Monday, July 20, 2026

 

A SANTA TRÍADE DA LONGEVIDADE JAPONESA

Rui Rato

Se queres elevar a tua energia, digestão e clareza mental a outro nível, prepara-te!  Estes três pilares não são apenas uma "dieta" — são uma FILOSOFIA DE VIDA INTEGRAL !

1. SHO-SHOKU (少食) — A ARTE DE NUTRIR SEM OPRIMIR

COMER DEMAIS = ROUBAR A TUA PRÓPRIA ENERGIA VITAL

O CONCEITO PROFUNDO

No Ocidente, a obsessão é: "Quantas calorias entram?"  No Sho-shoku, a pergunta-chave é: "QUANTA ENERGIA O TEU CORPO GASTA SÓ PARA DIGERIR?"

A digestão de refeições pesadas consome até 60% da tua energia diária! Quando praticas o Sho-shoku, estás a libertar uma quantidade brutal de energia metabólica para o teu cérebro , sistema imunitário  e reparação celular .

O MECANISMO BIOLÓGICO & ESPIRITUAL

 AUTOFAGIA ATIVADA: Ao comeres menos (e respeitares o Hara Hachi Bu — ficar 80% satisfeito), as tuas células limpam o "lixo" acumulado!

• PRESERVAÇÃO DO KI (ENERGIA VITAL): Estômago pesado = mente pesada . Estômago leve = espírito desperto !

 FIM DA INFLAMAÇÃO SUBCLÍNICA: Menos excesso metabólico significa menos stresse oxidativo no teu sangue .

2.  SO-SHYAKU (咀嚼) — A TRANSMUTAÇÃO PELA SALIVA

CADA GARFADA É UMA MEDITAÇÃO. A TUA BOCA É O TEU PRIMEIRÍSSIMO ESTÔMAGO!

O CONCEITO PROFUNDO

O So-shyaku exige mastigar cada garfada DE 30 A 100 VEZES !! Parece exagero? Não é! É a transformação química do alimento sólido em líquido puro antes de engolir!

O MECANISMO BIOLÓGICO & ESPIRITUAL

• BANHO ENZIMÁTICO: A saliva não serve só para molhar! Ela é rica em amilase (ptialina) e lipase lingual. Quando mastigas profundamente, o teu estômago quase não tem trabalho a decompor hidratos de carbono e gorduras!

 SINALIZAÇÃO DA HORMONA DA SACIEDADE: O teu cérebro demora ~20 minutos a libertar a leptina. Mastigar devagar é o "truque supremo" para nunca comeres em excesso sem passar fome!

• ALQUIMIA ENERGÉTICA: Na visão oriental, mastigar absorve o Prana/Ki do alimento diretamente pelos recetores da boca .

3. SHIZEN-SHOKU (自然食) — A CONEXÃO SAGRADA COM A TERRA

"SHINDO FUJI" (身土不二): O TEU CORPO E A TERRA SÃO A MESMA COISA!

O CONCEITO PROFUNDO

Não adianta mastigar muito nem comer pouco se estás a colocar LIXO QUÍMICO para dentro!  O Shizen-shoku prega a ingestão de alimentos no seu estado puro, vivo, sazonal e local!

O MECANISMO BIOLÓGICO & ESPIRITUAL

• ALIMENTOS INTEGRAIS (HOLISTIC FOODS): Comer a maçã com casca, o arroz integral completo, as raízes inteiras! A natureza criou o alimento com o equilíbrio perfeito de fibras, vitaminas e minerais .

• SAZONALIDADE PERFEITA: Alimentos de Verão arrefecem o corp; alimentos de Inverno aquecem a tua fogueira interna !

• MICROBIOMA EM FESTA: Sem pesticidas, conservantes ou ultraprocessados, a tua flora intestinal flora como um jardim celestial  microbiano!

 A ENGRENAGEM PERFEITA DA VIDA

HIZEN-SHOKU (Comida Inteira/Rica em Fibras)

A BOCA COMO O "PRIMEIRO ESTÔMAGO" NA MEDICINA ORIENTAL

 A VERDADEIRA DIGESTÃO NÃO COMEÇA NO ESTÔMAGO — COMEÇA NA BOCA!

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e na filosofia alimentar japonesa, a boca não é vista apenas como uma "porta de entrada" para a comida. Ela é literalmente o PRIMEIRO ESTÔMAGO (e, sob vários aspetos energéticos, o mais importante de todos)!

A BOCA NO SISTEMA DOS CINCO ELEMENTOS (MTC)

Na MTC, a boca e os lábios são a abertura externa do Elemento Terra , associado ao par de órgãos Baço-Pâncreas e Estômago:

BOCA: O "ESPELHO" DO PÂNCREAS E ESTÔMAGO

• Lábios e paladar: a saúde, a cor e a humidade dos teus lábios refletem diretamente o estado da tua energia digestiva (Pi Qi).

• A saliva como Líquido Precioso (Jin Ye): na visão oriental, a saliva não é apenas água com enzimas; é um fluido vital alquímico impregnado com a tua energia ancestral.

O QUE ACONTECE NO "PRIMEIRO ESTÔMAGO"? (A PROFUNDIDADE DO PROCESSO)

Quando compreendes a boca como o primeiro estômago, percebes que engolir comida sem mastigar é o equivalente a atirar pedras para dentro de um liquidificador desligado !

1. A ALQUIMIA ENZIMÁTICA (O PRÉ-COZINHADO QUÍMICO)

• O estômago não tem dentes!  O seu trabalho é essencialmente ácido e mecânico (mistura).

• A degradação dos hidratos de carbono complexos (como o arroz integral do Shizen-shoku) começa exclusivamente na boca através da ptialina (amilase salivar).

• Se engolires à pressa, esses hidratos de carbono chegam ao estômago sem estarem devidamente quebrados, gerando fermentação, gases e estagnação de Ki .

2. A PRESERVAÇÃO DO FOGO DIGESTIVO (Fogo do Triplo Aquecedor)

• Para a medicina oriental, o estômago precisa de calor para "cozinhar" os alimentos .

• Quando mastigas prolongadamente (So-shyaku), o alimento é aquecido até atingir a temperatura exata do corpo antes de descer.

• Ao engolires comida mal mastigada ou fria, atiras "água gelada" para cima do teu Fogo Digestivo — forçando o corpo a gastar a sua preciosa energia renal (Jing) só para aquecer o estômago!

3. A EXTRAÇÃO DO PRANA/KI SUTIL

• Os alimentos contêm dois tipos de nutrição:

1.      Nutrição Física: proteínas, gorduras, hidratos de carbono, minerais.

2.      Nutrição Energética (Ki ou Prana): a força vital do alimento.

• Os recetores gustativos na língua e no céu da boca são antenas de absorção! Quando mastigas até o alimento se tornar líquido, extrais a energia sutil do alimento diretamente para os meridianos do corpo, antes sequer de ocorrer a absorção intestinal !

·       EM RESUMO: Comes comida real (Shizen-shoku), transformá-la em líquido na boca (So-shyaku) e, como consequência natural, precisas de muito menos quantidade para ficar transbordando de energia (Sho-shoku ) !


 

À DESCOBERTA DOS LEGUMES

Drª Helena Corrales

Embora os legumes e as frutas sejam sempre alimentos de acompanhamento, não é de mais conhecer alguns aspetos desconhecidos da maioria das pessoas, tais como o seu efeito desintegrador e a sua influência no nosso equilíbrio, tanto físico como mental.

Os legumes são definidos como todas as partes da planta que consumimos, exceto as que contêm as sementes: referimo-nos às raízes, aos caules, às folhas, etc.

No entanto, o termo «legume» não é utilizado na botânica, tal como o termo «hortaliça». Neste sentido, «hortaliça» inclui qualquer planta cultivada numa horta de regadio, com exceção das árvores de fruto e dos cereais. A hortaliça é a planta completa, enquanto o legume se refere apenas a uma parte da planta.

De acordo com a parte da hortaliça que consumimos, podemos classificar os legumes em vários grupos:

·       Legumes de raiz: cenouras, nabos, rábanos, pastinacas, gengibre, raiz de lótus, kuzu, etc.

·       Legumes redondos: couve, couve-flor, couves-de-bruxelas, brócolos, abóbora Hokkaido, etc.

·       Legumes de talo: cebolas, aipo, alho-francês, espargos, etc.

·       Legumes de folha: chicória, couve-chinesa, acelga, espinafres, borragem, alface, etc.

·       Legumes de flor: alcachofras.

·       Legumes de fruto: tomates, pepinos, pimentos, beringelas, etc.

A sabedoria popular afirma que os legumes de raiz fortalecem e ajudam a manter os pés assentes na terra. Do mesmo modo, os legumes redondos centram, ao contribuírem para a regulação dos níveis de glicose no sangue, enquanto os legumes de folha relaxam ou soltam. Este comportamento é facilmente observável tanto no plano físico como no comportamental.

Todos distinguem o efeito da cenoura e do tomate no trânsito intestinal. A primeira tem um efeito adstringente, pelo que ajuda a travar a diarreia, enquanto o segundo produz o efeito oposto, graças ao seu forte efeito laxante. Por outro lado, o efeito das especiarias na dispersão mental é facilmente observável. Muitas especiarias são frutos da planta, como os pimentos e as malaguetas, entre outros.

Os tubérculos e os cogumelos merecem uma menção à parte, pois deveriam ser alimentos de consumo ocasional devido ao grande desequilíbrio na relação sódio-potássio.

Os tubérculos são caules engrossados da planta que armazenam substâncias de reserva sob a forma de amido. Os mais conhecidos são os inhames, as chufas (tigernuts), a batata-doce e as batatas comuns.

Os cogumelos são a parte reprodutora dos fungos. Ao contrário das plantas, os fungos são heterotróficos, ou seja, alimentam-se de matéria vegetal em decomposição, já que, por não terem clorofila, não realizam a fotossíntese. Reproduzem-se por esporos. Os mais conhecidos são os cogumelos comuns, os boletos, os míscaros, os shiitake, etc.

O papel dos legumes no metabolismo e na drenagem

Vamos falar do papel dos legumes no metabolismo e na drenagem. Deste modo, aprenderemos a escolher tanto a quantidade que consumimos como a sua proporção relativamente aos restantes alimentos da ementa.

Alimentos construtores e desintegradores

Definimos metabolismo como o conjunto de reações químicas que têm lugar no nosso organismo e que sustentam a vida.

Falamos de anabolismo para nos referirmos às reações através das quais, a partir dos alimentos que consumimos, construímos novas células, hormonas, neurotransmissores, etc.

Em contrapartida, o catabolismo agrupa as reações de desintegração que favorecem a excreção e a eliminação dos resíduos produzidos no nosso organismo.

Para gozarmos de boa saúde, deve existir um equilíbrio entre o anabolismo e o catabolismo, sendo a proporção dos alimentos que ingerimos determinante em todos os casos.

Os alimentos que favorecem o anabolismo e, consequentemente, a construção de tecidos, a síntese de hormonas, etc., são ricos em proteínas: carne, peixe, ovos e produtos lácteos.

Os que favorecem o catabolismo, ou seja, a drenagem e a desintoxicação, são desintegradores e têm um elevado teor de água: frutas e legumes.

Os cereais, as leguminosas e a água seriam, neste caso, alimentos neutros.

Os meios de comunicação social recomendam-nos que reduzamos o consumo de alimentos altamente proteicos e incitam-nos a comer frutas, saladas, legumes e sumos sem limite. De tal modo que existe a ideia generalizada de que, quanto mais fruta e legumes as nossas crianças comerem, melhor saúde terão.

Contudo, comer demasiados legumes e frutas pode dar origem a carências e até a desnutrição, em casos graves. Pelo contrário, dar ênfase aos alimentos construtores pode provocar problemas de acumulação, tanto de proteínas e gorduras como de resíduos metabólicos.

É por isso que os legumes e as frutas devem ser sempre alimentos de acompanhamento, nunca o prato principal.

Para compreendermos, de forma simples, em que proporção devemos comer, pensemos numa paelha, em que há muito arroz (alimento neutro), alguns legumes (alimento desintegrador) e algum conduto (proteína, alimento construtor).

Crucíferas e solanáceas

Duas famílias de plantas comestíveis muito diferentes entre si: umas, muito populares, de consumo diário e menos saudáveis; outras, muito mais interessantes do ponto de vista da saúde e pouco consumidas pela maioria das pessoas.

As crucíferas: os superalimentos

São um conjunto de legumes pouco frequentes à nossa mesa, em alguns casos por serem considerados alimentos de pobres e, noutros, devido ao cheiro característico que libertam durante a cozedura. No entanto, são muito interessantes do ponto de vista da saúde.

Os legumes da família das crucíferas (couve, couve-flor, nabo, rábano, couves-de-bruxelas, brócolos, etc.) são ricos em sulforafanos — compostos existentes nas crucíferas que estimulam a produção de enzimas —, o que lhes confere propriedades anticancerígenas. Estes compostos são responsáveis pelo forte cheiro a enxofre libertado durante a cozedura.

Do mesmo modo, são muito ricos em vitaminas A, E e C, todas elas poderosos antioxidantes.

Uma opção saudável consiste em incluí-los nas nossas ementas em substituição das solanáceas (batatas, tomates, beringelas e pimentos), muito menos saudáveis.

O nabo merece uma menção especial, pois, além de ser um poderoso antioxidante, é um grande depurativo e um diurético suave que estimula o sistema imunitário, prevenindo, assim, as doenças degenerativas e o cancro.

É também indicado em casos de obesidade e diabetes, colesterol e ácido úrico elevados, bem como de distúrbios digestivos, já que favorece a secreção da bílis.

É igualmente recomendado nas constipações, para descongestionar o peito e baixar a febre. Nas doenças cardiovasculares, regula os níveis de homocisteína — um aminoácido presente no plasma sanguíneo e relacionado com o aparecimento de doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC), a doença coronária ou o enfarte do miocárdio, uma vez que níveis elevados podem provocar alterações nos vasos sanguíneos. Vale a pena conhecer este poderoso legume.

As solanáceas e as suas desvantagens

As solanáceas são uma família botânica à qual pertencem os tomates, as batatas, as beringelas e os pimentos.

Os dois primeiros são os legumes mais consumidos atualmente, em comparação com a couve, o nabo ou a cebola, entre outros. Os nutricionistas que veem os alimentos apenas como uma soma de nutrientes consideram-nos saudáveis e ricos em hidratos de carbono, vitaminas e antioxidantes. Além disso, são alimentos baratos e fáceis de cultivar.

Contudo, quando abordamos a nutrição segundo uma perspetiva mais ampla, verificamos que estes quatro legumes pertencem à mesma família botânica do tabaco, do meimendro e da mandrágora, sendo os dois últimos classificados como alucinogénios.

Todas estas plantas contêm alcaloides tóxicos chamados solaninas, como a nicotina do tabaco.

Historicamente, os tomates e as batatas não existiam na Europa antes da descoberta da América. Colombo introduziu-os no Velho Continente como plantas ornamentais e, curiosamente, na atualidade, as batatas substituíram os cereais como fonte de hidratos de carbono na alimentação humana, com as repercussões na saúde que o seu consumo implica.

Porque é desaconselhável o consumo de tomates, batatas, pimentos e beringelas? Para além das solaninas que contêm, são demasiado ricos em potássio relativamente ao sódio. Isto significa que debilitam os rins, favorecem a perda de álcalis (alcalinidade) através da urina ou, por outras palavras, descalcificam e, portanto, danificam o sistema osteoarticular. Se quisermos preservar a nossa saúde, é aconselhável que o consumo de solanáceas seja ocasional.

CONCLUSÃO

Podemos consumir todos os tipos de legumes como alimentos de acompanhamento, mas daremos preferência aos de raiz e aos redondos, como foi explicado no início do artigo, e deixaremos os legumes de fruto e os tubérculos para consumo ocasional, sobretudo se a nossa saúde não for boa.

 

Saturday, July 18, 2026

 

Síntese de post de Rui Rato, retirado do seu site

Horário ideal das refeições segundo a Medicina Tradicional Chinesa

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), cada período do dia está associado ao funcionamento mais intenso de determinados órgãos e sistemas energéticos. Respeitar este ritmo pode favorecer uma melhor digestão, níveis de energia mais estáveis e um maior equilíbrio físico e emocional.

1. Pequeno-almoço (7h–9h) – Fortalecer a Terra (Estômago)

Este é o período de maior atividade do Estômago.

Não tomar o pequeno-almoço pode contribuir para:

  • menor produção de energia ao longo do dia;
  • cansaço físico e mental;
  • dificuldades de concentração;
  • enfraquecimento gradual da função digestiva.

Na perspetiva da MTC, um pequeno-almoço morno e nutritivo fortalece o sistema digestivo e ajuda a manter uma energia estável durante todo o dia.

2. Almoço (11h–13h) – Nutrir o Fogo (Coração)

O meio-dia corresponde ao pico energético do Coração.

Um almoço insuficiente, demasiado pesado ou ingerido com pressa pode favorecer:

  • sonolência após a refeição;
  • menor capacidade de concentração;
  • irritabilidade e ansiedade;
  • digestão difícil.

A tradição recomenda que esta seja a principal refeição do dia, tomada com tranquilidade e mastigando bem os alimentos.

3. Jantar (17h–19h) – Preservar a Água (Rins)

Ao final do dia, o organismo prepara-se para o repouso e para os processos de recuperação.

Jantares abundantes ou muito tardios podem contribuir para:

  • digestão difícil;
  • sono menos reparador;
  • sensação de peso ao acordar;
  • menor recuperação durante a noite.

Na MTC, recomenda-se um jantar leve, simples e tomado algumas horas antes de deitar.

O ciclo do desequilíbrio

Um pequeno-almoço insuficiente pode conduzir a um almoço apressado ou excessivo, aumentando a fome ao final do dia e favorecendo um jantar demasiado abundante. Este padrão pode comprometer a qualidade do sono e dificultar um despertar com apetite, perpetuando o ciclo.

Em síntese

  • Pequeno-almoço: alimentar a Terra.
  • Almoço: nutrir o Fogo.
  • Jantar: preservar a Água.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, respeitar o ritmo natural das refeições constitui um dos pilares da prevenção e da manutenção da saúde, contribuindo para uma digestão mais eficiente, maior vitalidade e melhor equilíbrio físico e emocional.


Monday, July 13, 2026

 

QUEM NÃO É FELIZ NÃO DEVE COMER

Rui Rato

O mestre supremo da filosofia e medicina do extremo oriente, George Ohsawa dizia: "QUEM NÃO É FELIZ NÃO DEVE COMER."

À primeira vista, esta máxima parece radical, mas ela esconde uma verdade biológica e espiritual absoluta: o alimento só nos nutre verdadeiramente se houver luz dentro de nós para o transmutar! No centro desta engrenagem perfeita está o Shen, a energia do Espírito que habita o nosso Coração (o Elemento Fogo). O Shen é o nosso Sol interior, e a verdadeira felicidade é o próprio Shen em perfeita harmonia!

O Fogo que Aquece a Terra

Na dança mágica dos 5 Elementos, o Fogo é o elemento que gera e nutre a Terra, que por sua vez governa o Estômago e o Baço-Pâncreas.

A Terra representa a nossa capacidade de digestão, o centro que nos ancora e a nossa saúde física — o solo sagrado que sustenta 80% da vida e da nossa vitalidade!

O que acontece quando o Shen não está feliz?

Um Shen apagado é como um Sol coberto por nuvens densas e escuras. Sem o calor do Fogo, ele não consegue aquecer a Terra. O nosso centro arrefece, a digestão bloqueia e o corpo perde totalmente a capacidade de transformar o alimento em energia vital (Ki). Comer em estado de infelicidade, pressa, raiva ou amargura é o equivalente a deitar sementes num solo gelado: nada floresce, nada nutre!

Um Mundo Sem Sol

Imagina a vida na Terra sem o Sol. Seria um planeta estéril, escuro, entregue ao gelo e à estagnação total. Não seria de todo possível haver vida!

O mesmo acontece com o nosso ecossistema interno. Sem a alegria do Shen:

• O Elemento Metal perde o fôlego e a inspiração;

• A Água gela e estagna nos rins;

• A Madeira torna-se rígida, seca e quebradiça.

Conclusão Sagrada

Como ensinava magnificamente o mestre Ohsawa, a saúde começa na nossa postura e sorriso diante da vida! Cuidar da alegria não é um bónus, é a primeiríssima regra da nutrição! Antes de alimentar o corpo, precisamos de acender o Fogo do Coração.

Só quando o Shen sorri é que a Terra se torna fértil para receber o alimento e celebrar a vida em pleno e absoluto esplendor!

CONCLUSÃO DEFINITIVA: SE NÃO ESTÁS FELIZ, NÃO COMAS!

Exatamente! Essa é a chave de ouro de todo este ensinamento! Se não estás feliz, não comas!

Quando forças a comida para dentro do corpo estando triste, irritado, ansioso ou infeliz, acontece o pior: quanto mais comes nessas condições, mais veneno produzes!

A Química do Veneno Interno

Sem o fogo da alegria e com o Shen apagado, o teu sistema digestivo simplesmente para. A comida não é digerida, ela apodrece e fermenta no estômago e nos intestinos!

A nível energético e biológico, isto gera:

• Toxinas Psicológicas e Físicas: O alimento transforma-se em Ama (toxinas/veneno) que sobrecarrega o fígado e o sangue.

• Bloqueio Total de Energia: Em vez de ganhares força (Ki), gastas a pouca energia que tens a tentar livrar-te de uma refeição que caiu como uma pedra.

O que fazer em vez de comer?

Se o teu Sol interior não está a brilhar, fecha a boca e cuida primeiro do teu espírito!

1. Bebe uma sopa de miso (conforta a Terra sem dar trabalho ao Estômago).

2. Caminha na natureza (ajuda a circular a energia estagnada).

3. Canta, chora ou respira fundo (liberta o aperto no Coração).

Só quando o teu sorriso voltar, nem que seja um pouquinho, e o teu Shen recuperar o calor, é que a mesa estará pronta para ti! Alimenta primeiro a tua alma, e só depois o teu corpo!

 

Pode ser uma imagem de texto que diz "A MÁXIMA DE GEORGE OHSAWA SE NÃO ESTÁS FELIZ NÃO COMAS"

Saturday, July 11, 2026

 

AGAR-AGAR

Clara Castellotti

O agar-agar não corresponde a uma única alga, mas sim a uma substância natural extraída de várias espécies de algas vermelhas. É um excelente gelificante vegetal, muito apreciado na culinária macrobiótica pela sua versatilidade e pelas suas propriedades nutricionais.

A sua principal riqueza reside na fibra alimentar solúvel. Como não é digerida nem absorvida pelo organismo, favorece o funcionamento intestinal, aumenta o volume das fezes e contribui para um trânsito intestinal mais regular. Ao formar um gel suave no aparelho digestivo, proporciona também uma agradável sensação de saciedade, podendo ser um bom aliado em programas de controlo do peso.

O consumo regular de agar-agar, integrado numa alimentação equilibrada, pode contribuir para a manutenção de níveis normais de colesterol e para o bom funcionamento do sistema digestivo.

Na tradição macrobiótica, o agar-agar é considerado um alimento de natureza refrescante, sendo especialmente apreciado durante os meses mais quentes do ano. As gelatinas preparadas com sumos naturais de fruta, como o sumo de maçã, constituem sobremesas leves, hidratantes e agradáveis, particularmente indicadas no Verão. São também frequentemente utilizadas quando se pretende uma alimentação suave e de fácil digestão.

Graças ao seu sabor neutro, o agar-agar combina facilmente com frutas, compotas sem açúcar, purés de fruta, bebidas vegetais, cremes e outras preparações, permitindo confeccionar sobremesas saudáveis sem necessidade de recorrer às gelatinas de origem animal.

Algumas das suas principais características

  • Rico em fibra alimentar.
  • Favorece a regularidade intestinal.
  • Proporciona uma sensação natural de saciedade.
  • É praticamente isento de calorias.
  • Constitui uma excelente alternativa vegetal à gelatina de origem animal.
  • Muito versátil na preparação de sobremesas, mousses, pudins, flans, compotas e terrinas vegetais.
  • Especialmente recomendado para sobremesas leves e refrescantes durante o Verão.

Sugestão macrobiótica: experimente preparar uma gelatina de agar-agar com sumo de maçã biológico ou com uma combinação de maçã e pêra. Pode enriquecê-la com alguns cubos de fruta da estação e servir fresca como sobremesa ou lanche.

 

The image shows a glass of water on a table with a quote by Jᅢᄅrᅢᄅmy Anso about the benefits of intermittent fasting, including saving weapons against modern consumer society and saving 3,000 euros annually for investment.

Os conteúdos gerados por IA podem estar incorretos.

O  JEJUM

INTERMITENTE

Por: Jérémy Anso (http://www.dur-a-avaler.com/faire-un-jeune-intermittent-article-invite/) 

O jejum intermitente é uma arma ancestral cujos segredos vou deixar-vos aqui, a fim de transformar a vossa vida e colocar todas as chances do vosso lado para estarem de boa saúde. Ireis descobrir que o jejum intermitente é uma via real para economizar dinheiro e tempo e melhorar significativamente o vosso estado de saúde.

Este método “moderno” é de facto o resultado de uma longa cadeia evolutiva herdada dos nossos antepassados. Há milhares de anos, os nossos antepassados jejuavam por intermitência. Este comportamento evolutivo desenvolvido ao longo de milhares de gerações está idealmente adaptado ao nosso organismo. O jejum intermitente confere energia e dinamismo para as longas jornadas de trabalho e igualmente descontracção e relaxação nas vossas noites de sono. Sigam este método que está inscrito em cada um de vocês, e economizarão, pelo menos, 3.000 euros por ano. Terão ao vosso dispor 1 hora livre todos os dias, até mesmo mais, para as vossas actividades favoritas. E bem mais, desfrutareis de um prazer sem nome, sinónimo do fim do vosso encarceramento na nossa sociedade de consumo, a liberdade.

As bases do jejum intermitente

O jejum intermitente, Intermittent Fasting (IF) em inglês, é uma forma de jejum muito mal conhecida e muitas vezes confundido com o jejum terapêutico. Este método não consiste em jejuar 1 semana ou mais sem actividade, tendo como único reconforto o líquido de um caldo de legumes. Ireis jejuar menos tempo – entre 16 e 24 horas – mas regularmente: 3, 4 ou 6 vezes por semana.

Escolha a sua “janela” ideal

Os seus dias dividir-se-ão doravante em dois grandes períodos:

1.   Um período de jejum – 16 horas neste exemplo

2.   Um período para se alimentar – 8 horas


Deverá agora escolher onde colocar a sua “janela” de 16 horas de jejum, segundo as suas preferências e as suas disponibilidades.

Cada um deverá ajustar a sua janela em função dos seus imperativos. Se você começar a comer a partir do meio-dia (com os colegas), comerá a sua última “bucha” do dia antes das 20 horas. Cabe-lhe a si fazer os ajustamentos necessários no dia-a-dia.

Qualquer que seja a sua escolha, você jejuará sempre 8 horas – em média – na sua cama e deverá colocar as restantes 8 horas durante o dia. Se for de manhã você irá dormir de “barriga cheia”. Se for de tarde, irá para a cama de “barriga vazia”.

Se decidir jejuar de tarde, o problema é seu. Mas deverá saber que dormir de barriga vazia é bem mais difícil de gerir do que de barriga cheia. A maioria das pessoas faz o jejum intermitente saltando o pequeno-almoço. Falo por experiência, experimentei os dois métodos para verificar estas afirmações. Resultados ? Fiz 3 meses de jejum deitando-me depois de ter comido, ao passo que nem 3 dias jejuei sem comer nada durante a tarde !

“ 3 refeições diárias ”

Atualmente, as sacrossantas “3 refeições diárias” são pilares da nossa sociedade de consumo. Dão-nos orientações nutricionais e melhoram a coesão social. Falso ! 1/3 das famílias francesas comem em cima do joelho, na rua, sozinhos, sem respeitarem as mais pequenas recomendações nutricionais.

E devemos juntar a isto os lanches e as merendas antes do almoço e do jantar. Rapidamente daremos conta da omnipresença da comida nas nossas vidas, do tempo e do dinheiro que é preciso consagrar-lhe todos os dias.

Em casa, contai com 20 minutos para comer (bem) e outro tanto para preparar a refeição. Juntai o lavar da louça e o tempo para digerir, e atingirá facilmente 1 hora ou até mais. Poucas pessoas dispõem de uma hora de manhã, para fazer isto tudo. Ficareis mal comidos ou cheios de pressa, deixando a louça para mais tarde, ou decidireis comer 2 pães com chocolate na rua (provavelmente a pior das escolhas).

A manhã foi feita para si

Utilize esta margem horária, por fim livre de toda a responsabilidade alimentar, para fazer o que sempre quis fazer:

·       Fazem-lhe falta 30 minutos diários de exercício físico para esculpir o seu corpo?! Pode fazê-lo. Faça as suas 5 séries de exercícios de musculação e parta vaidoso para o trabalho com esta nova disciplina.

·       Anda à procura de tempo para escrever uns artigos no seu blog ? Gaste 45 minutos de manhã para as suas pesquisas e escritas e passe a noite com a sua família.

·       Muito simplesmente, dormir mais uma hora torná-lo-ia feliz ? Aí a tem.

·       Há já 1 ano que deseja meditar 30 minutos ao acordar? Daqui por diante já é possível.

Umas infinidades de possibilidades abrem-se diante de si, redescubra a felicidade de fazer a sua actividade favorita ou de encontrar uma. Mas sobretudo, livre-se do horror das tarefas domésticas ao acordar, das nódoas de doce na camisa e das indigestões matinais.

Tempo é dinheiro

E toda a gente o sabe. Jejuar durante 16 horas, é reduzir mecanicamente o seu consumo de alimentos de 20 a 30%.

Mas e para a carteira? Uma baixa de 20 a 30% do seu consumo fá-lo-á economizar 1.900/ano ou seja 19.000 euros em 10 anos !

2.000 euros do orçamento alimentar desaparecem todos os anos em snacks e restaurantes em refeições já cozinhadas. Estas refeições são principalmente encomendadas durante a pausa do almoço e são evidentemente mais caras do que as mesmas refeições preparadas por si próprio. Imagine agora que tinha 30 minutos livres de manhã para preparar um almoço económico, saudável e ao seu gosto? Faça-o, e espere reduzir 600 euros às suas despesas por ano, ou seja, 6.000 euros em 10 anos (VER a Referência 1 no fim do artigo).

A partir do momento em que tenha tempo livre, terá a possibilidade de trabalhar para si. Poderá aumentar a sua produtividade, as suas criações de obras ou coaching à distância, por exemplo. Tudo isto contribui para aumentar a sua estima pessoal, o seu capital pessoal e talvez mesmo a sua conta bancária, mesmo se este último ponto for inapreciável.

A saúde é um bónus

ü   O jejum intermitente é desconhecido do grande público mas não dos cientistas. É bem mesmo ao contrário. Numerosos anos de observações, de experiências e de resultados, provam a eficácia do jejum intermitente para melhorar a sua saúde … a todos os níveis (VER as Referências 2, 3, 4, 5 no fim do artigo).

ü  O jejum intermitente protege eficazmente as células nervosas do cérebro contra as degenerescências (desgastes oxidativos), e mais particularmente, contra a doença de Alzheimer e de Parkinson. Mas não apenas, o jejum intermitente aumenta a secreção de uma hormona – a adiponectina – que previne eficazmente os riscos de enfarte, inflamações e isquémias do miocárdio.

ü  Esta prática restabelece um melhor controlo da glicemia (taxa de açúcar no sangue) graças a uma sensibilidade acrescida das células à insulina. Esta hormona é fundamental ao bom funcionamento do organismo. Se estiver em concentração muito elevada, vai levar a um grande aumento de peso e um risco acrescido para fazer diabetes melito. O jejum intermitente baixa as concentrações muito elevadas de insulina, e diminui a morbilidade. Adicionalmente, a secreção GH (Growth Hormon), a hormona de crescimento “queima-gorduras”, é acrescida de 2.000% no homem e de 1.300% nas mulheres.

ü  Se decidir saltar o pequeno-almoço, a janela óptima, irá estimular o seu sistema nervoso simpático – em lugar do parassimpático – que irá aumentar o seu estado de vigilância, a sua resistência ao stress e a sua utilização das reservas adiposas (massa gorda). Resultados? Um ganho de energia até à primeira refeição do dia, uma eficácia acrescida no trabalho, menos sonolência, nenhum problema digestivo e um retorno progressivo ao seu peso ideal.

ü  Ultimamente, o jejum intermitente luta eficazmente contra as doenças da velhice. Ele retarda e até suprime mesmo os efeitos da idade e do envelhecimento. Por fim, e não menos importante, a esperança de vida fica aumentada.

ü  Praticar o jejum intermitente, é apostar numa saúde de ferro. O seu médico será posto de parte e todas as despesas – pelo menos 500 euros/ano, sejam 5.000 euros em 10 anos – irão com ele.

O medo da barriga

“É preciso comer para viver”. Hoje, esta frase não tem verdadeiramente sentido. A espécie humana suplantou as leis da natureza, nós sobre produzimos bens alimentares. O acesso aos alimentos é ultra facilitado para nos levar a consumir, cada vez mais. Estamos em vias de “viver para comer”.

A maior parte de entre vós pensa que é imperativo tomar o pequeno-almoço para não cair para o lado no escritório às 11 horas da manhã devido a uma hipoglicémia. A maior parte de entre vós pensa que jejuar 16 ou 24 horas vos irá reter na cama, e obrigará o vosso organismo a devorar os músculos ou os órgãos vitais.

A indústria agro-alimentar conseguiu a incrível façanha de vos dar cada vez mais calorias, mais comida, e de vos fazer crer que ainda não comem o suficiente.

A alimentação irá doravante tornar-se numa ferramenta, que receberá um mínimo de atenção para um máximo de resultados.

Ousará dar o passo ?

Não existe apenas um método de jejum intermitente, mas uma multitude de combinações segundo os vossos gostos e disponibilidades. Pessoalmente, eu jejuo 16 horas por dia, das 22 horas às 14 horas, de segunda a sexta feira. No sábado e domingo, são refeições em família, refeições improvisadas, quero a minha liberdade.

Um outro método? Existe um jejum intermitente muito célebre – Fast 5 – que requer uma grande disciplina, e que consiste em jejuar 19 horas por dia. Ideal para restabelecer uma silhueta de sonho. Podeis igualmente jejuar 2 x 24 horas por semana, não mais. Resultados garantidos.

Mas o jejum intermitente, é sobretudo fácil. Mesmo que você coma de 3 em 3 horas, o corpo habitua-se muito rapidamente (em 3 dias no meu caso) às mudanças de ritmo. Porquê? Nós somos pré dispostos a jejuar por intermitência todos os dias desde a noite dos tempos. Os nossos antepassados alimentaram-se desta maneira durante milhões de anos, em que uma única refeição por dia, à noite e em família, era a norma.

Hoje, as nossas tradições e os nossos costumes mudaram muito, mas as nossas funções vitais e o nosso funcionamento óptimo estão conservados no fundo de cada um de nós.

O jejum intermitente devolve-nos as nossas armas ancestrais para lutarmos contra os flagelos da sociedade de consumo moderna, e pelo menos 3.000 euros de economia por ano para investirmos onde desejarmos.

O que espera para experimentar?

Referências

1.   1. Insee, inquérito orçamental das famílias, 2006.

2.  2. Martin, B., Mattson, M.P. & Maudsley, S. 2006. Caloric restriction and intermittent fasting: Two potencial diets, for successful brain aging. Ageing Research Reviews, 5, 332-353.

3.   3. Masoro, E.J. 2000. Caloric restriction and aging: an update. Experimental Gerontology, 35, 299-305.

4.   4. Mattson, M.P. & Wan, R. 2005. Beneficial effects of intermittent fasting and caloric restriction on the cardiovascular and cerebrovascular systems. The Journal of Nutricional Biochemistry, 16, 129-137.

5.   5. Varady, K.A. & Hellerstein, M.K. 2007. Alternate day fasting and chronic disease prevention: a review of human and animal trials. The American Journal of Clinical Nutrition, 86, 7-13.

 

Jérémy Anso é o autor do blog “Dur à avaler” (Difícil de engolir) – http://www.dur-a-avaler.com/  – onde nos faz partilhar a sua visão científica do impacto da nossa alimentação e dos nossos comportamentos na saúde humana.

VER mais em: http://www.objectifsliberte.fr/faire-un-jeune.html (o Blog da Liberdade)

 


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