Tuesday, May 12, 2026

 

Receitas da Vida Eterna

https://macrobiotica-george-ohsawa.blogspot.com/p/receitas-da-vida-eterna.html

𝘼𝙍𝙍𝙊𝙕 𝙄𝙉𝙏𝙀𝙂𝙍𝘼𝙇 𝙀𝙈 𝙋𝘼𝙉𝙀𝙇𝘼 𝙂𝙍𝙊𝙎𝙎𝘼
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Processador de alimentos:
⠀⠀ Russell Hobbs Desire 24730-56 ou similar.
Panela grossa:
⠀⠀ Preferencialmente, de ferro fundido não esmaltada. Pode ser em panela normal, inox ou de ferro fundido esmaltado, mas não em panela de alumínio.
Pano de cozinha.
Chapa difusora.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Arroz integral de grão curto:
⠀⠀ De marca Aldi ou Casa da Mó.
Água:
⠀⠀ Mesma quantidade que de arroz, mais uma percentagem extra segundo indicado na última foto.
Sal marinho sem refinar:
⠀⠀ Por cada 2 copos de arroz (1 copo = 200ml), 1 colher de chá (5g) de sal.
𝘌𝘹𝘦𝘮𝘱𝘭𝘰s:
⠀⠀ 2 de arroz, 2 + 80% de água (3,6 copos), 1 de sal (5g).
⠀⠀ 4 de arroz, 4 + 72,5% de água (6,9 copos), 2 de sal (10g).
⠀⠀ 6 de arroz, 6 + 65% de água (9,9 copos), 3 de sal (15g).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Meta o arroz no processador de alimentos (máximo 3 copos).
Ligue o processador durante 1 minuto (se as lâminas estiverem afiadas, só 30 segundos). O arroz vai criar pó.
Meta o arroz e o pó na panela. Repita até processar todo o arroz.
Adicione a água e o sal.
Meta um pano à volta da tampa e feche a panela. Nunca abra a panela.
Meta no bico grande, no máximo, até sair vapor pelos lados ou até a borda do pano ficar húmida.
Troque para o bico médio, em fogo mínimo e com chapa difusora, durante 90 minutos.
Retire do fogo e deixe repousar por 20 minutos sem abrir a tampa.
Abra a tampa, mexa com uma colher de pau húmida para deixar sair o excesso de vapor, passe para outro recipiente e cubra com um pano húmido.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Bernadette Kikuchi.

𝘼𝙍𝙍𝙊𝙕 𝙄𝙉𝙏𝙀𝙂𝙍𝘼𝙇 𝙀𝙈 𝙋𝘼𝙉𝙀𝙇𝘼 𝘿𝙀 𝙋𝙍𝙀𝙎𝙎𝘼𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Processador de alimentos:
⠀⠀ Russell Hobbs Desire 24730-56 ou similar.
Panela de pressão de alumínio:
⠀⠀ Hawkins Classic de 5 litros.
Pano de cozinha.
Chapa difusora.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Arroz integral de grão curto:
⠀⠀ De marca Aldi ou Casa da Mó.
Água:
⠀⠀ Mesma quantidade que de arroz, mais uma percentagem extra segundo indicado na última foto.
Sal marinho sem refinar:
⠀⠀ Por cada 2 copos de arroz (1 copo = 200ml), 1 colher de chá (5g) de sal.
𝘌𝘹𝘦𝘮𝘱𝘭𝘰s:
⠀⠀ 2 de arroz, 2 + 50% de água (3 copos), 1 de sal (5g).
⠀⠀ 4 de arroz, 4 + 42,5% de água (5,7 copos), 2 de sal (10g).
⠀⠀ 6 de arroz, 6 + 35% de água (8,1 copos), 3 de sal (15g).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Meta o arroz no processador de alimentos (máximo 3 copos).
Ligue o processador durante 1 minuto (se as lâminas estiverem afiadas, só 30 segundos). O arroz vai criar pó.
Meta o arroz e o pó na panela. Repita até processar todo o arroz.
Adicione a água e o sal e feche a panela.
Meta no bico grande, no máximo, até chiar.
Deixe chiar, no máximo, durante 1 minuto.
Troque para o bico médio, em fogo mínimo e com chapa difusora, durante 60 minutos.
Retire do fogo e deixe repousar por 20 minutos sem abrir a tampa.
Abra a tampa, mexa com uma colher de pau húmida para deixar sair o excesso de vapor, passe para outro recipiente e cubra com um pano húmido.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Bernadette Kikuchi.

𝙁𝙍𝙐𝙏𝙄𝙉𝙃𝘼 𝘿𝙀 𝘼𝘽𝙊𝘽𝙊𝙍𝘼
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Vaporeira de bambú ou cuscuzeira.
Película aderente.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1/2 abóbora hokaido, abóbora-menina ou cabacinha.
Sal marinho sem refinar, fino.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Parta a abóbora em fatias grossas, e cada fatia em 2 pedaços iguais.
Com o dedo molhado, esfregue a parte de dentro das fatias com sal fino.
Coloque numa cuscuzeira com água fervente e deixe cozer, no mínimo e com tampa, durante 20 minutos.
Separe a polpa da casca da abóbora já cozida.
Triture.
Forme as frutinhas com a ajuda de película aderente.

𝙎𝙊𝙋𝘼 𝘿𝙀 𝙈𝙄𝙎𝙊 𝘾𝙊𝙈 𝙏𝙊𝙁𝙐 𝙀 𝘼𝙈𝙀𝙄𝙅𝙊𝘼
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1 tira de alga wakame.
1 fatia de tofu.
½ nabo cortado em fatias finas.
1 copo de ameijoas.
1 colher de sopa de miso.
3 copos de água.
1 colher de sopa de cebolinho.
Gengibre.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Lave e corte a alga wakame em tirinhas.
Corte o tofu em cubos pequenos.
Aqueça a água e acrescente a alga wakame. Quando ferver, adicione o tofu, o nabo e as ameijoas. Deixe ferver por 5 minutos em fogo mínimo.
Dissolva o miso e acrescente à sopa.
Pique o cebolinho bem fino.
Desligue o fogo e sirva em taças, com o cebolinho picado por cima.
Rale o gengibre e esprema algumas gotas do seu sumo em cada taça de sopa.
Sirva bem quente.

𝘾𝙀𝘽𝙊𝙇𝘼𝘿𝘼 𝘿𝙀 𝙁𝙐
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Frigideira ou wok.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
½ embalagem de Zeni-Fu.
1 dente de alho pequeno.
1 cebola grande.
Óleo de sésamo.
½ copo de água.
Um fio de shoyu.
Cebolinho picado.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Coloque as rodelas de fu de molho durante 10 minutos.
Unte uma frigideira ou wok com óleo de sésamo. Salteie um dente de alho picado, até estar dourado.
Adicione a cebola cortada em forma de meia-lua, em fatias finas.
Salteie a cebola sem adicionar água, até que esteja dourada e transparente.
Adicione as rodelas de fu, água até cobrir e tempere adequadamente com shoyu.
Deixe cozer até o caldo secar.
Salpique com cebolinho picado.

𝘾𝙃𝙄𝙋𝙎 𝘿𝙀 𝙄𝙉𝙃𝘼𝙈𝙀
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Mandolina.
Frigideira normal ou de imersão.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Inhame.
Óleo para fritar.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Retire a casca do inhame, preferencialmente raspando suavemente com uma colher em vez de descascar.
⠀⠀ Trate os alimentos com gentileza, pois eles criarão o sangue que lhe abrirá as portas da Vida Eterna.
Lave o inhame e coloque numa bacia com água e uma pitada de sal, durante 15 minutos.
Retire o inhame, seque-o com um pano e corte-o em fatias finas de 2 mm de grossura. Use uma mandolina para obter um resultado uniforme.
Frite em óleo quente até estarem crocantes, sem deixar queimar.
⠀⠀ Para obter um melhor resultado, use a frigideira de imersão e mexa constantemente o óleo com um pauzinho.
Retire e coloque em papel absorvente.

𝙍𝙊𝙇𝙄𝙉𝙃𝙊 𝘿𝙀 𝘾𝙊𝙐𝙑𝙀 𝙂𝙍𝘼𝙏𝙄𝙉𝘼𝘿𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Panela pequena.
Coador.
Frigideira pesada.
Tabuleiro para forno.
Forno.
Palitos.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1 copo de caldo de kombu (kombu dashi).
2 colheres de sopa de shoyu.
110g de kofu ou 5 colheres de sopa de seitan picado.
30g de biifun (vermicelli de arroz integral) ou outro vermicelli adequadamente cozido.
⠀⠀ Biifun da marca King Soba disponível na @naturitas.pt
10 folhas de couve.
2 colheres de sopa de óleo de milho ou de sésamo.
1 cebola pequena, picada.
1 cenoura pequena, fatiada.
Uma pitada de sal marinho.
Óleo para a assadeira.
1 copo de Molho Béchamel Santificado (envie-nos mensagem para obter a receita original).
2 colheres de sopa de salsa picada.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Numa panela pequena, misture o dashi, o shoyu e o kofu (ou seitan) e deixe ferver. Cozinhe até que todo o líquido seja absorvido ou evaporado e o kofu esteja bem aromatizado. Escorra o kofu e pique em cubos.
Ferva o biifun durante 2 a 4 minutos; escorra, depois corte em pedaços de 5 cm de comprimento.
Coloque as folhas de couve num coador e mergulhe-as em água a ferver até começarem a murchar. Escorra, apare a base das folhas e reserve-as.
Aqueça uma frigideira pesada e cubra com óleo. Refogue a cebola em fogo médio por 5 minutos ou até dourar levemente.
Adicione as fatias de cenoura e, em seguida, o kofu (ou seitan), refogando cada um levemente à medida que os adiciona.
Tempere com uma pitada de sal, adicione o biifun e misture os ingredientes. Retire do lume.
Coloque 2 ou 3 colheres de sopa da mistura de legumes e massa no final de uma folha de repolho e enrole a folha para cobrir o recheio. Enfie as bordas da folha, enrole novamente e prenda com um palito. Repita com os ingredientes restantes até todos serem usados.
Coloque os rolos num tabuleiro generosamente untado com óleo e leve ao forno pré-aquecido a 220 °C durante 15 minutos.
Sirva porções individuais com Molho Béchamel Santificado, coberto com uma pitada de salsa picada.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙍𝙊𝙇𝙄𝙉𝙃𝙊𝙎 𝘿𝙀 𝙉𝙊𝙍𝙄 𝙀 𝘼𝘽𝙊𝘽𝙊𝙍𝘼
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Frigideira pesada.
Esteira de sushi.
Faca pesada e afiada.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
1 cenoura de tamanho médio.
1 raiz de lótus de tamanho médio.
1 colher de sopa de óleo de sésamo.
Uma pitada de sal marinho.
1 colher de chá de shoyu.
3 folhas de nori.
3 copos de puré de abóbora.
1 ou 2 colheres de sopa de kokkoh (opcional).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Corte a cenoura e a raiz de lótus em quartos no sentido do comprimento, depois corte um quarto de cada vegetal em palitos finos com aproximadamente 0,8 cm de espessura.
Aqueça uma frigideira pesada e cubra com ½ colher de sopa de óleo. Salteie os palitos de cenoura em lume médio durante 1 ou 2 minutos, mexendo suavemente para os cobrir uniformemente com óleo e evitar que queimem.
Adicione 2 ou 3 colheres de sopa de água, reduza o lume e deixe cozinhar em lume brando durante 15 minutos. Tempere com uma pitada de sal. Se ainda restar algum líquido, cozinhe em lume brando sem tampa até evaporar. Retire do lume e reserve.
Aqueça outra frigideira e cubra com a restante ½ colher de sopa de óleo. Reduza o fogo para baixo e refogue os palitos de lótus por 2 ou 3 minutos.
Adicione água até cobrir metade dos palitos, tape a frigideira e deixe cozinhar em lume brando durante 10 minutos. Tempere com shoyu e cozinhe em lume brando até que todo o líquido tenha sido absorvido ou evaporado. Retire do lume.
Toste as folhas de nori em lume brando apenas de um lado durante alguns segundos. Coloque 1 folha numa esteira de sushi.
Divida o puré em 3 porções e espalhe 1 porção sobre cada folha de nori. Se o puré estiver demasiado húmido, adicione 1 ou 2 colheres de sopa de kokkoh para engrossar.
Coloque uma fila dupla de palitos de cenoura e de lótus no centro do puré. Enrole a mistura na esteira, pressionando levemente os ingredientes todos juntos num cilindro. Retirar a esteira e repetir com os restantes ingredientes.
Utilize uma faca afiada e pesada para cortar cada rolo em rodelas de 2,5 cm. Limpe a faca após cada corte para obter fatias elegantes.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙈𝙐𝙁𝙁𝙄𝙉𝙎 𝘿𝙀 𝙂𝙍𝘼𝙊-𝘿𝙀-𝘽𝙄𝘾𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Panela de pressão.
Liquidificador ou varinha mágica.
Tigela de mistura.
Formas para muffin.
Forno.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
𝘗𝘰𝘭𝘮𝘦:
3 copos de farinha de trigo integral.
2 colheres de chá de sal marinho.
½ colher de chá de canela em pó.
4½ copos de água.
𝘙𝘦𝘤𝘩𝘦𝘪𝘰:
1 copo de grão-de-bico cru, lavado e demolhado durante 12h.
1 tira de alga kombu.
1 pitada de sal.
𝘝𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 (𝘰𝘱𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭):
Farinha de milho ou de trigo sarraceno.
Cebola caramelizada.
Puré de abóbora, batata-doce ou castanha.
Castanhas, creme de maçã, passas ou nozes (inteiras ou em manteiga).
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
𝘙𝘦𝘤𝘩𝘦𝘪𝘰:
Coza o grão-de-bico numa panela de pressão, com a mesma água com que o demolhou, uma tira de alga kombu e uma pitada de sal.
Depois da válvula chiar, coza em fogo mínimo durante 1 hora.
Abra a tampa. O grão deverá estar macio e cozido, mas não desfeito.
Retire o grão-de-bico da água da cozedura. Reserve essa água.
Num liquidificador ou com a ajuda da varinha mágica, triture o grão-de-bico, adicionando aos poucos água da cozedura, até obter um patê cremoso. Tenha cuidado de não adicionar água demais.
𝘔𝘶𝘧𝘧𝘪𝘯𝘴:
Pré-aqueça o forno a 175°C.
Misture a farinha, o sal e a canela numa tigela.
Junte a água até ficar bem misturado.
Unte levemente as formas de muffin com óleo.
Encha as formas de muffin até a metade com a massa.
Adicione uma camada de recheio.
Cubra com mais massa até que a forma esteja quatro quintos cheia.
Asse por 40 a 50 minutos ou até que os muffins estejam inchados e bem dourados.
𝙑𝙖𝙧𝙞𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨
𝘗𝘰𝘭𝘮𝘦:
Substitua a farinha de trigo integral com farinha de milho ou farinha de trigo sarraceno.
𝘙𝘦𝘤𝘩𝘦𝘪𝘰:
Em vez de grão-de-bico, use 1 copo de puré de cebola caramelizada, abóbora, batata-doce ou castanha.
𝘋𝘦 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦𝘮𝘦𝘴𝘢:
Para um resultado mais doce e mais ousado, use castanhas, manteiga de maçã, passas ou nozes (inteiras ou em manteiga).
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙂𝙊𝙈𝘼𝙎𝙄𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨
Frigideira larga e grossa.
Colher de pau.
Suribachi ou almofariz.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
Sal marinho sem refinar.
Sementes de sésamo brancas, pretas ou ambas.
𝘘𝘶𝘢𝘯𝘵𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦𝘴:
⠀⠀ 1 colher de chá de sal para 8 de sésamo no inverno, 10 na primavera e no outono e 12 no verão.
⠀⠀ Faca a quantidade certa para uma ou duas semanas, a fim de evitar que se estrague e para ter mais oportunidades de treinar a sua Sensibilidade Divina preparando a Droga dos Deuses: o gomásio.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤s
Lave as sementes de sésamo numa bacia com água. Remova as que boiarem. Escorra as que ficarem no fundo da bacia numa rede, tirando o excesso de água com uma esponja seca e limpa.
Toste o sal integral numa frigideira mexendo sem parar, até que ele fique levemente cinzento.
No suribachi, moa o sal até obter sal muito fino.
Coloque as sementes de sésamo numa frigideira larga e grossa, em fogo médio. Toste-o mexendo rápida e constantemente com uma colher de pau e agitando a frigideira.
Quando as sementes começarem a saltar, baixe o fogo para fogo baixo. Continue a mexer durante mais alguns minutos, até que as sementes estiverem prontas. É preferível ficarem pouco tostadas do que queimarem.
⠀⠀ Para saber se as sementes estão no ponto, aperte uma semente entre dois dedos. Se a semente se desfizer facilmente em farinha, está corretamente tostada. Se não se desfizer, continua crua e necessita de mais tempo.
Retire a frigideira do lume e passe as sementes rapidamente para um recipiente largo, de modo a evitar que queimem.
No suribachi, coloque as sementes de sésamo por cima do sal e moa, de baixo para cima e sem fazer força, até que 60-80% das sementes esteja em farinha.

𝙈𝙊𝙇𝙃𝙊 𝘽𝙀𝘾𝙃𝘼𝙈𝙀𝙇 𝙎𝘼𝙉𝙏𝙄𝙁𝙄𝘾𝘼𝘿𝙊
𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨

Frigideira pesada.
𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨
¼ de copo de óleo de sésamo.
½ copo de farinha de trigo integral bem peneirada.
3 copos de caldo de kombu ou água.
½ colher de chá de sal marinho.
𝘗𝘢𝘳𝘢 𝘢𝘴 𝘷𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 (𝘰𝘱𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭):
Farinha de trigo integral sem peneirar ou farinha branca.
Noz-moscada, coentros, gengibre ou caril em pó.
½ copo de legumes salteados ou em puré.
𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨
Aqueça o óleo de sésamo numa frigideira pesada.
Adicione a farinha e cozinhe em fogo médio, mexendo sempre.
Quando os grumos desaparecerem e a farinha estiver levemente dourada, retire do fogo.
Deixe arrefecer ou mergulhe o fundo da panela em água fria.
Leve a panela de volta ao fogão e adicione gradualmente o caldo de kombu, mexendo até ficar homogéneo.
Leve a ferver em lume médio.
Reduza o lume para baixo e cozinhe em lume brando durante 10-12 minutos. Use uma chapa difusora, se necessário.
Tempere com sal e cozinhe em lume brando durante mais 1-2 minutos.
Para evitar que o molho se solidifique, mantenha-o quente em lume muito baixo ou coloque-o em banho-maria até estar pronto a servir.
𝙑𝙖𝙧𝙞𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨
𝘔𝘰𝘭𝘩𝘰 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘢𝘯𝘩𝘰 𝘰𝘶 𝘣𝘳𝘢𝘯𝘤𝘰:
Para o molho castanho, use farinha de trigo integral sem peneirar e cozinhe até ficar castanho intenso e com aroma a nozes.
Para o molho branco, use farinha branca e não a cozinhe demais, assegurando que a farinha permaneça pálida.
𝘊𝘰𝘮 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘦𝘳𝘰 𝘦𝘹𝘵𝘳𝘢:
Adicione uma pitada de noz-moscada ralada, coentros moídos, gengibre moído ou caril em pó durante a cozedura em lume brando.

𝘊𝘰𝘭𝘰𝘳𝘪𝘥𝘰 𝘦 𝘴𝘢𝘣𝘰𝘳𝘰𝘴𝘰:
Adicionar ½ copo de legumes salteados ou em puré durante a cozedura em lume brando para obter cor e sabor extra.
𝘎𝘳𝘢𝘷𝘺:
Depois de fritar um prato, adicione 1 a 3 partes de farinha para 1 parte de óleo restante na panela e proceda como na receita básica.
𝙁𝙤𝙣𝙩𝙚
Lima Ohsawa.

𝙃𝘼𝙈𝘽𝙐𝙍𝙂𝙐𝙀𝙍 𝘿𝙀 𝙈𝙄𝙇𝙇𝙀𝙏

𝙐𝙩𝙚𝙣𝙨𝙞𝙡𝙞𝙤𝙨

Tacho.

Colher de pau.

Frigideira ou forno.

𝙄𝙣𝙜𝙧𝙚𝙙𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨

1 copo de millet.

3 copos de água fervente.

½ colher de chá de sal marinho.

1 copo de legumes picados:

⠀⠀ Cebola, cenoura, nabo e abóbora.

Cebolinho ou salsa picados.

Óleo de sésamo.

𝙋𝙖𝙨𝙨𝙤𝙨

Toste o millet durante alguns minutos, em fogo baixo, até ficar dourado.

Num tacho, salteie a cebola até ficar transparente.

Adicione a cenoura, o nabo e a abóbora. Mexa bem.

Adicione a água fervente seguida do millet e do sal.

Deixe cozer durante 30 minutos.

Retire a tampa e junte o cebolinho picado. Com uma colher de pau, misture energicamente até obter uma pasta grossa.

Deixe arrefecer bem e, com as mãos molhadas, molde o millet até obter a forma de um hambúrguer bem compacto.

Aqueça uma frigideira, pincele com óleo de sésamo e deixe tostar os hambúrgueres até terem uma crosta dourada.

⠀⠀ Alternativamente, pode cozinhar os hambúrgueres num forno preaquecido a 180ºC.

~ Pão/Bolo de Ohsawa ~

O famoso pão de Ohsawa pode ser preparado de diversas formas (arrasta para o lado para veres as minha anotações com mais ideias 📝💡).

A receita que usei hoje:

4 copos de farinha de trigo integral

1 copo de farinha de trigo sarraceno

1 copo de farinha de milho

1/2 copo de farinha de castanha

3 colheres de sopa de óleo de sésamo

2 colheres de sobremesa de sal, rasas

3 copos de água, aproximadamente

Passas

Frutos Secos, tostados

1. Juntar todas as farinhas, os frutos secos e as passas.

2. Adicionar o óleo e mexer bem com as mãos, para o óleo se espalhar por toda a farinha.

3. Dissolver o sal na água e juntar a água, aos poucos.

4. Amassar o pão, até ficar bem macio.

5. Abrir a massa com um rolo e dar um formato de círculo, com apenas 2/2,5 cm, de altura.

6. Cozer a 180 C, por cerca de 45 minutos ou até estar bem cozido, dourado e estaladiço.

Variações:

Quando não tenho farinha de castanha, gosto de usar farinha de avelã. Tosto a farinha ligeiramente, mexendo constantemente para não queimar e adiciono no lugar da farinha de castanha.

Em relação a água, é importante relembrar que a quantidade varia consoante as farinhas que usam, a marca da própria farinha e o tempo. Coloquem a água aos poucos. Se a massa está seca, adicionem mais um pouco de água, se está húmida, amassar o pão numa superfície com farinha.

 

 

 

A CURA ESTÁ NA ALMA

Por George Ohsawa

https://macrobiotica-george-ohsawa.blogspot.com/2023/10/a-cura-esta-na-alma.html

resumo

O texto defende que a verdadeira origem da saúde e da doença está na “alma” — entendida como ligação ao infinito, à natureza, ao universo ou a Deus. Para o autor, a doença não é apenas um problema físico, mas um sinal de desequilíbrio espiritual e moral. Quem adoece estaria afastado da “ordem universal” e vivendo de forma ignorante ou egoísta.

Segundo Ohsawa:

  • A alma é livre e pertence ao “mundo do infinito”. Quando ela está saudável, a pessoa naturalmente escolhe os alimentos corretos e vive em harmonia.
  • A alimentação influencia diretamente a saúde, mas os erros alimentares seriam consequência de um estado interior desordenado.
  • A macrobiótica não é apenas uma dieta nem um conjunto de regras alimentares. Seu objetivo seria transformar a consciência humana, levando a uma vida mais simples, grata, livre e alinhada com a natureza.
  • Doença, sofrimento e dificuldades seriam oportunidades de despertar espiritual e de superação do egoísmo, da arrogância e do apego material.
  • Saúde verdadeira não significa apenas ausência de doença, mas viver com alegria, gratidão, generosidade e disposição para servir os outros.
  • O autor critica a busca por riqueza, status e orgulho pessoal, vendo nisso a raiz do sofrimento humano.
  • Para ele, a prática macrobiótica deveria conduzir a um estado de liberdade interior, confiança e união com o “infinito”.

O texto mistura filosofia oriental, espiritualidade, ética e ideias da macrobiótica tradicional, apresentando a doença como um processo de aprendizado espiritual e não apenas biológico.

---------------------

texto

Depois de tratar muitos doentes, estou profundamente convencido de que aqueles que adoecem são as pessoas que têm um crime grave no seu carma, e que a doença é um castigo de Deus, pelo qual devemos ser muito gratos.

É óbvio que as crianças e as pessoas que se encontram numa situação que não lhes permite uma escolha são exceções. No caso das crianças, são os pais que serão punidos. Não há sofrimento tão doloroso e tão triste quanto o dos pais que cuidam dos seus filhos doentes. Aqueles que não têm escolha na vida são muito raros.

Em outras palavras, na minha opinião, quem adoece e quem adoece seus filhos são pessoas que não conhecem Deus, a Grande Natureza, o Grande Universo, o Infinito Absoluto, a Alma. É por isso que aquele que adoece, é um preguiçoso, estúpido, triste e lamentável, que não reconhece, que negligencia o infinito, Deus, a Grande Natureza. Ninguém tem o direito de dizer que não conhece o mundo do infinito absoluto, Deus, a Grande Natureza. Enquanto tivermos a nossa alma, não podemos dizer tal coisa, porque nossa alma sempre pode ir e se divertir na terra de Deus, no mundo de Buda, no infinito absoluto, e de fato nossa alma está se divertindo lá.

Este mundo de Deus, o mundo da "alma", sendo infinito e absoluto, não há limite de tempo e espaço.  Podemos viajar 10.000 anos atrás, assim como no mundo futuro daqui a 10.000 anos.

Este é o mundo da Liberdade Infinita. Embora nosso corpo permaneça neste mundo limitado, nossa "alma" nasce e é criada em num mundo inteiramente livre. Podemos fazer (pensar) o que quisermos com a alma.

Este mundo de perfeita Liberdade é precisamente o país de Deus. Já que é lá que vivemos, que a nossa alma vive, não se aceita dizer que não conhecemos este mundo do infinito. Se não o sabemos, essa "ignorância" já é um crime. Mesmo a lei que o homem fez, não perdoa quem a violou por causa de sua ignorância.

Por isso nós não podemos dizer que desconhecemos o mundo criado por Deus, já que é lá que moramos.

Não há crime tão terrível como o de ignorar este “País de Deus”, “O Mundo do infinito”, “A terra natal da alma”. Em comparação com este crime, todos os outros são pequenos e mínimos e fora de questão. Se não formos capazes de viver no “País de Deus·, conhecer” O país natal da alma”, o homem não pode levar uma vida feliz neste mundo. Também é óbvio que ele não pode fazer um trabalho que valha a pena. Tudo o que ele precisa fazer é adoecer ou ficar infeliz. Todas as doenças e todos os infortúnios ocorrem como resultado da falta de um Princípio Universal correto ou como resultado da posse de um falso princípio instrutivo.

Epicteto disse: "O único Bem é conhecer o caminho do Infinito e ignorar este caminho é o único Mal neste mundo".

 

É esta famosa "Alma" que cura os doentes. Sem entrar neste "Mundo da alma” você nunca pode curar as doenças nem levar uma vida feliz e saudável. Uma vez que esta alma é perfeitamente livre (o próprio Deus, ou o Absoluto Infinito) a recuperação da doença é muito fácil para ela. Esta "alma" pode traduzida também por "MAKOTO·, "TAO" ou "GYO”.

De acordo com a Macrobiótica, todas as doenças são produzidas através da dieta.

Isso é de fato correto. No entanto, é depois do trabalho da "Alma” que nós podemos ingerir os alimentos de que necessitamos.

Quando temos uma "alma” sã, nós apenas comemos os alimentos coretos sem fazer nenhum esforço. Na verdade, são os alimentos que produzem as doenças, o corpo e a personalidade, etc... Isso é verdade, porque ninguém pode viver sem comer.

Agora, quem não tem essa "Alma", quem não ouve a ordem da "alma", que não pode ver a "Ordem do Universo", não conhece e não pode conhecer o alimento correto.

Um princípio que demonstra o que é essa "ALMA", "MAKOTO”, "GYO”, "O BEM", "A VERDADE”, “A BELEZA”, etc. ... de forma concreta, e que nos faz conhecê-lo e assimilá-lo por nós mesmos, é o famoso "PRINCÍPIO ÚNICO” da Filosofia do Extremo Oriente.

O objetivo da cura da dieta macrobiótica é curar as doenças da "alma" corrigindo os alimentos.

Sem ela as doenças do corpo não curam; além disso, como a doença do corpo é um sinal de angústia da doença da alma, é um absurdo e é até duplicar o crime apenas apagar o sinal ou o sofrimento. As pessoas que imaginam que o método macrobiótico se destina a curar doenças físicas, melhoram com grande dificuldade. A macrobiótica não é um remédio ou uma operação que interrompe a dor ou o sofrimento, mas é aquela que apaga a causa original desse sofrimento e ensina o método para levar uma vida feliz, brilhante e saudável sem nunca encontrar duas vezes tais infortúnios. É por isso que a instrução macrobiótica é dada em princípio a cada pessoa apenas uma vez na vida. Se alguém adoece de novo várias vezes, é porque a "alma" dessa pessoa ainda não está melhorada e ela só tem de fazer esforços, ela mesma, porque a culpa é sua.

Há quem acredite que o Macrobiótica é uma coisa que dá regras dietéticas. Que grande erro. Há quem acredite que a Macrobiótica consiste em comer arroz integral, bardana, cenoura e kombu. Não é inteligente. Há também quem acredite que macrobiótica significa não comer açúcar, bolos ou frutas. É estupido. A macrobiótica é o processo de mudança de nós mesmos para que possamos comer o que quisermos sem medo de adoecer, e é o que nos faz   alcançar nosso maior sonho de vida, levando ao mesmo tempo uma vida feliz e muito divertida. A Macrobiótica é conhecer o Infinito, viver o Infinito, viver com o Infinito, retornar ao Infinito, admirar a Grande Natureza, o Infinito-Absoluto, como as crianças que suspiram pela sua terna Mãe.

Quem não consegue ter tal alma, não pode recuperar a saúde.  Ele nunca se divorcia da sua doença. A sua vida nada mais é do   que uma série contínua de sofrimentos e preocupações.  Supondo que ele esteja bem de saúde, ele nunca conhece a vida ardente, ele nunca estará seguro o suficiente de si mesmo para viver sem medo.

No entanto, quando praticamos a Macrobiótica, esse estado de espírito nasce sozinho e silenciosamente.

É o despertar do discernimento.

Este é o objetivo da Macrobiótica. A macrobiótica é limpar a Grande Natureza, o país de Deus, o mundo da "alma". Com uma profunda gratidão, nós a provamos, meditamos ali nas graças do Grande Natureza que dá vida a este corpo humano.

Qualquer um que esteja contente, que se gabe de que nunca esteve doente nos últimos 20 anos desde que nasceu, é um pouco estúpido. Nunca podemos ter a certeza da nossa saúde mesmo quando nunca tenhamos ficado doentes há 30 ou 40 anos. É perigoso ficar satisfeito com isso. É um grande crime se vangloriar da sua saúde, mesmo quando já dura há 50 ou 70 anos. É comparável a quem se orgulha da fortuna  herdada  de seus pais, o que é desagradável de se ver. Essa pessoa não é feliz.

A certeza, a felicidade, a gratidão de ser   rico, esse estado de espírito de pensar como usar essa fortuna da maneira mais útil, pertence apenas a quem construiu essa fortuna fazendo bolhas nas mãos, suor na testa. Se tivéssemos tal estado de espírito, ficaríamos muito ricos mesmo com apenas 100 francos. Por outro lado, se alguém não tem consciência de tal estado de espírito, é um humano estúpido que vive nas profundezas do inferno mesmo com 100.000 Francos. Ainda mais se esse dinheiro foi dado por outras pessoas ou foi roubado de outros, isso é pior do que qualquer coisa. A posse   em si já é um sofrimento, uma preocupação.  É um castigo. É o mesmo com a saúde. Muito raramente há alguém que possa ser grato do fundo de seus corações pela saúde e fortuna que lhes foi dada por seus pais.

Embora seja saudável, ele é um infeliz e um inútil se ele não tem um estado de espírito feliz, tão satisfeito que ele procura fazer bom uso dele por todos meios.

Embora os cães ou gatos possam ficar num estado tão patético, não é permitido aos seres humanos. Sem ter esta alegria, esta gratidão, o homem não tem valor nem qualidade para viver. Teria sido melhor se não tivesse nascido para levar uma tal vida. Mesmo a saúde que se constrói por si próprio, se for só usada para si próprio, então

não será esta uma vida inútil e miserável?

Sem valor?

Apenas aqueles que podem dar dinheiro a outros alegremente, tem o estado de alma verdadeiramente ricos. Aquele que não tem a alegria para distribuir o seu dinheiro, mesmo com 100.000 francos é uma pessoa muito pobre. Ele é um escravo do dinheiro. Apenas aqueles que desfrutam de usar a sua saúde sem arrependimento para o mundo, para os outros, são verdadeiramente pessoas saudáveis, como homens.

Aquele que pode dar a sua vida a outros até ao fim com alegria é um homem que homem que possui a verdadeira saúde.

Ter um tal estado de espírito é o objectivo da Macrobiótica e tal estado de espírito é precisamente o ideal de vida. Em tal mundo, não há queixas, não há incerteza, não há tristeza, medo, sofrimento e preocupação. E só há Felicidade, Amor eterno, infinito Liberdade infinita, confiança inabalável, e satisfação total.

Quando se tem este estado de alegria, desta gratidão, ele pergunta-se a si mesmo como distribuí-lo aos outros, e em tal mundo tudo brilhará com a alegria. Aquele que vive num mundo assim transmutará espontaneamente

a doença, o sofrimento em felicidade, mesmo quando ele mesmo é acidentalmente perturbado por estes infortúnios.

Se alguém lhe atirar uma pedra, ela cairá como flores de lótus de ouro ou prata sobre ele. Se alguém brandir uma espada contra ele, ela brilhará como a honra que ilumina todo o universo. Se alguém lhe der veneno, ele se irá transformar num remédio que dá a vida eterna.

A Macrobiótica é um método que liberta o homem do mundo miserável, efémero, escravizado, pequeno, mundo estreito, e que permite ao homem ir e renascer no mundo da “alma”, o paraíso, a terra do infinito, da alegria infinita, antes da sua morte. Se ele não quer ir para este mundo é melhor abandonar a prática, se ele não entrar neste mundo de plena alegria, o mundo da Grande Vida, da Grande Natureza, o mundo do infinito. O que perturba e impede que se entre num mundo assim é a doença infernal, a arrogância, a avareza (egoísmo). É o pequeno “EU”.

Esta arrogância é a famosa mentalidade que visa a riqueza, que persegue a glória, que se prende às situações, que procura o mundo material. É a famosa origem do sofrimento na vida. É o maior crime.

Não existe maior infortúnio do que ter ideias tais como: “Eu sou rico”, “Eu sou saudável”.

O dinheiro tem sempre a possibilidade de tornar-se pó de papel da noite para o dia, sem valor, e é capaz de produzir crime e sofrimento. A saúde é tão efémera que pode sempre desaparecer pela única razão de falta de ar e só podemos sobreviver no máximo apenas cerca de 25,000 a 30,000 dias.

Embora muitas vezes nos orgulhemos do nosso estatuto, fama e força física, é o estatuto e a fama que convidam ao sofrimento do sonho de uma bela flor que já está a desbotar à tarde e é esta força física que traz a miséria do enfraquecimento sem demora.

Para esmagar em mil pedaços o egoísmo, a ganância de um falso espírito de superioridade, arrogância, e para dar a verdadeira felicidade, piedosa e modesta, essa é a missão da Via Macrobiótica.

É por este motivo que este caminho é necessário para aqueles que são saudáveis.

Uma vez que mesmo pessoas com boa saúde, pessoas saudáveis são salvas por este meio, os doentes mais facilmente podem ser salvos.

Quem quer que tenha experimentado este caminho por causa de uma pequena doença é incomparavelmente mais feliz do que aqueles que não podem entrar neste caminho por causa da sua boa saúde. Deve-se admirar a doença. É precisamente doença que é sagrada e inviolável. Se um dia a medicina curativa ocidental puder curar qualquer doença espontaneamente, com uma única injecção, como seremos infelizes!

Não poderemos mais conhecer ou mesmo imaginar a alegria da boa saúde. Aqueles que não são pobres, são pobres em espírito! É mais difícil para eles entrar na via Macrobiótica. É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus, da Alma, no infinito.

Aqueles que são orgulhosos de espírito! (Aqueles que afirmam ser bonitos e inteligentes, bons, honestos, etc. ... ). Para eles, a Macrobiótica é muito mais difícil de compreender do que para uma pessoa que admite ver o grande universo. É uma mentira pretender ser um bom homem ou afirmar não cometer nenhum crime. Que tipo de bem você fez?

O que é o bem?

É falso se acreditar ser um bom homem porque não cometeu nenhum crime, pois esta pretensão em si é um crime.

“Eu não sei o que é o bem e o mal” disse Shinran. Viver num tal estado de espírito para além bem ou do mal, em transcendência, desligado do bem e do mal, não é isto o verdadeiro bem?

O ato de descobrir um tal estado de espírito é a Macrobiótica, e este ato é "O poder de cura”. Embora sejam os alimentos que curam as doenças, é a “alma” que escolhe os alimentos. Portanto, não há necessidade de curar doenças com alimentos se não se pode ao mesmo tempo dar esta força da alma.

Uma vez que a doença é uma bênção de Deus para dar a conhecer este estado de alma, a origem da Felicidade, não é de todo necessário curar doenças se não formos uma tal pessoa. Seria melhor dar mais doenças. Seria mesmo melhor rezar para que a sua doença fique cada vez mais grave. Não importa, mesmo que ela morra, porque é a vontade de Deus.

Neste sentido, devemos ser gratos à medicina moderna, que complica as doenças, que as torna cada vez piores, e obriga os doentes a pagar enormes somas de dinheiro.

Como Deus é admirável! Este mundo é no seu verdadeiro sentido, o país de Deus. Enquanto o homem insensatamente suja e destrói os solos e destrói este paraíso, Deus repara-o, purifica-o, solidifica-o e torna-o limpo em cada momento e a cada segundo. Para curar esta ARROGÂNCIA, só é preciso se apressar, e recuperar a saúde através de Macrobiótica, para recuperar tanto a liberdade física como a liberdade psicológica, e para meditar sobre o infinito, para viajar para a terra da "ALMA".

 

 

PESSOAS SEM NADA...

(PARA UM NOVO MUNDO, MAIO DE 1969)

REVISTA "INYAN", NOVEMBRO DE 1968

Autor: G. Osawa

Tradução: Mitsuo Goto

https://macrobiotica-george-ohsawa.blogspot.com/2023/10/pessoas-sem-nada.html 

resumo

O texto “Pessoas sem nada”, de George Ohsawa, defende que tudo aquilo que os seres humanos costumam valorizar — riqueza, fama, poder, conhecimento, posição social e propriedades — é passageiro e ilusório. Quem se apega a essas coisas acaba inevitavelmente sofrendo, porque tudo desaparece com o tempo.

Segundo o autor, a verdadeira liberdade surge quando a pessoa perde ou abandona essas ilusões. Nesse momento, ela percebe que existem coisas eternas e universais que nunca pertencem a ninguém: a natureza, o universo, o ar, a água, a luz, as estrelas, a vida e a própria existência. Essas realidades são vistas como a origem e o “criador” dos seres humanos.

Ohsawa critica a ideia de propriedade absoluta e também a visão moderna baseada no individualismo, dizendo que o ser humano age como se fosse dono daquilo que, na verdade, apenas o sustenta. Ele compara isso a um peixe que acredita possuir o oceano ou a personagens de um romance que tentassem controlar o escritor que os criou.

O texto também critica conceitos como democracia e direitos humanos quando entendidos de forma excessivamente egoísta, argumentando que a civilização moderna foi construída sobre a ilusão de que o indivíduo é o centro de tudo.

A conclusão é espiritual e filosófica: quem reconhece que o seu pequeno “eu” faz parte de uma existência maior, eterna e universal, alcança união com essa realidade e deixa de viver preso ao apego material e ao ego.

-------------------------

texto

Aqueles que não têm nada não dependem de nada. Eles são pessoas sem propriedades, sem conhecimento, sem posição, sem fama, sem poder, sem servos, sem escravos. Essas coisas desaparecem corajosamente como nuvens, neblina, geada e orvalho. São como pedaços de madeira podre flutuando na água, e aqueles que se apegam a elas são decepcionados, arruinados e levados à morte. É uma tarefa difícil afastar-se delas e adquirir saúde e beleza. Força física, poder, honra e tudo o mais desaparecerão como fumaça um dia. Mais cedo ou mais tarde, sem exceção, eles desaparecerão completamente. Depender dessas coisas é como viver num palácio cheio de rachaduras. É o verdadeiro castelo ilusório!

Devemos nos tornar pessoas que não possuem nada. É lamentável buscar essas ilusões de propriedade com todo o nosso esforço ao longo de muitos anos. Aqueles que perdem tudo, seja na velhice ou na juventude, são felizes. É somente quando alguém perde todas essas coisas que percebe que elas eram apenas ilusões. Nesse momento, eles começam a buscar o que é verdadeiro, eterno, absoluto e justo. Até então, eles estavam encobrindo o seu verdadeiro eu. É somente nesse momento que eles compreendem que coisas que nunca desaparecerão, como liberdade infinita, justiça absoluta, vida, mente, discernimento, memória, liberdade, luz e trevas, céu e terra, estrelas, espaço, plantas, montanhas, rios, frio, calor, carbono e oxigênio, ar e água... sempre foram dados a eles. O espaço infinito, o universo, existe desde o eterno passado, desde o começo do começo. Eles existirão até o final, ou seja, para sempre. Ninguém os possuía. Ninguém é o dono deles. Além disso, todas as pessoas que existem são feitas por eles. O universo e os seres humanos têm uma relação entre o criador e a sua obra. No entanto, os seres humanos interpretam isso erroneamente; eles sabem que são a obra, mas acreditam que o criador é deles. Que grande engano! Não há um erro tão grande em lugar nenhum. É como um bebê pensar que os seus pais, a sua casa e as suas propriedades, e os seus irmãos e irmãs são feitos apenas para ele.

Um romancista cria muitos personagens. Seria possível que todos esses personagens de um romance, sejam apenas um ou todos, possam capturar o escritor que os criou e usá-lo como um servo para seus próprios propósitos?

Imagine se um peixe nascesse no oceano e depois nadasse por todos os lugares, e então considerasse o oceano a sua propriedade! Se este peixe reivindicar o mar como a sua propriedade, se ele tentar proteger o seu direito de propriedade com a lógica de armas e explosivos contra os saqueadores que reivindicam direitos semelhantes através da violência, não haverá maior absurdidade! E se ele se preparar com várias bombas nucleares poderosas, o que acontecerá? Ele pode perder a sua própria vida, saúde, energia, pensamentos e memórias. Como podemos evitar essas perdas? Seu próprio corpo será perdido em breve, e há muito tempo sabemos que não há nada que possamos fazer sobre isso. Por que ele não pensa nisso?

Esse grande erro trágico também se aplica aos seres humanos. Um exemplo disso é a "democracia" ou a grande propaganda chamada "Declaração dos Direitos Humanos"!

Os seres humanos são apenas uma obra de arte entre todas as obras da natureza. Eles reivindicam livremente a sua vida e direitos de propriedade. Os seres humanos declaram que "devem ter a liberdade de buscar a sua própria felicidade e desfrutá-la". Se um bebê disser que seus pais, empregados, propriedades e irmãos e irmãs existem graças a ele, provavelmente encolheremos os ombros. Esse erro é o mesmo da democracia proclamada na Declaração dos Direitos Humanos. Tudo isso foi construído sobre esses erros e foi fabricado para formar a ciência ocidental e a civilização moderna.

A coisa mais importante para os seres humanos, algo que não pode ser negligenciado, é a luz, a água, o ar, as montanhas e o mar, o sol e o universo com bilhões de nebulosas, constelações, plantas, etc. Todas essas coisas existem desde tempos imemoriais, nunca foram esquecidas. Elas são tudo o que existe e sempre existirá desde o infinito passado até a eternidade. Em resumo, elas são o nosso criador, o nosso drama, as cenas de nosso palco, os nossos atores, diretores de palco, cenógrafos, assistentes e orquestra. Nosso corpo é apenas uma das pequenas marionetes que interpretam um papel e aparecem no palco por um breve momento graças a elas. Se essa marionete considerar o seu criador, os seus funcionários, o dono do teatro como a sua propriedade, não haverá insulto mais ridículo! O ar e a luz, junto com o universo, dezenas de bilhões de nebulosas, montanhas e mares, o C e o 0, ouro e prata, diamantes, existem desde o início até o infinito fim, existirão infinitamente.

Aqueles que descobrem essa existência, aqueles que reconhecem que essa existência é o começo, a fonte, a alma e a razão do seu pequeno "eu", já estão unidos a essa existência. Ele já é uma pessoa que considera essa existência como a sua própria alma. Essa existência é eterna.



O DAIKON SÍNTESE GLOBAL ORGANIZADA POR TEMAS (IA) Existe um elevado grau de concordância entre as fontes. Abaixo segue uma síntese or...