Friday, March 27, 2026

 


OS COGUMELOS

O COGUMELO “SHITAKE”

Os cogumelos comestíveis são de uma grande finesse e podem ser consumidos em pequena quantidade.

Os cogumelos são uma boa fonte de potássio. São um alimento leve, bom para ajudar a emagrecer e depurar o organismo. Ricos em fósforo, destaca-se sobretudo o selénio (25mg/100g de peso), benéfico para prevenir o cancro. Contêm ferro, mas não fitatos como outros alimentos vegetais e, por isso, o seu ferro, ainda que não seja abundante, é bem assimilável – sobretudo se consumidos com salsa crua picada ou seguidos de uma sobremesa com cítricos. Além disso, são os alimentos com maior conteúdo em cobre e o cobre ajuda a sintetizar o ferro. Também contêm vitaminas do grupo B (B2 em particular). Assim, da mesma forma que limpam e regeneram o solo, os cogumelos têm o mesmo efeito no corpo humano, especialmente no fígado, que é o órgão que recebe as toxinas que ingerimos e as transforma ou anula para que possamos sobreviver. Estimulam e reforçam o sistema imunitário  mas não devem ser consumidos em grandes quantidades já que contêm quitina, uma substância também presente nos crustáceos, insectos, etc., muito pouco digerível.

Entre os cogumelos, o boleto (Boletus edulis, porcino) é o alimento com mais conteúdo em selénio biodisponível e, portanto, tem propriedades muito destacadas antitumurais e antioxidantes. É rico em vit.D e contém mais zinco que outros cogumelos. Também apresenta substâncias antivirais e protectoras dos vasos sanguíneos.

Os Rubellones contêm em abundãncia vit.B5 ou ácido pantoténico e vit.D e o seu conteúdo em vit.B5 faz dele recomendável para reduzir o excesso de colesterol. Dstaca-se a sua quantidade em ferro (6,5mg) – daí o seu nome Rovelló que em Valência significa “oxidado”.

Existem numerosas variedades tanto selvagens como cultivadas.

O SHITAKE, é o cogumelo do extremo oriente com mais reputação. Já é cultivado no ocidente e é provavelmente o mais utilizado na alimentação macrobiótica. Está habitualmente disponível fresco ou desidratado.

Devem ser consumidos ocasionalmente e em pequena quantidade. Os shitake selvagens são mais poderosos e o seu consumo deve ser controlado.

No plano medicinal o shitake tem propriedades que vão do abaixamento da febre à purificação do sangue, passando pela prevenção do endurecimento das artérias e o tratamento dos tumores e prevenção de cancros.

 

É delicioso cozinhado em água estilo nishime e servido em pequenos pratos de acompanhamento. O caldo pode ser utilizado para fazer sopas ligeiras de kombu. Alguns bocados podem ser adicionados de tempos a tempos às sopas de miso, tornando-as deliciosas e a diversos pratos de cereais, feijões, algas e legumes. Salteados em óleo de sésamo são muito crocantes.

Habitualmente os pés do shitake, bastante duros, são cortados antes de cozinhar e as variedades secas são postas a demolhar.

Estudos medicinais recentes mostraram que o cogumelo shitake baixa rapidamente a taxa de colesterol do sangue, colesterol que está associado às doenças coronárias e outras desordens do sistema circulatório.

O cogumelo shitake é um alimento medicinal especial de origem asiática, cujo nome significa “cogumelo do carvalho” porque é aí que cresce, nos troncos de carvalho – take, significa cogumelo. É o cogumelo mais yang.

São ricos em vit.B, em particular B2 e B5 ou ácido pantoténico, B6, niacina e folatos. Além disso, é um concentrado de minerais, sendo óptimas fontes de cobre (72% das necessidades diárias) e de selénio (33%), muito boa fonte de zinco e boa fonte de manganésio. Também contém vit.B2, proteína e fibra.

Tradicionalmente foi considerado uma boa fonte de ferro mas estudos recentes demonstraram serem mais efectivos do que se pensava. O ferro contido no shitake seco é bio disponível e assimilável como o ferro dos suplementos de gluconato de ferro. Isto permite considerar os cogumelos shitake óptimos alimentos para os anémicos e para os veganos, que tenham dificuldade em encontrar as fontes de ferro biodisponível.

Porém, a sua actividade terapêutica está determinada maioritariamente pelos seus fitonutrientes particulares que contêm várias substâncias com efeito benéfico para a saúde. Entre elas um composto chamado lentinano que abrandaria o crescimento dos tumores. O lentinano é um betaglucano (polissacarídeo) que se encontra em cogumelos, leveduras e outros alimentos e que estimula o sistema imunitário, activando certas células e proteínas que atacam o cancro, em particular macrófagos, linfócitos T e células killers. As propriedades do lentinano juntamente com outras do shitake, como a antibactérica e antiviral, fazem deste cogumelo muito apropriado para manter as defesas do corpo face às infecções.

Outras substâncias são o 1.3 betaglucano que parece também ter a propriedade de reduzir a actividade cancerígena e os efeitos colaterais no tratamento do cancro e a eritadina (ou eritadenina) que em conjunto com a colina reduzem o colesterol limitando a sua absorção no sangue. Estas duas últimas substâncias têm efeitos benéficos  no caso da hipertensão arterial, ajudam a depurar o fígado e a descarregar o excesso de proteínas animais.

Finalmente, o shitake produz o interferão, um grupo de proteínas naturais que corta a multiplicação dos vírus, ajudando a tratar doenças como a hepatite. Foram utilizados tradicionalmente para prevenir doenças cardíacas, já que protegem os vasos sanguíneos, reduzem a agregação plaquetária e baixam o colesterol. Pela sua acção de estimulação e tonificação do sistema imunitário, considera-se que podem ajudar a abrandar o crescimento dos tumores e da SIDA.

Para maximizar o sabor e reter os seus nutrientes é importante não cozinhar os cogumelos shitake demasiado – sete minutos são suficientes. Podem tomar-se 1 a 3 shitake por dia, sendo preferível os do tipo maior (donko shitake) porque são mais terapêuticos.

PROPRIEDADES DO SHITAKE. INDICAÇÕES.

§ Indicados para ajudar a dissolver gordura animal do corpo

§ Calmante e relaxante para condições yang, tensas e stressantes Usar apenas 1 cogumelo por pessoa e por dia, pois é muito yin

§ É diurético, antioxidante e anti-inflamatório. Estimula a função renal e intensifica a formação de urina

§ Febre (em chá)

§ Dissolve e elimina o colesterol – melhora a circulação, é bom para quem sofre de hipertensão arterial, para taquicardias e doenças cardiovasculares. Também é bom para a artrite

§ Dores de cabeça, particularmente na parte de trás da cabeça

§ Sede excessiva

§ Problemas de excesso de peso

§ Prisão de ventre yang

§ Problemas de fígado e vesícula biliar – intensifica a função do fígado

§ Efeito anticancerígeno, particularmente para cancros yang. É muito afamado no oriente – actualmente também no ocidente – pelas suas propriedades anti cancerígenas e pelo facto de ajudarem o organismo a eliminar rapidamente a proteína animal (particularmente carne) e sal

§ Anafrodisíaco. Usado tradicionalmente pelos monges budistas para reduzir o desejo sexual

§ Elimina o chamado “sal velho” – bom para quem ingeriu muito sal (carne, outros alimentos salgados ou simplesmente sal)

§ Útil em caso de tosse ligeira crónica. Não deve ser usado por pessoas yin (que não podem suportar o frio e cujas mãos e pés ficam frios facilmente)

§ São imuno estimulantes devido ao seu conteúdo beta-glucanos – potencia o sistema imunitário (tal como os cogumelos maitake, reishi e sol) - alguns estudos parecem indicar serem excelentes para fortificar a imunidade

§ A água do demolho tem propriedades anti-inflamatórias – deixar de molho por 2 horas e depois ferver. O seu caldo aproveita-se para aliviar a tensão muscular. Aconselha-se a tomar 1 cogumelo por semana em situações normais.

 

Numa prática macrobiótica regular os cogumelos shitake (ou outros) não devem ser utilizados todos os dias pois podem provocar arrefecimento.

 

CHÁS

Exº 1 (Jorge Calvo, “Revitalizate”, 2013= Pode-se comprar seco – demolha-se por 1 hora ou até ficar macio. Corta-se em quatro, junta-se duas taças de água e leva-se a ferver com uma pitada de sal marinho, durante 10 a 20 minutos, em lume mínimo, até que reduza para metade do líquido. Tomar apenas meia taça de cada vez.

Exº 2 (Lourenço Azevedo, “Regenerar”, 2017)= efeito desintoxicante para remover gorduras.

Exº 3 (Gérard Wenker, “Préparations macrobiotiques spéciales”, 2010)= indicado para dissolver e eliminar o colesterol e depósitos de gordura calcificada, quistos, fibroma, etc. ajuda a eliminar a proteína em excesso e a gordura animal. Reforça o sangue. Acalma.

Demolhar 1 shitake durante 1 hora até que amoleça. Cortá-lo em quatros, juntar 2 taças de água e levar à ebulição com 1 pitada de sal marinho. Ferver durante 10 minutos ou até obter 1 chávena de chá. Não beber mais do que meia taça de cada vez, duas vezes por dia.

ATENÇÃO= este chá é muito eficaz em caso de ATEROSCLEROSE mas há o risco de se deslocarem pedaços de placa de ateroma, e é por causa disso que é necessário amaciar e dissolver previamente os depósitos de colesterol chá de alga kombu.

 

AUTORES DE REFERÊNCIA

·       Clara Castellotti

·       Lourenço Azevedo

·       Jorge Calvo

·       Gérard Wenker

·       ...

Thursday, March 26, 2026

 


PORQUE JEJUO 24 HORAS POR SEMANA AOS 25 ANOS

Jérémy Anso

https://www.dur-a-avaler.com/pourquoi-je-jeune-24-heures-par-semaine-a-25-ans/#prendre-sa-sante-en-main-sans-rien-faire

 

Publiquei no passado dia 23 de junho a minha primeira experiência com o jejum intermitente. Tinha começado a experiência com um jejum de 16 horas todos os dias, depois o meu jejum evoluiu progressivamente até se estabilizar nas 24 horas por semana, todas as segundas-feiras.

Porque é que eu jejuo todas as semanas com a minha idade?

Será que estou doente?

Será que fui doutrinado pelas ideologias do jejum terapêutico?

Será que estou simplesmente a seguir a moda crescente do jejum intermitente?

Provavelmente é um pouco de tudo isso, juntamente com o resultado das minhas pesquisas sobre o tema, onde encontrei uma base de dados científica enorme.

Já faz quase 1 ano que pratico o jejum intermitente (sob diferentes formas) e agora há 5 meses que jejuo 1 dia por semana.

É uma das experiências mais enriquecedoras e valorizantes que já comecei na minha vida.

Porquê?

Tomar conta da própria saúde sem fazer nada

Curto prazo

Este tipo de jejum estabiliza as reações fisiológicas após a ingestão de açúcar. Ou seja, os picos de insulina serão menos intensos.
Com o tempo, as sensações diárias de hipoglicemia desaparecem e os ataques de fome tornam-se menos frequentes.

Médio prazo

Dependendo do tipo de jejum que escolher, poderá surgir uma perda de peso mais ou menos significativa. Também pode aparecer uma sensação de bem-estar e um aumento de energia.

Longo prazo

Actualmente, os benefícios do jejum já não precisam de ser demonstrados. Um dia de jejum por semana ou 16 horas por dia melhora significativamente várias variáveis fisiológicas, como os triglicéridos no sangue ou a concentração de GH (hormona do crescimento).

Este ambiente “acalórico” imita os períodos de jejum vividos pelos nossos antepassados durante milhões de anos. O nosso organismo é extremamente competente e particularmente adaptado para tirar partido dos períodos de escassez, mesmo que hoje sejam artificiais.

Superar-se todos os dias, todas as semanas e todos os meses

Fazer jejum intermitente é enfrentar diariamente um desafio extraordinário, pela sua dificuldade e singularidade.

A restrição calórica através do jejum intermitente é um dos desafios mais severos e difíceis do mundo, porque é considerada “contra a natureza”.

Impedir-se de comer, quando a sociedade nos diz para o fazer, é visto como pouco saudável.

Impedir-se de comer, quando o nosso organismo nos diz para o fazer, é visto como perigoso.

Eis os principais dogmas que rodeiam este desafio de rara complexidade.

Nas nossas sociedades modernas, as refeições são impostas, ritmadas e cronometradas.
Todos os nutricionistas, entidades dirigentes ou médicos aconselham — ou até ordenam — a fazer 3 a 4 refeições por dia.

Até hoje não existe qualquer prova científica que valide o ritmo atual das nossas refeições. Este ritmo é antes o resultado da pressão social, ligada a horários de trabalho precisos. As refeições têm, por isso, de ser bem posicionadas e organizadas.

Assim, parece “contra a natureza”, na época atual, querer limitar as refeições, como se a totalidade das refeições (ou a quantidade de calorias) fosse vital. Se isso fosse verdade, não observaríamos hoje uma explosão do excesso de peso, da obesidade e das doenças associadas.

Sem grande risco de errar, hoje comemos demasiado em relação às nossas necessidades reais.

A nível social e familiar, jejuar é, portanto, uma questão delicada que é preciso saber defender e valorizar junto de todas as pessoas curiosas e/ou interessadas.

Dou como exemplo a Julie, uma leitora muito recente do meu relato sobre o jejum, que veio dar o seu testemunho no blog.

Permito-me citá-la (pode encontrar o testemunho aqui):

«Para eles, não comer a uma refeição é estar doente e perguntam-me porque não como.»

Repare bem no atalho mental que os pais da Julie fazem (não os critico, longe disso):

Refeição = comida = vital
Logo
Refeição = vital

Este silogismo assustador e simplista pode ser verdadeiro no espírito das pessoas. Depois, percebemos que surgem muitas perguntas sobre o jejum intermitente e que é absolutamente necessário responder-lhes para tranquilizar e obter todo o apoio necessário.

No final, jejuar diariamente ou mensalmente aproxima-se de um ato de coragem que vai contra a corrente de toda a nossa sociedade de consumo, centrada no desperdício alimentar, no excesso de peso e nas doenças da civilização.

Poupar no orçamento alimentar

O jejum intermitente reduz mecanicamente as quantidades de comida ingeridas e, portanto, as quantidades compradas.

Num artigo no site Objectif Liberté.fr, explico matematicamente os ganhos esperados ao fazer um jejum intermitente de 16 horas por dia. Pode esperar poupar 3000 € por ano.

Mesmo no caso dos jejuns mais curtos ou menos restritivos, a poupança existe. Estas economias poderão, a médio ou longo prazo, permitir-lhe reinvestir, mimar-se, fazer donativos ou oferecer presentes aos amigos (por exemplo).

Desfrutar de um dia único, sem comida

Este é o benefício imediato do jejum intermitente.

Para ilustrar este ponto, nada melhor do que falar da minha própria experiência.

Eu jejuo 24 horas a partir da minha última refeição de domingo à noite. Passo assim toda a segunda-feira (pequeno-almoço, lanche das 10h, almoço e lanche da tarde) sem comer, até ao jantar.

Descanso — na realidade, jejuo entre 22 e 24 horas, porque é difícil resistir à tentação de um aperitivo de legumes crus uma hora antes do previsto.

Mas quando chega a segunda-feira, não me faço qualquer pergunta sobre comida.

Quanto dinheiro preciso? Tenho trocos suficientes? O que vou escolher? Que loja devo ir?

Nada disso. Em vez disso:

Uma sesta rápida à beira da praia
Uma pesquisa pessoal na internet
Escrevo os sonhos da noite anterior
Leio o livro do momento
Bebo água
Mais água
E ainda mais água

Mesmo assim tanta água?

Bebo em média 2 a 3 litros de água quando jejuo. E, consequentemente, vou 6 ou 7 vezes à casa de banho. Posso garantir que estes litros de água não terão impacto negativo na sua saúde.

E você?

Quase nenhum risco (é preciso, ainda assim, manter-se vigilante e consultar um profissional em caso de dúvida), nenhuma despesa extra, benefícios para a saúde e para o moral…

De que está à espera para experimentar?

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Wednesday, March 25, 2026

FACTORES-CAUSA DOS FRACASSOS

NO PROCESSO DE AUTOCURA MACROBIÓTICA

1.  Utilizar e misturar outros princípios dietéticos, além dos preconizados pela macrobiótica;

2.  Utilizar outros produtos “para pôr todas as chances do meu lado”;

3.  Instruções dietéticas mal compreendidas. Contentar-se com o “mais ou menos” na aplicação dos conselhos nutricionais macrobióticos;

4.  Acreditar que nos podemos livrar de frequentar cursos de cozinha macrobiótica porque somos bons cozinheiros ou mesmo chefes de cozinha;

5.  Para os doentes com doenças crónicas degenerativas ou cancro, consumir muitos farináceos – pão, biscoitos, crepes, etc. Os produtos farináceos provocam a formação de mucos e de estase intestinal (retenção prolongada das fezes) – devemos preferir os cereais em grão inteiro e o pão essénio (bio germinado) sem fermento;

6.  Para os cancerosos, a utilização do forno, grelhar os alimentos na brasa – estes métodos culinários são cancerígenos e devem ser absolutamente banidos;

7.  Ausência de apoio familiar, críticas permanentes do envolvimento e dos amigos em relação ao método macrobiótico;

8.  Ausência de um verdadeiro desejo de viver. Falta de vontade e de determinação;

9.  Ausência de discernimento – é primordial perceber quais são os maus hábitos, alimentares e comportamentais do passado, que permitiram o aparecimento da doença e que é uma grande sorte termos a oportunidade da prática da arte de viver macrobiótica, de poder aprender um método que nos permita uma profunda reflexão e uma completa cura.

 

RECOMENDAÇÕES RESPEITANTES ÀS REFEIÇÕES

1.  Em estado de rancor, cólera ou superexcitação, evitar cozinhar e comer, ou então, parar um momento e relaxar para encontrar uma certa calma interior;

2.  Ter uma boa posição sentada e descontraída;

3.  Exprimir gratidão face à comida;

4.  Reconhecimento face à(s) pessoa(s) que prepararam a refeição;

5.  Comer só se tivermos realmente fome. Saciar o apetite até 80%;

6.  Mastigar e insalivar bem os alimentos;

7.  Não beber às refeições e beber moderadamente entre as refeições;

8.  Evitar comer e beber menos de 3 horas antes de se deitar.

 


 

AMEIXA UMEBOSHI

Utilidades

A umeboshi, embora seja conhecida como ameixa, refere-se a uma espécie de pêssego transformado em pickle salgado.

Utilizada na China há mais de dois milénios, foi importada para o Japão há mais de 1.500 anos.

·       Para uso interno, deve-se primeiro retirar o caroço e mastigar bem antes de engolir, actuando em intoxicações alimentares e neutralização da acidez do estômago.

O caroço pode no fim ser chupado durante 30 minutos, o que produz bastante saliva, funcionando assim como antibiótico natural – cuidado para não engolir.

·       Quando fervida durante 30 minutos, transforma-se numa bebida ideal para depois de uma caminhada ou actividade física em que transpiramos profusamente – repondo sais minerais perdidos pela transpiração. No final, pode-se comer a ameixa.

·       Nos dias quentes, pode ser colocada numa garrafa de água, podendo ser bebida durante o dia, torando a água mais rica em minerais.

·       Em situação de dor de garganta ou de dentes, o caroço pode ser colocado na boca, deixando dissolver os resíduos de ameixa que contém, ajuda a alcalinizar a mucosa bucal e a reduzir a presença de bactérias.

No caso das dores de dentes, cortar um pedacinho de ameixa com pele e colocar directamente na zona da dor e aguentar o mais possível – repetir duas ou três vezes até aliviar a dor.

·       Ao acordarmos, e em jejum, uma ameixa alivia os sintomas de ressaca, febre, fadiga, náusea – incluindo as que surgem na gravidez-, auxilia a diminuir os sintomas de diarreia ou prisão de ventre, regulariza o tânsito intestinal e contribui para a expulsão dos vermes intestinais.

·       Para uso externo, para picadas de insectos, podemos aplicar uma pequena porção da ameixa localmente, reduzindo o desconforto.

·       Ajuda a desinfectar cortes ou, colada com um adesivo sobre o local, serve de curativo/penso.

·       Como qualquer “superalimento”, não deve ser consumida numa base regular – não consumir mais de 3 dias seguidos.

Se necessitarmos de consumi-la diariamente durante mais tempo, devemos utilizar apenas metade ou um quarto de ameixa, dissolvida em “chá de 3 anos” (kukicha/bancha).

·       Sendo um alimento contractivo, atrai alimentos mais expansivos, o que significa que o consumo deste alimento a partir de certa quantidade, pode levar-nos ao desejo de ingerirmos alimentos com sabor doce (açúcar, chocolate, etc.).

·       O consumo a longo prazo pode levar à retracção das gengivas.

·       Não deve ser consumida durante mais de uma semana em caso de hipertensão ou se ingerirmos proteína animal todos os dias.

 

 

Tuesday, March 24, 2026

 


DESTAQUE PARA OS HIDRATOS DE CARBONO
por Florence Wenker, 2001

Em princípio, o regime macrobiótico é composto por
30 a 70% de cereais integrais, que são hidratos de carbono.

Embora seja adequado para a maioria das pessoas, em todos os casos é necessário tomar algumas precauções, sobretudo para quem está a iniciar-se na macrobiótica ou para aqueles cuja saúde é frágil. Nestes últimos casos, um regime rico em hidratos de carbono e pobre em gorduras pode ser prejudicial para a saúde.

Ao comer demasiados alimentos que contêm hidratos de carbono, impedimos o organismo de utilizar os lípidos, o que diminui a nossa resistência e aumenta as reservas de gordura.

A capacidade do corpo para armazenar hidratos de carbono é limitada e, quando esse limite é ultrapassado, os excessos são facilmente convertidos em tecido adiposo.

Comer menos não significa necessariamente perder gordura. Regimes pobres em calorias e ricos em hidratos de carbono geram uma série de sinais bioquímicos precursores que são sinais de desequilíbrio e tornam difícil o acesso às gorduras armazenadas.

O que é um hidrato de carbono?

Um hidrato de carbono é um glícido, um açúcar. Encontra-se nos cereais sob a forma de amido, em alguns legumes — sobretudo os legumes de raiz — e nas frutas, nos “açúcares” habituais: açúcar branco ou açúcar de cana, malte de cereais, xarope de ácer, birnel (concentrado de pera), etc.

Os glícidos (ou hidratos de carbono) são digeridos no intestino delgado e transportados até ao fígado, onde são transformados em glicogénio. O glicogénio é libertado conforme a necessidade do organismo para assegurar a glicemia (nível de açúcar no sangue, que deveria situar-se à volta de 1%).

O corpo necessita de um fornecimento regular de glícidos para alimentar o cérebro, que monopoliza uma grande parte do glicogénio, consumindo dois terços dos hidratos de carbono em circulação no fluxo sanguíneo durante o sono. Para este processo, o organismo deve ingerir regularmente hidratos de carbono e transformá-los em glicogénio.

Contudo, este processo pode complicar-se ligeiramente. A capacidade do fígado para armazenar glicogénio é limitada e pode esgotar-se facilmente em dez ou doze horas. É por isso que precisamos de ingerir hidratos de carbono em cada refeição.

O que acontece se comermos demasiados hidratos de carbono?

A capacidade do fígado para armazenar hidratos de carbono é limitada.

No fígado, onde os hidratos de carbono são armazenados para serem transformados em glucose, só é possível guardar cerca de 60 a 90 gramas de hidratos de carbono (peso dos alimentos cozinhados). Isto equivale, por exemplo, a duas chávenas de cereais ou a um bolo seco e uma fruta, representando a capacidade total de reserva necessária para o funcionamento do cérebro.

Os músculos também são grandes consumidores de glicogénio. Uma vez atingido o nível de glicogénio no fígado, nos músculos e no cérebro, o único destino dos hidratos de carbono em excesso é serem convertidos em tecido adiposo.

Assim, embora os hidratos de carbono não contenham gordura, podem acabar por se transformar em gordura se forem consumidos em excesso.

Além disso, qualquer refeição rica em hidratos de carbono provoca uma rápida elevação do nível de glicogénio no sangue. Para corrigir esta subida rápida do açúcar e manter o nível por volta de 1%, o pâncreas secreta uma hormona chamada insulina, que reduz o açúcar no sangue.

A insulina é essencialmente uma hormona de armazenamento, destinada a guardar hidratos de carbono sob a forma de gordura em caso de fome ou escassez. Assim, a insulina estimulada pelo excesso de hidratos de carbono produz uma acumulação de gordura no corpo.

Se comermos demasiados hidratos de carbono, enviamos ao organismo uma mensagem através da insulina: “armazena gordura!”

Não só a insulina diz ao corpo para armazenar os hidratos de carbono como gordura, como também impede a libertação das gorduras já armazenadas. Assim, não consegue utilizar o excesso de gordura.

Este processo leva igualmente o corpo a utilizar mais hidratos de carbono e menos gordura como combustível. Se quiser usar a gordura em excesso como energia, a resposta da insulina deve ser moderada. Regimes ricos em hidratos de carbono libertam mais energia imediata e, assim, impedem a queima de gordura.

Após uma refeição rica em hidratos de carbono, o nível de açúcar no sangue aumenta, levando a insulina a reduzi-lo, o que provoca sensação de fome — muitas vezes uma ou duas horas depois da refeição — e desejo por açúcar.

Se quiser queimar gordura, é necessário diminuir a secreção de insulina ingerindo menos hidratos de carbono. Os açúcares simples (açúcar branco ou açúcar de cana integral, extrato de pera — birnel —, xarope de ácer) devem ser eliminados, e os outros hidratos de carbono mantidos em cerca de 40% da alimentação.

As fibras presentes nos cereais também minimizam a resposta da insulina.

Muitas pessoas perderam a capacidade de transformar eficazmente os hidratos de carbono. Isto chama-se resistência à insulina (IR).

Numa pessoa normal (sem resistência à insulina), cerca de 40% dos hidratos de carbono consumidos são transformados em gordura. Numa pessoa com IR, este valor é muito mais elevado.

Se formos incapazes de utilizar os hidratos de carbono ingeridos, podem surgir alguns sintomas:

  • Fadiga: de manhã, à tarde ou durante todo o dia
  • “Névoa” mental: cansaço mental, dificuldade de concentração, falta de criatividade, má memória, insucesso escolar e incapacidade de aprender
  • Hipoglicemia: breves períodos de hipoglicemia são normais ao longo do dia, sobretudo se as refeições não forem feitas a horas regulares. Mas períodos repetidos e prolongados não são normais. As tonturas são frequentes.
  • Intestinos inchados: a maioria dos gases intestinais é produzida pelos hidratos de carbono e pode evoluir até colite
  • Sonolência: sobretudo após refeições com muitos hidratos de carbono
  • Aumento de peso
  • Aumento da pressão arterial
  • Depressão: como os hidratos de carbono são produtos “calmantes”, “abrandam” o cérebro ao alterar a sua química. Aumentam a serotonina, produzindo sensação de sonolência.
  • Tendência para dependência de álcool, cafeína, tabaco ou outras drogas

Se estiver nesta situação, a quantidade de hidratos de carbono (ou seja, de cereais) não deverá ultrapassar 50% da refeição, em todas as refeições.

A aplicação da yin-yologia (yin/yang) à alimentação é uma arte exigente. A intuição deveria ser o nosso único guia, mas nem sempre é fácil recorrer a ela. Se não nos sentimos muito bem, convém procurar as causas — e esperamos que estas linhas tenham contribuído para isso.

 

 

 

 


REBENTOS DE SOJA
Elena Receitas — 23 março, 2026

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/brotes-de-soja/

Ingredientes

  • 2 colheres de sopa de soja verde (feijão mungo)
  • Água engarrafada ou filtrada

Preparação

·       Lavar a soja em várias águas até ficar bem limpa e escorre-a num coador.

·       Colocar as sementes num frasco de vidro e cobri-las com água filtrada ou engarrafada. Fechar o frasco com uma gaze presa com um elástico ou com uma tampa perfurada que permita escorrer a água. Deixar de molho durante toda a noite.

·       Na manhã seguinte, deitar fora a água e passar bem as sementes por água. Não é necessário retirar a gaze ou a tampa: basta colocar o frasco virado ao contrário sobre um tabuleiro ou no escorredor da loiça para que escorra completamente.

·       Durante os 3 ou 4 dias seguintes, repetir duas vezes por dia o processo de enxaguar e escorrer. É importante manter o frasco inclinado ou virado ao contrário para evitar que as sementes fiquem submersas em água.

·       Quando os rebentos estiverem formados, já estarão prontos a consumir. Podem-se comer crus ou escaldá-los durante alguns minutos, conforme preferirmos.

·       São ideais para adicionar a saladas, salteados ou como acompanhamento de qualquer prato.



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