Sunday, July 9, 2023
FRUTOS SECOS
HISTÓRIA
QUALIDADE
O óleo destes frutos fica rançoso depois de um certo tempo – conservam-se melhor, durante um ano ou mais, dentro das suas cascas e guardados em locais frescos e à sombra.
É, pois, importante renovar regularmente o nosso aprovisionamento de frutos secos.
AMÊNDOAS
CASTANHAS
AVELÃS
NOZES
PINHÕES
CASTANHA DE CAJÚ
PISTACHOS
AMENDOINS
• “Os alimentos também curam” (2015) – Francisco Varatojo
Thursday, July 6, 2023
O YIN E O YANG DA
COZINHA DIÁRIA
por: Martín Macedo
Teoria
e prática devem ir juntas. E ambas são de capital importância. As pessoas mais
concentradas preferem os aspectos técnicos e descuidam a teoria, enquanto as
pessoas mais intelectuais aprofundam naturalmente os aspectos teóricos,
deixando um pouco de lado os aspectos práticos. Temos uma tendência a
inclinar-nos mais para um lado ou para outro de acordo com a nossa natureza.
Mas não nos devemos deixar levar pela inércia das nossas preferências, devemos
compreender que para ter um desenvolvimento global é necessário ingressar no lado
que não nos atrai tanto.
É
muito difícil ter um desenvolvimento equilibrado. Tendemos fortemente a
desenvolver o aspecto yin ou o aspecto yang, ou seja, prática ou teoria.
Devemos trabalhar o lado contrário da nossa preferência pelo menos como forma complementar.
Até agora temos trabalhado principalmente os aspectos teóricos. Está na hora de
ingressar nos importantíssimos detalhes práticos.
Antes
de tudo devemos reconsiderar que quase todos os componentes da nossa dieta são
de origem vegetal, ou seja, que são yin. E no âmbito dos vegetais os mais
neutros, os menos yin, são os cereais. E dentro dos cereais o que melhor
combina ambas as energias é o arroz integral. Por isso o arroz deve estar
diariamente, se possível, nas nossas refeições. Como é possível criar condições
muito yang, partindo de componentes vegetais, de carácter dilatador, expansivo?
Como é possível criar condições muito yang? Todos nós desejamos criar essas
condições muito yang, como a força física e emocional, rapidez, precisão,
autoconfiança, resistência, determinação, uma grande fé, magnetismo, êxito e
atracção.
Em
macrobiótica temos um princípio sagrado: se comes yang tornas-te yang - se
comes yin, tornas-te yin. Se queremos ser muito yang, muito fortes, devemos
comer alimentos yang. Então, pareceria mais lógico ir buscar estes componentes
ao reino animal, onde o yang abunda. O problema está em que os alimentos
animais são extremamente yang (salvo o peixe). Além do mais contêm elevados
níveis de gordura que são extremamente yin, e por isso o alimento animal é
delicioso e a tendência geral é abusar no seu consumo. Ao consumirmos
quantidades importantes de alimento animal, absorvemos ambos os extremos, mas
como o yang predomina, este desequilíbrio extremo irá levar a uma avidez
compulsiva por doces, líquidos, álcool, café, chá-mate e outros yin fortes. O
homem oriental sempre soube isto de forma intuitiva e sempre limitou o consumo
de pratos de origem animal. Enquanto os ocidentais procuram avidamente a força
yang nos alimentos animais, sem reflectir muito sobre as consequências sobre a
sua saúde física e espiritual. O ocidental quer resultados rápidos. É demasiado
yang para parar e fazer uma introspecção.
Porém,
nós procuramos um milagre: produzir um resultado muito yang, partindo de
componentes yin.
O
alimento animal tem excesso de sódio enquanto que o vegetal tem excesso de
potássio. O equilíbrio de sódio e potássio é o que conta. Portanto, para
yanguizar os vegetais yin é imprescindível adicionar sódio em forma de sal
marinho, miso, shoyu, gomásio, umeboshi e outros condimentos. Por outro lado,
podemos yanguizar mediante o uso do fogo e do tempo de cozedura. Os nossos pratos devem ser
cozinhados bastante tempo em fogo muito lento. Ainda assim, os vegetais têm uma
essência yin e a sua capacidade de assimilar yang não é muito grande. Por isso
é recomendável ingerir um pouco de peixe de vez em quando para adicionar yang.
E os pratos de vegetais, feijões, sementes e outros ricos em potássio devem
consumir-se em quantidades pequenas. Se o fizermos em quantidades importantes
afastamo-nos das condições muito yang que queremos criar. Por isso, o
tradicional foi empregar cereais cozidos em volumes maiores e vegetais e outros
complementos em volumes menores. Contudo, para absorvermos todos os benefícios
vitais do cereal, sobretudo se o comermos em volume importante, devemos
mastigá-lo muito bem. De outra forma não o assimilaremos bem, sobretudo por
parte das pessoas de constituição frágil. O uso do sal marinho constitui um
tema delicado, já que a sua força contractiva é extremamente poderosa. Deve-se
consumir em quantidades moderadas. O resultado é um yang suave que nos situa
num grau de equilíbrio energético. Para produzir o resultado muito yang que
desejamos e para o fazer de forma segura, devemos juntar mais dois factores: tempo
e actividade. A perseverança, a vontade é o segredo para acumular a energia
positiva de forma gradual. Passados um ou dois meses de prática constante
começa-se a perceber efeitos poderosos. Porém, se quisermos acelerar o processo
de mudança para condições mais vigorosas, o outro aspecto essencial é a
actividade, o exercício físico. Sem exercício físico, mesmo fazendo bem tudo o
resto, a taxa de mudança faz-se infinitamente mais lenta e corremos o risco de
começar a duvidar sobre o sentido dos nossos esforços. Se quisermos produzir um
resultado muito yang partindo de algo yin, a actividade física é essencial. As
pessoas inactivas, preguiçosas, que sempre procuram a forma mais cómoda de
fazer as coisas, têm muitas dificuldades no momento de avançar na sua recuperação
e muitas vezes abandonam por falta de “resultados”. Para eles há outro caminho
mais rápido e efectivo: a violência terapêutica. Há aqui novamente o paradoxo:
o que procura o fácil, acaba encontrando o mais difícil, o mais duro, o mais
violento. Enquanto que o caminho aparentemente mais difícil e esforçado produz
paz e tranquilidade. Yin muda para yang e yang muda para yin. Devemos ser
sábios para o compreender.
O
ser humano realizado, tranquilo, feliz e extremamente saudável, tem o yang
acumulado no seu interior e o yin no exterior. Aparentemente pacífico,
tranquilo, humilde, calmo, compreensivo e carinhoso. Porém, internamente forte,
decidido, valente, invencível, capaz de enfrentar qualquer desafio e
extremamente adaptável e resistente.
O
homem vulgar tem as energias invertidas. Tem o yang no exterior e o yin no
interior. Desta forma aparentemente muito activo, enérgico, altivo, competitivo
e agressivo. Tem o porte de um conquistador. Porém, internamente é muito
frágil, sentimental, fácil de enganar, inocente, carente de autodisciplina,
pobre em autoestima, medroso, desconfiado, ansioso e compulsivo. Não se aceita
a si próprio e se auto castiga para tentar corrigir as tendências negativas que
não pode eliminar. Considera-se separado de todos os demais e luta para ter um
quinhão de poder onde encontrar segurança, ainda que seja de forma temporária.
Aqueles que procuram a sua força no reino animal, acabam acreditando que são
unidades separadas que devem sobreviver lutando até ao fim. Enquanto que aqueles
que a procuram no reino vegetal, desenvolvem gradualmente uma compreensão
universal, inclusiva, unificando toda a vida do Universo e cooperando para que
todas as formas vivas alcancem a sua plenitude. Uma vez mais a fraqueza vence a
força, a suavidade a prepotência e a paz a violência.
Tuesday, June 20, 2023
“ALIMENTOS TRADICIONAIS
Martín Macedo, Uruguay
Quando um povo se esquece da sua cozinha
tradicional,
começa a declinar.
COMPREENDENDO O NOSSO
PASSADO,
PODEMOS COMPREENDER
QUEM SOMOS HOJE.
Todos
nós necessitamos de conhecer as nossas origens, quem foram os nossos
antepassados, onde viveram, que faziam e quais eram as suas virtudes e os seus
defeitos.
A
nossa identidade e dignidade como seres humanos depende em grande parte em
saber de onde viemos. O passado é fundamental. Também é importante o futuro,
para onde vamos e o que esperamos alcançar na vida. O nosso presente é o
resultado do encontro entre esses dois mundos. O grande desenvolvimento da
humanidade actual depende em grande medida das experiências acumuladas durante
centenas de gerações. Todos esses esforços, sucessos e erros permitiram o
actual avanço do conhecimento e da cultura.
Os
usos tradicionais não são resposta a simples caprichos ou simplesmente uma
consequência dos costumes. O ser humano aprendeu, após uma longa luta, o que é
melhor para ele.
A
capacidade formidável do conhecimento científico deslumbrou o homem moderno,
levando-o a menosprezar e a considerar o antigo ou o tradicional como obsoleto
ou “atrasado”.
No
entanto, durante milhares de anos os seres humanos mantiveram-se fiéis a certas
tradições porque a experiência lhes indicou que era o mais adequado.
Existe
uma tradição no que diz respeito aos alimentos. Cada cultura tem a sua tradição
e parte dessa tradição reflecte-se nos seus hábitos alimentares. Os alimentos
básicos das grandes culturas permitiram, de alguma maneira, o grande
desenvolvimento das mesmas. A crença tradicional leva à convicção de que de
alguma maneira a peculiaridade e a força de um povo sustenta-se em grande parte
na vitalidade que brota das suas comidas típicas. A civilização Egípcia e
Judaico-cristã fez do trigo e seus derivados (especialmente o pão) a base da
sua dieta. O pão é a base, o alimento fundamental, a tal ponto que se lhe deu
valor religioso. No Extremo-Oriente, ocorre um facto similar com o arroz. As
culturas Inca e Maia fizeram do milho o seu alimento divino. Esta é a tradição.
A
experiência acumulada durante milhares de anos, levou os povos a perpectuar os
costumes alimentares, entendendo que destes, depende a força e a grandeza que
os têm caracterizado.
Penso
que os cereais como o arroz, o trigo, a cevada e o milho (integrais, como se
consumiam antes da generalização das máquinas polidoras no sec. XVIII) são os
alimentos principais que as grandes civilizações nos mostram como correctos
para a Humanidade. Deveríamos levar a sério o que nos ensinam os antigos. Quando um povo esquece a sua cozinha tradicional, começa a
declinar. Entra em plena confusão e as doenças físicas e mentais propagam-se
com grande rapidez. O espírito tradicional está vivo no coração dos simples
grãos de trigo ou de arroz. Uma força mágica oculta-se nos modestos grãos.
Durante milénios o homem recebeu directamente esta vitalidade mágica e
sobreviveu com grande coragem e espírito de superação. Actualmente refinamos os
grãos e ao fazê-lo estes perdem uns 50% do seu grande potencial vital.
Em
trezentos anos, perdemos o gosto pelos pratos antigos e nutrimo-nos com
produtos criados pela indústria que apenas procura vender grandes volumes das
suas invenções “nutritivas”.
Nutrir
não é só fornecer calorias e vitaminas. Há uma força vital subtil,
ancestral, poderosa nos alimentos originais.
A
nossa grande capacidade só funciona optimamente se respeitarmos esta ordem tradicional.
Quando o homem regressa a uma alimentação baseada em cereais e pratos
tradicionais, encontra todo o seu potencial físico e mental. A grandeza da
humanidade depende em grande parte destas simples tradições. O nosso ADN é o
resultado de milhares de anos de evolução, bem como o ADN dos cereais naturais.
Se os esquecermos, esquecemo-nos das nossas origens. A nossa força como humanos
declina e somos presa fácil dos vírus e bactérias. Os nossos sistemas
imunológicos só funcionarão com grande capacidade se cada célula for sustentada
pela vitalidade formidável cristalizada nos alimentos correctos para o homem.
Cada
espécie tem um alimento correcto – se se alimentar com ele a sua força natural
é praticamente ilimitada.
A
natureza utiliza os alimentos como canais para nos conectarmos com as imensas
forças do universo. Se não comemos morremos. Se nos afastarmos da ordem e
comermos “de tudo” receberemos força vital, mas com certa distorção. Se
comermos o alimento justo, ajustar-nos-emos aos ritmos universais e
projectaremos a vitalidade ilimitada que é nosso destino manifestar. Os grandes
homens e mulheres da antiguidade fizeram-no.
Porque
não nós, homens e mulheres do século XXI ? “
Friday, June 9, 2023
COZINHANDO PARA A VIDA
Por: Dr. Martín Macedo,
Uruguay
A arte culinária é tão antiga como o Homem. Desde os tempos pré-históricos, o ser humano tem utilizado
diferentes técnicas para melhorar o sabor da sua comida e aumentar o seu valor
nutricional.
A cozinha, permitiu uma melhor adaptação aos diferentes climas e
aos diferentes envolvimentos geográficos. Por isso cada região tem os seus
pratos típicos e os seus sabores autóctones. Cada cultura tem também diferenças
importantes neste aspecto.
Praticamente
todos os seres humanos, desde os aborígenes mais primitivos até às pessoas mais
refinadas e cultas, cozinham os seus alimentos antes de os consumir.
A macrobiótica dá uma importância de destaque à arte culinária – trata-se de uma verdadeira arte, a arte de atingir o nível
mais elevado de saúde e de vitalidade, que cada indivíduo possa alcançar.
Por
isso o tema da cozinha quotidiana, não deve ser tomado de ânimo leve. Actualmente,
é notavelmente desvalorizada e quase todos nós preferimos delegar esta tarefa noutras
pessoas.
Porém,
se compreendermos o seu profundo significado, provavelmente iremos desejar começar
a cozinhar, já que cozinhar é uma das formas mais imediatas de nos
harmonizarmos com a natureza e as forças do universo. Quem descuida a cozinha
descuida a sua própria vida.
A
nossa energia vital, a força da nossa vitalidade e a capacidades de sermos felizes,
são fortemente influenciadas por aquilo que comemos, a forma como cozinhamos e
a ordem no consumo.
Se quisermos pôr ordem nas nossas vidas, devemos começar por pôr
ordem nos aspectos mais básicos. Se
descuidarmos o básico não teremos êxito em ordenar aspectos mais importantes.
Porém,
existem muitos estilos de cozinha: cozinha vegetariana, cozinha ecológica, cozinha
naturista, cozinha japonesa, chinesa e outras. Todas têm os seus méritos e
procuram alcançar os mesmos objectivos: combinar o bom sabor com um efeito
saudável.
Muita
gente quer escapar à comida/lixo - já não é segredo para ninguém que muitas
doenças têm a sua origem no consumo contínuo de alimentos de má qualidade.
Portanto, queremos proteger-nos contra esta ameaça dos falsos alimentos e
procuramos um estilo mais saudável. Mas ao procurarmos o saudável, as ofertas
são muito variadas – diferentes mestres ou especialistas, recomendam esta ou
aquela dieta como óptima para a saúde. Todos desejam convencer-nos de que a sua
proposta é a melhor. Porém, às vezes, a experiência é a única opção – mas não é
possível experimentar tantas opções.
Comecei
a praticar macrobiótica por minha própria iniciativa aos 16 anos. Não precisei
de experimentar diferentes abordagens – só queria experimentar uma saúde
poderosa, um fortalecimento vital, como um caminho para resolver alguns
conflitos próprios da etapa da adolescência – e funcionou. Em poucos meses
senti um vigor que me impressionou poderosamente, e desde então continuo esta
prática.
Realmente
existe um pouco de confusão entre tantas propostas nutricionais. Também existe
uma nutrição oficial, que se pode estudar na universidade – mas ainda assim, as
propostas multiplicam-se.
Em
macrobiótica resolvemos este tema da seguinte forma:
1. Toda a técnica deve ter uma teoria, um fundamento sólido que suporte a técnica, senão é só
tecnicismo. A nossa lógica é o Princípio Yin-Yang, com 5.000 anos de existência.
2. A experiência dos países orientais, sobretudo a China e o Japão que criou culturas altamente
desenvolvidas.
3. A extraordinária saúde e desenvolvimento intelectual e moral
destes países, sobretudo dos povos
japoneses, que praticam uma dieta baseada no arroz, leguminosas, algas e peixe.
4. A experiência de milhares de pessoas, que desde 1950 até à data, tanto nos EUA como na Europa, se
curaram de problemas considerados incuráveis para a medicina oficial, seguindo simplesmente
com assiduidade um estilo nutricional macrobiótico.
5.
A própria
experiência, depois de um tempo
variável para cada indivíduo, desde 1 a 3 meses, experimentando-se um bem-estar
tão notável, que já não quereremos abandonar esta prática.
6.
Também os
diferentes investigadores da saúde em universidades prestigiosas dos EUA,
que fizeram estudos sobre pessoas alimentando-se macrobioticamente e deixaram
evidências médicas dos benefícios em: pressão arterial, nível de colesterol,
arteriosclerose, peso ideal, nível de açúcar no sangue e aumento da resposta
imunológica.
7. E finalmente, a intuição. No meu caso, deixei-me guiar
por ela há 20 anos e encontrei assim a mais elevada cultura da nutrição.
Yin e Yang, não são só conceitos ou palavras de origem chinesa –
reflectem uma actividade, uma forma de movimento ou tendência. Se observarmos a
nossa realidade de mente aberta, podemos ver que tudo é movimento – ninguém
pode negar que tudo muda. O relógio não para – envelhecemos, transformamo-nos e
aprendemos coisas novas. O dia começa pela manhã e continua até à noite. O
Verão avança até ao Outono. A criança faz-se adulto e o adulto se faz velho. A
riqueza de hoje pode amanhã ser pobreza. A ignorância de hoje, pode ser
sabedoria no futuro.
Esta mudança obedece a ciclos: ciclos naturais, ciclos biológicos,
ciclos históricos.
As civilizações nascem, desenvolvem-se e a seguir declinam.
Todas
as mudanças se dirigem para os seus opostos: dia em noite, fracasso em êxito,
escravidão em liberdade, falta de jeito em destreza.
Para
simplificar, podemos classificar em Yang tudo aquilo que tem tendência para o
positivo, o rápido, o dinâmico e o prático. Os fenómenos com tendência Yin,
serão os antagónicos: a passividade, a lentidão, a suavidade e a espiritualidade.
A
saúde é um fenómeno positivo e luminoso. A saúde é Yang – a doença tem uma
tendência mais apagada, débil e triste – podemos classificá-la como um fenómeno
de tendência Yin.
Portanto, Yang muda para Yin gostemos ou não. Este processo pode
levar dias, semanas ou anos, mas a mudança está operando agora mesmo saibamo-lo
ou não. De facto, todos já tivemos alguma doença ou tê-la-emos no futuro,
porque a saúde não é nem absoluta nem eterna. Porém, ao estarmos doentes,
existe a opção de retornarmos à saúde e a mudança toma uma direcção diferente.
Temos a liberdade de escolher que direcção queremos tomar, já que a liberdade é
uma possibilidade do nosso espírito, ainda que às vezes não saibamos como
empregá-la.
Podemos
escolher um alto nível de saúde e mantê-la quase inalterada durante muitos
anos. Poderá haver momentos de debilidade orgânica, mas fortalecendo a vontade
e mantendo hábitos adequados, é possível disfrutar de uma grande saúde durante
um período prolongado.
Quando
se pratica macrobiótica a fundo, não se evita apenas a doença, mas também se pode
transformar uma situação de doença.
Quando a saúde se debilita surge a doença – não importa nem o tipo nem o nome
da mesma - doença é saúde débil. Ao fortalecer-se a saúde, a doença cura-se. É
assim e não pode ser de outra forma. É lógico e é justo. O universo tem regras
claras. A mente do homem às vezes confunde-se e afirma que várias doenças não
têm cura, admitindo que a saúde pode transformar-se em doença, mas não se
admite o contrário em muitos casos.
Mas a lei do Yin e Yang indica o retorno, se existir vontade de
retornar. Não há cura sem vontade de se curar. Cura é Yang, trabalho
autocrítica, assumir a própria responsabilidade e pôr-se em movimento.
Mas
se ficarmos à espera que nos curem, então esperaremos por um milagre, porque
ninguém nos pode curar … nós teremos de fazer o trabalho … de contrário, não
será uma cura profunda, duradora.
E POR ISSO, DEVEMOS APRENDER A COZINHAR ...
A COZINHAR PARA A VIDA.
Friday, May 26, 2023
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL:
OS 10 PONTOS DE UMA DIETA EQUILIBRADA
EM HARMONIA COM O MEIO AMBIENTE
Por: Clara Castellotti (*)
“ “O mundo está
interconectado através dos processos da nutrição e do alimento. O alimento não
é uma mercadoria nutricionalmente vazia e tóxica, não pode ser “bioingernierizado”
para compensar as suas carências. O alimento, aquele que definimos como
“saudável”, é o resultado da nossa relação com a Terra e de como a cuidamos e o
alimento “bom” é um direito para todos os seres vivos, desde as abelhas, que
não deviam ser tratadas com neonicotinoides; os vermes não deviam ser
eliminados com fertilizantes químicos e glifosato; desde a pessoa mais pobre
até à última criança. Unamo-nos então, agora mesmo, em todo o mundo, para
voltarmos a ter para todos o nosso alimento, na sua função de nutrição. É tempo
de reivindicar o nosso “bom alimento” – Vanda Shiva.
Este artigo, trata de prevenção,
não de cura: de alimentação saudável. Não falaremos de dietas curativas que
necessitam de um foco mais específico, porque a doença é filha do desequilíbrio
e, com a prevenção e o conhecimento adequados, podemos evitar muitos desses
desequilíbrios.
Pontos
mais importantes de uma dieta equilibrada,
em harmonia com o meio ambiente:
1. OPTAR POR ALIMENTOS
VERDADEIROS, PREDOMINANTEMENTE DE ORIGEM VEGETAL.
Um alimento verdadeiro é uma
substância íntegra, que não sofreu transformações industriais, isto é, que não
foi modificado artificialmente: cereais integrais, leguminosas, sementes,
frutas e vegetais de estação, cultivados de maneira orgânica; produtos de
origem animal provenientes de quintas ecológica que respeitem os ritmos vitais
dos animais; peixe de pesca sustentável …
Saudáveis e verdadeiros são também os alimentos que foram secos, fermentados, marinados ou transformados por métodos tradicionais. Em contrapartida, não podemos considerar alimentos verdadeiros muitos dos produtos que, ainda que sejam vendidos como saudáveis em lojas de produtos naturais, foram processados industrialmente. Refiro-me a vários subprodutos de soja, a soja texturizada, hamburgers e wurtels veganos, as inúmeras galletes adoçadas com xarope de agave e outros adoçantes similares que foram refinados e processados. Numa dieta saudável, devem ser consumidos unicamente alimentos biológicos.
2. CONSUMIR ALIMENTOS
DE ESTAÇÃO FRESCOS E CULTIVADOS NUM CLIMA O MAIS PARECIDO POSSÍVEL AO DA NOSSA
RESIDÊNCIA.
A dieta ideal deve assegurar, pelo menos, um certo aporte
de elementos biológicos frescos para nutrir a nossa energia defensiva e, se
possível, devem ser autóctones, para fornecer a integração do indivíduo no
ambiente em que vive. Só assim podemos conectar com o nosso envolvimento, coisa
que não podemos levar a cabo se, na nossa dieta, a maioria dos alimentos vierem
de longe ou de outra tradição. As técnicas de conservação/armazenamento, como a
refrigeração, a congelação, etc., fazem com que os produtos, sobretudo os
vegetais, cheguem às nossas mesas privados daquela “qualidade biótica” que
representa a sua energia como ser vivo. Esta qualidade biótica consiste num
aporte energético básico para o nosso organismo, já que está em relação directa
com a “aura” o “halo energético” dos alimentos (energia Wei), que se
perde progressivamente no decurso do tempo. Wei é a energia defensiva, a
que estimula e sustenta o sistema imunitário, pelo qual, somente os produtos
frescos poderão garantir ao nosso organismo as defesas adequadas, realizando a
sua capacidade neutralizante face às influências exteriores. Da permanência da
energia Wei nos alimentos depende a sua capacidade de conservação.
Consumir alimentos de estação é fundamental para criar
harmonia com o meio ambiente: a natureza oferece-nos, a cada momento,
justamente o que necessitamos para que essa adaptação seja completa. Consumir
alimentos fora da sua época significa introduzir no nosso organismo energias
pouco adaptadas ao momento que estamos a viver, criando as bases de um
desequilíbrio e da doença. Outro factor que nos debilita é a presença na nossa
dieta de alimentos exóticos, não aptos para o clima em que vivemos. Este factor
agrava-se quando se trata de um alimento fresco (fruta, por exº) transportado
em câmaras frigoríficas durante longas distâncias.
Para enfatizar a harmonia com o meio ambiente, quem viver junto ao mar poderá fazê-lo consumindo algas marinhas, verdadeiros concentrados de água do mar; quem viver na montanha deverá alimentar a sua energia com alimentos silvestres, como cogumelos, castanhas e frutos do bosque. Os alimentos silvestres, como os cogumelos, as plantas, os vegetais, os frutos do boque, a água bebida do próprio poço, etc., contêm uma quantidade de energia telúrica sumamente maior inclusivamente à dos alimentos biológicos cultivados pelo homem.
3. CONSUMIR NA SUA
MAIORIA ALIMENTOS EQUILIBRADOS.
Se consumirmos alimentos mais centrados da lista yin-yang (**), sentir-nos-emos muito menos atraídos por alimentos extremo yin ou extremo yang. Se comermos cereais integrais, leguminosas ou peixe, a nossa necessidade de yin satisfar-se-á com vegetais doces ou fruta, enquanto que, se consumirmos carne vermelha ou queijo curado, facilmente iremos desejar acompanhá-los com um copo de vinho, um gelado ou uma sobremesa açucarada, para compensar. Se salgarmos demasiado os alimentos, necessitaremos de adicionar mais óleo/azeite e vinagre para equilibrá-los. Os alimentos afastados do centro consumir-se-ão, portanto, ocasionalmente e equilibrando-os sempre com alguma substância de carácter complementar, mas não extrema. Se compensarmos um bife grelhado com um gelado (ainda que não tenhamos desejos disso), teremos de voltar a algum yang extremo para restabelecer o equilíbrio e isso leva a um círculo vicioso sem fim. Quando consumimos alimentos de origem animal, é necessário ter em conta três regras fundamentais: 1) comer uma quantidade muito reduzida; 2) acompanhá-los de grandes quantidades de vegetais e de frutas que em parte anulem as substâncias nocivas produzidas pela combustão das gorduras e das proteínas animais, evitando assim que organismo se acidifique; 3) reduzir ou evitar a ingestão dos vegetais mais yang, como cereais integrais e leguminosas ao mesmo tempo da proteína animal.
4. RESPEITAR
PROPORÇÕES E QUANTIDADE.
“Nada na natureza é veneno; é a
quantidade que transforma uma substância em veneno” – Paracelso.
Se tivermos em conta o número e o tipo de dentes que a
Natureza nos proporcionou, constataremos que temos apenas 4 caninos aptos para
comermos carne, contra 20 destes – entre molares e pré molares – específicos
para moer cereais, raízes e sementes, além de 8 incisivos para os vegetais. Ao
contrário do que se passa actualmente, as proteínas animais deveriam constituir
no máximo 1/8 da nossa dieta quotidiana. Se respeitarmos esta proporção, não só
não seriam nocivas, como nos fornecerão os nutrientes que uma dieta equilibrada
e completa exige, sem recorrermos a alimentos integradores. É a quantidade que
acaba esgotando a capacidade de alquimia da nossa maravilhosa máquina humana. A
quantidade na nossa sociedade prevalece sobre a qualidade, mas há que conseguir
que nos alimente mais, seja a nível energético ou físico - uma pequena e feia
maçã recém colhida da árvore, alimenta-nos mais que 10 formosas maçãs
amadurecidas em câmaras frigoríficas, compradas nos supermercados.
Em segundo lugar, tratando-se também de um alimento saudável e equilibrado se o consumirmos em excesso, torna-se prejudicial, já que comer em excesso esgota os órgãos e os diferentes sistemas do nosso organismo. Se comermos mais do que o necessário, criamos uma estagnação, e produzir-se-á uma digestão mais lenta. Como consequência disso, aparecerá distensão e cansaço depois de comer, já que a nossa fisiologia ocupar-se-á de digerir este excesso de comida. Michio Kushi costumava dizer que “é menos prejudicial comer pouco seguindo uma dieta normal, do que comer muito comendo uma dieta macrobiótica”. Deveríamos levantar-nos da mesa com um pouco de fome – essa sensação desaparecerá completamente em pouco tempo. Sentir-nos 80% cheios, sugeria Ohsawa.
5. REDUZIR A INGESTÃO
DE PROTEÍNAS E GORDURAS ANIMAIS.
Ao contrário de muitos colegas, a quem muito respeito, em
geral e se não houver necessidade temporal para o fazer, não sou partidária da
dieta vegana a longo prazo, ainda que considere que a proporção de alimentos de
origem animal consumida deva ser muito reduzida e adaptada à condição de saúde
de cada indivíduo. Deve-se limitar a quantidade e que seja de proveniência
estritamente biológica, para evitar a superabundância de antibióticos e
hormonas, dando preferência ao peixe, que é anti-inflamatório. Recordemos que
os alimentos de origem animal, ao serem inflamatórios (excepto o peixe) e
acidificantes, devem ser equilibrados com grandes porções de alimentos
alcalinizantes e anti-inflamatórios. É suficiente muito pouca proteína animal -
de 5 a 15% da nossa ingestão total de acordo com a condição de saúde pessoal -,
o que nos fornecerá todos os nutrientes que necessitamos sem ter medo e
recorrer a integradores, evitando assim os produtos mais extremos, como enchidos,
carnes vermelhas, fumados, queijos curados e, sobretudo, acompanhando aquela
pequena porção com muita quantidade de alimentos vegetais.
A propósito da dieta vegana, queria também dizer que, para as pessoas que vêm de um passado de abuso de proteínas animais, uns anos de dieta vegana é muito aconselhável, já que ajudará a elimina os excessos acumulados e fará com que reconsideremos os nossos hábitos alimentares, voltando depois a consumirmos tais alimentos com consciência e na sua justa medida. Ao falarmos de dieta e saúde, há que enfatizar que as dietas veganas são, na sua maioria, muito desequilibradas: só, e nem sempre, cumprimos com o critério ético de não prejudicar os animais e o ambiente; não são, em vez de e em geral, dietas equilibradas e saudáveis (***). Com o tempo, debilitarão muitíssimo o organismo. Assim, se seguirmos uma dieta vegana, devemos considerar a macrobiótica vegana, que tem em conta não só a ética, mas também o equilíbrio entre os alimentos.
6. ELIMINAR É MAIS
IMPORTANTE DO QUE ADICIONAR.
Eliminar da nossa alimentação os alimentos “prejudiciais” é mais importante do que adicionar aqueles que consideramos serem saudáveis. Muitas pessoas pensam que “comem bem” porque consomem sopa de miso, cereais integrais e outros alimentos que catalogam como “saudáveis”, mas continuam a seguir com os costumes que tinham antes: não se libertam do consumo excessivo de produtos de origem animal ou produtos refinados, não renunciam à sua dose diária de vinho, bebidas alcoólicas, cigarros ou cerveja e autojustificam-se demasiado com frases do tipo “é só quando saio com os amigos”. Se isso for verdade muito ocasionalmente, nada irá acontecer. No entanto, cuidado com os autoenganos.
7. RESPEITAR O RELÓGIO
BIOLÓGICO E CRIAR UMA ROTINA. (****)
Numa alimentação saudável, também é importante a
distribuição dos horários das refeições.
É um erro saltar o pequeno-almoço: a energia Qi
nutricional está em níveis altos em torno do baço e do estômago das 7 às 11
horas da manhã. Este é um horário em que podemos digerir muito eficazmente os
alimentos que ingerimos e transformamos em energia a utilizar durante o dia. Saltar
o pequeno-almoço pode causar desequilíbrios ao nível do açúcar no sangue e fará
co que o nosso organismo acumule reservas (instinto de sobrevivência) em vez de
as libertar. Assim, se pensarmos perder peso, obteremos o seu contrário. O
velho ditado “comer de manhã como um rei, ao meio-dia como um príncipe e à
noite como um pobre”, está seguramente correcto, ainda que, pessoalmente,
aconselhe a comer ao pequeno-almoço como um príncpe e ao almoço como um rei. De
facto, quando nos levantamos, os nossos órgãos estão ainda a despertar, e,
exigir-lhes um trabalho demasiado intenso pode ser contraproducente. A Ayurveda,
que tanto indagou sobre o relógio biológico, equilibra o nosso Sol Interno (o
fogo digestivo ou Agni) com o Sol Externo. É ao meio-dia quando o Sol
tem mais força e, da mesma forma, que nosso Agni está mais activo.
Assim, temos a máxima força digestiva nas horas do meio-dia e é nesse momento
que deveríamos consumir comida mais abundante. Depois do pôr do Sol Agni
também se apaga e com ele a capacidade do nosso metabolismo dividir nutrientes
e assimilá-los. Assim, o jantar deverá ser o mais cedo possível e muito
ligeiro, só assim não se criarão estagnações. Muitos problemas digestivos
provêm não só daquilo que comemos, mas também de como comemos, incluindo jantar
tarde. O refluxo gastroesofágico, a acidez do estômago, a ansiedade pela
comida, os gases, a flatulência, etc. são todos eles problemas que têm origem
nos maus hábitos alimentares.
Procurar regularidade nos nossos costumes e nos horários
das refeições, levantar-se ou deitar-se mais ou menos à mesma hora, arranjar
tempo para fazer exercício físico durante o dia e um espaço para meditação são,
entre outras actividades rotineiras, ferramentas que nos permitem retornar ao
nosso centro.
Repetir um Mantra recitado mantendo as mãos abertas sobre o prato para energizar a comida e dar graças por ela é uma rotina maravilhosa.
8. EVITAR COMER À
PRESSA.
Comer depressa, assim como as refeições irregulares,
empobrecem o fluxo vital do baço e do estômago, já que não os deixa ter tempo
para digerir os alimentos e causa estagnações aos seus Qis; o mesmo se
passa ao comermos em pé. É melhor não misturar comida e trabalho; a nossa
digestão funciona melhor quando está focada em disfrutar da comida não nos
distraimos com outros estímulos ou factores. Assim, é melhor fazer com que o
tempo em estamos a comer seja um momento de descontracção em vez de tentarmos
ler ou ver TV ou fazer negócios. A mastigação deve ser tranquila e lenta,
triturado perfeitamente os alimentos antes de os engolir. Mastigar bem reduz o
trabalho dos nossos órgãos e aumenta a absorção dos nutrientes. Esta função,
além de assegurar uma digestão fácil e óptima, ao ser a boca a porta do sistema
digestivo, tem as suas explicações energéticas; de facto, a saliva, está
carregada de energia elecromagnética e somente uma atenta mastigação irá
permitir ao Qi misturar-se com os alimentos. A amílase salivar que decompõe
os hidratos de carbono complexos, provenientes dos tubérculos, raízes, cereais
integrais e leguminosas, inicia esse longo processo digestivo que os vai
converter pouco a pouco em glicose para nos fornecer energia. Mastigar correctamente
até que o alimento se torne cremoso ajuda a estabilizar os níveis de glicose e
diminui o stress e o trabalho do estômago; tem um efeito calmante e relaxante
que promove a estabilidade emocional e finalmente evita inchaços e fermentações
intestinais. Aquece ou esfria o alimento, levando-o à temperatura corporal porque
assim dá menos trabalho ao estômago e ao baço e ao começo do peristaltismo no
cólon, ajudando a regular s intestinos. Mastigar bem ajuda também a não
engordar: estimula no intestino a produção de neuropeptídeos que induzem o
sistema nervoso a reduzir o apetite. Permite-nos acalmar, desfrutar da comida e
conectar com o processo da nutrição com agradecimento e consciência. Ohsawa dizia
que o facto de se mastigar muito estimula os Charas Superiores e é um dos
vários motivos pelo que associava a Macrobiótica Zen ao regime dos mosteiros Zen,
o Syozin Ryori, “cozinha que melhora a compreensão”. Manter uma atitude
tranquila às horas das refeições provoca, além do mais, que todas as nossas
reacções durante o dia sejam mais pacíficas e controladas. Umas palavras de
agradecimento ou um Mantra recitado antes de comer, ajuda-nos a centrar no
momento presente (o aqui-agora, NDT), tornando a nossa atitude mais consciente e tranquila. Para isso, devemos
juntar as palmas das mãos e apoiá-las no centro do peito e a seguir recitar o
som “suuuuuuu”. “Su” é o som da harmonia, acalma-nos imediatamente
e serve para nos harmonizar com o alimento que temos à nossa frente.
9. UTILIZAR O BOM
SENSO/SENSO C0MUM.
Isto significa ter a humildade de aprender com as tradições, que normalmente unificam a sabedoria e a experiência e não nos deixarmos doutrinar ou ser levados pelas modas do momento, a miúde privadas de fundamento e de bom senso.
10. FINALMENTE, NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM.
“Não devemos curar os olhos sem curar a cabeça inteira; nem a cabeça, sem curar o corpo. Além disso, não devemos curar o corpo sem curar a alma. Este é o motivo pelo qual os médicos desconhecem a cura das doenças: porque eles ignoram o Todo. Uma parte específica do corpo não pode estar bem se o Todo não estiver bem”. Platão.
A cura
do corpo - que inclui o exercício físico regular, além da dieta – deve ir em
unidade com o controlo da mente, à abertura do coração e ao cultivo do espírito.
O que introduzimos na nossa mente e no nosso espírito por meio de como
pensamos, actuamos, partilhamos ou vemos é tão importante como o que
introduzimos no nosso organismo em forma de alimento.
Estudos
recentes demonstraram que com a nossa actividade espiritual podemos modificar o
ADN, podemos ligar ou desligar com a meditação determinadas células.
Com a
meditação, reduz-se a actividade dos genes que causam inflamação e temos visto
como o estado inflamatório crónico está ressente em muitas doença como o
Alzheimer, a diabetes, o enfarte e o cancro.”
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· (*)- IN: “QUE EL ALIMENTO SEA TU MEDICINA. La dieta mediterránea a la luz del Yin y el Yang” – Clara Castellotti – dilema EDITORIAL, 2022.
(**)-
· (***)- IN: “Alimentación y salud integral para niños” – Clara Castellotti – dilema EDITORIAL, 2010.
· (****)-
O DAIKON SÍNTESE GLOBAL ORGANIZADA POR TEMAS (IA) Existe um elevado grau de concordância entre as fontes. Abaixo segue uma síntese or...







