COZINHA DO
FINAL DO VERÃO
Alimentos para
o baço, o pâncreas e o estômago: o millet
Clara Castellotti
O millet,
originário da Etiópia, é consumido desde a Pré-História em África e,
posteriormente, na Ásia e na Europa, tendo sido um alimento comum até há 2000
anos.
A sua
composição é semelhante à do trigo, mas não contém glúten. Devido ao seu
elevado teor de hidratos de carbono complexos, é ideal para fornecer energia
sem fazer subir o índice glicémico, sendo, por isso, muito indicado para
pessoas com diabetes e também para pessoas com doença celíaca.
Possui um
elevado teor de minerais, entre os quais se destacam o ferro, o fósforo e o
magnésio. Uma porção de millet (60 g) contém 41% das necessidades diárias de
ferro e 29% das de magnésio, sendo indicada tanto em casos de debilidade física
como psíquica.
Os
oligoelementos presentes no millet — selénio, cobre, zinco e manganês —
conferem-lhe propriedades antioxidantes e efeitos benéficos sobre o sistema
imunitário.
O seu teor de
vitaminas B1, B2 e B9 é três vezes superior ao de outros cereais, pelo que é
muito apropriado para regenerar o sistema nervoso e para as mulheres grávidas
ou em período de amamentação. Contém colina, uma substância que previne a
acumulação de colesterol nas artérias.
É o único
cereal com efeito alcalinizante e é muito indicado nas doenças do aparelho
digestivo. Sendo o cereal mais yang, é aquele que mais estimula o metabolismo.
Digestivo,
antisstresse, remineralizante, nutritivo e diurético, é, por conseguinte,
indicado em casos de astenia, cansaço, perturbações da memória, depressão,
anemia por deficiência de ferro e desmineralização — ossos e unhas frágeis,
queda de cabelo e cãibras musculares.
O seu elevado
teor de ácido salicílico e de minerais — em particular, ferro e magnésio —
torna-o um bom aliado da beleza, exercendo uma ação estimulante sobre a pele,
as unhas, o cabelo e o esmalte dentário.
É aconselhável
consumi-lo entre uma e quatro vezes por semana, dependendo da condição e da
constituição de cada pessoa, sobretudo no início do outono, uma vez que nutre
particularmente os órgãos afetados nesta época do ano: o estômago, o baço e o
pâncreas. É considerado um alimento-medicamento em casos de diabetes.
Ajuda a tratar
problemas de estômago provocados pela falta de força digestiva, como digestões
lentas e gases.
No comments:
Post a Comment