, mente e estilo de vida, sendo a vitalidade e a capacidade de adaptação o primeiro sinal de verdadeiro bem-estar.

Nota importante: o texto reflete uma visão de saúde ligada à filosofia natural/macrobiota de Ohsawa.

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texto

Para avaliar o nosso estado de saúde não devemos utilizar exclusivamente os resultados das análises clínicas que obviamente reflectem uma parte da nossa condição biológica de forma parcial.

A saúde não é ausência de doença, é a capacidade de nos adaptarmos às mudanças com o mínimo de tensão e com a maior integridade possível, é o reflexo holístico da condição a cada momento.

Ao examinarmo-nos sem complacência com base nestes parâmetros, podemos situar o nível da nossa doença, que é também o reflexo exacto do nosso grau de ignorância das leis universais.

Segundo Georges Ohsawa,

existem 7 condições para ter boa saúde:

1.ª — Vitalidade, nunca estar cansado

A primeira condição é não ter fadiga ou cansaço.

Actualmente a queixa mais generalizada é “o cansaço”. E uma das razões principais deste cansaço é a quantidade de comida lixo ou comida desvitalizada que se ingere, que é simultaneamente um reflexo da desconexão com a vida. Se as pessoas cultivassem hábitos de vida saudáveis, não escolheriam comida lixo, pois os hábitos criam o apetite.

Muitas pessoas têm uma relativa energia, uma energia muito rápida, como a fornecida pelo papel queimado, fogo rápido, convertido imediatamente em fumo, porque nem sequer deixa cinzas. Mas esta energia resulta da ingestão de café, açúcar e outros estimulantes. Na realidade é uma energia efémera, que nos torna dependentes de substâncias excitantes e estimulantes. Não a podemos chamar de energia vital.

A razão principal deste cansaço é a acidez orgânica. Quando o organismo entra neste estado de fadiga, podem gerar-se 7 consequências negativas no corpo, que se classificariam assim:

·      Perda de energia

·      Sensibilidade e irritação

·      Mucos e congestão

·      Inflamação

·  Endurecimento dos tecidos moles (induração, incluindo lúpus, doença de Lyme, fibromialgia, endurecimento das artérias, placas)

·      Ulceração

·   Degeneração (cancro, doenças coronárias, infarto, sida, esclerose múltipla, diabetes), até chegar finalmente à morte.

Não foi só Georges Oshawa que descreveu a acidez como o princípio da doença e da fadiga crónica, outros médicos e profissionais da saúde contemporâneos o ratificam. Por exemplo:

·      O Dr. Theodore A. Baroody escreveu no seu livro Alcaline or die “(Alcalinizar-se ou morrer): “Na realidade, não importa os nomes de muitas doenças, o que importa é que todas elas provêm da mesma raiz causada por muitos resíduos ácidos no corpo”.

·   Por outro lado, o Dr. Robert O. Young disse: “O excesso de acidez do corpo é a causa e todas as doenças degenerativas. Se ocorrer uma perturbação do equilíbrio e um corpo começa a produzir e a armazenar mais acidez e resíduos tóxicos dos que é capaz de eliminar, a seguir as doenças vão-se manifestar”.

·  O Dr. George W. Crille, de Cleveland, um dos cirurgiões mais conhecidos e respeitados do mundo, declarou abertamente: “Todas as chamadas mortes naturais não são mais que o ponto final de um processo de saturação devido à acidez no corpo”.

· Para sair desta fadiga crónica é necessário alcalinizar-se através de uma nutrição inteligente e um estilo de vida que respeite o meio ambiente. mquando uma pessoa diz: “Isto parece-me muito difícil”, é sinal que o seu sangue esá muito ácido.

É ter uma capacidade de adaptação tal que se consiga responder instantaneamente a todas as circunstâncias imprevistas, abordá-las com um espírito positivo, como uma aventura proposta pela vida, e resolvê-las, qualquer que seja a dificuldade.

Estar sempre cansado, com falta de vitalidade

Fisicamente e mentalmente, queixar-se constantemente dos contratempos da vida, atribuindo a culpa aos outros. Procurar sempre responsáveis. Recusar os problemas e pagar a um especialista para os resolver. Não se adaptar a novas situações, dispersar-se, não levar os projetos até ao fim. Ser pessimista. Levantar-se cansado, ter enxaquecas, perder cabelo, sangrar das gengivas e ter os olhos vermelhos, fazer sestas, bocejar constantemente. Problemas digestivos e intestinais. Não cozinhar para si próprio.

FONTES CONSULTADAS

·      “Macrobiótica. O livro da grande vida” – Patrícia Restrepo.

·      “Mente sã. Corpo são” – Francisco Varatojo

·   https://macrobiotiquemonde.blogspot.com/2017/09/rebus-dialectique.html

 

(CONTINUA)

 

 

Thursday, May 21, 2026


AS PRAGAS

Gérard Wenker

https://lagrandepeurdevieillir.blogspot.com/search/label/B%29Les%20Nuisibles

resumo

O texto apresenta uma visão crítica da sociedade moderna, do capitalismo globalizado e da influência das grandes multinacionais e lobbies económicos. O autor considera que setores como a indústria farmacêutica, agroalimentar, petrolífera e química manipulam informação científica e política para proteger os seus lucros, colocando em risco a saúde humana e o ambiente.

Segundo o texto, governos, publicidade, sistema médico e grandes empresas contribuem para um modelo de consumo que provoca doenças, poluição e destruição ambiental, enquanto os consumidores acabam por pagar o preço com dinheiro, sofrimento e perda de qualidade de vida.

O autor alerta para um possível colapso da humanidade e defende uma mudança radical de estilo de vida baseada em:

  • vegetarianismo e simplicidade voluntária;
  • consumo de produtos biológicos e artesanais;
  • boicote à produção industrial;
  • redução do uso de medicamentos sintéticos;
  • práticas naturais e atividades não poluentes;
  • rejeição do consumismo e da responsabilidade ambiental colocada apenas nos cidadãos.

A mensagem central é que cada pessoa deve assumir responsabilidade individual e tornar-se “parte da solução” em vez de “parte do problema”.

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texto

Praticar reflexão e meditação, acompanhadas de uma alimentação saudável, biológica e macrobiótica, ao longo de muitos anos, permitiu-me permanecer lúcido sobre as realidades das forças que tentam apropriar-se da nossa capacidade de reflexão, a coberto da economia liberal globalizada.

Vejo a nossa humanidade correr para a sua destruição, apesar dos gritos de alarme cada vez mais numerosos que se fazem ouvir nos quatro cantos do planeta. Nada resulta: o rolo compressor do capitalismo esmaga tudo à sua passagem.

O maior perigo vem dos poderosos lobbies, esses grupos de pressão política criados pelas multinacionais, capazes de deturpar voluntariamente, em seu benefício, os dados científicos mais credíveis que poderiam prejudicar a sua reputação e diminuir os lucros gigantescos que estas sociedades acumulam aos milhares de milhões.

Distinguem-se 3 grupos:

Os que colocam diretamente em perigo a nossa integridade física e mental.

Os que destroem e poluem o ambiente planetário de forma duradoura.

E eu acrescento ainda o corpo médico que, hipocritamente, consegue o feito de nos fazer acreditar que vai eliminar o confortável trono dourado onde está sentado. Mesmo que isso fosse possível, o setor médico direto e indireto representaria, nos países desenvolvidos (2 mil milhões em 2000), mais de 20% da população ativa. (Ou seja, 400 milhões.)

Lembrem-se: “Alguns são tão amorfos e tão dependentes do sistema que lutariam para o conservar.” Ver Matrix.

Mas porque querem eles a nossa morte?

Os mais perigosos, por colocarem diretamente em causa a nossa integridade corporal e a saúde das populações: as farmacêuticas — os fabricantes de cigarros — as empresas de sementes — a agroindústria e toda a cadeia alimentar industrial. A agricultura produtivista ao serviço da indústria química, que engloba todos os setores alimentares humanos, vegetais e animais, desde a carne aos produtos lácteos, passando pela água potável.

Da mesma forma, as empresas mineiras e petrolíferas, que destroem a Natureza e poluem para sempre o nosso ambiente. Estes poderosos grupos desenvolveram uma verdadeira máquina de guerra, capaz de produzir uma cortina de fumo destinada a esconder a perigosidade das suas atividades e até, para alguns (farmacêuticas, agronegócio, corpo médico), de se fazerem passar como benfeitores de uma humanidade sofredora.

Todas as maiores marcas de produtos do mundo pertencem a um punhado de corporações. Alimentos, produtos de limpeza, bancos, companhias aéreas, automóveis, empresas mediáticas... tudo está nas mãos destes gigantes. Estes gráficos mostram como tudo está ligado.

Bens de consumo

Nos supermercados, como se pode ver no gráfico acima — Mondelez, Kraft, Coca-Cola, Nestlé, Pepsico, & palie, Johnson & Johnson, Mars, Danone, General Mills, Kellogg e Unilever possuem praticamente tudo...

Ao longo dos anos, graças à colaboração ativa dos governos e ajudados por uma publicidade invasiva e enganosa, modificaram pouco a pouco a nossa capacidade de julgamento, levando-nos a duvidar de factos reais e demonstrados. Tudo isto, claro, “para o bem da humanidade”, para a nossa saúde, para alimentar o mundo e até para a nossa felicidade.

Apesar da explosão das doenças degenerativas, da multiplicação dos cancros, incluindo em crianças pequenas, da epidemia de obesidade, da crescente esterilidade masculina e das provas que se acumulam, implicando milhões de novas moléculas de síntese, introduzidas discretamente em todos os níveis da alimentação e do nosso ambiente próximo, os laboratórios destes poderosos grupos negam, falseiam e manipulam os resultados para demonstrar, “com provas”, a total inocuidade dos seus produtos.

Sigam em frente, está tudo sob controlo, estamos dentro das normas.

Sim, mas quem define essas normas supostamente sem perigo para a nossa saúde? ELES.

Quem são eles?

Os beneficiários do sistema:

Os patrões das multinacionais e os seus lobistas políticos, os cientistas ao serviço de quem os financia, os governos, as estações agronómicas, os químicos nacionais, os médicos, todo o setor médico, os veterinários, os criadores de gado, os agricultores, os viticultores, toda a cadeia do agronegócio, os fabricantes automóveis, as petrolíferas e as empresas nucleares que fornecem a energia para alimentar a máquina, os banqueiros que financiam tudo e lucram em todos os lados, os publicitários que nos enganam descaradamentenos, e por aí fora... e por aí fora. É muita gente.

E quem paga a factura final?... NÓS.

Nós, os consumidores apanhados na armadilha, pagamos duas vezes: com o nosso dinheiro, com o nosso sofrimento e, no fim, com a nossa vida.

Quem poderá parar esta máquina infernal que vai destruir tudo, que fará desaparecer o Homo sapiens, os animais e os vegetais da superfície do globo, que polui e esteriliza o ar, os mares e as terras, que quer transformar a exuberante Natureza terrestre numa paisagem lunar para finalmente ir para a Lua para a modificar, tornando-a capaz de acolher os homens quando a Terra deixar de ser habitável?

Mas quem alimentará a “Máquina Trituradora de Vidas” quando todos tivermos desaparecido?

Pensam que isso nunca acontecerá... dizem vocês!

Cada um, com as suas crenças, espera que haja um Salvador que detenha a tempo a destruição do planeta e que um punhado de homens lúcidos se erga diante da “Máquina Trituradora de Vidas”!

Talvez a tempo. Sim... mas quando restarem apenas algumas comunidades humanas, perdidas num vale remoto, refugiadas nas montanhas ou numa ilha isolada no meio do oceano. Já aconteceu no passado. A Natureza tem todo o tempo do mundo para reconstruir a diversidade e a beleza da vida. Serão precisos milhões de anos, mas a Terra recuperar-se-á. No entanto, não é certo que ainda existam homens para admirar novamente esse milagre.

Que fazer então?????

SE NÃO FAZES PARTE DA SOLUÇÃO,

FAZES PARTE DO PROBLEMA

Assuma as suas responsabilidades:

1. Torne-se vegetariano ou, melhor ainda, um LOVOS (Lifestyle of Voluntary Simplicity — estilo de vida de simplicidade voluntária).

2. Boicote todas as produções alimentares industriais cujo único objetivo seja o lucro.

Como reconhecê-las? Fácil: são aquelas que nos inundam de publicidade para vender, a qualquer preço, as suas porcarias químicas que nos intoxicam. (A marca do touro vermelho dedica um terço do seu volume de negócios ao patrocínio.)

3. Dê prioridade às produções familiares, regionais e artesanais.

4. Compre, exija e consuma apenas alimentos biológicos certificados.

5. Não participe mais nas campanhas de proteção ambiental (separação de resíduospoupança de águamini energiaCO2 poluição). É um engodo político, apenas para fazer recair sobre nós, o povo, a responsabilidade pela incapacidade deles em controlar e travar os desvios destrutivos ambientais dos grandes grupos industriais. Nenhum efeito real existirá enquanto os governos, os cientistas, a indústria e os agricultores não participarem a 100%. A maioria destes resíduos não é reciclada, nem sequer destruída, mas simplesmente armazenada ou escondida à espera de solução, ou então lançada ao mar. (Ver resíduos radioativos, resíduos químicos e petrolíferos, etc.)

6. Reduza ou elimine o consumo de medicamentos de síntese. Dê prioridade à prevenção, à homeopatia, à fitoterapia e às medicinas naturais suaves.

7. Pratique actividades de lazer e atividades físicas suaves e não poluentes - Do-in — Chi-gong — Yoga — Tai-chi — Caminhada — Natação — Meditação: atividades que não alimentam o lucro, que não têm rentabilidade comercial, que não exigem aparelhos caros e destrutivos para o ambiente, ao contrário de: (Ralis — Fórmula 1 — Moto-cross — Esqui — Viagens turísticas — Cruzeiros — Caça — Safáris fotográficos turísticos, etc.)

Gérard Vénère

 

 

 

 

 

 

 

  “A MACRBIÓTICA PARA TODOS” Gérard Wenker ( http://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2009/05/la-pratique-spirituelle-macrobiotique.htm...