Wednesday, May 27, 2026

 


PORQUÊ  A  MACROBIÓTICA

AS  PROVAS  EM  FAVOR  DA  MACROBIÓTICA

Gérard Wenker

https://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2006/05/pourquoi-la-macrobiotique.html

resumo

O texto defende a macrobiótica como uma filosofia de vida e não apenas um regime alimentar, argumentando que ela promove saúde, equilíbrio e longevidade. O autor, praticante há 40 anos e agroquímico de formação, afirma nunca ter sofrido carências nutricionais e considera infundadas as críticas dirigidas à macrobiótica.

Os principais pontos do texto são:

  • A macrobiótica é apresentada como uma das mais antigas tradições de saúde, com raízes na Grécia antiga, no taoismo chinês e posteriormente desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi.
  • O autor critica a enorme contradição entre os diferentes regimes alimentares modernos e sustenta que a macrobiótica oferece uma visão coerente baseada no equilíbrio entre yin e yang.
  • A alimentação macrobiótica valoriza:
    • cereais integrais,
    • legumes,
    • leguminosas,
    • algas,
    • pouca proteína animal,
    • alimentos biológicos, frescos e locais,
    • mastigação lenta e moderação alimentar.
  • O texto rejeita alimentos industrializados, açúcar refinado, estimulantes (café, álcool, cola), excesso de carne e produtos lácteos.
  • O autor defende que o corpo humano foi biologicamente adaptado sobretudo ao consumo vegetal, usando a estrutura dentária como argumento.
  • A teoria yin-yang é apresentada como a base explicativa da alimentação: alimentos crus, frutas e açúcar seriam mais “yin” (expansão), enquanto sal, cozedura e carne seriam mais “yang” (contração).
  • O texto responde às críticas de carências nutricionais (vitamina B12, vitamina C e cálcio), afirmando que alimentos como algas, couves, cereais integrais e fermentados fornecem esses nutrientes.
  • Defende-se que a macrobiótica só funciona correctamente quando seguida de forma completa e equilibrada, sem excluir alimentos essenciais do sistema.
  • O autor conclui que não existe uma dieta universal perfeita, mas que a macrobiótica continua a demonstrar eficácia prática ao longo de décadas, graças ao equilíbrio alimentar e à compreensão das polaridades yin e yang.

As 7 regras principais da macrobiótica destacadas no texto incluem:

1.    compreender yin e yang;

2.    consumir alimentos naturais e biológicos;

3.    respeitar os alimentos locais e sazonais;

4.    reduzir produtos animais;

5.    seguir proporções específicas no prato;

6.    privilegiar alimentos cozinhados;

7.    desenvolver compreensão própria em vez de crença cega.

----------------------------------

texto

Estou farto de ler e ouvir tantos disparates sobre a macrobiótica, vindos de pessoas totalmente incompetentes na matéria. Pratico-a, tal como a minha família, há 40 anos. Tenho hoje 78 anos e nunca sofri da menor carência de vitaminas ou oligoelementos.

Sendo agroquímico de formação, posso afirmar que a composição dos menus macrobióticos responde exatamente às reais necessidades nutricionais do ser humano. No seu livro “Hipócrates Tinha Razão” (Trédaniel), o bioquímico Hubert Descamps faz uma demonstração científica brilhante disso mesmo. Retomando ponto por ponto as críticas relativas às supostas carências em proteínas, vitaminas e oligoelementos da dieta macrobiótica, ele não deixa qualquer dúvida quanto à validade das teses defendidas pela alimentação macrobiótica, confirmando em cada caso, através de uma análise bioquímica precisa, a exatidão das recomendações propostas pela doutrina macrobiótica.

É incontestável que o regime macrobiótico, integrado numa certa arte de viver, representa uma forma de excelência no que respeita à alimentação, saúde e longevidade. Mas como encontrar o caminho no meio da proliferação atual de regimes alimentares e porquê confiar neste… em vez de noutro? Os seus promotores — inventores, doutores, oportunistas — apresentam todos as melhores razões do mundo para o convencer de que o deles é, sem dúvida, o melhor do mercado lucrativo das dietas.

Se escrevermos “regimes alimentares” no Google, obtemos mais de 2 milhões de páginas em poucos segundos, entre as quais:
Atkins – Adamo – Crononutrição – Dissociado – Dukan – Hollywood – Hiperproteico – Hipercalórico – Instintoterapia – Jejum – Kousmine – Low-carb – Mayo – Mediterrânico – Montignac – Emagrecimento – Seignalet – Sopa – SlimFast – Vegetariano – Vegan – Weight Watchers, etc.

Coloca-se então legitimamente a questão: porquê um regime em vez de outro, e porquê a macrobiótica?

Antes de mais, gostaria de insistir no facto de que a macrobiótica não é propriamente um regime, mas sim uma arte de viver ou, mais exatamente, uma filosofia, da qual uma das aplicações é de ordem alimentar.

O que é desanimador nas teorias alimentares é que são todas absolutamente contraditórias.

Uns afirmam que devemos comer cru porque o nosso organismo foi concebido para isso… Outros dizem que os alimentos crus acidificam o organismo e que devemos comer cozinhado ligeiramente, ou mesmo bastante cozinhado, como na macrobiótica. Alguns defendem o consumo de fruta entre as refeições; outros aconselham começar a refeição pela fruta; outros ainda recomendam não comer fruta de todo, como a macrobiótica. Há quem afirme que não se pode sobreviver sem carne pelo menos três vezes por semana, enquanto os adeptos do vegetarianismo consideram que eliminar todos os produtos animais é a melhor solução.

Uns privilegiam os cereais, outros os legumes. Há quem adore especiarias e quem as deteste.

A medicina chinesa classifica os alimentos em quentes, frios, secos, húmidos ou picantes. A macrobiótica classifica-os em yin e yang. Os adeptos dos lacticínios exaltam a sua riqueza em cálcio; os seus opositores respondem que, embora contenham cálcio, este não é assimilável pelo organismo adulto e que certos vegetais, como as amêndoas, contêm ainda mais.

Para alguns, o trigo deve continuar a ser a base da nossa alimentação; para outros, foi tão modificado que deixou de ser digerível, devendo-se regressar a variedades antigas, como a espelta.

Há quem diga que devemos comer apenas cereais integrais, por serem os únicos capazes de fornecer vitaminas e nutrientes suficientes; outros respondem que, demasiado integrais, tornam-se pouco digestivos.

Uns dizem que devemos comer o mais variado possível para garantir uma alimentação equilibrada; outros defendem precisamente o contrário: comer sempre mais ou menos as mesmas coisas, desde que se tenha escolhido corretamente o quê.

Os indianos comem arroz, lentilhas e legumes todos os dias… e parecem estar bastante bem.

De tudo isto, sobressaem ainda assim algumas constantes:

1.º Toda a gente concorda que não devemos comer em excesso. Idealmente, deveríamos levantar-nos da mesa ainda com um ligeiro apetite.

2.º Todos concordam também que devemos consumir alimentos saudáveis — e saudável significa biológico. O mínimo, quando se come, é não nos envenenarmos.

Saudável significa igualmente evitar pratos preparados industrialmente, que por vezes contêm mais aditivos do que ingredientes principais.

Saudável significa fresco: evitar congelados, conservas e produtos irradiados.

3.º Limitar os açúcares rápidos e eliminar, se possível, os açúcares refinados.

4.º Eliminar totalmente os excitantes: café, cola, chá, álcool.

5.º Consumir frutas e legumes da estação… mas de estações correspondentes à região climática onde vivemos.

6.º Ter muito cuidado com a qualidade dos óleos. Sendo alimentos de base, devem obrigatoriamente ser de primeira prensagem a frio. Se só puder comprar um alimento biológico, que seja esse.

7.º Comer calmamente, e não “a correr”, de pé, a atravessar a casa para sair logo a seguir… e mastigar bem. A digestão começa na boca; a saliva é o primeiro suco digestivo. Além disso, mastigar corretamente cada garfada leva tempo (cerca de trinta mastigações por bocado), e parece que o cérebro só sente saciedade ao fim de cerca de vinte minutos. Assim, se mastigarmos bem, acabaremos por comer muito menos.

8.º Também parece evidente que a alimentação, como afirmavam os chineses e já dizia Hipócrates — “Que o teu alimento seja o teu medicamento” — é uma das chaves da saúde. Claro que existem outros fatores, como o stress ou a poluição.

Como podemos pensar manter-nos saudáveis se só introduzimos venenos no organismo? A alimentação é o combustível do corpo. No entanto, é isso que a maioria de nós faz.

“Já mereci este cafezinho” ou “esta pastelaria”… Mas não temos tempo para cozinhar bem nem dinheiro para comer tudo biológico. A verdade é que já não temos meios para comer outra coisa que não biológica. Não podemos permitir-nos continuar assim, nem pela nossa saúde nem pelo respeito pelo planeta.

9.º Existe também quase unanimidade quanto à necessidade de reduzir o consumo de carne e subprodutos animais, por respeito às populações que passam fome, aos animais, ao planeta e à nossa própria saúde.

10.º Por fim, é evidente que não existe uma dieta perfeita para toda a gente. Se existisse, já se saberia.

Cada pessoa deve experimentar e descobrir o que lhe faz bem. Ninguém pode decidir isso no lugar de outro.

Ouvir conselhos é útil, mas ainda é preciso formar a própria opinião. Para isso, devemos aprender a ouvir o nosso corpo — algo que já quase não sabemos fazer.

Examinemos agora os princípios básicos da macrobiótica

Antes de mais, as raízes da macrobiótica mergulham as suas origens na civilização grega, no Ocidente, e no taoismo chinês, no Extremo Oriente. Isto faz dela, sem contestação possível, a mais antiga técnica de saúde e anti-envelhecimento através da alimentação (cerca de 2500 anos). Ao longo dos milénios, a macrobiótica foi-se enriquecendo com a experiência dos alquimistas, médicos e do bom senso popular.

Durante o Renascimento, apesar da oposição violenta da Igreja, a macrobiótica tornou-se um dos pilares da medicina, atingindo o auge no século XVIII com o famoso médico alemão Christoph Wilhelm Hufeland.

Totalmente reformulada pelo japonês George Ohsawa na década de 1950, integrando-lhe toda a ciência do Extremo Oriente, ganhou então notoriedade através de curas espetaculares. Michio Kushi, nos Estados Unidos, deu-lhe legitimidade internacional através de uma abordagem mais pragmática e numerosos seminários.

Os 10 pontos consensuais da maioria dos regimes, que descrevemos acima, correspondem ponto por ponto às recomendações habitualmente aconselhadas na macrobiótica.

O prato macrobiótico recomendado para iniciantes, compõe-se de alimentos e grupos alimentares seguintes:

  • Cereais integrais: 40%
  • Leguminosas: 10%
  • Legumes: 25%
  • Algas: 5%
  • Proteínas: 10%
  • Sopas: 10%

Estas proporções não são fruto do acaso: são o exacto reflexo da evolução biológica do ser humano ao longo de milhares de anos.

A estrutura dos dentes reflecte a ordem do universo. Temos 32 dentes que correspondem às 32 vértebras da coluna vertebral. O que faz um total de 64, que é o número dos hexagramas do I-King que é o livro tradicional de cosmologia prática. Os nossos dentes, aqueles que nascem depois dos dentes de leite, reflectem a história biológica do ser humano e os tipos de alimentos mais adequados para consumir.

Em 32 dentes, temos:

  • 20 molares que servem para triturar os cereais;
  • 8 incisivos mais apropriados para cortar os legumes;
  • 4 caninos que servem para comer carne.

Assim, 28 dos nossos dentes, os molares e os incisivos são especializados para o consumo dos vegetais.  Ao passo que os caninos servem para os produtos animais. Sendo relação de 7 para 1. É por esta razão que a nossa alimentação deveria ser composta por cinco partes de cereais integrais em grão, de duas partes de legumes e de uma parte de produtos de origem animal.

A história biológica do ser humano é o resultado de uma alimentação essencialmente baseada em cereais, à qual eram acrescentados legumes como complemento. Como se pode ver pela estrutura dos nossos dentes, os alimentos de origem animal representam apenas uma pequena parte da alimentação. Na verdade, foram utilizados sobretudo durante períodos extremamente frios e épocas glaciares, por exemplo.

Mas então… perguntar-me-ão vocês: porque não comer os alimentos crus?

A confecção dos alimentos é precisamente aquilo que diferencia o homem do macaco ou da vaca. Para que um macaco, de quem descendemos, se tornasse “Homo sapiens”, foram necessários dois acontecimentos simultâneos: 1.º a confeção dos alimentos; 2.º a salga;
e o tempo.

Para compreender isto, é necessário recorrer à dialética taoísta, também chamada “yin-yangologia” na macrobiótica.

A totalidade dos fenómenos universais, todas as ações e todas as matérias estão submetidas a duas forças polares opostas e complementares (polaridade), designadas simbolicamente por yin e yang. Como sabe, na macrobiótica, todos os alimentos podem ser classificados em duas categorias: yin e yang.

O yang representa a força de contração/retracção.

O yin representa a força de expansão/dilatação.

Quando consumimos alimentos do tipo yin, ficamos sujeitos à ação da força de expansão e dilatação (yinização).

Quando consumimos alimentos do tipo yang, acontece o inverso: é a força de contração que produz os seus efeitos (yangização).

São yin: o frio, os vegetais, os alimentos crus, as frutas, os legumes, a água, as gorduras, o açúcar, o álcool, etc.

São yang: o calor, a confeção/cozedura, o sal, a carne, a pressão, as sementes, etc.

Compreendeu agora um dos grandes segredos do Universo, a chave do conhecimento.

A cozedura, o assado, o grelhado e o sal permitem modificar a polaridade original dos alimentos e tornar yang produtos que eram inicialmente yin.

Os grandes símios (gorilas) vivem num ambiente muito yin: a floresta húmida, ao abrigo do sol abrasador. Alimentam-se de grandes quantidades de vegetais crus — folhas, rebentos jovens e frutos. A sua constituição é, portanto, yin: cabeça grande, ventre enorme, digestão lenta, pouca atividade e longos períodos de repouso.

O homem é, portanto, um grande símio que se adaptou ao seu meio. Depois de sair da floresta (certamente por necessidade) para se aventurar na planície africana, teve de mudar completamente a sua alimentação para sobreviver: passou a comer sementes, vegetais secos e até, por vezes, carne crua ou grelhada durante os grandes incêndios da savana. Ao longo dos milénios, este grande símio foi-se yangizando (tornando-se mais yang) e transformou-se no nosso antepassado comum, o Homo erectus: mais pequeno, mais magro, mais rápido, mais ativo e com um cérebro mais compacto.

Parte superior do formulário

Se quiser seguir o caminho inverso da evolução, coma alimentos crus, coma fruta, coma rebentos e voltará a tornar-se um macaco. Bem, está certo, serão necessários alguns milhares de anos, mas a Natureza tem todo o tempo do mundo. Sem esquecer que yin — expansão — é a vida, e yang — contração — é a morte.

A obesidade também está associada aos fenómenos de yinização (tornar-se mais yin): comer em excesso, excesso de líquidos, excesso de gordura, excesso de açúcar, etc., e pouca atividade física. Agora já sabe o que lhe resta fazer para evitar este processo mórbido.

Navegue entre o yin e o yang, encontre o justo equilíbrio mais adequado à sua constituição e à sua condição: essa é a chave da saúde duradoura.

Mas não é obrigado a acreditar em mim; a verdadeira prova é a experimentação. Foi por isso que G. Ohsawa chamou ao seu livro mais célebre “O Zen Macrobiótico”, porque o zen concentra-se exclusivamente na experiência e não se preocupa com interpretações.

Os detratores, paradoxalmente, muitas vezes membros da classe médica, fazem várias críticas ao regime macrobiótico:

·      Uma carência em vitamina B12, em vitamina C e em cálcio:

o   A afirmação segundo a qual a carne é a única fonte de vitamina B12 é falsa.

o   A necessidade diária do ser humano é de 1 micrograma (um milionésimo de grama).

o   O fígado de vaca, é verdade, sendo o alimento mais rico em B12, contém entre 10 e 20 mg por 100 g.

o   As algas nori contêm entre 13 e 29 microgramas por 100 g.

o   Também contêm B12 o gérmen de trigo, a farinha integral fresca, todos os produtos lactofermentados, chucrute, miso, tamari, natto, etc., bem como os ovos, o salmão e as algas hijiki. É até aceite pela bioquímica que o ser humano é capaz de sintetizar vitamina B12 ao nível dos intestinos (bactérias lácticas vegetais).

No meio médico, deu-se a entender que uma carência de B12 nos vegetarianos e macrobióticos provocaria, a longo prazo, um défice cognitivo (intelectual). É possível, mas então expliquem-me porque é que os hindus vegetarianos fornecem alguns dos melhores informáticos do mundo.

Parte inferior do formulárioVitamina C — necessidade diária: 30 mg. A laranja, tão apreciada pelos desportistas e vegetarianos, contém 49 mg/100 g. A maçã contém 5 mg/100 g. Os brócolos e a couve-galega contêm 118 mg/100 g.
As algas contêm entre 15 e 20 mg/100 g. A avelã contém 7,5 mg/100 g.

Quanto ao cálcio (Ca), a necessidade de manutenção é de 1 a 1,5 g por dia. Encontra-se muito cálcio nas folhas de couve (100 mg/100 g), nos brócolos (150 mg/100 g), bem como em todos os legumes verdes. As algas contêm 1.400 mg por 100 g. Os cereais contêm cerca de 50 mg/100 g.

Como pode ver, as acusações dietéticas feitas contra a macrobiótica não resistem a uma análise objetiva.

Apenas uma pequena observação sobre certas carências que podem surgir após alguns anos de uma macrobiótica mal compreendida, em pessoas que praticam uma alimentação seletiva — “não gosto de algas”, “não gosto de couves”, “não gosto de pickles”, etc. Como pode verificar acima, estes alimentos são essenciais para o equilíbrio nutricional da dieta macrobiótica. A alimentação macrobiótica é perfeita do ponto de vista dietético, desde que não se rejeite nem se acrescente nada, mas sim se adapte.

Resumindo:

A macrobiótica é, de longe, o sistema de saúde mais antigo que existe, tendo-se desenvolvido de forma ininterrupta desde Platão até aos nossos dias.

Resulta de uma longa tradição e do bom senso popular.

Os seus princípios assentam em leis universais ancestrais.

É o reflexo da evolução biológica do ser humano.

Nunca foi influenciada pelos poderes nem pela economia, uma vez que é gratuita.

Adapta-se a cada pessoa e a cada caso, consoante a sua constituição e condição.

Recentemente, mais precisamente desde os anos 1950, foram-lhe integrados princípios oriundos da filosofia do Extremo Oriente, como a classificação energética dos alimentos segundo as suas polaridades yin e yang.

A derradeira prova da macrobiótica é que nenhum dos regimes acima mencionados demonstrou verdadeiramente a sua eficácia a longo prazo, enquanto milhares de pessoas em todo o mundo praticam a macrobiótica de Ohsawa, de forma ininterrupta, há mais de 50 anos.

Citemos as 7 principais regras da macrobiótica.

  1. Aprender a reconhecer o jogo permanente das duas forças antagonistas e complementares, yin e yang. Utilizá-las como guia para compreender o funcionamento da vida na natureza, no nosso corpo, nos nossos comportamentos e em todos os fenómenos que nos rodeiam.
  2. Com o objetivo de respeitar as polaridades harmoniosas da natureza, aconselha-se a não utilizar produtos alimentares que contenham aditivos químicos e a dar prioridade a alimentos provenientes de agricultura biológica, artesanal e regional, que tenham sofrido o mínimo de transformação possível.
  3. Consumir frutas e legumes provenientes da mesma zona climática onde se vive, respeitando o ciclo biológico natural de crescimento correspondente a cada vegetal. Introduzir regularmente na alimentação legumes silvestres/selvagens locais.
  4. O consumo de produtos de origem animal deve ser restringido tanto quanto possível e obedecer aos três critérios seguintes:
    • Comer espécies que não fogem.
    • Comer as espécies biologicamente mais afastadas de nós.
    • Não consumir subprodutos animais provenientes de roubo ou de exploração abusiva.

Elimine totalmente os produtos lácteos: estes produtos não foram concebidos para o consumo humano e, além disso, apresentam níveis elevados de herbicidas, antibióticos e hormonas de crescimento. No plano psíquico, os produtos lácteos mantêm-nos num estado infantil. (O leite é para o vitelo e o mel permite às abelhas alimentarem-se durante o inverno.)

  1. Composição do prato macrobiótico padrão de base num clima temperado:

o   Sopa: 10 %

o   Cereais: 40 %

o   Leguminosas: 10 %

o   Legumes: 25 %

o   Algas: 5 %

o   Proteínas: 10 %

  1. 95 % da ração alimentar diária deve ser cozinhada — 80 % na estação quente. (Adicionar regularmente salsa aos cereais.)
  2. “Non credo” — não acreditar, mas compreender, para chegar a uma convicção através da própria reflexão. Crença, fé e superstição são, na realidade, sinónimos de ignorância.

“Vivere parvo” — saber contentar-se com o essencial, sem desperdiçar os dons da vida. Ser grato por tudo o que se recebeu.

************************

Muitas vezes, em fóruns ou em encontros entre professores de macrobiótica, é apresentada a proposta de tornar a macrobiótica mais simples e mais acessível a todos — eliminando precisamente aquilo que constitui a sua força, a sua notoriedade e o que a distingue de todas as outras terapêuticas: refiro-me à classificação yin-yológica dos fenómenos universais, a ciência do yin e do yang.

Se não introduzir a compreensão yin-yológica (yin/yang) na alimentação, o regime macrobiótico não passa de mais uma dieta entre dezenas de outras. Antes de mais nada, antes de procurar curar-se de uma doença grave, antes de compor o seu primeiro menu, antes de cozinhar o seu primeiro prato macrobiótico, antes de preparar gomásio, estude e compreenda a yin-yologia, a ciência do yin e do yang. Só então perceberá a superioridade da doutrina macrobiótica em relação a todas as outras, e tornar-se-á o seu próprio médico, liberto de todas as dependências ligadas à medicina sintomática.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

Tuesday, May 26, 2026

 


Como preparar as leguminosas

de forma digestiva

Elena · Receitas · 25 maio, 2026

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/como-preparar-las-legumbres-de-forma-digestiva/

resumo

·   Demolhar as leguminosas durante 8 a 12 horas e rejeitar a água da demolha ajuda a melhorar a  digestão e a reduzir gases.

·   Cozinhar com água nova e uma tira de alga kombu torna-as mais tenras e leves.

·   Retirar a espuma no início da fervura.

·   Cozinhar em lume brando entre 30 minutos e 1 hora, conforme o tipo de leguminosa.

·   Adicionar os legumes perto do fim da cozedura.

·   Juntar o sal apenas nos últimos 20 minutos para evitar que endureçam.

·   Opcional: acrescentar tamari no final para dar mais sabor.

·   Truque tradicional: adicionar um pouco de água fria durante a cozedura pode ajudar a amaciar as leguminosas (excepto o grão-de-bico).

·   Conservar no frigorífico com algum caldo até 5–7 dias.

·   Quantidade recomendada: 3 a 4 colheres de sopa por dia numa alimentação equilibrada.


Parte inferior do formulário

texto

As leguminosas podem ser tão reconfortantes quanto leves… se souberes como prepará-las. Muitas vezes evitamo-las por receio de serem pesadas, mas com alguns gestos simples na cozinha podem transformar-se em pratos saborosos e fáceis de digerir. Neste artigo vais descobrir como tratá-las, desde a demolha até à cozedura, para voltares a ter vontade de as cozinhar e apreciá-las sem reservas.

As leguminosas são um alimento muito nutritivo e uma excelente fonte de proteínas vegetais. Quando bem preparadas, podem ser saborosas, leves e fáceis de digerir.

Ingredientes (base orientativa)

·   1 chávena de leguminosas (lentilhas, grão-de-bico, feijão…)

·   Água filtrada ou engarrafada

·   1 tira de alga kombu

·   1 pitada de sal (adicionar no final)

·   Legumes a gosto (cenoura, alho-francês, abóbora, etc.)

·   Opcional: um fio de tamari

Passo 1: Demolha

·   Lavar bem as leguminosas.

·   Deixá-las de molho entre 8 e 12 horas (durante a noite).

·   Usar água limpa (de preferência filtrada ou engarrafada).

·   Importante: deitar fora a água da demolha antes de cozinhar.

Este passo ajuda a melhorar a digestão e a reduzir substâncias que podem produzir gases.

Passo 2: Cozedura

1.  Colocar as leguminosas numa panela com água nova.

2.  Adicionar a tira de alga kombu (previamente lavada e demolhada).

3.  Levar ao lume até ferver e retirar a espuma que surge à superfície.

4.  Cozinhar em lume médio-baixo:

o   Entre 30 minutos e 1 hora (consoante a leguminosa).

5. Adicionar os legumes na parte final da cozedura.

O prato deve ficar ligeiramente caldoso, não seco.

Passo 3: Temperar

·   Adicionar o sal cerca de 20 minutos antes do fim da cozedura.

·   Opcional: juntar um pouco de tamari no final para intensificar o sabor.

Adicionar o sal no início pode endurecer as leguminosas.

Truque tradicional: “constipar” as leguminosas

             ·   Durante a cozedura (sem panela de pressão), podes adicionar um pouco de água fria para            “cortar” a fervura.

             ·   Isto pode ajudar a que fiquem mais tenras.

             ·   Evita este passo no caso do grão-de-bico.

Se usares panela de pressão

·   Não feches a panela logo desde o início.

·   Primeiro deixa ferver e retira a espuma.

·   Depois fecha e cozinha conforme o tempo indicado.

Conservação

·   Guardar no frigorífico com algum caldo.

·   Conservam-se em bom estado durante 5 a 7 dias.

Quantidade recomendada

             ·   Entre 3 e 4 colheres de sopa por dia, integradas numa alimentação equilibrada.

 

 

 

  PORQUÊ   A   MACROBIÓTICA AS   PROVAS   EM   FAVOR   DA   MACROBIÓTICA Gérard Wenker https://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2006...