Wednesday, April 29, 2026

 


OS ÓCULOS MÁGICOS YIN-YANG

UMA VIAGEM DE IDA E VOLTA PARA SEMPRE

As 7 Grandes Leis Universais

em Prosa

interpretação de Gérard Wenker

resumo

O texto apresenta uma visão filosófica baseada no Princípio Único e nas leis de yin e yang, que explicam todos os fenómenos do universo. A ideia central é que tudo possui dois lados opostos e complementares (“face e dorso”), como vida e morte, alegria e tristeza, ganho e perda. Nada é permanente: tudo muda, se transforma e tem início e fim.

As chamadas “leis universais” destacam que:

  • Tudo tem opostos interligados e inseparáveis.
  • Nada é idêntico ou estático; tudo está em constante transformação.
  • Quanto maior um lado (vantagem), maior o seu oposto (desvantagem).
  • Os contrários não só coexistem, como se transformam um no outro.

O texto também critica a forma como a sociedade e a medicina focam apenas os “sintomas” (a face), ignorando as causas profundas (o dorso), defendendo que muitas doenças resultam de desequilíbrios e má alimentação.

Propõe uma atitude de desconfiança perante excessos, aparências, publicidade e “soluções milagrosas”, pois tudo tem consequências ocultas.

Por fim, apresenta a macrobiótica como uma “arte de viver” baseada nesse equilíbrio entre yin e yang, que pode levar à saúde, felicidade e harmonia, acessível a qualquer pessoa. A metáfora dos “óculos mágicos” sugere aprender a ver simultaneamente os dois lados de tudo para viver com mais consciência.

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texto

Um único princípio e as leis yin e yang, unificam e explicam todos os fenômenos da origem do universo. 

o Princípio Único

             “Tudo que tem uma face tem um dorso”

             Quanto maior a face, maior o dorso.

Todo o mundo conhece esta lei, mas às vezes ela é expressa de forma diferente: “Toda a face tem o seu reverso” ou “Desconfia das águas paradas”, etc. Esta lei é completamente negligenciada pela medicina alopática que só se preocupa com a face da doença, os sintomas, negligenciando o dorso, as verdadeiras causas.  Aparentemente, esta lei é por vezes observada, mas a ignorância em que a ciência médica oficial está mergulhada leva alguns cientistas a inventar causas imaginárias de doenças, como os micróbios e os vírus. 

1. TUDO O QUE TEM UM PRINCÍPIO TEM UM FIM.

Das galáxias aos sistemas solares, estrelas, planetas e à Terra inteira, continentes, oceanos e desertos vão desaparecer.

Impérios, nações, pobres e milionários, tudo é efémero.

Esta primeira lei deve satisfazer-nos.

2. TUDO TEM UMA FACE E UM DORSO.

Face a vida, dorso a morte, face eu rio, dorso eu choro, o que posso eu fazer, já que felicidade ou infelicidade já não têm valor?  

Para cada lucro há um défice em alguma parte.

Vantagem está ligada à desvantagem, agradável e desagradável são inseparáveis.

Não o saber é a raiz do desespero

3. NÃO HÁ NADA IDÊNTICO. 

O tempo voa na espiral do espaço, a cada instante o espaço torna-se tempo e o tempo espaço.

Na grande roda do universo nada é igual ou igual a si mesmo. 

Tudo muda permanentemente e se encaminha para o seu antípoda.

4. QUANTO MAIOR É A FACE, MAIOR É O DORSO.

O paraíso na Terra, foi durante o terceiro milênio, agora não há mais nada a fazer e é o inferno. 

Levar sempre, sem nada devolver

Pilhar, roubar, sem dar nada em troca. 

Poluir sem limpar, um dia ter-se-á de pagar por tudo.

5. TODO O ANTAGONISTA É COMPLEMENTAR, TUDO SE TRANSFORMA NO SEU CONTRÁRIO

Com o tempo, calor e frio, vento e tempestade, a orgulhosa montanha vira pó novamente.

O dia e a noite destroem-se alternadamente, mas sempre se reencontram.

Nunca um momento de descanso. Vida, morte, tudo é um vai e vem.

6. POLARIZAÇÃO YIN E YANG

Eu amo-te, eu também não, vou mas volto. Yin, vou embora, yang, estou contigo

Eu amo-te um pouco, muito, apaixonadamente, nem um pouco.

Yin repele, yang atrai, yin foge, yang segue, mas apenas um domina, às vezes é o yin, às vezes é o yang.

7. A LEI ÚNICA.  

Não há mais yin, não há mais yang, nem repouso, nem movimento, tudo se foi sem retorno na infinidade do Grande Tao.

 

A causa profunda de qualquer doença é sempre um organismo em más condições e, portanto, malnutrido.

Desconfia dos alimentos que têm bom sabor, boa cor, boa apresentação; eles também têm dorso, e aprenderás isso da maneira mais difícil se os consumires muito ou com muita frequência. Desconfia igualmente das publicidades que só mostram um lado das coisas, o aspecto mais vantajoso para forçar a sua venda. É verdade que na nossa sociedade o consumo é considerado muito mais importante que a saúde das pessoas.

Enfim, desconfia dos remédios milagrosos que restauram a saúde num piscar de olhos, porque eles também têm um dorso. Eles permitem-te de facto satisfazer os teus desejos sem medida e de adoeceres com a mesma rapidez.

Deverás descobrir os segredos desta dialética, bem como as aplicações práticas do yin e do yang, sem as quais a doutrina macrobiótica não passa de uma teoria vazia e inútil.

Existe um Caminho, um caminho de felicidade e de saúde à disposição de todos os seres humanos que vivem neste planeta, dos mais pobres aos mais ricos, independentemente das raças, crenças e sua condição social, que lhes permitem preservar a Vida em seus múltiplos aspectos e de restabelecer o homem na sua integridade corporal, mental e espiritual, em qualquer idade e em qualquer circunstância, sem a ajuda de qualquer especialista profissional. Esta abordagem sempre foi conhecida e reconhecida, por vezes mantida em segredo, alguns querendo mantê-la exclusiva, justamente pela sua extrema eficácia. 

Esta Arte de Viver atravessou eras, civilizações, continentes até chegar até nós, adaptando-se e renovando-se constantemente. A aplicação prática deste princípio filosófico que fundamenta esta arte de viver é conhecida no Ocidente há séculos pelo seu nome grego de “macrobiótica”. A versão japonesa desta arte de viver chama-se I-do – a “Via do Princípio Único” – como o I-Ching, o grande livro chinês do Princípio Único.

O método macrobiótico prático é a resposta à ignorância e à injustiça de uma fatalidade que parece atacar indiferentemente, distribuindo-se aleatoriamente; fracasso ou sucesso, doença ou saúde, infelicidade ou felicidade e, finalmente, vida e morte. 

Coloque os óculos mágicos da “yin-yiologia” que lhe permitem ver a face e o dorso de todas as coisas simultaneamente. Aqueles e aquelas que dominam esta ciência têm grande poder, use-o bem, para si mesmo, para aqueles ao seu redor e para o bem da humanidade. 

 

 

CONSIDERAÇÕES

SOBRE A CARNE DE PORCO

DRª Elena Corrales

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/consideraciones-sobre-la-carne-de-cerdo-ii/

 

resumo

A carne de porco é apresentada como diferente das outras carnes devido ao seu alto teor de gordura, que está distribuída não só sob a pele, mas também dentro das células. Esse excesso de gordura pode contribuir para o aumento de peso e está associado a problemas como colesterol elevado, arteriosclerose, hipertensão e doenças cardiovasculares.

O texto também destaca a presença de mucopolissacarídeos, substâncias que absorvem água e, juntamente com a gordura, favorecem a acumulação de gordura corporal. Além disso, essas substâncias podem afetar negativamente os tecidos conjuntivos (cartilagens, tendões), contribuindo para problemas como artrose, reumatismo e distúrbios circulatórios.

Por fim, argumenta-se que mesmo a carne de porco biológica mantém essas características (gordura, enxofre e mucopolissacarídeos), pelo que não deixa de ter potenciais impactos negativos na saúde.

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texto

Nem todas as carnes têm o mesmo efeito na nossa saúde. Descubra o que diferencia a carne de porco das outras carnes.

A carne de porco não é uma carne como as outras, vamos ver algumas particularidades que a diferenciam das demais, já que no nosso país é uma das carnes mais consumidas actualmente.

Alto teor de gordura

Mesmo a chamada carne magra de porco possui uma enorme quantidade de gordura. No porco, a gordura não se deposita apenas no seu panículo adiposo, ou seja, sob a pele, dando origem ao toucinho, mas praticamente todas as células do seu organismo acumulam gordura intracelularmente, um fenómeno que não ocorre nos outros animais. Podemos observar este facto ao colocar um pedaço de carne de porco na grelha: vemos como ela frita na sua própria gordura...

Uma das consequências mais evidentes do elevado teor de gordura é o excesso de peso que observamos nos grandes consumidores de carne de porco.

Gorduras saturadas e colesterol

As gorduras de origem animal, juntamente com o colesterol associado, como no caso que nos ocupa, são responsáveis pela arteriosclerose e hipertensão. Estes factores favorecem alterações coronárias, como o enfarte do miocárdio, e alterações da circulação periférica, como a trombose venosa, para citar apenas as mais evidentes.

Os mucopolissacarídeos

A carne de porco contém uma elevada proporção de mucopolissacarídeos no tecido conjuntivo. São substâncias mucilaginosas de natureza proteica, com elevado teor de enxofre. Todos os que já comeram alguma vez «manitas de cerdo» (patas de porco) sabem do que estamos a falar.

Os mucopolissacarídeos absorvem água e, juntamente com as gorduras contidas na carne, favorecem a formação dos típicos “pneuzinhos” e conformam uma tipologia opulenta.

Mais importante ainda do que o problema estético de ter um tipo “Rubens” é a perda de resistência das cartilagens, dos tendões e de outras estruturas do tecido conjuntivo. Quando se consome carne de porco regularmente, os mucopolissacarídeos depositam-se não só na gordura corporal, mas também no tecido conjuntivo. É por isso que os processos de deterioração osteoarticular são acentuados pelo consumo regular de carne de porco, estamos a falar de reumatismo, artrose, problemas discais, etc.

A diminuição da firmeza e resistência das cartilagens não é causada apenas pelo efeito esponja mencionado, mas também pelo alto teor de enxofre dessa substância. Existem estudos que mostram que a resistência das cartilagens é maior quando estas contêm menos enxofre.

Como a maioria dos mucopolissacarídeos são de natureza proteica, eles favorecem o espessamento da membrana basal dos capilares, conforme mostra o estudo do professor Lothar Wendt (Universidade de Frankfurt). Esse espessamento está na base do aparecimento e desenvolvimento de processos como arteriosclerose, diabetes e distúrbios circulatórios.

Assim como o vinho ecológico, que é mais saudável do que o vinho convencional, continua a ter álcool, a carne de porco ecológica continua a ter gordura, mucopolissacarídeos e excesso de enxofre, ou seja, continua a ser carne de porco.  Por isso, para recuperar a saúde, muitas vezes não basta que os alimentos sejam biológicos.

 

 

 

 

 

 

 

DÁ UM TOQUE AOS TEUS PRATOS COM
MOLHOS EQUILIBRADOS

Artigo escrito por: Patricia Restrepo
Diretora do Instituto Macrobiótico de Espanha e consultora macrobiótica

resumo

Este texto explica que, segundo a teoria das cinco transformações, uma alimentação equilibrada deve incluir cinco sabores (doce, ácido, salgado, amargo e picante) e diferentes texturas, para promover saciedade e evitar excessos.

Os molhos não servem apenas para dar sabor, mas também para equilibrar o organismo a nível físico e emocional. Quando um sabor está em excesso, o corpo tende a pedir o oposto, o que pode levar a escolhas alimentares desequilibradas.

Cada sabor tem funções específicas:

  • Doce: relaxa, ajuda a digestão e promove bem-estar emocional.
  • Amargo: é ligeiramente laxante e ajuda no controlo do peso.
  • Picante: ativa o metabolismo e ajuda a eliminar toxinas.
  • Salgado: dá energia e apoia os rins.
  • Ácido: protege o fígado e ajuda a digerir gorduras.

O texto inclui ainda 7 receitas de molhos com diferentes propriedades (equilibrar acidez, fortalecer fígado e rins, ativar metabolismo, aumentar proteína, relaxar e fornecer cálcio), mostrando como usar os sabores para equilibrar a alimentação.

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texto

Segundo a teoria das cinco transformações, uma refeição energeticamente equilibrada deve incluir 5 sabores e diferentes texturas. Desta forma, ao terminar de comer, sentir-nos-emos saciados e a sensação de “comia qualquer coisa, mas não sei o quê…” desaparece.

Os molhos parecem cumprir apenas uma função gastronómica, mas na verdade equilibram-nos e proporcionam satisfação a um nível mais profundo.

Muitas vezes, depois das refeições, acabamos por comer em excesso de forma quase instintiva porque não equilibrámos bem o prato. Do mesmo modo, quando se abusa de um sabor, o corpo pede o sabor oposto para compensar. Quando comemos batatas e azeitonas, por exemplo, sentimos vontade de beber uma bebida, como uma cerveja. Se ingerirmos comida muito salgada e seca, o cérebro vai pedir um gelado ou uma sobremesa cremosa e muito doce. Parece assim que pizza e gelado andam de mãos dadas, mas estas compensações com alimentos extremos apenas criam uma bipolaridade orgânica.

Na teoria dinâmica das 5 transformações, distinguem-se claramente os 5 sabores: doce, ácido, salgado, amargo e picante.

O sabor doce tonifica as funções digestivas e de absorção. A nível emocional, promove a compaixão e a empatia e também nutre o baço, o estômago e o pâncreas. É um sabor que relaxa e suaviza os processos orgânicos, além de aliviar o stress emocional e reduzir a tensão. As crianças em fase de crescimento (yang) adoram doces, porque as equilibram (yin).

O sabor amargo é ligeiramente laxante e contribui para uma ligeira perda de peso.

O sabor picante, por sua vez, dinamiza e ajuda a mobilizar resíduos metabólicos. Também contribui para a perda de peso, é expectorante e ajuda a libertar o calor do corpo.

o sabor salgado gera vitalidade e calor e tonifica as funções do sistema renal.

Por fim, o sabor ácido protege o fígado e ajuda a metabolizar as gorduras. Também estimula a bílis, reduz a temperatura do fígado e melhora as funções digestivas. Qualquer um destes 5 sabores, em pequenas quantidades, é um excelente tónico, mas em excesso torna-se desequilibrador.

MOLHO PARA EQUILIBRAR A ACIDEZ

Ingredientes:

  • 1 maçã
  • 1 punhado de passas
  • 2 colheres de sopa de tahini
  • 1 colher de sopa de miso
  • 1 colher de sopa de malte de arroz
  • 1 pitada de sal
  • 1 copo pequeno de sumo de maçã

Preparação: Triturar todos os ingredientes até obter uma consistência cremosa.

MOLHO PARA TONIFICAR O FÍGADO

Ingredientes:

  • 1 beterraba cozida
  • 3 colheres de sopa de vinagre de arroz
  • Um fio de concentrado de maçã
  • Algumas gotas de tamari
  • Um pouco de água
  • Um fio de óleo de abacate

Preparação: Triturar todos os ingredientes.

MOLHO PARA TONIFICAR OS RINS

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de sésamo preto
  • 1 colher de sopa de miso branco
  • 1 colher de sopa de vinagre de umeboshi
  • 1 colher de sopa de xarope de arroz
  • Um fio de tamari
  • 1 copo de água
  • 4 rabanetes frescos
  • Um fio de óleo de sésamo

Preparação:

  • Tostar o sésamo.
  • Misturar todos os ingredientes num copo triturador.

MOLHO PICANTE PARA ATIVAR O METABOLISMO

Ingredientes:

  • 1 molho de cebolinho
  • Sumo de 1 limão
  • 1 pedaço de gengibre (cerca de 1 cm)
  • Um fio de óleo de sésamo tostado
  • ½ copo de água
  • ½ dente de alho fatiado
  • 2 colheres de sopa de amazake

Preparação: Triturar todos os ingredientes.

MOLHO PROTEICO

Ingredientes:

  • 100 g de tempeh
  • 1 cebola
  • 1 colher de sopa de vinagre de arroz
  • 1 colher de sopa de manteiga de amendoim
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher de chá de pimentão doce
  • 2 colheres de sopa de óleo de sésamo
  • ½ copo pequeno de água
  • Sal

Preparação:

  • Cortar a cebola em meias-luas.
  • Saltear metade da cebola no óleo com uma pitada de sal; reservar a outra metade.
  • Juntar o alho e o pimentão doce.
  • Adicionar o tempeh e a manteiga de amendoim.
  • Triturar todos os ingredientes juntamente com a cebola crua.
  • Pode servir como patê ou adicionar água para obter uma consistência de molho.

MOLHO RÁPIDO PARA RELAXAR

Ingredientes:

  • 1 copo de sumo de maçã
  • 1 punhado de nozes
  • Algumas gotas de limão
  • Algumas gotas de shoyu

Preparação: Triturar todos os ingredientes.

MOLHO RICO EM CÁLCIO

Ingredientes:

  • 4 colheres de sopa de puré de amêndoa
  • 1 colher de chá de puré de umeboshi
  • 1 colher de chá de gomásio
  • 1 folha de alga nori
  • ½ copo de água
  • 1 colher de chá de malte de arroz

Preparação:

  • Cortar a alga nori em pedaços com uma tesoura.
  • Deixar de molho em meio copo de água durante 10 minutos.
  • Adicionar os restantes ingredientes.
  • Triturar.

 

 

OS BENEFÍCIOS DAS SEMENTES
ÁLVARO VARGAS

Poucos alimentos existem com mais benefícios do que as sementes. Por estarem preparadas para que uma planta possa nascer a partir de um espaço tão pequeno, as sementes concentram grandes quantidades de vitaminas e minerais, tornando-se um alimento muito rico em nutrientes.

É importante ter em conta que, para usufruir desses benefícios, devem ser consumidas cruas e moídas. Ao tostá-las ou assá-las, a maioria das sementes perde grande parte dos seus nutrientes e deixa de apresentar os seus principais benefícios.

De seguida, faremos uma revisão das sementes mais populares e das suas principais vantagens.

Sementes de sésamo

As sementes de sésamo são altamente nutritivas, possuindo uma grande quantidade de minerais, sobretudo cálcio, fósforo, ferro e magnésio, o que as torna um aliado fundamental para os nossos ossos. Pelo seu teor em triptofano e tiamina, são muito recomendadas no combate à depressão, insónia e stress.

Tal como a mostarda, são eficazes em problemas do sistema respiratório, especialmente na eliminação do excesso de muco, devido à riboflavina. São benéficas para a pele graças à vitamina E e as suas gorduras poli-insaturadas ajudam a manter os níveis de colesterol.

Por fim, o sésamo protege as artérias contra a formação de ateromas. Para uma correta assimilação, devem ser consumidas moídas.

Sementes de papoila

As sementes de papoila são dos alimentos com maior concentração de minerais que podemos encontrar: cálcio, fósforo, manganês, magnésio, zinco, cobre, ferro, entre outros. Mesmo em pequenas quantidades, representam um contributo importante para o organismo.

São muito recomendadas para o bom funcionamento e regulação do sistema nervoso. Devido aos seus alcaloides, ajudam a relaxar, a dormir melhor e a reduzir o stress e a ansiedade. Por outro lado, as vitaminas C e E reforçam as defesas e cuidam da pele.

Pelo seu conteúdo em ómega 3 e ómega 6, ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, contribuindo para a regulação do colesterol. É aconselhável moê-las previamente para aproveitar melhor os seus nutrientes.

Sementes de chia

As sementes de chia são das mais populares atualmente — e não é por acaso, tendo em conta a sua riqueza nutricional. Graças aos antioxidantes, ajudam a prevenir o envelhecimento e promovem a saúde celular. Contêm também uma elevada percentagem de fibra, que regula o trânsito intestinal e protege a mucosa do estômago.

Ajudam a regular o colesterol no sangue, reduzindo os níveis de glicose e a hipertensão, e fornecem cálcio e magnésio para os ossos. Contêm ainda potássio e zinco, sendo ideais tanto para o esforço físico como intelectual.

Para aproveitar melhor os seus nutrientes, devem ser moídas e depois demolhadas entre 10 a 15 minutos, até formar uma espécie de gel que as envolve — onde se concentram muitos dos seus benefícios.

Sementes de abóbora

As sementes de abóbora favorecem a síntese de colagénio, algo essencial para o bom funcionamento do coração e a elasticidade das artérias. São uma boa fonte de magnésio, ajudando na absorção do cálcio pelos ossos.

O seu teor de zinco contribui para a proteção do fígado, reforça o sistema imunitário e favorece a cicatrização. Em combinação com o potássio, atuam como relaxante muscular após o exercício físico. São também ricas em ómega 3, contribuindo para o bom funcionamento dos sistemas circulatório e nervoso.

Regulam ainda o açúcar no sangue, ajudam a prevenir o cancro da próstata e são úteis durante a menopausa no alívio dos afrontamentos. Contêm triptofano, que ajuda a conciliar o sono, e têm propriedades anti-inflamatórias.

Sementes de girassol

As sementes de girassol são muito úteis na regulação dos níveis de colesterol, aumentando o “bom” e ajudando a eliminar o “mau”, além de contribuírem para o controlo dos triglicéridos no sangue. A tiamina regula o sistema nervoso e reforça o sistema imunitário. São também uma boa fonte de fibra.

São úteis durante a gravidez devido ao seu teor em ácido fólico, e a vitamina E contribui para a saúde da pele. Têm um valor calórico elevado, pelo que se recomenda o seu consumo com moderação, sempre cruas e sem sal.

Sementes de linhaça

As sementes de linhaça contêm também boas quantidades de ómega 3 e ómega 6, ácidos gordos essenciais para a saúde das veias, artérias e coração, ajudando a prevenir o enfarte do miocárdio, aumentando o colesterol “bom” e reduzindo o “mau”.

Devido ao seu elevado teor de compostos fenólicos, têm um forte efeito antioxidante, protegendo as células e ajudando a controlar o seu crescimento irregular, o que pode contribuir para a prevenção de vários tipos de cancro.

Além disso, o seu efeito lubrificante no intestino ajuda a regular o trânsito intestinal e facilita a evacuação. Protegem também a mucosa gástrica e ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.

Sementes de mostarda

Ao contrário da mostarda industrial, que deve ser evitada sempre que possível, as sementes de mostarda — normalmente consumidas trituradas ou em guisados — apresentam inúmeras qualidades. A principal é a ajuda na neutralização de gases, sendo uma excelente opção para acompanhar leguminosas.

São também eficazes em problemas respiratórios, como asma, gripe ou congestão nasal. Além disso, ajudam a combater a obstipação e a evitar a retenção de líquidos, sendo utilizadas no alívio de dores de cabeça, na estimulação da circulação sanguínea e na regulação da pressão arterial.




10 DICAS

PARA NOS ALIMENTARMOS BEM …

Uma alimentação saudável baseia-se no equilíbrio, qualidade dos alimentos e ouvir o próprio corpo.

1.º Evitar excessosToda a gente concorda que não se deve comer em excesso. Idealmente, devemos levantar-nos da mesa ainda com um ligeiro apetite (20%).

2.º Escolher alimentos saudáveis – Preferir produtos biológicos, frescos e evitar alimentos processados, congelados ou com muitos aditivos. Também há consenso em que devemos comer alimentos saudáveis, e dizer “saudável” implica dizer biológico. O mínimo, quando comemos, é não nos envenenarmos...

  • Dizer saudável implica também… evitar pratos pré-preparados. Por vezes contêm mais aditivos do que o próprio produto principal.
  • Dizer saudável implica que seja fresco: evitar congelados, conservas e produtos irradiados.

3.º Reduzir açúcares – Limitar ou eliminar se possível sobretudo os açúcares refinados de absorção rápida.

4.º Eliminar estimulantesEliminar totalmente os estimulantes: café, refrigerantes tipo cola, chá, álcool.

5.º Consumir produtos da épocaComer frutas e legumes da época… sim, mas de épocas que correspondam à sua região climática.

6.º Usar óleos de qualidadeTer muito cuidado com a qualidade dos óleos. Sendo alimentos de base, devem obrigatoriamente ser de primeira prensagem a frio. Se só puder escolher um alimento biológico, que seja esse.

7.º Comer com calma – Mastigar bem e respeitar o tempo de saciedade do corpo. Comer com calma e não à pressa, de pé, a correr pela casa para estar pronto a sair dois segundos depois… e mastigar bem. A digestão deve começar na boca, sendo a saliva o primeiro suco digestivo a cumprir a sua função. Além disso, mastigar corretamente cada garfada leva tempo (o suficiente será cerca de trinta vezes…) e parece que o cérebro demora cerca de vinte minutos a sentir-se saciado. Assim, se mastigarmos bem, ao fim desses 20 minutos teremos comido muito menos do que se tivermos engolido a refeição à pressa.

8.º Ver a alimentação como base da saúde – O que comemos influencia diretamente o nosso bem-estar. O que também parece certo é que a alimentação, como afirmam os chineses e como já dizia Hipócrates há muito tempo, é a chave da saúde (“Que o teu alimento seja o teu medicamento”), enfim, uma das chaves… Há, claro, outros fatores, como o stress e a poluição. Como podemos pensar manter-nos saudáveis se só colocamos venenos no nosso organismo? É o seu combustível. Ora, para a maioria de nós, é exatamente isso que fazemos. “Merecemos” bem aquele café ou aquele doce, afinal! E depois, não temos tempo para cozinhar boas refeições nem dinheiro para comer tudo biológico. A verdade é que ninguém pode dar-se ao luxo de comer outra coisa que não seja biológica. Já não o podemos permitir, por razões de saúde e de respeito pelo planeta. Todos os medicamentos químicos que teremos de comprar para tratar um corpo já suficientemente intoxicado, todas essas terapias a que teremos de recorrer para reparar aquilo que diariamente fazemos sofrer ao nosso organismo.

9.º Reduzir o consumo de carne – Por motivos de saúde, ambientais e éticos. Da mesma forma, e quase por unanimidade, por respeito pelas populações que não têm o suficiente para comer, pelos animais, pelo planeta e pela nossa própria saúde, é imperativo reduzir o consumo de carne e de subprodutos animais.

10.º Adaptar à individualidade – Não existe uma dieta universal; cada pessoa deve conhecer o seu corpo e descobrir o que funciona melhor. Por fim, é evidente que não existe uma alimentação ideal que funcione para toda a gente — se existisse, já se saberia. Portanto, e é aqui que tudo se torna simultaneamente mais complicado e mais interessante: não há alternativa, cada um deve experimentar e descobrir o que é bom para si, algo que ninguém pode prescrever no seu lugar. Ouvir todos os conselhos e opiniões é uma coisa, mas é preciso formar a sua própria opinião. Para isso, aprender a escutar-se a si próprio e ao seu corpo é o único remédio… e isso já não sabemos fazer! (*)

Em suma, comer bem não é apenas escolher alimentos certos, mas também desenvolver consciência, equilíbrio e respeito pelo próprio corpo e pelo ambiente.

(*) Actualmente o consumo de carne é de tal magnitude, que se a nível mundial se se deixasse de comer carne durante um dia por semana, o efeito de estufa reduziria de forma significativa. Ao ter-se que alimentar menos vacas, sobrariam toneladas de grãos de cereais que poderiam evitar que morressem de desnutrição uma pessoa em cada segundo e meio; As doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro deixariam de ser a principal causa de morte nos países ricos.

 

(*)- Actualmente o consumo de carne é de tal magnitude, que se a nível mundial se deixasse de comer carne durante um dia por semana, o efeito de estufa reduziria de forma significativa. Ao ter-se que alimentar menos vacas, sobrariam toneladas de grãos de cereais que poderiam evitar que morressem de dersnutrição uma pessoa em cada segundo e meio; As doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro deixariam de ser a principal causa de morte nos países ricos.

 

  OS ÓCULOS MÁGICOS YIN-YANG UMA VIAGEM DE IDA E VOLTA PARA SEMPRE As 7 Grandes Leis Universais em Prosa interpretação de Gérard Wen...