Friday, September 11, 2026

 

COZINHA DO FINAL DO VERÃO

Alimentos para o baço, o pâncreas e o estômago: o millet

Clara Castellotti

O millet, originário da Etiópia, é consumido desde a Pré-História em África e, posteriormente, na Ásia e na Europa, tendo sido um alimento comum até há 2000 anos.

A sua composição é semelhante à do trigo, mas não contém glúten. Devido ao seu elevado teor de hidratos de carbono complexos, é ideal para fornecer energia sem fazer subir o índice glicémico, sendo, por isso, muito indicado para pessoas com diabetes e também para pessoas com doença celíaca.

Possui um elevado teor de minerais, entre os quais se destacam o ferro, o fósforo e o magnésio. Uma porção de millet (60 g) contém 41% das necessidades diárias de ferro e 29% das de magnésio, sendo indicada tanto em casos de debilidade física como psíquica.

Os oligoelementos presentes no millet — selénio, cobre, zinco e manganês — conferem-lhe propriedades antioxidantes e efeitos benéficos sobre o sistema imunitário.

O seu teor de vitaminas B1, B2 e B9 é três vezes superior ao de outros cereais, pelo que é muito apropriado para regenerar o sistema nervoso e para as mulheres grávidas ou em período de amamentação. Contém colina, uma substância que previne a acumulação de colesterol nas artérias.

É o único cereal com efeito alcalinizante e é muito indicado nas doenças do aparelho digestivo. Sendo o cereal mais yang, é aquele que mais estimula o metabolismo.

Digestivo, antisstresse, remineralizante, nutritivo e diurético, é, por conseguinte, indicado em casos de astenia, cansaço, perturbações da memória, depressão, anemia por deficiência de ferro e desmineralização — ossos e unhas frágeis, queda de cabelo e cãibras musculares.

O seu elevado teor de ácido salicílico e de minerais — em particular, ferro e magnésio — torna-o um bom aliado da beleza, exercendo uma ação estimulante sobre a pele, as unhas, o cabelo e o esmalte dentário.

É aconselhável consumi-lo entre uma e quatro vezes por semana, dependendo da condição e da constituição de cada pessoa, sobretudo no início do outono, uma vez que nutre particularmente os órgãos afetados nesta época do ano: o estômago, o baço e o pâncreas. É considerado um alimento-medicamento em casos de diabetes.

Ajuda a tratar problemas de estômago provocados pela falta de força digestiva, como digestões lentas e gases.

 

 

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