Saturday, April 18, 2026

 


ELOGIO DA VELHICE

https://seniorsdutemps.blogspot.com/

resumo

Este texto é uma reflexão sobre a velhice, apresentada de forma paradoxal: ao mesmo tempo como decadência física e como uma fase de grande riqueza interior.

O autor descreve o envelhecimento como a degradação inevitável do corpo e das funções mentais, com perda de memória, energia e capacidades físicas. No entanto, contrapõe essa visão com uma interpretação positiva: a velhice permite acumular experiência, sabedoria e memória, tornando-se um momento de maior consciência e serenidade.

O texto defende que a vida e a morte fazem parte de um ciclo natural de transformação contínua, onde tudo se decompõe e renasce. A velhice não é apenas um “naufrágio”, mas também uma fase de síntese, em que o indivíduo se torna portador da memória da espécie e pode transmitir valores, amor e experiência.

O autor também sublinha a igualdade entre todos os seres perante a morte e a importância das diferenças individuais para a evolução da humanidade. Apesar das contradições da existência (bem/mal, beleza/fealdade, vida/morte), tudo contribui para uma harmonia universal.

No fim, a velhice é apresentada como um privilégio: um tempo de lucidez, aceitação do destino e oportunidade de influenciar positivamente os outros até ao último momento.

---------------------------------

texto

À minha volta, em mim, tudo apodrece, tudo se estraga, tudo se corrompe, tudo desaba, tudo se vai embora. Os comandos desta máquina admiravelmente oleada que eu era respondem cada vez menos às minhas solicitações, alguns deles já não obedecem de todo. O monumento de carne, osso e espírito que me compõe está a decompor-se. O meu cérebro, que funcionava tão bem, perde, a cada segundo que passa, milhares de neurónios. Estou a regressar ao “caldo comum”.

A minha memória falha, as minhas pernas já não me suportam bem, o meu carácter azeda-se, dou mais atenção às minhas pequenas dores do que ao canto dos pássaros. A minha visão falha. As minhas veias e artérias transportam um sangue carregado de gorduras e poluído de álcool, que abranda pouco a pouco todas as minhas funções vitais.

E, no entanto, estou aqui, simultaneamente entusiasmado, vulnerável e feliz. Feliz por percorrer a recta final antes dos meandros tortuosos da agonia programada, pesaroso por não ter realizado tudo aquilo com que a minha juventude sonhou.

Todas as noites, no mundo inteiro, morrem 200 000 pessoas e os milhares de milhões de eletrões que as compõem regressam, muito depressa ou muito lentamente, ao caldo comum.

Todas as manhãs nascem mais, brotando dos ventres semeados pela poeira dos defuntos. E esses apodrecimentos, à escala do universo, proliferam, crescem e vivem da própria substância dos desaparecidos.

Todos os dias, mais de 200 000 vezes no nosso pequeno planeta, grão de poeira que navega no espaço silencioso e inacabado, o milagre repete-se, mágico e aterrador: dessas sementes minúsculas lançadas em ventres que vêm abrir-se ao ar livre, pequenos monstros frágeis que se tornarão vítimas, escravos, pequenos glutões, delinquentes, santos ou predadores.

Este processo fantástico e maravilhoso observo-o todos os dias com uma gula e uma alegria crescentes. Porque, ao mesmo tempo que me decompõe irremediavelmente em partículas inactivas, o ser que ainda sou, mesmo antes de desaparecer, reúne em si a experiência adquirida, a riqueza das memórias e toda a memória do mundo.

Se a velhice é um naufrágio, é também, para o sábio, uma maravilhosa apoteose.

Sob as fissuras da minha pele, sob os destroços do meu corpo em lenta decomposição, devastado por doenças e tumores, onde os parasitas se divertem à vontade, os micróbios e os vírus agitam-se, ainda circula, por algumas horas ou alguns meses, a seiva viva, o sangue rico do que os anos trouxeram, carregado de todos os alimentos assimilados.

O meu cérebro, outrora magnífico e orgulhoso senhor de mim próprio, lutará até ao último segundo para me restituir, através de uma memória que se esvai, os horrores e as maravilhas que vivi, as sensações monstruosas e inauditas que experimentei, as recordações banais ou extraordinárias dos momentos sombrios ou luminosos que foram a minha fortuna e a minha razão de ser.

É certo que a velhice pode ser considerada um naufrágio para o nosso corpo perecível, mas nunca para o nosso espírito que, no próprio instante em que se desliga, se apaga e se dissolve para sempre na imensidão do tempo e do espaço, projecta em nós e à nossa volta as últimas fulgurações, as últimas harmonias, os últimos encantamentos de uma sinfonia que termina.

A velhice, amigos velhos, meus irmãos da idade nobre e derradeira, a velhice é um imenso e sumptuoso privilégio, um tesouro inestimável, uma fase grave e rica que a natureza nos confia e de que o destino nos presenteia.

Esta idade priva-nos de algumas forças físicas, mas concentra melhor as nossas forças espirituais. Já não precisamos de lutar para fazer fortuna: podemos usufruir sem remorsos da nossa pobreza cheia de dignidade ou da fortuna material indecente que acumulámos. Velhos, somos portadores de toda a experiência da espécie, os guardiões da sua memória, os garantidores do seu futuro. Sem nós, sem a nossa dissolução, sem a nossa imolação programada pela natureza, não há renascimento nem continuidade.

Se a juventude representa o impulso, a aventura, a paixão, a velhice é o cumprimento, o abrigo, o capital e o destino.

Sejamos orgulhosos de ser idosos, velhos, bons velhos, terríveis velhos. Sejamos obstáculos firmes e inultrapassáveis à estupidez, à desordem e à decadência humanas. A juventude dissipa-se, obedece ao princípio da entropia. A velhice concentra, cristaliza, preside ao princípio da neguentropia.

Somos a memória viva do mundo e da espécie. Da nossa poeira, da nossa carcaça em decomposição, da nossa estrutura gasta, nascerão, após a nossa morte, as gerações futuras, tanto mais fortes e belas quanto mais rico for o composto resultante da nossa desagregação — matéria e imaterial, imortal.

A velhice é tudo isto e ainda muitas outras maravilhas. É o tempo da serenidade, o período em que sabemos que o jogo está feito, que pouco ou nada podemos já mudar no nosso destino.

Mas, com a nossa boca desdentada, cheios de reumatismos, sacudidos por tremores, meio cegos, sofrendo mil dores terríveis, tornados incontinentes pelo relaxamento dos esfíncteres, desarmados para o prazer, ainda podemos, pelas nossas últimas reflexões, as nossas últimas palavras, pelos gestos de ternura esboçados pelas nossas mãos enrugadas e tortas, pelos nossos olhares cheios de amor, transmitir aos nossos próximos ou aos desconhecidos que assistem à nossa agonia toda a riqueza que acumulámos.

Sei bem que nem todos morreremos assim. Algumas partidas são atrozes. Há seres que apodrecem não só na cabeça, mas também no coração. Não só se sujam fisicamente, como ainda se queixam, vociferam, amaldiçoam e blasfemam; o seu fel transforma-se em ódio, o medo torna-se agressivo, os pensamentos apodrecem. Mas a lei da natureza é tal que a beleza pode nascer do lodo, uma rosa do estrume, um diamante do carvão.

Todos os velhos, porém, esquecem por vezes que cada ser é único, que cada existência é única, que o mais pobre, o mais pequeno, o mais feio, o mais deformado, o mais vil entre nós é uma maravilha absoluta, uma joia de valor incalculável.

Cada um de nós conta, porque cada um de nós é diferente. Essa diferença permite a complexificação crescente, a espiral ascendente, o enriquecimento da espécie.

Existe uma hierarquia universal: a beleza, a bondade, a pureza e a verdade valem mais do que os seus contrários, mas perante a morte tornamo-nos todos iguais, porque cada um de nós é um elo da cadeia, tão necessário como o anterior e o seguinte.

Sem fealdade não haveria beleza. Sem mal, como reconheceríamos o bem? Sem pecado não haveria pureza nem virtude. A mentira acaba sempre por sucumbir perante a verdade.

Do verme à estrela, do átomo ao conjunto das galáxias, tudo tem o seu lugar, a sua razão de ser, a sua necessidade absoluta de existir.

Nada impede, contudo, que cada um de nós deva, se puder, contribuir para criar mais amor, mais beleza, mais entusiasmo e felicidade à sua volta.

Entre nós há seres que são e seres que parecem. Há quem prefira ter a ser. Há quem receba mais do que dá e quem dê mais do que recebe. E é necessário de tudo no universo: do melhor e do pior, do belo e do horrível, do bom e do mau.

Os cuspos e os beijos podem sair da mesma boca. O amor e o ódio dos mesmos olhos.

Cada homem tem, desde o nascimento, um lugar reservado no universo. Cada ser pode escolher, entre as inúmeras possibilidades que lhe são oferecidas, aquelas que deseja.

Alguns recebem tudo e não fazem nada. Outros recebem pouco ou quase nada e tornam-se grandes homens ou grandes santos. Há também os privilegiados que acabam na droga ou no crime.

Mas cada um tem o seu lugar, cada ação a sua razão de ser, mesmo a mais vil. A harmonia nasce das oposições.

O admirável é que o crime seja tão necessário à vida como a virtude, que a beleza dependa da fealdade.

Sem velhice não há juventude, sem morte não há renascimento.

Amigo velho, meu irmão, lembra-te de que até ao último sopro podes tudo. Podes mudar o mundo, inspirar os outros ou corromper o teu meio.

Cada um de nós é senhor de si mesmo.

Até ao último segundo, mantém-te senhor de ti, oferecendo aos que te acompanham os últimos brilhos da tua riqueza interior.

Um sorriso teu pode transformar o mundo.

Não sei se encontraremos Deus, o sono eterno ou o nada. Não importa.

Que a memória do que foste permaneça como uma joia luminosa na memória dos que te amaram.

E enquanto isso, enquanto os vermes te devoram e te tornas pó, os átomos que te compõem regressam ao “caldo comum”, garantindo a tua renovação numa metamorfose irresistível e alegre.

Marc Schweizer

 

 

 

Tuesday, April 14, 2026

 

UMA ARTE DE VIVER DE SAÚDE E LONGEVIDADE

Gérard Wenker

Das Américas à Europa, de África à Ásia, do Ocidente ao Extremo Oriente, por todo o planeta Terra, apesar dos extraordinários avanços da ciência, os excessos da sociedade liberal capitalista — onde tudo assenta prioritariamente no lucro — causam grandes danos. Isto verifica-se a todos os níveis: ecológico, climático, social, biológico, médico e humanitário.

Mas é na saúde humana que este sistema perverso provoca mais estragos, com o apoio das multinacionais da indústria agroalimentar. Embora o discurso habitual destas empresas seja o de que são indispensáveis para alimentar as populações, a verdade é que isso não impede que um terço da humanidade esteja subalimentado e que, em certas regiões, as pessoas continuem a morrer de fome.

Apesar dos enormes progressos da medicina, cada vez mais pessoas sofrem de doenças crónicas e degenerativas. Quer nos países ditos modernos, quer no chamado terceiro mundo, a constatação é a mesma: por todo o lado se sofre e se morre não de desnutrição, mas de má alimentação.

A alimentação tradicional, por vezes ancestral, que durante séculos permitiu o desenvolvimento de comunidades humanas saudáveis, foi abandonada em favor de alimentos industriais, desprovidos de valor nutritivo e adulterados com aditivos químicos nocivos para a saúde. Sob pressão dos consumidores, na maioria dos países europeus foram implementados controlos cada vez mais rigorosos, que conseguiram limitar e estabelecer normas máximas para os aditivos mais perigosos (hormonas de crescimento, antibióticos, conservantes, corantes, etc.). Contudo, o efeito perverso dessas restrições não travou estas práticas, tendo apenas desviado a sua aplicação para países mais pobres e menos exigentes quanto à qualidade dos produtos.

Nesses países, localizados maioritariamente em África e na Ásia, a passagem de uma alimentação tradicional regional para uma alimentação industrial de massa tem sido catastrófica, provocando uma forte diminuição da resistência às doenças e o aparecimento frequente de numerosas patologias anteriormente desconhecidas.

Todos os benefícios alcançados na melhoria da saúde — graças à medicina, à higiene e à vigilância sanitária implementada pelos Estados — perdem-se por uma única razão: uma produção alimentar excessiva e de má qualidade, orientada exclusivamente para o lucro, que levou ao abandono das tradições culinárias familiares e do respeito em torno da refeição.

Há 50 anos, um homem já se preocupava, antes de todos os outros, com os perigos da agroquímica e lançou em França o primeiro movimento a favor de uma agricultura biológica que respeitasse as leis da natureza. Esse homem, de origem japonesa, chamava-se Georges Ohsawa. Paralelamente, em 1956, começou a ensinar um método revolucionário de saúde e longevidade: «A MACROBIÓTICA».

Desde então, embora combatido, desacreditado, ridicularizado ou ignorado pelos governos e até pela comunidade médica, este método — que é, na verdade, uma arte de viver — demonstrou a sua eficácia extraordinária e difundiu-se, apesar de inúmeras dificuldades, na maioria dos países do mundo.

Hoje, perante as ameaças climáticas e ecológicas extremas provocadas pela poluição industrial, está em causa a própria sobrevivência da humanidade. Nenhum político, dirigente ou multinacional tem interesse em que esta situação mude, pois a sua única preocupação é manter o sistema económico capitalista que os sustenta e enriquece. Nunca irão cortar o ramo em que estão confortavelmente sentados, até ao colapso final.

Será que os homens do século XXI ainda conseguirão compreender o ensinamento macrobiótico, baseado nas leis ancestrais da ordem do universo? Terá a filosofia dialéctica macrobiótica o poder de salvar a humanidade da catástrofe anunciada? Essa é a nossa aposta. Pela força do espírito macrobiótico, transmitido através de uma nova forma de alimentação, o mundo começa, pouco a pouco, a mudar. A corrida desenfreada pela riqueza é substituída pelo “vivere povero”, o saque dos recursos naturais pelo amor à natureza e pelo respeito pelo planeta, a guerra pela paz e a doença pela saúde.

Não, isto não é uma utopia. Já milhares de pioneiros se dedicam a este trabalho de reconstrução e regeneração pessoal. Comunidades importantes, espalhadas pelos quatro cantos do mundo, aplicam e experimentam esta arte de viver.

 

 

 

Jacques Mittler
INTRODUÇÃO À MACROBIÓTICA
Filosofia e princípios, estudo dos alimentos e dos específicos, cozinha, regimes, prática...
Desenhos de Yannick Moure
Edições DANGLES
18, rue Lavoisier
45800 Saint-Jean-de-Braye

...saber deixar de estar doente...

O AUTOR:

Nascido em 1937, em Paris, Jacques Mittler interessou-se muito cedo pela grafologia, pela morfopsicologia e pelo desporto. Após estudos de desenho industrial, tornou-se engenheiro de mecânica aeronáutica em 1964.

Sempre animado por um espírito científico rigoroso, descobriu algumas obras de Georges Ohsawa e decidiu, em 1965, passar à experimentação, mais para “criticar” do que para “adotar”! Esse foi o seu primeiro contacto com a macrobiótica. Contudo, à luz dessa experimentação consigo próprio, a sua transformação física e psíquica foi tal que decidiu aprofundar ainda mais este estudo. O seu gosto pelos estudos transformou-se numa procura da verdade.

No início de 1972, abandonou a sua profissão para abrir, em Annecy, um pequeno atelier de produtos alimentares macrobióticos. Pouco a pouco, reuniu à sua volta um pequeno círculo de amigos convictos, deu cursos de cozinha macrobiótica, dinamizou grupos de estudo na região, proferiu algumas conferências e escreveu um livro: Um grão, dez mil grãos, que editou por conta própria (e do qual a presente obra é extraída).

Os seus encontros com doentes tornaram-se cada vez mais frequentes, e foi assim que se viu totalmente absorvido pelo desejo de transmitir a sua “fé”, bem como os meios para a alcançar através de uma alimentação baseada no princípio universal Yin-Yang.

Trata-se, portanto, de um verdadeiro praticante, que vive a macrobiótica “por dentro”, que procura torná-la acessível ao maior número de pessoas, dotado de um talento pedagógico notável, muito necessário para apresentar aos espíritos ocidentais os elementos fundamentais desta antiga sabedoria oriental.

A saúde é o estado físico, mental e espiritual
daquele que vive a justiça no seu corpo.
Saúde e santidade são idênticas.

J. M.

PREFÁCIO

Já é mais do que tempo...

Já é mais do que tempo de estabelecer no nosso corpo uma saúde indestrutível e de aprender a controlá-la em função das nossas necessidades e dos acontecimentos.

Uma verdadeira revolução biológica é possível através da simples aplicação quotidiana de um princípio de observação: a dialética Yin/Yang, proveniente da antiga sabedoria oriental. Isto chama-se macrobiótica. Não é nem uma dietética, nem um conceito, nem uma terapêutica, e ainda menos uma seita! Cada um pode descobri-la em plena liberdade, por si próprio e, através da sua própria cura, descobrir as leis eternas do universo.

Ide e curai os doentes...” Se esta era realmente a mensagem de Jesus, por que razão nos ocupamos tanto em vacinar, operar, irradiar, cortar, enxertar, administrar inúmeros antibióticos, hormonas e drogas químicas... com enormes custos hospitalares e de investigação médica?

A saúde aparece hoje como um dom do céu, aleatório e frágil. Não se aceita com fatalismo os efeitos da idade ou dos micróbios, dos quais seríamos vítimas inocentes?

Não existirá um meio simples, retirado das próprias fontes da natureza, acessível aos “pobres de espírito”, longe dos caminhos complicados e dispendiosos da ciência moderna? Não se poderá viver feliz sem recear a doença incurável?

Por termos querido ignorar as verdadeiras causas das nossas doenças (e dos nossos infortúnios), temos a medicina que merecemos, incapaz de travar as piores decadências!

Só uma tomada de consciência das leis universais pode evitar isto; em vez de procurar técnicas ou “muletas”, o ser humano deve finalmente dar à luz a si próprio; só há uma verdadeira cura: saber deixar de estar doente...

Os conhecimentos escolares em matéria de alimentação limitam-se a noções sumárias sobre proteínas, hidratos de carbono, lípidos, calorias, vitaminas, sais minerais, etc. Mas, ignorando a arte criativa da vida, a medicina e a dietética consideram apenas a composição dos alimentos e os seus efeitos fisiológicos. Não podem, portanto, pretender ser infalíveis no estabelecimento da saúde, daí as desastrosas consequências atuais, tanto a nível individual como social.

Recomenda-se que sigamos as prescrições do nosso médico, considerado um homem avisado... mas que mais poderá ele fazer sem sair do ensino oficial?

Em última análise, cabe a cada um de nós — e sobretudo a vós, Senhoras — a responsabilidade de manter a saúde física, mental e espiritual do mundo... e de questionar antigas convicções enraizadas por anos de hábitos.

O que é a macrobiótica?

— É uma procura da verdadeira saúde (física, mental e espiritual), baseada numa higiene alimentar. O seu guia é o princípio dialético Yin/Yang, descoberto há milénios pela ciência do Extremo Oriente.

— Consiste em alimentar-se principalmente de cereais integrais, acompanhados de uma pequena quantidade de legumes da época, devidamente preparados (sem fertilizantes e inseticidas químicos), na proporção em que a natureza os oferece, segundo a sua ordem universal. Os outros alimentos são consumidos apenas em pequenas quantidades e conforme os resultados desejados.

— É conformar-se às leis da natureza, evitando particularmente:

a) Os produtos artificiais da civilização moderna: açúcar refinado, corantes e aromatizantes químicos, conservantes, emulsionantes, produtos exóticos, conservas, fermentos químicos, produtos fora de época...

b) Os alimentos de origem animal: carnes, peixes, ovos, lacticínios... enquanto a nossa saúde não estiver equilibrada e não tivermos aprendido a cozinhá-los respeitando a ordem Yin/Yang.

Aqueles que desejarem curar-se de doenças de todos os tipos — mesmo as consideradas incuráveis — sem recorrer aos métodos modernos, violentos e sintomáticos, encontrarão na macrobiótica a base da alimentação tradicional do ser humano, com a vantagem de poderem controlar os seus próprios resultados, dia após dia.

Aos membros do corpo médico

Não levem levianamente as recomendações da macrobiótica; outras terapias já provaram a sua eficácia (homeopatia, acupunctura, plantas, radiestesia, imposição das mãos, etc.) antes de serem mais ou menos oficialmente reconhecidas.

A ciência moderna, por mais precisa que seja, não tem em conta o lugar do ser humano no universo, e a medicina nada faz para procurar as verdadeiras causas da doença. Pior ainda, envenena os organismos com drogas que, a longo prazo, alteram o comportamento psíquico!

É mais fácil para o doente aceitar um medicamento do que questionar a sua alimentação e o seu modo de vida... Mas não será o médico um educador, ligado ao juramento de Hipócrates?

É toda a conceção da doença que precisa de ser revista, bem como a mentalidade na arte de curar.

A saúde é o estado físico, mental e espiritual
daquele que vive a justiça no seu corpo.
Saúde e santidade são idênticas.

J. M.

 

Sunday, April 12, 2026

 


A TRIOLOGIA DA

TERCEIRA IDADE

PENSAR E CRIAR

Conservar a capacidade de pensar, aliada a uma profunda capacidade de reflexão, até ao fim do caminho, parece em geral ser um milagre ou uma questão de sorte, mas na realidade faz parte da normalidade.

Segundo uma conceção oriental, todas as nossas faculdades intelectuais deveriam desenvolver-se cada vez mais com a idade.

O segredo deste prodígio, para além da arte culinária, resume-se a uma única expressão: “criatividade permanente”.

Desde a infância, a educação e a instrução confinam-nos ao papel estático de estudante ou aprendiz, repetindo diligentemente as suas lições. A imaginação criativa, que sai dos caminhos já traçados, é uma forma de liberdade pouco valorizada na nossa sociedade, a menos que se enquadre dentro de convenções bem definidas.

A arte de viver, onde tudo é adaptação constante, desenvolve a criatividade; ainda assim, é necessário querer questionar-se a cada instante e não se tornar dogmático ao estabelecer novas regras rígidas. Toda a gente pode desenvolver a sua criatividade nos domínios artísticos ou literários clássicos, mas nada se compara à criatividade dialética, que permite reinventar a Vida elevando o nível de consciência.

Um dos domínios onde podemos exercer a nossa criatividade é na adaptação das receitas tradicionais da sua cozinha regional, rica e saborosa, em receitas dietéticas mais adequadas à sua condição atual. Mas criar poemas, manter um diário, escrever um livro ou um blogue são também excelentes formas de manter uma atividade cerebral eficaz.

Num nível mais elevado, estudar os fenómenos universais e as ciências humanas sem a pressão da rentabilidade, simplesmente pelo prazer — física, química, biologia ou história — é verdadeiramente fascinante e permite esclarecer e, por vezes, compreender os segredos da natureza e os mistérios do universo.

A criatividade é a vida em movimento; não deixemos passar um dia sem criar algo novo. Para preservar o fluxo contínuo de pensamentos criativos e favorecer o surgimento de novas ideias, é indispensável pacificar regularmente a mente. O melhor meio para o conseguir é, naturalmente, a meditação. Uma hora de meditação por dia é um verdadeiro banho de rejuvenescimento cerebral e espiritual. Cada um escolherá a forma de meditação e a posição que melhor lhe convier: transcendental, visualização passiva ou aCtiva, zazen, sentado, deitado, em posição de lótus ou meio-lótus, ou numa cadeira reclinável — desde que não adormeça…!

Parte inferior do formulário

COMER

É o domínio mais familiar e, no entanto, o mais ignorado. Embora a cozinha não devesse ter já qualquer segredo para nós, a entrada nesta terceira fase exige uma readaptação fundamental na forma de nos alimentarmos. A idade e a ruptura com as atividades profissionais anteriores implicam obrigatoriamente profundas mudanças no nosso modo de vida habitual, mudanças que se irão repercutir pouco a pouco no nosso metabolismo. As necessidades nutricionais devem ser adaptadas a estas novas condições e, a partir de agora, passa a ser prioritária uma alimentação de manutenção em vez de uma alimentação energética.

Mas, acima de tudo, o elemento vital indispensável é preparar sempre as próprias refeições. Seja qual for a situação, nunca deixe outra pessoa preparar a sua comida; só você conhece as suas necessidades, e os erros neste nível podem ser fatais. Num casal, é aconselhável alternar a preparação das refeições; a harmonia será ainda maior.

Recomendações para viver bem até uma idade avançada:

  • Fazer a própria cozinha. Se estiver num casal, alternar de vez em quando.
  • Cozinhar numa chama viva (gás, lenha, carvão).
  • Utilizar água de uma fonte potável para cozinhar e para beber.
  • Fazer três pequenas refeições em vez de duas grandes.
  • Preparar uma alimentação simples, vegetariana ou vegan, variada e leve.
  • Cozinhar com mais água, mais azeite/óleo, mais legumes de folha e fruta.
  • Evitar a cozedura no forno e os grelhados.
  • Evitar a todo o custo os extremos energéticos (sal, açúcar, álcool, carne) e os grandes excessos.
  • Todas as semanas, eliminar os sólidos durante um dia (apenas caldo).
  • Consumir 80 a 100 g de proteínas variadas por dia, 6 dias por semana: peixe, carne, ovo, tofu, seitan, queijo de cabra, proteínas de soja.
  • Escutar o seu corpo. Reagir imediatamente em caso de problema, não deixar a doença instalar-se.

Reagir imediatamente, se possível com métodos naturais (homeopatia, argila, banhos derivativos, macrobiótica, jejum, etc.).

MEXER-SE

A terceira liberdade, depois da de pensar e de comer, é naturalmente a de se deslocar, de preferência sozinho e de pé, sobre as próprias pernas. Mover-se sem limitações e sem dor é um privilégio raro nas nossas sociedades modernas.

Vigiar o corpo, estar atento às pequenas dores que surgem ocasionalmente, corrigir ou eventualmente adaptar a alimentação em função de um desequilíbrio passageiro, é um passo essencial que todos deveriam praticar de forma constante.

Para o ajudar neste processo, deveria já ter integrado, há muito tempo, algumas técnicas corporais complementares, como o Do-in, o Tai Chi ou o Yoga. Praticar diariamente — durante meia hora — um destes exercícios, complementado com uma caminhada de uma a duas horas, manterá a flexibilidade e o vigor do corpo até ao grande descanso. A melhor solução, se gosta de animais, é ainda ter um cão: passeios regulares, faça o tempo que fizer, far-lhe-ão muito bem, e o seu companheiro ficará grato.

Mais algumas recomendações: técnicas criativas, meditação, alimentação adaptada e exercício energético não se aprendem num só dia. Para que estas atividades sejam bem integradas no seu quotidiano, é necessário um esforço prolongado; quanto mais cedo começar, maior será a eficácia.

No entanto, para testar da forma mais eficaz a vitalidade dessas capacidades intelectuais quando chegar o momento da reforma, lance-se um último desafio: salte para o desconhecido e faça algo totalmente novo, fora de qualquer lógica, com paixão, de forma irracional e até um pouco louca. Aprender uma língua estrangeira, estudar informática ou astronomia, escrever um livro, fazer pintura ou escultura.

 

 

 


BEBIDAS E REMÉDIOS DEPURATIVOS

O texto apresenta várias bebidas naturais (batidos, infusões e caldos) com o objetivo de limpar o organismo, melhorar a saúde e equilibrar o corpo.

  • Os batidos em jejum ajudam a ativar a digestão e desintoxicar, especialmente com ingredientes como cenoura, maçã e limão.
  • A bebida de daikon, shiitake e kombu é indicada para uma desintoxicação profunda, sobretudo após consumo excessivo de alimentos de origem animal.
  • A infusão de alecrim melhora a circulação, a memória, o sistema imunitário e ajuda em problemas respiratórios e menstruais.
  • A cavalinha e as barbas de milho são diuréticos, ajudando na retenção de líquidos, rins e sistema urinário.
  • O chá de azuki e outras bebidas específicas ajudam a depurar rins, intestinos e fígado.
  • O caldo de vegetais doces tem efeito calmante e equilibrador.

No geral, o foco é usar alimentos naturais para:

  • Desintoxicar o corpo
  • Melhorar a circulação e digestão
  • Apoiar rins, fígado e intestinos
  • Reforçar o sistema imunitário

---------------------------------

BATIDOS PARA TOMAR EM JEJUM

• Cenoura, maçã, limão
• Cenoura, maçã
• Cenoura, maçã, aipo
• Maçã, pera
• Batidos verdes
• Beterraba, cenoura, limão (5 partes de beterraba, 5 de cenoura, 1 de limão — excelente para afrontamentos da menopausa)

BEBIDA DE DAIKON SECO / CENOURA / SHIITAKE / KOMBU

• O daikon seco limpa e elimina acumulações muito profundas ou em órgãos muito “yang”.
• O shiitake tem qualidades semelhantes ao daikon.
• A cenoura e a alga kombu ajudam a gerar este movimento de energia para o interior.
• Esta preparação é única para eliminar excessos de produtos animais muito “yang” (ovos, queijos, carnes…).

Preparação:
• Lavar rapidamente o daikon seco, o shiitake e a alga kombu.
• Cortar em pedaços com uma tesoura e deixar de molho (com água suficiente para cobrir) durante uma hora.
• Cozer na mesma água durante 30 minutos.
• Adicionar as cenouras cortadas em juliana (kimpira) e algumas gotas de molho de soja.
• Cozer durante mais 30 minutos.
• Se ainda houver muito líquido, deixar ferver sem tampa durante mais alguns minutos.
• Nos minutos finais, pode adicionar algumas gotas de gengibre fresco ralado.

INFUSÃO DE ALECRIM

Propriedades: antisséptico, antibacteriano, antifúngico, diurético, adstringente, rejuvenescedor, fortalece a memória.

• Estimula o fluxo sanguíneo para a cabeça, tonificando o cérebro e melhorando a memória.
• Relaxa os músculos nesta zona, sendo excelente para dores de cabeça e enxaquecas.
• Tem efeito aquecedor, tonificando o coração e a circulação.
• Ajuda a eliminar toxinas e tonifica o fígado.
• Diurético em casos de gota e artrite.
• Revitaliza o sistema imunitário.
• O chá reduz a febre e ajuda a eliminar mucosidades (ideal para constipações, gripes, tosse, dor de garganta, infeções brônquicas e asma).
• Algumas gotas de essência de alecrim num banho quente são revitalizantes.
• Pode ser usado em massagens (diluído) em articulações inflamadas ou no couro cabeludo (queda de cabelo).
• O chá pode ser usado para higiene oral e duches vaginais.
• Ajuda a reduzir menstruações abundantes e dores menstruais.

CAVALINHA

• Diurético
• Cicatrizante

Outras propriedades:
• Remineralizante
• Hemostático
• Adstringente

Indicações:
Estados que requerem aumento da diurese: infeções geniturinárias (cistite, uretrite, pielonefrite, oligúria, litíase urinária), hiperazotemia, hiperuricemia, gota, hipertensão arterial, edemas, excesso de peso com retenção de líquidos.

• Descalcificação (osteoporose)
• Melhora da pele, cabelo e unhas

Preparação:
• Ferver cerca de 40 g da planta seca em meio litro de água durante cerca de 40 minutos.
• Deixar arrefecer e coar.
• Beber três chávenas por dia (pode adoçar com açúcar ou mel).

BARBAS DE MILHO

• Forte diurético, bem tolerado e sem criar habituação.
• Calmante das vias urinárias.
• Elimina oxalatos, fosfatos e uratos.

Outras propriedades:
• Fluidificante biliar, colagogo e colerético
• Analgésico e calmante
• Reduz o colesterol
• Ajuda a prevenir placas de ateroma e risco cardiovascular
• Hipoglicemiante
• Antiespasmódico
• Cicatrizante e regenerador
• Anti-inflamatório e antioxidante

• Indicado em obesidade com retenção de líquidos
• Síndrome pré-menstrual

Modo de uso:
• Infusão de 30 g por litro de água; coar e beber ao longo do dia
ou
• 1 colher de chá por chávena; ferver alguns minutos e beber duas vezes por dia antes das refeições

CHÁ DE AZUKI

• Colocar uma chávena de feijão azuki numa panela com um pedaço de alga kombu.
• Deixar de molho 4 horas ou durante a noite.
• Picar a kombu.
• Adicionar 4 chávenas de água e levar a ferver.
• Cozinhar em lume brando durante 20–30 minutos.
• Coar e beber o líquido quente.

Bebida para depurar os rins

• 1 parte de feijão azuki demolhado
• 1 parte de daikon seco triturado
• 1 parte de shiitake seco
• 1 parte de alga kombu

• Adicionar 4–5 vezes o volume de água
• Ferver e cozinhar em lume brando durante 25 minutos
• Beber um copo por dia durante 10 dias
• A alga kombu não deve ser consumida

BEBIDA PARA DEPURAR OS INTESTINOS

• 2 partes de raiz de lótus
• 1 parte de raiz de daikon
• 1 parte de folhas de daikon
• 1 parte de cenoura
• 1 parte de folhas de cenoura
• 1 parte de shiitake seco

• Adicionar água (4–5 vezes o volume)
• Ferver e cozinhar em lume brando durante 20 minutos

OUTROS CHÁS E REMÉDIOS

Caldo de vegetais doces:
• Partes iguais de cebola, cenoura, couve e abóbora
• Ferver em 3–4 vezes o volume de água durante 3 minutos (sem tampa)
• Depois cozinhar em lume brando com tampa durante 20 minutos
• Coar e beber quente ou morno
• Pode beber uma pequena chávena diariamente à tarde

BEBIDA PARA HARMONIZAR O FÍGADO

• 2 partes de trigo-sarraceno
• 2–3 partes de rebentos de soja (ou outros)
• 1 parte de shiitake seco
• 1 parte de raiz de daikon seca
• 2 partes de folhas de daikon (ou outro vegetal)
• 1 parte de chalota

• Picar tudo finamente
• Adicionar 5 vezes o volume de água
• Ferver e cozinhar pelo menos 30 minutos
• Se necessário, adicionar mais água (o trigo-sarraceno absorve bastante)

---------------------------------

AUTORES CONSULTADOS

·       Agnès Pérez

Saturday, April 11, 2026

 


SEJAM SURDOS… E CEGOS

ÀS SEREIAS PUBLICITÁRIAS

Gérard Wenker

Vamos fazer compras ao Supermercado XYZ.

Para o ajudar, aqui ficam alguns conselhos simples que permitem iniciar, em qualquer idade, em qualquer circunstância e sem conhecimentos prévios especiais, uma regeneração fisiológica, mental e espiritual.

·       Deixem de comprar produtos alimentares em promoção.

·       Não acreditem em nada, não ouçam os anúncios dos altifalantes do belo falador que quer despachar os seus excedentes.

·  Nada de produtos light com aspartame ou outros adoçantes químicos.

· Nada de Weight Watcher com custos adicionais para enganar incautos.

·       Confiem apenas no vosso próprio julgamento.

·   Mudem radicalmente os vossos hábitos de compra. Comprem apenas produtos de 1.ª escolha e, se possível, biológicos — verifiquem as datas de validade — controlem os aditivos. É mais caro, certo, 10 a 20%, e então…! Ora essa — qual é o preço da vossa vida?

·       Para compensar, se não tiverem meios: deixem o álcool, o café e os cigarros — isso é que é caro — reduzam os produtos lácteos — nada de açúcar — nada de manteiga — menos carne — nada de refeições pré-preparadas, nada de micro-ondas; têm tempo para cozinhar, já que estão reformados.

·     Os melhores produtos para um casal são possíveis com um orçamento de cerca de 500 €. Posso prová-lo, tenho os talões.

·       O carrinho ideal do novo sénior, sem esquecer as seniores: verde — biológico — natural — regional — nada de alimentação industrial — só produtos de 1.ª escolha. Legumes biológicos frescos — sementes germinadas — fruta biológica da época e do país.

·       Legumes biológicos preparados e congelados de vez em quando para desenrascar. Água de nascente em garrafão de 8 litros (se os conseguirem carregar). Sumo de maçã — sumo de cenoura Biotta — chá kombucha — vinho biológico — cerveja biológica.

Leite de arroz em embalagem de 1 litro — margarina — queijo de cabra ou de ovelha — leite de soja — iogurte de ovelha ou de soja — tahini ou manteiga de sésamo.

Peixe 1 a 2 vezes por semana — carne 1 vez — tofu — tempeh.

Arroz — quinoa — polenta — cuscuz — millet — trigo-sarraceno — massas.
Leguminosas — lentilhas — feijões — borlotti — grão-de-bico — ervilhas.

Óleos biológicos de primeira prensagem: girassol — sésamo — colza — azeitona.

Sal marinho integral de Guérande — algas — vinagre de sidra — molho de soja.

Pães integrais biológicos — castanhas embaladas a vácuo.

PROPORÇÃO MÉDIA DE UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA:

Cereais 30/40%. Legumes 25%. Algas 5%. Fruta 5%. Leguminosas 10%. Carnes-peixe-queijo 10/15%.

Bem… é preciso cozinhar corretamente: sem natas, sem manteiga, sem molhos, sem álcool; enfim, o melhor é fazer um curso de cozinha dietética.

Permiti-me escrever estes artigos como testemunho, pois pratico esta arte de viver melhor há mais de 30 anos. Tenho 75 anos e estou maravilhosamente bem, sem nenhuma doença da velhice, espírito alerta e curioso, olhar vivo, ouvidos atentos, todo o cabelo e ainda nem um único fio grisalho.

Prometo manter-vos informados sobre a evolução da minha boa saúde ou da sua possível degradação.

Viver mais tempo é bom, mas é preciso gostar da Vida.

Obrigado aos aventureiros, pioneiros de um novo mundo possível, que me acompanharam ao longo destas publicações.

Sejam loucos ou sábios, experimentem — a vida é uma grande aventura.

Gérard Wenker

  ELOGIO DA VELHICE https://seniorsdutemps.blogspot.com/ resumo Este texto é uma reflexão sobre a velhice, apresentada de forma parado...