Tuesday, April 14, 2026

 

UMA ARTE DE VIVER DE SAÚDE E LONGEVIDADE

Gérard Wenker

Das Américas à Europa, de África à Ásia, do Ocidente ao Extremo Oriente, por todo o planeta Terra, apesar dos extraordinários avanços da ciência, os excessos da sociedade liberal capitalista — onde tudo assenta prioritariamente no lucro — causam grandes danos. Isto verifica-se a todos os níveis: ecológico, climático, social, biológico, médico e humanitário.

Mas é na saúde humana que este sistema perverso provoca mais estragos, com o apoio das multinacionais da indústria agroalimentar. Embora o discurso habitual destas empresas seja o de que são indispensáveis para alimentar as populações, a verdade é que isso não impede que um terço da humanidade esteja subalimentado e que, em certas regiões, as pessoas continuem a morrer de fome.

Apesar dos enormes progressos da medicina, cada vez mais pessoas sofrem de doenças crónicas e degenerativas. Quer nos países ditos modernos, quer no chamado terceiro mundo, a constatação é a mesma: por todo o lado se sofre e se morre não de desnutrição, mas de má alimentação.

A alimentação tradicional, por vezes ancestral, que durante séculos permitiu o desenvolvimento de comunidades humanas saudáveis, foi abandonada em favor de alimentos industriais, desprovidos de valor nutritivo e adulterados com aditivos químicos nocivos para a saúde. Sob pressão dos consumidores, na maioria dos países europeus foram implementados controlos cada vez mais rigorosos, que conseguiram limitar e estabelecer normas máximas para os aditivos mais perigosos (hormonas de crescimento, antibióticos, conservantes, corantes, etc.). Contudo, o efeito perverso dessas restrições não travou estas práticas, tendo apenas desviado a sua aplicação para países mais pobres e menos exigentes quanto à qualidade dos produtos.

Nesses países, localizados maioritariamente em África e na Ásia, a passagem de uma alimentação tradicional regional para uma alimentação industrial de massa tem sido catastrófica, provocando uma forte diminuição da resistência às doenças e o aparecimento frequente de numerosas patologias anteriormente desconhecidas.

Todos os benefícios alcançados na melhoria da saúde — graças à medicina, à higiene e à vigilância sanitária implementada pelos Estados — perdem-se por uma única razão: uma produção alimentar excessiva e de má qualidade, orientada exclusivamente para o lucro, que levou ao abandono das tradições culinárias familiares e do respeito em torno da refeição.

Há 50 anos, um homem já se preocupava, antes de todos os outros, com os perigos da agroquímica e lançou em França o primeiro movimento a favor de uma agricultura biológica que respeitasse as leis da natureza. Esse homem, de origem japonesa, chamava-se Georges Ohsawa. Paralelamente, em 1956, começou a ensinar um método revolucionário de saúde e longevidade: «A MACROBIÓTICA».

Desde então, embora combatido, desacreditado, ridicularizado ou ignorado pelos governos e até pela comunidade médica, este método — que é, na verdade, uma arte de viver — demonstrou a sua eficácia extraordinária e difundiu-se, apesar de inúmeras dificuldades, na maioria dos países do mundo.

Hoje, perante as ameaças climáticas e ecológicas extremas provocadas pela poluição industrial, está em causa a própria sobrevivência da humanidade. Nenhum político, dirigente ou multinacional tem interesse em que esta situação mude, pois a sua única preocupação é manter o sistema económico capitalista que os sustenta e enriquece. Nunca irão cortar o ramo em que estão confortavelmente sentados, até ao colapso final.

Será que os homens do século XXI ainda conseguirão compreender o ensinamento macrobiótico, baseado nas leis ancestrais da ordem do universo? Terá a filosofia dialéctica macrobiótica o poder de salvar a humanidade da catástrofe anunciada? Essa é a nossa aposta. Pela força do espírito macrobiótico, transmitido através de uma nova forma de alimentação, o mundo começa, pouco a pouco, a mudar. A corrida desenfreada pela riqueza é substituída pelo “vivere povero”, o saque dos recursos naturais pelo amor à natureza e pelo respeito pelo planeta, a guerra pela paz e a doença pela saúde.

Não, isto não é uma utopia. Já milhares de pioneiros se dedicam a este trabalho de reconstrução e regeneração pessoal. Comunidades importantes, espalhadas pelos quatro cantos do mundo, aplicam e experimentam esta arte de viver.

 

 

 

Jacques Mittler
INTRODUÇÃO À MACROBIÓTICA
Filosofia e princípios, estudo dos alimentos e dos específicos, cozinha, regimes, prática...
Desenhos de Yannick Moure
Edições DANGLES
18, rue Lavoisier
45800 Saint-Jean-de-Braye

...saber deixar de estar doente...

O AUTOR:

Nascido em 1937, em Paris, Jacques Mittler interessou-se muito cedo pela grafologia, pela morfopsicologia e pelo desporto. Após estudos de desenho industrial, tornou-se engenheiro de mecânica aeronáutica em 1964.

Sempre animado por um espírito científico rigoroso, descobriu algumas obras de Georges Ohsawa e decidiu, em 1965, passar à experimentação, mais para “criticar” do que para “adotar”! Esse foi o seu primeiro contacto com a macrobiótica. Contudo, à luz dessa experimentação consigo próprio, a sua transformação física e psíquica foi tal que decidiu aprofundar ainda mais este estudo. O seu gosto pelos estudos transformou-se numa procura da verdade.

No início de 1972, abandonou a sua profissão para abrir, em Annecy, um pequeno atelier de produtos alimentares macrobióticos. Pouco a pouco, reuniu à sua volta um pequeno círculo de amigos convictos, deu cursos de cozinha macrobiótica, dinamizou grupos de estudo na região, proferiu algumas conferências e escreveu um livro: Um grão, dez mil grãos, que editou por conta própria (e do qual a presente obra é extraída).

Os seus encontros com doentes tornaram-se cada vez mais frequentes, e foi assim que se viu totalmente absorvido pelo desejo de transmitir a sua “fé”, bem como os meios para a alcançar através de uma alimentação baseada no princípio universal Yin-Yang.

Trata-se, portanto, de um verdadeiro praticante, que vive a macrobiótica “por dentro”, que procura torná-la acessível ao maior número de pessoas, dotado de um talento pedagógico notável, muito necessário para apresentar aos espíritos ocidentais os elementos fundamentais desta antiga sabedoria oriental.

A saúde é o estado físico, mental e espiritual
daquele que vive a justiça no seu corpo.
Saúde e santidade são idênticas.

J. M.

PREFÁCIO

Já é mais do que tempo...

Já é mais do que tempo de estabelecer no nosso corpo uma saúde indestrutível e de aprender a controlá-la em função das nossas necessidades e dos acontecimentos.

Uma verdadeira revolução biológica é possível através da simples aplicação quotidiana de um princípio de observação: a dialética Yin/Yang, proveniente da antiga sabedoria oriental. Isto chama-se macrobiótica. Não é nem uma dietética, nem um conceito, nem uma terapêutica, e ainda menos uma seita! Cada um pode descobri-la em plena liberdade, por si próprio e, através da sua própria cura, descobrir as leis eternas do universo.

Ide e curai os doentes...” Se esta era realmente a mensagem de Jesus, por que razão nos ocupamos tanto em vacinar, operar, irradiar, cortar, enxertar, administrar inúmeros antibióticos, hormonas e drogas químicas... com enormes custos hospitalares e de investigação médica?

A saúde aparece hoje como um dom do céu, aleatório e frágil. Não se aceita com fatalismo os efeitos da idade ou dos micróbios, dos quais seríamos vítimas inocentes?

Não existirá um meio simples, retirado das próprias fontes da natureza, acessível aos “pobres de espírito”, longe dos caminhos complicados e dispendiosos da ciência moderna? Não se poderá viver feliz sem recear a doença incurável?

Por termos querido ignorar as verdadeiras causas das nossas doenças (e dos nossos infortúnios), temos a medicina que merecemos, incapaz de travar as piores decadências!

Só uma tomada de consciência das leis universais pode evitar isto; em vez de procurar técnicas ou “muletas”, o ser humano deve finalmente dar à luz a si próprio; só há uma verdadeira cura: saber deixar de estar doente...

Os conhecimentos escolares em matéria de alimentação limitam-se a noções sumárias sobre proteínas, hidratos de carbono, lípidos, calorias, vitaminas, sais minerais, etc. Mas, ignorando a arte criativa da vida, a medicina e a dietética consideram apenas a composição dos alimentos e os seus efeitos fisiológicos. Não podem, portanto, pretender ser infalíveis no estabelecimento da saúde, daí as desastrosas consequências atuais, tanto a nível individual como social.

Recomenda-se que sigamos as prescrições do nosso médico, considerado um homem avisado... mas que mais poderá ele fazer sem sair do ensino oficial?

Em última análise, cabe a cada um de nós — e sobretudo a vós, Senhoras — a responsabilidade de manter a saúde física, mental e espiritual do mundo... e de questionar antigas convicções enraizadas por anos de hábitos.

O que é a macrobiótica?

— É uma procura da verdadeira saúde (física, mental e espiritual), baseada numa higiene alimentar. O seu guia é o princípio dialético Yin/Yang, descoberto há milénios pela ciência do Extremo Oriente.

— Consiste em alimentar-se principalmente de cereais integrais, acompanhados de uma pequena quantidade de legumes da época, devidamente preparados (sem fertilizantes e inseticidas químicos), na proporção em que a natureza os oferece, segundo a sua ordem universal. Os outros alimentos são consumidos apenas em pequenas quantidades e conforme os resultados desejados.

— É conformar-se às leis da natureza, evitando particularmente:

a) Os produtos artificiais da civilização moderna: açúcar refinado, corantes e aromatizantes químicos, conservantes, emulsionantes, produtos exóticos, conservas, fermentos químicos, produtos fora de época...

b) Os alimentos de origem animal: carnes, peixes, ovos, lacticínios... enquanto a nossa saúde não estiver equilibrada e não tivermos aprendido a cozinhá-los respeitando a ordem Yin/Yang.

Aqueles que desejarem curar-se de doenças de todos os tipos — mesmo as consideradas incuráveis — sem recorrer aos métodos modernos, violentos e sintomáticos, encontrarão na macrobiótica a base da alimentação tradicional do ser humano, com a vantagem de poderem controlar os seus próprios resultados, dia após dia.

Aos membros do corpo médico

Não levem levianamente as recomendações da macrobiótica; outras terapias já provaram a sua eficácia (homeopatia, acupunctura, plantas, radiestesia, imposição das mãos, etc.) antes de serem mais ou menos oficialmente reconhecidas.

A ciência moderna, por mais precisa que seja, não tem em conta o lugar do ser humano no universo, e a medicina nada faz para procurar as verdadeiras causas da doença. Pior ainda, envenena os organismos com drogas que, a longo prazo, alteram o comportamento psíquico!

É mais fácil para o doente aceitar um medicamento do que questionar a sua alimentação e o seu modo de vida... Mas não será o médico um educador, ligado ao juramento de Hipócrates?

É toda a conceção da doença que precisa de ser revista, bem como a mentalidade na arte de curar.

A saúde é o estado físico, mental e espiritual
daquele que vive a justiça no seu corpo.
Saúde e santidade são idênticas.

J. M.

 

Sunday, April 12, 2026

 


A TRIOLOGIA DA

TERCEIRA IDADE

PENSAR E CRIAR

Conservar a capacidade de pensar, aliada a uma profunda capacidade de reflexão, até ao fim do caminho, parece em geral ser um milagre ou uma questão de sorte, mas na realidade faz parte da normalidade.

Segundo uma conceção oriental, todas as nossas faculdades intelectuais deveriam desenvolver-se cada vez mais com a idade.

O segredo deste prodígio, para além da arte culinária, resume-se a uma única expressão: “criatividade permanente”.

Desde a infância, a educação e a instrução confinam-nos ao papel estático de estudante ou aprendiz, repetindo diligentemente as suas lições. A imaginação criativa, que sai dos caminhos já traçados, é uma forma de liberdade pouco valorizada na nossa sociedade, a menos que se enquadre dentro de convenções bem definidas.

A arte de viver, onde tudo é adaptação constante, desenvolve a criatividade; ainda assim, é necessário querer questionar-se a cada instante e não se tornar dogmático ao estabelecer novas regras rígidas. Toda a gente pode desenvolver a sua criatividade nos domínios artísticos ou literários clássicos, mas nada se compara à criatividade dialética, que permite reinventar a Vida elevando o nível de consciência.

Um dos domínios onde podemos exercer a nossa criatividade é na adaptação das receitas tradicionais da sua cozinha regional, rica e saborosa, em receitas dietéticas mais adequadas à sua condição atual. Mas criar poemas, manter um diário, escrever um livro ou um blogue são também excelentes formas de manter uma atividade cerebral eficaz.

Num nível mais elevado, estudar os fenómenos universais e as ciências humanas sem a pressão da rentabilidade, simplesmente pelo prazer — física, química, biologia ou história — é verdadeiramente fascinante e permite esclarecer e, por vezes, compreender os segredos da natureza e os mistérios do universo.

A criatividade é a vida em movimento; não deixemos passar um dia sem criar algo novo. Para preservar o fluxo contínuo de pensamentos criativos e favorecer o surgimento de novas ideias, é indispensável pacificar regularmente a mente. O melhor meio para o conseguir é, naturalmente, a meditação. Uma hora de meditação por dia é um verdadeiro banho de rejuvenescimento cerebral e espiritual. Cada um escolherá a forma de meditação e a posição que melhor lhe convier: transcendental, visualização passiva ou aCtiva, zazen, sentado, deitado, em posição de lótus ou meio-lótus, ou numa cadeira reclinável — desde que não adormeça…!

Parte inferior do formulário

COMER

É o domínio mais familiar e, no entanto, o mais ignorado. Embora a cozinha não devesse ter já qualquer segredo para nós, a entrada nesta terceira fase exige uma readaptação fundamental na forma de nos alimentarmos. A idade e a ruptura com as atividades profissionais anteriores implicam obrigatoriamente profundas mudanças no nosso modo de vida habitual, mudanças que se irão repercutir pouco a pouco no nosso metabolismo. As necessidades nutricionais devem ser adaptadas a estas novas condições e, a partir de agora, passa a ser prioritária uma alimentação de manutenção em vez de uma alimentação energética.

Mas, acima de tudo, o elemento vital indispensável é preparar sempre as próprias refeições. Seja qual for a situação, nunca deixe outra pessoa preparar a sua comida; só você conhece as suas necessidades, e os erros neste nível podem ser fatais. Num casal, é aconselhável alternar a preparação das refeições; a harmonia será ainda maior.

Recomendações para viver bem até uma idade avançada:

  • Fazer a própria cozinha. Se estiver num casal, alternar de vez em quando.
  • Cozinhar numa chama viva (gás, lenha, carvão).
  • Utilizar água de uma fonte potável para cozinhar e para beber.
  • Fazer três pequenas refeições em vez de duas grandes.
  • Preparar uma alimentação simples, vegetariana ou vegan, variada e leve.
  • Cozinhar com mais água, mais azeite/óleo, mais legumes de folha e fruta.
  • Evitar a cozedura no forno e os grelhados.
  • Evitar a todo o custo os extremos energéticos (sal, açúcar, álcool, carne) e os grandes excessos.
  • Todas as semanas, eliminar os sólidos durante um dia (apenas caldo).
  • Consumir 80 a 100 g de proteínas variadas por dia, 6 dias por semana: peixe, carne, ovo, tofu, seitan, queijo de cabra, proteínas de soja.
  • Escutar o seu corpo. Reagir imediatamente em caso de problema, não deixar a doença instalar-se.

Reagir imediatamente, se possível com métodos naturais (homeopatia, argila, banhos derivativos, macrobiótica, jejum, etc.).

MEXER-SE

A terceira liberdade, depois da de pensar e de comer, é naturalmente a de se deslocar, de preferência sozinho e de pé, sobre as próprias pernas. Mover-se sem limitações e sem dor é um privilégio raro nas nossas sociedades modernas.

Vigiar o corpo, estar atento às pequenas dores que surgem ocasionalmente, corrigir ou eventualmente adaptar a alimentação em função de um desequilíbrio passageiro, é um passo essencial que todos deveriam praticar de forma constante.

Para o ajudar neste processo, deveria já ter integrado, há muito tempo, algumas técnicas corporais complementares, como o Do-in, o Tai Chi ou o Yoga. Praticar diariamente — durante meia hora — um destes exercícios, complementado com uma caminhada de uma a duas horas, manterá a flexibilidade e o vigor do corpo até ao grande descanso. A melhor solução, se gosta de animais, é ainda ter um cão: passeios regulares, faça o tempo que fizer, far-lhe-ão muito bem, e o seu companheiro ficará grato.

Mais algumas recomendações: técnicas criativas, meditação, alimentação adaptada e exercício energético não se aprendem num só dia. Para que estas atividades sejam bem integradas no seu quotidiano, é necessário um esforço prolongado; quanto mais cedo começar, maior será a eficácia.

No entanto, para testar da forma mais eficaz a vitalidade dessas capacidades intelectuais quando chegar o momento da reforma, lance-se um último desafio: salte para o desconhecido e faça algo totalmente novo, fora de qualquer lógica, com paixão, de forma irracional e até um pouco louca. Aprender uma língua estrangeira, estudar informática ou astronomia, escrever um livro, fazer pintura ou escultura.

 

 

 


BEBIDAS E REMÉDIOS DEPURATIVOS

O texto apresenta várias bebidas naturais (batidos, infusões e caldos) com o objetivo de limpar o organismo, melhorar a saúde e equilibrar o corpo.

  • Os batidos em jejum ajudam a ativar a digestão e desintoxicar, especialmente com ingredientes como cenoura, maçã e limão.
  • A bebida de daikon, shiitake e kombu é indicada para uma desintoxicação profunda, sobretudo após consumo excessivo de alimentos de origem animal.
  • A infusão de alecrim melhora a circulação, a memória, o sistema imunitário e ajuda em problemas respiratórios e menstruais.
  • A cavalinha e as barbas de milho são diuréticos, ajudando na retenção de líquidos, rins e sistema urinário.
  • O chá de azuki e outras bebidas específicas ajudam a depurar rins, intestinos e fígado.
  • O caldo de vegetais doces tem efeito calmante e equilibrador.

No geral, o foco é usar alimentos naturais para:

  • Desintoxicar o corpo
  • Melhorar a circulação e digestão
  • Apoiar rins, fígado e intestinos
  • Reforçar o sistema imunitário

---------------------------------

BATIDOS PARA TOMAR EM JEJUM

• Cenoura, maçã, limão
• Cenoura, maçã
• Cenoura, maçã, aipo
• Maçã, pera
• Batidos verdes
• Beterraba, cenoura, limão (5 partes de beterraba, 5 de cenoura, 1 de limão — excelente para afrontamentos da menopausa)

BEBIDA DE DAIKON SECO / CENOURA / SHIITAKE / KOMBU

• O daikon seco limpa e elimina acumulações muito profundas ou em órgãos muito “yang”.
• O shiitake tem qualidades semelhantes ao daikon.
• A cenoura e a alga kombu ajudam a gerar este movimento de energia para o interior.
• Esta preparação é única para eliminar excessos de produtos animais muito “yang” (ovos, queijos, carnes…).

Preparação:
• Lavar rapidamente o daikon seco, o shiitake e a alga kombu.
• Cortar em pedaços com uma tesoura e deixar de molho (com água suficiente para cobrir) durante uma hora.
• Cozer na mesma água durante 30 minutos.
• Adicionar as cenouras cortadas em juliana (kimpira) e algumas gotas de molho de soja.
• Cozer durante mais 30 minutos.
• Se ainda houver muito líquido, deixar ferver sem tampa durante mais alguns minutos.
• Nos minutos finais, pode adicionar algumas gotas de gengibre fresco ralado.

INFUSÃO DE ALECRIM

Propriedades: antisséptico, antibacteriano, antifúngico, diurético, adstringente, rejuvenescedor, fortalece a memória.

• Estimula o fluxo sanguíneo para a cabeça, tonificando o cérebro e melhorando a memória.
• Relaxa os músculos nesta zona, sendo excelente para dores de cabeça e enxaquecas.
• Tem efeito aquecedor, tonificando o coração e a circulação.
• Ajuda a eliminar toxinas e tonifica o fígado.
• Diurético em casos de gota e artrite.
• Revitaliza o sistema imunitário.
• O chá reduz a febre e ajuda a eliminar mucosidades (ideal para constipações, gripes, tosse, dor de garganta, infeções brônquicas e asma).
• Algumas gotas de essência de alecrim num banho quente são revitalizantes.
• Pode ser usado em massagens (diluído) em articulações inflamadas ou no couro cabeludo (queda de cabelo).
• O chá pode ser usado para higiene oral e duches vaginais.
• Ajuda a reduzir menstruações abundantes e dores menstruais.

CAVALINHA

• Diurético
• Cicatrizante

Outras propriedades:
• Remineralizante
• Hemostático
• Adstringente

Indicações:
Estados que requerem aumento da diurese: infeções geniturinárias (cistite, uretrite, pielonefrite, oligúria, litíase urinária), hiperazotemia, hiperuricemia, gota, hipertensão arterial, edemas, excesso de peso com retenção de líquidos.

• Descalcificação (osteoporose)
• Melhora da pele, cabelo e unhas

Preparação:
• Ferver cerca de 40 g da planta seca em meio litro de água durante cerca de 40 minutos.
• Deixar arrefecer e coar.
• Beber três chávenas por dia (pode adoçar com açúcar ou mel).

BARBAS DE MILHO

• Forte diurético, bem tolerado e sem criar habituação.
• Calmante das vias urinárias.
• Elimina oxalatos, fosfatos e uratos.

Outras propriedades:
• Fluidificante biliar, colagogo e colerético
• Analgésico e calmante
• Reduz o colesterol
• Ajuda a prevenir placas de ateroma e risco cardiovascular
• Hipoglicemiante
• Antiespasmódico
• Cicatrizante e regenerador
• Anti-inflamatório e antioxidante

• Indicado em obesidade com retenção de líquidos
• Síndrome pré-menstrual

Modo de uso:
• Infusão de 30 g por litro de água; coar e beber ao longo do dia
ou
• 1 colher de chá por chávena; ferver alguns minutos e beber duas vezes por dia antes das refeições

CHÁ DE AZUKI

• Colocar uma chávena de feijão azuki numa panela com um pedaço de alga kombu.
• Deixar de molho 4 horas ou durante a noite.
• Picar a kombu.
• Adicionar 4 chávenas de água e levar a ferver.
• Cozinhar em lume brando durante 20–30 minutos.
• Coar e beber o líquido quente.

Bebida para depurar os rins

• 1 parte de feijão azuki demolhado
• 1 parte de daikon seco triturado
• 1 parte de shiitake seco
• 1 parte de alga kombu

• Adicionar 4–5 vezes o volume de água
• Ferver e cozinhar em lume brando durante 25 minutos
• Beber um copo por dia durante 10 dias
• A alga kombu não deve ser consumida

BEBIDA PARA DEPURAR OS INTESTINOS

• 2 partes de raiz de lótus
• 1 parte de raiz de daikon
• 1 parte de folhas de daikon
• 1 parte de cenoura
• 1 parte de folhas de cenoura
• 1 parte de shiitake seco

• Adicionar água (4–5 vezes o volume)
• Ferver e cozinhar em lume brando durante 20 minutos

OUTROS CHÁS E REMÉDIOS

Caldo de vegetais doces:
• Partes iguais de cebola, cenoura, couve e abóbora
• Ferver em 3–4 vezes o volume de água durante 3 minutos (sem tampa)
• Depois cozinhar em lume brando com tampa durante 20 minutos
• Coar e beber quente ou morno
• Pode beber uma pequena chávena diariamente à tarde

BEBIDA PARA HARMONIZAR O FÍGADO

• 2 partes de trigo-sarraceno
• 2–3 partes de rebentos de soja (ou outros)
• 1 parte de shiitake seco
• 1 parte de raiz de daikon seca
• 2 partes de folhas de daikon (ou outro vegetal)
• 1 parte de chalota

• Picar tudo finamente
• Adicionar 5 vezes o volume de água
• Ferver e cozinhar pelo menos 30 minutos
• Se necessário, adicionar mais água (o trigo-sarraceno absorve bastante)

---------------------------------

AUTORES CONSULTADOS

·       Agnès Pérez

Saturday, April 11, 2026

 


SEJAM SURDOS… E CEGOS

ÀS SEREIAS PUBLICITÁRIAS

Gérard Wenker

Vamos fazer compras ao Supermercado XYZ.

Para o ajudar, aqui ficam alguns conselhos simples que permitem iniciar, em qualquer idade, em qualquer circunstância e sem conhecimentos prévios especiais, uma regeneração fisiológica, mental e espiritual.

·       Deixem de comprar produtos alimentares em promoção.

·       Não acreditem em nada, não ouçam os anúncios dos altifalantes do belo falador que quer despachar os seus excedentes.

·  Nada de produtos light com aspartame ou outros adoçantes químicos.

· Nada de Weight Watcher com custos adicionais para enganar incautos.

·       Confiem apenas no vosso próprio julgamento.

·   Mudem radicalmente os vossos hábitos de compra. Comprem apenas produtos de 1.ª escolha e, se possível, biológicos — verifiquem as datas de validade — controlem os aditivos. É mais caro, certo, 10 a 20%, e então…! Ora essa — qual é o preço da vossa vida?

·       Para compensar, se não tiverem meios: deixem o álcool, o café e os cigarros — isso é que é caro — reduzam os produtos lácteos — nada de açúcar — nada de manteiga — menos carne — nada de refeições pré-preparadas, nada de micro-ondas; têm tempo para cozinhar, já que estão reformados.

·     Os melhores produtos para um casal são possíveis com um orçamento de cerca de 500 €. Posso prová-lo, tenho os talões.

·       O carrinho ideal do novo sénior, sem esquecer as seniores: verde — biológico — natural — regional — nada de alimentação industrial — só produtos de 1.ª escolha. Legumes biológicos frescos — sementes germinadas — fruta biológica da época e do país.

·       Legumes biológicos preparados e congelados de vez em quando para desenrascar. Água de nascente em garrafão de 8 litros (se os conseguirem carregar). Sumo de maçã — sumo de cenoura Biotta — chá kombucha — vinho biológico — cerveja biológica.

Leite de arroz em embalagem de 1 litro — margarina — queijo de cabra ou de ovelha — leite de soja — iogurte de ovelha ou de soja — tahini ou manteiga de sésamo.

Peixe 1 a 2 vezes por semana — carne 1 vez — tofu — tempeh.

Arroz — quinoa — polenta — cuscuz — millet — trigo-sarraceno — massas.
Leguminosas — lentilhas — feijões — borlotti — grão-de-bico — ervilhas.

Óleos biológicos de primeira prensagem: girassol — sésamo — colza — azeitona.

Sal marinho integral de Guérande — algas — vinagre de sidra — molho de soja.

Pães integrais biológicos — castanhas embaladas a vácuo.

PROPORÇÃO MÉDIA DE UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA:

Cereais 30/40%. Legumes 25%. Algas 5%. Fruta 5%. Leguminosas 10%. Carnes-peixe-queijo 10/15%.

Bem… é preciso cozinhar corretamente: sem natas, sem manteiga, sem molhos, sem álcool; enfim, o melhor é fazer um curso de cozinha dietética.

Permiti-me escrever estes artigos como testemunho, pois pratico esta arte de viver melhor há mais de 30 anos. Tenho 75 anos e estou maravilhosamente bem, sem nenhuma doença da velhice, espírito alerta e curioso, olhar vivo, ouvidos atentos, todo o cabelo e ainda nem um único fio grisalho.

Prometo manter-vos informados sobre a evolução da minha boa saúde ou da sua possível degradação.

Viver mais tempo é bom, mas é preciso gostar da Vida.

Obrigado aos aventureiros, pioneiros de um novo mundo possível, que me acompanharam ao longo destas publicações.

Sejam loucos ou sábios, experimentem — a vida é uma grande aventura.

Gérard Wenker

 

NÃO ESPERE SER VELHO

PARA SE MANTER JOVEM

Gérard Wenker

Atenção, esta leitura pode perturbar alguns espíritos tradicionais; no entanto, tudo é verídico e já foi vivido por milhares de pessoas.

Entremos no cerne da questão, ou seja, aquilo a que vulgarmente se chama “a velhice — a reforma — a terceira idade, ou até a quarta — em suma, o fim da vida — os velhos”.

Uma vida comporta, segundo a antiga espiral logarítmica da ordem do universo, grosso modo três etapas:

·       A adolescência = 20 anos (dos 1 aos 20 anos)

·       A idade adulta = 40 anos (dos 20 aos 60 anos)

·       A velhice = 80 anos (dos 60 aos 140 anos)

Total…? 140 anos, é a idade biológica natural que poderíamos atingir se… não fizéssemos tudo o que está ao nosso alcance para encurtar esse prazo.

A este propósito… os homens, desde há milénios, têm demonstrado uma imaginação e uma engenhosidade transbordantes. Exemplos ao acaso:

·       Antropofagias — sacrifícios humanos — guerras — bomba atómica — napalm — genocídios — jogos de circo — condenações à morte — fogueira — enforcamento — guilhotina — fuzilamento — gaseamento — cadeira eléctrica — injecção letal — acidentes automóveis — álcool — droga — má alimentação — fomes — poluição — suicídio.

Como se isso não bastasse, desde o advento da era industrial, ou seja, há pouco mais de um século, os homens abandonaram os campos aos milhões para se concentrarem em imensas megalópoles insalubres e nauseabundas. Aí, esqueceram rapidamente a relação privilegiada que tinham com a Mãe Natureza, que durante milénios lhes tinha fornecido o essencial das suas necessidades vitais.

Todos os conhecimentos das leis da Natureza, que permitiram à espécie humana desenvolver-se harmoniosamente durante vários milhões de anos, desapareceram totalmente, sendo substituídos por uma farmacopeia química, por substitutos alimentares artificiais e por conselhos dietéticos absurdos. Regras de vida em total contradição com a preservação da vida vieram substituir as antigas tradições que tinham dado provas ao longo de milhares de anos, dando origem a povos incansáveis que criaram magníficas civilizações, das quais todos nós somos descendentes.

Parte superior do formulário

 

Friday, April 10, 2026

 

HIPOGLICEMIA
Drª AGNÈS PÉREZ

A hipoglicemia é um distúrbio em que o metabolismo normal dos hidratos de carbono (glícidos) é afetado.

O pâncreas não funciona adequadamente e produz insulina em excesso, o que gera um nível de glicemia (glucose no sangue) mais baixo do que o normal.

Os valores normais de glicemia situam-se entre 70 e 110 mg/dl (miligramas por decilitro). Quando esses valores estão abaixo de 40–50 mg/dl, fala-se de hipoglicemia.

A função da insulina é regular os níveis de açúcar no sangue. Quando a produção de insulina é excessiva, esta transporta a glucose para as células e, dessa forma, a glicemia diminui.

Muitas vezes, a hipoglicemia é hereditária, mas, devido a uma alimentação inadequada, cada vez mais pessoas adquirem esta condição, chamada hipoglicemia funcional.

Afeta cerca de 70% das pessoas na sociedade moderna. A hipoglicemia, embora não seja considerada uma doença, afeta bastante o nosso comportamento e a saúde física e emocional.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Um muito típico, aqui e agora: sono depois de comer, particularmente à tarde, após o almoço.

Outro sintoma são alterações emocionais intensas, causadas pelas variações no nível de açúcar.

De um modo geral, afeta mais o sexo feminino do que o masculino: “Amo-te profundamente e, dois minutos depois, não te quero ver mais.”

Somos como um ioiô emocional: comemos chocolate e a vida é maravilhosa; quando o nível baixa, a vida torna-se horrível.

O comportamento violento está ligado à hipoglicemia. Os assassinos cometem crimes quando têm níveis de açúcar muito baixos — há estudos sobre isso. Mais de 90% dos pacientes esquizofrénicos ou paranoicos são hipoglicémicos. Quando a hipoglicemia melhora, a esquizofrenia ou paranoia também melhora, assim como nos casos de artrite e alergias.

As alterações emocionais, tonturas, depressão ou a necessidade de comer chocolate ou beber álcool para recuperar vêm da necessidade de compensar a hipoglicemia.

Quando o nível de açúcar está muito baixo, surgem frequentemente dores de cabeça, sensação de frio, ansiedade intensa por doces… Se não conseguem deixar o açúcar, o café ou o álcool, é provável que sejam hipoglicémicos/as.

A lista de sintomas da hipoglicemia é extensa. Infelizmente, a classe médica nem sempre estabelece ligação entre eles. Muitas pessoas com problemas psiquiátricos encaminhadas para psiquiatras são hipoglicémicas, assim como pessoas com problemas imunológicos sem diagnóstico claro.

Em geral, os problemas psicológicos e emocionais associados à hipoglicemia são mais graves.

QUAL É A CAUSA?

Trabalhar muitas horas sem comer, com desgaste e cansaço, pode provocar níveis baixos de açúcar. A sensação de estar sempre exausto indica frequentemente hipoglicemia. Ao comer, há uma melhoria.

Dormir pouco ou passar uma noite sem dormir também pode causar hipoglicemia, que melhora com descanso e um banho.

Trabalhos intensos, especialmente com computador e elevada concentração, também contribuem. Este tipo de pressão baixa muito o nível de açúcar.

Em alguns casos, é fácil de tratar: descansar, comer e dormir.

Noutras pessoas, é mais difícil. A literatura médica indica que a causa está nos ilhéus de Langerhans (do pâncreas), que absorvem açúcares rápidos, provocando um aumento da glicemia e uma resposta excessiva de insulina, levando a uma descida acentuada.

O açúcar contribui, mas não é a causa principal. Segundo esta perspetiva, os produtos de origem animal (ovos, queijo curado, frango, etc.) são os principais responsáveis, pois sobrecarregam o pâncreas.

O pâncreas regula o açúcar no sangue através de duas hormonas:

  • Insulina (baixa o açúcar)
  • Glucagon (aumenta o açúcar)

Quando há equilíbrio entre ambas, o organismo funciona bem.

Alimentos muito “yang” (especialmente gorduras animais) contraem o pâncreas e aumentam a produção de insulina, reduzindo o açúcar no sangue e levando ao desejo por alimentos doces.

Os alimentos “yin” também contribuem, sendo o álcool um exemplo importante.

A falta de frescura na alimentação também é um fator: é essencial consumir vegetais frescos e verdes diariamente.

Além do pâncreas, o fígado, as suprarrenais e os intestinos também são afetados.

Outra causa apontada é uma vida sem “doçura” emocional, levando à procura de compensação na alimentação.

COMO TRATAR A HIPOGLICEMIA?

  • Eliminar alimentos de origem animal e extremos (durante 2–3 semanas)
  • Caldo de vegetais doces (abóbora, cebola, couve, cenoura, nabo)
  • Sumo de maçã com kuzu (ocasionalmente)
  • Comer algo quando houver irritabilidade ou agressividade
  • Consumir vegetais doces e escaldados
  • Preferir sabores agridoce
  • Comer melão cozido em compota
  • Consumir massa (eleva o açúcar de forma estável)
  • Tomar duches quentes, especialmente à tarde
  • Aplicar calor na zona do pâncreas e nos pés
  • Manter um estilo de vida calmo e relaxado
  • Praticar contacto físico, massagens, shiatsu

Nas gerações mais jovens, há problemas graves de hipoglicemia, associados a dificuldades de aprendizagem e falta de concentração. Sem glucose no cérebro, torna-se difícil concentrar.

Para muitas pessoas, as soluções alimentares não são suficientes. O mais importante é tomar consciência do problema e saber identificá-lo.

Se estiverem numa “montanha-russa” emocional, é importante perceber que isso pode estar relacionado com níveis baixos de açúcar no sangue.

 

OS HIDRATOS DE CARBONO
Drª Elena Corrales

Quando se fala de hidratos de carbono, nem todos são iguais. Uns prejudicam a saúde e outros permitem a sua recuperação. Descobre a diferença.

Os hidratos de carbono

Também se chamam açúcares ou carboidratos. Existem muitos tipos de açúcares: alguns chamados simples ou de absorção rápida, como a lactose do leite, a frutose da fruta, a sacarose da beterraba… e outros chamados complexos ou de absorção lenta, como os amidos e a fibra dos cereais, das leguminosas e dos legumes.

A glucose é a moeda energética da célula. Quando a glucose se combina com o oxigénio nas nossas células, permite obter a energia necessária para todas as nossas necessidades vitais.

Os açúcares simples

Os açúcares simples fornecem energia instantânea, pois não requerem digestão. Estão sobretudo presentes no leite e na fruta, e também no açúcar que adicionamos aos alimentos. O arroz branco e as farinhas refinadas, por estarem desprovidos de fibra, têm também uma velocidade de digestão superior à dos alimentos integrais. Por isso, o pão branco, o arroz branco e a massa branca podem ser considerados praticamente açúcares simples.

Devido à sua absorção muito rápida, transformam-se também rapidamente em gordura. Um consumo predominante deste tipo de hidratos de carbono é responsável por muitos tipos de obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares e alterações do comportamento como o stress, a ansiedade e a depressão… Esta é a causa da elevada prevalência destes distúrbios nas sociedades mais ricas. Devemos saber também que a fruta e o leite, sendo dois alimentos perecíveis, são atualmente dos mais consumidos no lar.

Para o leitor menos familiarizado com temas de nutrição, podemos comparar o comportamento dos açúcares rápidos com o fogo-de-artifício. Quando o foguete é lançado, há um clarão intenso de luz (energia) que se apaga de imediato. Quando consumimos doces, sentimos uma euforia (energia) que depois dá lugar a uma quebra energética, que é a hipoglicemia.

Os hidratos de carbono complexos

Por outro lado, os hidratos de carbono complexos, também chamados açúcares lentos, precisam de ser digeridos para uma correta absorção. Isto significa que a glucose chega às células de forma progressiva, e não toda de uma vez, como acontece quando bebemos um sumo. Um exemplo ilustrativo é observar como, nos doentes hospitalizados, quando lhes é administrado um soro com glucose, o açúcar entra na corrente sanguínea “gota a gota”.

Se analisarmos as recomendações nutricionais da OMS, verificamos que a ingestão de açúcares simples deve ser, no máximo, de 10%. Isto significa que o leite e a fruta não devem ser alimentos prioritários, e que devemos distinguir entre alimentos refinados e integrais.

Metas nutricionais de nutrientes

De forma universal, o aporte de hidratos de carbono complexos provém dos cereais integrais, das leguminosas e dos legumes. Na macrobiótica, estes três grupos alimentares constituem a base da dieta.

Na dietética clássica, não se cumprem as recomendações da OMS, pois enfatiza-se o consumo de frutas e produtos lácteos, e quando se fala de cereais não se distingue entre os refinados e os integrais. Dos quatro grupos clássicos de alimentos, dois são representados pelo leite, derivados lácteos e frutas, e um pelos cereais refinados.

 

  UMA ARTE DE VIVER DE SAÚDE E LONGEVIDADE Gérard Wenker Das Américas à Europa, de África à Ásia, do Ocidente ao Extremo Oriente, por to...