Tuesday, May 26, 2026

 


A  GOTA

HÁ GOTA… E  GOTA.

Gota: não espere pela primeira crise para agir.

Dr. Jean-Pierre Willem, médico de saúde

https://alertevotrecorpsvousparle.blogspot.com/search/label/MALADIES

Gérard Wenker

resumo

A gota é uma doença metabólica causada pelo excesso de ácido úrico no sangue. Esse excesso leva à formação de cristais nas articulações, sobretudo no dedo grande do pé, provocando crises muito dolorosas.

Principais sintomas

  • Dor súbita, intensa e pulsátil, geralmente durante a noite;
  • Articulação inchada, vermelha e quente;
  • Sensibilidade extrema ao toque;
  • As crises podem durar vários dias e repetir-se;
  • Outras articulações também podem ser afetadas (tornozelos, joelhos, punhos, cotovelos).

Causas principais

  • Predisposição hereditária;
  • Excesso de peso;
  • Alimentação rica em carnes gordas, vísceras, marisco e álcool;
  • Má eliminação do ácido úrico pelos rins;
  • Sedentarismo.

O que ajuda a prevenir crises

  • Beber muita água (1,5 a 2 litros por dia);
  • Fazer exercício físico regularmente;
  • Perder peso de forma equilibrada;
  • Evitar álcool, especialmente vinho branco e bebidas fortes;
  • Reduzir:
    • vísceras e enchidos;
    • carnes gordas;
    • sardinhas e anchovas;
    • leguminosas em excesso;
    • espargos e espinafres.

Alimentos e hábitos recomendados

  • Muitos legumes e fruta;
  • Cerejas e morangos podem ajudar;
  • Café poderá favorecer a eliminação do ácido úrico;
  • Preferir pão integral;
  • Consumir peixe como atum e salmão.

Tratamentos naturais mencionados

  • Vitamina C;
  • Ómega-3;
  • Bicarbonato de sódio em pequenas quantidades;
  • Gemoterapia e aromaterapia;
  • Homeopatia (segundo o autor).

Tratamentos médicos convencionais

  • Colchicina: usada durante as crises;
  • Anti-inflamatórios;
  • Alopurinol: reduz o ácido úrico no sangue.

Atenção

  • A aspirina não é recomendada durante crises de gota porque pode agravar os depósitos de cristais;
  • O consumo excessivo de álcool pode desencadear crises.

Ideia principal do texto

A gota pode ser muito dolorosa, mas muitas crises podem ser evitadas através de hidratação adequada, alimentação equilibrada, exercício físico e controlo do ácido úrico.

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texto

A “gota” que aquece o coração dos habitantes de certas aldeias é simplesmente a aguardente, destilada todos os anos pelos produtores tradicionais. Essa “zurrapa” não tem (quase) nada a ver com a gota de que vos vou falar, que é uma doença metabólica.

Pode sofrer de gota sem o saber… até ao dia em que, após um período de stress, grande fadiga, excessos alimentares (sobretudo álcool), exposição ao frio e à humidade ou um traumatismo numa articulação, surge a famosa crise de “gota”. Esta manifesta-se, ao nível do dedo grande do pé, por uma dor súbita, intolerável, contínua e pulsátil, que começa frequentemente durante a noite. A articulação fica inchada, vermelha, quente e não suporta qualquer contacto, nem sequer o de um lençol. Na ausência de tratamento, a crise dura entre 5 e 10 dias antes de a dor desaparecer. Pode repetir-se e, embora o dedo grande do pé seja o mais frequentemente afetado, outras articulações também podem ser atingidas (pé, tornozelo, joelho, mão, punho ou cotovelo).

A propósito, aconteceu-me tratar uma freira que sofria desta perturbação metabólica. Não tive coragem de lhe perguntar se apreciava particularmente um aperitivo…!

As verdadeiras causas da gota

Frequentemente hereditária, dez vezes mais comum nos homens do que nas mulheres, a gota está ligada a um excesso de ácido úrico no sangue. Este ácido provém em parte da alimentação, mas é sobretudo produzido pelo fígado e depois eliminado pela urina através dos rins. Este excesso de ácido úrico tem duas causas principais:

·      um excesso de produção devido à hereditariedade, ao excesso de peso ou à alimentação. A gota tem, aliás, fama de ser a doença do bon vivant, apreciador de boa comida e a imagem tradicional do “gotoso” é a do homem corpulento e algo congestionado;

·      uma eliminação insuficiente pela urina, devido a fragilidade renal ou a tratamentos prolongados com corticoides.

Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: o excesso de ácido úrico deposita-se nos tecidos sob a forma de cristais microscópicos, alongados e pontiagudos, de urato de sódio. As articulações, especialmente a do dedo grande do pé, são o local preferido destes depósitos, que também podem surgir sob a pele sob a forma de tofos gotosos (protuberâncias indolores cheias de um líquido esbranquiçado) e nos rins (formação de cálculos de ácido úrico, responsáveis por cólicas renais).

Beba muito... mas água, e mexa-se!

Para evitar crises de gota, é essencial beber bastante (1,5 a 2 litros de água por dia) e fazer ocasionalmente curas de águas bicarbonatadas (a água “Pedras Salgadas”, é o ranking das águas portuguesas mais indicadas para a gota. Outras águas indicadas: Frize, Vidago, Castello, Vimeiro, Luso, Alardo): estas águas limitam a formação de cálculos urinários devido ao seu carácter alcalino.

Para beber regularmente em quantidade suficiente, é preciso alguma disciplina:

·      mantenha a garrafa de água sempre por perto e vá bebendo regularmente: beber 10 vezes por dia é melhor do que beber meio litro de uma só vez;

·      aproveite as refeições para beber mais um ou dois copos;

·      beba sistematicamente um copo de água depois de urinar.

·      Pode ser necessário perder peso, mas cuidado com restrições exageradas e dietas fantasiosas: as células adiposas destruídas libertam proteínas que o fígado transforma… em ácido úrico.

Outra recomendação fundamental é praticar exercício físico: o sedentarismo favorece as crises de gota.

Faça uma limpeza ao frigorífico!

Para evitar crises, tente limitar os seguintes alimentos:

·      vísceras (fígado, rins, moelas, língua, tripas, coração, pés de porco e cabeça de vitela), enchidos e carnes gordas;

·      marisco, sardinhas e anchovas;

·      bebidas alcoólicas, sobretudo vinho branco, mas também sumos industriais;

·      leguminosas (feijão, favas, lentilhas, soja, ervilhas, grão-de-bico), espargos e espinafres.

O café poderá ser benéfico, pois ajudaria a eliminar o ácido úrico. Deve consumir muitos legumes e fruta, especialmente cerejas e morangos, substituir parte da carne por atum e salmão e optar por pão integral.

Os tratamentos naturais mais eficazes

Além de um estilo de vida adequado, recomendo alguns tratamentos naturais que deram provas na prevenção das crises de gota:

·      antes de mais não hesite em tomar vitamina C, que facilita a eliminação do ácido úrico;

·      aposte nos ómega-3 (e ómega-6), presentes nos peixes gordos, frutos secos, óleo de colza e sementes de linhaça;

·      o bicarbonato de sódio para aliviar durante as crises (1/2 colher de café duas vezes por dia num copo de água).

A gemoterapia (prática de fitoterapia que utiliza tecidos embrionários de plantas) e o concentrado de princípios ativos presentes nos rebentos também podem ser muito úteis. Eis o que recomendo:

·      de manhã: 50 gotas + água de Ribes nigrum (groselheira-negra) Bg. Mac. Glyc. 1D

·      ao almoço: 50 gotas + água de Betula pubescens (vidoeiro) Bg. Mac. Glyc. 1D

·      à noite: 50 gotas + água de Fraxinus excelsior (freixo) Bg. Mac. Glyc. 1D

A aromaterapia (prática que utiliza óleos essenciais extraídos de plantas aromáticas) também pode ajudar. Eis os óleos essenciais mais importantes, na minha opinião, para combater a gota:

·      Por via oral (2 gotas da seguinte mistura, 3 vezes por dia, sobre mel ou xarope de ácer): HE Juniperus communis montana 2 ml; HE Gaultheria procumbens 1 ml; Ess. Citrus limonum 2 ml

·      Por via cutânea: (4 gotas da seguinte mistura em massagem suave sobre as articulações): HE Ocimum basilicum 5 ml; HE Juniperus communis 3 ml; HE Helichrysum italicum 2 ml; HE Gaultheria procumbens 3 ml
Óleo vegetal de hipericão 30 ml

Os tratamentos convencionais

A crise de gota é tratada eficazmente com colchicina, derivada das plantas da família dos cólquicos. Em geral, utiliza-se também um tratamento contínuo com medicamentos hipouricemiantes (que reduzem o nível de ácido úrico no sangue ao limitar a sua produção), como o alopurinol (Zyloric), por exemplo.

Durante a crise, a colchicina impede a deposição de cristais de urato nas articulações (muito eficaz contra a dor, embora possa provocar diarreia). Muitas vezes, associa-se a anti-inflamatórios não esteroides. Como tratamento de fundo, recorre-se ao alopurinol, que deve ser interrompido em caso de alergia (que pode ser grave).

Importante: não tome aspirina para aliviar a dor. Ela favorece a deposição de cristais de urato nas articulações.

Antes de terminar, devo admitir que omiti um aspeto: o consumo de aguardente e bebidas alcoólicas fortes pode efetivamente provocar gota.

À vossa saúde! E transmitam as minhas desculpas à freira!

Desejo-vos um excelente dia e, acima de tudo, cuidem bem da vossa saúde.

GOTA: CONCLUSÃO

·      Uma doença potencialmente grave, mas curável

·      Risco cardiovascular aumentado

·      A causa de reumatismo inflamatório mais frequente no homem adulto

·      A incidência da gota aumenta

·      O diagnóstico pode ser difícil nas formas atípicas: valor da análise do líquido articular

·      O tratamento coloca problemas em caso de intolerância ou de ineficácia do aloporinol: interesse dos novos hipouricemiantes que reduzem o ácido úrico

·      A educação dos doentes é indispensável para o sucesso do tratamento

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PS: Para todos os que se interessam por homeopatia — e sei que são muitos — aqui ficam também alguns remédios eficazes.

Durante uma crise

·      Bryonia alba 7 CH, Colchicum 4 CH, Ledum palustre 7 CH: 5 grânulos de cada, de hora a hora.

·      Bryonia alba: em caso de articulação inchada, vermelho-escura, quente, pele tensa e brilhante, dores agudas e lancinantes agravadas pelo menor movimento, melhoradas pelo repouso, aplicações frias e pressão forte, agravamento às 2h da manhã, com secura das mucosas (boca seca e sede).

·      Colchicum: efeitos semelhantes aos da colchicina alopática (sem os inconvenientes). Em caso de inflamação do dedo grande do pé, dor intensa agravada pelo toque e pelo movimento.

·      Ledum palustre: dores agudas nos dedos dos pés, agravadas durante a noite e pelo calor da cama, melhoradas por aplicações de água fria. Bom remédio para gota crónica, com reumatismo crónico e tofos.

Tratamento de fundo, se as crises forem repetidas 5 grânulos de manhã e à noite durante vários meses.

·      Ledum palustre 7 CH, conforme acima.

·      Sulfur 9 CH: em caso de alternância entre erupções cutâneas e outras doenças (asma, diarreias, crises de reumatismo ou gota). Perfil habitual: pessoa jovem, ativa, apreciadora de boa comida e bons vinhos, frequentemente obesa, sensível ao calor, pele ardente com erupções, orifícios avermelhados, quebra de energia pelas 11h, sintomas recorrentes periodicamente (de três em três ou de seis em seis meses), pés quentes à noite (fora da cama), diarreia pelas 5h, impaciência.

·      Uricum acidum 15 CH: para tentar reduzir a formação de ácido úrico.

·      Lycopodium clavatum 7 CH: bom remédio para eliminar ácido úrico, insuficiência renal e hepática. Perfil habitual: digestão lenta com inchaço abdominal, dores de estômago 2 a 3 horas após as refeições.

·      Natrum phosphoricum 4 CH: gota do dedo grande do pé (ou punhos ou pequenas articulações) em tempo quente, com ácido úrico elevado no sangue, língua coberta por camada amarela espessa, tendência para azia, vómitos e diarreias ácidas.

Existem também complexos homeopáticos.

À escolha:

·      Urarthone: 1 colher de sopa de manhã em jejum e 1 colher à noite antes de deitar. Em caso de crise inflamatória: 1 toma adicional — Laboratório Lehning (frasco de 250 ml)

·      Ou Ledum Complexe n.º 81: 20 gotas, 3 vezes por dia, fora das refeições.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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