PORQUE JEJUO 24 HORAS POR SEMANA AOS 25 ANOS
Jérémy Anso
Publiquei no
passado dia 23 de junho a minha primeira experiência com o jejum intermitente.
Tinha começado a experiência com um jejum de 16 horas todos os dias, depois o
meu jejum evoluiu progressivamente até se estabilizar nas 24 horas por semana,
todas as segundas-feiras.
Porque é que
eu jejuo todas as semanas com a minha idade?
Será que estou
doente?
Será que fui
doutrinado pelas ideologias do jejum terapêutico?
Será que estou
simplesmente a seguir a moda crescente do jejum intermitente?
Provavelmente
é um pouco de tudo isso, juntamente com o resultado das minhas pesquisas sobre
o tema, onde encontrei uma base de dados científica enorme.
Já faz quase 1
ano que pratico o jejum intermitente (sob diferentes formas) e agora há 5 meses
que jejuo 1 dia por semana.
É uma das
experiências mais enriquecedoras e valorizantes que já comecei na minha vida.
Porquê?
Tomar conta da
própria saúde sem fazer nada
Curto prazo
Este tipo de
jejum estabiliza as reações fisiológicas após a ingestão de açúcar. Ou seja, os
picos de insulina serão menos intensos.
Com o tempo, as sensações diárias de hipoglicemia desaparecem e os ataques de
fome tornam-se menos frequentes.
Médio prazo
Dependendo do
tipo de jejum que escolher, poderá surgir uma perda de peso mais ou menos
significativa. Também pode aparecer uma sensação de bem-estar e um aumento de
energia.
Longo prazo
Actualmente, os
benefícios do jejum já não precisam de ser demonstrados. Um dia de jejum por
semana ou 16 horas por dia melhora significativamente várias variáveis
fisiológicas, como os triglicéridos no sangue ou a concentração de GH (hormona
do crescimento).
Este ambiente
“acalórico” imita os períodos de jejum vividos pelos nossos antepassados
durante milhões de anos. O nosso organismo é extremamente competente e
particularmente adaptado para tirar partido dos períodos de escassez, mesmo que
hoje sejam artificiais.
Superar-se
todos os dias, todas as semanas e todos os meses
Fazer jejum
intermitente é enfrentar diariamente um desafio extraordinário, pela sua
dificuldade e singularidade.
A restrição
calórica através do jejum intermitente é um dos desafios mais severos e
difíceis do mundo, porque é considerada “contra a natureza”.
Impedir-se de
comer, quando a sociedade nos diz para o fazer, é visto como pouco saudável.
Impedir-se de
comer, quando o nosso organismo nos diz para o fazer, é visto como perigoso.
Eis os
principais dogmas que rodeiam este desafio de rara complexidade.
Nas nossas
sociedades modernas, as refeições são impostas, ritmadas e cronometradas.
Todos os nutricionistas, entidades dirigentes ou médicos aconselham — ou até
ordenam — a fazer 3 a 4 refeições por dia.
Até hoje não
existe qualquer prova científica que valide o ritmo atual das nossas refeições.
Este ritmo é antes o resultado da pressão social, ligada a horários de trabalho
precisos. As refeições têm, por isso, de ser bem posicionadas e organizadas.
Assim, parece
“contra a natureza”, na época atual, querer limitar as refeições, como se a
totalidade das refeições (ou a quantidade de calorias) fosse vital. Se isso
fosse verdade, não observaríamos hoje uma explosão do excesso de peso, da
obesidade e das doenças associadas.
Sem grande
risco de errar, hoje comemos demasiado em relação às nossas necessidades reais.
A nível social
e familiar, jejuar é, portanto, uma questão delicada que é preciso saber
defender e valorizar junto de todas as pessoas curiosas e/ou interessadas.
Dou como
exemplo a Julie, uma leitora muito recente do meu relato sobre o jejum, que
veio dar o seu testemunho no blog.
Permito-me
citá-la (pode encontrar o testemunho aqui):
«Para eles,
não comer a uma refeição é estar doente e perguntam-me porque não como.»
Repare bem no
atalho mental que os pais da Julie fazem (não os critico, longe disso):
Refeição = comida = vital
Logo
Refeição = vital
Este silogismo
assustador e simplista pode ser verdadeiro no espírito das pessoas. Depois,
percebemos que surgem muitas perguntas sobre o jejum intermitente e que é
absolutamente necessário responder-lhes para tranquilizar e obter todo o apoio
necessário.
No final,
jejuar diariamente ou mensalmente aproxima-se de um ato de coragem que vai
contra a corrente de toda a nossa sociedade de consumo, centrada no desperdício
alimentar, no excesso de peso e nas doenças da civilização.
Poupar no
orçamento alimentar
O jejum
intermitente reduz mecanicamente as quantidades de comida ingeridas e,
portanto, as quantidades compradas.
Num artigo no
site Objectif Liberté.fr, explico matematicamente os ganhos esperados ao fazer
um jejum intermitente de 16 horas por dia. Pode esperar poupar 3000 € por ano.
Mesmo no caso
dos jejuns mais curtos ou menos restritivos, a poupança existe. Estas economias
poderão, a médio ou longo prazo, permitir-lhe reinvestir, mimar-se, fazer
donativos ou oferecer presentes aos amigos (por exemplo).
Desfrutar de
um dia único, sem comida
Este é o
benefício imediato do jejum intermitente.
Para ilustrar
este ponto, nada melhor do que falar da minha própria experiência.
Eu jejuo 24
horas a partir da minha última refeição de domingo à noite. Passo assim toda a
segunda-feira (pequeno-almoço, lanche das 10h, almoço e lanche da tarde) sem
comer, até ao jantar.
Descanso — na
realidade, jejuo entre 22 e 24 horas, porque é difícil resistir à tentação de
um aperitivo de legumes crus uma hora antes do previsto.
Mas quando
chega a segunda-feira, não me faço qualquer pergunta sobre comida.
Quanto
dinheiro preciso? Tenho trocos suficientes? O que vou escolher? Que loja devo
ir?
Nada disso. Em
vez disso:
Uma sesta rápida à beira da praia
Uma pesquisa pessoal na internet
Escrevo os sonhos da noite anterior
Leio o livro do momento
Bebo água
Mais água
E ainda mais água
Mesmo assim tanta água?
Bebo em média
2 a 3 litros de água quando jejuo. E, consequentemente, vou 6 ou 7 vezes à casa
de banho. Posso garantir que estes litros de água não terão impacto negativo na
sua saúde.
E você?
Quase nenhum
risco (é preciso, ainda assim, manter-se vigilante e consultar um profissional
em caso de dúvida), nenhuma despesa extra, benefícios para a saúde e para o
moral…
De que está à espera para
experimentar?
·
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