Tuesday, June 2, 2026

 


“A MACROBIÓTICA ou

A ARTE DE PROLONGAR A VIDA”
HUFELAND CHRISTOPH WILHELM

Gérard Wenker

https://macrobiotiquepourtous.blogspot.com/2007/04/hufeland-christophe-wilhem.html

resumo

Christoph Wilhelm Hufeland (1762–1836) foi um médico alemão e uma figura central da macrobiótica, entendida como a arte de conservar a saúde e prolongar a vida. Amigo de Hahnemann, médico de Goethe e Schiller, professor em Iena e Berlim, destacou-se como pioneiro da cronobiopatologia, da meteoropatologia e da medicina preventiva.

Na sua obra A Macrobiótica ou a Arte de Prolongar a Vida (1796), Hufeland reuniu os conhecimentos médicos e filosóficos da época, afastando-se do esoterismo, da alquimia e do magnetismo associados à macrobiótica medieval. Defendia uma abordagem baseada na experiência, na observação e na análise científica, valorizando simultaneamente a alimentação, o comportamento, o ambiente e a energia vital como factores essenciais da saúde.

Para Hufeland, a macrobiótica distinguia-se da medicina tradicional: enquanto a medicina procurava curar doenças, a macrobiótica tinha como objectivo prolongar a vida de forma equilibrada. Considerava que o excesso de vigor físico podia acelerar o desgaste do organismo e defendia um modo de vida moderado e harmonioso.

O livro teve enorme impacto internacional, foi traduzido em várias línguas e contribuiu para o reconhecimento da macrobiótica como disciplina médica até ao século XX. Hufeland é ainda hoje considerado um dos principais precursores da medicina preventiva e dos movimentos anti-envelhecimento.

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texto

Abordamos agora um dos grandes marcos da macrobiótica, que defendia uma verdadeira arte de viver destinada a conservar a saúde e a prolongar a vida.

Nascido em 1762 em Langensalza e falecido em Berlim em 1836.

·      Amigo de Hahnemann e considerado o pai da cronobiopatologia.

·      Médico de Goethe e Schiller.

  • 1793 – Professor em Iena.
  • Médico do rei da Prússia Frederico III e da rainha Luísa da Prússia.
  • 1809 – Titular da cadeira de Patologia na Universidade de Berlim.
  • Redactor-chefe do “Jornal de Medicina Prática”.
  • Professor de patologia médica, é considerado o pai da meteoropatologia.

“A MACROBIÓTICA ou A ARTE DE PROLONGAR A VIDA”

Escrito em 1796 pelo Dr. Christoph Wilhelm Hufeland (1762-1836). O livro de C. W. Hufeland reúne os conhecimentos sobre “macrobiótica” da sua época, apresentados por um humanista erudito. Para além da sua vasta experiência prática como médico, o Dr. Hufeland reuniu nesta obra o saber antigo acumulado por Marcello Ficino em De Triplici Vita, não deixando, contudo, de o criticar sempre que o considerava necessário.

Podemos considerar Hufeland como o coveiro das ideias de:

“Vita sana – Vita longa” à maneira ficiniana ou, pior ainda segundo ele, das correntes de Paracelso e Mesmer.

Hufeland põe fim ao esoterismo, à alquimia e ao magnetismo associados à macrobiótica medieval, dando prioridade à experiência, à análise e à estatística nascente. Nos seus livros podem entrever-se os primórdios da medicina do século XX: rigorosa, analítica, mas ainda humana e ainda não sintomática.

Hufeland atribuía ainda grande importância à procura das causas da doença, através do comportamento e da alimentação dos indivíduos. O meio, o ambiente, a natureza e a energia vital eram tidos em conta sendo seu objectivo libertar a “macrobiótica” de qualquer resquício de “feitiçaria”, como a quiromancia, a cabala, a astrologia ou o magnetismo, aos quais não atribuía qualquer poder de cura, considerando os praticantes dessas disciplinas vulgares charlatães.

Conseguiu ultrapassar todas as expectativas. O seu livro teve um sucesso extraordinário para a época: foi traduzido em numerosas línguas, reeditado várias vezes e vendeu milhares de exemplares em todo o mundo. A macrobiótica adquiriu reconhecimento oficial, ao ponto de se tornar uma disciplina autónoma nos estudos médicos até aos anos 1930.

O Dr. Hufeland, que foi o primeiro médico do rei da Prússia, é reconhecido como o mais célebre precursor da medicina preventiva anti-envelhecimento (ANTI-AGING). Através do seu livro A Arte de Prolongar a Vida pela Macrobiótica, publicado em 1797, Hufeland tornou-se conhecido mundialmente, e o seu ensinamento continua ainda hoje a constituir a base de uma ética global dos movimentos anti-aging.

Prefácio do livro de Hufeland

A vida humana, considerada do ponto de vista físico, é uma operação particular da química animal, um fenómeno resultante da conjugação das forças da natureza e de elementos materiais em constante mudança. Esta operação, como todas as de origem física, deve possuir regras, limites e uma duração precisa, uma vez que depende da quantidade de forças e de matérias utilizadas, do modo como essas forças são aplicadas e de diversas circunstâncias internas e externas. Contudo, tal como sucede com todas as operações da mesma natureza, também esta pode ser favorecida ou contrariada, acelerada ou retardada.

Determinando com precisão o seu princípio e as suas necessidades, e apoiando-se na experiência, é possível identificar as condições que provocam a sua aceleração e abreviação, ou o seu abrandamento e, consequentemente, o seu prolongamento. É, portanto, possível estabelecer regras de regime e de tratamento médico destinadas a prolongar a vida; é daí que nasce uma ciência particular: a macrobiótica, ou a arte de prolongar a vida. É essa ciência que nos propomos expor nesta obra.

Não se deve confundir esta arte nem com a medicina comum nem com a higiene médica, pois possui um objectivo, meios e limites diferentes. O objectivo da medicina é a saúde; o da macrobiótica é uma vida longa. Os meios utilizados pela medicina dirigem-se apenas ao estado actual para o modificar; os da macrobiótica visam o conjunto da existência.

Para a medicina basta restabelecer a saúde perdida; porém, depois da cura, não se preocupa em saber se a vida será prolongada ou abreviada — e esse é frequentemente o resultado de muitos tratamentos médicos. A medicina vê toda a doença como um mal que deve ser eliminado a qualquer preço; a macrobiótica considera que certas afecções podem contribuir para prolongar a existência.

A primeira destas ciências, através de tónicos e outros remédios, procura conduzir o homem ao mais elevado grau de energia física e vigor; enquanto a segunda ensina que essa perfeição deve ter um limite máximo, e que o excesso de forças pode acelerar o curso da vida e, por conseguinte, abreviar a sua duração.

A medicina deve, portanto, ser considerada apenas como auxiliar da macrobiótica: servir-lhe-á para reconhecer as doenças, inimigas da nossa existência, proteger-nos delas e fazê-las desaparecer; mas ocupará sempre um lugar secundário em relação à macrobiótica.

Pareceu-me, por isso, útil e até necessário corrigir as ideias geralmente formadas sobre este importante assunto e reconduzi-las a princípios simples e sólidos; numa palavra, dar à arte de que nos ocupamos uma sequência e uma ordem sistemática de que até agora carecia.

O principal objectivo dos meus esforços foi, antes de tudo, fundar sistematicamente a doutrina da macrobiótica e revelar os meios de que dispõe. Porém, gradualmente, fui levado a tratar alguns temas acessórios que devo aqui mencionar para facilitar a compreensão do conjunto.

Este método pareceu-me adequado para conferir a vários princípios dietéticos um interesse mais vasto e um alcance mais geral, porque me pareceu que se produz menos efeito no espírito ao afirmar simplesmente: “Tal coisa ou tal regime é saudável ou prejudicial”, pois isso constitui apenas uma afirmação relativa, dependente da força ou fraqueza da constituição e de outras circunstâncias secundárias, do que ao afirmar que essas coisas e esse regime prolongam ou abreviam a vida.



 

 

O FORNO MICROONDAS

Como funciona um forno de microondas?

As micro-ondas são uma forma de energia electromagnética, similar às ondas de luz ou de rádio. Utilizam-se para emitir sinais telefónicos de longa distância, programas de televisão, informação informática tanto na Terra como no espaço …

Cada forno microondas contém um magnetrão, ou seja, um tubo no qual os electrões são afectados por campos eléctricos e magnéticos de tal forma que se produz uma emissão de ondas electromagnéticas que interage com as moléculas dos alimentos.

Nos modelos comerciais, o forno tem uma potência de entrada de cerca de 1.000 watts de corrente alternada. Quando as microondas geradas a partir do magnetrão bombardeiam os alimentos, fazem com que as moléculas da água que contêm mudem a sua polaridade vários milhões de vezes por segundo. E é precisamente a agitação criada por esta fricção molecular que aquece os alimentos.

De todas as moléculas que são polares, o oxigénio da molécula da água é a que reage mais facilidade. É assim que o calor é gerado ao cozinhar no microondas, por fricção violenta das moléculas de água.

A propagação de energia com ondas electromagnéticas é uma forma de radiação, pelo que ao aquecer os alimentos no forno microondas estamos a irradiá-los.

Entre as precauções para a sua utilização, os fabricantes insistem em termos cuidado para que a porta esteja bem fechada para que não haja fugas, já que uma emissão de ondas electromagnéticas de baixa intensidade é especialmente perigosa se o órgão em em que incidir fôr o cristalino do olho, já que pode causar cataratas. É igualmente perigoso para as pessoas que usam pacemakers, já que pode causar alterações na frequência destes dispositivos cardíacos.

Qualquer fuga destas ondas significa uma exposição milhares de vezes superior à que estamos habituados na natureza, pelo que já podemos adivinhar como estas radiações irão afectar os alimentos.

A intuição dos nossos anciãos

Algumas pessoas mais velhas mostraram-se muito receosas com o aparecimento de um forno que aquece os alimentos "de dentro para fora", ou seja: o calor é gerado dentro dos alimentos por fricção molecular, não há fonte de calor externa (lenha, carvão, gás) como tem acontecido desde a invenção do fogo.  A cozedura por microondas começa dentro das células e das moléculas onde há água, e é aí que a energia é transformada em calor por fricção.

Noutros casos, a intuição permitiu-lhes fazer afirmações como as seguintes: se assar um besugo no forno tradicional demora 20 minutos e o microondas faze-lo num minuto, "alguma coisa deve ter". Esta expressão é um produto da compreensão de uma lei universal que diz: "tudo o que tem rosto, tem dorso, e quanto maior o rosto, maior o dorso". Toda a "vantagem" leva consigo uma "desvantagem" da mesma magnitude. Ao considerar a velocidade com que aquece, ter em conta que a "velocidade mata".

Estudos sobre os efeitos nocivos dos fornos microondas para a saúde

Existe extensa literatura sobre os efeitos nocivos desta forma de cozinhar, dos quais referimos um breve resumo.

Efeitos sobre os alimentos

De acordo com os últimos estudos realizados por institutos europeus independentes de consumo, os fornos microondas podem alterar a composição molecular dos alimentos.

Existem investigações que informam de uma degradação estrutural dos alimentos que resulta numa diminuição do valor nutricional dos alimentos em 60 a 90 %.

Por exemplo, o ácido fólico, uma vitamina B essencial para a formação do sangue e importante para o desenvolvimento do sistema imunitário e para o crescimento, desaparece nos alimentos tratados com micro-ondas cinco vezes mais depressa do que nos alimentos cozinhados convencionalmente.

A riboflavina (vitamina B2) também diminui muito mais rapidamente quando se cozinha com micro-ondas do que na cozinha convencional, e há também perdas consideráveis nas vitaminas B1, B6 e na C.

Do mesmo modo, a estrutura proteica dos alimentos é alterada. Quando a cerveja é pasteurizada com um secador de microondas, uma nova proteína aparece numa concentração cinco vezes superior ao normal.

Por outro lado, a mioglobina, substância pigmentar natural da carne, tende a desaparecer com a técnica do microondas.

Quanto aos hidratos de carbono, nas batatas, são criadas umas substâncias consideradas cancerígenas, similares aos peróxidos. As paredes celulares das couves-flores e das cenouras são completamente destruídas, ao contrário do que acontece com a cozinha tradicional.

A radiação ao provocar uma destruição e deformação das moléculas dos alimentos, cria novos compostos chamados "radiolíticos" que não existem na natureza.

Se consumirmos alimentos alterados, seria sensato perguntarmo-nos sobre o modo como essas substâncias modificadas irão afectar a nossa própria estrutura celular.

A Drª Lita Lee no seu livro "Health Effects of Microwave Ovens" afirma que o forno microondas emite uma radiação electromagnética que danifica os alimentos e transforma as substâncias cozinhadas em produtos tóxicos perigosos e cancerígenos.

Efeitos biológicos

A exposição às emissões de microondas também tem um efeito negativo imprevisível sobre o bem-estar geral das pessoas.

Já nos anos 90, do sec. XX, o Dr. Hans Ulrich Hertel e o Dr. Bernard H. Blanc do Instituto Federal Suíço de Tecnologia e do Instituto Universitário de Bioquímica realizaram um estudo para observar a diferença entre os valores sanguíneos dos sujeitos que comiam alimentos cozinhados da forma tradicional e os que comiam os mesmos alimentos cozinhados num forno de microondas.

As diferenças eram significativas: as pessoas que comiam alimentos cozinhados no micro-ondas tinham valores mais baixos de hemoglobina e colesterol, bem como de linfócitos em relação ao grupo de controlo.

Outros estudos detectaram efeitos fisiológicos negativos, tais como perda de memória, falta de capacidade de concentração, supressão do limiar emocional, abrandamento dos processos intelectuais, interrupção do sono, etc.

Reflexões antes de utilizar o forno de microondas:

O consumo contínuo de alimentos cozinhados no forno microondas pode causar danos cerebrais permanentes, tais como perda de memória, perda da capacidade de concentração, instabilidade emocional e redução da inteligência.

Uma alimentação baseada em alimentos processados no forno microondas pode causar deficiências no sistema imunitário e alterar a produção de hormonas sexuais. Do mesmo modo, pode favorecer a multiplicação das células tumorais em diferentes tipos de cancro. Uma vez que favorece a formação de radicais livres com o consequente aumento dos níveis de oxidação.

Podemos sofrer de desnutrição graças à redução do valor nutricional dos alimentos, e além disso, o nosso organismo não pode metabolizar os produtos desconhecidos que são gerados nos alimentos expostos à radiação de microondas e, consequentemente, essas substâncias permanecem indefinidamente no nosso organismo.

Portanto, se tivermos um forno microondas em nossa casa, devemos considerar se devemos livrar-nos dele ou, se o utilizarmos, fazê-lo de forma ocasional e prudente, dado que os prejuízos superam em muito os benefícios.

Ao escrever estas linhas vem-me à cabeça o grande alarde publicitário feito por um dos melhores restaurantes do nosso país, explicando que tinha modernizado a cozinha colocando todo o tipo de aparelhos eléctricos e microondas para continuar a oferecer um bom serviço aos seus clientes e manter a qualidade de sempre, mas estando actualizado... Sem comentários!

Igualmente convido à reflexão de muitos casais jovens que cozinham apenas em microondas, incluindo o aquecimento dos biberons dos seus filhos.

 


                        AS   DOENÇAS   DEGENERATIVAS Alzheimer – EM (Esclerose Múltipla) – Parkinson – Miopatia – Demência Precoce, etc. ...