Saturday, December 24, 2022

 


O “MISO

 

O miso, foi considerado pelos japoneses, um presente dos deuses para a humanidade. Este alimento é excelente para desintoxicar e ajudar o organismo a eliminar efeitos nocivos da poluição ambiental e de detritos radioactivos.

É o melhor alimento de origem vegetal para ajudar a recriar a flora intestinal e criar um sistema digestivo saudável” Francisco Varatojo.

 

§  Segundo a tradição japonesa, os deuses ofereceram o miso aos homens para lhes assegurar a saúde, a alegria de viver e a paz.

§  MI–SO = traduz-se literalmente por ”fonte do sabor”: MI é “sabor” ou “condimento”, SO é “fonte”.

§  Preparação artesanal tradicional, o miso é uma pasta obtida pela mistura fermentada de cevada ou arroz integral e de soja (actualmente, já se fabrica miso de grão de bico, trigo sarraceno, etc.), em que se adiciona uma enzima de iniciação da fermentação chamada Koji, com sal marinho como regulador – a partir de ingredientes biológicos e amadurecidos de forma natural. Contém enzimas vivas que ajudam a digestão e administram um equilíbrio nutritivo de hidratos de carbono naturais, vitaminas, minerais e proteínas.

§  O miso tradicional e o tamari (molho de soja – líquido resultante do fabrico do miso) foram importados da China pelos japoneses há mais de mil anos – que não pararam de melhorar as suas qualidades e processos de fabrico.

§  O miso é um produto muito antigo e encontraram-se vestígios da sua existência tanto em África como na América do Sul como no Oriente – esta observação aliada ao facto de ter sobrevivido até aos nossos dias, deixa pressupor a sua grande importância para a saúde dos seres humanos.

§  É de consumo corrente no Japão, onde infelizmente está a ser substituído cada vez mais pelo fabrico industrial químico com uma fermentação acelerada com glutamate sintético. Por exemplo, o miso vermelho é fabricado apenas em 6 semanas em vez dos 2 anos de um miso tradicional.

PRINCIPAIS VARIEDADES DE MISO

Existem várias variedades de miso – onde a proporção dos ingredientes e do tempo de incubação mudam – cada uma tendo um gosto e um efeito particulares.

§  MISO DE CEVADA OU MUGI MISO o miso obtido a partir da cevada, feijão de soja e de sal fermentados em conjunto é o mais doce e o mais conveniente para cozinharmos no dia a dia. Tem um ligeiro sabor a terra, um aroma doce e pode ser utilizado durante todo o ano. A melhor qualidade corresponde ao miso de um mínimo de 18 meses, sendo preferível 24 meses ou mais. No Japão, o miso de cevada é conhecido sob o nome de Mugi Miso.

§  MISO DE SOJA OU HATCHO MISO o miso de soja tem apenas feijão de soja e sal na sua constituição. É confeccionado com menos água e menos sal que as outras variedades de miso, tem um sabor mais seco e, devido à sua fermentação mais lenta, leva 2 anos para chegar à maturidade. Possui um sabor rico e forte, uma consistência espessa e, se bem que possa ser consumido durante todo o ano, é tradicionalmente apreciado em sopas durante o Inverno. Pode igualmente ser misturado a 50% nas sopas com outras variedades de miso, constitui um bom creme de barrar e permite fazer pickles de longa duração.

§  MISO DE ARROZ INTEGRAL OU KOME MISO é preparado com arroz integral, soja e sal marinho e é habitualmente o mais doce de todas as variedades de miso. O seu sabor é rico e ligeiro e é sobretudo apreciado ocasionalmente nas sopas durante os meses mais frios, noutras preparações e em salmoura.

§  AS VARIEDADES DE MISO LIGEIRO – além das três principais variedades acima descritas, que são normalmente utilizadas para as sopas e cozinha quotidiana, existe uma diversidade de variedades de miso ligeiro e doce (Komé Miso). São habitualmente de cor mais clara (amarelo, branco) e, por conterem menos sal, precisam apenas de algumas semanas para envelhecer. Estas variedades doces de miso são apreciadas ocasionalmente para a cozinha ligeira ou para as festividades.

§  O miso deve ser consumido na sua forma natural, não pasteurizado e não cozido (fervido) a fim de conservar a sua força enzimática.

§  Em macrobiótica, o miso é utilizado quase todos os dias para preparar a sopa assim como em numerosos outros pratos. A quantidade utilizada depende do tipo de miso, da sua idade, do seu teor em sal assim como do meio ambiente e de factores pessoais.

Como regra geral, utiliza-se cerca de uma colher de café de miso por tigela de sopa, líquido ou outros ingredientes. O miso é tradicionalmente diluído num pouco de água fria.

Pelo facto de o miso conter bactérias e enzimas vivas que favorecem a digestão, é aconselhável adicioná-lo apenas no final dos cozinhados e deixá-lo fervilhar (sem ferver) durante 3 ou 4 minutos antes de servir.

§  Geralmente, os cozimentos com miso criam um sabor mais doce do que os cozimentos com sal ou tamari/shoyu (molho de soja natural).

§  Para a cozinha do dia a dia é em geral preferível o miso de cevada, se bem que o miso de arroz integral e o miso de soja sejam também utilizados frequentemente. O miso vermelho, o miso branco e outras variedades que fermentam durante um tempo mais curto, só são utilizadas ocasionalmente para preparar pratos especiais.

§  O miso permite preparar molhos e sumos saborosos como acompanhamento de massas e cereais. Pode igualmente ser utilizado, em vez do sal, para condimentar os cereais integrais e para cozinhados no forno. Além da sua utilização na sopa, pode ser utilizado, de tempos a tempos, para condimentar as leguminosas, os legumes e as sopas de cereais e para preparar os caldos de cozer as massas.

§  O miso é habitualmente adicionado no final do cozimento dos pratos de legumes de acompanhamento. No entanto, para algumas preparações, como as cebolas inteiras, o miso é adicionado desde o início.

§  Permite ainda realizar temperos para saladas, molhos, cremes para barrar, sumos para molhar os alimentos, todos muito perfumados, assim como para fazer deliciosos e doces pickles. Bolinhas de cereais fritas e condimentadas com miso, são igualmente muito agradáveis.

§  Combina muito bem com o tofu – molho para o tofu frito, “queijo de soja”, pickles de tofu …; com a alga wakame – nas sopas, saladas e molhos; e com os sabores doce, ácido e picante – é muitas vezes utilizado com sementes e nozes tostadas, adoçantes naturais, vinagre de arroz integral, limão e gengibre. Barrado no peixe grelhado, o miso constitui um excelente condimento. Pode também ser utilizado nas marinadas para peixe e marisco.

O QUE É O MISO ?

§  O miso é antes de mais um alimento. Mas é também um medicalimento.

§  O miso é uma pasta obtida por fermentação láctica e composta por feijão de soja, fonte extremamente rica em proteínas e outros nutrientes, ao qual se junta, normalmente, um cereal como o arroz ou a cevada, sal marinho e água filtrada.

§  A vantagem do miso, em relação a outros alimentos à base de soja, reside no seu processo de fermentação – durante o seu fabrico, o feijão de soja é sujeito a uma transformação bioquímica completa através da qual todas as moléculas complexas, glúcidos , lípidos e outros nutrientes são divididos em moléculas mais simples o que os torna mais digeríveis, facilitando a sua assimilação. O mais importante, este processo de fabrico liberta novos sabores e aromas cada um mais saboroso que o outros.

§  O miso é um alimento muito concentrado considerado na cozinha macrobiótica como um específico(medicalimento), isto é, um alimento que, pela sua composição e fabrico, ajuda à cura da doença ou à dinamização dos nossos órgãos ou funções.

§  No processo do fabrico do miso – aplicação da energia alimentar nos alimentos naturais processados – combinaram-se sabiamente vários tipos de energia:

- Os ingredientes principais do miso são os feijões de soja – representando a energia outonal (energia Metal)

- Sal – energia invernal (energia Água)

- Cevada – energia primaveril (energia Árvore)

- Tradicionalmente, o processo de fermentação – representando a energia Árvore – passava, pelo menos, através de 4 estações, incluindo um Verão e um Inverno.

§  Desta forma cria-se um produto energético bem equilibrado que pode usar-se em qualquer estação do ano. No seu conjunto, o miso tem uma ligeira energia ascendente, sendo, portanto, muito bom para promover a digestão e dar energia.

§  Adicionado no final dos cozinhados (sem sal e sem ferver) – sopas, caldos, pratos de vegetais ou molhos, … – o miso encontra diariamente lugar nas nossas refeições.

§  Devido à complementaridade entre o cereal e a soja, a presença de sal marinho e o processo de fermentação láctica, o miso oferece-nos múltiplas qualidades:

§  Fonte de proteínas vegetais de altíssima qualidade, contém todos os ácidos aminados essenciais e de assimilação muito fácil

·         Graças à sua riqueza em enzimas, o miso abre o apetite e estimula a digestão

·         Ele cura, refaz e reforça a flora intestinal

·         É benéfico para a vitalidade – contém grandes quantidades de glucose, é um energetizante (no Inverno os pratos com miso ajudam-nos a prevenir do frio).

·         Durante o tempo de incubação – indo de 6 meses a 3 anos – a lacto fermentação decompõe o cereal e a soja, valorizando as suas propriedades.

O resultado obtido é um alimento que se digere facilmente e de assimilação lenta, o que confere pouco a pouco ao nosso organismo uma melhor resistência e uma maior endurance.

A seguir às transformações químicas que têm lugar durante a sua incubação, o miso torna-se um alimento básico que fortalece e alcaliniza o sangue, fortalece o estômago e os intestinos e estimula o sistema nervoso. Em consequência, o miso providencia a eliminação das toxinas causadas entre outras causas por um desequilíbrio alimentar, pela toma de medicamentos, pelo consumo de cigarros ou de álcool, e é um agente eficaz de prevenção contra a radioactividade ambiente ou em caso de contaminação por resíduos mais tóxicos – ajuda a eliminar nicotina, o excesso de álcool e substâncias radioactivas do corpo.

A eficaz eliminação de toxinas e purinas anda de mãos dadas com a dissolução do colesterol, assim como a prevenção das doenças cardio vasculares, fazendo mais uma vez do miso, como alimento vivo e energético, um meio eficaz para compensar as doenças degenerativas da nossa época – o miso contém ácido linoleico e lecitina, que dissolvem o colesterol do sangue e amaciam os vasos sanguíneos (por tal motivo, evita a arteriosclerose e a hipertensão).

Ajuda a prevenir alergias e a tuberculose

O miso ajuda à regeneração interior e também à melhoria do nosso aspecto (beleza) exterior, isto é, da qualidade da nossa pele – nutre a pele e dá brilho e vitalidade ao cabelo.

§  Estudos recentes demonstraram que os alimentos fermentados à base de soja – miso, tempeh, natto, shoyu – são uma excelente fonte de vitamina B-12.

Todos os tipos de miso podem ser armazenados no fresco e num local com sombra. Podemos também refrigerar o miso a fim de prevenir o bolor. Guardado fora do frigorífico, uma fina camada de bolor pode formar-se à sua superfície – mas não nos devemos inquietar com este fenómeno inteiramente natural, bastando simplesmente retirá-la antes de o consumirmos.

O miso fermentado durante 2 ou mais anos tem uma duração ilimitada se for guardado no frigorífico. A sua aparência tornar-se-á mais escura e tomará um sabor mais rico com a idade. Os misos envelhecidos, como os bons vinhos, são procurados pelo seu sabor e seu potencial medicinal.

 

A EFICÁCIA DO MISO

O miso contém muitas bactérias. Estas bactérias iniciam uma actividade muito útil para produzir novos elementos nutritivos desde a sua entrada nos intestinos. Estas bactérias põem os intestinos em ordem. Mostram também uma eficácia na remoção de inflamações. Este fenómeno não tem nada a ver com os elementos nutritivos do miso, manifestando-se somente depois da sua entrada nos intestinos.

§  Desintoxicação do tabaco e do álcool - O fermento do miso contém um elemento fortificante do fígado que se chama “Métionina” – que tem uma eficácia muito rápida para desintoxicar venenos tais como a nicotina do tabaco e o aldeído que se forma a partir do álcool. A sopa de miso com wakame é, sobretudo, um alimento excelente para os venenos provocados pelo álcool e pelo tabaco.

§  Rejuvenescimento da epiderme - Um sangue saudável e alcalino cria uma pele resistente e lustrosa. Se queremos pois uma pele jovem e macia será necessária antes de mais uma verdadeira limpeza fundamental dos intestinos.

§  Eliminação dos elementos radioactivos - Vários elementos contidos no fermento do miso, como por exº o ácido cólico, têm a eficácia de assimilar a radioactividade e de a fazer evacuar do corpo. Uma taça de sopa de miso diariamente é recomendada para prevenir a nocividade da radioactividade.

§  Profilaxia da arteriosclerose e da hipertensão - O miso contém ácido linoleico e lecitina – estes dois elementos dissolvem o colesterol que se cola aos vasos sanguíneos e, ao mesmo tempo, tornam os vasos sanguíneos flexíveis.

O sal é geralmente considerado como perigoso para a hipertensão – todavia, o sal que se encontra no miso tem um tratamento completamente diferente do sal simples. A sopa de miso deve ser recomendada contra a hipertensão apesar do miso conter sal.

A lecitina que é célebre como remédio para as doenças cardíacas, encontra-se no miso mas não no óleo refinado de soja.

§  Benéfico para as alergias - Simplesmente falando, a alergia é um fenómeno interno causado pela absorção em excesso de proteínas não digeridas no sangue. A condição alérgica forma doenças tais como a asma, o eczema, a asma dos fenos, etc.

Se os intestinos funcionarem normalmente, não serão produzidas indigestões das proteínas. É, pois, em primeiro lugar urgente ajustar o funcionamento dos intestinos – a sopa de miso é o alimento mais apropriado para esse fim.

Hoje em dia, em que os casos alérgicos alastram cada vez mais devido à absorção excessiva de ovos e de leite, torna-se necessário antes de mais suprimir esses alimentos suspeitos, e em seguida dar uma nova forma para a melhoria da constituição interior através de alimentos naturais e equilibrados.

§  Longevidade e sopa de miso - Segundo um inquérito levado a cabo nas ilhas japonesas, conhecidas pela longevidade dos seus habitantes, constatou-se que todos eles comem sopa de miso com alga wakame.

§  O miso ajusta o funcionamento dos intestinos, preserva a flora intestinal, purifica e alcaliniza o sangue e fortifica o fígado.

SOPA DE MISO BÁSICA

§  Alga wakame + 1 ou 2 legumes à escolha (alho francês, cenoura, couve, nabo,

  cebola, bardana, …)

§  Demolhar a alga durante 5 a 10´ e a seguir cortá-la.

§  Cozer as algas durante 5´ enquanto cortamos os legumes.

§  Adicionar os legumes e deixar cozinhar por mais 2 a 4minutos (conforme o tipo

de corte).

§  Diluir o miso (½ a 1 colher de café por pessoa) num pouco de líquido do caldo e verter para a panela.

§  Deixar fervilhar (sem ferver) durante mais 2 minutos.

§  Deixar descansar 5´antes de servir.

§  Servir com salsa, a parte verde do alho francês ou cebolinho, finamente

picados.

 

PATÉ DE CENOURA E MISO

É ideal para crianças e mais uma variação para quem quer evitar lacticínios:

§  2 cenouras raladas finamente.

§  2 a 3 colheres de sopa de Miso

§  Saltear a cenoura com um pouco de óleo, misturar bem com miso e apagar o lume.

§  Este paté preserva-se alguns dias no frigorífico.

 

AUTORES CONSULTADOS:

·         Michio Kushi

·         Aveline Kushi

·         Gérard Wenker

·         François Gisel

·         Francisco Varatojo

 

Friday, December 23, 2022

 


“CEREAIS INTEGRAIS O ALIMENTO QUE MELHOR SE ADAPTA AO SER HUMANO

Na antiguidade, os cereais eram moídos e consumidos imediatamente.

Segundo a Drª. Kousmine (1904-1992), de origem russa, os soldados romanos viajavam nas suas campanhas com trigo tostado e millet (espécie de milho painço) em grão.

Levavam um moinho para moer os grãos e fazer biscoitos.

Cada “coorte” (unidade de infantaria do exército) tinha o seu próprio moinho.

Todos os dias o grão era moído e consumido no momento.

Cada soldado romano recebia 750 gramas de cereal em grão por dia.

Durante a manhã, comiam-no sob a forma de papas.

E à noite consumiam-no sob a forma de bolachas assadas.

Durante séculos, os exércitos romanos foram invencíveis.

Tinham a força dos cereais integrais e orgânicos, moídos e comidos de imediato.

Em algumas zonas de África, as mulheres moem o millet todos os dias e usam-no em seguida.

Como descendentes da cultura ocidental, o trigo e a farinha são uma parte importante da dieta de milhões de pessoas.

Mas, há cerca de 300 anos, a indústria tem vindo a remover o farelo (salvado) e o germen, perdendo-se assim a maior parte dos nutrientes.

Atualmente, as pessoas comem pão em quase todas as refeições, massas, arroz branco e açúcar branco.

Nas pizzarias, utiliza-se esta farinha sem vida, sem nutrição.

As sanduíches são feitas com farinhas brancas ou "escuras" com uma tinta que tenta assemelhar-se a pão "escuro".

Segundo a Drª. Kousmine, quando refinados, os cereais perdem até 70% dos seus nutrientes.

O que resta são calorias vazias.

E este é o alimento básico de milhões de pessoas civilizadas, que ocupam cargos de gestão, posições académicas, hierarquias religiosas.

Médicos, advogados, mestres, professores, polícias, políticos, governantes e desportistas.

Todos se nutrem à base de algo que perdeu 70% da sua vida.

A sabedoria não pode florescer com uma tão pobre qualidade de nutrição.

Não podemos esperar que melhore a vida das pessoas através da mudança de ideologia.

Ou religião.

Não podemos separar a medicina da nutrição.

Nem a economia da nutrição.

Se a qualidade da nutrição cai, a saúde também cai, e a fraqueza física e mental que a acompanha traduz-se em mais miséria e angústia social.

Ninguém quer saber se o grão foi moído.

Nem sequer têm um moinho em casa.

Mas eu tenho um de alta qualidade e faço o meu próprio pão como os romanos e as mulheres do Quénia.Comprei-o em Espanha.

Reflexão do dia 11/5/2018 – Dr. Martín Macedo, médico, Uruguay.”

Wednesday, December 21, 2022

 


Muita gente tem medo do sal.

Mas o sal, o sal verdadeiro, é uma bênção.

A vida não é possível sem água e tão pouco é possível sem sal.

O sal não é sódio.

O sal é sal.

O sal é algo muito dinâmico, porque o sal é yang.

O sal dos Himalaias não é tão yang, porque é um sal estático, que não circula, que não se move.

Há milhões de anos que está imóvel na sua montanha.

 

Mas o sal marinho está constantemente em movimento.

Como o sal é yang, está sempre junto à água que é yin.

Ninguém tem medo da água.

A água entra e a água sai constantemente do nosso corpo.

E com ela o sal ... entra e sai entra e sai ... dia e noite.

Qualquer excesso de água ou qualquer excesso de sal é automaticamente ajustado e os maravilhosos rins fazem o seu trabalho inteligente.

 

O problema do sal é a péssima qualidade do sal.

É muito difícil encontrar sal de boa qualidade.

O sal que vendem nas lojas, nos mercados, é péssimo, é um sal tóxico ... refinado e enriquecido com aditivos químicos que provêm de laboratórios.

As pessoas consomem o pior sal do mundo e logo a seguir temem-no.

Também eu tenho medo desse sal de lixo das lojas normais.

 

Mas o verdadeiro sal marinho é fonte de vida, beleza, saúde e sabedoria.

A má qualidade e a boa qualidade coexistem porque são yin e yang coexistindo, sempre juntos, sempre juntos.

 

A nossa saúde depende do equilíbrio de yin e yang.

Os vegetais são yin ... sementes, legumes, frutas, algas marinhas.

Mas precisamos de um yang poderoso para os equilibrar.

E a maioria das pessoas equilibra-se com grandes quantidades de proteína animal.

Fazem-no de forma intuitiva porque a proteína animal é yang.

Mas aos 40 anos as suas maravilhosas artérias tornam-se duras e bloqueadas, aparecendo a tensão arterial alta e os problemas nos rins.

Até as pedras nos rins aparecem por causa de tanto yang.

 

As culturas tradicionais também tomam esse yang que equilibra e sustenta a vida.

Mas obtêm-no dos cereais cozidos com sal.

Os cereais integrais cozinhados com sal são muito yang.

E não envelhecem o corpo nem brutalizam o espírito.

A hipertensão é um problema falsamente atribuído ao sal.

Mas deriva do endurecimento crónico das artérias devido à dependência de derivados proteícos nas 4 refeições durante décadas e décadas.

Aos 20 anos não se nota ... mas sim aos 50.

Assim, as pessoas envelhecem aos 50 anos, enquanto os habitantes das culturas ancestrais aos 50 são ainda jovens.

Utilizam uma quantidade mínima de proteína animal.

Por esse motivo, não lhes causa dano.

 

A quantidade é o importante.

A proporção é o importante.

Mas a ciência só vê sódio e culpa o sal.

E recomenda medicamentos para a hipertensão e nos ensina que é algo de hereditário e que temos de aprender a viver com isso.

E quando as artérias estão rígidas, qualquer excesso de sal refinado cria uma crise hipertensiva.

 

Procuremos o verdadeiro sal.

Alguns artesãos produzem-no em quase todos os países.

Ou simplesmente busquemos água limpa do oceano e obtenhamos algumas gramas de sal verdadeiro por evaporação solar ou por fervura em fogo lento.

E assim estaremos protegidos pelo sal contra as próximas pandemias que se tornarão cada vez mais frequentes devido ao declínio biológico dos alimentos nos grandes centros urbanos.

 

Dr. Martín Macedo, 21/12/22 - Facebook


Tuesday, December 13, 2022

 


# Bibliografia

AUTOCURA

O novo paradigma terapêutico

1ª Edição, Setembro 2013 – Dr. Martín Macedo – médico (*)

Prefácio, Introdução e Índice do livro ...

(*) – “Martín Macedo nasceu em Montevideo (Uruguai) em 1964. Aos 16 anos associa-se à Associação Macrobiótica do Uruguai, que em 1981 passava pelo seu melhor momento histórico ...

 

PREFÁCIO

Este trabalho não pretende dar um método minucioso para se alcançar a autocura. Todos temos essa capacidade em estado latente. O que procuro é que os leitores compreendam que a possuem, pelo simples facto de serem manifestações físicas divinas, expressões de uma inteligência imensamente sofisticada e avançada. Somos mais importantes do que nos ensinaram a crer. O propósito deste livro é que tomemos consciência. Tomar consciência não é um simples jogo mental. É algo tremendamente importante e extremamente poderoso. Quando verdadeiramente tomamos consciência, inevitavelmente passamos à acção.

A tomada de consciência pode mudar as crenças colectivas. E pode mudar o comportamento dos mercados e toda a economia mundial poderia transformar-se radicalmente. Assim é o poder da “tomada de consciência”.

A nível da medicina a tomada de consciência é urgente. O antigo paradigma não está a contribuir para a criação da saúde e da felicidade das pessoas. Não tem funcionado neste século nem neste milénio. Tomar consciência do tremendo poder auto curativo pode mudar radicalmente o panorama médico-sanitário-institucional-hospitalar em poucos anos, se uma massa crítica conseguir uma profunda tomada de consciência. Isto está ocorrendo, silenciosamente, pacificamente, sub-repticiamente. A minha missão é contribuir para essa tomada de consciência. Este livro é uma contribuição heróica para esse sonho. Senti essa chamada de alma há mais de 30 anos, quando era um adolescente de 16 anos. E dediquei a minha vida a ela. Para que muitas pessoas tomem consciência, talvez para que milhares de pessoas tomem consciência. Por isso para mim tomar consciência não é um simples tema de partilhar informação. É uma mudança na mente colectiva capaz de imensas revoluções. Autocura, o novo paradigma terapêutico, não segue regras fixas para conseguir essa saúde há muito aguardada. Simplesmente tocará a sua alma, o seu coração para que se produza essa tomada de consciência que levará o leitor a melhorar a sua vida, os seus hábitos e fará surgir uma paixão pela saúde e felicidade de todo o planeta. Como disse um médico amigo, a felicidade não é individual, é colectiva. Para que eu seja feliz, é necessário que você também o seja. Sejamos felizes. Obrigado por abrir esta porta ... talvez haja uma grande surpresa para você, amigo leitor ...

 

INTRODUÇÃO

As mudanças são inevitáveis. Muitos sistemas de crenças estão mudando. E isso é positivo porque como humanidade estamos em permanente processo de evolução e aperfeiçoamento. A saúde dos seres humanos declinou de forma dramática. Ao chegar aos quarenta anos, a maior parte das pessoas que vivem em zonas urbanas, deste planeta, experimentam um sério declínio na sua vitalidade e no nível do bem-estar. O mesmo não acontece nas populações que vivem perto da natureza e que praticam as suas ancestrais tradições. Napoleão disse uma vez que os povos que esquecem o seu passado estão condenados a repeti-lo.

Isso significa que devemos aproveitar a experiência dos nossos antepassados, conservando a nossa sabedoria tradicional. Porém, deixamo-nos deslumbrar pelo progresso tecnológico e científico a tal ponto que consideramos “obsoleto” tudo o que está relacionado com a sabedoria popular e ancestral.

Paracelso e Hipócrates referiam-se a um poder de cura espontâneo, que possuem todos os seres vivos. Isso inclui os humanos. Segundo estes sábios e muitos outros ao longo da história, todos nós temos um grande poder para reconstruir a saúde perdida. Também disseram que a grande força curativa é a natureza, e que os médicos simplesmente ajudam a accionar esse poder. Porém, nestes últimos séculos, estas antigas crenças foram descartadas e substituídas pela crença: “consulte o seu médico” ou “não se deixe estar, vá imediatamente consultar o médico” ou “não conte que isso vá melhorar sozinho, pelo contrário, se não receber atenção médica imediata você pode morrer”. Estas afirmações baseadas no medo são o pão nosso de cada dia e fazem parte do actual paradigma.

Não acreditamos no nosso corpo, cremos e desconfiamos da sua precária capacidade para resistir ou defender-se da doença. Cremos ser extremamente frágeis face aos micróbios e temos sempre de pedir ajuda profissional. Isto é verdade em determinados casos. Em caso de emergência ou urgência, requer-se uma intervenção especializada. Mas ensinaram-nos a não acreditar no nosso próprio poder de autocura. Ensinaram-nos a ter medo, através de um grande e hábil processo “educativo-sanitário”. E assim fomos acreditando e assim fomos crescendo. Todos temos de estar ligados a algum serviço de saúde e periodicamente ir ao médico porque podemos estar a incubar alguma doença maligna no nosso traiçoeiro organismo mesmo que nos sintamos bem. Face a situações de risco para a nossa saúde ou para a nossa vida é sensato, recomendável – e é bom que o façamos - solicitar conselhos médicos.

Porém ensinaram-nos a ter medo dos sintomas ao ponto de recorrermos à ajuda especializada face à mínima expressão de doença. E quanto mais medo temos, quanto mais intenso é o medo colectivo, alimentado pelos médicos e outras organizações sanitárias, mais aumenta o número de doentes crónicos e mais declina o nível de bem-estar e saúde da humanidade. Isto não acontece por acaso. Está feito para enriquecer poderosos sectores da indústria, fazem-no há muitas décadas e pretendem continuar assim durante séculos.

Contudo esta situação poderia mudar, se um número suficiente de pessoas mudasse o seu modelo de crenças, no que diz respeito à saúde, capacidade natural de autocura, e o que é um autêntico cuidado de saúde.

O que é a medicina preventiva?  A maioria crê que é ir ao médico uma vez por ano e fazer uns exames de laboratório e uma revisão física. Porém, nas culturas tradicionais a prevenção e cuidados de saúde baseavam-se em considerar e tratar o corpo como um templo onde vive um ser de natureza divina - se o alimentar segundo regras precisas e zelosamente respeitadas e conservadas durante séculos, se o exercitar diariamente com grande esmero, se o nutrir emocionalmente com valores morais e espirituais, inclusive se empregar determinadas formas de expressão verbal que favorecem o seu óptimo funcionamento.

A diferença está no tipo de paradigma. Uns têm como base um credo e outros têm outro credo, outra forma de considerar o que é mais apropriado.

No que diz respeito à saúde, a prevenção, a conservação de um corpo em excelente estado, o gozo de um grande nível de bem-estar, é necessário mudar o modelo de crenças. Porque o actual paradigma não está produzindo seres saudáveis, fortes e felizes – a partir dos 35 anos a maior parte das pessoas já está a consumir algum tipo de medicamento, prova de que padecem de problemas crónicos.

Creio que a solução está em mudar este tipo de crenças. Aprender com os antigos, aproveitar tantos séculos de experiência e sabedoria. E aproveitar as vantagens da tecnologia e da ciência ... Yin e Yang.

Conseguir que um número suficiente de pessoas volte a confiar na maravilha que é o nosso corpo. Introduzir um toque de espiritualidade é essencial para deixarmos de ver o nosso corpo como uma máquina biológica que envelhece e está destinada a estragar-se como todas as máquinas. Os nossos corpos são templos. São o resultado de milhões de anos de evolução. Estamos no topo da cadeia evolutiva de todos os seres que habitam este planeta. Apenas devemos recordar a nossa grandeza, e de forma igual aos animais selvagens, começar pouco a pouco a recuperar a confiança na nossa intuição, na nossa sensibilidade, ou dito em termos mais técnicos, no nosso hemisfério cerebral direito.

Só usando ambos os hemisférios cerebrais poderemos conseguir o equilíbrio entre ciência e espiritualidade, ou seja, podemos aceder a todo o nosso potencial. A civilização ocidental tem desdenhado da intuição, da sensibilidade espiritual, da meditação, ou da força vital. Tem-se baseado na lógica e no método científico. Isto é muito valioso e importante, porém é insuficiente para conseguir sonhar com um novo homem, supremamente saudável, forte e sábio.

Há que utilizar os outros 50% da nossa mente. E quando o fizermos mudarão os paradigmas. Este trabalho é um convite a serem consideradas outras possibilidades, a pensar com toda a “mente” e a aproveitar a sabedoria de antigas culturas que nos deixaram poderosos segredos. Talvez tenha chegado o momento de desenterrarmos os poeirentos papiros onde esses segredos têm estado à espera há largos séculos. Segredos que já não o são porque agora por toda a parte há seres humanos que desejam o bem de todos, porque compreendem que todos somos um. Ou nos curamos todos ou ninguém se cura. Somos um grande organismo. Não é possível a felicidade se apenas 30% estão saudáveis e o resto está doente. Isso não é saúde. É absoluta miopia espiritual, e egocentrismo crónico. Para curar os 70% restantes devemos utilizar toda a potência da nossa mente, toda a nossa vontade, toda a nossa fé, toda a nossa criatividade e todo o nosso poder espiritual. E devemos crer que é possível. E devemos começar, como dizia Gandi, por nos curarmos a nós mesmos. Sejamos nós próprios a mudança que queremos ver no mundo. A autocura é possível. Se tivermos fé e se utilizarmos a nossa vontade para o fazer.

Este livro oferece-nos ferramentas e segredos para nos motivar a usar o nosso corpo. Porque nos recorda que somos poderosos, que somos muito grandes, só que o esquecemos. E se os leitores deste trabalho o conseguirem recordar, sentir-me-ei imensamente feliz e realizado. E confio que assim será.

Martin Macedo, Abril, 2013.

Teresa de Calcutá disse uma vez:

“Fomos criados para grandes destinos.

Apenas o temos de compreender”.


CONTEÚDO

Prefácio ----------------------------------------------------------- 

Introdução --------------------------------------------------------- 

O poder da decisão ------------------------------------------------- 

Construindo a nosso sonho ------------------------------------------ 

Atracção eterna ----------------------------------------------------

Não há êxito sem atracção ------------------------------------------

A história de Mina Dobic -------------------------------------------

A persistência: o caminho do êxito ---------------------------------

A doença é a grande oportunidade -----------------------------------

A lei do menor esforço ---------------------------------------------

Cancro: origem e tratamento ----------------------------------------            

Cura intencional ---------------------------------------------------

Desintoxicação é cura ----------------------------------------------

À procura da força interior ----------------------------------------

Alimentação mental -------------------------------------------------

Prolongando a vida -------------------------------------------------

Aumentar a velocidade de cura --------------------------------------

Autocrítica e autodiagnóstico --------------------------------------

Justiça infinita ---------------------------------------------------

Desordens cardiovasculares -----------------------------------------

O homem pode fazer milagres ----------------------------------------

A ordem do alimento ------------------------------------------------

A origem da vontade ------------------------------------------------

A origem do medo ---------------------------------------------------

O problema da ansiedade --------------------------------------------

O yin e o yang da cozinha diária -----------------------------------

Hoje é o melhor dia ------------------------------------------------

Identificar-se com a divindade -------------------------------------

Insensibilidade e susceptibilidade ---------------------------------

A bênção oculta ----------------------------------------------------

A eterna juventude -------------------------------------------------

A força dos débeis -------------------------------------------------

A força mágica dos líderes -----------------------------------------

A imagem do génio --------------------------------------------------

As farinhas e as frutas --------------------------------------------

As manchas da pele -------------------------------------------------

Chegou a era do Aquário --------------------------------------------

O mais difícil é o mais fácil --------------------------------------

Medicina monista e medicina dualista -------------------------------

Medo do stress -----------------------------------------------------

Mundo quântico -----------------------------------------------------

Ninguém corta a meta com uma só tentativa --------------------------

Não podemos escapar à Ordem do Universo ----------------------------

O nosso potencial --------------------------------------------------

Osteoporose: origem e controlo -------------------------------------

Liderar pelo exemplo -----------------------------------------------

Acima de tudo não prejudicar ---------------------------------------

Respeito pela vida -------------------------------------------------

Convencer sem falar ------------------------------------------------

Acredite em si mesmo -----------------------------------------------

A chave secreta da vitalidade --------------------------------------

Epílogo ------------------------------------------------------------

 

  COMPOTA DE MAÇÃ COM GENGIBRE, SEM AÇÚCAR Isabel Compota de maçã com gengibre, sem açúcar — Macrosano É tempo de colher maçãs e també...