Sunday, September 29, 2024

 

“É preciso muita disciplina para praticar uma alimentação saudável”.

Esta é a opinião de uma excelente profissional que é cabeleireira de sucesso há muitos anos.

Á hora das refeições, compra um alfajor no quiosque ou qualquer coisa barata e saborosa, fácil de comer em 15 minutos.

Expliquei-lhe que, a longo prazo, estes hábitos vão trazer-lhe danos profundos no seu corpo.

E a resposta foi ..... “É preciso muita disciplina para ter uma alimentação saudável.” .....

E eu retorqui ... não é preciso disciplina nenhuma.

Só precisas de tomar a decisão.

Tão pouco precisas de força de vontade.

Só precisas de tomar a decisão.

Portanto, é possível... mas sem uma decisão nada acontece.

Podes ter toda a força de vontade do mundo.

Toda a disciplina do mundo.

Podes ser um sargento do exército.

Mas se o sargento não tomar a decisão, vai continuar a comer lixo até tomar a decisão.

A mente é muito astuta .... Como não quer abdicar das suas gratificações sensoriais (2º nível de julgamento) inventa argumentos inteligentes como a questão da falta de disciplina ou falta de tempo ou falta de dinheiro.

E assim, irão continuar a consumir a sua sandes de queijo, os seus bolos, os seus gelados, os seus iogurtes.

Por enquanto continuo assim.... porque não tenho nem paciência, não gosto de cozinhar, não tenho disciplina, não tenho tempo porque estou separada e sou mãe solteira.

E assim continua a vida .... os anos voam e os hábitos tóxicos perpetuam-se..... dia após dia até que finalmente a capacidade de resistência orgânica atinge o seu limite e chega uma doença grave.

Então temos de mudar de alimentação, frequentar aulas de ioga e fazer tudo aquilo que deveríamos ter feito 20 anos antes.

E é assim, como dizia Ohsawa... que a doença é a forma mais eficaz que a inteligência infinita tem para nós mudarmos..... porque enquanto ela não estiver presente... continuaremos a adiar... até que os sistemas orgânicos entrem em colapso.

Esse é o grande problema dos juízos de nível baixo .... porque resistem ao despertar da sabedoria.

Dr. Martín Macedo (Uruguay) - Fb, 29/9/2020

Wednesday, September 25, 2024

 


Chá Kukicha:

Benefícios, Propriedades e como consumir o Chá de 3 Anos

04 Set Publicado às 16:01h em Chás Puros 0 Comentários

https://chasdomundo.pt/blog/cha-kukicha-beneficios-propriedades-e-como-consumir-o-cha-de-3-anos/#respond 

O chá Kukicha, também conhecido como chá de 3 anos, é uma infusão tradicional japonesa que tem vindo a ganhar popularidade devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde. Com um sabor suave e ligeiramente adocicado, este chá é apreciado tanto pelos seus efeitos terapêuticos quanto pela sua história rica e única. Neste artigo, vamos explorar o chá Kukicha, os seus benefícios, as suas propriedades, como consumi-lo corretamente e ou contra-indicações a ter em conta. Além disso, incluiremos informações adicionais sobre onde adquirir este chá tão especial.

HISTÓRIA DO CHÁ KUKICHA

O chá Kukicha é uma joia pouco conhecida no mundo dos chás, com uma rica história que merece ser explorada para compreender plenamente o seu valor. Este chá, também conhecido como “chá de ramos” ou “bōcha“, tem a sua origem no Japão, especificamente na região de Uji, onde os agricultores de chá, há séculos, desenvolveram uma técnica para aproveitar ao máximo os recursos da sua planta, a “Camellia sinensis”.

No passado, o chá era um bem de luxo reservado às classes mais altas, sendo suas as folhas mais tenras e de qualidade superior, utilizadas para produzir chás premium como o Sencha e o Gyokuro, enquanto os caules e ramos eram absolutamente descartados e queimados. No entanto, os agricultores, muitas vezes incapazes de consumir os chás de alta qualidade que produziam devido ao seu custo elevado, começaram a preparar infusões com estas partes restantes da planta, nomeadamente os seus caules, ramos e pequenos talos, surgindo assim o tão famoso Kukicha, um chá que inicialmente era visto como uma bebida dos camponeses, mas que gradualmente ganhou reconhecimento e apreciação ao longo de muitas gerações, devido ao seu sabor único e benefícios para a saúde.

A produção do Kukicha evoluiu muito ao longo dos anos, pois antigamente, separar manualmente os caules das folhas era um processo trabalhoso. Actualmente, este processo já é mecanizado, facilitando assim a produção em grande escala. As máquinas utilizam o peso e o tamanho para separar os diferentes componentes, garantindo uma mistura uniforme de caules e ramos que caracteriza o Kukicha.

Apesar de ser tradicionalmente visto como um chá de segunda categoria devido ao uso das partes restantes da planta, o Kukicha ganhou popularidade não só no Japão, mas também entre os entusiastas do chá em todo o mundo. A sua baixa quantidade de cafeína, combinada com um perfil de sabor que varia entre o vegetal suave e notas de nozes ou erva fresca, fazem dele uma escolha ideal para aqueles que procuram uma bebida reconfortante e saudável a qualquer hora do dia.


KUKICHA NA MACROBIÓTICA E CULTURA JAPONESA 

O chá Kukicha não é apenas uma bebida, mas também um componente integral da filosofia macrobiótica, que promove a harmonia entre corpo, mente e ambiente. Na cultura japonesa, o chá é uma forma de meditação e um meio de fortalecer conexões sociais. Esta tradição cultural destaca os benefícios do chá Kukicha como parte de um estilo de vida equilibrado.

Na macrobiótica, o chá Kukicha é valorizado pelas suas propriedades alcalinizantes e desintoxicantes, ajudando a manter o equilíbrio do pH no corpo e a promover uma digestão saudável. Este chá, feito a partir dos caules e ramos da planta do chá, contém níveis mais baixos de cafeína em comparação com outros chás verdes, tornando-o uma escolha ideal para consumo diário, mesmo durante a noite. Além disso, o Kukicha é rico em antioxidantes e minerais essenciais como cálcio, potássio e zinco, contribuindo para a saúde geral e bem-estar.

O consumo de chá Kukicha na macrobiótica também está associado à prática de mindfulness e à conexão com o momento presente. Beber chá Kukicha de forma consciente pode ser uma prática meditativa que acalma a mente e reduz o stress, promovendo uma sensação de paz interior. Esta abordagem está alinhada com os princípios macrobióticos de vida simples e equilibrada, onde cada ação é realizada com atenção e intenção.


DIFERENÇAS ENTRE O CHÁ KUKICHA VERDE E O CHÁ KUKICHA TORRADO

Kukicha Verde (https://chasdomundo.pt/pt/cha-verde-japones-kukicha-superior)

Kukicha Verde é um chá de especialidade que tem as suas raízes na tradição japonesa de aproveitar integralmente a planta do chá, Camellia sinensis. Este chá é preparado utilizando os caules, galhos e folhas mais grossas da planta, em vez das folhas jovens e brotos normalmente utilizados em chás como o sencha e o gyokuro. Esta prática de utilização integral da planta reflete uma abordagem tradicional de sustentabilidade e aproveitamento total dos recursos disponíveis.

Historicamente, o Kukicha Verde era consumido pelas classes trabalhadoras no Japão, uma vez que era considerado um chá de menor qualidade comparado aos chás feitos exclusivamente de folhas. No entanto, ao longo dos anos, o sabor suave, ligeiramente doce e as propriedades únicas do Kukicha Verde começaram a ganhar popularidade entre um público mais vasto. Hoje, é apreciado tanto no Japão como internacionalmente pela sua leveza, baixo teor de cafeína e perfil de sabor refrescante.

Kukicha Torrado (Chá de 3 Anos)

O Kukicha Torrado, também conhecido como “chá de 3 anos” ou San-nen Bancha, oferece uma variação distinta do Kukicha tradicional. Esta versão é feita a partir de caules e galhos de plantas de chá que têm pelo menos três anos de idade. Após a colheita, estes componentes são secos e depois torrados, um processo que resulta num sabor mais robusto e terroso.

A prática de envelhecer os galhos por três anos antes da colheita está ligada à filosofia macrobiótica, que valoriza alimentos que proporcionam equilíbrio e harmonia ao corpo. O Kukicha Torrado, com o seu sabor profundo e propriedades calmantes, tornou-se um elemento fundamental na dieta macrobiótica, sendo recomendado pelas suas qualidades digestivas e pelo efeito relaxante. A torrefação também reduz ainda mais o teor de cafeína, tornando este chá uma opção ideal para consumo à noite ou para aqueles que procuram uma alternativa ao chá verde tradicional.

Conclusão

Ambas as variedades de Kukicha – Verde e Torrado – representam o compromisso da cultura japonesa com a simplicidade, a sustentabilidade e a saúde. O Kukicha Verde é apreciado pelo seu sabor leve e refrescante, enquanto o Kukicha Torrado oferece uma experiência de chá mais rica e encorpada. Cada uma destas versões traz consigo uma história de tradição e adaptação, refletindo a evolução contínua da arte do chá no Japão. Hoje, ambos são celebrados não apenas pelo seu sabor único, mas também pelos benefícios que trazem ao bem-estar.


CHÁ KUKICHA BENEFÍCIOS: PARA QUE SERVE O CHÁ KUKICHA? 

 O chá Kukicha é valorizado pelas suas múltiplas aplicações na promoção da saúde e do bem-estar. Mas, afinal, para que serve o chá Kukicha? Vamos explorar os seus principais usos e benefícios:

1.     Rico em Antioxidantes 

Como muitos chás verdes, o Kukicha é rico em antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres no corpo, reduzindo o risco de doenças crónicas e promovendo a saúde celular. Esta propriedade é um dos muitos benefícios do chá Kukicha que tornam esta bebida uma escolha saudável.

2.   Baixo em Cafeína 

Uma das características mais notáveis do chá Kukicha é o seu baixo teor de cafeína, o que o torna uma opção ideal para consumo ao longo de todo o dia, sem o risco de causar insónia ou nervosismo. Este chá, também conhecido como “chá de ramos”, distingue-se dos outros chás verdes precisamente por esta particularidade.

A razão por trás do seu baixo teor de cafeína está na composição do Kukicha: enquanto os chás tradicionais utilizam as folhas da planta Camellia sinensis, o Kukicha é elaborado principalmente com os caules, ramos e pequenos talos. Estes caules contêm apenas cerca de um terço da cafeína presente nas folhas, o que resulta num chá com um teor de cafeína significativamente inferior.

Para aqueles que se questionam se o chá Kukicha contém teína, a resposta é sim, mas em quantidades mínimas. De facto, o Kukicha possui entre 0,5% e 1% da cafeína encontrada no chá verde comum, a quantidade é tão baixa que pode ser apreciado a qualquer hora do dia sem interferir no sono ou provocar ansiedade.

Adicionalmente, o processo de produção do Kukicha também contribui para o seu baixo teor de cafeína. Os ramos utilizados no chá são amadurecidos na planta durante três anos e depois torrados quatro vezes separadamente. Este processo não só enriquece o sabor do chá, como também reduz ainda mais o seu teor de cafeína, tornando o Kukicha uma das opções mais exclusivas e suaves entre os chás japoneses.

3.      Auxilia na Digestão 

Um estudo publicado no PubMed afirma que o elagitanino, presente em grande quantidade no Kukicha, pode promover a saúde intestinal e facilitar a digestão. Beber uma chávena deste chá após as refeições pode ajudar a melhorar a digestão e a aliviar desconfortos estomacais, sendo este mais um dos benefícios do chá Kukicha.

4.      Promove a Saúde Óssea

Considerado uma boa fonte de cálcio, uma chávena de chá de Kukicha pode conter até 13 vezes mais cálcio do que um copo de leite, contribuindo para a saúde óssea. Incorporar o chá Kukicha na dieta pode ser benéfico para a prevenção de condições como a osteoporose.

Além disso, o chá Kukicha é rico em minerais essenciais como cobre, selénio, manganês, cálcio, zinco, entre outros, assim como em vitaminas A, C e do complexo B, devido ao seu cultivo prolongado por três anos, durante o qual absorve continuamente minerais do solo.

5.      Contribui para a Perda de Peso 

Outro aspeto interessante é a capacidade do “chá 3 anos” ajudar nos processos de emagrecimento, pois o seu efeito diurético e de aceleração do metabolismo pode ajudar na perda de peso quando associado a uma dieta equilibrada e exercícios físicos.

 

COMO CONSUMIR O CHÁ DE 3 ANOS? 

Como tomar o chá de 3 anos de maneira correta para aproveitar todos os seus benefícios?

Preparar o chá Kukicha é simples e pode ser feito seguindo alguns passos básicos:

a) Ferva a Água: Aqueça a água até cerca de 80°C para evitar que o chá fique amargo.

b) Adicione o Chá: Use cerca de uma colher de chá de Kukicha para cada 200 ml de água.

c) Infusão: Deixe o chá em infusão por 3 a 5 minutos. Evite deixar mais tempo para não comprometer o sabor delicado.

d) Sirva e Aproveite: Coe o chá e sirva. Pode ser consumido quente ou frio, conforme a preferência.

Ao incorporar o chá de 3 anos na sua rotina, é importante ter em atenção as quantidades e horários de consumo para maximizar os seus efeitos positivos.


CHÁ DE 3 ANOS: CONTRAINDICAÇÕES 

Apesar dos inúmeros benefícios do chá Kukicha, o chá de 3 anos pode não ser adequado para todos. É importante considerar algumas contraindicações do chá de 3 anos:

Gravidez e Amamentação: Recomenda-se que mulheres grávidas ou a amamentar consultem o seu médico antes de consumir qualquer tipo de chá. Embora geralmente não sejam conhecidos efeitos secundários, esta é uma decisão que deve ser tomada com orientação profissional.

Anemia: Pessoas com anemia devem moderar o consumo, pois este chá pode interferir na absorção de ferro.

 

Chá Sumicha: Onde Comprar 

Se está à procura de uma fonte confiável para adquirir o autêntico chá verde japonês Kukicha, a nossa loja “Chás do Mundo”, é a escolha ideal. Oferecemos uma seleção exclusiva de Kukicha e outras variedades de chás verdes japoneses, todos de alta qualidade e cuidadosamente selecionados para garantir a melhor experiência possível.

Além disso, nos Chás do Mundo, temos o compromisso de proporcionar a melhor experiência de compra online. Oferecemos entregas rápidas para mais de 80 países, assegurando assim, que o seu chá chegue sempre fresco e nos prazos esperados. A confiança dos nossos clientes é refletida nas nossas avaliações no Google, onde temos uma alta taxa de feedbacks positivos, evidenciando a satisfação e confiança na qualidade dos nossos produtos e serviços.

Visite o nosso site para explorar a nossa gama de chás Kukicha e descubra outras opções de chás verdes japoneses que podem complementar a sua coleção. Estamos aqui para garantir que a sua jornada pelo mundo dos chás seja tão rica e agradável quanto as infusões que oferecemos.

 

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O CHÁ KUKICHA

P- O chá Kukicha tem cafeína?

Sim, mas em quantidades muito menores comparado a outros chás verdes, tornando-o adequado para consumo ao longo do dia.

P- Quais são os benefícios do chá Kukicha para emagrecer?

Ele ajuda a acelerar o metabolismo e tem um efeito diurético, que pode auxiliar na perda de peso quando combinado com uma dieta saudável.

Como o chá Kukicha se diferencia de outros chás?

O Kukicha é feito de ramos e caules da planta do chá, enquanto a maioria dos chás verdes é feita de folhas. Isso dá ao Kukicha o seu sabor único e baixo teor de cafeína.

P- Onde posso comprar chá Kukicha de qualidade?

Lojas de produtos naturais e plataformas online como o Chás do Mundo são boas opções para adquirir chá Kukicha de alta qualidade.

 

O chá Kukicha, com a sua rica história e benefícios comprovados, é uma excelente adição à dieta de quem procura melhorar a saúde e o bem-estar.

Com o seu sabor único e propriedades nutricionais, este chá é mais do que apenas uma bebida – é uma experiência cultural e de saúde. Ao considerar o chá Kukicha benefícios, é importante lembrar-se das contraindicações e consumir de forma equilibrada.

Experimente incorporar este chá na sua rotina e desfrute dos seus efeitos positivos.

Sunday, September 22, 2024

 


A DIETA DE ARROZ DO DR. KEMPNER

DIETA DESTOXICANTE DE ARROZ INTEGRAL

TENHA CUIDADO ... HÁ ARROZ E ARROZ

O ARROZ, UM REMÉDIO ESQUECIDO ...

A China continua a ser o maior produtor de arroz do mundo. O Império do Meio colhe mais de 200 milhões de toneladas de arroz por ano e uma boa parte da qual é exportada para todo o mundo. Portanto, cozinheiros e consumidores devem ser prudentes: não só este alimento contém pesticidas utilizados na agricultura chinesa, mas segundo o jornal The Korea Times, o arroz também pode ser fabricado artificialmente.

A fécula de batata é misturada com plástico (por exemplo, resina sintética) e depois moldada em forma de grão de arroz. Os grãos são de seguida cozidos no vapor com um aroma típico de arroz. Os médicos alertam contra o consumo deste produto artificial: três porções contêm aparentemente tanto plástico quanto um pequeno saco plástico! 

O pior é que não podemos saber se o arroz que compramos regularmente contém, no todo ou em parte, arroz sintético.

Aqui estão quatro testes simples pelos quais podemos saber se o arroz é natural ou de plástico:

·      O teste da água - despejar uma colher de sopa de arroz cru num copo cheio de água fria e misturar vigorosamente. Se o arroz cair no fundo do copo está tudo bem; se, pelo contrário, flutuar, cuidado, pois seguramente contém plástico. 

·      O teste de fogo – utlizando um isqueiro, queimar um punhado de arroz. Se pegar fogo e exalar cheiro de plástico queimado, já sabemos o que fazer! Não o comer ... definitivamente!

·      O teste do almofariz e do pilão - ao moer alguns grãos de arroz no almofariz, o pó deve ficar bem branco. Em caso de o arroz ser artificial, aperceber-nos-emos de uma descoloração amarela.

·      O teste do bolor - se quisermos ter certeza de que estamos seguros, coloquemos uma pequena quantidade de arroz cozido num Tupperware e deixemo-lo num local quente. Em alguns dias deve aparecer bolor, caso contrário o nosso arroz será artificial.

Ah, esses chineses!... Seria interessante saber se esse arroz é destinado aos chineses ou se é reservado para exportação.

Mas este episódio do arroz chinês não deve desviar-nos do verdadeiro arroz, cujas propriedades nutricionais são excepcionais.

O arroz é um alimento universal (se for integral ou pelo menos semi-integral)

O arroz é o alimento de base de biliões de pessoas em todo o mundo. Contém a maioria dos elementos vitais indispensáveis à nossa saúde. Não contém glúten, o que é uma vantagem para quem é mais ou menos alérgico a ele. Diz-se que existem mais de 40.000 variedades de arroz segundo algumas fontes e 70.000 segundo outras. É sob a forma de grãos integrais que o podemos qualificar como alimento por excelência, pois a base proteica e sobretudo o gérmen contêm todos os preciosos elementos vitais, na forma de fibras, de glúcidos complexos (sacarídeos ou hidratos de carbono), de vitaminas essenciais (sobretudo do grupo B) e de minerais. 

O farelo de arroz, que vem da casca do grão, concentra, portanto, a maior parte dos valiosos nutrientes vitais – pena que prejudica a conservação dos grãos. Infelizmente, o interior dos grãos é essencialmente de amido; é por isso que o arroz branco (descascado) apresenta um valor nutricional medíocre, podendo causar danos consideráveis ​​por deficiências entre as populações submetidas maioritariamente a esta dieta.

Que variedades de arroz escolher?

* O arroz branco: é totalmente limpo do gérmen e do farelo. Este arroz totalmente descascado é mesmo polido, o que o priva da maior parte dos seus elementos nutritivos. De um modo geral, o arroz branco é mais consumido do que o arroz integral, porque os consumidores preferem o seu sabor e a sua cor, o que não é muito importante desde que seja utilizado apenas como acompanhamento em vez do pão.

* O arroz parboilizado (ligeiramente pré-cozido): é cozido no vácuo com a casca, depois descascado e seco após o cozimento. Este tratamento facilita muito o cozimento e permite preservar em parte os nutrientes, pois parece que eles migram para o interior (coração) dos grãos de arroz durante o processo de parboilização ... 

O arroz integral e semi-integral, biológico de preferência, é a única forma nobre que merece o rótulo de alimento de base.

É um alimento (quase) completo para o fornecimento proteico. 

Sim, digo “quase”, porque o arroz integral fornece os 12 aminoácidos essenciais (arginina, histidina, lisina, triptofano, fenilalanina, tirosina, leucina, isoleucina, treonina, metionina, cistina, valina) necessários para a síntese das proteínas, sobretudo para o crescimento dos organismos jovens, mas também para a manutenção no estado adulto - falta-lhe, no entanto, um elemento para se poder montar o lego desta síntese proteica. É por isso que deve ser sempre associado a uma leguminosa que lhe fornecerá este complemento indispensável. 

* O melhor: o arroz selvagem. O arroz selvagem tem uma origem botânica diferente dos outros tipos de arroz. Na verdade, não é exatamente uma variedade de arroz, mas sim o grão de uma gramínea aquática. Encontrado nos Estados Unidos e no Canadá, o arroz selvagem fez parte da alimentação dos nativos americanos durante vários séculos. A sua cor muito escura e o seu sabor que lembram ligeiramente a avelã fazem dele um alimento interessante para trazer variedade e originalidade ao nosso prato.

O arroz selvagem é rico em: fósforo, magnésio, ferro, zinco, manganésio, cobre, vitamina B2, vitamina B3, vitamina B6, vitamina B9.

Proteínas. Segundo o Arquivo canadiano sobre os elementos nutritivos, uma porção de 125 ml de arroz selvagem cozido contém 3,5 g de proteínas, contra os cerca de 2,5 g em média para os outros tipos de arroz. Além disso, o arroz selvagem contém quase o dobro de lisina que os outros tipos de arroz, sejam brancos ou integrais.

Fibras alimentares. O arroz selvagem canadiano tem um teor mais elevado de fibras alimentares que o arroz branco: uma porção de 125 ml de arroz selvagem cozido contém 1,6 g de fibras alimentares, até quatro vezes mais que certos tipos de arroz branco (0,4 g). O arroz selvagem tem, portanto, um teor de fibras equivalente ao do arroz integral. Sabe-se que uma dieta rica em fibras variadas pode contribuir para a manutenção de uma função intestinal adequada, reduzir o risco de cancro do cólon, bem como normalizar as taxas sanguíneas de colesterol, de glicose e de insulina.

Para garantirmos que estamos lidando com arroz verdadeiramente selvagem, verificar se a embalagem inclui uma ou outra das seguintes declarações: lake wild rice, hand-picked wild rice ou hand-harvested wild rice - arroz selvagem do lago, arroz selvagem colhido ou escolhido à mão.

Cozinhar arroz selvagem

Lavar o arroz em água corrente antes de cozinhar. Calcular aproximadamente uma xícara de arroz para três xícaras de água. Pode ser cozinhado no fogão ou no forno regulado a 175°C. A cozedura demora 30 a 60 minutos dependendo da variedade, mas normalmente calculamos 45 a 50 minutos no fogão e uma hora no forno. Os grãos devem ficar fendidos e mostrar um interior branco, mas não devem ficar recurvados (sinal de que estão cozidos demais). Se necessário, escorrer o arroz no final do cozimento.

O “bom arroz”,

Um amigo dos rins - Muitos alimentos produzem resíduos durante o metabolismo (alguns dos quais, como as purinas, são tóxicos). O organismo deve eliminá-los à custa de grandes solicitações por parte dos órgãos como o fígado e os rins. No entanto, ocorrência rara em alimentação, o arroz não contém nenhuma purina.

Um amigo das artérias - A camada externa do arroz integral é um dos raros alimentos que contém uma substância complexa, o gama-orizanol, que comprovadamente retarda a produção de colesterol pelo fígado. O arroz integral é, portanto, um alimento de eleição para baixar a taxa de colesterol. 

Um amigo dos intestinos - As fibras do arroz integral pertencem à categoria das fibras insolúveis que atuam como esponja nos intestinos, absorvendo grandes quantidades de água. Isso ajuda a tornar as fezes mais volumosas e húmidas, facilitando a excreção. Isso também permite que o bolo fecal passe pelo cólon mais rapidamente, de modo que as substâncias nocivas que ele contém tenham menos tempo para causar danos às células. Devido à sua riqueza em fibras e vitaminas do grupo B, que participam na assimilação dos açúcares no sangue, o arroz integral é particularmente adequado para diabéticos.

A dieta de arroz do dr. Kempner

Em 1934, enquanto médico do Duke Hospital, o Dr. Walter Kempner criou uma dieta para pacientes com hipertensão e doenças renais. Esta dieta à base de arroz revelou-se tão eficaz, não só no tratamento destas doenças, mas também na perda de peso e na recuperação da saúde e vitalidade, que rapidamente se tornou famosa e atraiu muitos pacientes à sua clínica, incluindo muitas personalidades.

Assim, o Dr. Kempner conduziu pesquisas e publicou os resultados revolucionários obtidos por esta dieta, listados abaixo: 
 •  Distúrbios renais,
 •  Apneia do sono,
 •  Colesterolemia,
 •  Diabetes,
 •  Hipertensão,
 •  Insuficiência cardíaca congestiva,
 •  Doenças cardiovasculares,
 •  Edema,
 •  Psoríase,
 •  Rigidez articular associada à artrite.

Mas o que provavelmente mais contribuiu para a sua enorme popularidade é a sua capacidade de ajudar a perder peso! Aposentou-se em 1992 e morreu em 1997, aos 95 anos.


NOTA: Esta dieta associa-se à dieta nº 7 de Georges Oshawa (*), o fundador da macrobiótica, que levou a milhares de curas, incluindo numerosos cancros do tipo Yin. 

(*) https://macrobioticapassadopresentefuturo.blogspot.com/2023_01_02_archive.html

Por: Michel Dogna, 19 de Janeiro de 2017

Publicado por Gérard Wenker

https://alertevotrecorpsvousparle.blogspot.com/2017/01/diete-detoxiquante-au-riz-complet.html


 

 

 

 

 

 

Wednesday, September 18, 2024

 


A TERCEIRA IDADE

Extraído do artigo de Gérard Wenker: L´AGE VIEUX

https://alertevotrecorpsvousparle.blogspot.com/search/label/L%27%C3%82GE%20VIEUX

Dois terços da viagem já foram feitos. Resta a última etapa, que é suposto ser a mais curta (agora, já não é), mas a mais perigosa. Como numa corrida, não vale a pena chegar à meta, o que conta é cortá-la a todo o custo.

Depois de ter experimentado todas as liberdades e, por vezes, ter mesmo ultrapassado a linha vermelha, é preciso agora libertar-me até mesmo dessa liberdade, para alcançar uma outra, a liberdade espiritual que permite partir para a viagem de regresso, livre de toda a bagagem supérflua.

Hoje escrevo-vos de um país que nunca pensei visitar: o país dos velhos. Aconteceu há alguns anos. Mas, nessa altura, vivia na ilusão de que estava apenas de passagem por esta terra estranha. Que em breve regressaria ao país onde toda a gente trabalha; Onde sou ALGUÉM... Onde o telefone toca... Onde o telemóvel é utilizado para outras coisas que não seja chamar os serviços de emergência porque me esqueci de desligar os faróis e a bateria do carro acabou, ou mais grave, o Cardiomóvel quando um rolo compressor aparece de repente e tenta esmagar-me - Alloooo... allooo, sinto uma dor aguda no peito - Não se mexa, vou mandar uma equipa de primeiros socorros buscá-lo! Alloooo... senhor, ainda está aí ?... está bem? Acalme-se, respire fundo.

Já passaram por isto antes? ... não passaram? Não se preocupem, vão passar.

Mas há uma coisa que eu não sabia: uma vez que se entra neste país, NUNCA mais se volta.Não é bonito de se ver, não é agradável de frequentar. Por vezes, encontramos pessoas do OUTRO país, mas elas parecem não reparar em nós, como se nos tivéssemos tornado invisíveis.

As únicas pessoas para as quais ainda contamos, são os filhos, se os tivermos.

E se tivermos algum dinheiro... então, tenham cuidado...

Papá, não devias estar sozinho nesta casa tão grande, ainda cais ou tens um ataque cardíaco, pelo menos comes bem? Preocupamo-nos muito, sabes bem. Devias pensar seriamente em ......... mudar-te, se quiseres nós ajudamos-te a encontrar um lar confortável.

Não... não, vão-se lixar, ainda não estou senil. É assim que, aos 85 anos, nos desentendemos com os nossos queridos filhos.

Na maior parte das vezes, sentimos que não pertencemos ao OUTRO país.

Por isso, fica-se em casa: lá fora é uma merda, para quem vive no país de onde nunca mais se volta.

ALIMENTAÇÃO: AS NECESSIDADES ESPECÍFICAS DOS IDOSOS

Os idosos têm necessidades nutricionais específicas. Devem manter-se atentos para evitar carências.

Quais os alimentos a privilegiar e os riscos associados à idade?

O regime alimentar dos idosos deve ser simultaneamente variado e adaptado. Certos alimentos são particularmente importantes.

* As necessidades energéticas

Contrariamente à crença popular, não se deve comer menos à medida que envelhecemos. Embora a atividade física seja frequentemente reduzida nos idosos, um rendimento metabólico menos bom necessita de necessidades energéticas mais elevadas e, portanto, equivalentes às dos adultos. Estas são estimadas em 30 a 35 Kcal por quilo de peso, o que significa cerca de 1.800 Kcal para uma pessoa de 55 kg.

Devido às alterações fisiológicas associadas à idade, mas também devido a alterações do estatuto social (rendimentos insuficientes, isolamento, dependência), o risco de desnutrição proteico-calórica aumenta nas pessoas idosas, nomeadamente nas pessoas hospitalizadas ou em instituições. É importante despistar precocemente qualquer risco de desnutrição. Para o efeito, existem grelhas de avaliação nutricional rápidas utilizadas por médicos e dietistas.

* As necessidades em proteínas

São pelo menos equivalentes às dos adultos, ou mesmo superiores, uma vez que o metabolismo das proteínas nos idosos favorece a perda de massa muscular. Os especialistas recomendam 1g por kg de peso corporal por dia.

A sarcopénia é a perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular que ocorre durante o envelhecimento, devido a uma redução da massa magra. Uma pessoa perde em média 20 a 40% entre os 20 e os 80 anos. No entanto, não é inevitável e é mesmo possível recuperar a massa muscular mesmo numa idade avançada, combinando a atividade física com uma ingestão adequada de proteínas.

* As necessidades em cálcio

São superiores às dos adultos, porque o metabolismo do cálcio é alterado pelo envelhecimento. A dose diária recomendada é de 1.000 mg a 1.400 mg.

A osteoporose, definida pela associação de uma baixa massa óssea e uma deterioração da arquitetura óssea, tem como consequência uma fragilidade óssea acrescida que pode levar a fracturas. A massa óssea diminui 40 a 50% nas mulheres entre os 30 e os 80 anos, e duas vezes menos nos homens.

* As necessidades em micronutrientes

Os idosos estão expostos a um risco elevado de carência de micronutrientes devido às alterações fisiológicas e a certas patologias associadas ao envelhecimento. É frequente verificarem-se carências de vitaminas do grupo B e de antioxidantes. Não existem ainda recomendações específicas para os adultos, mas estão em curso numerosos trabalhos de investigação.

* Necessidades em lípidos

No que diz respeito aos lípidos, sabemos que os níveis de colesterol já não estão correlacionados com o ateroma após os 65 ou 70 anos de idade. Isto significa que o consumo de gorduras pode ser mais flexível e adaptado ao gosto dos idosos.

RISCOS ESPECÍFICOS

Os idosos devem estar particularmente atentos a uma série de problemas relacionados com a alimentação. Devem prestar especial atenção:

* Ao risco de desidratação;

* Aos problemas de obstipação

* Ao aparecimento de diabetes não insulino-dependente;

* Às dietas restritivas em caso de excesso de peso, uma vez que podem ser fonte de monotonia alimentar e, consequentemente, de anorexia. Na doença de Alzheimer, observa-se com muita frequência uma perda de peso progressiva, que pode conduzir a um estado caquético. A perda de peso pode ser um dos primeiros sinais da doença e preceder a demência.

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Estas são generalidades, porque existem diferentes formas de velhice e de “pessoas idosas”. Há aquelas que se deixam envelhecer e há aquelas que se mantêm activas e dinâmicas. Estas últimas poderão dar-se ao luxo de se permitirem um pouco mais de desvios, porque “consomem” mais. Mas há uma constante em todas elas: a passagem do tempo deixa a sua marca, cujas principais características são:

·      A maior parte diminui de peso, as mais velhas tornam-se secas e as mais raras, que permanecem gordas, escolheram a sua própria forma de desaparecer. Terão problemas com o metabolismo, e como a circulação e os vasos sanguíneos já não estão no seu melhor, esta será certamente uma das razões do seu desaparecimento.

·      A renovação celular abranda e todos os tecidos sofrem. Os órgãos e os vasos sanguíneos perdem a sua flexibilidade e os grandes vasos, como a aorta, por exemplo, perdem progressivamente a sua elasticidade e ficam carregados de sais de cálcio e de colesterol. Poder-se-á dizer que o estado de velhice corresponde ao estado destes vasos.  Quanto mais lenta se torna a circulação, mais difícil é, e mais “velha” é a pessoa. E quase se poderia dizer que a hipertensão é um remédio para o envelhecimento, mantendo um fluxo sanguíneo suficiente e rápido. Mas, tranquilizo-vos desde já, continua a ser uma doença que não aconselho a ninguém, mas que infelizmente se encontra em muitos idosos.

·      As glândulas endócrinas também envelhecem e as secreções são menos abundantes, mas não inexistentes. A tiroide, a hipófise, os testículos, os ovários e as supra-renais começam a diminuir por volta dos cinquenta anos. Mas também aqui há grandes diferenças, porque a sexualidade, por exemplo, desaparece muito cedo nalgumas pessoas, enquanto noutras, e penso que na maioria, a sexualidade pode continuar até uma idade avançada.

·      Os gânglios linfáticos, o baço e a medula espinal diminuem a sua actividade e produzem cada vez menos glóbulos brancos.

·      Há também uma redução das reservas de cálcio no esqueleto, pelo que os ossos se tornam naturalmente mais frágeis. Isto explica a frequência das fracturas do colo do fémur e dos colapsos da coluna vertebral. Será, portanto, necessário garantir uma ingestão de cálcio assimilável para remediar esta constatação inevitável.

·      O aparelho digestivo também abranda a sua atividade e todas as secreções diminuem, pelo que o poder digestivo dminui.

·      E depois há os sinais visíveis: a pele torna-se seca e rugosa, os cabelos caem e ficam brancos. É o resultado de uma má circulação e de um funcionamento mais lento das glândulas endócrinas.

·      Tudo isto leva a reacções mais lentas do organismo. Por exemplo, deixamos de assistir a grandes reacções de eliminação, como acontece nos jovens com uma febre de 40º. Em vez disso, surgem doenças crónicas, longas e difíceis de curar, e todo o tipo de problemas menores devido ao abrandamento do metabolismo e da circulação.

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A ALIMENTAÇÃO:

- Tem de ser ajustada em função do estado fisiológico do indivíduo. Aos 60 anos, não se come da mesma forma que aos 90. Regra geral, procurar-se-ão os alimentos que aceleram a circulação sanguínea, que não geram demasiados resíduos nos vasos sanguíneos (gorduras animais ricas em colesterol, gorduras cozinhadas) e evitar-se-ão OS alimentos que exijam muito esforço digestivo.

- Os idosos devem evitar comer em excesso. Também se poderia dizer que toda a gente deve evitar comer em excesso, mas os idosos já não conseguem assimilar ou eliminar, pelo que comer em excesso se torna ainda mais prejudicial para eles. O mesmo se aplica às mudanças bruscas de alimentação. O seu organismo já não se adapta tão rapidamente e, se houver mudanças urgentes, estas terão de ser feitas lentamente para que o organismo tenha tempo de se adaptar.

- Se uma pessoa idosa quiser limpar o seu organismo, deve optar pelas mono-dietas em vez de jejuar, porque as carências tornaram-se insuportáveis. E uma mono-dieta será mais suave, porque tudo deve ser feito com suavidade.

- As farinhas têm tendência a favorecer a hemogliase, ou seja, a espessar o sangue e, por conseguinte, a reduzir a velocidade da circulação sanguínea. Exatamente o que não se quer numa pessoa idosa que já sofre de hemogliase. Em conclusão, portanto, e sobretudo para os sedentários, reduzir ao máximo o consumo de todos os farináceos, açúcares, leguminosas e gorduras animais. Ter cuidado com a carne e os ovos (ricos em colesterol). Adaptação difícil a todos os estimulantes (álcool, café, etc.).  Aumentar pelo contrário, o consumo de legumes crus. Comer o menos possível, mas de tudo.

- Para além da alimentação, é absolutamente indispensável manter uma actividade física o mais tempo possível (desporto, jardinagem, horta, limpar a casa, passeios, caminhadas, etc.). Tal como é imperativo manter uma actividade cerebral. E simplesmente uma atividade porque pode ser útil em qualquer idade, criar e cultivar o otimismo.

ALIMENTOS:

Aconselhados:

Batatas, farinha moía a 75%, todos os cereais e castanhas, mas já vimos que não é preciso muito destes alimentos.

- A carne deve ser branca e grelhada, e não como refeição da noite. Ovos, mas não demasiados (2 por semana, cozidos ou crus). Um pouco de leguminosas, ervilhas, lentilhas,.

- Um pouco de manteiga crua, azeite, óleo de amendoim, óleo de colza, óleo de noz, óleo de milho, óleo de sementes de abóbora, óleo de gérmen de trigo. Algumas azeitonas, avelãs, nozes, amêndoas.

- Praticamente todos os legumes. Privilegiar: cenouras, alcachofras, espinafres, feijão verde, saladas verdes, salsa, alho, cebolas, tomates. Comer fruta da época e bem madura. Privilegiar as frutas não ácidas.

- A água de nascente é a melhor bebida. Também se pode beber sumos de fruta. Não é necessário privar-se de um pouco de bebidas fermentadas, como a cerveja, o vinho e a sidra, sempre em quantidades muito pequenas.

Desaconselhados:

As farinhas integrais devem ser evitadas, pois o poder digestivo é reduzido e o intestino seria afetado. Os flocos de aveia são muito quentes. Eliminar o açúcar branco.

Em caso de excesso de peso, eliminar: Pão - Massas - Pastelaria - Batatas.

- Ovos cozidos/escalfados. Eliminar o mais possível a carne de porco (demasiado gorda), a banha, o fígado, os miolos, os pães doces, a caça, a lagosta, o caviar e todas as gorduras cozinhadas, animais e outras, e os caldos gordos em geral.

- Comer feijões e ervilhas secos apenas raramente.

- Evitar a azeda e o ruibarbo, que são ácidos e descalcificantes.

- É importante saber que os legumes brancos são pobres em princípios mineralizantes, pelo que não os deve consumir muito. Por exemplo, nabos, beterrabas, salsifis, aipos, etc.

- Não exagere na ingestão de fruta ácida, especialmente fruta não madura, como limões, laranjas, groselhas, ameixas e tomates.

Bebidas a excluir:  café, as chamadas bebidas tónicas, como a Coca-Cola, e todas as bebidas alcoólics destiladas e água da torneira.

O carrino de compras ideal para o novo cidadão sénior, sem esquecer as señoritas:

Verde - orgânico - natural - regional - sem alimentos industriais - só de primeira escolha - Legumes biológicos frescos - sementes germinadas - fruta biológica sazonal e do paísl - Legumes biológicos congelados preparados de vez em quando para desenrrascar. - Água de nascente em garrafas de 8 litros (se as puder transportar) - Sumo de maçã - sumo de cenoura Biotta - chá komboutcha - chá de 3 anos (kukicha, bancha) - vinho biológico - cerveja biológica. - Leite de arroz em pacotes de 1 litro - margarina - queijo de cabra ou de ovelha - leite de soja - iogurte de ovelha ou de soja - tahini ou manteiga de sésamo - Miso. - Peixe 1 ou 2 vezes por semana - carne 1 vez por mês - tofu – tempeh - Arroz - quinoa - polenta - cuscuz - millet - trigo sarraceno – massas - Leguminosas - lentilhas - feijão - feijocas - grão-de-bico - ervilhas - feijão azuki - Óleos biológicos de primeira pressão: girassol - sésamo - colza - oliva – noz - Sal marinho integral - algas marinhas - vinagre de sidra - molho de soja (Tamari) - Pão integral biológico - castanhas embaladas em vácuo.

Proporção média de uma alimentação equilibrada:

Cereais: 30/40% - Legumes: 25% - lgas marinhas: 5% - Fruta: 5% - Leguminosas: 10% - Carnes, peixe, queijo: 10/15%.

Bom... é preciso cozinhar correctamente: nada de natas, manteiga, molhos, álcool, em suma, é melhor tirar um curso de cozinha dietética se nunca cozinhou antes.

Tomei a liberdade de escrever estes artigos como testemunho, porque pratico esta arte de viver melhor, seguramente há mais de 40 anos. Tenho 84 anos e gozo de uma saúde maravilhosa, sem nenhuma doença de velhice, com uma mente alerta e curiosa, um olhar atento, ouvidos atentos, com todo o meu cabelo e ainda sem um único cabelo branco ou grisalho.

Viver mais tempo é muito bom, mas é preciso amar a vida.

Sejam loucos ou sábios, experimentem, a vida é uma grande aventura.

Gérard Wenker

 

 

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