Friday, November 29, 2024

 


SOMOS O QUE COMEMOS …

SOBRE A PAZ E A GUERRA

Drª Elena Corrales

A expressão "somos o que comemos" tem muitos significados. Hoje falamos da influência da alimentação no comportamento.

·      Em diferentes línguas distantes podemos ver os significados de algumas palavras como: guerra e paz.

·      Na China, o termo para paz, Wa, combina os ideogramas "cereal em grão" e "boca".

·      Na Índia, o termo védico para guerra significa "guerra das vacas".

·     Os orientais antigos sabiam intuitivamente que uma alimentação composta por cereais integrais favorecia uma sociedade pacífica e saudável, enquanto que o consumo excessivo de alimentos animais produzia desordens pessoais e sociais.

·  No ocidente, a epopeia "Paraíso Perdido" de John Milton atribuiu um passado feliz e pacífico a um modo de vida sustentado pelos cereais e vegetais.

· Em "A República" de Platão, Sócrates afirmava que uma dieta de qualidade vegetal era a essência da paz.

· É surpreendente que os estudos antropológicos, sociológicos e históricos modernos estejam a confirmar a sabedoria do passado.

Num simpósio sobre antropologia e violência social, a antropóloga Margaret Mead propôs mudanças radicais na dieta para prevenir as guerras actuais. Isso implicaria não utilizar animais como fonte de alimento, de modo a que, respeitando a vida animal, por extrapolação, a vida humana fosse respeitada.

O Professor Quincy Wright, após estudar 600 culturas primitivas, concluiu que a luta armada é mais prevalecente nas sociedades onde os alimentos de origem animal são dominantes na dieta do que em sociedades mais vegetarianas.

Classificou as sociedades modernas de acordo com o número de guerras em que estiveram envolvidas nos últimos cinco séculos, comprovando como os países ocidentais, com a Inglaterra à cabeça, cuja dieta é predominantemente carnívora, estiveram envolvidos em mais guerras do que os países orientais de tradição mais vegetarianos, como a China e o Japão.

·      A lista de estudos é interminável, no Líbano, Alemanha, Rússia, etc.

·   Se estudarmos zoologia podemos observar que os animais carnívoros têm um comportamento agressivo, em comparação com os herbívoros em que predomina um comportamento defensivo.

· Como os seres humanos são omnívoros, ou seja, podemos consumir alimentos tanto de qualidade animal como vegetal, devemos avaliar se a alimentação animal deverá ser a base ou o complemento da dieta.

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Thursday, November 28, 2024

 


SEGURELHA

·      “Julga-se que o nome latino “satureja” se deve a Plínio e provém de “sátiro” animal mitológico, metade homem, metade bode, que pastava em prados de segurelha e tinha um apetite sexual insaciável. Portanto, é antiquíssima a sua reputação como afrodisíaco. Conta-se até que, na Idade Média, os hortos dos mosteiros e conventos não podiam ter segurelhas, a fim de se controlar a excitação de frades e freiras” – Miguel Boieiro.

·      Está apresentada, da melhor maneira, a segurelha – e espero que não se esgotem as sementes nos próximos dias …  – da família das lamiáceas que engloba muitas espécies de que, as mais conhecidas são a “Satureja montana” e a “Satureja hortensis” – a segunda sendo anual e mais suave, enquanto que a primeira é persistente e de sabor áspero. Ambas têm propriedades medicinais e gastronómicas basicamente idênticas.

·      As pessoas das aldeias da Beira Alta, da minha geração, lembram-se com certeza das belas sopas de legumes em que o feijão verde ou o “feijão engrolado” – ou “feijão enjoado”, como se diz cá para os lados de Leiria – e um raminho de segurelha eram obrigatórios.  

·      É uma erva aromática originária das regiões mediterrânicas, cuja essência lembra a hortelã e o tomilho mas mais apimentada. Contém um óleo essencial, rico em carvacol e cimol, taninos, fenóis, enzimas e vitaminas.

·      Medicinalmente é antiespasmódica, antisséptica, carminativa, estimulante, expectorante, depurativa, vermífuga, balsâmica e afrodisíaca.

Indicações

·      A infusão é boa para a flatulência estomacal e intestinal e para combater as bronquites, a fadiga crónica, a astenia e as cólicas, entre outros males.

·      A sua essência tem poderes bactericidas e antiparasitários.

·      Esfregada fresca nos locais do corpo picados por insectos, alivia a dor e o desconforto.

·      O seu sabor aromático levemente picante – que se mantém mesmo em cozeduras longas – faz dela um condimento precioso e especial em diversas comidas. O seu uso regular na cozinha leva à redução de sal e à diminuição da aerofagia resultantes do consumo de féculas e leguminosas – nos EUA é conhecida como a “erva do feijão”.

·      Utiliza-se finamente picada nos preparos: primeiro lavar os galhos em água corrente para remover as impurezas; depois deixar em solução antisséptica diluída em água por alguns minutos, seque e pique bem as folhas. Pode-se adicionar a segurelha no início ou no final das receitas, dependendo da intensidade do aroma desejado: quanto mais tempo cozinhando, mais suave o sabor.

Receitas

Infusão:

·      20 g de segurelha para 1 litro de água

·      Tomar 4 chávenas por dia

Aromatizar vinagre com segurelha:

·      Colocar dois ramos da erva num frasco; numa panela, ferver a quantidade de vinagre necessária para encher o frasco; colocar o vinagre fervido no frasco, tapar bem e guardar longe da luz. Espere duas semanas antes de usar.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

·      “As Plantas Nossas Irmãs” – Miguel Boieiro, 2018.

·      “Como plantar segurelha”

OUTRAS REFERÊNCIAS INTERESSANTES

·      https://viveirosabordefazenda.wordpress.com/2015/02/19/3068/

·      https://hortajardimnavaranda.wordpress.com/2014/06/18/ficha-de-planta-segurelha/



 


POEJO

·      O poejo é a Menta polegium, erva aromática muito conhecida na gastromia alentejana e nas terras da raia do distrito da Guarda.

·      Utiliza-se como planta medicinal, condimento alimentar e no fabrico de deliciosos licores que, diluídos em água, dão origem a bebidas refrescantes muito agradáveis.

·      É facilmente detetável pelo seu cheiro penetrante e agradável.

·      O poejo tem sido utilizado desde tempos primitivos como planta curativa de grande prestígio. Os romanos utilizavam-no como afrodisíaco e remédio contra o alcoolismo.

·      Actualmente continuam a ser muitos os povos atraídos por esta plantinha humilde mas bem cheirosa e em cada país se privilegia uma dada utilização: na Argélia, para acalmar as náuseas e impedir os vómitos; em Marrocos, para combater as infecções dos órgãos genitais femininos; na Rússia, para baixa a febre; em Espanha, como vermífugo; na Alemanha, contra a anemia; …

·      Podemos, pois, afirmar que o poejo possui propriedades: analgésicas, antiespasmódicas, carminativas, digestivas e tónicas. Tanto cura tosses rebeldes como favorece as digestões, como proporciona um bom elixir dentífrico e afasta o mau hálito, como debela a rouquidão ou um ataque de anginas, como alivia as crises dolorosas da espinha dorsal, como serve de tónico cardíaco.

·      “Tal como não há molhos sem sal, não existe um bom chá sem mentas” (Dr. Kunzle).

RECEITA DE CHÁ DE POEJO

·      Deitar 1 litro de água fervente sobre 15g de planta seca, ou 30g, em verde.

·      Deixar em infusão durante 15 minutos e coar.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

·      “As Plantas nossas irmãs” – Miguel Boieiro



Wednesday, November 27, 2024

 

O AÇÚCAR É PIOR QUE O ÁLCOOL PORQUE É UMA AGRAVAÇÃO CRÓNICA

O inimigo fatal do coração é a bebida e a comida alcoólica chamada açúcar

O açúcar enfraquece, debilita, dilata os vasos capilares cerebrais. O açúcar é álcool solidificado.

A maioria das pessoas está envolvida, viciada em açúcar.

Para tudo, se usa açúcar, atualmente. Isto já é um processo catastrófico para o coração. O coração, realmente é o foco, herança, da potência estratégica.

Temos de cuidar do nosso coração mais do que da nossa cara. Muitas pessoas só se preocupam com a cara esquecendo-se do coração. Esta é uma atenção invertida. O inimigo fatal do coração é a bebida e a comida alcoólica chamada açúcar. Quando se toma uma cerveja, whisky ou uma bebida mais forte, sente-se um efeito imediato no coração.

Minha mãe fazia saquê em casa, dentro de uma tina de madeira. Ela não gostava, mas por causa do marido que gostava ela fazia-o. Só de misturar o saquê, para o preparar, ela ficava embriagada, sem o tomar. Só mexendo, mexendo para o preparar, bastava para o álcool entrar no seu sangue e ela ficava com a cara avermelhada. Nós dizíamos-lhe: "Puxa, a senhora já está embriagada só de cheirar".

Realmente, o saquê atinge diretamente o sistema circulatório, dilata os vasos capilares e a pessoa fica avermelhada. Tudo fica dilatado, inclusive as células cerebrais. O volume da massa encefálica aumenta e aperta a parede craniana prejudicando a sensibilidade. Isto é embriaguez alcoólica.

Já o efeito do açúcar é lento. Quando comemos a pinga cristalizada, chamada açúcar, ela transforma-se lentamente em álcool e o álcool divide-se em água e gás carbônico. A água desce e o gás sobe acumulando-se dentro do espaço craniano, dilatando os vasos capilares, pressionando o espaço craniano limitado, provocando perda de sensibilidade, como a bebida alcoólica.

Isto, também, é embriaguez. O açúcar liquidificado mostra efeito imediato, os batimentos cardíacos aumentam muito.

Lentamente, o açúcar provoca o mesmo efeito. Mas o açúcar é pior porque é uma influência crônica. Com o álcool, a pessoa encontra perigos facilmente porque a sensibilidade não funciona mais. Tanto é perigosa a bebida açucarada como a comida alcoólica. Mas o açúcar é pior. Por causa do açúcar, com certeza, sempre acontece acidentes graves, também.

As pessoas não se preocupam com o efeito negativo do açúcar que pode até provocar acidentes graves. A influência do açúcar, no sistema, é muito séria. Todo mundo está envolvido com o super consumismo, com as coisas açucaradas, o que prejudica a memória da pessoa. A pessoa sem memória fica impaciente e não percebe nada, não previne nada. A pessoa sem memória quer tudo rápido: "Eu quero, eu quero". Isto é infantilidade. A criança não tem muita memória, é por isto que dizemos que a maioria é infantil porque se alimenta de açúcar, consomem lácteos, e só comem coisas cremosas que não têm fibras. As bebidas, também são todas açucaradas.

As pessoas tomam sucos, sorvetes. Tudo isto causa infantilidade e as pessoas não percebem nada, perdem a memória, a paciência, fugindo da realidade, buscando
o paraíso, caindo, realmente, em uma tendência mais fugitiva.

Tudo isto leva à masturbação gastronômica, na qual as pessoas só querem sentir uma satisfação gastronômica momentânea, com a excitação da mucosa bucal. Isto é masturbação gastronômica. Existe, também, a prostituição gastronômica. E isto é uma coisa louca. A maioria é assim mesmo: é inacreditavelmente infantil.

Tomio Kikuchi



Saturday, November 23, 2024

 


O CENTEIO

INTRODUÇÃO

·      O centeio, que outrora desempenhou um papel muito importante no regime alimentar dos povos do Norte da Europa, tem propriedades semelhantes ao trigo e é particularmente bom para o tempo frio. Utiliza-se, em geral, sob a forma de pão, uma vez que em grão é muito difícil de cozinhar devido à sua dureza. Actua sobre o fígado e a vesícula biliar, ajudando a formação das unhas, cabelo e ossos, é depurativo, excelente para limpar as artérias, útil nas dietas de emagrecimento, bom para a actividade cerebral e para a actividade física, para a anemia e para a tensão arterial alta.

·  É outro cereal muito antigo e um dos mais duros, de origem nórdica. Muito proteico e nutritivo, tem efeito contractivo (yang). Para desfrutarmos de todas as suas propriedades, devemos consumir o pão produzido com “fermento-mãe” e não com fermento natural ou similares.

·   Foi – e de certa forma ainda é - um dos cereais de base para fazer o pão nas terras pobres de Portugal, nomeadamente na Beira Alta, até meados do sec. XX. O trigo era pouco semeado, e a sua farinha era quase exclusivamente utilizada para fazer pão para festas e ocasiões especiais (casamentos, baptizados, …). As terras mais ricas eram reservadas para outros produtos agrícolas – batatas, milho, feijão, etc. No dia de Todos os Santos, era tradição os padrinhos oferecerem pão de trigo aos afilhados. Contudo, também se misturava um pouco de farinha de trigo para fazer o pão de centeio.

·      É um cereal da família do trigo, ainda que mais amargo e seco.

·      Ao conter glúten, é muito adequado para a panificação.

·  Tal como o trigo raramente é consumido sob a forma integral. A sua farinha emprega-se principalmente para fazer pão, galetes ou outros produtos no forno. Também se come em flocos, que cozem em 30 minutos.

PROPRIEDADES

·   É muito depurativo, contribui para recompor o sistema digestivo - bom para os intestinos, cura a prisão de ventre. É excelente para o sistema circulatório: limpa e renova as artérias, melhora a circulação sanguínea em geral e o tónus venoso. Por isso é indicado para pessoas com arteriosclerose. Também se utiliza em dietas de emagrecimento.

·  É benéfico em caso de tensão arterial alta, tendo-se verificado que, entre as populações que consomem regularmente pão de centeio, há menos casos de acidentes cardio-vasculares. A sua acção anti esclerótica, torna mais elásticos os vasos sanguíneos e limpa as artérias.

·    Contém muitas proteínas e fósforo, sendo útil para nutrir a actividade cerebral e também para prevenir doenças coronárias.

· Tal como a aveia, o centeio contém um tipo especial de lignano, substância com actividade fito estrogénica, tornando-o útil para aliviar os sintomas da menopausa, como os afrontamentos, e actuando no organismo como receptor de estrógenos, limitando a função estrogénica e ajudando a prevenir tumores como o cancro da mama.

·      Reenergiza pessoas anémicas. Diminui a humidade (acumulações, gordura, …), liberta a estagnação do fígado e ajuda na formação dos músculos, unhas, cabelo e ossos.

·  Pelo seu grande conteúdo em fibra é muito indicado para reduzir a prisão de ventre, curar a obesidade e para reduzir o colesterol. Regula o apetite e controla a glicémia.

·    É muito rico em manganésio e contém boas quantidades de cobre, fósforo, ácido pantoténico e magnésio.

· Também ajuda à formação dos músculos – órgãos relacionados com o sistema do fígado (segundo a Medicina Oriental). Em forma de “pão ázimo” (pão azedo, não fermentado) será ainda mais indicado para estes dois órgãos, já que o sabor amargo se junta ao sabor ácido.

·  Rico em mucilagem, substância anti-inflamatória e suavizante, a água que resulta do seu cozimento é indicada para proteger as mucosas que revestem os órgãos, sendo útil em caso de gastrite, faringite e tosse.

·   Tende a criar uma condição seca e quente, tem qualidades que nutrem a capacidade do corpo para lidar com o clima húmido e frio e melhorar a circulação da energia vital no corpo, fortalecer o sistema circulatório e é particularmente indicado para aumentar as capacidades de resistência/ endurance.

· Uma das características do centeio é o seu sabor tendencialmente amargo, sentido especialmente quando é consumido em pão.

·      O sabor amargo do centeio torna-o útil para descongestionar o fígado e a vesicula biliar – sendo um cereal interessante durante a Primavera para alternar com o trigo espelta e a cevada.

·  Este sabor é de extrema importância para o equilíbrio emocional, pela capacidade de retirar calor. O sabor amargo relacionado com o Verão, quando introduzido no Inverno, suaviza emoções e tensões características desta época do ano – mergulhar nas profundezas do Inverno, significa mais compressão física, mas também mais emocional e o calor daí proveniente pode ser aliviado com alimentos como o centeio. Talvez seja mais fácil compreender porque são as bebidas feitas de produtos tostados – como a de cevada ou café, o pão bem cozido, as torradas, os frutos secos ou sementes tostadas, as castanhas ligeiramente queimadas, os alimentos que vão ao forno e que criam uma camada gratinada – mais apetecidas e apreciadas com mais frequência neste período.

NA ALIMENTAÇÃO HUMANA

·  Normalmente está disponível em grão inteiro ou partido e também em forma de farinha ou flocos.

· Dada a dificuldade envolvida em separar o gérmen e o farelo do endosperma, ao contrário da farinha refinada de trigo, a farinha do centeio conserva grandes quantidades de nutrientes. É uma excelente fonte de manganésio e tem grande conteúdo de proteínas.

· Germinado ou em flocos demolhados, muito bem mastigados, ajuda a regenerar o esmalte dos dentes, pois são ricos em flúor.

·   A sua farinha contém pentosanos, que lhe dão a capacidade de reter a água, fazendo-o menos digestível que outros cereais.

·    O pão de centeio bem cozinhado é delicioso. Contudo, o pão de centeio puro é difícil de levedar – é preferível misturar 30 a 50% de farinha de trigo.

· Para a Macrobiótica, é indicado para: promover a energia e a vitalidade, fortalecer os músculos, beneficiar a função respiratória e a excretória e é um excelente ingrediente para pão caseiro e para o pequeno-almoço, sendo as suas propriedades similares às do trigo, mas contendo menos glúten – deve ser evitado por doentes com problemas digestivos sérios ou outras doenças graves.

·   Também pode ser consumido quando se pretende fortalecer o cabelo e as unhas.

·   Uma vez que a sua consistência é muito dura, o centeio exige ser bem mastigado e insalivado.

·   Como é um cereal dificilmente cozinhado em grão, aconselha-se consumi-lo em forma de pão, só ou bem misturando a sua farinha em partes iguais com trigo espelta ou trigo kamut.

·      Os macrobióticos fazem deliciosos pratos de centeio integral com arroz integral ou com legumes de raiz. O centeio em grão pode ser tostado a seco antes de ser cozinhado, tornando-se mais digestivo. Demolhá-lo durante várias horas ou toda a noite, torna-o igualmente mais tenro. É utilizado como cereal principal ou cozinhado em conjunto com o arroz integral, na proporção de 1 para o centeio e 2 para o arroz.

·      O centeio também entra na composição do whisky.

·   Kvass – bebida ligeiramente alcoólica (1 a 2%) fermentada à base de pão de centeio – é uma bebida nacional na Rússia.

· Tourgnéviev, escritor russo, conta numa das suas novelas, que os camponeses russos ofereciam quase invariavelmente aos seus convidados de passagem, pão de centeio, queijo, kvass e pickles de pepinos lacto fermentados.

AUTORES CONSULTADOS

·      Aveline Kushi

·      Clara Castellotti

·      Claude Aubert

·      Francisco Varatojo

·      Jorge Pérez-Calvo Soler

·      Lourenço Azevedo

·      Rui Rato

·      Simon G. Brown



Friday, November 22, 2024

 


AGRIÃO

Nasturtium officinale é uma crucífera ou brassicácea, como a couve, possuindo imensas virtudes, tanto alimentares, como medicinais e é utilizado desde a antiguidade clássica, sobretudo para afastar o temível escorbuto.

É originário da Europa, Ásia e América do Norte.

PROPRIEDADES

· Adstringente, antiescorbútico, anti-inflamatório, anti-térmico, cicatrizante descongestionante, diurético, hidratante, expectorante, antisséptico das vias respiratórias, tónico, digestivo e fluidificante.

·  Muito rico em minerais – iodo, ferro, fósforo, manganésio, cálcio, cobre, potássio – vitaminas (C, D, E, K, complexo B, pró-vitamina A) e essências sulfuradas, tendo baixo valor calórico.

·    Combate o ácido úrico, o raquitismo, a cistite, a bronquite, os males do fígado, a diabetes, a tuberculose, os problemas da vista e está ligado à formação dos glóbulos vermelhos do sangue.

·      Há quem recomende ferver o suco do agrião com leite – em partes iguais – para tratar o catarro, a bronquite, o reumatismo e o raquitismo.

·      Os fumadores inveterados – a quem lhes falta a coragem para abandonar o vício -, podem minimizar alguns efeitos nocivos do tabaco, comendo agriões.

·  Há ainda quem receite suco fresco de agrião para friccioar o couro cabeludo (ou não cabeludo !!) e até dizem que cura a calvice … será ??? …

· É uma verdura comestível crua (em saladas refrescantes e levemente picantes) ou cozinhada (em sopas, levemente escaldados – 30 a 40 segundos - no final da cocção ou salteados por breves segundos). Evitar deitar sal, para não aumentar o seu amargor característico.

·     O cozimento adocica o seu sabor, aviva a sua cor de um verde intenso, dá-lhe um sabor fresco e reforça a sua energia.

·    No Japão, consomem-nos no Verão salteados com milho e tofu, à maneira de ovos mexidos, a que adicionam no último momento da receita. Crus ou cozidos, podem decorar sopas, guisados ou o sushi. São deliciosos enrolados (aproveitando-se as folhas e os caules longos), levemente escaldados, em alga Nori tostada – tipo sushi.

·      Nas saladas cruas, devem-se lavar muito bem em várias águas para evitar a contaminação de bactérias e pequenos insectos que podem causar doenças.

Aviso para quem anda ao agrião selvagem: não confundi-lo com a Rabaça ou outras umbelíferas que também aparecem nos cursos de água, pois, embora tendo aspecto diferente, é necessário estar com muita atenção, porque algumas podem ser nocivas.

AUTORES DE RFERÊNCIA

·         Miguel Boieiro

·         Aveline Kushi



O DAIKON SÍNTESE GLOBAL ORGANIZADA POR TEMAS (IA) Existe um elevado grau de concordância entre as fontes. Abaixo segue uma síntese or...