A MEDICINA MACROBIÓTICA
A medicina macrobiótica representa apenas uma
pequena parte da arte de viver macrobiótica. No entanto, é a mais conhecida e a
mais mediática, porque os resultados — bem-estar, melhoria ou cura — são
frequentemente espectaculares. Em que é que ela difere das outras medicinas:
alopáticas, alternativas, homeopáticas ou da medicina tradicional chinesa? O
que é fundamentalmente diferente é que se trata, antes de mais, de uma
abordagem em conformidade com as leis dialécticas da ordem do Universo.
É uma medicina preventiva que não considera a
doença como um inimigo a combater, mas como uma ruptura, em primeiro lugar, de
um equilíbrio (Sódio-Potássio, Yin-Yang, Positivo-Negativo, etc.). No âmbito da
medicina macrobiótica, cada pessoa assume a responsabilidade por si própria, em
vez de se entregar a outra pessoa. É uma medicina do corpo como um todo.
A doença é considerada como um aviso, como um
sinal amistoso. A medicina macrobiótica incentiva a auto-reflexão. Estimula a
consciência de si próprio e o autocontrolo. É uma medicina de liberdade. Todas
as outras medicinas são medicinas de dependência. É o próprio doente que deve
tratar-se e curar-se, sendo totalmente responsável por si, sem depender de
qualquer médico nem ter de pedir conselhos a quem quer que seja.
A cura macrobiótica começa, portanto, pela
auto-reflexão. Mas esta não deve dizer respeito apenas à doença. É necessário
também questionar todas as atitudes, a forma de pensar, de comer, de viver. É
preciso pôr tudo em causa. A auto-reflexão é, assim, o princípio base da
medicina macrobiótica. O auto-diagnóstico é a sua ferramenta prática. O doente
deve descobrir por si próprio a causa da sua doença.
—
Onde se encontra essa causa?
— Será um problema de alimentação?
— De comportamento, de atitude perante os outros?
— Quem é o responsável?
Rapidamente irá descobrir que ele próprio é
responsável pela sua doença. Depois de descoberta a causa, é necessário
proceder a uma verdadeira revolução, a uma mudança total da sua vida, dos seus
comportamentos, das suas relações humanas, etc. Mas a primeira mudança deve ser
de ordem alimentar.
A medicina natural macrobiótica é, antes de
mais, uma medicina alimentar regeneradora que recorre ao bom senso e à lógica.
Está em concordância com os princípios que regem as forças vitais da Natureza e
tende para a unificação, em vez da separação.
Como tudo, a cura através da medicina
macrobiótica tem um preço. Não um preço em dinheiro, mas um custo em termos de
compromisso pessoal. Quanto mais forte e total for esse compromisso, maiores
são as probabilidades de cura. Depois de se convencer, através de uma intensa
introspecção, de que é o único responsável pelas suas doenças e pelos seus
infortúnios, resta definir as diferentes fases das mudanças a introduzir na sua
vida.
A primeira é, naturalmente, estudar todos os
ramos que compõem esta arte de viver. É a única forma de se libertar de todas
as influências exteriores, sejam elas políticas, religiosas ou médicas, e assim
dirigir a sua vida com total independência.
Simultaneamente, pode começar a sua revolução
biológica, isto é, modificar a sua alimentação e a relação que mantém com a
comida. Pouco a pouco, esta nova alimentação influenciará os seus
comportamentos e uma visão de um mundo unificado e universal impor-se-á
naturalmente.
Uma saúde recuperada, uma vida plena e longa,
uma confiança inabalável resultante do desaparecimento de medos ancestrais
profundos são o resultado desta revolução interior.
Gérard le Wenk, conselheiro em macrobiótica.
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