CONSIDERAÇÕES
SOBRE A CARNE DE PORCO
DRª Elena Corrales
https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/consideraciones-sobre-la-carne-de-cerdo-ii/
resumo
A carne de porco é apresentada como diferente das
outras carnes devido ao seu alto teor de gordura, que está distribuída não só
sob a pele, mas também dentro das células. Esse excesso de gordura pode
contribuir para o aumento de peso e está associado a problemas como colesterol
elevado, arteriosclerose, hipertensão e doenças cardiovasculares.
O texto também destaca a presença de
mucopolissacarídeos, substâncias que absorvem água e, juntamente com a gordura,
favorecem a acumulação de gordura corporal. Além disso, essas substâncias podem
afetar negativamente os tecidos conjuntivos (cartilagens, tendões),
contribuindo para problemas como artrose, reumatismo e distúrbios
circulatórios.
Por fim, argumenta-se que mesmo a carne de porco
biológica mantém essas características (gordura, enxofre e
mucopolissacarídeos), pelo que não deixa de ter potenciais impactos negativos
na saúde.
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texto
Nem todas as
carnes têm o mesmo efeito na nossa saúde. Descubra o que diferencia a carne de
porco das outras carnes.
A carne de
porco não é uma carne como as outras, vamos ver algumas particularidades que a
diferenciam das demais, já que no nosso país é uma das carnes mais consumidas
actualmente.
Alto teor de gordura
Mesmo a
chamada carne magra de porco possui uma enorme quantidade de gordura. No porco,
a gordura não se deposita apenas no seu panículo adiposo, ou seja, sob a pele,
dando origem ao toucinho, mas praticamente todas as células do seu organismo
acumulam gordura intracelularmente, um fenómeno que não ocorre nos outros
animais. Podemos observar este facto ao colocar um pedaço de carne de porco na
grelha: vemos como ela frita na sua própria gordura...
Uma das consequências mais
evidentes do elevado teor de gordura é o excesso de peso que observamos nos
grandes consumidores de carne de porco.
Gorduras
saturadas e colesterol
As gorduras de origem
animal, juntamente com o colesterol associado, como no caso que nos ocupa, são
responsáveis pela arteriosclerose e hipertensão. Estes factores favorecem
alterações coronárias, como o enfarte do miocárdio, e alterações da circulação periférica,
como a trombose venosa, para citar apenas as mais evidentes.
Os
mucopolissacarídeos
A carne de
porco contém uma elevada proporção de mucopolissacarídeos no tecido conjuntivo.
São substâncias mucilaginosas de natureza proteica, com elevado teor de
enxofre. Todos os que já comeram alguma vez «manitas de cerdo» (patas de porco)
sabem do que estamos a falar.
Os
mucopolissacarídeos absorvem água e, juntamente com as gorduras contidas na
carne, favorecem a formação dos típicos “pneuzinhos” e conformam uma tipologia
opulenta.
Mais
importante ainda do que o problema estético de ter um tipo “Rubens” é a perda
de resistência das cartilagens, dos tendões e de outras estruturas do tecido
conjuntivo. Quando se consome carne de porco regularmente, os
mucopolissacarídeos depositam-se não só na gordura corporal, mas também no
tecido conjuntivo. É por isso que os processos de deterioração osteoarticular
são acentuados pelo consumo regular de carne de porco, estamos a falar de
reumatismo, artrose, problemas discais, etc.
A diminuição
da firmeza e resistência das cartilagens não é causada apenas pelo efeito
esponja mencionado, mas também pelo alto teor de enxofre dessa substância.
Existem estudos que mostram que a resistência das cartilagens é maior quando
estas contêm menos enxofre.
Como a maioria dos
mucopolissacarídeos são de natureza proteica, eles favorecem o espessamento da
membrana basal dos capilares, conforme mostra o estudo do professor Lothar
Wendt (Universidade de Frankfurt). Esse espessamento está na base do
aparecimento e desenvolvimento de processos como arteriosclerose, diabetes e
distúrbios circulatórios.
Assim como o
vinho ecológico, que é mais saudável do que o vinho convencional, continua a
ter álcool, a carne de porco ecológica continua a ter gordura,
mucopolissacarídeos e excesso de enxofre, ou seja, continua a ser carne de
porco. Por isso, para recuperar a saúde,
muitas vezes não basta que os alimentos sejam biológicos.
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