Wednesday, June 3, 2026


                        AS  DOENÇAS  DEGENERATIVAS

Alzheimer – EM (Esclerose Múltipla) – Parkinson – Miopatia – Demência Precoce, etc.

Como proteger-se das doenças degenerativas nervosas e mentais segundo o método macrobiótico.

Gérard Wenker

ALERTE VOTRE CORPS VOUS PARLE: LES MALADIES DÉGÉNÉRATIVES 

Iª PARTE

resumo

O texto apresenta uma visão macrobiótica das doenças degenerativas e mentais, como a doença de Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla e demência.

Segundo o autor, a medicina moderna concentra-se sobretudo no tratamento dos sintomas através de medicamentos, sem abordar suficientemente as causas profundas das doenças. Em contraste, a macrobiótica, inspirada no taoismo e desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi, propõe que a origem das doenças está relacionada com desequilíbrios no estilo de vida, na alimentação e no funcionamento dos intestinos.

O autor descreve uma progressão das doenças em sete etapas:

1.    Fadiga – causada por maus hábitos de vida e alimentação.

2.    Dor – sinais de alerta do organismo, como enxaquecas, febre ou cãibras.

3.    Doenças do sangue – acumulação de toxinas e aparecimento de alergias, problemas de pele e outras perturbações.

4.    Doenças do sistema nervoso – surgem problemas emocionais e neurológicos, como depressão, esclerose múltipla, Parkinson e epilepsia.

5.    Doenças dos órgãos e glândulas – degeneração dos tecidos e aparecimento de doenças graves, como doenças cardiovasculares, cirrose e alguns tipos de cancro.

6.    Doenças mentais – perturbações profundas do sistema nervoso, incluindo esquizofrenia, paranóia e senilidade.

7.    Doenças de decomposição – fase final, associada a doenças como cancro, leucemia, SIDA e comportamentos autodestrutivos.

A teoria baseia-se ainda nos conceitos orientais de yin (expansão) e yang (contração), defendendo que a saúde depende do equilíbrio entre estas forças.

Ideia principal

O texto defende que as doenças degenerativas e mentais resultam de um longo processo de desequilíbrio físico e energético, que teria origem sobretudo na alimentação e no funcionamento intestinal, e que a prevenção passaria pela adoção de um estilo de vida e de uma alimentação macrobiótica.

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texto

Como proteger-se das doenças degenerativas nervosas e mentais segundo o método macrobiótico.

Todas estas doenças são, atualmente, consideradas incuráveis. Existem apenas alguns medicamentos capazes de retardar, em maior ou menor grau, o processo de degeneração. Em vez de morrer ao fim de 2 ou 3 anos, poderá sobreviver cerca de uma década. Obrigado, ciência.

Alzheimer, Creutzfeldt-Jakob, Parkinson, miopatia, esclerose múltipla, epilepsia, senescência, senilidade precoce, demência. Uma pessoa em cada dez enfrenta uma disfunção ou degeneração cerebral. Devido ao aumento da esperança média de vida, estas doenças tornar-se-ão em breve uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo.

A medicina científica moderna é, justamente, designada por medicina “sintomática”. Há vários séculos que milhares de sintomas, rigorosamente catalogados em importantes obras especializadas, enchem as bibliotecas universitárias e os consultórios médicos. Quando um ou mais sintomas são identificados num doente, o médico procura, antes de mais, determinar a patologia a que correspondem para, posteriormente, prescrever o medicamento adequado, suscetível de os fazer desaparecer.

Muitas vezes, nem sequer é necessário diagnosticar uma doença: para cada sintoma existe um medicamento apropriado: Enxaqueca - Cefaleia - Nevralgia - Inflamação articular - Obstipação - Diarreia - Azia - Hemorroidas - Insónia - Fadiga intensa - Hiperatividade - Depressão - Hipertensão - Hipotensão - Hipoglicemia, etc.

Um comprimido azul, uma pastilha branca, três gotas de uma receita médica e, em poucos dias, se tudo correr bem, desaparece tudo. Obrigado, doutor. Obrigado, indústria farmacêutica.

Como podemos constatar, não existe qualquer procura das causas neste processo; o que importa é o desaparecimento — ou melhor, a ocultação — da perturbação fisiológica e da dor que frequentemente lhe está associada. Como a causa permanece desconhecida, raramente é considerada uma prevenção global eficaz. Desta forma, os principais fatores responsáveis pela maioria das doenças físicas e mentais podem continuar a exercer a sua ação destrutiva, gerando sofrimento e morte.

As doenças têm sempre uma causa e, se essa causa, depois de identificada, não for eliminada, verifica-se inevitavelmente uma progressão no desenvolvimento e na gravidade da doença.

Apenas a visão dialética da macrobiótica, inspirada no taoismo e desenvolvida por George Ohsawa e Michio Kushi, oferece uma resposta prática e filosófica para este impasse da medicina moderna.

Embora seja veementemente contestado pela classe médica, que, por sua vez, não propõe qualquer solução, o método macrobiótico é notavelmente eficaz.

De acordo com a nossa classificação, as doenças mentais situam-se no final do percurso, correspondendo à 6.ª e 7.ª etapas. Embora se manifestem no cérebro, a sua origem última encontraria as suas raízes nos intestinos. Para demonstrar esta teoria, seria necessário remontar às origens da vida e à criação do universo.

Recordando:

As 7 etapas da progressão das doenças

Depois das sete condições da saúde, vejamos a sua relação com o desenvolvimento das doenças. Estas doenças podem ser classificadas segundo a localização da perturbação original.

1.ª etapa: A fadiga

Consequência de um estilo de vida caótico, que já não respeita os biorritmos naturais, e de uma alimentação desorganizada que ignora as leis biológicas da Natureza. A circulação do fluxo vibratório ou Ki fica perturbada ao nível dos intestinos e do sangue.

Principais ritmos vitais:

Repouso–atividade; Dia–noite; Ingestão–digestão; Físico–psíquico; Espiritual–sexual; Manual–intelectual; Quente–frio; Homem–mulher; Cheio–vazio; Receber–dar.

Doenças:
Constipações, amigdalites, gripe, diarreia, obstipação, menstruações irregulares e dolorosas, família infeliz.

Actualmente, 99% das pessoas encontrar-se-iam neste nível. Para o corrigir, bastaria comer melhor e menos, mastigar adequadamente e introduzir mais ordem na vida. Caso contrário, passa-se à segunda etapa.

2.ª etapa: A dor

O organismo defende-se e alerta-nos através de: Enxaquecas - Cãibras – Febres.

Os pequenos acidentes: cair, entalar-se, cortar-se ou bater-se — são massagens e mensagens do nosso corpo tentando restabelecer os fluxos energéticos. Quando a causa inicial da poluição sanguínea não é eliminada, surgem as doenças do sangue.

3.ª etapa: As doenças do sangue

São doenças de eliminação.

Certos órgãos como os intestinos, rins, fígado deixam de cumprir adequadamente as suas funções, a filtração das toxinas torna-se insuficiente. Importa recordar que até o melhor alimento, quando consumido em excesso, se torna tóxico para o organismo - “A quantidade altera a qualidade.”

Nestas condições, a eliminação das toxinas deixa de ser assegurada. A sua concentração no sangue aumenta, provocando perturbações caracterizadas por doenças da pele, deficiências hormonais, processos de eliminação e alergias. Exemplos: Vómitos - Gastroenterites - Corrimentos vaginais - Incontinência - Febre dos fenos - Varizes - Verrugas - Eczema - Gota - Hemorroidas - Estrias - Anemia - Hemofilia – Diabetes.

Estas três primeiras etapas seriam consequência de um desequilíbrio passageiro.

Se não ocorrer qualquer alteração no estilo de vida e na alimentação, instala-se um estado crónico que conduz à etapa seguinte.

4.ª etapa: As doenças do sistema nervoso

Vagotonia: predominância do sistema parassimpático (yang).

Simpaticotonia: predominância do sistema ortossimpático (yin).

Como as eliminações fisiológicas são insuficientes para preservar as funções vitais, o corpo, em estado de tensão permanente, vai utilizar, num primeiro tempo, eliminações emocionais para tentar recuperar o equilíbrio: Acessos de cólera - Tiques - Hiperatividade - Depressão - Ataques de pânico - Violência física e sexual. Posteriormente vão surgir patologias mais graves: Esclerose em placas - Parkinson – Epilepsia.

Paralelamente, como a eliminação estando completamente bloqueada, o organismo, num derradeiro esforço para sobreviver, vai proceder à concentração dos depósitos de nutrientes em excesso (prótidos, glícidos e lípidos), dando origem a: Quistos - Fibromas - Tumores benignos - Cálculos - Poliartrite - Reumatismo deformante - Obesidade, etc.

5.ª etapa: As doenças dos órgãos e das glândulas

É a fase em que ocorrem deformações. A forma dos órgãos altera-se, alguns órgãos, comparados a ramos mortos, precisam de ser removidos ou substituídos. Começam então os processos degenerativos. Os processos metabólicos normais são interrompidos, os tecidos degeneram e sofrem necrose.

Doenças cardiovasculares, úlceras gastroduodenais, cirrose hepática, problemas da próstata, diverticulite, problemas renais e endócrinos, arteriosclerose, cancro do sistema digestivo e excretor e gangrena. É nesta fase que se recorre aos transplantes de órgãos.

6.ª etapa: As doenças mentais

Perturbação nervosa profunda, paralisia do corpo e da mente. Paranóia, esquizofrenia, senilidade.

A maioria das doenças chega à sua fase terminal: paralisia, ataques (acidente vascular cerebral), embolia, trombose.

7.ª etapa: As doenças de decomposição

Físicas: Cancro - Leucemia - Sida – Gangrena.

Mentais ou espirituais: Suicídio por toxicomania - Alcoolismo - Bulimia - Dependência do açúcar.

As doenças de deficiência imunológica (VIH/SIDA) condensam numa única forma as sete etapas anteriores.

Esta classificação não é nem cronológica nem necessariamente progressiva em termos de gravidade, embora possa existir uma progressão dos sintomas. Em contrapartida, os diferentes estádios acumulam-se frequentemente e, em qualquer etapa, pode ocorrer a morte.

Em resumo, a energia que está na origem do universo e, consequentemente, da vida, divide-se por polarização em duas forças, que designaremos, para simplificar, por força yin de expansão e força yang de contração. Sob a influência do impulso da expansão universal infinita, o movimento destas duas forças primordiais só pode assumir uma forma espiral. Assim, a espiral encontra-se sempre no centro de qualquer forma de criação.

Uma espiral completa comporta sete níveis organizados de forma logarítmica, isto é, o comprimento de cada segmento mantém uma relação logarítmica com o segmento que o precede (por exemplo, o braço).

(CONTINUA)



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