Thursday, July 9, 2026

 


PORQUE AS PESSOAS NÃO SE CURAM?

Um médico intuitivo tinha uma perspetiva única sobre a razão pela qual muitas pessoas não conseguem curar-se. Costumava pensar que toda a gente queria ser curada, mas chegou à conclusão de que «a doença pode tornar-se muito pouco atraente para abandonar».

Os impedimentos à cura incluem deixar de viver no passado, abandonar o papel de vítima e vencer o medo da mudança. Dirigir o pensamento e a energia para o passado desvia a força vital das células e dos órgãos que necessitam dessa energia para funcionar e recuperar.

A cura exige viver no presente, recuperando a energia que permanece ligada aos traumas e às feridas do passado. Segundo ele, a única razão para continuar a alimentar e a manter vivo o passado é a amargura em relação ao que aconteceu. Recusar perdoar um acontecimento ou uma pessoa do passado provoca fugas de energia no corpo. O perdão ajuda a restaurar essa energia. Perdoar não significa absolver os outros da responsabilidade pelas feridas que causaram; significa, acima de tudo, libertar-nos da perceção de que somos vítimas.

Quando conseguimos ver um acontecimento doloroso como parte do processo da vida, como uma mensagem ou um desafio, em vez de uma traição pessoal, a energia vital regressa aos circuitos energéticos do corpo.

As pessoas não se curam porque não conseguem libertar-se da ilusão de serem vítimas. Com demasiada frequência, retiram poder das suas feridas porque descobriram que isso desperta o apoio e a atenção dos outros. As feridas transformam-se, assim, num meio de manipular e controlar os demais.

Na maioria dos casos, a recuperação implica fazer mudanças no estilo de vida, no ambiente em que se vive e nas relações pessoais. No entanto, a mudança pode ser assustadora.

É fácil permanecer num compasso de espera, dizendo que não se sabe o que fazer. Porém, raramente isso corresponde à realidade. Quando permanecemos nesse estado, geralmente sabemos exatamente o que devemos fazer; simplesmente estamos aterrorizados com a ideia de agir em conformidade.

A mudança provoca insegurança, mas esperar até nos sentirmos completamente seguros é ilusório. A única forma de conquistar esse sentimento é atravessar o turbilhão da mudança e emergir do outro lado, sentindo-nos novamente vivos.

A cura requer ação. Alimentar-se de forma adequada, praticar exercício físico regularmente e seguir o tratamento apropriado são mudanças que promovem a saúde física.

Libertar-se do passado, abandonar um trabalho excessivamente stressante ou terminar relações prejudiciais são também ações que fortalecem a energia do corpo. O que beneficia o corpo beneficia igualmente a mente e a energia, pois as dimensões física e energética estão intimamente ligadas.

Até mesmo o processo de morrer, com o qual todos nos iremos confrontar, pode transformar-se num processo de cura, permitindo libertar velhas feridas e resolver assuntos pendentes com os entes queridos.

A mudança ensina-nos a amar cada situação em cada momento, a aprender a fluir com a vida e a transformar o amor em ação.

Ver também: Vitimismo Crónico: Pessoas que vivem em «modo queixa».

Por Maria de los Ángeles Rodeiro

In: Paradigma Terrestre – Consejos del Conejo

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