Sunday, June 14, 2026

 


ALGAS DE ÁGUA DOCE
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resumo

As algas de água doce, como a Clorela e a Spirulina, destacam-se pelo seu elevado teor de clorofila e valor nutricional, sendo consideradas alimentos com propriedades depurativas e regeneradoras.

Chlorella

  • Alga verde unicelular muito rica em clorofila.
  • Ajuda a desintoxicar o fígado, os intestinos e o sangue.
  • Favorece a eliminação de metais pesados.
  • Contém proteínas, gorduras, hidratos de carbono, fibras, minerais e vitaminas.
  • Pode contribuir para o reforço do sistema imunitário, melhoria da digestão, aumento da energia e apoio da função cognitiva.

Spirulina

  • Alga rica em proteínas de elevada digestibilidade (50% a 70%).
  • Contém aminoácidos essenciais, vitaminas B12, E e ácido gama-linolénico.
  • É utilizada tradicionalmente como alimento nutritivo.
  • Pode ajudar a reforçar o sistema imunitário, aumentar a energia, retardar o envelhecimento celular e apoiar a saúde do fígado e do pâncreas.

Conclusão
A Chlorella e a Spirulina são microalgas altamente nutritivas, valorizadas pelo seu conteúdo em clorofila, proteínas, vitaminas e outros nutrientes, sendo frequentemente utilizadas como complemento alimentar para apoiar a saúde geral.

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texto

As microalgas, como a Chlorella e a Spirulina, são algas de água doce, são reconstrutoras e muito purificadoras e depurativas devido ao seu conteúdo em clorofila. Os vegetais cultivados em terra estão sendo empobrecidos devido à exploração intensiva dos solos.

Alga Clorela

A Chlorella é uma alga verde unicelular. É o alimento com a maior percentagem de clorofila do planeta e um dos alimentos mais completos. A sua principal propriedade é o seu poder de desintoxicação do fígado, dos intestinos e do sangue. Também acelera a eliminação de metais pesados.

Composição da Chlorella

  • 45% de proteínas
  • 20% de gorduras
  • 20% de hidratos de carbono
  • 5% de fibra
  • 10% de minerais e vitaminas

Outros benefícios da Clorela para a saúde

  • Reparação dos tecidos nervosos.
  • Reforça o sistema imunitário.
  • Melhora a digestão.
  • Promove o equilíbrio dos níveis de pH no intestino.
  • Melhora a capacidade cognitiva.
  • Melhora o nível de energia.
  • Normaliza o açúcar no sangue e a pressão arterial.
  • É rica em vitamina B12.
  • Para o cancro do fígado. Um estudo realizado em 2009 descobriu que a Chlorella desencadeia a morte celular programada (apoptose) em células cancerígenas do fígado (mais informações no site Green Med Info).

Alga Spirulina

O seu nome significa «pequena espiral». Foi utilizada como alimento por tribos africanas em períodos de más colheitas e pelos Astecas como alimento básico.

A Espirulina contém:

  • Entre 50% e 70% de proteína (a carne contém entre 18% e 22%), com um coeficiente de digestibilidade de 95%.
  • 22 aminoácidos, dos quais 8 são essenciais.
  • Vitaminas B12, E (três vezes mais do que o gérmen de trigo) e F (ácido gama-linolénico).
  • Gorduras sob a forma de ácidos gordos polinsaturados.

Propriedades da Spirulina

  • Estimula o sistema imunitário, contribuindo para um efeito preventivo contra o cancro.
  • É energética, retarda o envelhecimento celular, reduz a fragilidade capilar, reforça o fígado e o pâncreas, regula os níveis de glicose, entre outros benefícios.
  • As algas verdes, tanto as de água doce como as marinhas, são a maior fonte de clorofila, superando alimentos como os espinafres e as acelgas.

Para saber mais sobre as algas, pode descarregar gratuitamente todos os meus livros: clique aqui: https://www.mangelsmestre.com/main/adquirir-libros/


 

 

 

 

QUEM FALOU EM ALERGIAS?

Patricia Restrepo

resumo

O texto apresenta uma visão alternativa sobre as alergias, defendendo que estas resultam sobretudo do enfraquecimento do sistema imunitário e de hábitos de vida modernos, como a alimentação industrializada, o uso de produtos químicos, medicamentos e a exposição a tecnologias e campos eletromagnéticos.

A autora considera que as alergias são uma tentativa do organismo para eliminar excessos e toxinas acumulados, manifestando-se através de sintomas respiratórios, cutâneos e digestivos. Defende que o tratamento deve centrar-se no fortalecimento do sistema imunitário através de uma alimentação tradicional, baseada em produtos locais, biológicos e da época, com predominância de cereais integrais, leguminosas e vegetais.

O texto recomenda evitar açúcares refinados, lacticínios, alguns alimentos tropicais e a automedicação com anti-histamínicos e outros fármacos. Sugere ainda práticas naturais como exercício físico, pequenos jejuns e a fricção corporal para estimular a circulação sanguínea e linfática.

A autora também refere uma possível relação entre alergias e determinados traços emocionais ou psicológicos, como a hipersensibilidade e a dificuldade em aceitar críticas.

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texto

As alergias, de um modo geral, podem ser definidas como reações exageradas e anormais a diferentes substâncias, que podem incluir alimentos, medicamentos, produtos químicos, substâncias voláteis, pó, pólen, pelo de animais e até picadas de insetos.

Os sintomas manifestam-se habitualmente ao nível respiratório (asma, espirros), cutâneo (urticária, erupções cutâneas, vermelhidão da pele ou dos olhos) e interno (dor de estômago, azia, comichão na boca ou garganta, cólicas, diarreia, náuseas, rigidez, inflamação ou dor nas articulações e ossos e, em alguns casos extremos, taquicardia, hemorragias intensas e choque).

É curioso — mais do que curioso, é relevante — observar que as alergias são um dos desequilíbrios de saúde que mais aumentaram desde o século XIX, estando associadas ao uso e abuso de pesticidas, à alimentação moderna, aos medicamentos, produtos químicos, aditivos, conservantes e à crescente exposição a campos eletromagnéticos (ar condicionado, telefones sem fios, telemóveis, computadores, fotocopiadoras, micro-ondas, cobertores elétricos, panelas e escovas elétricas), bem como ao sedentarismo.

A principal causa das alergias modernas é o enfraquecimento do sistema imunitário, que, ao perder força, se torna vulnerável e incapaz de se adaptar a um ambiente em constante mudança. O tratamento principal deveria, assim, orientar-se para o fortalecimento do sistema linfático e para a melhoria da qualidade do sangue.

Se utilizarmos a lógica e a analogia, podemos considerar que uma alergia não é mais do que uma tentativa desesperada do organismo para eliminar os excessos gerados por uma alimentação pouco saudável (quase sempre de caráter yin). Talvez seja na primavera, quando tudo floresce na natureza, que o corpo, no seu processo natural de desintoxicação, intensifica os sintomas.

Também não devemos esquecer a nossa natureza holística e a inter-relação entre corpo e mente, bem como as suas expressões inerentes (emoções e pensamentos).

O livro A Doença como Caminho, de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke, estabelece uma relação entre as alergias e pessoas com dificuldade em aceitar críticas, hipersensíveis ou pouco abertas a outros pontos de vista e formas diferentes de compreender a vida.

Partindo da premissa de que, para curar as alergias, seria necessário fortalecer primeiro o sistema imunitário, recomenda-se evitar o consumo de açúcares simples e refinados, lacticínios, solanáceas, produtos de origem tropical e a ingestão excessiva de água. Privilegiar o consumo diário de cereais integrais em grão, leguminosas, legumes, fruta da época, frutos secos, algas marinhas, cozinhar de forma tradicional e recuperar o hábito das sopas e dos cozidos.

Também deveríamos evitar a automedicação com anti-histamínicos, analgésicos, antibióticos e o uso crónico excessivo de corticoides e outros medicamentos, reservando-lhes o seu devido lugar. E adoptar práticas mais naturais para ajudar o organismo a utilizar a sua capacidade autorreguladora, como pequenos jejuns, exercício físico e a fricção corporal* (desenvolvida por Michio Kushi). A atividade física está envolvida na melhoria de praticamente todas as disfunções do organismo.

A medicina atual trata as alergias recorrendo a anti-histamínicos e evitando a ingestão ou exposição à substância considerada responsável pela reação alérgica. Esta medida, quando utilizada isoladamente, apenas contribui para enfraquecer ainda mais o paciente, tornando-o mais vulnerável e limitado.

Naturalmente, enquanto o organismo recupera força, deve evitar-se a exposição a situações que possam provocar um choque alérgico. Paralelamente, vamos introduzindo na dieta alimentos revitalizadores, que pouco a pouco alcalinizem a condição e a estabilizem.  

Se tivesse de destacar três ou quatro elementos particularmente acidificantes e enfraquecedores, capazes de desencadear alergias, apontaria para o açúcar branco ou mascavado, a frutose em pó, os lacticínios e todos os seus derivados e os frutos tropicais consumidos em latitudes não tropicais.

Vivemos na era da tecnologia e não podemos escapar a essa realidade. No entanto, podemos fazer um uso mais consciente dos equipamentos tecnológicos (computadores, telemóveis) e evitar os que consideramos desnecessários (micro-ondas, escovas elétricas, cobertores elétricos, fogões elétricos, entre outros).

Perante o desconhecimento sobre as alergias e a sua origem, não falta oportunismo tecnológico, acolhido pela ciência médica para justificar a sua ignorância. É o caso dos testes de intolerância alimentar, que por vezes apresentam resultados considerados alarmantes e incoerentes (como intolerância ao arroz integral ou aos cereais integrais, enquanto indicam tolerância ao açúcar ou a bebidas tipo cola). Estes testes, atualmente muito populares e dispendiosos, carecem de fiabilidade.

O tratamento principal das alergias deveria consistir numa alimentação sábia, tradicional, com ingredientes biológicos, locais e da época (sopa de miso com legumes doces, caldo de legumes doces, uma boa porção diária de legumes ligeiramente cozidos, utilizar roupa de algodão em contacto com a pele e a prática da fricção corporal *).

(*) Fricção corporal

Mergulhe uma pequena toalha de algodão em água quente ou coloque-a sob água corrente quente. Escorra-a até ficar húmida e quente.

Esfregue todo o corpo com movimentos circulares, começando pelos dedos dos pés e subindo progressivamente até às orelhas e ao rosto. Dê especial atenção aos dedos das mãos e dos pés, axilas, virilhas, pescoço e parte posterior dos joelhos. A pele deverá adquirir uma tonalidade rosada.

Esta prática deve ser realizada com o corpo seco, e não durante o banho, durante 10 a 15 minutos todos os dias, de manhã cedo ou antes de deitar.

A fricção corporal promove uma boa circulação sanguínea e linfática, contribuindo para o fortalecimento do sistema imunitário, para a abertura dos poros da pele e para a eliminação de toxinas. Além disso, estimula os meridianos energéticos utilizados no shiatsu e na acupunctura.


Saturday, June 13, 2026

 

MACROBIÓTICOS: ASSUMAM-SE!

Gérard Wenker

resumo

O autor defende que a macrobiótica é muito mais do que um regime alimentar: é uma filosofia de vida que promove saúde, bem-estar, paz, liberdade e consciência. Questiona por que razão este modo de vida continua a ser alvo de preconceitos e polémicas, apesar dos benefícios que lhe atribui.

Segundo o texto, a má reputação da macrobiótica resulta de desinformação, incompreensão e da atitude excessivamente dogmática de alguns adeptos. O autor argumenta que a macrobiótica tem sido historicamente ridicularizada e combatida por diferentes instituições, por representar uma alternativa aos sistemas dominantes nas áreas da saúde, da religião e da política.

O texto também refere que muitos praticantes ocultam as suas convicções e hábitos alimentares por receio de críticas ou discriminação social. Por fim, o autor apela aos macrobióticos para que assumam publicamente a sua prática e contribuam para a divulgação de um modo de vida que considera capaz de promover uma sociedade mais saudável, livre e pacífica.

Ideia central: a macrobiótica é apresentada como uma filosofia de vida benéfica que, na opinião do autor, continua injustamente marginalizada e incompreendida pela sociedade.

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texto

O coming-out dos macrobióticos

A macrobiótica é uma arte de viver única, completa e fácil de aplicar, que corresponde em todos os aspetos às expectativas de um grande número de pessoas para quem os constrangimentos e as contradições da sociedade moderna se tornaram insuportáveis.

O objetivo deste artigo não é fazer a apologia da macrobiótica, mas antes questionar por que razão um modo de vida tão popular e universal é alvo de tantas polémicas.

Ser homossexual, sem-abrigo, deficiente ou alcoólico é menos discriminatório do que ser macrobiótico. A «macrofobia» manifesta-se particularmente em França, apesar deste país ter sido o berço e o principal local de implantação da nova macrobiótica de Ohsawa.

Quais são as razões? Como acontece frequentemente nestes casos, a principal causa é uma informação subjetiva, incompleta e parcial sobre um ensinamento que, à primeira vista, parece invulgar.

Uma aplicação demasiado dogmática de certas regras, bem como práticas desconhecidas e mal compreendidas pelo meio envolvente, terão certamente gerado desconfiança em relação a adeptos que, por vezes, exibiam com provocação e paixão o seu entusiasmo por este modo de vida.

Quando se sabe que este método, aplicado corretamente e com discernimento, permite:

  • evitar a maioria das doenças;
  • curar doenças degenerativas;
  • reforçar a força vital e o sistema imunitário;
  • manter a família saudável;
  • reduzir consideravelmente os custos com a saúde;
  • preservar o ambiente de forma duradoura;
  • resolver o problema da fome no mundo;
  • desenvolver o nível de consciência;
  • construir um mundo de paz;

… compreende-se melhor o impacto que a macrobiótica — este caminho para a saúde e para a paz, através da evolução biológica e espiritual — poderia ter se fosse adotada por milhões de pessoas ou se conseguisse implantar-se em vários países.

Perigosa para os Estados, subversiva para as igrejas e concorrente para a classe médica, a macrobiótica e as receitas de longevidade foram, ao longo dos tempos, atacadas, denegridas e ridicularizadas. No entanto, contra tudo e contra todos, apenas pela sua eficácia, esta doutrina continua a expandir-se à escala mundial, embora aparentemente de forma marginal. Na realidade, as aparências enganam. Sob o anonimato das comunicações pela internet, mais de 10 000 visitas por mês são atualmente registadas no nosso site «lamacrobiotique.com», provenientes de cerca de trinta países, demonstrando o interesse contínuo que este modo de vida continua a suscitar.

Todos conhecemos, dentro do movimento macrobiótico, nomes de celebridades do mundo do espetáculo que praticam a macrobiótica discretamente, algumas delas até com cozinheiro pessoal. No entanto, nunca vimos nem ouvimos uma personalidade admitir publicamente as suas práticas macrobióticas. Quando muito, para justificar a boa aparência ou a longevidade, dir-se-á vegetariana.

Assumir-se como macrobiótico, mesmo dentro da própria família, não é tarefa fácil. Com os amigos é ainda mais difícil e, com os colegas de trabalho, torna-se praticamente impossível. A gastronomia, a boa mesa festiva e os almoços de negócios ocupam um lugar muito importante nas nossas relações sociais e comunitárias. Trocar uma fondue, mexilhões com batatas fritas ou carne estufada por um prato de arroz integral com legumes exige muita abnegação ou, como frequentemente acontece, estar à beira da morte.

Felizmente — e importa dizê-lo alto e bom som — a macrobiótica não se reduz a um regime alimentar que, embora eficaz, é restritivo e austero, e pelo qual se tornou conhecida e, também é preciso reconhecê-lo, desacreditada por aqueles que tinham interesse nisso. Pelo contrário, a macrobiótica é, acima de tudo, a arte de viver a alegria, a felicidade e a paz em liberdade. Liberdade de escolha, liberdade de pensamento e liberdade de compreensão.

Felicidade – Saúde – Paz – Liberdade: eis as quatro palavras detestadas por todos os poderes. O poder clerical reclama a felicidade, o poder médico a saúde, o poder militar a paz e o poder político a liberdade: são os seus domínios reservados e cuidadosamente protegidos. Afinal, não se pode deixar que indivíduos ignorantes — homens, mulheres e crianças — decidam unilateralmente o seu próprio destino, o das suas famílias e o das suas comunidades.

É verdade que já não estamos no século XVII, quando todos aqueles que possuíam algum conhecimento sobre os segredos das plantas, receitas de saúde e longevidade eram perseguidos, condenados e, por vezes, queimados na fogueira. Hoje, a perseguição é mais subtil, mas continua igualmente eficaz: ridicularização e escárnio, desinformação, processos por exercício ilegal da medicina, acusações de sectarismo e alertas de nutricionistas sobre eventuais carências.

Ridicularizada ou demonizada, a macrobiótica inspira receio. E aqueles que, apesar de tudo, conseguem ultrapassar estes preconceitos acabam muitas vezes por esconder as suas práticas alimentares e o seu modo de vida, afastando-se da comunidade e isolando-se com a família.

É paradoxal que, no início do terceiro milénio, nos deparemos com:

  • uma sociedade minada pela violência;
  • indivíduos afetados por doenças degenerativas;
  • um ambiente cada vez mais insalubre;
  • elementos essenciais à vida, como a água e o ar, definitivamente poluídos;
  • uma ética moral e espiritual em franca degradação;

e que, apesar disso, um conceito global de preservação da saúde e do ambiente obrigue os adeptos desta arte de viver a esconder-se aos olhos da sociedade como se fossem párias.

Nos países anglo-saxónicos, pertencer a uma comunidade macrobiótica é motivo de orgulho. Em África, alguns chefes de Estado tentaram implementar a experiência macrobiótica para os seus povos, mas foram rapidamente travados pelas potências económicas dominantes: «Paguem primeiro os juros da vossa dívida antes de se preocuparem com a felicidade do vosso povo.»

Ter tido a oportunidade ou a sorte de conhecer a macrobiótica merece gratidão.

Por isso, macrobióticos curados, macrobióticos felizes, macrobióticos escondidos:

saiam da sombra, assumam-se publicamente,

por um mundo de paz, liberdade e saúde.

Gérard Wenker — novembro de 2003.

 

 


 

 


A importância da mastigação

resumo

O texto defende que a mastigação adequada é fundamental para a saúde física e mental. Segundo o autor, os alimentos são a base da renovação e cura do organismo, e a saliva desempenha um papel importante nesse processo, contendo substâncias que ajudam na digestão, na defesa contra microrganismos e na proteção do organismo.

A mastigação e a ensalivação são apresentadas como processos essenciais porque iniciam a digestão dos alimentos, facilitam a absorção de nutrientes e estimulam a produção de saliva. O texto cita estudos e teorias que atribuem à saliva propriedades benéficas, incluindo efeitos antibacterianos, analgésicos e de apoio ao sistema imunitário.

Entre as principais vantagens da mastigação destacam-se:

  • Melhora da digestão e da absorção dos nutrientes.
  • Redução da formação de gases e da flatulência.
  • Maior sensação de saciedade, ajudando no controlo do peso.
  • Diminuição da vontade de consumir doces.
  • Fortalecimento dos dentes e gengivas.
  • Promoção de maior paciência, disciplina e autocontrolo.
  • Melhoria da clareza mental, da criatividade e da capacidade de discernimento.
  • Redução do stress e das tensões.
  • Estímulo do sistema imunitário e das glândulas do organismo.
  • Possível contribuição para a longevidade e o rejuvenescimento.

O autor recomenda mastigar os alimentos muitas vezes (entre 50 e 100 mastigações por bocado, ou mais em alguns casos), defendendo que este hábito favorece a saúde global, aumenta a vitalidade e contribui para uma melhor qualidade de vida.

Ideia principal: Mastigar lenta e cuidadosamente os alimentos é um hábito simples que pode melhorar a digestão, a nutrição, o bem-estar físico e mental, sendo considerado pelo autor uma das bases para a manutenção da saúde.

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texto

Os alimentos são a fonte da nossa energia vital, a origem do nosso sangue. Trinta biliões de células morrem e renascem por segundo. O que significa que a nossa possibilidade de auto-renovação e auto-cura é inacreditavelmente espantosa. A selecção adequada dos alimentos, bem como da sua preparação dependerá a nossa vitalidade psicossomática.

A mastigação e a ensalivação são as únicas actividades que podem ser reguladas pela nossa vontade própria. A saliva ou líquido divino como é designada em japonês (shin-eki), contém:

 (i) gamaglobuli­nas, que têm um papel fun­damental no con­trolo da leucemia, devido à sua capacidade de coagulação do sangue; 

(ii) o interferão, que con­trola as células cancerosas; 

(iii) a opiorfina, que os cientistas testaram in vivo em testes com ratos de laboratório, e descobriram que 1 grama do analgésico salivar natural (opiorfina) tinha o mesmo efeito que 3 gramas de morfina quando a dor era induzida por uma substância química. Quando a dor era «mecânica» (através do teste dos alfinetes), era necessária uma dose seis vezes maior de morfina do que a de opiorfina para tornar as cobaias insensíveis à dor; 

(iv) parotina, hormona que retarda o envelhecimento; 

(v) enzimas bactericidas, como a lisozima, que destrói as bactérias.

Há algum anos atrás, no laboratório de pes­quisas bioquímicas da Universidade de Tóquio, foram levadas a cabo experiências para determi­nar a acção enzimática da saliva sobre processos cancerígenos. Culturas de bactérias foram submetidas à acção de materiais reconheci­damente cancerígenos tanto de natureza orgânica, quanto inorgânica, ocorrente no meio natural ou não. Assim, sob o efeito dos materiais triptoano, aflatoxina e af-2, ocorreram transformações neo-plasmá­ticas degenerativas imprevisíveis na estru­tura das bactérias em experiência. Porém, ao adicionar-se saliva humana à cul­tura de bactérias uma determinada percenta­gem delas recuperou a normalidade de con­dições em apenas 30 segundos! Em pouco tempo a totalidade da cultura ficou regulari­zada.

De facto, a mastigação completa a ensalivação. A mastigação é a condição de garantia radical contra todas as doença, além de ser um dos principais meios de recupe­ração de afec­ções as mais diversas, inclusive o cancro.

VANTAGENS DA MASTIGAÇÃO:

(1) Melhora a Digestão

A mastigação produz saliva e a saliva (sal+iva) possui sal orgânico que evita a fermentação dos alimentos e a consequente formação de gases, com todas as consequenciais nefastas dai advindo. Quanto mais se mastigar mais facilitada será a digestão, ao mastigar estamos a fazer uma pré-digestão e sentiremos menor necessidade de beber líquidos que também atrasam e desconcentram a digestão. Há alguns anos atrás um americano chamado Flecthercomeçou a difundir a necessidade da mastigação. O número de curas foi tão elevado e difundiu-se de tal forma, que chegou até a haver campeonatos de fietcherização, nome popularizado que foi dado à mastigação. Depois, caiu no esquecimento.

O estadista inglês Gladstone obrigava os filhos a mastigar 36 vezes cada bocado. George Ohsawa costumava dizer que :”Devemos beber o sólido e mastigar o líquido.”

(2) Produz mais Resistência

Observando os animais, reparamos que os animais carnívoros geralmente devoram as suas presas rapidamente. Esses animais movimentam-se muito rapidamente, mas somente por distâncias curtas.  Esses animais não conseguem fazer nenhuma actividade que exija resistência prolongada. O animal selvagem mais rápido que se conhece é a chita, o qual pode atingir até 110 km por hora em distâncias relativamente pequenas, ao caçar animais vegetarianos, como antílopes, veados ou coelhos.  Mas se não conseguir agarrar a sua presa em pouco tempo, desiste da mesma. Os animais vegetarianos como os cavalos, búfalos, antílopes ou veados conseguem correr durante muito tempo a altas velocidades. Eles possuem força, porém também resistência.  Na qualidade de humanos, queremos quantidade e qualidade de energia.

(3) Promove Curas mais Rápidas

As pessoas que aprendem a cozinhar adequadamente, que se nutrem bem e que mastigam até os alimentos se tornarem líquidos, além de praticarem exercício físico diário são as que têm as melhores probabilidades de se recuperar mais rapidamente e mais completamente das suas doenças.  Em resumo, essas pessoas aprenderam a ter completa responsabilidade por si mesmo. Repetindo, a quantidade de esforço e consciência que colocamos em qualquer coisa que façamos será reflectida nos resultados obtidos.

(4) Desenvolve mais Paciência e Auto-Controlo

Necessitamos de disciplina para mastigar adequadamente.  E se tivermos disciplina nas refeições, haverá também disciplina nas nossas vidas.  Também desenvolveremos maior paciência.  Quando estivermos impacientes, sentiremos também impaciência ao mastigar. Uma produz a outra.  Mais mastigação produz mais paciência; mais paciência produz mais mastigação. O prazer momentâneo ao ingerir alimentos nocivos desaparece rapidamente.  

(5) Reduz o Volume de Comida Desejada

Quanto mais se mastigar menos alimentos necessitaremos, porque conseguiremos extrair mais nutrição dos alimentos e nos saciaremos mais rápido. A mastigação é um dos melhores potencializadores nutricionais que existe.  Ao diminuir a quantidade de alimentos, o estômago diminuirá também ele de tamanho, conseguindo assim produzir sucos digestivos mais concentrados e uma melhor digestão. Quando a nossa saúde melhora, precisaremos de menores quantidades de alimentos, porque absorveremos mais nutrientes com menos alimentos.

Trinta e quatro milhões de americanos têm excesso de peso.  Se é uma dessas pessoas, a mastigação pode ajudá-lo a conseguir chegar a um peso ideal. Ao consumir alimentos saudáveis mastigados adequadamente o corpo se tornará mais firme e mais “enxuto”.  Há indivíduos que não perdem peso, qualquer que seja a dieta que adoptem.  Os resíduos dos alimentos parcialmente digeridos permanecem dentro do corpo. Depósitos de resíduos espessos criam um bloqueio no fluxo de energia.  Essa energia torna-se então estagnada.

Entretanto, ao mastigar adequadamente de maneira natural poderemos atingir o peso ideal. Até a celulite pode desaparecer.  Primeiro perde-se peso e depois a gordura ao redor dos órgãos internos. A energia e força vital começarão a fluir mais vigorosamente através de todo o organismo.

(6) Cria maior Discernimento e melhora a Saúde Mental

A palavra que a língua japonesa utiliza para “mastigação” significa “bom entendimento”.  Na Medicina oriental, o cérebro e o intestino delgado (área do “hara”) são conectados energeticamente.  A condição dos intestinos afecta a nossa maneira de pensar.  Se comermos menos e mastigarmos mais, o nosso pensamento tornar-se-á mais claro e o nosso cérebro funcionará melhor, especialmente se respirarmos profundamente enquanto comemos.  A maior parte do oxigénio que entra quando inspiramos vai para o nosso sistema nervoso e para o nosso cérebro. A digestão também precisa de bastante oxigénio, sendo assim, ao respirarmos profundamente não roubaremos oxigénio da digestão para o cérebro. A combinação de menos comida e mais oxigénio cria um fluxo maior de energia. Mais importante ainda, essa combinação de menos comida e mais oxigénio ajuda a transformar os alimentos em glicose, a qual fornece mais energia para o organismo. 

(7) Potencializa a Nutrição e Absorção

O amido contido nos hidratos de carbono só é adequadamente digerido pela acção da ptialina salivar que se encontra na saliva. O que significa que a digestão dos amidos faz-se principalmente na boca. Quem se alimenta de cereais integrais e não mastiga não absorve satisfatoriamente.

(8) Economiza

Quando se mastiga bem fica-se satisfeito com menos alimentos, e, portanto, gasta-se menos no supermercado.  Além disso, a saúde melhorará, reduzindo as despesas com médicos e remédios.  Os americanos gastam mais de 200 bilhões de dólares por ano com cuidados médicos.  Saiba que existe uma conexão entre os hábitos de alimentação e a saúde.

9) Reduz a Apetência por Doces

As pessoas que mastigam muito pouco constantemente sentem o desejo de doces a todas as refeições.  Aqueles que mastigam e ensalivam satisfatoriamente os hidratos de carbono complexos notam o sabor doce inerente a esses alimentos e conseguem diminuir a sua necessidade de doces e sobremesas.  É importante para as pessoas que sofrem de hipoglicemia ou diabetes e desordens relacionadas com o pâncreas e baço (os quais controlam o açúcar do sangue) mastigar bastante - 150 vezes ou mais.  Esses órgãos processam os açúcares.  Quanto mais mastigarmos, mais doces os alimentos nos parecerão.  O sabor adocicado dos alimentos, e reivindicar refeições sem tensões ou stress, colaborarão para diminuir a necessidade de apetência por doces.

10) Melhora o Sabor dos Alimentos

Qualquer alimento e em particular os hidratos de carbono, tornam-se mais doces quanto mais se mastiga.  As pessoas que adoptaram o hábito de mastigar, passaram a dar mais valor a refeições mais simples, satisfazendo-se com menos, ao mesmo tempo que absorvem melhor. Mastigar 50 a 100 vezes torna a comida deliciosa.  A mastigação revela o verdadeiro sabor dos alimentos, habilitando-nos a distinguir os alimentos bons e maus; os alimentos bons tornam-se mais saborosos à medida que mais mastigamos.

11) Elimina a Flatulência

Muita gente sofre de gases intestinais.  Há dois tipos de flatulência. Um tipo é inodoro e ocorre devido a uma mastigação inadequada e ao excesso de alimentos. Se mastigarmos os alimentos calmamente e em silêncio, de preferência com os olhos fechados, comeremos menos e reduzirá a flatulência.  A flatulência mal cheirosa acontece em pessoas que têm má digestão devido a uma dieta errada, combinação imprópria de alimentos, alimentos mal cozidos e mastigação inadequada.

12) Elimina o Stress e as Tensões

Muita gente carrega consigo muita tensão e stress. Quanto mais calmamente as refeições forem feitas, maior será a energia que entra no corpo. Quando a mastigação é praticada como uma forma de meditação, a refeição transforma-se em algo semelhante à oração, porém não do tipo religioso; passa a ser uma experiência vigorosa, com efeitos calmantes e curativos, que poderá desfrutar duas a três vezes por dia.

13) Elimina o Mau Hálito

Os odores do mau hálito provêm de diversos factores. A maioria das pessoas que tem mau hálito crónico come demais ou muito frequentemente.  Antes de acabar a digestão de uma refeição já começam outra.  Tomam lanches e “beliscam” entre as refeições.  Três refeições são suficientes se se comer correctamente.  Muitos satisfazem-se com apenas duas refeições por dia.  Lembre-se de que temos a opção de purificar ou putrefazer o nosso sistema digestivo.  Um sistema digestivo saudável geralmente traduz-se num corpo e mente saudáveis. Há um ditado que diz: bom hálito significa boa disposição.

14) Activa as Glândulas

Uma boa mastigação afectará o sistema endócrino glandular.  A mastigação activa todas as glândulas, desde a pituitária até a tiróide, o pâncreas, o baço e as gónadas.  Os órgãos sexuais tornam-se mais equilibrados.  A glândula que sofre a maior mudança é o timo, o qual produz as células-T necessárias para o bom funcionamento do sistema imunitário. De acordo com as pesquisas do American Medical Dictionary, a hormona parotina, o qual é excretada durante a mastigação, aumenta a produção das células-T.  A mastigação é essencial para pessoas com SIDA ou com qualquer outra doença degenerativa.

 (15) Alcaliniza o Organismo

Um corpo saudável é mais alcalino que ácido. A mastigação cria uma condição mais alcalina no corpo porque a saliva é alcalina e, ao misturar-se com os alimentos, alcaliniza os alimentos que ingerimos.  Até os hidratos de carbono podem criar uma condição ácida se não forem bem mastigados.  O pH da saliva é de 6,8 a 7,2. O pH normal do sangue varia dentro da pequena faixa de 7,35 a 7,45. Em comparação com a água, portanto, o sangue normal tem o pH levemente alcalino. Quando o pH do sangue está abaixo de 7,35 existe acidose; se o pH do sangue é superior a 7,45, existe alcalose. Quando a acidose é severa e o pH alcança valores abaixo de 6,85, em geral as funções celulares alteram-se de tal forma que sobrevém a morte celular; o distúrbio é irreversível. Do mesmo modo, nas alcaloses severas e persistentes, os valores de pH superiores a 7,95 são incompatíveis com a normalidade da função celular. O distúrbio é irreversível e, em geral, ocorre a morte celular.

    (16) Auxilia na Cura de Úlceras

  A mastigação aumenta a quantidade e a qualidade de saliva, a qual é um curativo para qualquer tecido, interno ou externo.  Frequentemente recomenda-se a pessoas com desordens estomacais ou digestivas que retenham uma ameixa umeboshi na boca para estimular a produção de saliva.  A saliva é um remédio natural e, quando ingerida, neutraliza o excesso de acidez no estômago e auxilia no alívio de úlceras.

 (17) Cria Dentes e Gengivas mais Fortes

A mastigação estimula o fluxo do sangue e dá energia para os dentes e gengivas, uma vez que os usamos mais. Reduz a ansiedade por alimentos não saudáveis. Se mastigarmos bem alimentos saudáveis, aos poucos descobriremos que a ansiedade por alimentos não saudáveis diminuirá.  Quando começamos a mastigar realmente bem, o desejo por alimentos animais, incluindo peixe, fruta, sobremesas, diminui na proporção que aumenta a mastigação.

 (18) Desenvolve a Criatividade

Ao mastigar mais comemos menos e comer menos estimula um fluxo mais vigoroso de energia através do organismo. Uma alimentação em excesso provoca estagnação do corpo, da mente e dos canais criativos. A inspiração tem as suas raízes na palavra “respiração”.  O oxigénio consegue fluir com maior facilidade num corpo livre de estagnação e gordura excessiva. A criatividade em todos os níveis aumenta quando estamos sincronizados com a Natureza, através de um estilo consciente de vida.

 (19) Proove o Rejuvenescimento

A mastigação tem efeitos rejuvenescedores.  Os indivíduos da comunidade Hunza dos Himalaias são conhecidos pela sua longevidade e prática da mastigação.  O Dr. Tomozaburo Ogata, professor da Escola de Medicina da Universidade de Tóquio, conduziu uma extensa pesquisa a respeito do rejuvenescimento.  Essa pesquisa é mencionada no livro Natural Immunity, de Noboru Muramoto. Noboru Muramoto diz que o Dr. Ogata descobriu que a mastigação revitaliza o corpo porque activa as glândulas parótidas, localizadas em cada lado das mandíbulas, abaixo dos ouvidos.  Quanto mais mastigarmos, mais activas as glândulas se tornam, produzindo a hormona parotina.  Se se mastigar poucas vezes, a hormona é engolida e destruída no estômago.  Mastigando bem faz com que a hormona parotina seja absorvido pelo sistema linfático.  A hormona renova as células, afectando o sistema endócrino glandular e rejuvenescendo o corpo inteiro. O Dr. Ogata extraiu a hormona parotina da saliva da vaca e injectou-a em alguns pacientes; em poucos meses esses pacientes tinham uma aparência de dez anos mais jovens.  Mas, com o tempo, os efeitos rejuvenescedores diminuíram porque a hormona era apropriada para vacas e não para seres humanos. Cada um de nós pode mastigar bem e produzir as suas próprias hormonas rejuvenescedoras.

 (20) Cria maior Vitalidade e Vigor Sexual

É natural e lógico que qualquer coisa que aumente a nossa energia e melhore a nossa saúde também melhorará os nossos órgãos sexuais e a nossa vida sexual. Impotência, infertilidade, falta de orgasmo são primariamente resultados da energia bloqueada e nutrição inadequada.

 (21) Melhora as Condições de todos os Órgãos

Uma das razões pelas quais a mastigação é importante é porque fará com que coma menos.  Como consequência terá um fígado mais saudável.  Este é o primeiro passo para a longevidade e uma saúde melhor.  Não existe saúde sem um bom fígado e não existe um bom fígado sem uma boa mastigação.

 (22) Aumenta a Eficiência na Vida

”Parece que quanto mais mastigo mais tempo tenho! Completo as minhas tarefas com maior rapidez e eficiência.  O relógio passou a ser meu aliado” - Jane Quincanno.

Publicada por Sara Rato


 

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