Sunday, April 19, 2026

 


AS ESCOLHAS ALIMENTARES

Escolha dos alimentos para a composição das refeições

https://macrobiotiquemonde.blogspot.com/2017/10/les-choix-alimentaires.html

resumo

A alimentação baseia-se principalmente em produtos naturais, integrais e da época, com destaque para:

  • Cereais integrais (arroz, aveia, quinoa, millet, etc.) como base da dieta
  • Leguminosas (lentilhas, grão, feijões, soja) como fonte principal de proteína vegetal
  • Legumes variados, sobretudo locais e sazonais
  • Algas em pequenas quantidades diárias
  • Sopas, especialmente sopa de miso
  • Fruta da época (sobretudo local)
  • Oleaginosas e sementes (ligeiramente tostadas)

Inclui também:

  • Algumas proteínas animais (com moderação)
  • Bebidas naturais como chás e infusões
  • Adoçantes naturais (maltes de cereais, xarope de ácer)

Alimentos a evitar:

  • Produtos industriais e processados
  • Açúcar e doces
  • Lacticínios
  • Alimentos refinados
  • Produtos com aditivos químicos
  • Frutas e alimentos tropicais
  • Bebidas artificiais

Princípios importantes:

  • Comer 2 a 3 vezes por dia, mastigar bem
  • Evitar comer 3 horas antes de dormir
  • Não comer em excesso
  • Privilegiar comida simples e caseira
  • A alimentação é vista como forma de equilibrar a saúde e a energia

Ideia central: uma alimentação simples, natural e equilibrada pode melhorar a saúde e o bem-estar.

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texto

 

Bebidas:

·      Chá de três anos, chá envelhecido, chá de arroz, chá de cevada, chá verde.

·      Café de cereais tostados: cevada, arroz, chicória, bardana, dente-de-leão, yannoh.

·      Infusões: tomilho, artemísia, alecrim, salva, tília, camomila.

·      Leite (vegetal): arroz, soja, aveia...

Pequeno-almoço:

·      Sopa miso, arroz kayu, arroz frio, arroz glutinoso (doce).

·      Creme de arroz, creme de aveia, creme de cevada, creme de trigo-sarraceno, kokkoh.

·      Papas de trigo partido, papas de flocos de aveia, papas de trigo-sarraceno, papas de quinoa, sêmola de trigo integral, sêmola de milho com passas.

·      Muesli, granola, flocos de milho, bolachas de arroz tufado.

·      Pão integral de fermentação natural, pão de arroz, pão de sementes, pão essénio.

·      Para adoçar cereais, usar maltes de arroz, trigo, ou milho.

·      Para barrar: manteiga de sésamo, tahini, puré de amêndoa, pasta de miso, malte de cevada.

Refeições principais:

·      1 tigela de sopa de miso ou caldo de miso, sopa de legumes.
Cereais integrais em grão (variar os métodos de cozedura):
arroz, cevada, espelta, mil, aveia, trigo-sarraceno, kacha, quinoa.

·      Cereais em sêmola: cuscuz, polenta, bramata, pilpil, bulgur.
Cereais em farinha: crepes, blinis, chapatis, tortilhas de milho, massas integrais.

Leguminosas:

·      Azukis, soja preta, soja amarela, lentilhas verdes do Puy, lentilhas coral, grão-de-bico, feijão preto, feijão vermelho (Red Kidney).

·      Soja verde, feijão frade/manteiga/...

Legumes biológicos da época (cozinhados de várias maneiras): salteados, ao vapor, cozidos, assados, escaldados.

Legumes de raiz: cenouras, nabos, pastinacas, rutabagas, aipos, rabanetes, rabanetes pretos, cebolas, chalotas, daikon, raiz salsa...

Legumes de folha: acelgas, alface, brócolos, couve chinesa, alho-francês, couves, couve-flor, espinafres, endívias, funcho...

Legumes fruto: abóboras, courgettes, pimentos, patissons, feijão-verde…

Legumes silvestres: dente-de-leão, urtigas, tussilagem, tanchagem, agrião, rúcula, consolda, quenopódio, bardana, etc.

Tempura

Cru e conservas:

·      Germinados: rebentos, salsa, agrião.

·      Legumes lactofermentados: chucrute cru, pepino, pickles caseiros, daikon, couve chinesa, saladas prensadas.

Legumes a evitar:

Batatas, tomates, beringelas, espargos, ruibarbo, legumes tropicais (demasiado yin e ácidos).

Proteínas vegetais concentradas:

Tofu, seitan, tempeh, húmus, natto, mochi, miso suave.

Proteínas animais:

Carnes, aves, ovos, peixe de carne branca, marisco.

Algas:

Consumir diariamente pequenas quantidades de: Kombu, wakame, nori, hiziki, arame, dulse.

(Nunca consumir algas cruas.)

Sopas e caldos:

Sopa regeneradora completa, sopa miso com legumes, caldo de miso, caldo de kombu, caldo de azukis, sopa de cevada, sopa de ervilhas, creme de abóbora, creme com aveia.

Sobremesas:

Charlotte de maçã, maçãs assadas, compota de maçã com kuzu, pudim kokkoh, tarte de fruta da época.

Fruta fresca regional da época:

Morangos, framboesas, mirtilos, amoras, alperces, pêssegos, peras, ameixas secas, maçãs.

Frutos secos:

Alperces, rodelas de maçã, ameixas secas, passas.

Oleaginosas (ligeiramente tostadas antes de consumir):

Avelãs, amêndoas, cajus, pinhões, sementes de girassol, abóbora, sésamo.

Fruta a evitar:

Ananás, laranja, kiwi, manga e todos os frutos tropicais.

Molhos e condimentos:

Leite de soja, aveia e arroz.
Manteiga de sésamo, tahini, puré de amêndoa e avelã.
Óleos: sésamo, girassol, linhaça, colza, milho.
Vinagre de arroz, vinagre de umeboshi, mirin.
Sal marinho não refinado do Atlântico.
Gomásio (sésamo tostado com sal).
Algas em pó tostadas.
Molho de soja artesanal (shoyu, tamari).
Ameixas umeboshi (inteiras ou em pasta).
Miso (pasta de soja fermentada), tekka.

Gelificantes:

Kuzu, araruta, agar-agar.

Adoçantes:

Preferir maltes de cereais: cevada, arroz, xarope de trigo, xarope de milho, amasaké, xarope de ácer.

Evitar totalmente preparações com açúcar (compotas, doces, pastelaria, chocolate, etc.).

Conselho:

Pode comer 2 a 3 vezes por dia, desde que mastigue bem e respeite as proporções.

Evite comer ou beber nas 3 horas antes de se deitar e não coma durante a noite.

Comece com preparações simples: arroz integral, millt, polenta, sopa miso, legumes e leguminosas.

Gradualmente, introduza novos alimentos e técnicas.

A cozinha macrobiótica exige prática pessoal — cozinhar é essencial para compreender o equilíbrio da vida e da saúde.

Um último conselho: não comer em excesso. A quantidade pode destruir a qualidade — cada pessoa deve encontrar a sua medida ideal.

Alimentos a evitar para melhorar a saúde:

— Produtos industriais
— Alimentos tratados quimicamente
— Produtos com corantes e conservantes
— Alimentos refinados
— Produtos instantâneos
— Métodos de conservação não artesanais
— Organismos geneticamente modificados
— Carnes de produção intensiva
— Peixe de aquacultura
— Lacticínios (leite, queijo, manteiga, iogurte, etc.)
— Frutas e legumes tropicais
— Bebidas artificiais e gaseificadas
— Café e chá com aditivos

“Quanto mais fraco é o corpo, mais ele manda;

quanto mais forte, mais obedece.”

Boa caminhada neste percurso de saúde, liberdade e paz.

Florence e Gérard Wenker – 2017



 

VIVERE PAVRO

Gérard Wenker

resumo

O texto defende o princípio de “vivere pavro”, que significa viver de forma simples, apenas com o essencial e sem excessos, como base para a saúde e o equilíbrio.

Apresenta a macrobiótica como mais do que um estilo de vida individual: uma escolha global e até política, que implica responsabilidade pessoal, sobretudo em relação à saúde, e uma rutura com os valores da sociedade moderna (consumismo, excesso, rapidez, materialismo).

Sublinha que não se pode adotar apenas parte dessa filosofia — é preciso compromisso total. Defende valores como simplicidade, ausência de desperdício, produção local e artesanal, respeito pela natureza, responsabilidade individual e uma forma de viver mais consciente e equilibrada.

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texto

Algumas precisões sobre o «VIVERE PAVRO» e os Princípios.

“Se não tiveres a vontade de viver de forma simples e com pouco, segundo o adágio «vivere parvo», que é a chave da saúde, não podes nem deves curar-te.”

“Vivere pavro” significa estar desapegado de tudo o que não é absolutamente e imediatamente necessário.

“Vivere pavro” não significa privar-se, mas viver apenas com o necessário. Cada um segundo as suas próprias necessidades, sem desperdício.

Os princípios antes das personalidades são a única forma de fazer avançar as ideias sem polémicas, e os princípios recomendados pela macrobiótica são claros — basta aplicá-los.

Mas se aceitamos a face, temos também de aceitar o reverso; é perigoso adotar apenas a face da macrobiótica enquanto se pretende conservar as numerosas vantagens da sociedade.

Um pé de cada lado de uma falha que se alarga cada vez mais: um dia, a escolha torna-se cada vez mais dramática; é preciso decidir, caso contrário cai-se no abismo.

É impossível enganar a macrobiótica; um dia é preciso pagar a conta. Toda a gente passa pela caixa, sem excepção. Por isso, observemos com algum distanciamento os acontecimentos a desenrolarem-se, sem criticar as pessoas, e concentremo-nos exclusivamente no desenvolvimento da arte de viver macrobiótica e na criação de uma nova sociedade.

A macrobiótica não é apenas uma escolha de vida pessoal, mas também uma escolha política de sociedade. Deve ser uma verdadeira revolução em todas as frentes, distinguindo-se claramente, e não procurando integrar-se, pois nesse caso perde a sua essência.

Todos os princípios em que a macrobiótica assenta são totalmente antagónicos às práticas impostas pela sociedade moderna: antibiótica, materialista, dualista, separatista, de desresponsabilização, globalizada, do “sempre mais, mais rápido, mais longe, mais caro”, etc.

O primeiro desses princípios é a responsabilidade total dos indivíduos perante a doença, a infelicidade, etc.

Tomar consciência de que é a alimentação que influencia os nossos julgamentos.


Economia em vez de desperdício
Regionalização
Produção artesanal
Agricultura biológica
Proteger a Vida de todos os seres vivos sem excepção
Respeitar as leis da Ordem do Universo antes das leis dos homens
Dar em vez de tomar
Vencer sem combater
Procurar primeiro as dificuldades

“Quanto maior a face, maior o reverso.”



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