Saturday, December 24, 2022

 


TRIGO SARRACENO – um cereal de Inverno

A HISTÓRIA DO “PATINHO FEIO” ESQUECIDO

O “TRIGO NEGRO” VÍTIMA DE UM APARTHEID ALIMENTAR

Pilar da alimentação dos camponeses europeus na Idade Média e essencial até à Iª Grande Guerra Mundial, dos EUA até à Rússia, o trigo sarraceno, também chamado de trigo negro, trigo mourisco e Kacha, é, actualmente, quase exclusivamente utilizado para fazer crepes, e pouco mais!

É vítima de um apartheid alimentar, tão radical quanto injusto, em benefício do seu falso primo: o trigo branco.

Pensava-se, nos anos 1970 a 1980, que no fundo, o desaparecimento do trigo sarraceno não tinha nenhuma importância – o que importa que as pessoas prefiram o trigo branco? este trigo que nos dá uma farinha bem branca, com a qual se fazem as baguetes, os brioches crocantes! … e as pessoas têm o “direito” de não mais comer este feio “trigo negro”, primitivo, barato!

Deixamos, pois, desaparecer o trigo sarraceno dos nossos campos, dos nossos ecrãs e dos nossos pratos … sem reflectir … e a produção passou das 400.000 toneladas para as 20.000, entre 1918 e 1964 nos EUA, ou seja, teve um decréscimo de 95% …

E foi só depois de várias décadas que nos apercebemos o porquê dos nossos antepassados cultivarem e consumirem sarraceno, mais do que trigo branco … os seus benefícios deveriam ter sido óbvios … mas nós não o conseguimos ver …

BENEFÍCIOS PARA A AGRICULTURA

Os benefícios do sarraceno tornam-se evidentes logo que o semeamos.

Tem a propriedade de “abrir” o solo e de o limpar de ervas más - os imensos campos agrícolas da Rússia, e sobretudo dos EUA, não foram limpos com herbicidas, mas com sementes de sarraceno, que os primeiros colonos americanos tiveram o cuidado de levar com eles, e lhes salvaram a vida.

Enriquece naturalmente o solo com fosfato – o que evita o derramamento de fertilizantes químicos com o risco de envenenamento dos rios e lençóis freáticos. Foi o que tornou possível o cultivo, e a valorização de milhares de hectares de terras áridas: cultiva-se o sarraceno nas estepes da Rússia, da China, do Cazaquistão, e nas zonas montanhosas onde os cereais não crescem – que, no plano botânico, não é um cereal, mas um pseudo-cereal, tal como a quinoa e o amaranto.

As nossas modernas “agriculturas biológicas” descobriram uma outra razão para a antiga popularidade do trigo sarraceno: ele reduz as populações de Verticillium dahliae, uma bactéria que quebra o rendimento e a qualidade das batatas. O trigo sarraceno permite, pois, evitar os tratamentos modernos contra esta doença, a verticiliose, que são pouco eficazes e muito poluentes - compreende-se, assim, o porquê dos nossos avós, que praticavam a rotação das culturas, semearem sarraceno antes de plantar batatas no ano seguinte …

Enfim, o sarraceno atrai os polinizadores e alimenta uma fauna diversificada: é o garante de uma sã biodiversidade nos campos. As abelhas adoram-no e fabricam com ele um dos melhores méis que existem, escuro e muito saboroso. Talvez seja por isso que o sarraceno não era apenas popular no Ocidente. Os povos asiáticos deliram com ele, pois é com o trigo sarraceno que fabricam as deliciosas massas japonesas chamadas Soba, também muito populares na Coreia. Nos países dos Himalaias, faz-se uma espécie de caldo (papas). Na Europa de Leste e na Rússia faz-se a Kacha (grãos descascados e torrados).

Também do ponto de vista nutritivo e culinário, o sarraceno é bem mais interessante do que o trigo branco. Tem um rico sabor a avelã. Não contém glúten. Pode ser consumido por pessoas celíacas (intolerantes ao glúten) e por pessoas hipersensíveis ou doentes que procuram reduzir o seu nível de inflamação.

BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE HUMANA - São inumeráveis.

Se substituirmos uma parte de farinha de trigo por farinha de sarraceno iremos emagrecer, porque o sarraceno sacia mais rapidamente. Contém mais fibra solúvel e tem, pois, um efeito benéfico sobre os intestinos. O sarraceno é bem mais digesto que o trigo. Os povos que comem sarraceno em vez de trigo têm menos problemas de peso, menos diabetes, menos cancros. É muito proteico e energético, aquece as extremidades e é um “médico-alimento específico” dos rins.

Numerosos estudos procuraram saber porquê. No entanto, parece ser a sinergia entre os numerosos componentes do sarraceno que explicam isso: o sarraceno contém muitos minerais, nomeadamente magnésio, fósforo, manganésio, zinco, vitaminas do complexo B e muitos antioxidantes.

Contém duas a doze vezes mais de fenóis, antioxidantes, que o trigo, a cevada e a aveia, e é muito rico em flavonoides, derivados da catequina e da epicatequina (anticancerígenos). A indústria farmacêutica extrai vários antioxidantes das flores e folhas da planta do trigo sarraceno, incluindo rutina, quercetina e proanthocyanes.

CONSERVAÇÃO

A farinha de sarraceno é muito mais frágil que as outras. Ela conserva-se no frigorífico ou, melhor, no congelador. Mas de preferência deveríamos moer o grão na hora, com o moinho de cereais ou de café.

AUTOR DE REFERÊNCIA

·       - Gérard Wenker – “Sarrasin, kacha, blé noir, etc.”

 

 


O “MISO

 

O miso, foi considerado pelos japoneses, um presente dos deuses para a humanidade. Este alimento é excelente para desintoxicar e ajudar o organismo a eliminar efeitos nocivos da poluição ambiental e de detritos radioactivos.

É o melhor alimento de origem vegetal para ajudar a recriar a flora intestinal e criar um sistema digestivo saudável” Francisco Varatojo.

 

§  Segundo a tradição japonesa, os deuses ofereceram o miso aos homens para lhes assegurar a saúde, a alegria de viver e a paz.

§  MI–SO = traduz-se literalmente por ”fonte do sabor”: MI é “sabor” ou “condimento”, SO é “fonte”.

§  Preparação artesanal tradicional, o miso é uma pasta obtida pela mistura fermentada de cevada ou arroz integral e de soja (actualmente, já se fabrica miso de grão de bico, trigo sarraceno, etc.), em que se adiciona uma enzima de iniciação da fermentação chamada Koji, com sal marinho como regulador – a partir de ingredientes biológicos e amadurecidos de forma natural. Contém enzimas vivas que ajudam a digestão e administram um equilíbrio nutritivo de hidratos de carbono naturais, vitaminas, minerais e proteínas.

§  O miso tradicional e o tamari (molho de soja – líquido resultante do fabrico do miso) foram importados da China pelos japoneses há mais de mil anos – que não pararam de melhorar as suas qualidades e processos de fabrico.

§  O miso é um produto muito antigo e encontraram-se vestígios da sua existência tanto em África como na América do Sul como no Oriente – esta observação aliada ao facto de ter sobrevivido até aos nossos dias, deixa pressupor a sua grande importância para a saúde dos seres humanos.

§  É de consumo corrente no Japão, onde infelizmente está a ser substituído cada vez mais pelo fabrico industrial químico com uma fermentação acelerada com glutamate sintético. Por exemplo, o miso vermelho é fabricado apenas em 6 semanas em vez dos 2 anos de um miso tradicional.

PRINCIPAIS VARIEDADES DE MISO

Existem várias variedades de miso – onde a proporção dos ingredientes e do tempo de incubação mudam – cada uma tendo um gosto e um efeito particulares.

§  MISO DE CEVADA OU MUGI MISO o miso obtido a partir da cevada, feijão de soja e de sal fermentados em conjunto é o mais doce e o mais conveniente para cozinharmos no dia a dia. Tem um ligeiro sabor a terra, um aroma doce e pode ser utilizado durante todo o ano. A melhor qualidade corresponde ao miso de um mínimo de 18 meses, sendo preferível 24 meses ou mais. No Japão, o miso de cevada é conhecido sob o nome de Mugi Miso.

§  MISO DE SOJA OU HATCHO MISO o miso de soja tem apenas feijão de soja e sal na sua constituição. É confeccionado com menos água e menos sal que as outras variedades de miso, tem um sabor mais seco e, devido à sua fermentação mais lenta, leva 2 anos para chegar à maturidade. Possui um sabor rico e forte, uma consistência espessa e, se bem que possa ser consumido durante todo o ano, é tradicionalmente apreciado em sopas durante o Inverno. Pode igualmente ser misturado a 50% nas sopas com outras variedades de miso, constitui um bom creme de barrar e permite fazer pickles de longa duração.

§  MISO DE ARROZ INTEGRAL OU KOME MISO é preparado com arroz integral, soja e sal marinho e é habitualmente o mais doce de todas as variedades de miso. O seu sabor é rico e ligeiro e é sobretudo apreciado ocasionalmente nas sopas durante os meses mais frios, noutras preparações e em salmoura.

§  AS VARIEDADES DE MISO LIGEIRO – além das três principais variedades acima descritas, que são normalmente utilizadas para as sopas e cozinha quotidiana, existe uma diversidade de variedades de miso ligeiro e doce (Komé Miso). São habitualmente de cor mais clara (amarelo, branco) e, por conterem menos sal, precisam apenas de algumas semanas para envelhecer. Estas variedades doces de miso são apreciadas ocasionalmente para a cozinha ligeira ou para as festividades.

§  O miso deve ser consumido na sua forma natural, não pasteurizado e não cozido (fervido) a fim de conservar a sua força enzimática.

§  Em macrobiótica, o miso é utilizado quase todos os dias para preparar a sopa assim como em numerosos outros pratos. A quantidade utilizada depende do tipo de miso, da sua idade, do seu teor em sal assim como do meio ambiente e de factores pessoais.

Como regra geral, utiliza-se cerca de uma colher de café de miso por tigela de sopa, líquido ou outros ingredientes. O miso é tradicionalmente diluído num pouco de água fria.

Pelo facto de o miso conter bactérias e enzimas vivas que favorecem a digestão, é aconselhável adicioná-lo apenas no final dos cozinhados e deixá-lo fervilhar (sem ferver) durante 3 ou 4 minutos antes de servir.

§  Geralmente, os cozimentos com miso criam um sabor mais doce do que os cozimentos com sal ou tamari/shoyu (molho de soja natural).

§  Para a cozinha do dia a dia é em geral preferível o miso de cevada, se bem que o miso de arroz integral e o miso de soja sejam também utilizados frequentemente. O miso vermelho, o miso branco e outras variedades que fermentam durante um tempo mais curto, só são utilizadas ocasionalmente para preparar pratos especiais.

§  O miso permite preparar molhos e sumos saborosos como acompanhamento de massas e cereais. Pode igualmente ser utilizado, em vez do sal, para condimentar os cereais integrais e para cozinhados no forno. Além da sua utilização na sopa, pode ser utilizado, de tempos a tempos, para condimentar as leguminosas, os legumes e as sopas de cereais e para preparar os caldos de cozer as massas.

§  O miso é habitualmente adicionado no final do cozimento dos pratos de legumes de acompanhamento. No entanto, para algumas preparações, como as cebolas inteiras, o miso é adicionado desde o início.

§  Permite ainda realizar temperos para saladas, molhos, cremes para barrar, sumos para molhar os alimentos, todos muito perfumados, assim como para fazer deliciosos e doces pickles. Bolinhas de cereais fritas e condimentadas com miso, são igualmente muito agradáveis.

§  Combina muito bem com o tofu – molho para o tofu frito, “queijo de soja”, pickles de tofu …; com a alga wakame – nas sopas, saladas e molhos; e com os sabores doce, ácido e picante – é muitas vezes utilizado com sementes e nozes tostadas, adoçantes naturais, vinagre de arroz integral, limão e gengibre. Barrado no peixe grelhado, o miso constitui um excelente condimento. Pode também ser utilizado nas marinadas para peixe e marisco.

O QUE É O MISO ?

§  O miso é antes de mais um alimento. Mas é também um medicalimento.

§  O miso é uma pasta obtida por fermentação láctica e composta por feijão de soja, fonte extremamente rica em proteínas e outros nutrientes, ao qual se junta, normalmente, um cereal como o arroz ou a cevada, sal marinho e água filtrada.

§  A vantagem do miso, em relação a outros alimentos à base de soja, reside no seu processo de fermentação – durante o seu fabrico, o feijão de soja é sujeito a uma transformação bioquímica completa através da qual todas as moléculas complexas, glúcidos , lípidos e outros nutrientes são divididos em moléculas mais simples o que os torna mais digeríveis, facilitando a sua assimilação. O mais importante, este processo de fabrico liberta novos sabores e aromas cada um mais saboroso que o outros.

§  O miso é um alimento muito concentrado considerado na cozinha macrobiótica como um específico(medicalimento), isto é, um alimento que, pela sua composição e fabrico, ajuda à cura da doença ou à dinamização dos nossos órgãos ou funções.

§  No processo do fabrico do miso – aplicação da energia alimentar nos alimentos naturais processados – combinaram-se sabiamente vários tipos de energia:

- Os ingredientes principais do miso são os feijões de soja – representando a energia outonal (energia Metal)

- Sal – energia invernal (energia Água)

- Cevada – energia primaveril (energia Árvore)

- Tradicionalmente, o processo de fermentação – representando a energia Árvore – passava, pelo menos, através de 4 estações, incluindo um Verão e um Inverno.

§  Desta forma cria-se um produto energético bem equilibrado que pode usar-se em qualquer estação do ano. No seu conjunto, o miso tem uma ligeira energia ascendente, sendo, portanto, muito bom para promover a digestão e dar energia.

§  Adicionado no final dos cozinhados (sem sal e sem ferver) – sopas, caldos, pratos de vegetais ou molhos, … – o miso encontra diariamente lugar nas nossas refeições.

§  Devido à complementaridade entre o cereal e a soja, a presença de sal marinho e o processo de fermentação láctica, o miso oferece-nos múltiplas qualidades:

§  Fonte de proteínas vegetais de altíssima qualidade, contém todos os ácidos aminados essenciais e de assimilação muito fácil

·         Graças à sua riqueza em enzimas, o miso abre o apetite e estimula a digestão

·         Ele cura, refaz e reforça a flora intestinal

·         É benéfico para a vitalidade – contém grandes quantidades de glucose, é um energetizante (no Inverno os pratos com miso ajudam-nos a prevenir do frio).

·         Durante o tempo de incubação – indo de 6 meses a 3 anos – a lacto fermentação decompõe o cereal e a soja, valorizando as suas propriedades.

O resultado obtido é um alimento que se digere facilmente e de assimilação lenta, o que confere pouco a pouco ao nosso organismo uma melhor resistência e uma maior endurance.

A seguir às transformações químicas que têm lugar durante a sua incubação, o miso torna-se um alimento básico que fortalece e alcaliniza o sangue, fortalece o estômago e os intestinos e estimula o sistema nervoso. Em consequência, o miso providencia a eliminação das toxinas causadas entre outras causas por um desequilíbrio alimentar, pela toma de medicamentos, pelo consumo de cigarros ou de álcool, e é um agente eficaz de prevenção contra a radioactividade ambiente ou em caso de contaminação por resíduos mais tóxicos – ajuda a eliminar nicotina, o excesso de álcool e substâncias radioactivas do corpo.

A eficaz eliminação de toxinas e purinas anda de mãos dadas com a dissolução do colesterol, assim como a prevenção das doenças cardio vasculares, fazendo mais uma vez do miso, como alimento vivo e energético, um meio eficaz para compensar as doenças degenerativas da nossa época – o miso contém ácido linoleico e lecitina, que dissolvem o colesterol do sangue e amaciam os vasos sanguíneos (por tal motivo, evita a arteriosclerose e a hipertensão).

Ajuda a prevenir alergias e a tuberculose

O miso ajuda à regeneração interior e também à melhoria do nosso aspecto (beleza) exterior, isto é, da qualidade da nossa pele – nutre a pele e dá brilho e vitalidade ao cabelo.

§  Estudos recentes demonstraram que os alimentos fermentados à base de soja – miso, tempeh, natto, shoyu – são uma excelente fonte de vitamina B-12.

Todos os tipos de miso podem ser armazenados no fresco e num local com sombra. Podemos também refrigerar o miso a fim de prevenir o bolor. Guardado fora do frigorífico, uma fina camada de bolor pode formar-se à sua superfície – mas não nos devemos inquietar com este fenómeno inteiramente natural, bastando simplesmente retirá-la antes de o consumirmos.

O miso fermentado durante 2 ou mais anos tem uma duração ilimitada se for guardado no frigorífico. A sua aparência tornar-se-á mais escura e tomará um sabor mais rico com a idade. Os misos envelhecidos, como os bons vinhos, são procurados pelo seu sabor e seu potencial medicinal.

 

A EFICÁCIA DO MISO

O miso contém muitas bactérias. Estas bactérias iniciam uma actividade muito útil para produzir novos elementos nutritivos desde a sua entrada nos intestinos. Estas bactérias põem os intestinos em ordem. Mostram também uma eficácia na remoção de inflamações. Este fenómeno não tem nada a ver com os elementos nutritivos do miso, manifestando-se somente depois da sua entrada nos intestinos.

§  Desintoxicação do tabaco e do álcool - O fermento do miso contém um elemento fortificante do fígado que se chama “Métionina” – que tem uma eficácia muito rápida para desintoxicar venenos tais como a nicotina do tabaco e o aldeído que se forma a partir do álcool. A sopa de miso com wakame é, sobretudo, um alimento excelente para os venenos provocados pelo álcool e pelo tabaco.

§  Rejuvenescimento da epiderme - Um sangue saudável e alcalino cria uma pele resistente e lustrosa. Se queremos pois uma pele jovem e macia será necessária antes de mais uma verdadeira limpeza fundamental dos intestinos.

§  Eliminação dos elementos radioactivos - Vários elementos contidos no fermento do miso, como por exº o ácido cólico, têm a eficácia de assimilar a radioactividade e de a fazer evacuar do corpo. Uma taça de sopa de miso diariamente é recomendada para prevenir a nocividade da radioactividade.

§  Profilaxia da arteriosclerose e da hipertensão - O miso contém ácido linoleico e lecitina – estes dois elementos dissolvem o colesterol que se cola aos vasos sanguíneos e, ao mesmo tempo, tornam os vasos sanguíneos flexíveis.

O sal é geralmente considerado como perigoso para a hipertensão – todavia, o sal que se encontra no miso tem um tratamento completamente diferente do sal simples. A sopa de miso deve ser recomendada contra a hipertensão apesar do miso conter sal.

A lecitina que é célebre como remédio para as doenças cardíacas, encontra-se no miso mas não no óleo refinado de soja.

§  Benéfico para as alergias - Simplesmente falando, a alergia é um fenómeno interno causado pela absorção em excesso de proteínas não digeridas no sangue. A condição alérgica forma doenças tais como a asma, o eczema, a asma dos fenos, etc.

Se os intestinos funcionarem normalmente, não serão produzidas indigestões das proteínas. É, pois, em primeiro lugar urgente ajustar o funcionamento dos intestinos – a sopa de miso é o alimento mais apropriado para esse fim.

Hoje em dia, em que os casos alérgicos alastram cada vez mais devido à absorção excessiva de ovos e de leite, torna-se necessário antes de mais suprimir esses alimentos suspeitos, e em seguida dar uma nova forma para a melhoria da constituição interior através de alimentos naturais e equilibrados.

§  Longevidade e sopa de miso - Segundo um inquérito levado a cabo nas ilhas japonesas, conhecidas pela longevidade dos seus habitantes, constatou-se que todos eles comem sopa de miso com alga wakame.

§  O miso ajusta o funcionamento dos intestinos, preserva a flora intestinal, purifica e alcaliniza o sangue e fortifica o fígado.

SOPA DE MISO BÁSICA

§  Alga wakame + 1 ou 2 legumes à escolha (alho francês, cenoura, couve, nabo,

  cebola, bardana, …)

§  Demolhar a alga durante 5 a 10´ e a seguir cortá-la.

§  Cozer as algas durante 5´ enquanto cortamos os legumes.

§  Adicionar os legumes e deixar cozinhar por mais 2 a 4minutos (conforme o tipo

de corte).

§  Diluir o miso (½ a 1 colher de café por pessoa) num pouco de líquido do caldo e verter para a panela.

§  Deixar fervilhar (sem ferver) durante mais 2 minutos.

§  Deixar descansar 5´antes de servir.

§  Servir com salsa, a parte verde do alho francês ou cebolinho, finamente

picados.

 

PATÉ DE CENOURA E MISO

É ideal para crianças e mais uma variação para quem quer evitar lacticínios:

§  2 cenouras raladas finamente.

§  2 a 3 colheres de sopa de Miso

§  Saltear a cenoura com um pouco de óleo, misturar bem com miso e apagar o lume.

§  Este paté preserva-se alguns dias no frigorífico.

 

AUTORES CONSULTADOS:

·         Michio Kushi

·         Aveline Kushi

·         Gérard Wenker

·         François Gisel

·         Francisco Varatojo

 

Friday, December 23, 2022

 


“CEREAIS INTEGRAIS O ALIMENTO QUE MELHOR SE ADAPTA AO SER HUMANO

Na antiguidade, os cereais eram moídos e consumidos imediatamente.

Segundo a Drª. Kousmine (1904-1992), de origem russa, os soldados romanos viajavam nas suas campanhas com trigo tostado e millet (espécie de milho painço) em grão.

Levavam um moinho para moer os grãos e fazer biscoitos.

Cada “coorte” (unidade de infantaria do exército) tinha o seu próprio moinho.

Todos os dias o grão era moído e consumido no momento.

Cada soldado romano recebia 750 gramas de cereal em grão por dia.

Durante a manhã, comiam-no sob a forma de papas.

E à noite consumiam-no sob a forma de bolachas assadas.

Durante séculos, os exércitos romanos foram invencíveis.

Tinham a força dos cereais integrais e orgânicos, moídos e comidos de imediato.

Em algumas zonas de África, as mulheres moem o millet todos os dias e usam-no em seguida.

Como descendentes da cultura ocidental, o trigo e a farinha são uma parte importante da dieta de milhões de pessoas.

Mas, há cerca de 300 anos, a indústria tem vindo a remover o farelo (salvado) e o germen, perdendo-se assim a maior parte dos nutrientes.

Atualmente, as pessoas comem pão em quase todas as refeições, massas, arroz branco e açúcar branco.

Nas pizzarias, utiliza-se esta farinha sem vida, sem nutrição.

As sanduíches são feitas com farinhas brancas ou "escuras" com uma tinta que tenta assemelhar-se a pão "escuro".

Segundo a Drª. Kousmine, quando refinados, os cereais perdem até 70% dos seus nutrientes.

O que resta são calorias vazias.

E este é o alimento básico de milhões de pessoas civilizadas, que ocupam cargos de gestão, posições académicas, hierarquias religiosas.

Médicos, advogados, mestres, professores, polícias, políticos, governantes e desportistas.

Todos se nutrem à base de algo que perdeu 70% da sua vida.

A sabedoria não pode florescer com uma tão pobre qualidade de nutrição.

Não podemos esperar que melhore a vida das pessoas através da mudança de ideologia.

Ou religião.

Não podemos separar a medicina da nutrição.

Nem a economia da nutrição.

Se a qualidade da nutrição cai, a saúde também cai, e a fraqueza física e mental que a acompanha traduz-se em mais miséria e angústia social.

Ninguém quer saber se o grão foi moído.

Nem sequer têm um moinho em casa.

Mas eu tenho um de alta qualidade e faço o meu próprio pão como os romanos e as mulheres do Quénia.Comprei-o em Espanha.

Reflexão do dia 11/5/2018 – Dr. Martín Macedo, médico, Uruguay.”

Wednesday, December 21, 2022

 


Muita gente tem medo do sal.

Mas o sal, o sal verdadeiro, é uma bênção.

A vida não é possível sem água e tão pouco é possível sem sal.

O sal não é sódio.

O sal é sal.

O sal é algo muito dinâmico, porque o sal é yang.

O sal dos Himalaias não é tão yang, porque é um sal estático, que não circula, que não se move.

Há milhões de anos que está imóvel na sua montanha.

 

Mas o sal marinho está constantemente em movimento.

Como o sal é yang, está sempre junto à água que é yin.

Ninguém tem medo da água.

A água entra e a água sai constantemente do nosso corpo.

E com ela o sal ... entra e sai entra e sai ... dia e noite.

Qualquer excesso de água ou qualquer excesso de sal é automaticamente ajustado e os maravilhosos rins fazem o seu trabalho inteligente.

 

O problema do sal é a péssima qualidade do sal.

É muito difícil encontrar sal de boa qualidade.

O sal que vendem nas lojas, nos mercados, é péssimo, é um sal tóxico ... refinado e enriquecido com aditivos químicos que provêm de laboratórios.

As pessoas consomem o pior sal do mundo e logo a seguir temem-no.

Também eu tenho medo desse sal de lixo das lojas normais.

 

Mas o verdadeiro sal marinho é fonte de vida, beleza, saúde e sabedoria.

A má qualidade e a boa qualidade coexistem porque são yin e yang coexistindo, sempre juntos, sempre juntos.

 

A nossa saúde depende do equilíbrio de yin e yang.

Os vegetais são yin ... sementes, legumes, frutas, algas marinhas.

Mas precisamos de um yang poderoso para os equilibrar.

E a maioria das pessoas equilibra-se com grandes quantidades de proteína animal.

Fazem-no de forma intuitiva porque a proteína animal é yang.

Mas aos 40 anos as suas maravilhosas artérias tornam-se duras e bloqueadas, aparecendo a tensão arterial alta e os problemas nos rins.

Até as pedras nos rins aparecem por causa de tanto yang.

 

As culturas tradicionais também tomam esse yang que equilibra e sustenta a vida.

Mas obtêm-no dos cereais cozidos com sal.

Os cereais integrais cozinhados com sal são muito yang.

E não envelhecem o corpo nem brutalizam o espírito.

A hipertensão é um problema falsamente atribuído ao sal.

Mas deriva do endurecimento crónico das artérias devido à dependência de derivados proteícos nas 4 refeições durante décadas e décadas.

Aos 20 anos não se nota ... mas sim aos 50.

Assim, as pessoas envelhecem aos 50 anos, enquanto os habitantes das culturas ancestrais aos 50 são ainda jovens.

Utilizam uma quantidade mínima de proteína animal.

Por esse motivo, não lhes causa dano.

 

A quantidade é o importante.

A proporção é o importante.

Mas a ciência só vê sódio e culpa o sal.

E recomenda medicamentos para a hipertensão e nos ensina que é algo de hereditário e que temos de aprender a viver com isso.

E quando as artérias estão rígidas, qualquer excesso de sal refinado cria uma crise hipertensiva.

 

Procuremos o verdadeiro sal.

Alguns artesãos produzem-no em quase todos os países.

Ou simplesmente busquemos água limpa do oceano e obtenhamos algumas gramas de sal verdadeiro por evaporação solar ou por fervura em fogo lento.

E assim estaremos protegidos pelo sal contra as próximas pandemias que se tornarão cada vez mais frequentes devido ao declínio biológico dos alimentos nos grandes centros urbanos.

 

Dr. Martín Macedo, 21/12/22 - Facebook


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