ALIMENTAÇÃO DOS SENIORES
Gérard Wenker
Resumo
Os seniores
têm necessidades nutricionais específicas e devem manter uma alimentação
variada e equilibrada para evitar carências.
- Energia: Não
devem comer menos; as necessidades energéticas mantêm-se semelhantes às de
um adulto. Há risco de desnutrição, sobretudo em situações de isolamento
ou doença.
- Proteínas: São
essenciais e podem ser necessárias em maior quantidade para prevenir a
perda de massa muscular (sarcopenia).
- Cálcio:
Necessário em maior quantidade para prevenir a osteoporose e fragilidade
óssea.
- Micronutrientes: Existe
maior risco de défices, especialmente de vitaminas do grupo B e
antioxidantes.
- Lípidos: O
consumo pode ser mais flexível após certa idade, adaptando-se às
preferências individuais.
Principais
riscos:
- Desidratação
- Obstipação
- Diabetes tipo 2
- Excesso de peso (problemas cardiovasculares)
- Ou, pelo contrário, falta de apetite e risco de desnutrição
Em resumo, é
fundamental uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e ajustada às
necessidades individuais do idoso.
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As
necessidades específicas dos seniores
Os seniores
têm necessidades nutricionais específicas. Devem estar atentos para evitar
carências.
Quais são os
alimentos a privilegiar e os riscos próprios da idade?
O regime
alimentar dos seniores deve ser simultaneamente variado e adaptado. Alguns
alimentos devem ser privilegiados.
As
necessidades energéticas
Contrariamente
às ideias feitas, não se deve comer menos com o avançar da idade. Embora a
atividade física seja frequentemente reduzida nos seniores, um metabolismo
menos eficiente implica necessidades energéticas mais elevadas e, portanto,
semelhantes às de um adulto. Estimam-se entre 30 a 35 kcal por quilo de peso, o
que corresponde a cerca de 1 800 kcal para uma pessoa com 55 kg.
Devido às
alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, mas também às mudanças no
estatuto social (rendimentos insuficientes, isolamento, dependência), o risco
de desnutrição proteico-calórica aumenta na pessoa idosa, sobretudo em
indivíduos hospitalizados ou institucionalizados. É importante detetar
precocemente qualquer risco de desnutrição. Para isso, existem grelhas de
avaliação nutricional rápida utilizadas por médicos e nutricionistas.
As necessidades em proteínas
São pelo menos
equivalentes às de um adulto, podendo até ser superiores, uma vez que o
metabolismo proteico na pessoa idosa favorece a perda de massa muscular. Os
especialistas recomendam 1 g por kg de peso corporal por dia.
A sarcopenia
corresponde à perda de massa muscular devido à diminuição da massa magra. Uma
pessoa perde, em média, entre 20% e 40% entre os 20 e os 80 anos. No entanto,
não é inevitável, sendo possível recuperar massa muscular mesmo em idade
avançada, através da combinação de atividade física e ingestão adequada de
proteínas.
As necessidades em cálcio
São superiores
às de um adulto, pois o metabolismo do cálcio é afetado pelo envelhecimento. As
recomendações situam-se entre 1 000 mg e 1 400 mg por dia.
A osteoporose,
caracterizada pela associação de uma baixa massa óssea e pela deterioração da
estrutura do osso, resulta numa maior fragilidade óssea e pode levar a
fraturas. A massa óssea diminui entre 40% e 50% nas mulheres entre os 30 e os
80 anos, sendo essa diminuição cerca de metade nos homens.
As necessidades em micronutrientes
A pessoa idosa
apresenta um risco elevado de carência de micronutrientes devido a alterações
fisiológicas e a certas doenças associadas ao envelhecimento. Observam-se
frequentemente défices de vitaminas do grupo B e de antioxidantes.
Necessidades em lípidos
Relativamente
aos lípidos, sabe-se que, após os 65 ou 70 anos, os níveis de colesterol deixam
de estar diretamente associados à aterosclerose. Assim, o consumo de gorduras
pode ser mais flexível e adaptado ao gosto da pessoa idosa.
Riscos específicos
Os seniores
devem estar particularmente atentos a diversos problemas relacionados com a
alimentação. Devem ter cuidado com:
- O risco
de desidratação;
- Problemas de obstipação;
- O aparecimento de diabetes não insulinodependente;
- O excesso de peso, que pode originar problemas cardiovasculares;
- Ou, pelo contrário, uma anorexia progressiva devido à falta de apetite
e à dificuldade em cozinhar.
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