Thursday, November 5, 2026

 

VITAMINAS DO ARROZ INTEGRAL E COZEDURA

Elena Corrales — Nutrição e Saúde.

Por vezes, pensamos que, ao cozinhar os alimentos, as vitaminas desaparecem. Isso não é inteiramente verdade, como explicamos a seguir.

Sabia que

O arroz integral é muito rico em vitaminas do complexo B, que praticamente não se alteram com a cozedura. De facto, são resistentes ao calor, pelo que não são destruídas, mesmo quando cozemos o arroz na panela de pressão.

Embora sejam solúveis em água, não se perdem por dissolução, uma vez que o arroz absorve toda a água da cozedura.

Cozinhar o arroz na panela de pressão torna-o mais fácil de digerir e de assimilar, pelo que esta é a forma de cozedura ideal para quem tem uma capacidade digestiva reduzida.

 

OS ALIMENTOS

ESTRUTURA E FUNÇÃO

Drª Elena Corrales

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/alimentos-algo-mas-que-nutrientes-ii/

Para utilizar os alimentos como agentes de cura, contemplamos a sua estrutura e a sua função: falamos da composição química, determinada pela origem (estrutura), e do seu comportamento, definido pelas características bioenergéticas (função).

Em termos gerais, falamos de química e física, anatomia e fisiologia, software e hardware, etc. Do mesmo modo, no caso dos alimentos, referimo-nos a estrutura e função, uma vez que são compostos por matéria (estrutura), dada pela sua composição química, e energia (função), que determina o seu comportamento no nosso meio interno. É aquilo a que os orientais chamam yin e yang, conceitos perfeitamente traduzíveis para a nossa linguagem ocidental.

Tabela 1-  Características dos alimentos

OS ALIMENTOS

ESTRUTURA MATÉRIA

FUNÇÃO ENERGIA

muito mais do que uma soma de nutrientes

química

física

 

naturais

aquecedores arrefecedores

 

integrais

contrativos expansivos

 

biológicos

equilibrados sódio potássio

 

Para compreender o poder curativo dos alimentos, devemos avaliar não só os aspetos nutricionais, isto é, se são naturais, integrais e biológicos. É ainda imprescindível considerar os aspetos funcionais: se aquecem ou arrefecem, se contraem ou dilatam e se apresentam equilíbrio na relação sódio/potássio.

De seguida, fazemos uma breve descrição dos alimentos atendendo à sua origem, isto é, à sua composição química. Esta classificação permite-nos saber se alcalinizam ou acidificam, oxidam ou reduzem, desmineralizam ou remineralizam, etc., aspetos relacionados com a química e a matéria.

Muitas vezes, prestamos mais atenção aos nutrientes do que ao alimento em si, e essa perspetiva desvirtua completamente a sua utilidade como ferramenta para manter e/ou recuperar a saúde. Por isso, é imprescindível aprofundar a abordagem que fazemos de seguida.

Os alimentos segundo a sua origem

1.1 Alimento natural

É aquele que a natureza oferece em cada lugar e estação. Quando falamos da biocompatibilidade do alimento natural connosco, referimo-nos à sua utilização ótima pelo organismo.

Embora o ser humano seja hoje capaz de imitar a natureza, fabricando compostos artificiais quimicamente idênticos aos que ela produz, devemos saber que, do ponto de vista bioenergético, não são iguais. De facto, os níveis de absorção das substâncias de síntese são muito inferiores aos das substâncias orgânicas, isto é, naturais.

Atualmente, a oferta alimentar é tão elevada que, muitas vezes, consumimos apenas produtos comestíveis. Assim designamos os produtos processados pela indústria alimentar que podem ser consumidos: sopas instantâneas, refrigerantes, produtos de pastelaria, refeições pré-cozinhadas, etc.

Para recuperares a saúde, é imprescindível eliminares todos esses produtos comestíveis e substituí-los por verdadeiros alimentos, produzidos pela natureza, tanto de origem vegetal (cereais, leguminosas, hortaliças, etc.) como animal (peixe, ovos, aves, etc.).

Do mesmo modo, deves rejeitar qualquer alimento com conservantes, espessantes, antioxidantes, etc., porque são substâncias artificiais adicionadas. Deves igualmente eliminar os refrigerantes, que são um cocktail químico e não contêm qualquer ingrediente natural.

Os alimentos naturais são imprescindíveis para o desenvolvimento da vida, e a saúde é a sua máxima expressão.

1.2 Alimento integral

Tradicionalmente, os alimentos eram consumidos na forma integral, isto é, inteiros ou completos. Apenas se desperdiçavam as partes demasiado fibrosas, indigestas ou duras, no caso dos vegetais. Por isso se descascam as laranjas ou se partem as cascas das nozes, por exemplo. No caso dos alimentos de origem animal, também se aproveitavam todas as partes: vísceras, sangue, ossos, etc.

Nos últimos 200 anos, em consequência da mecanização da agricultura e da introdução dos adubos químicos, começaram a existir excedentes na produção agrícola, pela primeira vez na história da humanidade. Este facto permitiu que se começassem a refinar os alimentos, com o consequente desperdício de elementos vitais.

Ao refinar o trigo e o arroz, observa-se que:

·       Diminui a quantidade de minerais, oligoelementos e vitaminas.

·       Elimina-se a fibra, essencial para o bom funcionamento intestinal.

·       Desaparecem os ácidos gordos essenciais presentes no gérmen.

·       Destrói-se a energia vital ou capacidade de germinação dos grãos.

Tabela 2 - Riqueza nutricional dos alimentos integrais

CONTEÚDO POR 100 G

VITAMINAS

MINERAIS

PROTEÍNAS

arroz branco

1,7 mg

215,8 mg

6,7 g

arroz integral

5,09 mg

476,6 mg

7,5 g

A refinação dos cereais deixa-nos um alimento morto e nutricionalmente desequilibrado, que nos nutre, mas não nos vitaliza. Hoje, todos sabemos que uma alimentação baseada em produtos refinados apresenta carências e, por isso, recorre-se ao enriquecimento ou à suplementação de todo o tipo de alimentos com vitaminas, cálcio, magnésio, etc.

Os alimentos integrais, graças à sua riqueza em minerais, neutralizam a acidose do meio interno, isto é, são alcalinizantes.

1.3 Alimento biológico ou ecológico

Desde que os nossos antepassados descobriram a agricultura até praticamente ao início do século XX, o adubo utilizado foi sempre o estrume, isto é, um produto orgânico e natural. Porém, no final do século XIX, paralelamente à mecanização da agricultura, desenvolveram-se os adubos químicos.

Esta invenção proporcionou um aumento considerável do rendimento das colheitas e, consequentemente, a produção de alimentos multiplicou-se. Por isso, há mais de 60 anos que os adubos químicos, vulgarmente conhecidos como nitratos ou adubos minerais, são usados de forma intensiva. Isto significa que se adicionam aos solos substâncias químicas, concretamente azoto, fósforo e enxofre, para obter colheitas maiores.

Ao adicionar nitratos ao solo, observa-se que:

·       Diminui sensivelmente o teor de magnésio dos alimentos.

·       Aumenta desproporcionadamente o teor de potássio, o que conduz a uma forte retenção de

 água.

Tabela 3 - Equilíbrio mineral dos alimentos biológicos

ESPINAFRES MG/100 G

ADUBO QUÍMICO

CULTIVO BIOLÓGICO

cálcio CaO

372

357

magnésio MgO

60

429

potássio K₂O

969

313

Assim, concluímos que um alimento cultivado com adubos químicos contém menos elementos nutritivos e mais água. Obtêm-se, por exemplo, tomates maiores, mas com menos sabor.

Em todos os casos, devemos escolher alimentos cultivados com adubos orgânicos e naturais, como o estrume ou o composto. Os alimentos produzidos sem adição de adubos químicos designam-se biológicos ou ecológicos e devem ser acompanhados das respetivas certificações de garantia, que comprovam a sua proveniência.

Tabela 4 - Riqueza em vitaminas dos alimentos biológicos

AVEIA MG/100 G

ADUBO QUÍMICO

CULTIVO BIOLÓGICO

GANHO BIOQUÍMICO

vitamina B₁

317

610

92%

vitamina B₂

56

152

141%

vitamina B₃

9,5

19

100%

proteínas

12,8

16,4

28%

O ideal é que os alimentos, além de serem provenientes da agricultura biológica, sejam integrais em todos os casos. Referimo-nos ao pão, aos sumos e a muitos produtos apresentados com certificação biológica, mas que são alimentos refinados.

Os alimentos biológicos, graças ao seu elevado teor de vitaminas, atuam como poderosos antioxidantes, isto é, são revitalizantes.

2.1 Alimentos aquecedores e arrefecedores

Uma análise laboratorial nada nos diz sobre o efeito aquecedor ou arrefecedor dos alimentos, mas milhares de anos de experiência de todos os povos e culturas do planeta dizem-nos muito. Todas as medicinas tradicionais consideram estes aspetos quando utilizam os alimentos com fins curativos. Devemos ter em conta que o frio é um agente causador de muitas patologias, quer seja de origem externa, como o frio provocado pelo clima, quer interna, como o produzido pelos alimentos arrefecedores.

São alimentos aquecedores:

Todos os alimentos reconstituintes e tónicos fortes, como as carnes vermelhas, os enchidos, os alimentos salgados e conservados em sal, os queijos curados, as empadas, os fumados, a carne de caça, etc.

Do mesmo modo, o sal e os alimentos salgados têm efeito aquecedor, tal como os métodos de confeção que utilizam temperaturas elevadas: forno, grelhador, brasas, etc.

Podemos ter problemas de excesso de calor, mesmo sem consumirmos demasiados alimentos de origem animal, se tivermos o hábito de comer tudo muito temperado e cozinhado. O consumo excessivo destes alimentos pode provocar demasiado calor no corpo.

Estes alimentos tornam mais lenta a circulação da energia e têm um efeito de estagnação, favorecendo depósitos de toxinas sob a forma de quistos e tumores. Esta situação provoca problemas de congestão, bloqueio, sobrecarga e excesso em todos os sistemas, podendo dar origem a doenças de prognóstico desfavorável.

São alimentos arrefecedores:

O açúcar e todos os doces, o mel, os produtos lácteos, os gelados, o chá, o chocolate e o café, bem como todos os alimentos crus, batidos ou refrigerados. Também são arrefecedores as especiarias, os molhos vinagrete, as frutas tropicais, as infusões, etc.

O consumo excessivo de alimentos arrefecedores favorece todas as doenças de deficiência que resultam numa má qualidade de vida: problemas de garganta, nariz e ouvidos, asma brônquica, eczema, sinusite, fraqueza generalizada, má circulação, falta de força digestiva, sensação de frio mesmo quando está calor, dores lombares e articulares, diarreias, cólicas, alterações hormonais, etc.

2.2 Alimentos contrativos e expansivos

Consoante sejam de origem vegetal ou animal, ricos em potássio ou sódio, o seu teor de água, a velocidade e o local de crescimento, etc., os alimentos têm um efeito contrativo/endurecedor ou expansivo/dilatador.

São alimentos de natureza contrativa:

Todos os alimentos de origem animal, ricos em proteínas e gorduras, salgados e secos, como os queijos curados, os alimentos conservados em sal, a mojama (peixe seco e salgado), os fumados, etc. Pertencem igualmente a esta categoria os ovos e todos os alimentos tostados e assados no forno.

O consumo excessivo de alimentos contrativos favorece:

·       No plano físico: tensão muscular, contraturas e roturas musculares, estrias, endurecimento das artérias, formação de cálculos renais e hepáticos e depósitos sob a forma de tumores benignos e malignos. Os alimentos de natureza contrativa também são definidos como construtores, devido à sua riqueza em proteínas.

·       No plano psicológico: introversão, bloqueio emocional, dificuldade em expressar sentimentos, ressentimento, incapacidade de adaptação, ira, comportamento irritável e mau humor, autocontrolo excessivo, etc.

São alimentos de natureza expansiva:

Todos os alimentos refinados, incluindo o açúcar, os refrigerantes e o álcool, bem como os produtos lácteos de consistência mole. Também favorecem a inflamação as hortaliças e frutas tropicais, os edulcorantes, os sumos e as farinhas. São alimentos com elevado teor de água em comparação com os restantes nutrientes.

O consumo excessivo de alimentos expansivos favorece:

·       No plano físico: anemia, cansaço, diminuição das defesas, obesidade, flacidez, varizes, falta de memória, irritações da pele e das mucosas e infeções por bactérias, fungos e vírus. Os alimentos de natureza expansiva também são definidos como desintegradores, devido à sua pobreza em nutrientes. São igualmente impulsionadores, favorecendo processos de eliminação sob a forma de inflamação.

·       No plano psicológico: extroversão, falta de controlo das emoções, choro fácil, dependência emocional, medo, depressão, falta de autoestima, ansiedade, stresse e angústia.

A Medicina Oriental define como yin os alimentos doces, moles, aquosos, cremosos e suaves, que são também arrefecedores, de natureza expansiva e ricos em potássio. Pelo contrário, classifica como yang os alimentos salgados, duros, secos e pesados, com efeito aquecedor, de natureza contrativa e ricos em sódio.

Nas sociedades modernas, aumentou tanto o consumo de alimentos yang como o de alimentos yin. Ao mesmo tempo, desapareceram das nossas mesas os alimentos equilibradores, descritos de seguida. Esta mudança está na origem das chamadas doenças da civilização.

Figura 1 Visão energética e funcional dos alimentos

2.3 Alimentos equilibradores e equilíbrio na relação sódio potássio

O equilíbrio sódio/potássio constitui uma aproximação quantitativa ao equilíbrio yin/yang da Medicina Oriental. Os conceitos de yin e yang são muito mais profundos e complexos do que aquilo que aqui explicamos. São atributos do yin e do yang a natureza animal ou vegetal, o local de crescimento, o teor de água, a cor, a forma, etc. A relação sódio/potássio permite-nos, contudo, uma aproximação mais científica, objetiva e próxima da química.

Quando temos saúde, no interior das células, o sódio e o potássio encontram-se numa proporção de 1 para 7. Por isso, a introdução de alimentos com uma relação sódio/potássio tão próxima quanto possível de 1/7 é fundamental para uma abordagem bem-sucedida na recuperação do equilíbrio interno.

Aos cereais integrais, às leguminosas e às oleaginosas, que são simultaneamente fruto e semente, chamaremos alimentos terapêuticos, porque tendem a restabelecer o desequilíbrio energético que produziu a doença.

Também são alimentos equilibradores as hortaliças e frutas de clima temperado, os frutos secos, bem como as algas marinhas e os alimentos fermentados durante longos períodos com adição de sal, como o miso e o tamari.

Tabela 5 - Relação sódio potássio nos alimentos

ALIMENTO MG/100 G

SÓDIO

POTÁSSIO

Na/K

salsichas

1427

113

13/1

chouriço

900

160

6/1

arroz integral

4

112

1/28

milho

4

23

1/6

feijão

62

999

1/16

favas

35

1005

1/29

nozes

12

500

1/42

batatas

7

570

1/81

curgete

1

400

1/400

laranjas

0

84

0

cerejas

0

224

0

Na tabela anterior, observamos que os alimentos de origem vegetal são mais ricos em potássio do que os de origem animal. Por isso, numa dieta em que predominam os vegetais, a utilização de sal marinho é imprescindível para equilibrar os alimentos, razão pela qual tem sido utilizado na cozinha desde a mais remota Antiguidade.

Após mais de 30 anos de experiência, com mais de 20 000 casos clínicos registados, posso afirmar que o consumo regular de alimentos equilibradores é um requisito imprescindível para a recuperação de qualquer doença, seja ela aguda, crónica ou mesmo degenerativa.

Contudo, para que um alimento adquira a dimensão de medicamento, é essencial considerar, em todos os casos, a frequência de consumo, a proporção em que deve ser ingerido e a forma de preparação.

Depois de conhecermos as características dos alimentos, tanto pela sua origem como pelas suas propriedades bioenergéticas, podemos começar a fazer pequenos ajustes na alimentação diária para melhorar a saúde.

3 A dieta terapêutica

A terapêutica baseada na alimentação não é uma invenção moderna, muito pelo contrário. Na história da medicina, tanto no Oriente como no Ocidente, todos os grandes médicos da Antiguidade prescreviam medidas dietéticas aos seus pacientes e atribuíam uma importância fundamental à alimentação. Assim, Hipócrates, considerado por muitos o pai da medicina, já dizia:

«Que o teu alimento seja o teu medicamento e que o teu medicamento seja o teu alimento.»


 

ºA TAREFA PRIMORDIAL DO HOMEM É FORTALECER O SEU CORPO

Martín Macedo

resumo -

Segundo o autor, fortalecer o corpo é a tarefa primordial do ser humano, porque corpo e mente são inseparáveis. Martín Macedo  compara o corpo a uma antena que recebe energia do universo: quanto mais forte e cuidado estiver, maior será a sua capacidade de receber vitalidade, intuição, sabedoria e abundância.

Defende, por isso, que a alimentação, a preparação dos alimentos e o exercício consciente constituem a base da educação e o melhor investimento na vida. Mesmo quem possui uma boa herança genética precisa de cuidar do corpo; quem não a possui deverá fortalecê-lo com determinação.

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texto -

A tarefa primordial do homem é fortalecer o seu corpo. Georges Ohsawa escreveu-o, certa vez, num dos seus livros. À primeira vista, esta afirmação parece um pouco materialista. Mas Ohsawa tinha razão. Porque não há separação entre o corpo e a mente. Entre um osso e a maior galáxia do universo.

O corpo é a nossa antena para comunicarmos com o infinito. O corpo é um recetor maravilhoso. Se for forte, atrairá grandes quantidades de energia. Mas, se estiver danificado, funcionará de forma deficiente.

O telemóvel é uma antena, e da qualidade dos seus materiais e da excelência do seu design dependerão a qualidade do som, das imagens e as funcionalidades que permitirão ou facilitarão as comunicações. É por isso que a Apple vende tão bem, apesar dos seus preços elevados.

Quando eu era criança — e ainda hoje, em algumas zonas do mundo —, os televisores recebiam o sinal pelo ar, através de uma antena no telhado. Se faltarem peças à antena, a qualidade da imagem e do som será inferior.

O nosso corpo é uma antena; se lhe faltar a vesícula biliar, as amígdalas ou o apêndice, a sua capacidade de receber energia vital diminui, tal como acontece quando se soltam algumas varetas da antena que está no telhado.

Por isso, embora a cirurgia por vezes salve a vida, deixa a nossa antena sem algumas varetas, e a qualidade da receção nunca voltará a ser a mesma.

Cada cabelo é uma antena, e por isso os antigos usavam o cabelo comprido, tal como as barbas.

Construir um corpo forte é fundamental para que as coisas funcionem na nossa vida.

Se tivermos um «corpão», graças a uma excelente herança genética, tudo correrá às mil maravilhas durante algum tempo, mas, se não houver sabedoria, a antena ficará danificada por falta de atenção. Se não o tivermos, teremos de o construir com uma vontade de ferro.

Por isso, na Antiguidade, atribuía-se uma importância fundamental à educação física e à nutrição dos jovens.

Quem descuida a sua alimentação e não pratica exercício de forma consciente enfraquecerá a qualidade da sua antena e deixará de poder receber as infinitas dádivas que lhe estão destinadas. A intuição e a sabedoria ser-lhe-ão vedadas. O sinal chegar-lhe-á sob a forma de energias magníficas, vindas de todas as partes do universo, mas não conseguirá recebê-las.

Porém, quem constrói uma saúde infinita no seu corpo e na sua mente receberá, em abundância, tudo o que deseja e tudo o que pedir. Porque terá transformado o seu corpo na melhor antena do mundo e terá de sobra. E os materiais de construção estão nos seus alimentos, na sua preparação e na forma de os consumir. É o melhor investimento que podemos fazer nesta vida.

Esta é a educação fundamental.

Esta é a missão da nossa escola.

Reflexão de sexta-feira, 7 de setembro de 2018.

 

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