O jejum
transição para o novo paradigma
(Parte 1)
Maria Angels Mestre
https://www.mangelsmestre.com/main/el-ayuno-preparacion-para-el-nuevo-paradigma/
resumo
O texto defende o jejum como uma prática de
desintoxicação física, energética e espiritual, associando-o à melhoria da
saúde e à evolução da consciência.
Ideias principais
- O jejum ajuda a limpar as células e os “átomos”, aumentando a
harmonia, a energia e reduzindo o medo.
- Segundo o texto, para evoluir espiritualmente (“5.ª Dimensão”) é
necessário cuidar tanto do corpo energético como do corpo físico.
Benefícios atribuídos ao jejum
- Redução do colesterol, triglicéridos, tensão arterial e glicemia
- Melhoria da resistência à insulina e da Diabetes Tipo 2
- Aumento da memória, concentração e energia
- Diminuição da inflamação e desintoxicação do organismo
- Aumento da longevidade
- Redução da fome compulsiva e da ansiedade
Autofagia
O texto explica que o principal mecanismo
responsável pelos benefícios é a autofagia, um processo de “limpeza celular” em
que o corpo elimina proteínas e células danificadas.
São citados:
- Christian de Duve, que relacionou a autofagia com a eliminação de
proteínas associadas a doenças como Alzheimer.
- Yoshinori Ohsumi, que investigou a regeneração celular ligada à
autofagia.
Quando começam os efeitos
- Após cerca de 16 horas sem comer inicia-se a lipólise (uso da gordura
como energia).
- Entre 20 e 22 horas, o texto afirma que aumentam os processos de
regeneração celular e produção de células estaminais.
Como iniciar
Sugere:
- jejuns intermitentes de 14–16 horas,
- não jantar ou não tomar o pequeno-almoço,
- hidratação adequada,
- ingestão de magnésio e potássio.
Efeitos secundários possíveis
- dores de cabeça,
- frio,
- insónias,
- desconforto digestivo,
- desidratação.
Relação com a macrobiótica
O texto afirma que pessoas com alimentação
macrobiótica, inspirada em George Ohsawa, necessitam menos de jejum porque já
teriam menor toxicidade corporal. A macrobiótica é apresentada como uma
alimentação anti-inflamatória, desintoxicante e promotora de longevidade.
------------------------------------
texto
No artigo «Reflexões sobre o novo paradigma –
parte 2» (*) falámos da necessidade dos jejuns para desintoxicar as células e,
como consequência, os nossos átomos. Se o átomo estiver em boas condições, o
eletrão gira mais depressa e mais alto, alcançando outras ondas de frequência
mais elevada. Como resultado, temos mais harmonia, controlo e ausência de medo.
A frequência é a medida do número de ciclos ou
repetições de uma onda por unidade de tempo.
Para caminhar em direção à 5.ª Dimensão, é
necessário não apenas trabalhar os nossos corpos energéticos, mas também o
nosso corpo físico, desintoxicando e limpando as nossas células e,
consequentemente, melhorando os nossos átomos.
Outros
benefícios
O Dr. Ángel Durantez, especialista em medicina antiaging, diz-nos: «O
jejum diminui o colesterol, os triglicéridos, a tensão arterial, modula a
resposta insulínica, reduz a glicemia e melhora a síndrome metabólica…». «O
organismo activa novas vias metabólicas associadas à regeneração e ao
catabolismo.» Outros estudos sobre os benefícios do jejum indicam que
ocorre um aumento da memória e da capacidade de concentração, assim como um
aumento de energia.
Qual é a causa de tantos benefícios?
Jejuar estimula a autofagia. A autofagia é um
sistema de limpeza celular em que as células destroem os seus próprios
resíduos. Existem vários estudos:
- O cientista belga Christian de Duve recebeu o
Prémio Nobel da Medicina em 1974 pela descoberta de que, através da autofagia,
nos libertamos das acumulações de proteínas velhas e mal formadas que originam
patologias como o cancro e o Alzheimer. Define o Alzheimer como a acumulação de
proteínas senis ou placas amiloides que prejudicam o sistema cerebral.
- O cientista japonês Yoshinori Ohsumi ganhou outro
Prémio Nobel da Medicina em 2016 pela sua investigação sobre a autofagia e
sobre o processo natural de regeneração celular — ao aumentar o óxido nítrico.
Mais
benefícios
O jejum diminui a insulina, aumentando o
glucagon. O glucagon dá o impulso necessário para produzir autofagia. Assim, o
jejum previne a Diabetes Tipo II.
Também estimula as hormonas do crescimento, que
levam o nosso organismo a criar novas células.
Quando começa
a autofagia?
À medida que passam as horas sem comer, os
benefícios vão aumentando. A partir das 16 horas sem comer começa a lipólise (a
oxidação dos ácidos gordos, triglicéridos e colesterol).
A partir das 20-22 horas produzem-se células
estaminais e também óxido nítrico, que ajuda os órgãos a renovar as suas
células velhas e danificadas (as restantes células descansam) e a energia é
usada apenas para depurar o organismo. Eliminam-se toxinas, proteínas mal
dobradas (que originam Alzheimer, Diabetes Tipo 2, Parkinson, Espondilite
Anquilosante…), mediadores da inflamação (citocinas, histamina…) e limpa-se a
matriz extracelular. Entre outros benefícios, a autofagia também melhora o
sistema imunitário. As células estaminais produzem novos glóbulos brancos
(linfócitos).
Como começamos
o jejum?
Podemos começar com o jejum curto, que consiste
em não jantar ou não tomar o pequeno-almoço. Pode praticar-se em dias
alternados ou diariamente.
O jejum de 1
dia
Com o jejum de 1 dia obtém-se energia das
reservas de hidratos de carbono armazenadas sob a forma de glicogénio no fígado
e nos músculos.
O jejum de
mais de 1 dia
Após 24 horas, a energia vital passa a ser obtida
a partir das gorduras.
Nas pessoas muito magras não existem reservas de
gordura, pelo que o jejum não é aconselhável.
Benefícios do
jejum intermitente
- Aumento das neurotrofinas (proteínas que favorecem a sobrevivência dos
neurónios)
- Eliminação da resistência à insulina
- Diminuição da insulina no sangue e das suas
complicações, como diabetes, acidentes vasculares, ovários poliquísticos…
- Melhoria da Diabetes Tipo 2
- Diminuição da GRELINA (hormona da fome)
- Aumento da leptina, que nos dá saciedade
- Aumento da longevidade em 15% —
aproximadamente 12 anos
- Eliminação da alimentação compulsiva e da
ansiedade
- Redução da inflamação e desintoxicação, já
que a gordura é muito inflamatória e funciona como armazém de tóxicos
- Aumento da energia vital
- Normalização dos parâmetros das análises
clínicas
Como começar o
jejum intermitente sem sofrimento?
- Começar em dias alternados com jejuns de 14 a 16 horas
- Hidratar-se com água destilada não
industrial e mineralizada. Esta seria a água ideal, mas pode usar-se outra
o mais limpa possível
- Beber chá como precursor de GABA, que afeta
os níveis de serotonina e dopamina
- Tomar sais de magnésio e potássio para
armazenar glicogénio no fígado. O glicogénio fornece as reservas
necessárias de glucose para 22-24 horas
Possíveis
efeitos secundários
- Dor de cabeça
- Desconforto digestivo, porque as vilosidades
intestinais se regeneram — outro benefício
- Sensação de frio, diminuição da temperatura
corporal
- Insónias, devido ao estado de alerta
provocado pelo jejum
- Desidratação, se não se beber o suficiente.
Também não se deve beber em excesso para não prejudicar os rins
- Para evitar a cetose, nos dias sem jejum
recomenda-se uma ingestão diária de hidratos de carbono entre 20-60 g. A
cetose é o aumento de acetona por falta de hidratos de carbono
O jejum mais
potente e eficaz
O verdadeiro e mais potente jejum consiste apenas
na ingestão de água.
E se a nossa
alimentação for macrobiótica?
Na alimentação macrobiótica não se recomendam
jejuns porque as pessoas que a praticam não estão tóxicas e têm baixos níveis
de gordura corporal, não existindo, por isso, reservas.
Se nos tivermos alimentado durante bastantes anos
segundo os princípios de G. Ohsawa, fundador da macrobiótica, as nossas células
não estarão tóxicas e as análises estarão sempre corretas.
A alimentação macrobiótica conduz ao
rejuvenescimento e à longevidade e é: ecológica, anti-inflamatória,
antioxidante, energética, anti-stress, alcalinizante, promotora do trânsito
intestinal e desintoxicante.
O arroz integral é conhecido há séculos como
alimento desintoxicante (ver regime n.º 7 de G. Ohsawa). Outros alimentos
macrobióticos muito desintoxicantes são: as algas, o miso, a ameixa umeboshi, o
cogumelo shiitake, o nabo daikon…
A macrobiótica aconselha jantar cedo, cerca de 3
horas antes de deitar. Desta forma faremos um jejum diário de aproximadamente
14-15 horas. Com esta prática descansaremos bem e acordaremos com vitalidade e
bom apetite.
A macrobiótica orienta-nos para a espiritualidade através da transformação
física, energética, emocional e mental. Também favorece o desenvolvimento da
vontade e da intuição, elementos fundamentais e necessários para a expansão da
Consciência.
Para as pessoas interessadas na Macrobiótica,
segue em anexo o livro de G. Ohsawa, fundador da Macrobiótica. Descarregar aquí: (https://www.mangelsmestre.com/main/wp-content/uploads/sites/4/2020/11/EL-ZEN-MACROBIOTICO.pdf).
(*) https://www.mangelsmestre.com/main/reflexiones-sobre-el-nuevo-paradigma-parte-2/
No comments:
Post a Comment