Thursday, May 14, 2026

 

Caldo/chá

de feijão azuki

https://www.facebook.com/people/Clara-Castellotti-Formentera-lady/100063781712841/

resumo

O feijão azuki Hokkaido é recomendado por ser mais nutritivo e mais yang.

Pode ser consumido de duas formas:

1. Caldo concentrado: cozer azuki demolhado com alga kombu na panela de pressão durante cerca de 1 hora e beber uma pequena chávena por dia.

2. Chá de azuki: ferver azuki, água e kombu durante 20 minutos, coar e beber quente ou à temperatura ambiente.

Nunca deve ser bebido frio nem aquecido no micro-ondas, para preservar o efeito yang.

O melhor horário para tomar é entre as 15h e as 19h, altura em que os meridianos dos rins e da bexiga estão mais ativos.

Usos terapêuticos sugeridos:

  • Para pedras nos rins: adicionar daikon ralado.
  • Para eliminar muco nos rins e trato urinário: adicionar raiz de lótus ralada.
  • Em caso de inflamação dos rins: juntar uma pitada de sal marinho.

Duração recomendada:

  • Tomar diariamente durante uma semana e depois em dias alternados, pelo menos por três semanas, conforme a necessidade. Parte superior do formulário

--------------------------

CALDO DE AZUKI

Aconselho prepará-lo com azuki Hokkaido, uma variedade mais pequena, mais yang e mais rica em nutrientes.

Há duas formas de tomar o caldo de azuki:

1. Uma versão mais concentrada (a minha preferida), que consiste em cozer a leguminosa como habitualmente (depois de a deixar de molho durante toda a noite), com alga kombu em água (um pouco mais de água do que para uma cozedura normal), numa panela de pressão durante cerca de uma hora (45 minutos sob pressão e mais 10 minutos sem pressão), e ir bebendo o caldo (uma chávena pequena por dia).

2. A outra forma é o chá de azuki, preparado da seguinte maneira:

  • 4 chávenas de água
  • 1 chávena de azuki
  • 3 cm de alga kombu previamente demolhada em água, utilizando também a água da demolha
  • Levar ao lume forte uma panela com os ingredientes, sem adicionar sal.
  • Quando levantar fervura, reduzir o lume e deixar cozinhar durante 20 minutos, com a tampa semiaberta.
  • Não mexer. Coar e beber uma pequena chávena, quente ou à temperatura ambiente, do líquido, que deverá ter uma cor castanho-escura.
  • O líquido restante pode ser guardado no frigorífico e reaquecido antes de ser consumido.
  • Nunca o beber frio nem aquecido no micro-ondas, pois isso prejudicaria o efeito yang que se pretende obter. Com os mesmos feijões pode preparar-se mais chá.

É preferível tomá-lo (tanto o caldo como o chá) à tarde, entre as 15h e as 19h, quando os meridianos dos rins e da bexiga estão mais activos.

Se quisermos dissolver pedras nos rins, pode adicionar-se ao chá um pouco de daikon ralado (e, ao mesmo tempo, aplicar compressas muito quentes de gengibre na zona dos rins). Para eliminar muco acumulado nos rins (devido a uma alimentação rica em lacticínios, açúcar e gorduras) e no trato urinário, adicionar raiz de lótus ralada, de preferência fresca (ou seca, se não houver fresca).

Em caso de nefrite ou inflamação dos rins, adicionar uma pitada de sal marinho ao chá para aumentar a produção de urina.

Para aliviar uma condição crónica, tomar chá de azuki todos os dias durante uma semana; depois, em dias alternados ou de três em três dias, durante pelo menos três semanas, dependendo da condição.

Parte inferior do formulário

 


 

Formas básicas de confeção

das leguminosas

Elena — Alimentação — 11 de maio de 2026

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/formas-basicas-de-coccion-de-las-legumbres/

resumo

As leguminosas são alimentos muito nutritivos, ricos em proteínas e fundamentais numa alimentação equilibrada. No entanto, a forma como são preparadas influencia bastante a digestão, o sabor e o valor nutricional.

Principais recomendações para cozinhar leguminosas:

  • Demolhar entre 8 e 12 horas antes de cozinhar.
  • Utilizar água filtrada ou engarrafada e deitar fora a água da demolha.
  • Adicionar alga kombu durante a cozedura para melhorar a digestão.
  • Colocar o sal apenas no final da cozedura.
  • Cozinhar com bastante líquido, em sopas, guisados ou ensopados.
  • Acompanhar com legumes para tornar o prato mais leve.
  • Guardar no frigorífico com algum caldo até cerca de uma semana.
  • Assustar” as leguminosas com água fria pode ajudar a amaciá-las, exceto no caso do grão-de-bico.
  • Na panela de pressão, deve retirar-se primeiro a espuma antes de fechar a panela.

A ideia principal é aprender a preparar melhor as leguminosas para aproveitar todos os seus benefícios e evitar desconfortos digestivos.

--------------------------

texto

As leguminosas são um pilar fundamental de uma alimentação saudável, mas nem sempre tiramos o máximo partido delas na cozinha. Sabias que a forma como as cozinhas pode influenciar a sua digestibilidade, sabor e valor nutricional? Neste artigo vais descobrir as técnicas básicas de confecção que fazem a diferença, para que os teus pratos com leguminosas sejam mais saborosos, leves e nutritivos.

As leguminosas: um alimento tradicional, nutritivo e cheio de possibilidades

As leguminosas formam uma grande família de alimentos que, embora muitas vezes sejam agrupadas com os cereais, têm características próprias muito interessantes. São especialmente ricas em proteínas, o que as torna uma excelente alternativa aos alimentos de origem animal, com múltiplos benefícios para a saúde.

Há séculos que são um pilar básico da alimentação em praticamente todas as culturas: no Oriente, no Ocidente e na América. Pratos simples como um ensopado, umas lentilhas ou uns grãos-de-bico alimentaram gerações inteiras.

Numa perspetiva energética, as leguminosas são um pouco mais “yin” do que os cereais, o que também explica porque podem ser um pouco mais difíceis de digerir para algumas pessoas. Por isso, não é necessário consumir grandes quantidades: três ou quatro colheres de sopa por dia podem ser mais do que suficientes dentro de uma alimentação equilibrada.

Como cozinhar as leguminosas para que sejam mais fáceis de digerir

Muitas vezes, o problema não está na leguminosa em si, mas na forma como a preparamos. Com alguns cuidados simples, podemos melhorar bastante a sua digestibilidade e desfrutar de todos os seus benefícios.

·      A demolha: um passo essencial - Antes de as cozinhar, convém deixá-las de molho. O tempo pode variar conforme o tipo de leguminosa e a sua frescura, mas, de forma geral, entre 8 e 12 horas costuma ser adequado. As leguminosas mais “velhas” necessitarão de mais tempo.

·      A água é importante - É recomendável utilizar água filtrada ou engarrafada, já que as leguminosas absorvem a água em que ficam de molho. Se a água for muito calcária ou contiver impurezas, pode dificultar a cozedura.

A água da demolha deve ser descartada: embora se percam alguns nutrientes, eliminam-se também substâncias que dificultam a digestão (antinutrientes).

·      O papel das algas - Adicionar uma tira de alga kombu durante a cozedura é um truque tradicional muito útil. Esta alga ajuda a amaciar as leguminosas e melhora a sua digestibilidade graças ao seu teor de ácido glutâmico. Neste caso, a água da demolha da alga pode ser aproveitada.

·      Quando adicionar o sal - O sal deve ser adicionado mais para o final da cozedura, aproximadamente 20 minutos antes de terminar. Se for colocado no início, pode endurecer a pele da leguminosa e dificultar a sua cozedura. Também se pode acrescentar um pouco de tamari/shoyu no final para dar sabor.

·      O tempo de cozedura - Não existe um tempo universal exacto. Pode variar entre 30 minutos e uma hora (ou mais), dependendo do tipo de leguminosa, da intensidade do lume, do recipiente e do método de confeção. Aqui entram em jogo a prática e o bom senso.

Melhor em pratos com caldo e acompanhadas

As leguminosas costumam ser mais bem toleradas quando são cozinhadas com líquido suficiente, em forma de sopa, ensopado ou guisado. Além disso, é recomendável acompanhá-las com uma pequena quantidade de legumes, que conferem leveza e equilíbrio ao prato.

Conservação

Depois de cozinhadas, conservam-se perfeitamente durante vários dias (até uma semana) no frigorífico, desde que sejam mantidas com algum caldo.

“Assustar” (escaldar/”quebrar”) as leguminosas

Existe uma expressão tradicional: “assustar as leguminosas”. Consiste em adicionar um pouco de água fria durante a cozedura (quando não se utiliza panela de pressão) para interromper momentaneamente a fervura. Diz-se que isso ajuda a amaciá-las, embora não seja recomendável no caso do grão-de-bico, que prefere uma cozedura constante.

Utilização da panela de pressão

Se utilizarmos uma panela de pressão, é importante não a fechar logo desde o início. Primeiro, deve deixar-se a água levantar fervura e retirar a espuma que se forma à superfície. Este passo melhora a cozedura e evita problemas com a válvula.

Com estes pequenos conselhos, as leguminosas podem tornar-se um alimento muito mais fácil de digerir e agradável de consumir.

A ideia é simples: não abdicar de um alimento tão valioso por causa de desconfortos como os gases, mas aprender a prepará-lo melhor para o poder apreciar plenamente.

 

* Dica do tradutor= na cozinha vegetariana também se utilizam especiarias (exemplo mais comum, os cominhos) e gengibre para cozinhar as leguminosas(no final da cozedura) a fim de evitar/atenuar a flatulência.

 

 

 

 

  Sou mais yin ou mais yang? Elena – Bocadinhos de Saúde, 8 de junho de 2026 https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/soy-mas-yin-...