Tuesday, May 19, 2026

 

Primeiros passos

na macrobiótica

Agnès Pérez

https://agnesperezmacrobiotica.com/primeros-pasos-en-la-macrobiotica/

resumo

A macrobiótica propõe uma mudança gradual no estilo de vida e na alimentação, procurando maior equilíbrio físico, mental e energético. A transição pode ser feita lentamente ou de forma mais radical, mas o texto recomenda uma adaptação progressiva para facilitar a continuidade.

Principais mudanças alimentares

  • Reduzir o consumo de carne, sobretudo carne vermelha.
  • Diminuir alimentos refinados e açúcar.
  • Preferir cereais integrais e produtos biológicos de qualidade.
  • Substituir lacticínios por alternativas vegetais.
  • Consumir mais leguminosas, vegetais, fruta, sementes e frutos secos.
  • Evitar refrigerantes e alimentos processados.

Base da alimentação macrobiótica

Uma alimentação equilibrada deve incluir:

  • Cereais integrais como principal fonte de hidratos de carbono.
  • Leguminosas e derivados (tofu, tempeh, seitan) como proteínas.
  • Gorduras saudáveis, como azeite e sementes.
  • Fruta e legumes frescos.
  • Pequenas quantidades de algas e sementes para minerais.

Mudanças práticas na cozinha

  • Cozinhar em casa diariamente.
  • Fazer refeições simples e naturais.
  • Preparar snacks e sobremesas sem açúcar refinado.
  • Aprender a apreciar sabores naturais e alimentos integrais.

Ideia central do texto

A macrobiótica não é apenas uma dieta, mas uma forma de viver com mais consciência, presença e ligação à natureza. O processo exige paciência, prática e perseverança. Com o tempo, o corpo adapta-se, diminui o desejo por comida processada e desenvolve-se uma relação mais equilibrada e livre com a alimentação.

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texto

Quer já tenhas ouvido falar de macrobiótica, quer já tenhas decidido experimentá-la através de mudanças nos teus hábitos de vida e alimentação, é interessante refletires sobre a forma como queres e podes fazer as alterações necessárias para reajustar a tua dieta e deixar para trás hábitos que sentes que te estão a limitar ou até a prejudicar.

Existem duas opções possíveis para dar os primeiros passos:

  • Mudar de forma gradual e pouco a pouco.
  • Dizer: “Basta!” e mudar de forma drástica.

Em qualquer dos casos, é importante dedicar algum tempo ao estudo das bases filosóficas (a Ordem do Universo, o Princípio Único, as 5 transformações, alguma nutrição do ponto de vista bioquímico, etc.) e também à prática na cozinha, transformando-a no templo da casa, onde se investe uma energia que, a curto prazo, se refletirá em mudanças fisiológicas e mentais que, intencionalmente ou não, se estenderão ao ambiente à tua volta.

Algumas pessoas que tentam mudar radicalmente a sua alimentação para a macrobiótica podem sentir que esta não é adequada para elas e acabam por desistir após algum tempo de prática rígida do padrão recomendado. As orientações seguintes podem ajudar numa transição mais gradual, que em muitos casos será mais duradoura.

1. Reduz o consumo de carne e produtos de carne. Começa por eliminar a carne vermelha e reduz a frequência semanal ou mensal do consumo de carne. Desta forma, os sistemas corporais e energéticos adaptar-se-ão mais suavemente à mudança. Substitui frango, peru e outras carnes brancas por peixe. Consome mais leguminosas.

2. Reduz o consumo de hidratos de carbono refinados e de produtos feitos com farinha branca (pão, pastelaria, bolachas…) e, sobretudo, substitui o açúcar por adoçantes naturais, como malte de cereais, sumo concentrado de maçã, frutas secas, etc.

3. Escolhe produtos de padaria integrais de qualidade (feitos com farinhas biológicas de boa qualidade, não congeladas, com massa-mãe e não com misturas de farinhas reforçadas como as vendidas nos supermercados).

4. Reduz o consumo de lacticínios, substituindo-os por bebidas vegetais (arroz, aveia, kamut, amêndoa, etc.), maionese de tofu ou soja, cremes para barrar feitos com manteigas de frutos secos e aprende a preparar pratos que, emocionalmente, proporcionem a mesma sensação de conforto dos lacticínios, como pudins veganos, quiche de tofu, queijo vegetal ou iogurtes de frutos secos.

5. Troca os cereais açucarados do pequeno-almoço por um bom muesli sem açúcar, naturalmente doce graças à fruta seca como passas, alperces secos ou ameixas secas.

6. Substitui as sandes por snacks caseiros que forneçam energia estável (por exemplo, trocar pão branco por panquecas de aveia ou bolas de arroz).

7. Substitui refrigerantes açucarados e gaseificados por chás naturais ou sumos frescos de vegetais.

8. Se já deste estes primeiros passos e te sentes bem, podes continuar a evoluir a tua alimentação com esta proposta baseada numa dieta 100% vegetal. Faz refeições completas regularmente, assegurando todos os nutrientes:

Hidratos de carbono: cereais integrais (arroz, trigo, cevada, millet, aveia, centeio, milho…) e derivados (pão integral, massas integrais, sêmolas, cuscuz, bulgur, flocos, etc.).

Proteínas: leguminosas (grão-de-bico, lentilhas, feijão, favas, ervilhas, soja branca, verde ou preta…) e derivados como seitan, tofu e tempeh. Frutos secos.

Lípidos: azeite, óleo de sésamo, óleo de milho e manteigas de frutos secos.

Vitaminas: fruta e legumes, incluindo sempre uma porção de vegetais verdes pouco cozinhados ou crus.

Minerais: utiliza pequenas quantidades de algas em cada refeição, sementes (sésamo, abóbora, girassol) e legumes.

Uma alimentação equilibrada e natural é o maior investimento que podemos fazer na nossa vida. Tal como a saúde individual se constrói através de uma forma harmoniosa de viver e comer, também se constrói uma maior harmonia social.

Como aplicar estas mudanças na cozinha?

1. Cozinha em casa pelo menos uma vez por dia. Prepara uma panela de sopa de miso, arroz integral, legumes salteados, salada, peixe (se o quiseres consumir) e um bule de chá verde ou chá de três anos.

2. Faz sobremesas sem açúcar com fruta local e da época.

3. Podes preparar deliciosas bolachas com farinhas integrais ou flocos de aveia/arroz, frutos secos e passas adoçadas com malte de cereais para o lanche ou snacks.

4. Actualmente é possível encontrar uma grande variedade de cereais integrais em lojas biológicas especializadas ou cooperativas de consumo responsável. Ao pequeno-almoço, podes fazer papas (cremes de cereais) e acrescentar bebida vegetal, passas, frutos vermelhos, casca de limão e sementes ou nozes/amêndoas tostadas.

5. As sugestões anteriores oferecem ideias simples que qualquer pessoa pode adaptar ao seu estilo de vida para fazer a transição para a macrobiótica de forma flexível e prática. Comer de forma macrobiótica não significa deixar de desfrutar do prazer da comida; pelo contrário, os pratos naturais e saudáveis proporcionam o prazer de saborear alimentos autênticos provenientes de produtos integrais cultivados biologicamente, geralmente mais saborosos do que os cultivados com pesticidas.

6. Gradualmente, à medida que o organismo se limpa de toxinas e das memórias dos alimentos processados e quimicamente alterados, aumenta o prazer de comer alimentos tal como a terra os oferece: integrais e vivos. As papilas gustativas recuperam sensibilidade e sentimos o efeito físico e energético dos alimentos com maior intensidade.

7. Faz das mudanças incorporadas uma prioridade, evitando que os antigos hábitos voltem a ganhar espaço na tua vida. Se isso acontecer, lembra-te de que também faz parte do processo de transição para uma vida mais saudável e não significa que estejas a falhar. Tanto os desejos por alimentos menos saudáveis como o seu consumo ocasional podem ajudar na tomada de consciência sobre como o corpo reage e sobre o bem-estar que se sente ao regressar a uma alimentação equilibrada.

Depois de algum tempo sem alimentos processados, refinados e artificializados, o organismo aprende a associar sensações agradáveis à alimentação macrobiótica. Os desejos por “comida de plástico” diminuem até desaparecerem. Isto acontece não só devido à alteração das memórias celulares, mas também porque uma alimentação integral equilibrada estabiliza os níveis de açúcar no sangue. Quando a mente deixa de “vibrar” com comida processada, começamos finalmente a comer com liberdade em vez de compulsão.

Lembra-te de que qualquer transformação baseada na experiência pessoal é um processo que exige tempo. A adoção meramente intelectual de teorias e práticas, sem tempo para que se integrem verdadeiramente no nosso ser, não produz mudanças sólidas, duradouras nem honestas. A passagem de uma alimentação convencional moderna para a macrobiótica exige perseverança. Haverá fases maravilhosas e outras mais difíceis, em que a mente pode querer voltar atrás e procurar desculpas para retomar hábitos alimentares prejudiciais.

George Ohsawa ensinava que: “Quanto maior a dificuldade, maior a satisfação.” Isto pode aplicar-se a qualquer área da vida que tentamos dominar.

Um antigo provérbio chinês afirma também: “Paciência! Uma viagem de 100.000 km começa sempre com o primeiro passo.”

Numa época em que tudo acontece a um ritmo frenético, estas palavras sábias podem parecer irrelevantes. A macrobiótica integra-se dia após dia, refeição após refeição, ano após ano. Haverá dias em que o arroz se queimará ou os legumes ficarão demasiado cozidos; outros em que o arroz ficará demasiado mole e as leguminosas demasiado duras… Qual é a alternativa? Voltar aos antigos hábitos ou perseverar até dominar os novos?

Uma das maiores lições que a macrobiótica me deu — e continua a dar após tantos anos — é a necessidade de abrandar o ritmo da vida quotidiana. Readaptar os ritmos da vida moderna aos da natureza para recuperar a paz e o sentido de pertença a um processo intemporal e eterno.

Preparar um menu macrobiótico vai muito além da simples cozinha. Implica presença e prática do “aqui e agora”; é pura alquimia que ultrapassa o alimento em si. É uma forma de meditação ativa incorporada no ritual diário que nos nutre e sustenta a vida. Algo que não se pode comprar nem obter com dinheiro, mas apenas através da constância e dedicação.

 

 

 

 

 

 


A digestão,

uma dança harmoniosa de opostos

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/la-digestion-un-baile-armonioso-de-opuestos/

Drª Helena Corrales

Elena · Petiscos de Saúde · 18 de maio de 2026 

resumo

A digestão é um processo equilibrado e organizado, no qual o corpo alterna entre meios ácidos e alcalinos para transformar corretamente os alimentos.

  • Na boca, a saliva alcalina inicia a digestão dos hidratos de carbono.
  • No estômago, o meio ácido ajuda a decompor as proteínas.
  • No intestino delgado, a bílis e o suco pancreático tornam o ambiente novamente alcalino para digerir as gorduras.
  • No final, o suco intestinal completa a digestão.

Este equilíbrio entre ácido/alcalino e yin/yang é essencial para uma boa digestão e para a absorção dos nutrientes. Maus hábitos como comer depressa, em excesso ou com stress podem dificultar este processo. Por isso, é importante mastigar bem, respeitar os tempos das refeições e não sobrecarregar o sistema digestivo.

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texto

A digestão é muito mais do que um processo automático: é uma delicada viagem em que cada fase tem o seu próprio ritmo e o seu próprio equilíbrio. Entre a acidez e a alcalinidade joga-se uma harmonia essencial que influencia diretamente a forma como nos sentimos, a nossa energia e a nossa saúde. Neste artigo, convido-te a descobrir como funciona este equilíbrio e porque compreendê-lo pode mudar a tua forma de te alimentares e de cuidares de ti.

A digestão é um processo muito mais inteligente e organizado do que costumamos imaginar. Não se trata apenas de “desfazer” os alimentos, mas sim de uma sequência muito precisa em que o organismo vai criando diferentes ambientes para conseguir transformar cada nutriente da melhor forma possível.

Tudo começa na boca. A saliva tem uma ligeira condição alcalina (yang) e a sua principal função é iniciar a digestão dos hidratos de carbono. Por isso, é tão importante mastigar bem: quanto mais tempo o alimento permanecer na boca, melhor este processo se inicia.

Quando o alimento chega ao estômago, o cenário muda por completo. Aqui encontramos um meio ácido (yin), graças ao suco gástrico. Esta acidez é fundamental para decompor as proteínas e facilitar a sua posterior assimilação. É um ambiente poderoso, concebido para transformar alimentos mais complexos.

Mais à frente, no intestino delgado, o corpo volta a modificar o ambiente. A bílis (produzida pelo fígado) e o suco pancreático criam um meio alcalino (yang). Esta mudança é essencial para digerir corretamente as gorduras e continuar o processo digestivo em condições adequadas.

Na fase final, o suco intestinal volta a fornecer um ligeiro toque ácido (yin), permitindo concluir a digestão daqueles componentes que ainda não foram completamente transformados.

Por fim, depois de todo este percurso, os nutrientes já digeridos apresentam uma ligeira tendência alcalina (yang), o que facilita a sua absorção e integração no organismo.

O que é que tudo isto nos ensina?

Que a digestão é um processo dinâmico, baseado no equilíbrio. O corpo alterna naturalmente entre o ácido e o alcalino, entre yin e yang, para conseguir adaptar-se a cada tipo de alimento.

Quando este equilíbrio se altera — devido a uma alimentação inadequada, por comer depressa, em excesso ou por stress — a digestão pode tornar-se mais pesada, incompleta ou desconfortável.

Por isso, mais importante do que aquilo que comemos, é a forma como comemos: mastigar bem, respeitar os tempos e não sobrecarregar o sistema digestivo.

Em suma, existe dentro de nós toda uma coreografia perfeitamente desenhada para transformar os alimentos em vida.

Bom apetite!

 


 

 

 

 

Thursday, May 14, 2026

 

Caldo/chá

de feijão azuki

https://www.facebook.com/people/Clara-Castellotti-Formentera-lady/100063781712841/

resumo

O feijão azuki Hokkaido é recomendado por ser mais nutritivo e mais yang.

Pode ser consumido de duas formas:

1. Caldo concentrado: cozer azuki demolhado com alga kombu na panela de pressão durante cerca de 1 hora e beber uma pequena chávena por dia.

2. Chá de azuki: ferver azuki, água e kombu durante 20 minutos, coar e beber quente ou à temperatura ambiente.

Nunca deve ser bebido frio nem aquecido no micro-ondas, para preservar o efeito yang.

O melhor horário para tomar é entre as 15h e as 19h, altura em que os meridianos dos rins e da bexiga estão mais ativos.

Usos terapêuticos sugeridos:

  • Para pedras nos rins: adicionar daikon ralado.
  • Para eliminar muco nos rins e trato urinário: adicionar raiz de lótus ralada.
  • Em caso de inflamação dos rins: juntar uma pitada de sal marinho.

Duração recomendada:

  • Tomar diariamente durante uma semana e depois em dias alternados, pelo menos por três semanas, conforme a necessidade. Parte superior do formulário

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CALDO DE AZUKI

Aconselho prepará-lo com azuki Hokkaido, uma variedade mais pequena, mais yang e mais rica em nutrientes.

Há duas formas de tomar o caldo de azuki:

1. Uma versão mais concentrada (a minha preferida), que consiste em cozer a leguminosa como habitualmente (depois de a deixar de molho durante toda a noite), com alga kombu em água (um pouco mais de água do que para uma cozedura normal), numa panela de pressão durante cerca de uma hora (45 minutos sob pressão e mais 10 minutos sem pressão), e ir bebendo o caldo (uma chávena pequena por dia).

2. A outra forma é o chá de azuki, preparado da seguinte maneira:

  • 4 chávenas de água
  • 1 chávena de azuki
  • 3 cm de alga kombu previamente demolhada em água, utilizando também a água da demolha
  • Levar ao lume forte uma panela com os ingredientes, sem adicionar sal.
  • Quando levantar fervura, reduzir o lume e deixar cozinhar durante 20 minutos, com a tampa semiaberta.
  • Não mexer. Coar e beber uma pequena chávena, quente ou à temperatura ambiente, do líquido, que deverá ter uma cor castanho-escura.
  • O líquido restante pode ser guardado no frigorífico e reaquecido antes de ser consumido.
  • Nunca o beber frio nem aquecido no micro-ondas, pois isso prejudicaria o efeito yang que se pretende obter. Com os mesmos feijões pode preparar-se mais chá.

É preferível tomá-lo (tanto o caldo como o chá) à tarde, entre as 15h e as 19h, quando os meridianos dos rins e da bexiga estão mais activos.

Se quisermos dissolver pedras nos rins, pode adicionar-se ao chá um pouco de daikon ralado (e, ao mesmo tempo, aplicar compressas muito quentes de gengibre na zona dos rins). Para eliminar muco acumulado nos rins (devido a uma alimentação rica em lacticínios, açúcar e gorduras) e no trato urinário, adicionar raiz de lótus ralada, de preferência fresca (ou seca, se não houver fresca).

Em caso de nefrite ou inflamação dos rins, adicionar uma pitada de sal marinho ao chá para aumentar a produção de urina.

Para aliviar uma condição crónica, tomar chá de azuki todos os dias durante uma semana; depois, em dias alternados ou de três em três dias, durante pelo menos três semanas, dependendo da condição.

Parte inferior do formulário

 


 

Formas básicas de confeção

das leguminosas

Elena — Alimentação — 11 de maio de 2026

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/formas-basicas-de-coccion-de-las-legumbres/

resumo

As leguminosas são alimentos muito nutritivos, ricos em proteínas e fundamentais numa alimentação equilibrada. No entanto, a forma como são preparadas influencia bastante a digestão, o sabor e o valor nutricional.

Principais recomendações para cozinhar leguminosas:

  • Demolhar entre 8 e 12 horas antes de cozinhar.
  • Utilizar água filtrada ou engarrafada e deitar fora a água da demolha.
  • Adicionar alga kombu durante a cozedura para melhorar a digestão.
  • Colocar o sal apenas no final da cozedura.
  • Cozinhar com bastante líquido, em sopas, guisados ou ensopados.
  • Acompanhar com legumes para tornar o prato mais leve.
  • Guardar no frigorífico com algum caldo até cerca de uma semana.
  • Assustar” as leguminosas com água fria pode ajudar a amaciá-las, exceto no caso do grão-de-bico.
  • Na panela de pressão, deve retirar-se primeiro a espuma antes de fechar a panela.

A ideia principal é aprender a preparar melhor as leguminosas para aproveitar todos os seus benefícios e evitar desconfortos digestivos.

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texto

As leguminosas são um pilar fundamental de uma alimentação saudável, mas nem sempre tiramos o máximo partido delas na cozinha. Sabias que a forma como as cozinhas pode influenciar a sua digestibilidade, sabor e valor nutricional? Neste artigo vais descobrir as técnicas básicas de confecção que fazem a diferença, para que os teus pratos com leguminosas sejam mais saborosos, leves e nutritivos.

As leguminosas: um alimento tradicional, nutritivo e cheio de possibilidades

As leguminosas formam uma grande família de alimentos que, embora muitas vezes sejam agrupadas com os cereais, têm características próprias muito interessantes. São especialmente ricas em proteínas, o que as torna uma excelente alternativa aos alimentos de origem animal, com múltiplos benefícios para a saúde.

Há séculos que são um pilar básico da alimentação em praticamente todas as culturas: no Oriente, no Ocidente e na América. Pratos simples como um ensopado, umas lentilhas ou uns grãos-de-bico alimentaram gerações inteiras.

Numa perspetiva energética, as leguminosas são um pouco mais “yin” do que os cereais, o que também explica porque podem ser um pouco mais difíceis de digerir para algumas pessoas. Por isso, não é necessário consumir grandes quantidades: três ou quatro colheres de sopa por dia podem ser mais do que suficientes dentro de uma alimentação equilibrada.

Como cozinhar as leguminosas para que sejam mais fáceis de digerir

Muitas vezes, o problema não está na leguminosa em si, mas na forma como a preparamos. Com alguns cuidados simples, podemos melhorar bastante a sua digestibilidade e desfrutar de todos os seus benefícios.

·      A demolha: um passo essencial - Antes de as cozinhar, convém deixá-las de molho. O tempo pode variar conforme o tipo de leguminosa e a sua frescura, mas, de forma geral, entre 8 e 12 horas costuma ser adequado. As leguminosas mais “velhas” necessitarão de mais tempo.

·      A água é importante - É recomendável utilizar água filtrada ou engarrafada, já que as leguminosas absorvem a água em que ficam de molho. Se a água for muito calcária ou contiver impurezas, pode dificultar a cozedura.

A água da demolha deve ser descartada: embora se percam alguns nutrientes, eliminam-se também substâncias que dificultam a digestão (antinutrientes).

·      O papel das algas - Adicionar uma tira de alga kombu durante a cozedura é um truque tradicional muito útil. Esta alga ajuda a amaciar as leguminosas e melhora a sua digestibilidade graças ao seu teor de ácido glutâmico. Neste caso, a água da demolha da alga pode ser aproveitada.

·      Quando adicionar o sal - O sal deve ser adicionado mais para o final da cozedura, aproximadamente 20 minutos antes de terminar. Se for colocado no início, pode endurecer a pele da leguminosa e dificultar a sua cozedura. Também se pode acrescentar um pouco de tamari/shoyu no final para dar sabor.

·      O tempo de cozedura - Não existe um tempo universal exacto. Pode variar entre 30 minutos e uma hora (ou mais), dependendo do tipo de leguminosa, da intensidade do lume, do recipiente e do método de confeção. Aqui entram em jogo a prática e o bom senso.

Melhor em pratos com caldo e acompanhadas

As leguminosas costumam ser mais bem toleradas quando são cozinhadas com líquido suficiente, em forma de sopa, ensopado ou guisado. Além disso, é recomendável acompanhá-las com uma pequena quantidade de legumes, que conferem leveza e equilíbrio ao prato.

Conservação

Depois de cozinhadas, conservam-se perfeitamente durante vários dias (até uma semana) no frigorífico, desde que sejam mantidas com algum caldo.

“Assustar” (escaldar/”quebrar”) as leguminosas

Existe uma expressão tradicional: “assustar as leguminosas”. Consiste em adicionar um pouco de água fria durante a cozedura (quando não se utiliza panela de pressão) para interromper momentaneamente a fervura. Diz-se que isso ajuda a amaciá-las, embora não seja recomendável no caso do grão-de-bico, que prefere uma cozedura constante.

Utilização da panela de pressão

Se utilizarmos uma panela de pressão, é importante não a fechar logo desde o início. Primeiro, deve deixar-se a água levantar fervura e retirar a espuma que se forma à superfície. Este passo melhora a cozedura e evita problemas com a válvula.

Com estes pequenos conselhos, as leguminosas podem tornar-se um alimento muito mais fácil de digerir e agradável de consumir.

A ideia é simples: não abdicar de um alimento tão valioso por causa de desconfortos como os gases, mas aprender a prepará-lo melhor para o poder apreciar plenamente.

 

* Dica do tradutor= na cozinha vegetariana também se utilizam especiarias (exemplo mais comum, os cominhos) e gengibre para cozinhar as leguminosas(no final da cozedura) a fim de evitar/atenuar a flatulência.

 

 

 

 

Tuesday, May 12, 2026

 

Receitas da Vida Eterna

https://macrobiotica-george-ohsawa.blogspot.com/p/receitas-da-vida-eterna.html

𝘼𝙍𝙍𝙊𝙕 𝙄𝙉𝙏𝙀𝙂𝙍𝘼𝙇 𝙀𝙈 𝙋𝘼𝙉𝙀𝙇𝘼 𝙂𝙍𝙊𝙎𝙎𝘼
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Processador de alimentos:
⠀⠀ Russell Hobbs Desire 24730-56 ou similar.
Panela grossa:
⠀⠀ Preferencialmente, de ferro fundido não esmaltada. Pode ser em panela normal, inox ou de ferro fundido esmaltado, mas não em panela de alumínio.
Pano de cozinha.
Chapa difusora.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Arroz integral de grão curto:
⠀⠀ De marca Aldi ou Casa da Mó.
Água:
⠀⠀ Mesma quantidade que de arroz, mais uma percentagem extra segundo indicado na última foto.
Sal marinho sem refinar:
⠀⠀ Por cada 2 copos de arroz (1 copo = 200ml), 1 colher de chá (5g) de sal.
𝘌𝘹𝘦𝘮𝘱𝘭𝘰s:
⠀⠀ 2 de arroz, 2 + 80% de água (3,6 copos), 1 de sal (5g).
⠀⠀ 4 de arroz, 4 + 72,5% de água (6,9 copos), 2 de sal (10g).
⠀⠀ 6 de arroz, 6 + 65% de água (9,9 copos), 3 de sal (15g).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Meta o arroz no processador de alimentos (máximo 3 copos).
Ligue o processador durante 1 minuto (se as lâminas estiverem afiadas, só 30 segundos). O arroz vai criar pó.
Meta o arroz e o pó na panela. Repita até processar todo o arroz.
Adicione a água e o sal.
Meta um pano à volta da tampa e feche a panela. Nunca abra a panela.
Meta no bico grande, no máximo, até sair vapor pelos lados ou até a borda do pano ficar húmida.
Troque para o bico médio, em fogo mínimo e com chapa difusora, durante 90 minutos.
Retire do fogo e deixe repousar por 20 minutos sem abrir a tampa.
Abra a tampa, mexa com uma colher de pau húmida para deixar sair o excesso de vapor, passe para outro recipiente e cubra com um pano húmido.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Bernadette Kikuchi.

𝘼𝙍𝙍𝙊𝙕 𝙄𝙉𝙏𝙀𝙂𝙍𝘼𝙇 𝙀𝙈 𝙋𝘼𝙉𝙀𝙇𝘼 𝘿𝙀 𝙋𝙍𝙀𝙎𝙎𝘼𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Processador de alimentos:
⠀⠀ Russell Hobbs Desire 24730-56 ou similar.
Panela de pressão de alumínio:
⠀⠀ Hawkins Classic de 5 litros.
Pano de cozinha.
Chapa difusora.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Arroz integral de grão curto:
⠀⠀ De marca Aldi ou Casa da Mó.
Água:
⠀⠀ Mesma quantidade que de arroz, mais uma percentagem extra segundo indicado na última foto.
Sal marinho sem refinar:
⠀⠀ Por cada 2 copos de arroz (1 copo = 200ml), 1 colher de chá (5g) de sal.
𝘌𝘹𝘦𝘮𝘱𝘭𝘰s:
⠀⠀ 2 de arroz, 2 + 50% de água (3 copos), 1 de sal (5g).
⠀⠀ 4 de arroz, 4 + 42,5% de água (5,7 copos), 2 de sal (10g).
⠀⠀ 6 de arroz, 6 + 35% de água (8,1 copos), 3 de sal (15g).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Meta o arroz no processador de alimentos (máximo 3 copos).
Ligue o processador durante 1 minuto (se as lâminas estiverem afiadas, só 30 segundos). O arroz vai criar pó.
Meta o arroz e o pó na panela. Repita até processar todo o arroz.
Adicione a água e o sal e feche a panela.
Meta no bico grande, no máximo, até chiar.
Deixe chiar, no máximo, durante 1 minuto.
Troque para o bico médio, em fogo mínimo e com chapa difusora, durante 60 minutos.
Retire do fogo e deixe repousar por 20 minutos sem abrir a tampa.
Abra a tampa, mexa com uma colher de pau húmida para deixar sair o excesso de vapor, passe para outro recipiente e cubra com um pano húmido.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Bernadette Kikuchi.

𝙁𝙍𝙐𝙏𝙄𝙉𝙃𝘼 𝘿𝙀 𝘼𝘽𝙊𝘽𝙊𝙍𝘼
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Vaporeira de bambú ou cuscuzeira.
Película aderente.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1/2 abóbora hokaido, abóbora-menina ou cabacinha.
Sal marinho sem refinar, fino.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Parta a abóbora em fatias grossas, e cada fatia em 2 pedaços iguais.
Com o dedo molhado, esfregue a parte de dentro das fatias com sal fino.
Coloque numa cuscuzeira com água fervente e deixe cozer, no mínimo e com tampa, durante 20 minutos.
Separe a polpa da casca da abóbora já cozida.
Triture.
Forme as frutinhas com a ajuda de película aderente.

𝙎𝙊𝙋𝘼 𝘿𝙀 𝙈𝙄𝙎𝙊 𝘾𝙊𝙈 𝙏𝙊𝙁𝙐 𝙀 𝘼𝙈𝙀𝙄𝙅𝙊𝘼
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1 tira de alga wakame.
1 fatia de tofu.
½ nabo cortado em fatias finas.
1 copo de ameijoas.
1 colher de sopa de miso.
3 copos de água.
1 colher de sopa de cebolinho.
Gengibre.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Lave e corte a alga wakame em tirinhas.
Corte o tofu em cubos pequenos.
Aqueça a água e acrescente a alga wakame. Quando ferver, adicione o tofu, o nabo e as ameijoas. Deixe ferver por 5 minutos em fogo mínimo.
Dissolva o miso e acrescente à sopa.
Pique o cebolinho bem fino.
Desligue o fogo e sirva em taças, com o cebolinho picado por cima.
Rale o gengibre e esprema algumas gotas do seu sumo em cada taça de sopa.
Sirva bem quente.

𝘾𝙀𝘽𝙊𝙇𝘼𝘿𝘼 𝘿𝙀 𝙁𝙐
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Frigideira ou wok.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
½ embalagem de Zeni-Fu.
1 dente de alho pequeno.
1 cebola grande.
Óleo de sésamo.
½ copo de água.
Um fio de shoyu.
Cebolinho picado.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Coloque as rodelas de fu de molho durante 10 minutos.
Unte uma frigideira ou wok com óleo de sésamo. Salteie um dente de alho picado, até estar dourado.
Adicione a cebola cortada em forma de meia-lua, em fatias finas.
Salteie a cebola sem adicionar água, até que esteja dourada e transparente.
Adicione as rodelas de fu, água até cobrir e tempere adequadamente com shoyu.
Deixe cozer até o caldo secar.
Salpique com cebolinho picado.

𝘾𝙃𝙄𝙋𝙎 𝘿𝙀 𝙄𝙉𝙃𝘼𝙈𝙀
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Mandolina.
Frigideira normal ou de imersão.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Inhame.
Óleo para fritar.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Retire a casca do inhame, preferencialmente raspando suavemente com uma colher em vez de descascar.
⠀⠀ Trate os alimentos com gentileza, pois eles criarão o sangue que lhe abrirá as portas da Vida Eterna.
Lave o inhame e coloque numa bacia com água e uma pitada de sal, durante 15 minutos.
Retire o inhame, seque-o com um pano e corte-o em fatias finas de 2 mm de grossura. Use uma mandolina para obter um resultado uniforme.
Frite em óleo quente até estarem crocantes, sem deixar queimar.
⠀⠀ Para obter um melhor resultado, use a frigideira de imersão e mexa constantemente o óleo com um pauzinho.
Retire e coloque em papel absorvente.

𝙍𝙊𝙇𝙄𝙉𝙃𝙊 𝘿𝙀 𝘾𝙊𝙐𝙑𝙀 𝙂𝙍𝘼𝙏𝙄𝙉𝘼𝘿𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Panela pequena.
Coador.
Frigideira pesada.
Tabuleiro para forno.
Forno.
Palitos.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1 copo de caldo de kombu (kombu dashi).
2 colheres de sopa de shoyu.
110g de kofu ou 5 colheres de sopa de seitan picado.
30g de biifun (vermicelli de arroz integral) ou outro vermicelli adequadamente cozido.
⠀⠀ Biifun da marca King Soba disponível na @naturitas.pt
10 folhas de couve.
2 colheres de sopa de óleo de milho ou de sésamo.
1 cebola pequena, picada.
1 cenoura pequena, fatiada.
Uma pitada de sal marinho.
Óleo para a assadeira.
1 copo de Molho Béchamel Santificado (envie-nos mensagem para obter a receita original).
2 colheres de sopa de salsa picada.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Numa panela pequena, misture o dashi, o shoyu e o kofu (ou seitan) e deixe ferver. Cozinhe até que todo o líquido seja absorvido ou evaporado e o kofu esteja bem aromatizado. Escorra o kofu e pique em cubos.
Ferva o biifun durante 2 a 4 minutos; escorra, depois corte em pedaços de 5 cm de comprimento.
Coloque as folhas de couve num coador e mergulhe-as em água a ferver até começarem a murchar. Escorra, apare a base das folhas e reserve-as.
Aqueça uma frigideira pesada e cubra com óleo. Refogue a cebola em fogo médio por 5 minutos ou até dourar levemente.
Adicione as fatias de cenoura e, em seguida, o kofu (ou seitan), refogando cada um levemente à medida que os adiciona.
Tempere com uma pitada de sal, adicione o biifun e misture os ingredientes. Retire do lume.
Coloque 2 ou 3 colheres de sopa da mistura de legumes e massa no final de uma folha de repolho e enrole a folha para cobrir o recheio. Enfie as bordas da folha, enrole novamente e prenda com um palito. Repita com os ingredientes restantes até todos serem usados.
Coloque os rolos num tabuleiro generosamente untado com óleo e leve ao forno pré-aquecido a 220 °C durante 15 minutos.
Sirva porções individuais com Molho Béchamel Santificado, coberto com uma pitada de salsa picada.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙍𝙊𝙇𝙄𝙉𝙃𝙊𝙎 𝘿𝙀 𝙉𝙊𝙍𝙄 𝙀 𝘼𝘽𝙊𝘽𝙊𝙍𝘼
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Frigideira pesada.
Esteira de sushi.
Faca pesada e afiada.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1 cenoura de tamanho médio.
1 raiz de lótus de tamanho médio.
1 colher de sopa de óleo de sésamo.
Uma pitada de sal marinho.
1 colher de chá de shoyu.
3 folhas de nori.
3 copos de puré de abóbora.
1 ou 2 colheres de sopa de kokkoh (opcional).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Corte a cenoura e a raiz de lótus em quartos no sentido do comprimento, depois corte um quarto de cada vegetal em palitos finos com aproximadamente 0,8 cm de espessura.
Aqueça uma frigideira pesada e cubra com ½ colher de sopa de óleo. Salteie os palitos de cenoura em lume médio durante 1 ou 2 minutos, mexendo suavemente para os cobrir uniformemente com óleo e evitar que queimem.
Adicione 2 ou 3 colheres de sopa de água, reduza o lume e deixe cozinhar em lume brando durante 15 minutos. Tempere com uma pitada de sal. Se ainda restar algum líquido, cozinhe em lume brando sem tampa até evaporar. Retire do lume e reserve.
Aqueça outra frigideira e cubra com a restante ½ colher de sopa de óleo. Reduza o fogo para baixo e refogue os palitos de lótus por 2 ou 3 minutos.
Adicione água até cobrir metade dos palitos, tape a frigideira e deixe cozinhar em lume brando durante 10 minutos. Tempere com shoyu e cozinhe em lume brando até que todo o líquido tenha sido absorvido ou evaporado. Retire do lume.
Toste as folhas de nori em lume brando apenas de um lado durante alguns segundos. Coloque 1 folha numa esteira de sushi.
Divida o puré em 3 porções e espalhe 1 porção sobre cada folha de nori. Se o puré estiver demasiado húmido, adicione 1 ou 2 colheres de sopa de kokkoh para engrossar.
Coloque uma fila dupla de palitos de cenoura e de lótus no centro do puré. Enrole a mistura na esteira, pressionando levemente os ingredientes todos juntos num cilindro. Retirar a esteira e repetir com os restantes ingredientes.
Utilize uma faca afiada e pesada para cortar cada rolo em rodelas de 2,5 cm. Limpe a faca após cada corte para obter fatias elegantes.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙈𝙐𝙁𝙁𝙄𝙉𝙎 𝘿𝙀 𝙂𝙍𝘼𝙊-𝘿𝙀-𝘽𝙄𝘾𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Panela de pressão.
Liquidificador ou varinha mágica.
Tigela de mistura.
Formas para muffin.
Forno.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
𝘗𝘰𝘭𝘮𝘦:
3 copos de farinha de trigo integral.
2 colheres de chá de sal marinho.
½ colher de chá de canela em pó.
4½ copos de água.
𝘙𝘦𝘤𝘩𝘦𝘪𝘰:
1 copo de grão-de-bico cru, lavado e demolhado durante 12h.
1 tira de alga kombu.
1 pitada de sal.
𝘝𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 (𝘰𝘱𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭):
Farinha de milho ou de trigo sarraceno.
Cebola caramelizada.
Puré de abóbora, batata-doce ou castanha.
Castanhas, creme de maçã, passas ou nozes (inteiras ou em manteiga).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
𝘙𝘦𝘤𝘩𝘦𝘪𝘰:
Coza o grão-de-bico numa panela de pressão, com a mesma água com que o demolhou, uma tira de alga kombu e uma pitada de sal.
Depois da válvula chiar, coza em fogo mínimo durante 1 hora.
Abra a tampa. O grão deverá estar macio e cozido, mas não desfeito.
Retire o grão-de-bico da água da cozedura. Reserve essa água.
Num liquidificador ou com a ajuda da varinha mágica, triture o grão-de-bico, adicionando aos poucos água da cozedura, até obter um patê cremoso. Tenha cuidado de não adicionar água demais.
𝘔𝘶𝘧𝘧𝘪𝘯𝘴:
Pré-aqueça o forno a 175°C.
Misture a farinha, o sal e a canela numa tigela.
Junte a água até ficar bem misturado.
Unte levemente as formas de muffin com óleo.
Encha as formas de muffin até a metade com a massa.
Adicione uma camada de recheio.
Cubra com mais massa até que a forma esteja quatro quintos cheia.
Asse por 40 a 50 minutos ou até que os muffins estejam inchados e bem dourados.
𝙑𝙖𝙧𝙞𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨
𝘗𝘰𝘭𝘮𝘦:
Substitua a farinha de trigo integral com farinha de milho ou farinha de trigo sarraceno.
𝘙𝘦𝘤𝘩𝘦𝘪𝘰:
Em vez de grão-de-bico, use 1 copo de puré de cebola caramelizada, abóbora, batata-doce ou castanha.
𝘋𝘦 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦𝘮𝘦𝘴𝘢:
Para um resultado mais doce e mais ousado, use castanhas, manteiga de maçã, passas ou nozes (inteiras ou em manteiga).
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙂𝙊𝙈𝘼𝙎𝙄𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Frigideira larga e grossa.
Colher de pau.
Suribachi ou almofariz.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Sal marinho sem refinar.
Sementes de sésamo brancas, pretas ou ambas.
𝘘𝘶𝘢𝘯𝘵𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦𝘴:
⠀⠀ 1 colher de chá de sal para 8 de sésamo no inverno, 10 na primavera e no outono e 12 no verão.
⠀⠀ Faca a quantidade certa para uma ou duas semanas, a fim de evitar que se estrague e para ter mais oportunidades de treinar a sua Sensibilidade Divina preparando a Droga dos Deuses: o gomásio.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤s
Lave as sementes de sésamo numa bacia com água. Remova as que boiarem. Escorra as que ficarem no fundo da bacia numa rede, tirando o excesso de água com uma esponja seca e limpa.
Toste o sal integral numa frigideira mexendo sem parar, até que ele fique levemente cinzento.
No suribachi, moa o sal até obter sal muito fino.
Coloque as sementes de sésamo numa frigideira larga e grossa, em fogo médio. Toste-o mexendo rápida e constantemente com uma colher de pau e agitando a frigideira.
Quando as sementes começarem a saltar, baixe o fogo para fogo baixo. Continue a mexer durante mais alguns minutos, até que as sementes estiverem prontas. É preferível ficarem pouco tostadas do que queimarem.
⠀⠀ Para saber se as sementes estão no ponto, aperte uma semente entre dois dedos. Se a semente se desfizer facilmente em farinha, está corretamente tostada. Se não se desfizer, continua crua e necessita de mais tempo.
Retire a frigideira do lume e passe as sementes rapidamente para um recipiente largo, de modo a evitar que queimem.
No suribachi, coloque as sementes de sésamo por cima do sal e moa, de baixo para cima e sem fazer força, até que 60-80% das sementes esteja em farinha.

𝙈𝙊𝙇𝙃𝙊 𝘽𝙀𝘾𝙃𝘼𝙈𝙀𝙇 𝙎𝘼𝙉𝙏𝙄𝙁𝙄𝘾𝘼𝘿𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨

Frigideira pesada.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
¼ de copo de óleo de sésamo.
½ copo de farinha de trigo integral bem peneirada.
3 copos de caldo de kombu ou água.
½ colher de chá de sal marinho.
𝘗𝘢𝘳𝘢 𝘢𝘴 𝘷𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 (𝘰𝘱𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭):
Farinha de trigo integral sem peneirar ou farinha branca.
Noz-moscada, coentros, gengibre ou caril em pó.
½ copo de legumes salteados ou em puré.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Aqueça o óleo de sésamo numa frigideira pesada.
Adicione a farinha e cozinhe em fogo médio, mexendo sempre.
Quando os grumos desaparecerem e a farinha estiver levemente dourada, retire do fogo.
Deixe arrefecer ou mergulhe o fundo da panela em água fria.
Leve a panela de volta ao fogão e adicione gradualmente o caldo de kombu, mexendo até ficar homogéneo.
Leve a ferver em lume médio.
Reduza o lume para baixo e cozinhe em lume brando durante 10-12 minutos. Use uma chapa difusora, se necessário.
Tempere com sal e cozinhe em lume brando durante mais 1-2 minutos.
Para evitar que o molho se solidifique, mantenha-o quente em lume muito baixo ou coloque-o em banho-maria até estar pronto a servir.
𝙑𝙖𝙧𝙞𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨
𝘔𝘰𝘭𝘩𝘰 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘢𝘯𝘩𝘰 𝘰𝘶 𝘣𝘳𝘢𝘯𝘤𝘰:
Para o molho castanho, use farinha de trigo integral sem peneirar e cozinhe até ficar castanho intenso e com aroma a nozes.
Para o molho branco, use farinha branca e não a cozinhe demais, assegurando que a farinha permaneça pálida.
𝘊𝘰𝘮 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘦𝘳𝘰 𝘦𝘹𝘵𝘳𝘢:
Adicione uma pitada de noz-moscada ralada, coentros moídos, gengibre moído ou caril em pó durante a cozedura em lume brando.

𝘊𝘰𝘭𝘰𝘳𝘪𝘥𝘰 𝘦 𝘴𝘢𝘣𝘰𝘳𝘰𝘴𝘰:
Adicionar ½ copo de legumes salteados ou em puré durante a cozedura em lume brando para obter cor e sabor extra.
𝘎𝘳𝘢𝘷𝘺:
Depois de fritar um prato, adicione 1 a 3 partes de farinha para 1 parte de óleo restante na panela e proceda como na receita básica.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙃𝘼𝙈𝘽𝙐𝙍𝙂𝙐𝙀𝙍 𝘿𝙀 𝙈𝙄𝙇𝙇𝙀𝙏

𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨

Tacho.

Colher de pau.

Frigideira ou forno.

𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨

1 copo de millet.

3 copos de água fervente.

½ colher de chá de sal marinho.

1 copo de legumes picados:

⠀⠀ Cebola, cenoura, nabo e abóbora.

Cebolinho ou salsa picados.

Óleo de sésamo.

𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨

Toste o millet durante alguns minutos, em fogo baixo, até ficar dourado.

Num tacho, salteie a cebola até ficar transparente.

Adicione a cenoura, o nabo e a abóbora. Mexa bem.

Adicione a água fervente seguida do millet e do sal.

Deixe cozer durante 30 minutos.

Retire a tampa e junte o cebolinho picado. Com uma colher de pau, misture energicamente até obter uma pasta grossa.

Deixe arrefecer bem e, com as mãos molhadas, molde o millet até obter a forma de um hambúrguer bem compacto.

Aqueça uma frigideira, pincele com óleo de sésamo e deixe tostar os hambúrgueres até terem uma crosta dourada.

⠀⠀ Alternativamente, pode cozinhar os hambúrgueres num forno preaquecido a 180ºC.

~ Pão/Bolo de Ohsawa ~

O famoso pão de Ohsawa pode ser preparado de diversas formas (arrasta para o lado para veres as minha anotações com mais ideias 📝💡).

A receita que usei hoje:

4 copos de farinha de trigo integral

1 copo de farinha de trigo sarraceno

1 copo de farinha de milho

1/2 copo de farinha de castanha

3 colheres de sopa de óleo de sésamo

2 colheres de sobremesa de sal, rasas

3 copos de água, aproximadamente

Passas

Frutos Secos, tostados

1. Juntar todas as farinhas, os frutos secos e as passas.

2. Adicionar o óleo e mexer bem com as mãos, para o óleo se espalhar por toda a farinha.

3. Dissolver o sal na água e juntar a água, aos poucos.

4. Amassar o pão, até ficar bem macio.

5. Abrir a massa com um rolo e dar um formato de círculo, com apenas 2/2,5 cm, de altura.

6. Cozer a 180 C, por cerca de 45 minutos ou até estar bem cozido, dourado e estaladiço.

Variações:

Quando não tenho farinha de castanha, gosto de usar farinha de avelã. Tosto a farinha ligeiramente, mexendo constantemente para não queimar e adiciono no lugar da farinha de castanha.

Em relação a água, é importante relembrar que a quantidade varia consoante as farinhas que usam, a marca da própria farinha e o tempo. Coloquem a água aos poucos. Se a massa está seca, adicionem mais um pouco de água, se está húmida, amassar o pão numa superfície com farinha.

 

 

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