10 DICAS
PARA NOS ALIMENTARMOS BEM …
Uma alimentação saudável baseia-se no equilíbrio,
qualidade dos alimentos e ouvir o próprio corpo.
1.º Evitar excessos – Toda a gente
concorda que não se deve comer em excesso. Idealmente, devemos levantar-nos da
mesa ainda com um ligeiro apetite (20%).
2.º Escolher alimentos saudáveis – Preferir produtos
biológicos, frescos e evitar alimentos processados, congelados ou com muitos
aditivos. Também há consenso em que devemos comer alimentos
saudáveis, e dizer “saudável” implica dizer biológico. O mínimo, quando
comemos, é não nos envenenarmos...
- Dizer saudável implica também… evitar pratos pré-preparados. Por vezes
contêm mais aditivos do que o próprio produto principal.
- Dizer saudável implica que seja fresco:
evitar congelados, conservas e produtos irradiados.
3.º Reduzir açúcares – Limitar ou eliminar se possível sobretudo os
açúcares refinados de absorção rápida.
4.º Eliminar estimulantes – Eliminar
totalmente os estimulantes: café, refrigerantes tipo cola, chá, álcool.
5.º Consumir produtos da época – Comer frutas e
legumes da época… sim, mas de épocas que correspondam à sua região climática.
6.º Usar óleos de qualidade – Ter muito
cuidado com a qualidade dos óleos. Sendo alimentos de base, devem
obrigatoriamente ser de primeira prensagem a frio. Se só puder escolher um
alimento biológico, que seja esse.
7.º Comer com calma – Mastigar bem e respeitar
o tempo de saciedade do corpo. Comer com calma e não à pressa, de
pé, a correr pela casa para estar pronto a sair dois segundos depois… e
mastigar bem. A digestão deve começar na boca, sendo a saliva o primeiro suco
digestivo a cumprir a sua função. Além disso, mastigar corretamente cada
garfada leva tempo (o suficiente será cerca de trinta vezes…) e parece que o
cérebro demora cerca de vinte minutos a sentir-se saciado. Assim, se
mastigarmos bem, ao fim desses 20 minutos teremos comido muito menos do que se
tivermos engolido a refeição à pressa.
8.º Ver a alimentação como base
da saúde
– O que comemos influencia diretamente o nosso bem-estar. O que também
parece certo é que a alimentação, como afirmam os chineses e como já dizia
Hipócrates há muito tempo, é a chave da saúde (“Que o teu alimento seja o teu
medicamento”), enfim, uma das chaves… Há, claro, outros fatores, como o stress
e a poluição. Como podemos pensar manter-nos saudáveis se só colocamos venenos
no nosso organismo? É o seu combustível. Ora, para a maioria de nós, é
exatamente isso que fazemos. “Merecemos” bem aquele café ou aquele doce,
afinal! E depois, não temos tempo para cozinhar boas refeições nem dinheiro
para comer tudo biológico. A verdade é que ninguém pode dar-se ao luxo de comer
outra coisa que não seja biológica. Já não o podemos permitir, por razões de
saúde e de respeito pelo planeta. Todos os medicamentos químicos que teremos de
comprar para tratar um corpo já suficientemente intoxicado, todas essas
terapias a que teremos de recorrer para reparar aquilo que diariamente fazemos
sofrer ao nosso organismo.
9.º Reduzir o consumo de carne – Por motivos de saúde,
ambientais e éticos. Da mesma forma, e quase por unanimidade, por
respeito pelas populações que não têm o suficiente para comer, pelos animais,
pelo planeta e pela nossa própria saúde, é imperativo reduzir o consumo de
carne e de subprodutos animais.
10.º Adaptar à individualidade – Não existe uma dieta
universal; cada pessoa deve conhecer o seu corpo e descobrir o que funciona
melhor. Por fim, é evidente que não existe uma
alimentação ideal que funcione para toda a gente — se existisse, já se saberia.
Portanto, e é aqui que tudo se torna simultaneamente mais complicado e mais
interessante: não há alternativa, cada um deve experimentar e descobrir o que é
bom para si, algo que ninguém pode prescrever no seu lugar. Ouvir todos os
conselhos e opiniões é uma coisa, mas é preciso formar a sua própria opinião.
Para isso, aprender a escutar-se a si próprio e ao seu corpo é o único remédio…
e isso já não sabemos fazer! (*)
Em suma, comer bem não é
apenas escolher alimentos certos, mas também desenvolver consciência,
equilíbrio e respeito pelo próprio corpo e pelo ambiente.
(*) Actualmente o consumo de carne é de tal magnitude, que se a nível mundial se se deixasse de comer carne durante um dia por semana, o efeito de estufa reduziria de forma significativa. Ao ter-se que alimentar menos vacas, sobrariam toneladas de grãos de cereais que poderiam evitar que morressem de desnutrição uma pessoa em cada segundo e meio; As doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro deixariam de ser a principal causa de morte nos países ricos.
(*)- Actualmente
o consumo de carne é de tal magnitude, que se a nível mundial se deixasse de
comer carne durante um dia por semana, o efeito de estufa reduziria de forma
significativa. Ao ter-se que alimentar menos vacas, sobrariam toneladas de
grãos de cereais que poderiam evitar que morressem de dersnutrição uma pessoa
em cada segundo e meio; As doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro
deixariam de ser a principal causa de morte nos países ricos.