O FORNO MICROONDAS
Como
funciona um forno de microondas?
As
micro-ondas são uma forma de energia electromagnética, similar às ondas de luz
ou de rádio.
Utilizam-se para emitir sinais telefónicos de longa distância, programas de
televisão, informação informática tanto na Terra como no espaço …
Cada
forno microondas contém um magnetrão, ou seja, um tubo no qual os electrões são
afectados por campos eléctricos e magnéticos de tal forma que se produz uma
emissão de ondas electromagnéticas que interage com as moléculas dos alimentos.
Nos
modelos comerciais, o forno tem uma potência de entrada de cerca de 1.000 watts
de corrente alternada. Quando as microondas geradas a partir do magnetrão
bombardeiam os alimentos, fazem com que as moléculas da água que contêm mudem a
sua polaridade vários milhões de vezes por segundo. E é precisamente a agitação
criada por esta fricção molecular que aquece os alimentos.
De
todas as moléculas que são polares, o oxigénio da molécula da água é a que reage
mais facilidade. É assim que o calor é gerado ao cozinhar no microondas, por
fricção violenta das moléculas de água.
A
propagação de energia com ondas electromagnéticas é uma forma de radiação, pelo
que ao aquecer os alimentos no forno microondas estamos a irradiá-los.
Entre
as precauções para a sua utilização, os fabricantes insistem em termos cuidado para
que a porta esteja bem fechada para que não haja fugas, já que uma emissão de
ondas electromagnéticas de baixa intensidade é especialmente perigosa se o
órgão em em que incidir fôr o cristalino do olho, já que pode causar cataratas.
É igualmente perigoso para as pessoas que usam pacemakers, já que pode causar
alterações na frequência destes dispositivos cardíacos.
Qualquer fuga
destas ondas significa uma exposição milhares de vezes superior à que estamos
habituados na natureza, pelo que já podemos adivinhar como estas radiações irão
afectar os alimentos.
A
intuição dos nossos anciãos
Algumas
pessoas mais velhas mostraram-se muito receosas com o aparecimento de um forno
que aquece os alimentos "de dentro para fora", ou seja: o calor é
gerado dentro dos alimentos por fricção molecular, não há fonte de calor
externa (lenha, carvão, gás) como tem acontecido desde a invenção do fogo. A cozedura por microondas começa dentro das
células e das moléculas onde há água, e é aí que a energia é transformada em
calor por fricção.
Noutros casos, a
intuição permitiu-lhes fazer afirmações como as seguintes: se assar um besugo
no forno tradicional demora 20 minutos e o microondas faze-lo num minuto,
"alguma coisa deve ter". Esta expressão é um produto da compreensão
de uma lei universal que diz: "tudo o que tem rosto, tem dorso, e
quanto maior o rosto, maior o dorso". Toda a "vantagem" leva
consigo uma "desvantagem" da mesma magnitude. Ao considerar a
velocidade com que aquece, ter em conta que a "velocidade mata".
Estudos
sobre os efeitos nocivos dos fornos microondas para a saúde
Existe extensa
literatura sobre os efeitos nocivos desta forma de cozinhar, dos quais
referimos um breve resumo.
Efeitos
sobre os alimentos
De acordo com os
últimos estudos realizados por institutos europeus independentes de consumo, os
fornos microondas podem alterar a composição molecular dos alimentos.
Existem
investigações que informam de uma degradação estrutural dos alimentos que
resulta numa diminuição do valor nutricional dos alimentos em 60 a 90 %.
Por
exemplo, o ácido fólico, uma vitamina B essencial para a formação do sangue e
importante para o desenvolvimento do sistema imunitário e para o crescimento,
desaparece nos alimentos tratados com micro-ondas cinco vezes mais depressa do
que nos alimentos cozinhados convencionalmente.
A
riboflavina (vitamina B2) também diminui muito mais rapidamente quando se
cozinha com micro-ondas do que na cozinha convencional, e há também perdas
consideráveis nas vitaminas B1, B6 e na C.
Do
mesmo modo, a estrutura proteica dos alimentos é alterada. Quando a cerveja é
pasteurizada com um secador de microondas, uma nova proteína aparece numa
concentração cinco vezes superior ao normal.
Por
outro lado, a mioglobina, substância pigmentar natural da carne, tende a
desaparecer com a técnica do microondas.
Quanto
aos hidratos de carbono, nas batatas, são criadas umas substâncias consideradas
cancerígenas, similares aos peróxidos. As paredes celulares das couves-flores e
das cenouras são completamente destruídas, ao contrário do que acontece com a
cozinha tradicional.
A
radiação ao provocar uma destruição e deformação das moléculas dos alimentos, cria
novos compostos chamados "radiolíticos" que não existem na natureza.
Se
consumirmos alimentos alterados, seria sensato perguntarmo-nos sobre o modo como
essas substâncias modificadas irão afectar a nossa própria estrutura celular.
A Drª Lita Lee no
seu livro "Health Effects of Microwave Ovens" afirma que o forno microondas
emite uma radiação electromagnética que danifica os alimentos e transforma as substâncias
cozinhadas em produtos tóxicos perigosos e cancerígenos.
Efeitos
biológicos
A
exposição às emissões de microondas também tem um efeito negativo imprevisível
sobre o bem-estar geral das pessoas.
Já
nos anos 90, do sec. XX, o Dr. Hans Ulrich Hertel e o Dr. Bernard H. Blanc do
Instituto Federal Suíço de Tecnologia e do Instituto Universitário de
Bioquímica realizaram um estudo para observar a diferença entre os valores
sanguíneos dos sujeitos que comiam alimentos cozinhados da forma tradicional e
os que comiam os mesmos alimentos cozinhados num forno de microondas.
As
diferenças eram significativas: as pessoas que comiam alimentos cozinhados no micro-ondas
tinham valores mais baixos de hemoglobina e colesterol, bem como de linfócitos
em relação ao grupo de controlo.
Outros estudos
detectaram efeitos fisiológicos negativos, tais como perda de memória, falta de
capacidade de concentração, supressão do limiar emocional, abrandamento dos
processos intelectuais, interrupção do sono, etc.
Reflexões
antes de utilizar o forno de microondas:
O
consumo contínuo de alimentos cozinhados no forno microondas pode causar danos
cerebrais permanentes, tais como perda de memória, perda da capacidade de
concentração, instabilidade emocional e redução da inteligência.
Uma alimentação
baseada em alimentos processados no forno microondas pode causar deficiências
no sistema imunitário e alterar a produção de hormonas sexuais. Do mesmo modo, pode
favorecer a multiplicação das células tumorais em diferentes tipos de cancro.
Uma vez que favorece a formação de radicais livres com o consequente aumento
dos níveis de oxidação.
Podemos
sofrer de desnutrição graças à redução do valor nutricional dos alimentos, e
além disso, o nosso organismo não pode metabolizar os produtos desconhecidos
que são gerados nos alimentos expostos à radiação de microondas e,
consequentemente, essas substâncias permanecem indefinidamente no nosso organismo.
Portanto,
se tivermos um forno microondas em nossa casa, devemos considerar se devemos
livrar-nos dele ou, se o utilizarmos, fazê-lo de forma ocasional e prudente,
dado que os prejuízos superam em muito os benefícios.
Ao escrever estas
linhas vem-me à cabeça o grande alarde publicitário feito por um dos melhores
restaurantes do nosso país, explicando que tinha modernizado a cozinha
colocando todo o tipo de aparelhos eléctricos e microondas para continuar a
oferecer um bom serviço aos seus clientes e manter a qualidade de sempre, mas
estando actualizado... Sem comentários!
Igualmente convido
à reflexão de muitos casais jovens que cozinham apenas em microondas, incluindo
o aquecimento dos biberons dos seus filhos.
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