Sunday, September 13, 2026

 

O QUE É A MACROBIÓTICA?

Agnès Pérez

A palavra «macrobiótica» refere-se a um modo de vida que não se baseia apenas numa determinada alimentação ou na distinção entre alimentos bons e maus, pois não existe o bom nem o mau. Cada alimento possui uma determinada energia e determinados nutrientes e, conhecendo-os, podemos utilizá-los a nosso favor e em benefício da humanidade, evitando aqueles que nos prejudicam.

A compreensão do que nos convém ou não, ao nível da alimentação, nasce do estudo, mas, sobretudo, da observação e da experiência. Tanto uma coisa como a outra exigem tempo e o seu próprio processo.

As mudanças que experimentamos após poucos meses de uma alimentação macrobiótica rigorosa são drásticas. Contudo, mesmo seguindo uma alimentação ortodoxa, o organismo demora aproximadamente sete anos a mudar por completo, no caso das mulheres, e oito anos, no caso dos homens. Durante este período de mudanças físicas, mentais e energéticas, ocorrem reajustamentos e descargas, nos quais os remédios caseiros poderão ser úteis.

O alimento físico é uma necessidade básica e, de facto, é um tema que está sempre presente na nossa mente. Existem também outros tipos de alimento, como, por exemplo, o oxigénio e a energia, também chamada Ki ou Prana. De forma subtil, todas as pessoas, juntamente com a alimentação diária, também se nutrem de energia — vital ou cósmica, proveniente do ambiente social e familiar, dos nossos próprios pensamentos conscientes e inconscientes, dos outros, etc.

Este conjunto de elementos constitui a nossa condição, isto é, a forma como estamos e nos sentimos neste momento. A sua observação é fundamental para aplicar a macrobiótica, uma vez que cada substância que absorvemos provoca alterações fisiológicas e energéticas no nosso organismo.

O alimento é importante, pois é aquilo que nos constrói física e mentalmente. Além disso, os remédios naturais devem ser utilizados no contexto de uma alimentação saudável.

No entanto, também devem ser considerados outros aspetos inseparáveis da macrobiótica:

  1. Ecologia: contribuir, com tudo o que estiver ao nosso alcance, para a preservação do ambiente; consumir alimentos locais, da época e sem pesticidas; adotar um estilo de vida sustentável e praticar o vivere parvo — viver de forma simples.
  2. Economia de vida: viver em harmonia com a natureza, seguindo os princípios do Universo: nada de supérfluo, consumir alimentos integrais e evitar produtos processados e industrializados.
  3. Estudar e aplicar o princípio do yin-yang e as Cinco Transformações: tanto na vida quotidiana como na cozinha.
  4. Responsabilidade: segundo Annemarie Colbin, devemos assumir a «responsabilidade pela nossa própria vida e saúde, que estão sempre em mudança, pelo que devemos estar dispostos a adaptar-nos».

«Não existem regras absolutas que possam ser seguidas eternamente.» — Herman Aihara

  1. Consciência: auto-observação mental e corporal; autoconhecimento; prática de técnicas que os promovam, como, por exemplo, o ioga e/ou o exercício ao ar livre; aprendizagem do diagnóstico oriental; mudança de padrões educativos limitadores e de crenças conscientes e inconscientes, tanto individuais como coletivas.
  2. Gratidão: para com a vida, para com os nossos mestres e professores e por podermos escolher o nosso modo de vida.
  3. Tolerância: «Não há nada de intolerável neste mundo; tudo é tolerável. Um homem livre aceita tudo: tanto o mau tempo como o bom, a dificuldade como a facilidade, a morte como a vida. Tudo com alegria. Na natureza não há protestos nem objeções. Tudo está perfeitamente equilibrado. Se encontrardes algo intolerável neste mundo, é porque vós próprios sois intolerantes e exclusivistas; e, se não conseguirdes eliminar aquilo que vos parece intolerável, é porque viveis num inferno.» Georges Ohsawa, Macrobiótica Zen

Veja este vídeo para obter mais informações: https://youtu.be/CeERhVnSquo

 

 

No comments:

Post a Comment

  FORTALECENDO AS NOSSAS DEFESAS Martín Macedo A nossa capacidade de sobrevivência depende fundamentalmente da nossa capacidade imunitár...