MORANGUEIRO - por: Miguel Boieiro
Wednesday, April 30, 2025
MORANGUEIRO - por: Miguel Boieiro
Sunday, April 27, 2025
Açafrão
A revista francesa “Alternatif
bien-être”, cujo subtítulo é, significativamente, “Le Journal d’Information
des Solutions Alternatives de Santé”, na sua edição de janeiro de 2016, traz um
desenvolvido artigo sobre o açafrão. A revista é revolucionária porque põe em
causa tratamentos e remédios utilizados correntemente pela medicina alopática,
através de argumentos razoáveis e é sempre com muito interesse que a recebo.
No tocante ao açafrão, observe-se
apenas as frases que encimam as várias partes do estudo: - Depressão: a arma secreta dos
médicos persas; a especiaria mais cara do mundo; as virtudes antidepressivas;
contrariar os transtornos sexuais; depressão dos adolescentes: os tratamentos
podem matar; eficácia contra o Alzheimer. Não vou, como é óbvio, traduzir
tudo o que diz a revista, mas deixo estes títulos para aguçar a curiosidade dos
leitores sobre uma planta ainda insuficientemente utilizada pelos portugueses.
Atenção! Falo da herbácea
denominada cientificamente Crocus
sativus L que é uma Iridaceae
e não de outros sucedâneos, usados habitualmente por serem mais baratos, a que
o vulgo e o comércio também chamam de açafrão. É o caso da Curcuma longa que é uma Zingiberacea
e da Carthamus tinctorius que é uma Asteraceae.
O açafrão, conhecido e utilizado
há milhares de anos, é justamente apelidado de ouro vermelho devido ao alto preço que atinge no mercado mundial.
Um quilo desta apreciada especiaria custa de mil a três mil euros, conforme a
sua qualidade. O que se aproveita da planta são apenas os três estigmas de cada
flor que é colhida manualmente. São necessárias cerca de 150 mil flores para
obter um quilo desses filamentos que depois são devidamente secos e
pulverizados. É, pois, a mão-de-obra que encarece extraordinariamente o
produto, já que o processo de cultivo não parece difícil.
A planta é bulbosa, perene, de 10
a 15 cm de altura, dá-se bem em terrenos medianamente arenosos e precisa de uma
boa insolação. As flores aparecem em outubro, tendo seis pétalas lilases, três
estames amarelos e três estigmas (filamentos) de vermelho intenso que são o que
se aproveita, tudo o mais é tóxico.
Julga-se que o açafrão é
originário da bacia mediterrânica, do próximo oriente e duma cintura geográfica
que vai daí até à Índia. Segundo a citada “Alternatif bien-être”, o Irão é
atualmente o principal produtor, detendo cerca de 90% de toda a produção
mundial. São também os iranianos quem mais investiga a planta sob o ponto de
vista medicinal, tendo chegado a conclusões incríveis sobre as suas múltiplas
aplicações vantajosas comparadas com medicamentos de danosos efeitos
secundários.
O açafrão consegue inibir
moléculas e enzimas responsáveis por inflamações crónicas, melhora a função
cerebral, reduz o risco de doenças do coração, combate o cancro, previne a
doença de Alzheimer, trata as artrites, a depressão e o envelhecimento precoce,
facilita a digestão, alivia o fígado e atenua a pressão arterial. Querem mais?
Contém mais de 150 compostos
voláteis e aromáticos, carotenoides, glucósidos amargos, corantes (crócina),
ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, cálcio, selénio, pró-vitamina A,
vitaminas B1, B2, B3 e C. Das suas propriedades fitoterapêuticas assinalam-se
as seguintes: analgésica, tónica, digestiva, aperitiva, sedativa, antiviral,
anti-inflamatória, antioxidante, emenagoga, carminativa, antiespasmódica.
Todavia, em doses elevadas pode ser abortivo e produzir hemorragias internas e
vertigens. O “chá”, para beber três chávenas diariamente, não deve levar mais
do que 2 gramas do pó para um litro de água.
Como condimento, com o seu gosto
penetrante, o açafrão está omnipresente na culinária hindu, árabe e persa. No
ocidente é sobejamente conhecida a sua utilização na “paella” valenciana,
conferindo ao arroz uma coloração característica. É também um dos componentes
do afamado caril. Na maior parte das vezes, contudo, o consumidor é enganado
porque, em vez do Crocus sativus, a
cor amarela vem do pó extraído da raiz da curcuma, também chamada
açafrão-das-índias. Ora, sem desprimor pelas qualidades da curcuma que, de
resto, são muitas, ela nada tem a ver com o sabor único do verdadeiro açafrão.
Atrevo-me a afirmar que a maior parte dos menus apresentados no nosso país como
contendo açafrão, não possuem o verdadeiro açafrão.
A fama da planta provém-lhe
também de ser um corante notável. A propósito, diga-se que a palavra açafrão vem do árabe e significa amarelo. As típicas túnicas dos monges
budistas ilustram bem a beleza da coloração amarelo-laranja proporcionada pelo
açafrão.
Termino, voltando de novo aos
atributos medicinais e às descobertas dos cientistas iranianos. Eles dizem que
o açafrão é o suplemento nutricional mais completo que existe, sendo a melhor
substância natural para combater as depressões e substituir medicamentos com
efeitos secundários arrepiantes, como o “Prozac” e quejandos.
Deixo um desafio aos nossos agricultores. Por
que não investir na produção do Crocus
sativus em Portugal? Temos solos e clima adequados, o valor do produto é
elevado, há mercado a nível mundial, e pode contribuir para baixar a taxa de
desemprego. Por que não?
Miguel Boieiro
Monday, April 21, 2025
NÃO HÁ SAÚDE SEM MOVIMENTO
Dr.
Martín Macedo – in: “El regresso del hombre de sal”, 2008)
Para
fortalecer o corpo é necessária a actividade física.
É
algo conhecido por toda a gente, mas poucos levam este assunto com a necessária
seriedade.
Em macrobiótica,
o exercício é um dos factores fundamentais na recuperação de qualquer doença. Quando o paciente está
imobilizado a recuperação é muito mais lenta e trabalhosa.
Não é suficiente
consumir bons alimentos e mastigar conscientemente. Não se alcança com a
mastigação bocal; deve-se “mastigar” com todo o corpo através do movimento
enérgico.
Só assim se
assimila completamente o poder curativo dos alimentos e só assim se produz uma
enérgica descarga dos excessos dietéticos que todos sem excepção cometemos.
O
progresso nesta via traduz-se num maior grau de autodomínio. Somente se
produzem doenças sérias em pessoas que carecem de autodisciplina.
Mas o autodomínio
perfeito é muito difícil de alcançar. O QUE O ALCANÇA É MESTRE, tenha ou
não diploma. O diploma não vale nada se o “diplomado” não for capaz de
controlar os seus impulsos básicos. O verdadeiro mestre passou largos anos de
treino duro e temperou-se até adquirir o autodomínio.
Há sempre yin e
yang: bons e maus, verdadeiros e falsos. É inevitável, porque a realidade é
dual. Não podemos destruir o lado que nos desagrada. Mas podemos controlar
as forças yin e yang, e assim determinar qual o aspecto que será predominante e
qual será o complementar.
A saúde absoluta
não existe; ainda que na saúde excelente, hajaá sempre alguma pequena
debilidade ou “doença”. Ainda que sejamos muito fortes, existe sempre um ponto
fraco; mesmo sendo muito felizes haverá sempre momentos de dor.
Através
do movimento podemos intervir para que lado desejamos que seja o predominante.
Desta forma o aspecto que queremos evitar, estará controlado ainda que não
suprimido de todo; sempre será uma ameaça latente que nos obrigará a estar
sempre atentos e a não “dormirmos à sombra dos louros”.
Se
ficarmos quietos nada conseguiremos; a desistência e o ócio, só produzem
calamidades. Embora a meditação não seja uma quietude ociosa – pelo contrário,
é uma forma de movimento muito lenta e controlada.
Saturday, April 12, 2025
Macrobiótica
Por: Francisco Varatojo
Instituto Macrobiótico de Portugal
https://institutomacrobiotico.com/blog/2023/11/21/macrobiotica/
Neste artigo tentarei elucidar os leitores sobre o que são a alimentação e
o estilo de vida macrobióticos, uma vez que me parece haver uma certa confusão
por parte do público em geral sobre que é e o que não é este modo de vida. Leio
com alguma frequência, críticas à prática alimentar macrobiótica, que não têm
muitas das vezes qualquer fundamento dum ponto de vista nutricional, por mero
desconhecimento técnico por parte de quem escreve a crítica.
Existe também a ideia de que a Macrobiótica e o vegetarianismo se regem
pelos mesmos princípios, o que também não é verdade – o regime macrobiótico
sendo predominantemente de origem vegetal, não é necessariamente um regime
vegetariano; o uso de produtos animais (preferivelmente peixe) é aceitável e
nalguns casos necessário dependente de factores como o clima, grau de
actividade física, antecedentes biológicos e outros.
A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo
de vida que tem como objectivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso
potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico
(através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem
para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os
outros com amor e compaixão e assumindo a nossa responsabilidade como um
pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos).
A origem da palavra é grega, “macro” – grande – e “bio” – vida e não
significa apenas “grande vida” mas também a capacidade de vivermos a vida duma
forma grandiosa e magnífica. A esse nível, a alimentação é importante,
essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo
o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós
somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai
nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível.
A palavra Macrobiótica foi utilizada por filósofos gregos como Hipócrates e
na era moderna primeiro no séc. XVIII por um professor de medicina alemão,
médico pessoal de Goethe, chamado Christoph Von Hufeland que escreveu o livro
“Macrobiótica, ou a Arte de prolongar a Vida” onde prescreveu recomendações
muito semelhantes às da “macrobiótica moderna”. Nos finais do séc. XIX, um
médico do exército japonês, Sagen Ishisuka, que se curou duma doença de rins
intratável pela medicina moderna, adoptando um regime alimentar baseado em
cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica
denominada na altura Sokuiokai e foi extremamente famoso no Japão nos finais do
séc. XIX e início do séc. XX.
Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma
má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos
alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma
prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a
utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos principais.
O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa que
nos anos 30 trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a
França e Bélgica; Ohsawa escreveu dezenas de livros e foi relativamente
conhecido em França, mas duma forma geral, o que se conhece mais da abordagem
de George Ohsawa é uma prática alimentar macrobiótica extremamente restritiva
que não se adapta bem (na minha opinião) à vida moderna. Isto, apesar de Ohsawa
ter uma concepção extremamente alargada do regime macrobiótico, recomendando
desde dietas muito simples, monodietas, até regimes com uma quantidade
aceitável de produtos animais e pequena quantidade de bebidas alcoólicas.
Ohsawa prescrevia segundo a condição individual – para ele, praticar
macrobiótica era comer segundo as necessidades em constante mutação de cada um
– para algumas pessoas jejuar é a terapia, para outros comer bastante variedade
e divertir-se é a solução mais indicada. No entanto, na prática diária, os
cereais integrais e os vegetais continuam a ser os alimentos mais adaptados à
espécie humana, e consequentemente aqueles que mais ajudam a criar e a manter a
saúde.
Os ensinamentos de George Ohsawa foram na geração seguinte disseminados
pelos seus discípulos orientais particularmente Michio e Aveline Kushi, Herman
e Cornelia Aihara, Tomio e Bernardete Kikuchi, Shizuko Yamamoto, Clim Yoshimi,
entre outros e na geração actual especialmente por estudiosos europeus e
americanos. Michio Kushi, residente nos Estados Unidos desenvolveu um modelo
alimentar mais simples de compreender e mais adaptado à vida moderna denominado
“Alimentação Macrobiótica Padrão” (Standard Macrobiotic Diet), o modelo
alimentar mais utilizado pela maioria dos praticantes macrobióticos modernos.
Nas linhas que me restam para concluir este artigo, vou tentar identificar
aqueles que me aparecem ser os aspectos mais importantes da alimentação e
estilo de vida macrobióticos.
Devemos comer segundo as nossas características biológicas – o Homem é por
natureza um ser designado para comer maioritariamente alimentos de origem
vegetal, em particular cereais e vegetais, apesar de ter a capacidade para
ingerir de tudo.
A alimentação deve reflectir o enquadramento geográfico e climático pelo se
deve adaptar aos diferentes climas e habitats; deve também ser tradicional, ou
seja devemos escolher um estilo alimentar que venha a ser seguido há séculos
(os cereais, os vegetais e as leguminosas foram a base alimentar da espécie
humana durante milhares de anos e só recentemente esses hábitos foram
alterados).
A noção de bipolaridade, ou a teoria de “yin” e “yang” é uma parte essencial
deste estilo de vida – a ideia de que todos os fenómenos, alimentos incluídos,
têm qualidades energéticas, metafísicas e de que a harmonia relativa é
conseguida quando “equilibramos” estes dois pólos, yin e yang, nas nossas
vidas.
Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há
uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos; não existem
alimentos proibidos mas existe um critério a partir do qual podemos escolher
duma forma mais responsável e consciente.
Essencialmente, na prática da Macrobiótica, a saúde e a felicidade começam
em cada um de nós, e as nossas vidas são em grande parte, um reflexo das nossas
escolhas e prioridades.
Espero que com este artigo passe a ter uma ideia mais alargada e mais
acertada do que significa praticar macrobiótica; oportunamente escreverei sobre
os aspectos mais técnicos e nutricionais desta prática alimentar.
Sunday, March 23, 2025
Frutas e excesso de frutose
Maria àngels mestre
https://www.mangelsmestre.com/main/la-fruta-y-el-exceso-de-fructosa/
A frutose é o açúcar encontrado nas frutas
e é o que mais causa ganho de peso e aumenta os níveis de
triglicerídeos no sangue. É especialmente prejudicial em leucemia, patologias
hepáticas e anemia. É o antígeno dos glóbulos vermelhos.
Quando comemos muita fruta, como agora no verão, quando há uma
grande variedade, uma série de problemas de saúde podem
surgir: a causa é a frutose.
Segundo artigo acadêmico sobre nutrição
hospitalar, a alta ingestão de frutose tem impacto no
intestino e no fígado, e está associada a patologias como doença hepática
gordurosa não alcoólica e má absorção de frutose.
A frutose, apesar de ter uma nomenclatura semelhante à
glicose, é absorvida mais lentamente que a glicose, embora seja capturada e
metabolizada mais rapidamente pelo fígado. Seu efeito estimulante na liberação
de insulina é menor que o da glicose e sua captação é independente desta.
Outros distúrbios causados pelo excesso de
frutose
Nas últimas décadas, o consumo de frutose
aumentou com o excesso de frutas, principalmente em crianças. E especialmente
por meio de bebidas adoçadas e produtos alimentícios com adição de frutose.
O Dr. Robert Lustig descobriu a via
metabólica da frutose em um estudo. No estômago, a frutose é
transformada em álcool, que ao chegar ao fígado produz: fígado
gorduroso, cirrose hepática não alcoólica e/ou síndrome
da ressaca (as pessoas acordam com dor de cabeça como se tivessem
consumido muito álcool). Também afeta o pâncreas porque está
relacionado ao estômago.
A frutose produz resistência à insulina, o
que leva ao diabetes. Da mesma forma, a frutose nos afeta diminuindo
o nível cerebral.
Por que a frutose causa obesidade?
A frutose inibe a grelina (produzida
pelo estômago e pelo pâncreas), que nos diz quando o corpo está com fome,
e a leptina, que nos diz quando estamos satisfeitos. A inibição da
grelina e da leptina faz com que sintamos fome permanentemente. A
frutose também inibe o triptofano, um aminoácido precursor da serotonina (o
hormônio da felicidade). Normalmente o triptofano é usado na depressão e, neste
caso, como ele é inibido pela frutose, ele causa depressão. Depois
de comer frutas, cerca de 30 minutos após consumir frutose, a tristeza, a falta
de estímulo e a letargia instalam-se.
Outro distúrbio é a síndrome da
fermentação alcoólica da frutose, que causa sintomas de embriaguez sem
ter consumido nenhuma bebida alcoólica.
As frutas produzem resfriamento e humidade no
corpo. A natureza produz mais frutas no verão justamente para nos refrescar,
mas não é preciso exagerar. Sua ingestão deve ser controlada.
A fruta é um doce vazio porque
só tem água e frutose. Seu melhor alimento é a casca e as sementes, que é
justamente o que não comemos. Não nutre porque não entra na célula. No entanto,
às vezes podemos usá-lo como um agente drenante para desintoxicar, embora ele
só nos forneça álcool, que é um solvente e dispersante, então o fígado
continuará sofrendo.
A energia da fruta é dispersa e pode causar problemas
de pele: dermatite, ressecamento e até psoríase.
A fruta é yin, então pode curar doenças yang. De
qualquer forma, a maioria das doenças são yin.
O Dr. Robert Lustig é um endocrinologista
pediátrico americano e professor da Universidade de São Francisco,
especializado em obesidade infantil. A pesquisa de Lustig examina a
ligação entre o consumo de frutose e o desenvolvimento
da síndrome metabólica, incluindo: diabetes tipo 2, hipertensão,
doença cardiovascular, doença renal, doença hepática gordurosa não alcoólica,
obesidade, fenômeno TOFI (fino por fora, gordo por dentro) e síndrome
metabólica.
Resumindo, a frutose ataca o fígado e o
cérebro.
Frutas e Cancro
As pessoas questionam-se porque é que não há
frutas na dieta macrobiótica, especialmente no cancro. A resposta é nos dada
pelo Dr. Franco Berrino, Diretor do Departamento de Medicina
Preventiva e Preditiva do Instituto Nacional do Cancro de Milão; Membro da
WCRF UK (World Cancer Research), faz parte de uma rede global de instituições
de caridade comprometidas com a prevenção do cancro. O Dr. Berrino é uma pessoa
que também estudou filosofia macrobiótica.
O Dr. Berrino conta-nos que existe uma substância
essencial no nosso corpo, que nós produzimos, chamada poliamina,
que é usada para multiplicação celular. As frutas contêm poliaminas, e é claro
que nesta doença não é do interesse aumentar esta multiplicação celular.
Ele faz-nos as seguintes recomendações :
· Não coma batatas, tomates, beringelas ou frutas
(laranjas, etc.) e, especialmente, não coma nenhuma fruta tropical.
·
Considerando que o cancro é uma doença yin, ele
aconselha-nos a comer cereais integrais, como millet e trigo sarraceno, porque
são yang, mas o que ela mais recomenda é o arroz integral redondo, porque ele
tem um ótimo equilíbrio yin-yang (o arroz redondo é mais yang do que o arroz
longo). Ele também nos aconselha a comer pão integral.
Xarope de Frutose
Mais perigoso para a saúde do que muita fruta é
muito xarope de frutose. O xarope de frutose é um adoçante líquido
composto por uma mistura de frutose e glicose, altamente tóxico, que causa
obesidade, diabetes e cancro. Por ser mais barato que o açúcar de cana e de
beterraba, ele é atualmente usado na maioria das bebidas comerciais e alimentos
processados.
É conhecido como HFCS (Xarope de Cron com Alto
Teor de Frutose) e é o resultado de um processo de refinamento químico. Ela não
tem nada em comum com a frutose encontrada nas frutas e o corpo a considera uma
substância estranha que não pode ser metabolizada.
É preciso ter cuidado com os alimentos orgânicos que
contenham xarope de milho, pois ele é muito rico em frutose, yin (expansivo).
Se você quiser aprofundar este tema, pode ler
os livros: “Vamos
falar sobre fibromialgia, eu a venci. Você também pode”; “Da
Fibromialgia à Saúde”; e “Agir
sobre o Cancro a partir de uma Visão Globa”l . Os 3 livros podem ser baixados
gratuitamente neste site = https://www.mangelsmestre.com/main/libros-gratuitos/
Thursday, March 20, 2025
OBESIDADE.
UMA DOENÇA GRAVE À QUAL DAMOS POUCA IMPORTÂNCIA E QUE ESTÁ NA ORIGEM DAS
DOENÇAS MAIS GRAVES !!!!
Por: Clara Castellotti
A maior derrota da medicina
nutricional é provavelmente a obesidade que, apesar dos medicamentos e das
novas dietas, continua a aumentar e os obesos que conseguem perder peso quase
inevitavelmente recaem e voltam a engordar.
Aqueles que têm excesso de peso
sofrem mais de doenças cardíacas, diabetes e muitos tumores.
Em teoria, basta comer pouco para
perder peso: a ciência alimentar afirma que por cada 7 calorias de que se
abdica à mesa se deve perder 1 g de gordura, mas na realidade as coisas são
mais complicadas.
O homem desde sempre enfrentou o
problema da fome, mas é apenas há algumas décadas que está enfrentando o
problema de ter demasiado para comer.
Quando emagrecemos, o corpo liberta
mecanismos de protecção que nos impedem de perder demasiado peso: tendemos a
reduzir o gasto de energia, reduzindo a actividade física, produzindo menos
calor e melhorando a eficiência metabólica. É como se o organismo se estivesse
a preparar para o pior. De facto, aqueles que decidem seguir uma dieta rigorosa
conseguem perder até vários quilos em poucos dias, mas depois, mesmo que
continuem com a mesma dieta pobre em calorias, não perdem mais peso, e para
manter o peso que ganharam, devem comer muito menos do que aqueles que sempre
tiveram esse peso. Pelo menos até o corpo se acomodar a um outro nível de
equilíbrio, mas isto pode levar tempo.
São sobretudo as gorduras que fazem
engordar. Com a paridade de peso, as gorduras fornecem mais energia do que os
hidratos de carbono e que as proteínas - 9 calorias contra 4 por grama - e
aqueles que comem mais alimentos gordos tendem a comer mais. Também quem come
muitas farinhas refinadas (pão, massas, etc.) e açúcares simples também tende a
engordar, especialmente se os associar com gorduras. De facto, os açúcares
aumentam os níveis eméticos da insulina, o que por um lado ajuda os açúcares a
serem queimados, mas por outro promove o armazenamento do excesso de gordura
nos tecidos adiposos. A solução é comer menos gorduras animais, menos açúcar,
mais vegetais, mais sementes e mais alimentos integrais. As gorduras vegetais
também engordam, mas uma dieta rica em azeite (e sementes) e peixe está
associada a baixos níveis de insulina. Os alimentos integrais ajudam a quem
quer perder peso, porque por um lado o teor de fibras, ao inchar no estômago e
intestino, dá uma sensação de saciedade, e por outro lado favorece uma absorção
lenta e gradual dos açúcares, evitando quedas nos níveis de glicose no sangue
(glicemia) que aumentariam a sensação de fome.
Quem em vez disso come farinhas e
açúcares refinados (o clássico pequeno-almoço de café com leite adoçado,
bolachas, compota, manteiga, marmelada, etc.) terá um rápido aumento da
glicemia que leva a uma rápida hiperprodução pancreática de insulina que, por
sua vez, faz baixar a glicemia, causando uma sensação de fome que leva ao
consumo de mais açúcares que, mais uma vez, faz subir a glicemia e, portanto, a
insulina, causando uma nova fase de hipoglicémia (o buraco no estômago do
meio-dia) e assim por diante, num círculo vicioso que pouco apouco leva à
obesidade.
Para quebrar este círculo vicioso e
manter o equilíbrio do organismo num peso mais baixo, não é suficiente seguir
uma dieta hipocalórica, mas é necessário começar a alimentar-se bem. Não é
necessário passar fome nem renunciar aos prazeres da mesa, mas é necessário
reeducar o próprio paladar (redescobrir os sabores simples) e afastar-se dos
hábitos corruptos da publicidade.
CLARA CASTELLOTTI - ECODIETA
COMPOTA DE MAÇÃ COM GENGIBRE, SEM AÇÚCAR Isabel Compota de maçã com gengibre, sem açúcar — Macrosano É tempo de colher maçãs e també...
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KUZU ( Pueraria lobata ) + UME-SHO-KUZU ALIMENTO-MEDICAMENTO DE OUTONO Por: Clara Castellotti - https://www.facebook.com/groups/368...
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