Sunday, March 29, 2026

 

ALIMENTAÇÃO DOS SENIORES

Gérard Wenker

Resumo

Os seniores têm necessidades nutricionais específicas e devem manter uma alimentação variada e equilibrada para evitar carências.

  • Energia: Não devem comer menos; as necessidades energéticas mantêm-se semelhantes às de um adulto. Há risco de desnutrição, sobretudo em situações de isolamento ou doença.
  • Proteínas: São essenciais e podem ser necessárias em maior quantidade para prevenir a perda de massa muscular (sarcopenia).
  • Cálcio: Necessário em maior quantidade para prevenir a osteoporose e fragilidade óssea.
  • Micronutrientes: Existe maior risco de défices, especialmente de vitaminas do grupo B e antioxidantes.
  • Lípidos: O consumo pode ser mais flexível após certa idade, adaptando-se às preferências individuais.

Principais riscos:

  • Desidratação
  • Obstipação
  • Diabetes tipo 2
  • Excesso de peso (problemas cardiovasculares)
  • Ou, pelo contrário, falta de apetite e risco de desnutrição

Em resumo, é fundamental uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e ajustada às necessidades individuais do idoso.

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As necessidades específicas dos seniores

Os seniores têm necessidades nutricionais específicas. Devem estar atentos para evitar carências.

Quais são os alimentos a privilegiar e os riscos próprios da idade?

O regime alimentar dos seniores deve ser simultaneamente variado e adaptado. Alguns alimentos devem ser privilegiados.

As necessidades energéticas

Contrariamente às ideias feitas, não se deve comer menos com o avançar da idade. Embora a atividade física seja frequentemente reduzida nos seniores, um metabolismo menos eficiente implica necessidades energéticas mais elevadas e, portanto, semelhantes às de um adulto. Estimam-se entre 30 a 35 kcal por quilo de peso, o que corresponde a cerca de 1 800 kcal para uma pessoa com 55 kg.

Devido às alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, mas também às mudanças no estatuto social (rendimentos insuficientes, isolamento, dependência), o risco de desnutrição proteico-calórica aumenta na pessoa idosa, sobretudo em indivíduos hospitalizados ou institucionalizados. É importante detetar precocemente qualquer risco de desnutrição. Para isso, existem grelhas de avaliação nutricional rápida utilizadas por médicos e nutricionistas.

As necessidades em proteínas

São pelo menos equivalentes às de um adulto, podendo até ser superiores, uma vez que o metabolismo proteico na pessoa idosa favorece a perda de massa muscular. Os especialistas recomendam 1 g por kg de peso corporal por dia.

A sarcopenia corresponde à perda de massa muscular devido à diminuição da massa magra. Uma pessoa perde, em média, entre 20% e 40% entre os 20 e os 80 anos. No entanto, não é inevitável, sendo possível recuperar massa muscular mesmo em idade avançada, através da combinação de atividade física e ingestão adequada de proteínas.

As necessidades em cálcio

São superiores às de um adulto, pois o metabolismo do cálcio é afetado pelo envelhecimento. As recomendações situam-se entre 1 000 mg e 1 400 mg por dia.

A osteoporose, caracterizada pela associação de uma baixa massa óssea e pela deterioração da estrutura do osso, resulta numa maior fragilidade óssea e pode levar a fraturas. A massa óssea diminui entre 40% e 50% nas mulheres entre os 30 e os 80 anos, sendo essa diminuição cerca de metade nos homens.

As necessidades em micronutrientes

A pessoa idosa apresenta um risco elevado de carência de micronutrientes devido a alterações fisiológicas e a certas doenças associadas ao envelhecimento. Observam-se frequentemente défices de vitaminas do grupo B e de antioxidantes.

Necessidades em lípidos

Relativamente aos lípidos, sabe-se que, após os 65 ou 70 anos, os níveis de colesterol deixam de estar diretamente associados à aterosclerose. Assim, o consumo de gorduras pode ser mais flexível e adaptado ao gosto da pessoa idosa.

Riscos específicos

Os seniores devem estar particularmente atentos a diversos problemas relacionados com a alimentação. Devem ter cuidado com:

  • O risco de desidratação;
  • Problemas de obstipação;
  • O aparecimento de diabetes não insulinodependente;
  • O excesso de peso, que pode originar problemas cardiovasculares;
  • Ou, pelo contrário, uma anorexia progressiva devido à falta de apetite e à dificuldade em cozinhar.

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