Tuesday, November 3, 2026

 

O FORNO DE MICRO-ONDAS

COMO FUNCIONA UM FORNO DE MICRO-ONDAS ?

Drª Elena Corrales

resumo -

O texto apresenta uma posição crítica em relação aos fornos de micro-ondas, defendendo que a rapidez e a comodidade deste método de cozedura podem ter consequências negativas para a alimentação e para a saúde.

A autora explica o aquecimento dos alimentos através da interação das micro-ondas com as moléculas de água e considera que esse processo pode alterar a estrutura dos alimentos, destruir nutrientes e originar substâncias tóxicas ou cancerígenas.

Recorrendo a estudos e autores que menciona, associa o consumo de alimentos preparados no micro-ondas a alterações sanguíneas, dificuldades de memória e concentração, perturbações do sono, desequilíbrios hormonais e enfraquecimento do sistema imunitário.

Valoriza a desconfiança das gerações mais velhas perante esta tecnologia e sustenta que as suas vantagens devem ser ponderadas à luz das possíveis desvantagens. Conclui aconselhando o abandono do aparelho ou a sua utilização apenas ocasional e prudente, com particular preocupação relativamente ao aquecimento de biberões.

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texto –

As micro-ondas são uma forma de energia eletromagnética, semelhante às ondas de luz ou de rádio. Utilizam-se para transmitir sinais telefónicos de longa distância, programas de televisão e informação informática, tanto na Terra como no espaço.

Cada forno de micro-ondas contém um magnetrão, isto é, um tubo no qual os eletrões são sujeitos à ação de campos elétricos e magnéticos, produzindo uma emissão de ondas eletromagnéticas que interagem com as moléculas dos alimentos.

Nos modelos comerciais, o forno tem uma potência de entrada de cerca de 1000 watts de corrente alternada. Quando as micro-ondas geradas pelo magnetrão atingem os alimentos, fazem com que as moléculas de água que estes contêm mudem de orientação vários milhões de vezes por segundo. É precisamente a agitação criada por esta fricção molecular que aquece os alimentos.

De acordo com esta explicação, o oxigénio da molécula de água reage com particular facilidade. Assim, o calor produzido durante a cozedura no micro-ondas resultaria de uma intensa fricção entre as moléculas de água.

A propagação de energia através de ondas eletromagnéticas é uma forma de radiação. Por isso, ao aquecermos os alimentos num forno de micro-ondas, estamos a irradiá-los.

Entre as precauções de utilização, os fabricantes insistem na necessidade de manter a porta bem fechada, para evitar fugas. Uma emissão de ondas eletromagnéticas de baixa intensidade seria especialmente perigosa se atingisse o cristalino do olho, podendo provocar cataratas. Seria igualmente perigosa para as pessoas com pacemaker, por poder alterar o funcionamento destes dispositivos cardíacos.

Qualquer fuga destas ondas representaria uma exposição milhares de vezes superior à que ocorre habitualmente na natureza, o que permitiria antecipar os efeitos destas radiações sobre os alimentos.

A intuição dos mais velhos

Algumas pessoas mais velhas mostraram-se muito receosas perante o aparecimento de um forno que aquece os alimentos «de dentro para fora». Neste aparelho, o calor é gerado no interior dos alimentos por fricção molecular, sem uma fonte externa de calor — lenha, carvão ou gás —, como acontece desde a descoberta do fogo.

A cozedura por micro-ondas começaria no interior das células e das moléculas em que existe água, sendo aí que a energia se transforma em calor por fricção.

Noutros casos, a intuição levou a afirmações como esta: se assar um besugo no forno tradicional demora vinte minutos e o micro-ondas o faz num minuto, «alguma coisa deve ter».

Esta expressão traduziria a compreensão de uma lei universal: «Tudo o que tem face tem dorso; quanto maior a face, maior o dorso.»

Assim, qualquer vantagem traria consigo uma desvantagem de igual magnitude. Ao considerar a rapidez do aquecimento, seria necessário recordar que «a velocidade mata».

Estudos sobre os efeitos nocivos dos fornos de micro-ondas para a saúde

Existe extensa literatura sobre os efeitos nocivos desta forma de cozinhar, da qual se apresenta, de seguida, um breve resumo.

Efeitos sobre os alimentos

Segundo estudos realizados por institutos europeus independentes de defesa do consumidor, os fornos de micro-ondas podem alterar a composição molecular dos alimentos.

Algumas investigações referem uma degradação estrutural que resultaria numa diminuição de 60 a 90% do seu valor nutricional.

O ácido fólico, por exemplo — uma vitamina do complexo B essencial para a formação do sangue e importante para o desenvolvimento do sistema imunitário e para o crescimento —, desapareceria nos alimentos tratados com micro-ondas cinco vezes mais depressa do que nos alimentos cozinhados pelos métodos convencionais.

A riboflavina, ou vitamina B2, também diminuiria muito mais rapidamente, verificando-se igualmente perdas consideráveis de vitaminas B1, B6 e C.

A estrutura das proteínas dos alimentos também seria alterada. Quando a cerveja é pasteurizada com um secador de micro-ondas, surgiria uma nova proteína numa concentração cinco vezes superior ao normal.

Por outro lado, a mioglobina, pigmento natural da carne, tenderia a desaparecer com esta técnica de cozedura.

Quanto aos hidratos de carbono, formar-se-iam nas batatas substâncias consideradas cancerígenas, semelhantes a peróxidos. As paredes celulares das couves-flores e das cenouras seriam completamente destruídas, ao contrário do que aconteceria na cozinha tradicional.

Ao provocar a destruição e a deformação das moléculas dos alimentos, a radiação criaria novos compostos, chamados «radiolíticos», que não existem na natureza.

Se consumimos alimentos alterados, seria sensato perguntar de que modo essas substâncias modificadas poderão afetar a nossa própria estrutura celular.

A Dra. Lita Lee, na obra Health Effects of Microwave Ovens, afirma que o forno de micro-ondas emite uma radiação eletromagnética que danifica os alimentos, transformando as substâncias cozinhadas em produtos tóxicos, perigosos e cancerígenos.

Efeitos biológicos

A exposição às emissões de micro-ondas teria também efeitos negativos e imprevisíveis sobre o bem-estar geral.

Na década de 1990, o Dr. Hans Ulrich Hertel e o Dr. Bernard H. Blanc, apresentados como investigadores ligados ao Instituto Federal Suíço de Tecnologia e ao Instituto Universitário de Bioquímica, realizaram um estudo para comparar os parâmetros sanguíneos de pessoas que consumiam alimentos preparados de forma tradicional com os de pessoas que consumiam os mesmos alimentos preparados num forno de micro-ondas.

As diferenças seriam significativas: as pessoas que consumiam alimentos cozinhados no micro-ondas apresentavam valores inferiores de hemoglobina, colesterol e linfócitos, em comparação com o grupo de controlo.

Outros estudos teriam identificado efeitos fisiológicos negativos, como perda de memória, dificuldade de concentração, alterações da resposta emocional, abrandamento dos processos intelectuais e perturbações do sono.

Reflexões antes de utilizar o forno de micro-ondas

O consumo contínuo de alimentos cozinhados no micro-ondas poderia provocar danos cerebrais permanentes, como perda de memória, diminuição da capacidade de concentração, instabilidade emocional e redução da inteligência.

Uma alimentação baseada em alimentos preparados neste aparelho poderia comprometer o sistema imunitário e alterar a produção de hormonas sexuais. Poderia também favorecer a multiplicação de células tumorais em diferentes tipos de cancro, ao promover a formação de radicais livres e o consequente aumento da oxidação.

A redução do valor nutricional dos alimentos poderia conduzir à desnutrição. Além disso, o organismo não conseguiria metabolizar os produtos desconhecidos gerados nos alimentos expostos às micro-ondas, pelo que essas substâncias permaneceriam indefinidamente no corpo.

Assim, quem tem um forno de micro-ondas em casa deveria ponderar desfazer-se dele ou utilizá-lo apenas ocasionalmente e com prudência, uma vez que os prejuízos ultrapassariam largamente os benefícios.

Ao escrever estas linhas, recordo o grande alarde publicitário de um dos melhores restaurantes do nosso país, que anunciava ter modernizado a cozinha com todo o tipo de aparelhos elétricos e fornos de micro-ondas. O objetivo declarado era continuar a prestar um bom serviço e manter a qualidade habitual, acompanhando a evolução tecnológica… Sem comentários!

Convido igualmente à reflexão os muitos casais jovens que cozinham exclusivamente no micro-ondas, incluindo aqueles que o utilizam para aquecer os biberões dos filhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Monday, November 2, 2026

 

CEREAIS INTEGRAIS — ALIMENTOS SAUDÁVEIS

Carlos Campos Ventura

Os cereais integrais são ricos em hidratos de carbono complexos, contêm uma percentagem apreciável de proteínas, alguma gordura de ótima qualidade e vitaminas, nomeadamente do complexo B, principalmente armazenadas no gérmen. Na película externa acumulam-se fibras alimentares e numerosas vitaminas e minerais.

Fornecem energia de libertação lenta. Combinados com leguminosas, formam proteínas completas. São fundamentais para o cérebro, a saúde mental e o trabalho intelectual, assim como para o bom funcionamento dos intestinos. Constituem a base de uma boa saúde.

Apresentam-se sob diversas formas: grãos, flocos, farinhas, sêmolas, massas, pães, biscoitos, bolachas, seitan, cuscuz, bulgur, entre outras.

Principais utilizações: apoio ao funcionamento dos intestinos e do sistema nervoso; fornecimento de hidratos de carbono complexos e de vitaminas do complexo B.

1. Amaranto

Características: contém entre 15% e 18% de proteínas de elevada qualidade. Tem mais cálcio, fatores que favorecem o seu aproveitamento, magnésio e ácido silícico do que o leite. Não contém glúten. Apresenta um bom teor de antioxidantes e de vitamina C.

Utilização mais comum: alimentação de desportistas.

Utilização medicinal: especialmente interessante para pessoas com necessidades nutricionais elevadas, como grávidas, mulheres a amamentar, crianças e pessoas que desenvolvem atividade física intensa.

2. Arroz glutinoso

Características: contém mais proteínas e gorduras do que o arroz comum.

Utilizações mais comuns: aumento de peso; alimento energético, que aquece e fortifica; alimentação de desportistas e jovens.

Utilização medicinal: bom alimento para crianças e mães que amamentam, especialmente quando o leite é fraco ou insuficiente.

3. Arroz integral

Características: fonte importante de vitaminas do complexo B e de outras vitaminas, bem como de proteínas e minerais, nomeadamente silício, que facilita a fixação do cálcio, do fósforo e do magnésio.

Utilizações mais comuns: prisão de ventre, mau funcionamento intestinal e cuidados com a pele.

Utilização medicinal: muito benéfico para os intestinos, as vias respiratórias, o sistema nervoso, o cérebro, os olhos, a pele e o cabelo.

4. Arroz selvagem

Características: nutricionalmente muito rico. É uma boa fonte de proteínas, tiamina, niacina, riboflavina, iodo, ferro, potássio, selénio e vitamina E. Tem baixo teor de gordura.

Utilizações mais comuns: ação diurética; apoio aos rins e à bexiga.

Utilização medicinal: diurético, beneficia os rins e a bexiga.

5. Aveia

Características: muito nutritiva. É o cereal mais rico em proteínas (13,5%) — entre as quais se inclui o glúten —, em gorduras (7%) e em vitamina B1. Apresenta um elevado teor de vitaminas do complexo B, minerais e ácido silícico. Contém fósforo.

Utilizações mais comuns: alimento energético e calórico, adequado ao tempo frio e a quem desenvolve atividade física, nomeadamente jovens, crianças e desportistas.

Utilização medicinal: ótima para o sistema nervoso, a perda de memória, a frigidez e a impotência.

6. Bulgur

Características: produzido a partir de trigo germinado, pré-cozido, seco e partido. A germinação aumenta o seu teor de vitaminas e minerais.

Utilização mais comum: especialmente adequado à primavera e ao verão.

7. Centeio

Características: na Idade Média, foi um alimento de base na Europa Central e de Leste e em Portugal. Ainda hoje é tradicionalmente consumido no Norte do país. É rico em silício.

Utilização mais comum: depurativo do sangue.

Utilização medicinal: depurativo do sangue; facilita a circulação sanguínea.

8. Cevada integral

Características: rica em fósforo, remineralizante, energética e de digestão muito fácil.

Utilizações mais comuns: apoio ao fígado e à vesícula biliar; problemas digestivos.

Utilização medicinal: particularmente eficaz em estados febris, problemas hepatobiliares e inflamações crónicas das vias digestivas, urinárias e broncopulmonares. Ótima para convalescentes.

9. Cuscuz integral

Características: tradicional do Norte de África, onde é utilizado em receitas com legumes e algum alimento proteico. Obtém-se a partir de sêmola ou farinha de trigo agregada em pequenos grãos. É de confeção rápida.

Utilização mais comum: excelente para o verão.

10. Farelo

Características: suplemento alimentar utilizado para favorecer o trânsito intestinal. É constituído essencialmente por fibra e corresponde à parte externa do grão de trigo, retirada durante a refinação.

Utilização mais comum: prisão de ventre.

Utilização medicinal: não é aconselhado de forma sistemática e continuada. É mais vantajoso consumi-lo como parte dos cereais integrais.

11. Flocos integrais

Características: são grãos de cereais esmagados. Existem flocos de diversos cereais: aveia, os mais comuns, centeio, cevada e trigo, entre outros.

Utilizações mais comuns: pequenos-almoços e preparação de sopas mais espessas. São práticos e cozem mais depressa do que os cereais em grão.

12. Massas integrais

Características: existem massas de vários cereais, que podem incluir outros ingredientes, como leguminosas, espinafres, algas ou ovos. São fáceis de confecionar e de digerir e fornecem energia de libertação lenta e sustentada.

Utilizações mais comuns: boa fonte de hidratos de carbono, calorias e nutrientes. Adequadas a quem desenvolve atividade física, nomeadamente desportistas.

13. Millet

Características: muito nutritivo. É o cereal mais rico em ferro e vitamina A. Contém ácido silícico, fósforo, flúor, manganês, magnésio, vitaminas do complexo B, proteínas e fibras em abundância. É mineralizante.

Utilizações mais comuns: diabetes e hipoglicemia.

Utilização medicinal: de digestão muito fácil e alcalinizante. Muito importante para problemas do baço e do pâncreas, nomeadamente diabetes, bem como do estômago e dos rins. Excelente para a memória, o sistema nervoso, as alterações de humor e as depressões.

14. Mueslis integrais

Características: misturas de flocos com outros ingredientes, como frutos secos, frutos oleaginosos e adoçantes.

Utilização mais comum: a maior parte é pré-cozida, sendo muito prática para os pequenos-almoços.

15. Pão integral

Características: a qualidade pressupõe a utilização de farinha integral ou semi-integral, moída em mós de pedra há menos de dez dias, sal marinho integral e gordura vegetal, caso seja adicionada gordura. Não deve conter adoçantes artificiais nem corantes. Todos os ingredientes devem ser de origem biológica.

Utilização mais comum: alimento rico em fibras e hidratos de carbono complexos.

Utilização medicinal: o pão de qualidade não engorda.

16. Pastelaria natural

Características: pode ser saudável se não forem utilizadas farinhas refinadas e se, para adoçar, forem usados frutos secos ou frescos, sumos naturais, malte ou outros adoçantes naturais. Pode também incluir frutos oleaginosos. As gorduras devem ser de qualidade.

Utilização mais comum: preparação caseira, de execução simples.

17. Quinoa

Características: rica em proteínas, sem glúten e com uma composição equilibrada de aminoácidos essenciais. É uma fonte de proteína completa. Muito rica em lisina e cálcio, contém fibras de boa qualidade, minerais, nomeadamente ferro, vitaminas e gorduras.

Utilização mais comum: fornecimento de hidratos de carbono complexos e proteínas completas.

Utilização medicinal: de digestão fácil, é muito apreciada pelos convalescentes. Muito energética e ótima para estimular a produção de leite nas mulheres que amamentam. É utilizada em dietas de emagrecimento.

18. Trigo integral

Características: é o segundo cereal mais rico em proteínas, nomeadamente glúten, que favorece a levedação da massa. Contém todos os aminoácidos necessários e uma boa diversidade de minerais.

Utilizações mais comuns: fonte de fibras e hidratos de carbono complexos; preparação de pão e bolachas.

Utilização medicinal: contém um óleo de excelente qualidade e vestígios de bário, essencial para a saúde do coração. Recomenda-se na obstipação e na prevenção de problemas cardíacos.

19. Trigo-sarraceno

Características: é um dos cereais mais ricos em minerais, como cálcio, ferro e, especialmente, magnésio. Contém oito aminoácidos essenciais.

Utilizações mais comuns: muito nutritivo e remineralizante, «aquece» e «seca» o corpo. De digestão muito fácil, é um alimento adequado no tempo frio.

Utilização medicinal: importante e eficaz como alimento fortificante e estimulante sexual, tanto para homens como para mulheres. Específico para os rins.

20. Seitan

Características: conhecido como «carne vegetal» ou «carne de trigo», pode ser cozinhado de forma a adquirir um sabor e uma consistência semelhantes aos da carne. É preparado a partir de farinha integral ou semi-integral de trigo. Tradicionalmente, também contém shoyu ou tamari e alga kombu.

Utilização mais comum: alimento proteico. Pode substituir a carne em praticamente todas as receitas, eventualmente com algumas adaptações.

Utilização medicinal: Georges Ohsawa integrava o seitan nas diferentes variantes da dieta n.º 7, como alimento específico.

21. Farinhas e sêmolas

Características: contêm os nutrientes do cereal, embora estes se degradem por oxidação; o grão conserva melhor as suas propriedades. A sêmola de milho apresenta uma moagem mais grossa. A sêmola de trigo é pré-cozida, o que a torna mais prática na cozinha.

Utilizações mais comuns: pão, papas, sopas, bolos, cremes e seitan, entre outras preparações. A farinha integral apresenta vantagens em termos de sabor, textura, digestibilidade e saúde.

 

 

PORQUE SOIS TODOS INFELIZES, VIOLENTOS, ODIOSOS E INCAPAZES DE ACEITAR OS OUTROS ?

Georges Ohsawa – por: Rui Rato

 

resumo -

Segundo o autor, as pessoas procuram a paz, o amor e a felicidade — qualidades yin —, mas atraem sofrimento e conflitos por serem demasiado yin. Para inverter esta situação, devem tornar-se mais yang, aceitando as adversidades, vivendo com austeridade, consumindo alimentos integrais e mantendo-se fisicamente ativas.

O autor considera que o mais importante é pensar pela própria cabeça, abandonar a dependência das ideias alheias e conquistar a independência de pensamento.

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texto -

Todas as pessoas procuram a paz, o amor e a felicidade, que são yin.

O homem é yang; por isso, procura yin. Yang atrai yin. Mas acaba quase sempre por encontrar ódio, violência, infelicidade e rejeição, que são yang.

Para atrair yin, é preciso ser muito yang internamente. Yang atrai yin.

Se sois muito yin e, por isso, não aceitais a infelicidade, as desventuras, as críticas mais severas, as maiores adversidades, os problemas, o frio, a fome, a sede e dificuldades cada vez maiores, ireis atrair yang: a infelicidade.

Não adianta serdes ricos, terdes uma conta bancária na Suíça, serdes reis ou rainhas, serdes famosos, fazerdes a dieta A, B ou C, ou serdes filhos de Deus ou primos de Buda. Se sois muito yin, se adorais a fruta e os doces, se comeis e bebeis muito e ainda não conheceis o Princípio Único que resolve todos os problemas, um após outro, a infelicidade é inevitável. É a Ordem do Universo; não há nada a fazer. Yin atrai Yang.

Para afastardes os problemas — yang —, tendes de ser yang, como o Sol, que tudo ilumina, tudo aquece e tudo purifica. Yang repele yang.

Para serdes Yang, tereis de comer pouco, beber pouco, dormir pouco, comer alimentos integrais — yang — em vez de refinados — yin —, praticar exercício físico e ser ativos — yang — sem gastar um cêntimo — yang. Se ides para o ginásio, é porque sois muito yin.

Mas o mais importante para serdes yang é pensardes pela vossa própria cabeça. Se pedis o cérebro de outra pessoa para pensar, é porque sois muito yin: sois escravos das ideias dos outros.

A doença do espírito, a doença mental, é a que produz mais miséria, infelicidade, ódio e violência.

POR FAVOR, PENSAI PELA VOSSA PRÓPRIA CABEÇA. SEDE INDEPENDENTES.


 

Sunday, November 1, 2026

 

TRANSMUTAÇÃO PRÁTICA

Dr. Martín Macedo – IN: “O Regresso do Homem de Sal”

resumo -

Segundo o autor, a transmutação (*) é possível porque tudo no universo está em constante mudança, sob a ação das forças yin e yang. Estas representam duas direções opostas e complementares, provenientes de uma força primordial identificada com Deus.

O ser humano não cria a mudança, mas pode influenciar a sua direção e velocidade. Nessa capacidade de orientar a transformação do corpo e da vida reside a sua liberdade.

Aplicando esta perspetiva à saúde, o autor considera que a doença nunca permanece verdadeiramente estável: evolui para a melhoria ou para o agravamento. Atribui à alimentação yin ou yang um papel determinante no enfraquecimento ou fortalecimento da vitalidade e na evolução da doença.

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texto -

 

As possibilidades são infinitas, tantas quantas a mente humana possa conceber. A nossa inteligência pode criar milhares de imagens, dezenas de milhares de sonhos e milhões de situações «imaginárias».

Dizem que a imaginação é mais poderosa do que a vontade. Também se diz que nada é impossível. Então, será a transmutação uma utopia? Definitivamente, é uma possibilidade real. Muitas pessoas, ao longo da história, conseguiram concretizar uma possibilidade que, originalmente, pertencia ao plano da criação mental.

Algumas pessoas pensam que a transmutação é uma espécie de magia. Talvez o seja, na medida em que esta arte procura criar algo a partir de uma realidade diametralmente oposta.

A lógica da filosofia e da medicina orientais é antagónica à lógica ocidental. Aparentemente, são irreconciliáveis, mas ambas têm a sua parte de verdade. Apenas a perspetiva é diferente. A lógica oriental considera que todos os fenómenos estão em constante mutação, transformando-se invariavelmente no seu oposto, ainda que, para isso, sejam necessários milhares de anos. O ponto de partida desta forma de raciocinar é a mudança incessante, à qual nada, absolutamente nada, pode escapar. Este processo dinâmico leva todos os fenómenos, qualquer que seja a sua natureza e em qualquer parte do universo, a moverem-se em direção ao seu oposto. O que está em cima, mais cedo ou mais tarde, tem de descer. O que está em baixo tem, forçosamente, de subir.

Inevitavelmente, tudo tem de se mover numa de apenas duas direções possíveis. Se estou a meio de uma escada, as minhas únicas opções são subir ou descer. Poderei optar por descansar num determinado lance de escadas, mas, mais cedo ou mais tarde, aborrecer-me-ei e tomarei uma das duas direções possíveis. O impulso primordial do universo empurra-me com força infinita para o movimento, e nada pode escapar ao movimento, ainda que algumas coisas pareçam não mudar. Simplesmente pararam numa curva da escada.

O facto de tudo ser impulsionado para a mudança por uma força omnipotente deveria encher-nos de felicidade. A transmutação é possível e, voltando ao nosso exemplo da escada, compreendemos que o nosso enigma não é assim tão difícil. Só há duas direções em que nos podemos mover: para cima ou para baixo. Como todos os fenómenos estão incluídos nesta superlógica fundamental, tudo pode ser mudado de acordo com a nossa vontade.

Para começar, tudo está a transmutar-se, ainda que a uma velocidade infinitamente lenta. O impulso fundamental, que não permite a estagnação, está a transmutar cada átomo do universo. O nosso corpo é uma grande aglomeração de átomos. Está a transmutar-se, e não o podemos evitar. Só podemos acelerar essa transmutação e dar-lhe uma direção. Esta é a liberdade do ser humano.

O homem não produz as mudanças. É Deus quem as produz. O homem pode colaborar, acelerando-as ou retardando-as, e também pode dar-lhes uma direção. Só há duas direções. Posso inspirar ou expirar, abrir ou fechar os olhos, contrair ou relaxar um músculo, ativar-me ou acalmar-me. São sempre duas direções. É assombroso: são sempre duas. Nunca é uma, mas duas. Posso acelerar ou retardar o envelhecimento. Posso enfraquecer ou fortalecer o coração. Posso aumentar ou diminuir o peristaltismo intestinal. Posso aumentar ou diminuir a secreção de determinadas hormonas. Sempre duas. Yin e yang. Aqui está o segredo do universo.

Sempre duas, surgindo do UM, a força primordial e omnipotente que tudo impulsiona para o movimento. E nós podemos escolher a direção, já que não é assim tão difícil: yin ou yang.

Raciocinando da mesma maneira, perante uma doença qualquer, concluímos que esta não pode permanecer «estável». Ou melhora gradualmente ou piora. A estabilidade é uma ilusão médica. Yin é a força que expande, desintegra ou decompõe. Yang reúne, condensa e aumenta a velocidade. Esse doente «estável» só pode yinizar-se ou yanguizar-se, com mudanças lentas ou rápidas. Se ingerir alimentos yin, a sua escassa força será dispersa e o quadro clínico piorará. Se ingerir alimentos yang, naturais e de boa qualidade, a sua vitalidade será mais sólida e ativa. Todos os doentes têm a possibilidade de se curar ou de piorar.

O universo não permite a estabilidade, ainda que os cientistas ocidentais se esforcem, com os seus sofisticados equipamentos, por contrariar o braço omnipotente do universo. Não se pode vencer Deus. Ele é invencível. É a origem de toda a força. O estado clínico do doente só pode agravar-se ou melhorar.

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(*) Neste contexto, transmutação significa uma transformação profunda de um estado noutro, sobretudo no seu oposto: da fraqueza para a força, da doença para a saúde ou da agitação para a calma.

Segundo o autor, tudo está continuamente a transformar-se pela ação de yin e yang. A «transmutação prática» consiste em orientar essa mudança numa direção desejada, através das escolhas e dos hábitos, incluindo a alimentação.

 

 

 

 

 

Friday, October 30, 2026

 

ALIMENTAÇÃO MACROBIÓTICA

§  Não, na Macrobiótica não há nenhum remédio milagroso.

§   Desculpem a sinceridade.

§  Há opções que se fazem diariamente, sim diariamente, que fazem a diferença na sua condição de saúde, no seu humor, na sua imunidade, no seu grau de consciência, no seu foco, na sua vitalidade,...

§  Não há nenhum chá de feijão, de miso, de alga, de.... que lhe dê a capacidade de inverter instantaneamente o rumo da sua saúde, o seu foco, o...

§  Porque muitas vezes bebemos o chá e a seguir comemos um pastel de nata. Comemos a sopa de miso e a seguir um entrecosto grelhado e vinho tinto....

§  Os remédios caseiros muitas vezes só nos distraem do que realmente temos de fazer, que é conhecer a energia dos alimentos, perceber a nossa condição e aquilo que precisamos (ou até como nos queremos sentir nesse dia) e fazer escolhas segundo o que for mais adequado.

§  É normal que a alimentação atual nos tenha conduzido ao que estamos a assistir. Comer todos os dias alimentos refinados, açucarados, cheios de gorduras trans, excesso de proteína animal, lacticínios,...

§  Cada vez mais estou convencida se que na maioria das vezes o que deixamos de comer é o mais importante.

§  Se lhe prometerem curas milagrosas só por beber um chá (dos da macrobiotica, não de outros) desconfie. Possivelmente haverá algum engano. Ou não. Pode apenas ser a experiência daquela pessoa em concreto, que para além do chá fez outras mudanças na sua vida.

§  Se comer diariamente cereais integrais, vegetais variados (raizes, folhas verdes, vegetais redondos), leguminosas ou derivados, gorduras de boa qualidade e alguma fruta, ... e retirar tudo o que disse acima, aí sim, vai sentir o milagre.

§  Que possa estar saudável, livre de perigo, com as pessoas que ama, a fazer escolhas em liberdade, feliz...

§  Que possa experimentar o milagre de estar vivo hoje.

Com Amor

Dulce da Mil Grãos (Macrobiótica e Mindfulness)

 

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