Monday, February 20, 2023

 

# CURIOSIDADES

A COUVE - O MÉDICO DOS "POBRES"?
Por: Gèrard Wenker


DEPOIS DE LER ESTE ARTIGO,
DE CERTEZA QUE IRÁ OLHAR AS COUVES COM OUTROS OLHOS …

“Os antigos romanos, tendo banido os médicos do seu império, mantiveram-se saudáveis consumindo couves por longos anos, que utilizavam para curar todas as doenças” (historiador anónimo do sec. XVI).

A couve é utilizada há mais de 6.000 anos e cultivada há mais de 4.000.
“Brássica Olerácea” é uma planta selvagem da família das crucíferas que está na origem de uma grande variedade de legumes, couves, couve-flor, couve de Bruxelas, … No seu estado selvagem, a couve cresceu por toda a Europa Ocidental e mediterrânica, e no próximo Oriente. É um raro exemplo de planta comestível de origem estritamente europeia.
A domesticação da couve remonta muito atrás na história da humanidade dado que certas variedades de couve eram já cultivadas por habitantes das cidades lacustres do Neolítico. Supõe-se que os Bascos a transmitiram aos Celtas que, assim como os Germanos e os Eslavos, a cultivaram abundantemente. Na Grécia Antiga, utilizavam a couve sobretudo como erva medicinal. A utilização da couve faz também parte do Código Mélétios, médico e monge Bizantino do sec. IX.

Os romanos viam nela um remédio universal para todos os males.
Os russos fizeram dela o antídoto natural da vodka.

A couve pertence à família das crucíferas e há couves para todos os gostos: couve verde, couve branca, couve frisada, couve roxa, couve-de-Bruxelas, couve-flor, couve-flor violeta, brócolos, couve-nabo, couve-rábano, couve chinesa, couve marítima, …
A couve desenvolve-se há milénios nas costas da Europa. A couve original, a “Bramica Oleracea”, couve marítima, ainda hoje existe nas costas da Mancha (Baixa Normandia).
A partir dela, 400 variedades desenvolveram-se ao longo dos séculos.
Desde a Idade Antiga, a couve é utilizada para curar múltiplos males quer para uso interno quer para uso externo.
A análise das suas componentes permite provar a sua bem fundada reputação de “médico dos pobres”.

  PROPRIEDADES

  As couves equivalem aos outros legumes tanto do ponto de vista dos hidratos de carbono (açúcares, fibras) e dos prótidos como da assimilação. É um legume pouco calórico.
As couves são mineralizantes notáveis:
·         Cálcio
·         Potássio
·         Ferro, magnésio
· Oligo-elementos – como o iodo, o cobre e o manganés, dois catalisadores indispensáveis na acção das vitaminas do grupo B e das enzimas de oxidação
Enxofre (útil para a saúde)
·       E as suas essências voláteis, mas não tantas como a cebola, o alho, o alho-francês ou a salsa, o que lhe dá um sabor particular nem sempre apreciado.
O enxofre associado às fibras leva por vezes a intolerâncias intestinais quando é cozinhado – a maneira de cozinhar poderá modificar este efeito indesejável.

Elas são também ricas em vitaminas: C, A, E, P, PP, K e B (B1, B2, B3, B5, B6, B9 que quase a podemos chamar de “grupo anticancerígeno”).
Existe uma multitude de couves diferentes. Todas são ricas em enxofre orgânico e todas têm, pois, globalmente, as mesmas virtudes terapêuticas.
Costuma-se no entanto admitir, que as couves de cor viva são mais ricas em vitaminas. E se quiséssemos fazer a classificação da melhor couve, seria dada à couve roxa dado que contém mais fibras, vitamina C, cálcio e potássio e nutrientes anti humorais.
couve verde é, em contrapartida, mais rica em materiais celulósicos e mais indicada para a preguiça intestinal.
couve-de-bruxelas, rica em vitamina A e B é mais diurética.
Quanto à couve-flor, possui numerosas vitaminas (C, PP, B1, B2, B5 e B6), e é rica em sais minerais. Digere-se também muito facilmente.
couve chinesa, enfim, é utilizada em Medicina Chinesa para lutar contra as inflamações dos pulmões ou da bexiga.
A couve é notável pelo seu teor elevado em minerais e vitaminas assim como em substâncias sulfurosas (glucosinolatos), aos quais ela deve nomeadamente as suas propriedades antimicrobianas. Os seus efeitos calmamtes (antálgicos e anti inflamatórios) estão ligados à sua riqueza em glutamina, um ácido aminado precursor da glucosamina, uma molécula natural correntemente empregada na prevenção e tratamento das artroses.
Aplicada em compressas, a folha da couve é desinfectante, cicatrizante, tonificante e calmante. Alivia as dores articulares (artroses, entorses …), e trata igualmente as escoriações e as feridas simples, não ulcerosas, assim como as queimaduras ligeiras, as gretas, as frieiras e o cieiro.

USO INTERNO
Elogiada pelos antigos como uma panaceia, planta sagrada na Grécia, muito apreciada pelos Romanos que a consumiam antes das suas orgias, para retardar ou contrariar os efeitos da bebedeira, a couve é um remédio vegetal dos mais preciosos. Plínio afirmava que os Romanos lhe deviam ter podido passar sem médicos durante 6 séculos !
A couve é:
·         Peitoral
·         Béquica (eficaz contra a tosse)
·         Anti anémica
·         Antidisentérica
·         Cicatrizante das mucosas gastrointestinais
·         Vermífuga
Peitoral – a couve é salutar nas doenças das vias respiratórias: bronquite aguda ou crónica, tosse. Utilizar-se-á de preferência o suco fresco das folhas passadas pela centrifugadora; 1 a 2 copos médios por dia.
Poder-se-á preparar um xarope fazendo ferver suco fresco e mel em partes iguais; escumar com cuidado; 3 a 4 colheres por dia.
Chomel, dá-nos outra receita de xarope contra a rouquidão e a extinção da voz (pode-se suprimir a capilária/avenca): “Agarrai em cevada descascada e uvas secas sem grainha, cerca de 4 g de cada, 7 g de alcaçuz; 6 figos; meio punhado de hissopo (planta laminária aromática que possui propriedades estimulantes) e meio punhado de capilária (ou avenca, planta medicinal, espécie de feto); cerca de 15 g de pinhões brancos; uma couve roxa picada miudinho: ferver tudo; e por cada 500 g de decocção, juntai 1 colher ou 2 de mel branco, e quantidade suficiente de açúcar para fazerdes um xarope claro”.
O alto teor da couve em enxofre explica, pelo menos em parte, a sua acção benéfica a nível respiratório.
Anti anémica – a couve favorece a subida da taxa de hemoglobina. A sua riqueza em vitaminas A e B assim como em substâncias minerais essenciais para o organismo fazem dela um alimento de eleição dos anémicos, dos asténicos, dos convalescentes. Tomá-la-ão crua se o seu estômago permitir, ou estofada sem junção de gorduras animais. O seu grande teor em vitamina C faz ainda da couve um óptimo remédio para o escorbuto. O ideal: em chucrute (os alimentos fermentados são excelentes !).
Na disenteria – o Dr. Kérambrun (1926) obteve excelentes resultados apenas em alguns dias (27 doentes curados, em 30 tratados) pela utilização exclusiva da couve ou da couve-flor cozidas em água, com um pouco de sal, de manteiga e pão tostado.
Diurética – a couve foi prescrita utilmente para a nefrite crónica (cura de decocção, igualmente sedativa) e ascites (acumulação mórbida de serosidade no peritoneu) ligadas à cirrose do fígado (cura de couve crua, Binet, 1948). Mas é sobretudo uma notável cicatrizante gastrointestinal principalmente nas colites simples ou ulcerosas e na úlcera do estômago (suco fresco: 2 copos por dia, longe das refeições, 3 semanas por mês).
Vermífuga – enfim, o suco de couve, administrado de uma dose de 1 colher a 1, ½ colher por dia, arrasa com os oxiúres e as lombrigas.
A couve é um excelente desintoxicante
Parcialmente rica em compostos sulfurosos (donde o seu sabor tão característico), a couve neutraliza os malefícios da poluição e acelera a eliminação das substâncias tóxicas, factores de envelhecimento e de doenças. Os seus derivados sulfurosos agem também como precursores da glutationa, um antioxidante que bloqueia a acção dos poluentes.
Resultado, um consumo regular reduz de maneira significativa os riscos de cancro, nomeadamente os do cólon.
Uma “cura” de couve (monodieta) eliminará as nossas toxinas – a eliminação das toxinas deve ser seguida por um terapeuta dado que a sua “deslocalização” produz mini envenenamentos passageiros obrigatórios, a ter em cuidado.

Outras valências
A couve é também uma óptima fonte de vitamina C, com virtudes anti infecciosas e antioxidantes.
Contém igualmente carotenoides (pigmentos coloridos), selénio e polifenóis, 3 antioxidantes implicados na luta contra os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células.
Enfim, ela apresenta um bom rácio cálcio-fósforo para uma melhor assimilação do cálcio.
É pouco calórica (25Kcal/ 100g) e as suas fibras (mais de 3%) favorecem o bom funcionamento do sistema digestivo.

Modo de utilização
É, pois, aconselhável consumir as couves cruas excepto a couve verde que é melhor cozida. Cozinhar sempre lentamente a fim de preservar as propriedades dos legumes.
No cozimento, e para uma melhor digestibilidade, devemos fazê-la “branquear” em primeiro lugar, isto é, devemos fervê-la (escaldá-la) durante alguns instantes num grande volume de água com a panela sem tampa. Os derivados sulfurosos vão ser em parte eliminados. Escorrer a couve e a seguir cozê-la no vapor. As pequenas couves verdes, novas e tenras têm menos fibra e pelo facto são mais digestas.
Quando a couve é utilizada menos como alimento do que como componente de regimes particulares e para que possa preservar todas as suas propriedades terapêuticas, é preferível que seja consumida em suco fresco não cozido dado que o cozimento, mesmo bem realizado, deteriora mais ou menos as suas propriedades.
Para fazermos o suco de couve, devemos utilizar as couves de qualidade biológica. Lavá-las cuidadosamente com água sem cloro. Mergulhar as suas folhas durante uma dezena de segundos apenas em água pouco mineralizada, aquecida a 40°. Fazer 3 vezes esta operação. Picar e extrair o suco que se deve beber logo a seguir.
Um outro modo de utilização muito digesto: o chucrute. Os fermentos contidos nesta couve fermentada conferem-lhe propriedades antissépticas para o intestino e permitem uma muito boa tolerância. Mas atenção, evitai juntar gorduras e charcutarias, deveis preferir o chucrute de peixe ou o chucrute vegetariano.
E que dizer dos jovens rebentos de couve roxa ? (sementes germinadas).
Para a saúde, estes germinados são excelentes. Ajudam a remineralizar o corpo. A nível nutricional, os germinados de couve roxa são ricos em vitaminas C, B3, B2, B1 e A. São igualmente ricos em cálcio, zinco, ferro, sódio, cobre, fósforo e manganésio. São pois ricos em minerais.
Utilizam-se os rebentos de couve roxa para lutar contra os problemas digestivos (problemas de trânsito) e de fadiga (efeito revitalizante).
Os germinados de couve roxa têm uma cor fúcsia magnífica.
O suco
Graças à clorofila purificante, ao seu poder vitamínico, aos seus sais minerais e à sua escassez em celulose, o suco da couve acalma as mucosas entéricas, reabilita a flora intestinal de simbiose e aumenta o número das hemácias (mais a couve branca). Eis a razão porque é aconselhado nas anemias, nas infecções, na preguiça do cólon, nas doenças de pele, etc …
Sempre bem tolerado, mesmo por aqueles que suportam mal as couves cozidas, contribui para a cicatrização das úlceras gástricas, as feridas intestinais, na protecção e regeneração do tubo digestivo irritado pelos erros alimentares.
Rico em inulina e pobre em hidrato de carbono, convém aos diabéticos.
Os seus benefícios no reumatismo são comprovados na intensificação da limpeza dos humores, favorecendo a emissão de urina. Razão do seu uso nas ascites (derramamento de serosidade na cavidade peritoneal).
Dado que possui catalisadores de oxidação (ferro, cobre, manganésio, etc.) e vitamina B, clorofila, vitamina C e cálcio, o suco da couve contribui na luta contra as afecções pulmonares, inclusive a tuberculose.
Pelo seu iodo orgânico, é aconselhado nos regimes de insuficiência tiroidiana.
O seu consumo deve, pois, ser tomado com moderação em caso de hipertiróide.
Reconstituinte do sangue, tonificante do pâncreas, é também um remineralizante de eleição, um recalcificante enérgico. Donde o interesse de o dar a beber aos anémicos, aos operados, aos convalescentes, aos gripados, às crianças de crescimento difícil.
Em todos estes casos, aconselha-se a misturá-lo, em partes iguais, com sumos de cenoura, nabos e beterraba vermelha para que cada um dos constituintes dê os seus oligoelementos específicos e complete os dos seus associados. Este composto é notável na clorose (doença do sangue), fragilidade óssea, tuberculose, colite ulcerosa, etc…
As couves estão recheadas de substância que, sabe-se agora, exercem uma acção anticancerígena (indol, flavonoides, fenol).
Estudos realizados quer na Grécia, Israel, Japão, EUA, Noruega, todos os resultados concordam: todas as couves exercem uma formidável acção preventiva nomeadamente sobre o cancro do cólon, próstata, útero, pulmões, boca, laringe, faringe ou o estômago.
 
USO EXTERNO
A couve é tão útil nos tratamentos de uso exterior como nos de uso interior. É um excelente cicatrizante e um notável calmante.
Nas úlceras varicosas – as folhas de couve lavadas, retirados os grossos talos, cilindradas com uma garrafa e maceradas algumas horas em água boricada (com ácido bórico), constituem um penso eficaz. Aplicar a folha sobre a úlcera tendo o cuidado de a cobrir bem, fixá-la com uma compressa de gaze envolvendo a perna, sem apertar muito; renovar o penso 2 vezes por dia (método do Dr. Dufour, de Fécamp, 1902).
Para o reumatismo – as mesmas folhas, aquecidas rapidamente entre dois panos brancos com um ferro de passar, e aplicadas directamente sobre a pele, podem aliviar as dores dos reumatismos, da gota, das pontadas nas costas, da ciática – antigamente, na Holanda, utilizava-se para os mesmos males, um unguento feito de couve branca fervida até se desfazer completamente, misturada com argila e água suficiente para a tornar pastosa, e aplicava-se quente sobre os pontos dolorosos.
Para a pele – o suco fresco, em compressas ou em loções repetidas, pode fazer desaparecer o acne, as crostas de leite, associado com o seu uso interno.
Utiliza-se com sucesso as folhas de couve no uso externo, sob a forma de cataplasma.
Depois de as esterilizar por imersão em água tépida, aplicá-las sobre os pontos dolorosos nas bronquites, queimaduras, impigens, entorses, distensões musculares com gânglios inflamados, gretas dos seios, gota, furúnculos, panarícios, fleimões, feridas supurantes (mudar as folhas frequentemente), metrite (inflamação do útero) hemorrágica (aplicação sobre os rins e baixo ventre), nevralgias faciais, paralisia dos membros, pleurisia purulenta, sarampo (aplicação nos tornozelos, punhos, testa e nuca), urticária, zona, etc.
Este relembrar muito sumário das utilizações clássicas das couves mostra que estamos errados em não as apreciar como merecem e de não as fazermos entrar com mais frequência nas ementas quer das pessoas saudáveis quer dos doentes. Além do mais, convém lembrar-nos que, pela sua composição salina e grupo de vitaminas, favorecem a cicatrização sólida e rápida das feridas exteriores e interiores. Donde a sua importância nos regimes dos grandes operados, dos ulcerosos, dos cancerosos e dos tuberculosos.
Cataplasma de folhas de couve verde contra os reumatismos e as úlceras varicosas
Colher folhas de couve (cruas, lavadas e escorridas) suficientes para cobrir a superfície a tratar. Passar o rolo da massa pelas folhas sem nervura para extrair o suco.
Colocar a folha sobre a articulação ou úlcera não infectada, cobrir com compressas e ligar.
Manter a mesma posição durante 2 horas no mínimo e idealmente durante uma noite.
Xarope para tosse com expetoração com couve e mel
Centrifugar folhas de couve cruas
Recolher o suco e fervê-lo com quantidade igual de mel
Escumar
Tomar 3 a 4 colheres de café por dia

USO ALIMENTAR
Referimos mais acima todos os benefícios que os anémicos podem retirar do consumo regular da couve, de preferência crua; as pessoas saudáveis não devem, igualmente, negligenciá-la, lembrando-se da sua riqueza em vitaminas e elementos minerais. É, com efeito, recomendado dá-la o mais vezes possível às crianças, picada miudinha (principalmente a couve roxa, mas também a branca), acompanhada de cenouras e maçãs, em salada, tão agradável tanto à vista como ao gosto, decorada com algumas azeitonas pretas, salpicada de salsa e cebola picada, condimentada com azeite, sal e limão.
As pessoas que receiam consumir este legume forte, farão bem em cozê-la e comê-la com manteiga. O estufado, de aroma característico, poderá desagradar os paladares mais sensíveis; preferir portanto o modo de cozinhar anterior. Os pastores do Maciço Central alimentavam-se antigamente com sopa de couves e castanhas, à qual misturavam por vezes leite.

Nenhum prato, talvez, é mais saudável do que o verdadeiro chucrute, preparado segundo as regras ancestrais, em que os fermentos lácticos exercem a mais feliz das influências na digestão e na assimilação. Na condição, bem entendido, diz o Dr. Leclerc, “de não ser ele mesmo transformado em sucursal de uma fundição de sebo pela junção de toucinho, salsichas e de presunto” (o capitão Cook preservou os seus homens do escorbuto durante 3 anos de navegação dando-lhes chucrute duas ou três vezes por semana).
Eis aqui a velha receita da “couve agra” que se consumirá crua de preferência, em salada, salada particularmente excelente se a condimentarmos com vinagre sabugueiro (vinagre de vinho no qual se faz infundir flores secas de sabugueiro na dose de 10g para 1 litro).

FAÇA VOCÊ MESMO O SEU CHUCRUTE SAÚDE
A couve preferida para esta preparação é o repolho – “couve de Estrasburgo” ou “couve quintal de Alsácia”.
Cortar fininho as cabeças de couve – de preferência utilizando um “cortador de chucrute” – e deixar as raspaduras escorrer um pouco na sombra, sobre um pano; misturar bagas de zimbro e sementes de chicória – algumas pessoas juntam também algumas maçãs. Num barril aberto numa das extremidades (se conteve vinho não tratado será bem melhor), colocar em primeiro lugar uma boa camada de sal marinho cinzento (é preciso 1Kg para 20 couves), a seguir uma camada de couve bem homogénea de 17 cm. Comprimir esta camada para metade da sua espessura, cobrir de sal e continuar assim até à borda do barril.
Terminar por uma camada de sal, cobrir com grandes folhas verdes de couve, a seguir um pano molhado, por fim tábuas em bom estado sobre as quais colocar-se-ão pedras pesadas. Deverá existir um respirador/vazador (“vide”) de cerca de 6 cm no cimo do barril. Colocar numa cave.
Pouco a pouco as couves abatem perdendo a sua água que sobe à superfície. Esta água, com cheiro desagradável, deve ser retirada, por sifão ou por torneira colocada um pouco abaixo do nível superior das couves, e substituída progressivamente por uma nova salmoura (100g de sal para 1 litro de água), até à clarificação do líquido que deverá aparecer bem nítido à superfície, 12 a 15 dias mais tarde. Deverá haver sempre aí pelo menos 3 cm de salmoura acima da cama superior de couves e é absolutamente importante que estas últimas estejam bem comprimidas. Dois meses depois do início da sua fabricação, pode-se começar a comer o chucrute: retirar a pedra e as tábuas, retirar a quantidade necessária e recobrir de novo pressionando cuidadosamente … Lavar as couves com água limpa (sem cloro, de preferência), escorrer e servir cozidas (cozinhar lentamente) ou cruas em salada. Se desejarmos conservar por muito tempo as couves preparadas no Outono (Novembro é o melhor mês), será necessário mudar completamente a sal moura por altura da Lua de Páscoa e do solstício de Verão.

NOTA IMPORTANTE
A couve é uma “grande limpadora” … do nosso corpo mas também do solo onde é cultivada … portanto, não consumais senão couves cultivadas sem pesticidas, insecticidas ou outros venenos !!! Consuma saudável e natural …!

  AUTORES DE REFERÊNCIA
·         Gérard Wenker
·         Piotr Daskzkiewicz
·         Jean Aikhenbaum

 



Thursday, February 2, 2023

 


O ALIMENTO PREDILECTO DO CANCRO …

“ CANCRO: ORIGEM E TRATAMENTO
Dr. Martín Macedo

Geralmente a palavra cancro provoca medo. Existe um medo generalizado em relação a este tema pois parece ser um inimigo quase invencível. E as estatísticas não são nada tranquilizadoras. Em 1960, uma em cada quatro pessoas foi diagnosticada com cancro pelo menos uma vez na vida. Em 1980, essa incidência subiu de um para três habitantes do mundo “civilizado”. Em 2000 era de uma para duas.

É realmente alarmante. Metade da população mundial será diagnosticada com algum tipo de cancro em algum momento da sua vida. E não se pode dizer quando, se na infância, juventude ou idade avançada. E é uma doença que geralmente não avisa. Quando aparece algum tumor detectável, a doença já está bastante avançada. O diagnóstico “precoce” costuma chegar a seguir a um processo de gestação da doença que leva talvez anos. As terapias clássicas da ciência médica não têm podido travar esta incidência crescente durante os últimos 40 anos. A guerra contra o cancro tem fracassado rotundamente apesar dos gastos milionários.

As terapias chamadas alternativas têm beneficiado grandemente a saúde das pessoas que as têm suportado, mas tão pouco têm podido travar o avanço do cancro. A maior parte dos terapeutas alternativos e ortodoxos não dão demasiada importância à alimentação. Estes na sua maioria continuam consumindo lácteos, açúcar e carnes vermelhas diariamente. E precisamente a origem do cancro está em grande medida relacionada com o que ingerimos diariamente.

Com a nossa visão de yin-yang, podemos compreender claramente o funcionamento do cancro e cortar a verdadeira raiz que o alimenta e impulsiona. O nosso princípio yin-yang é uma ferramenta de valor infinito. É tão simples que a maior parte do mundo académico não lhe presta atenção. O poder desta lei é inestimável. As suas aplicações são infinitas. Parece que a humanidade tem de chegar a um beco sem saída para admitir que todos necessitamos compreender estes princípios milenares para poder resolver os grandes problemas que nos afectam a todos. Contudo apesar destas estatísticas alarmantes, muitos obstinados continuam a procurar a solução nos seus microscópios ou inventando teorias como que o cancro é causado pelo stress ou por factores emocionais. Dizia Krishnamurti com razão, que as pessoas querem crenças, não querem verdades. Porém, afortunadamente, temos este princípio e vamos fazê-lo valer para resolver este enigma e qualquer outro que tenhamos de enfrentar no futuro.

O cancro, é yin ou yang? Esta deve ser a nossa pergunta inicial.

Aparentemente tem um comportamento muito agressivo, muito activo. As células estão muito activas, multiplicam-se rapidamente, avançam, destroem o que se interpõe ao seu crescimento e rapidamente dão metástases que mantêm esse incrível vigor expansivo. Este é o aspecto yang do cancro: muita actividade, muita vitalidade.

Contudo também tem um aspecto yin: descontrolo. As células malignas são imaturas, quer dizer, não são evoluídas, são aberrantes e, portanto, são mais frágeis do que as células adultas, maduras e sensatas. A quimioterapia geralmente mata-as com facilidade. A imaturidade é yin. Por outro lado, o seu crescimento é caótico, louco, sem travão, sem controlo. O seu objectivo, se é que se pode falar em objectivo, é crescer, crescer e crescer até acabar com a vida do hóspede que está permitindo a sua assombrosa “prosperidade”. É, portanto, uma total insensatez. E a insensatez é yin.

Yin não é mau, tão pouco é bom. O sabor doce é yin, a paz é yin, porém o cancro é extremamente caótico. A tendência geral do cancro é yin de qualidade extrema, pois a característica predominante, é a imaturidade e a expansão caótica. O cancro é o cúmulo da desordem. É a loucura celular.

Contudo, essa componente muito activa e agressiva do comportamento tumoral é yang. Portanto há uma combinação de extremos: basicamente yin, mas também yang.

Alguns tumores são de crescimento lento e são considerados benignos. Outros são de crescimento rápido e são considerados malignos. Os tumores benignos não são considerados pela academia como cancros. De todas as formas dentro dos malignos alguns têm crescimento muito agressivo e outros têm um crescimento muito lento. Os tumores tiroideios e alguns prostáticos têm um crescimento muito lento. Consideram-se de melhor prognóstico, contudo, são cancros.

O cancro necessita de alimento. Tudo necessita de alimento. Porque o alimento é energia. A energia faz funcionar tudo. Nada funciona sem energia. Um motor, um computador, uma orquestra sinfónica, necessitam de energia para funcionar. Quando acaba a energia, acaba a função. A energia faz funcionar o mundo. A energia faz funcionar o cancro. A única forma de pará-lo é cortar o seu suprimento de energia. Até agora a ciência tem tentado suprimi-lo quando está funcionando em pleno e é muito difícil, porque ele irá procurar outras vias para continuar funcionando. A célula maligna é imatura, não pode absorver nutrientes complexos. Só coisas elementares, como o fazem os vírus ou as bactérias. As células imaturas são muito parecidas aos vírus. São tão elementares, tão básicas, que só absorvem coisas simples, prontas para fazer funcionar activamente a célula.

Ou seja, açúcares simples, aminoácidos e gorduras. Os aminoácidos são como proteínas elementares. Em contrapartida as células saudáveis são altamente desenvolvidas e podem utilizar praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico e transformá-los no tipo de nutrientes que necessitam. Os lácteos e as carnes de mamífero ou de aves, possuem proteínas muito similares às nossas (pelo parentesco genético com o resto dos mamíferos). A sua assimilação é muito fácil para o nosso corpo, pois economiza muito trabalho para os converter em proteínas e gorduras humanas. Por outro lado, a ausência de fibras torna mais rápida a sua incorporação na corrente sanguínea fornecendo uma “oleada” de abundante nutrição para todas as células. O mesmo ocorre com o açúcar branco e outros açúcares simples prontos a serem utilizados. Bombardeiam as células com enormes quantidades de nutrição fáceis de utilizar. E esse tipo de abundância é o ideal para que as células simples e toscas como as cancerígenas iniciem o seu louco baile. Nutrientes fáceis de utilizar e em quantidades abundantes.

Quando absorvemos uma nutrição tradicional, com cereais, vegetais, feijões, algas e peixe (evolutivamente afastado dos mamíferos), estamos fornecendo um grande volume de fibras, que tornam mais lenta e dificultam a assimilação e a absorção. Como são nutrientes complexos muito diferentes no seu ADN ao que constitui as nossas células, organismo e os seus tecidos, dá-lhes tempo e trabalho usar estes nutrientes, que lentamente enriquecem o sangue com tudo o que necessita.

Este sistema de nutrição é considerado muito “chato” pelas células insensatas.

Elas querem festa, nutrientes abundantes e de produção imediata de energia explosiva. Um pouco como os jovens numa festa. Se servirmos sumo de cenoura e bolas de arroz integral que devem ser mastigadas cuidadosamente numa destas festas, rapidamente se iniciaria uma risota geral e todo o tipo de impropérios. Festa é festa. Há que soltar-se, libertar-se e descontrolar-se. Nestas festas servem-se refrigerantes com muito açúcar, whisky, cerveja, vinho, champagne, junto com snaks doces, tortas carregadas de açúcar, deliciosas e muitos bocados de carnes vermelhas, fiambres, frango, ovo e carne de porco. Todos alimentos explosivos, que passam rapidamente para a corrente sanguínea produzindo uma euforia celular, uma abundância de açúcares, proteínas de absorção instantânea e gorduras que aumentam a disponibilidade de calorias para as exigências físicas da festa. Esta experiência alegre e divertida é muito recomendável de vez em quando. Mas se esta forma festiva de nos alimentarmos está no frigorífico da nossa cozinha todos os dias, com alimentos deliciosos, gordos, com refrigerantes doces e sobretudo a possibilidade de tomá-los quando quisermos, já que só há que abrir o refrigerador, a primeira consequência será o aumento de peso. Mas não nos importa ter uns quilitos a mais pois é indicação de estar “bem alimentado” e como toda a gente está mais ou menos gorda, é o “normal”.

Se o nosso frigorífico tiver alguma coisa em falta, não há que nos inquietar. Muito perto de nossa casa há grandes lojas de alimentos com horários muito extensos onde conseguir com grande facilidade e a preços muito acessíveis tudo aquilo que é apetitoso. E se estamos com pouca vontade de sair simplesmente telefonamos do nosso cómodo lar e em poucos minutos temos uma pizza, uma mussarela, um hambúrguer ou a sobremesa da nossa preferência.

Há 150 anos este tipo de “nível de vida” era impensável. Agora as pessoas estão com peso a mais, preguiçosas, não trabalham duro fisicamente, a vida é mais cómoda graças ao progresso tecnológico. Depois de 200 ou 300 anos de industrialização, os actuais alimentos são muito diferentes dos alimentos dos nossos antepassados. Antigamente as pessoas obtinham com muito esforço físico e trabalho manual os alimentos que precisavam para sobreviver. Não havia tecnologia para alterá-los na sua maior parte. A única tecnologia era a cozinha caseira.

Os jovens actualmente não querem comer vegetais, nem muito menos cereais integrais em grão. Todos querem comidas muito saborosas de fácil absorção: hambúrgueres, coca-cola, gelados, iogurtes ou batatas fritas.

E os menos jovens também. Por eles fariam festa toda a vida. Mas depois dos 30 ou 40 anos a maioria não aguenta a ressaca das festas e tem de começar muito relutantemente a “cuidar-se”.

Aí está.  A origem do cancro. Não podemos viver em festa e prevenir o cancro por mais que façamos check-ups semestrais. Os mesmos médicos que pretendem tratar monopolicamente esta doença alimentam-se desta forma, comendo em cantinas, comidas rápidas, deliciosas. Os animais selvagens não têm este tipo de festa “civilizada” tal como os nativos que vivem como os seus ancestrais, respeitando as suas tradições. Eles têm outro tipo de festa, a festa da vida, da saúde exuberante, da coragem sem limites e da autoconfiança de ferro resultante de viverem respeitando as leis divinas.

Para os civilizados esta vida e nutrição tradicional é muito chata e pouco interessante. A sua mentalidade já está cancerosa. Inclinada para o abuso e consumo sem travão.

Se retornarmos às nossas origens encontraremos a força e a coragem para resolver os desafios que a vida nos oferece. A macrobiótica tem como intenção retornarmos às nossas raízes ancestrais. As festas são permitidas, incluindo o desenfreio ocasional ou crónico. Às vezes é o preço que há que pagar para compreender que a verdadeira felicidade está na sabedoria e na temperança. Se para compreender esta grandiosa lição há que passar por uma doença grave, vale bem a pena esse preço.

Todos aprendemos com os erros e só com eles. Por isso não devemos desanimar quando tropeçámos. Não há êxito sem erro e não há glória sem agonia. Por isso a aventura da vida é tão emocionante.

E talvez o cancro faça despertar a Humanidade.


É fácil reduzir tumores.
Demasiado fácil.
Mas as pessoas não o devem saber.
Porque iria criar uma grande crise no sistema de saúde.
Grandes perdas económicas.
O tumor sente a necessidade de crescer.
Tal como as árvores e os insectos.
Crescei e multiplicai-vos ... (Gen 1:28)
A minha avó era católica e seguiu literalmente o mandato divino.
E teve 13 filhos, e a mais nova é a minha mãe (teve-a aos 46 anos), todos em casa com a ajuda da parteira.
Os tumores obedientes crescem e multiplicam-se.
Os tumores benignos fazem-no com calma e sossego.
Mas os tumores malignos fazem-no a toda a velocidade.
A guerra contra o tumor é a guerra contra a inteligência infinita.
Porque ela está em tudo e em todos.
É como a guerra no Médio Oriente.
É um conflito sem solução.
Os tumores são feitos de células doentes.
São aberrações celulares, todas imaturas, inúteis.
Na leucemia, a grande quantidade de glóbulos brancos não significam mais defesas.
Porque são leucócitos inúteis, só causam problemas.
São lixo biológico.
A qualidade da nutrição actual hoje é a pior da história do mundo.
A mais baixa qualidade de nutrição nutre a mais baixa qualidade celular.
Se conseguirmos motivar o paciente a compreender esta realidade e levá-lo a nutrir-se de uma forma rigorosamente saudável, ele será salvo.
O tumor morrerá à fome porque não entrará mais lixo no sistema que o contém.
Mas os tumores estão no seu melhor momento.
Milhões comem em bares, em cafetarias, em geladarias.
E tornaram-se tão viciados em comida de baixa qualidade como os viciados em heroína ou em cocaína.
Se lhe for negada a sua nutrição, o tumor secará como uma planta privada de água.
É tão fácil.
Tão económico.
Tão emocionante.
Mas isto não é para as pessoas saberem.
Nem tão pouco os médicos.
Há que aproveitar que o rio está revolto.
Porque nenhuma festa dura para sempre.

Dr. Martín Macedo (Uruguay)                                    FaceBook/Reflexão do dia 7/7/2018.






 

Wednesday, February 1, 2023

 


(“Ode” ao arroz)

“Experimente comer arroz integral durante 10 dias

e compreenderá o porquê dos antigos asiáticos

acreditarem que a divindade

se esconde nos grãos de arroz”

Dr. Martin Macedo

ARROZ

Por: Miguel Boeiro

Observo sempre com muita curiosidade a vegetação das terras por onde deambulo nas minhas viagens. Depois escolho uma das plantas encontradas, por uma questão de mera simpatia ou por a julgar mais significativa, para ser o alvo das minhas investigações botânicas.

Ora, estando mais de um mês no sul da China (ilha Hainan), qual foi a planta que aí encontrei mais abundante e representativa? Já calculam! Foi a do arroz, cereal que é a base da alimentação de 1.400 milhões de chineses e de mais de metade da população mundial.

O arroz sempre me apaixonou e tenho para com ele um carinho e uma afinidade que vêm dos tempos de menino. O meu pai, embora analfabeto, concentrava um conjunto de saberes ancestrais e misteriosos que recebeu oralmente dos antepassados. Um dia, já perto do Natal, que para ele nada tinha a ver com o consumismo da festa da cristandade, trouxe da Barroca d’Alva umas sementinhas castanhas que colocou num pires com alguma água. Curioso, como sempre fui, todos os dias ia ver as sementes e acompanhei radiante a sua rápida germinação. Nasceu uma pequena seara de um verde tão bonito e mimoso, como jamais vira. E aí logo me dei conta de que estava perante algo imensamente mais sagrado do que os “meninos-jesuses” de todo o mundo, uma vez que “pais-natais” ainda não havia naqueles idos (que me desculpem os crentes mais radicais).

A sensação do arroz como planta sagrada, tive-a, de novo, na China profunda, ao ver as searas amorosamente cuidadas e enquanto ia comendo arroz três vezes por dia durante um largo mês. Definitivamente, fiquei fã do arroz.

Há meia dúzia de anos comprei um livro que descrevia, tim-tim por tim-tim, este afamado comestível, terminando com dezenas de receitas. Emprestei-o a alguém e não voltei a reavê-lo. Paciência! Que a esse alguém lhe faça bom proveito, são os meus votos sinceros. Recordo, no entanto, que lá se referia o nosso país como o maior consumidor europeu do precioso cereal: 17 kg por ano, per capita. A seguir vinha a Espanha com 9 kg e muito atrás, todos os outros. Num almoço ocasional com o embaixador da Coreia do Norte perguntei-lhe, qual seria o consumo médio por pessoa na RPD da Coreia. Fez umas contas rápidas e de imediato me respondeu: 150 kg!

Existem cerca de 8 mil variedades de arroz, mas basicamente elas integram sete espécies, sendo a mais conhecida a Oryza sativa (arroz asiático). Cada vez mais apreciadas são as variedades perfumadas, como o basmati, o jasmim, o vermelho e o dourado, este, manipulado geneticamente. Entre nós, as mais conhecidas são o carolino e o agulha.

Como se sabe, o arroz é uma gramínea de origem asiática. Julga-se que é usado como alimento há perto de 7 mil anos, fazendo parte do quotidiano dos países orientais que são, de longe, os seus principais produtores e consumidores.

A planta tem um cultivo anual em terras alagadas, mas pode sobreviver por vários anos nas regiões tropicais.

O arroz é um dos alimentos mais equilibrados que se conhece. Contém hidratos de carbono, proteínas, vitaminas B1, B2, B3, cálcio, magnésio, manganés, fosforo, zinco, ferro, proteínas, pouca gordura e nenhum glúten. No que respeita às proteínas, é certo que não possui a totalidade dos aminoácidos essenciais, mas combina muito bem com todas as outras fontes proteicas.

O arroz integral, ou seja, o arroz em que apenas se retira a casca exterior (celulose), ficando com uma película fina acastanhada, é o melhor para uma nutrição saudável. Essa película contém fibra e maior quantidade de proteína e de gordura, alimentando muito mais. Se bem mastigado, é de fácil digestão, combatendo o colesterol, a arteriosclerose, a diabetes, a prisão do ventre e outras disfunções do aparelho digestivo. Além disso, contém selénio que é um antioxidante natural que beneficia o sistema imunológico. Quem consome apenas arroz normal, leva algum tempo a habituar-se ao integral, mas depois acaba por o achar mais saboroso que o chamado arroz branco.

Quanto às formas de cozinhar, elas variam muito, de país para país e de região para região. Na China o arroz é cozido a vapor o que, de entre outras vantagens, fica mais a jeito para ser comido com os tradicionais pauzinhos, como aliás, sempre assim fiz.

Para mim, que gosto dele bem cozido mas não empapado, a melhor maneira é usar o forno solar: uma parte de arroz para três de água, um pouco de azeite e uma pitada de sal, sol que baste e passadas 2 horas, está pronto. Vantagens: não esturra, não pega, não endurece e é claro, não se despende energia elétrica nem gás, o que, em tempos de aguda crise, não é de somenos.

Miguel Boieiro





Tuesday, January 31, 2023

 


O ARROZ INTEGRAL

Drª Elena Corrales

O arroz é o cereal mais cultivado no mundo depois do trigo. É o grão mais evoluído do reino vegetal e o seu aparecimento como espécie botânica é contemporâneo com o aparecimento do ser humano na terra. É por isso que lhe chamamos “o rei dos cereais”: é fruto e semente simultaneamente.

O arroz integral conserva o germen intacto, uma vez que apenas a casca exterior não comestível foi removida, razão pela qual tem uma cor ligeiramente mais escura do que a que conhecemos como arroz branco.

Valor nutricional

É o mais equilibrado de todos os cereais quanto aos seus nutrientes, contém hidratos de carbono de absorção lenta, as suas proteínas contêm todos os aminoácidos essenciais, e é rico em vitaminas, minerais, oligoelementos e fibra. Não contém glúten, tornando-o um alimento de eleição para os celíacos.

Entre os oligoelementos, o selénio destaca-se como um poderoso antioxidante que tem a capacidade de reparar o ADN e promover a apoptose celular.

Os hidratos de carbono que contém, sendo de absorção lenta, são excelentes para aumentar a resistência durante a actividade física e para regular as baixas de açúcar que ocorrem quando consumimos açúcares rápidos.

O germen fornece proteínas e ácidos gordos, bem como aleuronas que previnem a arteriosclerose e a hipertensão. O salvado (“farelo”) é rico em fitoquímicos tais como os flavonóides, os ácidos fenólicos, os fitoesteróis e os lignanos. Estas substâncias ajudam a prevenir desde as doenças cardiovasculares a certos tipos de cancro.

Como informação adicional, uma chávena de arroz integral tem vinte vezes mais fibra do que uma chávena de fruta e cinco vezes mais fibra do que uma chávena de vegetais. Estes dois alimentos, vegetais e frutas, contêm muita água, pelo que o campeão das fibras é sem dúvida o arroz integral.  Este dado torna-o altamente saciante e melhora a qualidade do nosso microbioma.

Em termos de conteúdo calórico, 100 gramas de arroz integral fornecem-nos 375 calorias, mas quando cozinhado, à medida que o seu volume aumenta, o seu conteúdo calórico é reduzido em quase um terço. Este dado é muito importante tanto se quisermos perder peso como se não quisermos emagrecer.

100 GRAMAS

VITAMINAS

MINERAIS

PROTEÍNAS

ARROZ BRANCO

1,7 mg

215,8 mg

6,7 mg

ARROZ INTEGRAL

5,09 mg

476,6 mg

7,5 mg

Valor nutritivo do arroz integral

Tem uma característica muito importante: é o único alimento que não deixa qualquer resíduo metabólico, ou por outras palavras, o seu consumo não produz purinas. É por isso que é considerado o cereal da cura. É o ingrediente da primeira papa que damos aos bebés e, consequentemente, é altamente recomendado para pessoas idosas e convalescentes.

Existem muitas variedades de arroz: de grão curto, de grão longo, arroz vermelho, arroz selvagem, arroz doce... de todas elas, a mais equilibrada é a de grão curto, também chamada arroz redondo. Estamos sempre a falar do arroz integral. Se descascarmos o arroz, o resultado é um alimento morto que nos alimenta, mas que não nos vitaliza. Pense que se semear um punhado de arroz integral, ele crescerá, mas se semear um punhado de arroz branco, mesmo que o regue com água benta e que ponha música de Mozart, ele não crescerá, simplesmente porque a refinação lhe retirou o seu germen, o arroz branco engorda, aumenta os níveis de glicose, favorece a prisão de ventre etc.

No Ocidente, o arroz é sempre cozinhado com outros alimentos, mas no Oriente, é costume cozinhá-lo só e servi-lo separadamente, pois tem a função do pão nas nossas mesas.

Aspectos energéticos

A opção de se consumir arroz em vez de pão tem muitas vantagens do ponto de vista energético.  O grão de arroz permanece intacto desde a sua colheita e o único tratamento a que é submetido antes de ser comido é a cozedura, onde a temperatura não sobe acima dos 100°C, que é o ponto de ebulição da água. Pensemos agora no pão: quando se mói o trigo, a farinha, mesmo que tenha sido moído com um moinho de pedra e não haja aumento de temperatura, o ki (energia vital) do grão desaparece, ou seja, na farinha, mesmo que seja integral e acabada de moer, já não há energia vital, e é por isso que se semearmos um punhado de farinha, ela não nasce. Além disso a farinha depois da moagem, fermenta, depois é amassada e finalmente cozida no forno a mais de 100°C durante mais de uma hora. O resultado é um alimento com menos poder energético. Portanto, não é má ideia aprender a comer sem pão e, em seu lugar, pôr arroz na mesa. Deixaremos o pão para as sandes e os petiscos.

Aspectos terapêuticos

A Medicina Oriental considera os alimentos pelo seu valor nutritivo e qualidades funcionais. O arroz harmoniza o funcionamento dos pulmões e do intestino grosso, pelo que é altamente indicado como alimento de consumo diário para todos os distúrbios digestivos, tais como síndrome do intestino irritável, colite ulcerosa e outras doenças intestinais. É também de grande ajuda em problemas respiratórios, tais como asma, bronquite, etc. É importante assinalar que a forma como é cozinhado, o tempo de cozedura, a adição de sal, etc. devem ser ajustados em cada caso.


Bibliografia traduzida

https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/







Tuesday, January 24, 2023

 


A MACROBIÓTICA:

UM PROJECTO POLÍTICO PARA UM MUNDO NOVO

Por: Gérard Wenker

Perigosa para os estados, subversiva para as igrejas,

a macrobiótica e as receitas de vida longa foram atacadas,

denegridas e ridicularizadas durante séculos.

Até que nos anos 1929-1935, um japonês,

GEORGES OHSAWA,

confrontado com os limites da medicina moderna no seu país, ...

redescobriu as virtudes da dieta macrobiótica ...

 

A macrobiótica é uma arte de viver livremente, de acordo com as leis da ordem universal.

- Livre de pensar livremente

- Livre de viver com saúde

- Livre de morrer no momento escolhido

- Livre de viver num mundo de paz.

Viver livre não é mais do que uma ilusão, se tivermos sido formatados para caber no molde que a sociedade nos preparou para o nosso bem e para o bem de todos.

Viver livre, não é uma liberdade real, se formos deficientes, se formos doentes mentais, se estivermos gravemente doentes, se tivermos fome, se formos obesos, se estivermos na prisão, se estivermos desempregados, se formos sem abrigo. Se não soubermos porquê!

Livres de morrer sim, mas não aos 20 anos, não condenados à morte pela justiça ou pela medicina, não de fome, não nos campos de batalha, não retalhado pela liberdade, não gritando PORQUÊ!...

Livre de viver em paz num mundo de paz. Não sonhe!! Pensa que estes dramas humanos são uma fatalidade, um castigo, uma condenação, talvez até mesmo merecida, por ter pecado. E de qualquer forma, não há escolha, temos de passar por isso, é o nosso karma: inch´Allah.

Não, não é se Deus quiser, mas apenas o que nós quisermos, se nós o quisermos. Para todos os que recusam o inexorável, existe um caminho, um método, uma filosofia ou uma doutrina, pouco importa o nome que lhe queiram chamar, que é realista, viável e praticável, nós chamamos-lhe macrobiótica, e é uma arte de viver que melhora a condição humana e proporciona a verdadeira liberdade através do conhecimento.

Uma arte de viver que existe há milhares de anos, uma arte de viver de tal modo eficaz que foi sempre confiscada pelas elites e pelos poderes para seu próprio uso.

A fim de manter a sua exclusividade, cada época tornou o seu uso mais obscuro - astrologia, numerologia, alquimia e as sucessivas traduções desviaram finalmente o verdadeiro propósito da macrobiótica, que era o de dar a cada indivíduo os meios para ser responsável pela sua saúde e pela sua longevidade.

Perigosa para os estados, subversiva para as igrejas, a macrobiótica e as receitas de vida longa foram atacadas, denegridas e ridicularizadas durante séculos. Forçada a refugiar-se no hermetismo, a macrobiótica sobreviveu, mas de forma distorcida, em algumas escolas esotéricas ocidentais.

No século XX tinha desaparecido completamente, substituída pela dietética, pelas preparações farmacêuticas cada vez mais eficazes e pelas vacinações obrigatórias.

Nos anos 1929-1935, um japonês, Georges Ohsawa, confrontado com os limites da medicina moderna no seu país, foi para França, para Paris, e inscreveu-se na Sorbonne, frequentou o Instituto Pasteur e a Biblioteca Nacional, e foi lá que redescobriu as virtudes da dieta macrobiótica, provavelmente em livros antigos consagrados a esta especialidade. (De Triplici Vita).

Após numerosas viagens e múltiplas aventuras, regressou a França em 1957 para apresentar uma nova macrobiótica totalmente renovada e revitalizada pelo Princípio Único do Extremo Oriente e pela Dialéctica Taoísta.

O sucesso foi imediato, e em poucos anos milhares de seguidores converteram-se aos segredos da cozinha macrobiótica. Um livro intitulado "Macrobiotic Zen" vendeu mais de um milhão de exemplares, e de agora em diante cada cidade tem um ou mais restaurantes macrobióticos, foram criados centros de ensino em todos os países da Europa. Muitas pessoas doentes recuperaram a sua saúde e muitas mais estão a dar sentido às suas vidas, mudando as suas vidas.

Após séculos na sombra, em duas décadas esta arte de viver de acordo com a ordem do universo floresceu em quase todo o planeta, e fomos levados a acreditar que poderia ser o início de uma nova era dourada para a humanidade.

Mas atenção, as forças retrógradas estão vigilantes, os guardiães da ordem mudaram, primeiro foi a ordem clerical nos séculos passados, depois os estados e as suas forças de ordem, e agora é a ordem dos médicos e dos seus vassalos, ou talvez o oposto, as multinacionais farmacêuticas.

Homeopatia - efeito placebo, sem moléculas activas; golpes, esquemas.

Medicina energética – não há provas científicas.

Ah sim! quase me esquecia daqueles que agem na sombra, os lobbies agro-alimentares, retransmitidos pelos cientistas que recebem ordens.

- A B12 - sem salvação fora do fígado de vaca.

- O Cálcio - uma estrutura óssea de betão com produtos lácteos em abundância.

À excepção de curtos períodos de expansão, no século III, na Renascença e no século XX com G. Ohsawa, a macrobiótica e todas as disciplinas adjacentes que advogam regras naturais de saúde, de rejuvenescimento ou de longevidade sempre foram combatidas pelos poderes estabelecidos.

Mas porque é que a macrobiótica mete tanto medo aos governantes, o que é tem de tão subversivo, o que é que ela ensina tão perigoso para ser vigiada, condenada e até interdita? Mesmo que na nossa época liberal os métodos tenham mudado e já não “queimem”, continuam ainda e sempre a denegrir, a ridicularizar e a condenar a macrobiótica.

As regras macrobióticas sempre reflectiram as grandes leis da ordem universal. Respeitar estas leis na vida quotidiana para viver uma vida longa e de boa saúde é a tese fundamental do modo de vida macrobiótico.

Mas a prática regular desta arte de viver proporciona ainda algo mais, algo muito mais perigoso para os poderes, sejam eles democráticos ou totalitários, capitalistas ou monárquicos - "A macrobiótica melhora o julgamento e desenvolve uma consciência universal”.

Eis o verdadeiro perigo, o Estado moderno delegou os seus poderes para melhor governar. A sociedade cuida de tudo por e para nós, para o nosso e para o seu bem no melhor dos mundos.

- O pensamento para a educação e instrução

- A saúde para a ordem dos médicos

- A ordem para as forças da ordem

- A mortalidade para as estatísticas do estado

- A paz para os militares

- O conhecimento para os cientistas

- As crenças para as igrejas.

- Portanto, não deixar desenvolver de jeito nenhum um movimento que advoga a liberdade através de escolha pessoal que desafia a razão do Estado.

 

***

E nós - e nós então ... o que nos resta! Na realidade, pouca coisa, apenas uma coisa aparentemente insignificante, mas na realidade a mais importante de todas, que pode ser resumida numa pequena frase: "Nós somos o que comemos".

É sobre esta simples constatação, que à primeira vista nada tem de subversiva, que as doutrinas macrobióticas têm sido construídas ao longo dos séculos.

Mudar a sua alimentação e a forma de comer, reforçadas no século XX pela reflexão yin-yang da dialéctica taoísta, introduzida no Ocidente por um japonês chamado Georges Ohsawa, é a última liberdade individual que nos resta.

Quando sabemos que este método, permite:

- evitar a maioria das doenças, podemos estar certos de que seremos capazes de

- curar as doenças degenerativas

- reforçar a força vital e o sistema imunitário

- manter uma família saudável.

- desenvolver o próprio nível de consciência

- resolver o problema da fome no mundo

- construir um mundo de paz

Compreende-se melhor o impacto da macrobiótica - esta via para a saúde e a paz, através da evolução biológica e espiritual - se ela se estendesse a milhões de pessoas ou se se estabelecesse em vários países.

Não, não, não; a macrobiótica não passará - aqueles que nada sabem vigiam os seus bens. Por detrás das maiores siglas das organizações mundiais - ONU-OMS-FMI-OMC-G8 – escondem-se os vigilantes do bezerro de ouro.

Sobretudo nenhum humano saudável, que se estão a sair bem, isso não daria nenhum lucro.

Eis os 7 Artigos da Revolução Biológica recomendados pela nova macrobiótica. O nº 1 é prioritário, é inútil ir mais longe enquanto não tivermos assimilado pelo menos as noções básicas yin-yang.

1.  Aprender a reconhecer o jogo permanente das duas forças antagónicas e complementares yin e yang. Utilizá-las como guia para compreender o jogo da vida na natureza, no nosso corpo, nos nossos comportamentos e em todos os fenómenos que nos rodeiam.

2.  A fim de respeitar as polaridades harmoniosas da natureza, é aconselhável não utilizar produtos alimentares contendo aditivos químicos, e de dar a prioridade aos alimentos provenientes de uma agricultura biológica, artesanal e regional.

3.  Consumir frutas e legumes provenientes da mesma zona climática em que vivemos, respeitando a estação natural da vegetação de crescimento biológico de cada planta.

Introduzir regularmente na dieta legumes selvagens locais e legumes do mar (algas) sempre que possível.

4.  O consumo de produtos de origem animal deve satisfazer três critérios:

a)  Comer espécies que não fogem.

b)  Comer as espécies que são biologicamente mais afastadas de nós.

c)  Não ingerir subprodutos animais provenientes de roubo ou apropriação indevida.

d)  Rejeitar totalmente os produtos lácteos: Estes produtos não são concebidos para o consumo humano e além do mais têm taxas elevadas de herbicidas, antibióticos e hormonas. A nível psíquico, os produtos lácteos mantêm-nos a um nível infantil.

(O leite é para os bezerros e o mel para as abelhas se alimentarem durante o Inverno).

5.  Composição do prato macrobiótico padrão de base:


6.  Quadro original das 10 formas de comermos segundo o método macrobiótico, tal como aparece em "Macrobiotica Zen".

Eis o comentário que acompanha este quadro:

“Beba o mínimo possível. Se não alcançar o bem-estar que deseja, experimente o regime que está acima. O mais alto, o nº 7, é o mais fácil; os mais baixos são os mais difíceis”.

Nota: Por mais fácil, G.O. queria dizer mais fácil de equilibrar de acordo com yin e yang, e por mais difícil, pode-se compreender que quanto mais ingredientes diferentes, mais experiência é necessária.

7.  "No Credo" - não acreditar mas sim compreender para se chegar a uma convicção pela sua própria reflexão. Crença, fé e superstição são na realidade sinónimo de ignorância.

"Vivere pavro" saber contentar-se com o essencial sem desperdiçar os dons da vida. Ser grato por tudo o que recebemos.

Como podemos constatar, estas regras, que são apenas recomendações, revelam antes de mais bom senso e seriam perfeitamente inofensivas para os Estados, se não fizessem parte de uma sociedade onde o consumo excessivo e o lucro são os principais pilares da economia e a economia o único barómetro dos governos em vigor. Os lobbies da indústria agro-alimentar (carne industrial, lacticínios, cereais, moagem, etc.) associados aos grandes grupos químicos certificam-se de que ninguém põe um travão à sua expansão. Desinformação, corrupção, manipulação científica, tudo é bom e feito para desacreditar o movimento macrobiótico mundial.

Num futuro próximo, uma geração, no máximo, se as condições de degradação do planeta continuarem ao mesmo ritmo, o modo de vida macrobiótico será talvez a única saída possível para os sobreviventes de uma humanidade laminada por cataclismos naturais, fome, sede e poluição química dos quatro elementos essenciais à vida (terra, água, ar e alimentos), todos eles a par de uma forte regressão dos nossos sistemas imunitários, levando à degeneração da espécie humana.

Assim, um conselho, saltemos com toda a liberdade para o barco salva-vidas chamado "macrobiótica". Enquanto ainda há tempo, preparemo-nos para enfrentar longos períodos de fome, reforcemos os nossos sistemas imunitários, aprendamos a sobreviver com o "vivere pavro" e o respeito das verdadeiras leis da ordem universal através do "Non Credo".

Milhares de pioneiros em todo o mundo já tentaram a aventura da "Grande Vida", juntem-se a eles, um novo mundo está a ser preparado, um mundo de saúde e de paz. Bem-vindos a esta nova idade de ouro aqui e agora.

Gérard Wenker - Setembro de 2003



  COMPOTA DE MAÇÃ COM GENGIBRE, SEM AÇÚCAR Isabel Compota de maçã com gengibre, sem açúcar — Macrosano É tempo de colher maçãs e també...