Saturday, March 21, 2026

O MITO DO CÁLCIO

DRª Elena Corrales
https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/el-mito-del-calcio/

RESUMO

A ideia de que precisamos de consumir muito cálcio para ter ossos fortes pode não ser totalmente verdadeira. Estudos indicam que não existe uma relação direta entre a quantidade de cálcio ingerida e a densidade dos ossos.

Como é o exemplo de povos que consomem muito cálcio e têm muita osteoporose, enquanto outros consomem pouc e não têm esse problema.

Não importa só a quantidade de cálcio nos alimentos, mas sim quanto o corpo consegue absorver. Para o cálcio ser bem assimilado, deve existir uma proporção adequada com o fósforo (o ideal é haver o dobro de cálcio em relação ao fósforo). Se houver fósforo a mais, a absorção do cálcio pode ser prejudicada e parte dele é eliminada pelo intestino.

Ou seja, o mais importante não é só consumir cálcio, mas conseguir absorvê-lo corretamente.

A melhor forma real de fortalecer os ossos é:

·       Fazer exercício físico (é provavelmente o mais importante) - os ossos ficam mais fortes quando são “estimulados” pelo peso e impacto. O exercício aumenta a formação óssea e reduz a perda de massa óssea, mesmo em adultos e idosos.

·       Ter níveis adequados de vitamina D - a vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio.

·       Consumir cálcio suficiente (mas não exagerar)

·       Comer proteína suficiente

·       Manter peso saudável e massa muscular

Isto é= mexer o corpo + sol/vitamina D + cálcio suficiente + proteína + estilo de vida saudável. Isto tem muito mais impacto do que nos focarmos apenas num alimento ou suplemento.

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A crença de que consumimos pouco cálcio está tão difundida que se tende a enriquecer numerosos alimentos com este mineral.

Mas o que há de verdade neste assunto? Segundo as investigações mais recentes, não existe relação entre o aporte de cálcio na dieta e a densidade óssea. Os povos esquimós têm os maiores índices de osteoporose do mundo e consomem cerca de 2.500 miligramas de cálcio por dia; no entanto, os povos bantus da África do Sul não conhecem a osteoporose e consomem entre 200 e 350 miligramas de cálcio por dia.

Para ter uma referência dos dados apresentados, estima-se que, nos adultos, para ter ossos saudáveis o aporte diário deve situar-se entre 800 e 1.000 miligramas.

Como, em alguns casos, a deficiência de cálcio pode dever-se a uma ingestão insuficiente, é interessante conhecer o conteúdo deste mineral nos alimentos. Existem numerosas tabelas de composição dos alimentos nas quais se observa que o leite de vaca não é propriamente o mais rico em cálcio.

Mas há uma questão importante que confirma o ditado: “não somos o que comemos, mas sim o que assimilamos”. Para que o cálcio de um alimento seja assimilado, deve estar numa proporção com o fósforo de dois para um. Ou seja, o alimento que favorece a calcificação deve ter o dobro de cálcio em relação ao fósforo: Ca/P = 2/1

Se o fósforo for demasiado abundante num alimento, interfere na absorção do cálcio porque favorece a formação de fosfatos de cálcio insolúveis, que muitas vezes acabam por ser eliminados por via intestinal sob a forma de fecalitos.

Tablas febrero-2

Relação Cálcio/Fósforo nos los alimentos

Podemos observar as diferentes relações cálcio/fósforo na tabela precedente para compreender a biodisponibilidade, ou seja, a eficiência na absorção.

Observamos que os produtos lácteos não são uma boa fonte de cálcio devido ao seu conteúdo excessivo em fósforo e, assim, compreender a origem dos fecalitos que observamos com frequência nas radiografias abdominais.

A ineficácia do leite (e derivados) como aporte de cálcio explica por que, apesar de ser o alimento mais consumido em casa, a osteoporose aumenta todos os dias e em pessoas cada vez mais jovens.

Por outro lado, se na fase da vida em que somos amamentados o nosso crescimento é máximo e nesse período o leite materno é o alimento ideal e exclusivo, devemos perguntar quanto cálcio contém o leite das mães. Surpreendentemente, o leite humano contém apenas 33 mg de Ca /100 ml, face ao leite de vaca que atinge 118 mg de Ca /100 ml.

Este dado leva-nos a refletir sobre por que razão oficialmente se toma como referência de alimento rico em cálcio na nossa dieta o leite de vaca, quando, em todo o caso, se deveria tomar como referência o leite humano.

Causas da deficiência de cálcio

  • carência no aporte
  • má absorção intestinal
  • eliminação renal excessiva
  • utilização do cálcio para neutralizar os ácidos do metabolismo

São alimentos descalcificantes:

  • o açúcar, álcool, café, cacau
  • alimentos refinados e desnaturalizados
  • alimentos desequilibrados na relação Na/K, como citrinos, tomate, etc.
  • excesso de proteínas na dieta, sobretudo de origem animal
  • tabaco
  • leite e derivados lácteos
  • aditivos alimentares como os fosfatos e bebidas gaseificadas, refrigerantes, etc.

O que fazer para evitar a deficiência de cálcio:

  • Manter bons hábitos alimentares desde a infância para atingir um bom “pico de massa óssea”, evitando principalmente os alimentos descalcificantes
  • Praticar exercício físico para manter um bom equilíbrio entre os osteoblastos, responsáveis pela formação óssea, e os osteoclastos, responsáveis pela reabsorção
  • Apanhar sol com bom senso para ter bons níveis de vitamina D
  • Manter em bom estado as vias de eliminação, principalmente os rins

Conclusão

O problema do cálcio não é, portanto, consequência de uma falta de aporte na dieta, como muitas vezes se faz crer, mas sim de perdas resultantes de uma ingestão excessiva de alimentos descalcificantes.



Friday, March 20, 2026

 

A MEDICINA MACROBIÓTICA

A medicina macrobiótica representa apenas uma pequena parte da arte de viver macrobiótica. No entanto, é a mais conhecida e a mais mediática, porque os resultados — bem-estar, melhoria ou cura — são frequentemente espectaculares. Em que é que ela difere das outras medicinas: alopáticas, alternativas, homeopáticas ou da medicina tradicional chinesa? O que é fundamentalmente diferente é que se trata, antes de mais, de uma abordagem em conformidade com as leis dialécticas da ordem do Universo.

É uma medicina preventiva que não considera a doença como um inimigo a combater, mas como uma ruptura, em primeiro lugar, de um equilíbrio (Sódio-Potássio, Yin-Yang, Positivo-Negativo, etc.). No âmbito da medicina macrobiótica, cada pessoa assume a responsabilidade por si própria, em vez de se entregar a outra pessoa. É uma medicina do corpo como um todo.

A doença é considerada como um aviso, como um sinal amistoso. A medicina macrobiótica incentiva a auto-reflexão. Estimula a consciência de si próprio e o autocontrolo. É uma medicina de liberdade. Todas as outras medicinas são medicinas de dependência. É o próprio doente que deve tratar-se e curar-se, sendo totalmente responsável por si, sem depender de qualquer médico nem ter de pedir conselhos a quem quer que seja.

A cura macrobiótica começa, portanto, pela auto-reflexão. Mas esta não deve dizer respeito apenas à doença. É necessário também questionar todas as atitudes, a forma de pensar, de comer, de viver. É preciso pôr tudo em causa. A auto-reflexão é, assim, o princípio base da medicina macrobiótica. O auto-diagnóstico é a sua ferramenta prática. O doente deve descobrir por si próprio a causa da sua doença.

— Onde se encontra essa causa?
— Será um problema de alimentação?
— De comportamento, de atitude perante os outros?
— Quem é o responsável?

Rapidamente irá descobrir que ele próprio é responsável pela sua doença. Depois de descoberta a causa, é necessário proceder a uma verdadeira revolução, a uma mudança total da sua vida, dos seus comportamentos, das suas relações humanas, etc. Mas a primeira mudança deve ser de ordem alimentar.

A medicina natural macrobiótica é, antes de mais, uma medicina alimentar regeneradora que recorre ao bom senso e à lógica. Está em concordância com os princípios que regem as forças vitais da Natureza e tende para a unificação, em vez da separação.

Como tudo, a cura através da medicina macrobiótica tem um preço. Não um preço em dinheiro, mas um custo em termos de compromisso pessoal. Quanto mais forte e total for esse compromisso, maiores são as probabilidades de cura. Depois de se convencer, através de uma intensa introspecção, de que é o único responsável pelas suas doenças e pelos seus infortúnios, resta definir as diferentes fases das mudanças a introduzir na sua vida.

A primeira é, naturalmente, estudar todos os ramos que compõem esta arte de viver. É a única forma de se libertar de todas as influências exteriores, sejam elas políticas, religiosas ou médicas, e assim dirigir a sua vida com total independência.

Simultaneamente, pode começar a sua revolução biológica, isto é, modificar a sua alimentação e a relação que mantém com a comida. Pouco a pouco, esta nova alimentação influenciará os seus comportamentos e uma visão de um mundo unificado e universal impor-se-á naturalmente.

Uma saúde recuperada, uma vida plena e longa, uma confiança inabalável resultante do desaparecimento de medos ancestrais profundos são o resultado desta revolução interior.

Gérard le Wenk, conselheiro em macrobiótica.

 


MACROBIÓTICA E

EMAGRECIMENTO

PORQUE A MACROBIÓTICA QUASE NÃO FALA DE EMAGRECIMENTO

  • A macrobiótica tradicional foca-se mais na saúde e no equilíbrio energético do que na perda de peso.
  • A ideia base é que o corpo emagrece naturalmente quando recupera o equilíbrio com a prática da alimentação macrobiótica.
  • Na medicina oriental (yin-yang, cinco elementos), o emagrecimento não é um tema central.
  • Mesmo assim, a nutrição moderna mostra recomendações muito semelhantes às da macrobiótica:
    • evitar alimentos processados e açúcares refinados
    • consumir mais vegetais
    • garantir proteínas suficientes
    • incluir gorduras saudáveis (não saturadas)
    • não viver a dieta como castigo

Princípio fundamental: emagrecer = equilíbrio

  • A dieta macrobiótica não é fixa, deve adaptar-se:
    • à pessoa (idade, sexo, profissão, condição de saúde, …)
    • ao clima
    • à atividade física
    • ao estado emocional
  • O objetivo principal é o equilíbrio global, sendo o emagrecimento uma consequência possível.

ALIMENTOS A REDUZIR PARA PERDER PESO

Hidratos refinados e ultraprocessados

  • açúcar
  • pão branco
  • bolachas e pastelaria
  • cereais de pequeno-almoço
  • massa branca
  • batatas fritas
  • refrigerantes

Outros alimentos problemáticos

  • gorduras saturadas
  • excesso de proteínas animais
  • snacks salgados
  • fritos e pratos pesados
  • álcool
  • excesso de óleo

Problema da macrobiótica estrita

  • excesso de cereais
  • poucos vegetais e proteínas
  • uso elevado de condimentos salgados

ALIMENTOS A AUMENTAR PARA EMAGRECER

Verduras/vegetais/legumes (pilar principal)

  • devem representar 50–60% da alimentação
  • preferir:
    • cozidas
    • no vapor
    • salteadas
  • as saladas são mais indicadas para o verão

Proteínas

  • incluir proteínas vegetais:
    • leguminosas
    • tofu
    • tempeh
    • seitan
  • no modelo mais moderno podem incluir-se proteínas animais moderadamente:
    • peixe
    • ovos
    • carne
    • marisco

Gorduras saudáveis

  • azeite
  • abacate
  • frutos secos
  • peixe gordo

Hidratos de carbono complexos

  • cereais integrais em grão:
    • arroz integral
    • aveia
    • millet
    • trigo-sarraceno
    • cevada
    • quinoa
    • amaranto, ...

ALIMENTOS DEPURATIVOS E ESTIMULANTES DO METABOLISMO

  • rabanetes
  • nabo/daikon/rábano/rabanete
  • cogumelos
  • gengibre fresco
  • algas (wakame, dulse)
  • ervas aromáticas

HÁBITOS DE VIDA IMPORTANTES PARA EMAGRECER

  • fazer exercício físico regularmente
  • não ficar muitas horas sem comer
  • evitar jantar tarde
  • planear as refeições
  • comer porções pequenas
  • fazer um lanche macrobiótico antes de eventos sociais
  • escolher bem as bebidas (evitar refrigerantes e álcool)
  • controlar emoções ligadas à fome

IDEIA CENTRAL FINAL

O emagrecimento na macrobiótica não deve ser um objetivo isolado.
Deve resultar de:

  • equilíbrio alimentar
  • estilo de vida activo
  • consciência emocional
  • adaptação individual da dieta

 

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

(resumo utilizando a I.A. (*))- www.macrobioticamediterranea.es

·             El modelo macrobiótico para adelgazar

·             La fórmula macrobiótica para perder peso

https://www.macrobioticamediterranea.es/la-formula-macrobiotica-para-perder-peso/

·             Perder peso con macrobiótica https://www.macrobioticamediterranea.es/perder-peso-con-macrobiotica/

·             Por qué la macrobiótica no habla de adelgaza

·             Un método para perder peso com macrobióticahttps://www.macrobioticamediterranea.es/un-metodo-para-perder-peso-com-macrobiotica/


(*)- https://chatgpt.com/

 

 

 

Monday, March 16, 2026

 


MEDITAÇÃO

Dr. Martín Macedo (IN: “Bono Meditación”)

IVª PARTE

SERVIÇO À COMUNIDADE

AUTO REALIZAÇÃO E PRÁTICA MEDITATIVA

 

SERVIÇO À COMUNIDADE

Somos chamados a dar o melhor fruto que formos capazes de produzir. Isso, na minha opinião, é o sentido da existência. Dar a melhor versão possível de nós próprios. Ser o máximo que possamos chegar a ser, é o maior desafio e a maior fonte de satisfação que um ser humano pode experimentar nesta vida fugaz. O destino de um pequeno rebento é tornar-se numa grande árvore. O destino de uma cria de leão é ser um dia um temível predador. Tudo segue a lei natural do crescimento. Tudo está destinado a crescer e a tornar-se o máximo que possa chegar a ser. E todos nós temos uma vocação, um chamamento para desenvolver certas actividades para as quais temos talentos naturais. E quando temos estes dotes é natural e lógico gostarmos de fazer aquilo para o qual fomos "feitos". Assim quem tem vocação para o desporto, encontrará a sua maior satisfação na vida, tornando-se um grande desportista, não para competir (luta de egos), mas pela imensa alegria de seguir o impulso da lei do crescimento que nos leva a ser o melhor que possamos ser. Quem tiver vocação para o direito, que se dedique a ser um grande magistrado.

Quando se sente esse apelo da alma que clama valorosamente, experimenta-se a felicidade em se sacrificar para se tornar o melhor que se deseja e que se acredita poder ser. Que o médico seja um grande médico e que o engenheiro seja um grande engenheiro. Que o cozinheiro seja um verdadeiro mestre e que o construtor faça construções maravilhosas. Ao darmos sempre o nosso melhor, estamos a oferecer um grande presente à comunidade. Porque a maior prenda que podemos dar a nós próprios e à nossa família e amigos; a maior prenda que podemos dar à comunidade é sermos o melhor que possamos chegar a ser. E assim o nosso serviço será grande e generoso. E seremos recordados como seres que brilharam com a sua luz e iluminaram a sua comunidade e o seu tempo com a sua força e vocação para fazer o máximo pela felicidade colectiva. Por isso defendemos e acreditamos que a saúde não é apenas um direito. É também uma "obrigação". Para sermos tudo o que podermos ser, precisamos de um corpo forte, resiliente e cheio de paixão e entusiasmo. Precisamos de uma saúde de ferro. Se estivermos fracos e doentes, deprimidos e intoxicados, que tipo de serviço poderemos oferecer à comunidade? Há muita gente que acredita que servir a comunidade é trabalhar arduamente e sacrificar-se pelo bem comum. E crê que isso é suficiente. Portanto, o que se come e o que se bebe, o que se fuma ou deixa de se fumar é da sua vida privada. O que é importante é o serviço e se ele trabalhou duramente, pode ser considerado um cidadão exemplar e será recordado e amado por séculos. No entanto, danificar o próprio corpo, o próprio templo biológico, diminui as possibilidades de servir de uma forma verdadeiramente grandiosa. A saúde é a base da felicidade individual e colectiva. A prática da meditação prepara-nos para nos conectarmos às nossas potencialidades ilimitadas, que se encontram na exploração do nosso mundo interior. A disciplina da meditação permite-nos encontrar a nossa dimensão divina, a nossa presença de vida que tem a mais alta ambição de amar e servir. Aí compreenderemos a nossa grandeza, a nossa verdadeira identidade e a nossa missão de serviço. E quereremos oferecer um serviço incomparavelmente sublime. E se para isso tivermos de cultivar a saúde como um capital precioso, fá-lo-emos custe o que custar. O nosso amor e a nossa paixão por servir de forma grandiosa varrerão todas as desculpas e desejos mesquinhos. Varrerá todos os vícios que são comportamentos auto-destrutivos e debilitantes. Um amor poderoso pelo bem coletivo é incompatível com práticas tóxicas.

Quem sofre a escravidão das adicções ainda não desenvolveu uma verdadeira paixão para se tornar um grande servidor. E o amor fará o milagre. A meditação assídua faz-nos compreender que todo o poder disponível no Universo está vivo em todas as formas de vida. Quando encontrarmos uma forma de nos identificarmos com esse poder, experimentaremos o verdadeiro amor, pois teremos descoberto que os outros são parte de nós. E vamos querer a felicidade colectiva como queremos a nossa própria felicidade. E a saúde colectiva como queremos a nossa própria saúde. Porque toda a vida está conectada, e quando fazemos coisas positivas para os outros, estamos a fazê-las a nós próprios. Porque não há separação, mesmo que o ego insista que somos especiais e "melhores" por causa dos grandes esforços e sacrifícios que fizemos e continuaremos a fazer pela comunidade.

 

AUTO-REALIZAÇÃO E PRÁTICA MEDITATIVA

O poder encontra-se no presente. A vida é sempre algo que está a acontecer

agora. A nossa vida pode estar diminuída quando estamos perturbados por altos e baixos emocionais. Meditar treina-nos para acalmar as turbulências do ego. E para compreender as armadilhas do ego. O ego torna-nos pequenos. E nós não somos pequenos. Somos gigantes. Somos divinos. Somos génios e viemos para cumprir uma missão única para a qual temos todo o equipamento necessário. A nossa verdadeira essência, isto é, o que realmente somos, só é acessível através do silêncio da prática meditativa. Por isso acredito firmemente, como mencionei no início deste artigo, que todos nós deveríamos meditar, independentemente do nosso local de nascimento, ou da nossa cultura ou tradição religiosa. Nunca encontraremos a nossa grandeza no meio da turbulência da mente egoísta que se debate entre a culpa e a auto compaixão, entre o desejo de vingança e a especulação sobre os perigos do futuro. O ego, como mencionámos anteriormente, procura avidamente segurança e proteção, abrigo e sustento. E esses anseios são tão persistentes e eloquentes, que muitas pessoas vivem toda a sua vida tratando de assegurar bens de consumo e outros itens que lhes deem alguma sensação de segurança e proteção. E trabalham e esforçam-se por os conseguir. E quando o conseguem, comparam o seu nível de segurança e bem-estar material com o de outras pessoas. E se atingiram um nível elevado, consideram-se como pertencendo a uma classe superior, com um nível "socioeconómico" mais elevado. E vão viver para um bairro chique, onde vivem os ricos, aqueles que conseguiram subir alto na escala social. No entanto, não vivem de acordo com a sua grandeza, mas sim em função da necessidade de "segurança" que vem dos anseios do ego. Para conseguir encontrar a nossa verdadeira grandeza, a nossa verdadeira altura, temos de praticar a disciplina do silêncio e da contemplação interior. Aí podemos contemplar a verdadeira vida, a verdadeira grandeza e o verdadeiro amor. Aí, fora dos domínios do ego, tornamo-nos observadores da realidade da vida e das suas infinitas manifestações. E aí encontraremos a paz, a certeza de que somos a totalidade. A totalidade está em nós e nós somos uma parte da totalidade. Então experimentaremos o impulso de desempenhar um papel, um papel que a totalidade atribuiu a uma parte de si mesma. E a totalidade não tem carências, nem fraquezas, nem doenças. Nem pode morrer ou acabar. A totalidade é todo o poder, toda a beleza e a pura eternidade. E nós, a partir da quietude do silêncio meditativo, compreenderemos que somos todo o poder, toda a beleza e toda a eternidade. E a partir dessa grandiosa visão, descemos à Terra para levar a cabo uma missão para a qual fomos divinamente concebidos. E seremos imensamente felizes. E seremos a grandeza. E seremos a paz eterna.

 


 


ADOÇANTES – AÇÚCAR

RESUMO

SABES O QUE O AÇÚCAR FAZ À TUA SAÚDE?

COMO SUBSTITUIR O AÇÚCAR?

ADOÇANTES

NEM AÇÚCAR, NEM SUBSTITUTOS

O QUE SIGNIFICA “TER O SANGUE DOCE”?

 

 

RESUMO

O consumo de açúcar aumentou muito nas últimas décadas e é prejudicial para a saúde, podendo causar dependência e estar associado a várias doenças físicas e mentais: diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares; problemas digestivos e metabólicos; hiperatividade nas crianças, irritabilidade e alterações do humor; enxaquecas, cáries, osteoporose e enfraquecimento do sistema imunitário; possível relação com doenças crónicas e degenerativas; efeitos no comportamento e no cérebro: pode afetar a concentração e aumentar a sensação de fome;  a hipoglicemia pode causar ansiedade, fadiga e depressão; problemas cardíacos, depressão, hiperatividade e até cancro.

O açúcar refinado não tem valor nutricional, aumenta rapidamente a glicose no sangue e obriga o pâncreas a produzir mais insulina, o que pode levar a desequilíbrios metabólicos.

Os hidratos de carbono simples (como pão branco, massa branca e doces) contribuem para esses problemas e recomenda-se reduzir ou evitar o seu consumo.

Substitutos do açúcar - adoçantes naturais e artificiais (como xaropes, açúcar de coco, xilitol e stevia). Muitos deles não são verdadeiramente saudáveis ou são apenas modas promovidas pela indústria alimentar. Alguns podem aumentar o apetite ou ter efeitos secundários digestivos ou hormonais, pelo que a melhor opção para a saúde é reduzir ou eliminar o consumo de açúcar sem recorrer a substitutos, pois muitos adoçantes apresentados como saudáveis são, na prática, apenas alternativas igualmente problemáticas. Mesmo produtos considerados “naturais” — como açúcar de coco, mel, stévia ou xilitol etc. — continuam a ser formas de adoçar que podem ter efeitos negativos no organismo, sobretudo quando consumidos diariamente. Alguns podem provocar alterações metabólicas, digestivas ou hormonais, apesar de terem menos calorias ou índice glicémico diferente.

A principal recomendação é educar o paladar para apreciar o sabor natural dos alimentos e consumir doces apenas em ocasiões especiais em vez de procurar constantemente substitutos do açúcar.. Os maltes de cereais integrais são uma opção mais equilibrada por serem integrais e fermentadas.

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SABES O QUE O AÇÚCAR FAZ À TUA SAÚDE?

O açúcar é uma droga? Sim, o açúcar cria dependência. É um psico-aditivo legal e é um aditivo tóxico.

Atualmente, o consumo de açúcar triplicou e a sua dependência é semelhante à do álcool e do tabaco. Em suma, é um anti-alimento e a droga mais dura que existe; produz em nós uma energia expansiva (yin) que nos desequilibra e deteriora o fígado, o baço-pâncreas, o estômago e o rim. Além disso, afeta o sistema nervoso, o que se evidencia na hiperatividade das crianças quando o consomem.

O consumo de açúcares refinados e gorduras saturadas-trans faz aumentar a irritabilidade.

Não é digerido, vai diretamente para o sangue, causando uma série de alterações físicas e mentais no consumidor. Faz subir o nível de glicose no sangue, obrigando o pâncreas a produzir uma quantidade extra de insulina, que é enviada para a corrente sanguínea, provocando depois uma descida do nível de glicose. Isto, por sua vez, gera no corpo a necessidade de ingerir mais açúcar, e o pâncreas entra em confusão. Hoje existem milhões de diabéticos no mundo e só nos Estados Unidos morrem mais de trezentos mil por ano. A diabetes é consequência da sobredosagem de açúcar e hidratos de carbono refinados.

O açúcar branco refinado é sacarose sintetizada artificialmente sem qualquer componente nutricional. Não nos aporta nada e, além disso, rouba-nos minerais e vitaminas, sobretudo do grupo B. É responsável pela acidez, provoca hipertensão, gera desequilíbrio, muco — humidade — fungos como as cândidas. É responsável pela hiperatividade. Está relacionado com a depressão, a delinquência e o suicídio. Provoca problemas digestivos e metabólicos, rouba vitaminas e minerais alcalinos, altera as funções psicológicas, diminui as defesas, acidifica o sangue e todo o organismo; provoca enxaquecas, osteoporose, cáries, obesidade, etc.

Provoca irritação, aumenta o nível de glicose no sangue, faz trabalhar o pâncreas, gera hipoglicemia reativa e reduz os oligoelementos (a vitamina B1 e o zinco ajudam a compensar). O açúcar gera problemas cardíacos e circulatórios, hepáticos, renais, entre muitos outros.

Aos 45 minutos após o consumo de açúcar, divagamos e não prestamos atenção.

Mas os efeitos do açúcar sobre a nossa saúde vão muito além disso, podendo ser mais graves do que imaginamos. Os tumores desenvolvem-se através do aporte de açúcar na circulação sanguínea. Se comermos muitos “snacks” açucarados, carregados de hidratos de carbono simples, alimentamos o desenvolvimento do cancro. Por isso, uma das estratégias para seguir uma dieta anticancro é adotar uma alimentação sem açúcar, sem hidratos de carbono simples, como pão branco, massa branca, arroz branco e outros produtos “brancos”, também sem adoçantes e sem refrigerantes industriais. Além de evitar o cancro, também nos livraremos da obesidade e da diabetes tipo II.

O alimento do cancro é o açúcar, como se refere no artigo publicado no El País: «O açúcar alimenta o cancro».

Diabetes e hipoglicemia

O açúcar está diretamente relacionado com duas doenças muito conhecidas: a diabetes e a hipoglicemia.

As pessoas hipoglicémicas sofrem um choque de insulina crónico e são rotuladas como nervosas, hipocondríacas, psicóticas, excêntricas, preguiçosas… Os sintomas físicos são: anomalias do ritmo cardíaco, fadiga, insónias, dores de cabeça, alergias, dor no peito, problemas digestivos, cãibras nas extremidades… Muitas vezes surge uma sensação de fome extrema. Os sintomas mentais são depressão, ansiedade, fobias, irritabilidade…

A descida da glicose no sangue afeta rapidamente o cérebro porque é uma importante fonte de energia e nutriente para ele.

Açúcar e cancro

O cancro sobrevive com glicose, e a glicose vive num ambiente ácido. Vemos que o consumo de açúcar leva o ser humano a sofrer desordens do metabolismo, stress nutricional e uma série de doenças espalhadas por todo o mundo. Entre elas destacam-se: cáries dentárias, obesidade, agressividade, delinquência juvenil, hiperatividade nas crianças, deterioração dos neurónios na hipoglicemia, alcoolismo, úlceras gástricas, défices vitamínicos e minerais e cancro, entre outras. São todas doenças que afligem a humanidade tanto física como mentalmente, mas que podem ser evitadas ou tratadas com uma alimentação e um estilo de vida adequados.

No pequeno-almoço das crianças deve evitar-se o açúcar ou o doce, porque faz subir a insulina e, consequentemente, a glicemia, num momento em que precisam de estar concentradas na escola.

A carência de vitamina C e zinco é causa de depressão, e o açúcar também contribui para a depressão.

O cancro alimenta-se de açúcar. Quando consumimos açúcar, o sistema imunitário enfraquece durante 6 horas, tornando-nos mais vulneráveis aos agentes patogénicos.

O elevado consumo de açúcar é a principal causa da maioria das doenças crónicas e degenerativas, como diabetes, Alzheimer, candidíase, eczema, cancro, etc.

COMO SUBSTITUIR O AÇÚCAR?

O sabor doce é um dos mais apetecíveis e não é necessário renunciar a ele. Existem opções saudáveis como a geleia (malte) de arroz, o amazake (arroz fermentado) e, em especial, a stevia.

A stevia é alcalina, contém proteínas, fibra, ferro, fósforo, cálcio, potássio e zinco, rutina, vitaminas A e C. Estimula o pâncreas, é cardiotónica, regula a hipertensão, é diurética e ajuda a controlar a ansiedade alimentar em pessoas obesas. Evita as cáries e a obstipação.

Agora que se aproximam as festas natalícias, é importante ter em conta o impacto que o consumo deste anti-alimento pode ter. Por isso, incentivo-te a conhecer a alimentação que te ajudará a recuperar a saúde — e nem sempre um doce é feito com açúcar.

ADOÇANTES - Xaropes: de ácer, de agave, de beterraba…

Hoje fazemos uma breve análise de três adoçantes populares que muitas pessoas consomem como alternativa ao açúcar, quando na realidade não representam uma alternativa saudável, mas antes uma moda.

O xarope de ácer é a seiva libertada pelos áceres das florestas boreais norte-americanas, que depois é fervida até adquirir a consistência de mel. Cerca de 10 litros de seiva produzem aproximadamente um copo de mel. Pode comparar-se a um sumo fervido.

Tem metade das calorias do açúcar branco, já que o seu teor em sacarose é de 66%. Este facto, juntamente com a publicidade, tornou-o um produto muito popular.

O xarope de agave é, no entanto, um potente adoçante com luzes e sombras; extrai-se das folhas de uma planta semelhante ao aloé. Trata-se também do sumo de uma parte da planta. Alguns chamam-lhe o substituto vegano do mel.

Adoça duas vezes mais do que o açúcar e contém 70% de frutose e 25% de glicose. O elevado teor de frutose não representa qualquer vantagem face à sacarose, pois trata-se igualmente de um açúcar rápido e está fortemente associado ao aumento dos triglicéridos no sangue.

Por outro lado, muitos dos xaropes existentes no mercado são obtidos através de processos químicos pouco saudáveis.

O xarope de beterraba é a melaça resultante da redução do sumo natural concentrado da beterraba-açucareira recém-colhida, após a remoção da fibra. Em muitos casos, é um produto residual da indústria açucareira.

Sem entrar em outras considerações, qualquer sumo está muito longe de ser um alimento integral. Ao eliminar a polpa do alimento de origem desaparecem a fibra e muitos nutrientes indispensáveis ao metabolismo dos açúcares presentes.

Por isso, se procuramos uma alternativa saudável ao açúcar, devemos descobrir os maltes de cereais.

Os maltes de cereais têm aspeto e consistência semelhantes ao mel, mas provêm dos grãos integrais e obtêm-se através de um processo de fermentação natural que converte os amidos em maltoses.

Além de serem alimentos probióticos, são ricos em nutrientes como fibra, vitaminas e minerais. Como a fermentação é feita com o grão integral, não há perda de nutrientes.

Estamos perante um adoçante que, além de ser integral e ecológico, tem efeito probiótico e antioxidante.

Xilitol — adoçante de produção industrial

O xilitol é um dos adoçantes “da moda”, vendido como alternativa saudável ao açúcar. Os argumentos a favor do seu consumo são: é tolerado pelos diabéticos, tem menos calorias do que o açúcar e previne a formação de placa dentária.

Na realidade, trata-se de um álcool de baixo teor obtido através de um complexo processo termoquímico industrial. Provém da casca da bétula, que é triturada até formar uma pasta. Depois é misturada com uma solução ácida e submetida a pressão e calor, permitindo a obtenção da xilose — o açúcar a partir do qual será produzido o xilitol.

Este açúcar é posteriormente fermentado para obter o xilitol. A mistura resultante é centrifugada e purificada com carvão ativado, originando um líquido incolor que, por fim, é cristalizado. O resultado é um produto granulado puro semelhante ao açúcar refinado.

A indústria alimentar utiliza-o como aditivo alimentar, o edulcorante E967, e fala de valores seguros de ingestão diária, como faz com outros aditivos, conservantes, espessantes, etc.

Se o açúcar refinado é um granulado cristalino pertencente à categoria dos “comestíveis”, o xilitol é mais do mesmo. Além disso, não é inócuo.

Entre os seus efeitos nocivos destacam-se alterações digestivas como diarreia, gases e desconforto digestivo, sobretudo em pessoas com síndrome do intestino irritável ou com digestão fraca.

Convido-vos a refletir sobre os artigos que surgem em revistas de grande circulação — alguns assinados por especialistas — que fazem publicidade enganosa disfarçada de informação.

Se um alimento é muito amargo e não gostas do seu sabor, não o consumas. Ao mesmo tempo, educa o teu paladar e aprende a reconhecer o sabor natural dos alimentos — a tua saúde agradecerá.

Os adoçantes artificiais aumentam o apetite

Muitas pessoas recorrem a adoçantes artificiais porque têm menos calorias do que o açúcar, acreditando que ajudarão a emagrecer. No entanto, o consumo habitual desperta o apetite e aumenta a sensação de fome. Assim, paradoxalmente, muitas pessoas que os consomem acabam por engordar.

Os nossos neurónios associam o sabor doce a um elevado aporte energético e, como os adoçantes quase não têm calorias, detetam rapidamente o “engano” e desencadeiam a fome.

O cérebro, como sistema de compensação, aumenta a necessidade de açúcar e gera a sensação de precisar de comida, levando-nos a comer mais.

Se um alimento é tão amargo como o café e não gostas, simplesmente… não o bebas! Não enganes o teu paladar com adoçantes artificiais.

NEM AÇÚCAR, NEM SUBSTITUTOS

Muitas pessoas, depois de terem lido sobre os efeitos prejudiciais do açúcar, querem deixá-lo e procuram substitutos. Mas, tal como quando deixamos de beber leite de vaca não o substituímos por outro, com o açúcar deveríamos fazer o mesmo.

A decisão muitas vezes não é fácil, pois a indústria alimentar oferece-nos alternativas supostamente saudáveis como:

  • edulcorantes químicos que não engordam
  • açúcares exóticos aos quais se atribuem múltiplas virtudes
  • açúcares integrais que não têm grandes diferenças em relação ao branco
  • stévia, que tem efeitos adversos que não são referidos
  • álcoois extraídos da madeira de bétula tolerados pelos diabéticos
  • mel de abelha, que pode produzir reações alérgicas, etc.

Embora alguns dos produtos citados tenham mais vitaminas e minerais do que o açúcar branco, ou os seus açúcares sigam uma via metabólica que não requer insulina, não são alternativas para usar diariamente em caso algum.

Devemos reconhecer o sabor natural dos alimentos sem necessidade de os “maquilhar”. A pastelaria caseira, mesmo que seja feita com farinha integral e gorduras saudáveis, continua a ser pastelaria, ou seja, um alimento que está muito longe das frutas e legumes de sabor naturalmente doce.

Tal como a cafeína e o álcool, os doces deveriam ser deixados para ocasiões especiais, em vez de nos enganarmos procurando substitutos.

A melhor estratégia para deixar o açúcar é ensinar o paladar a reconhecer o sabor real dos alimentos.

A moda do açúcar de coco

O açúcar de coco é um adoçante natural extraído da seiva da palmeira. Ao fazer um corte na flor da palmeira do coco, a seiva que brota é recolhida em recipientes preparados para o efeito. Esta substância contém aproximadamente 80% de água, 15% de açúcar e 5% de sais minerais. Posteriormente é submetida a altas temperaturas para evaporar a água, resultando num produto muito semelhante ao açúcar integral.

Embora existam muitos artigos que elogiam as suas virtudes, trata-se apenas de publicidade encapotada. Por exemplo, quando se diz que tem um índice glicémico baixo e se “vende” como tolerado pelos diabéticos, isso não significa que melhore a diabetes, pois continua a ser açúcar. A frutose, da qual é muito rica, é um açúcar simples implicado em doenças como fígado gordo não alcoólico, obesidade, hipertensão, etc.

É o adoçante com maior quantidade de potássio, o que lhe confere uma qualidade fortemente yin. Recordemos que o equilíbrio sódio/potássio é um requisito essencial para a saúde.

Apesar de ser mais natural do que o açúcar branco por não ser refinado, o açúcar de coco não traz qualquer benefício para a saúde. Os seus efeitos no organismo são, no final, quase os mesmos que os do açúcar de cana. Por isso, devemos distinguir entre informação verdadeira e as modas criadas pela publicidade disfarçada.

A stévia

Um adoçante que muitos recomendam como substituto do açúcar. Descobre se as vantagens que lhe são atribuídas são reais ou se, mais uma vez, se trata de publicidade encapotada.

É um arbusto originário do Paraguai utilizado como adoçante natural há séculos. Os indígenas usavam as folhas inteiras. Desde 2009, a FDA (Food and Drug Administration – Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) aprovou o uso da stévia como produto refinado substituto do açúcar. Trata-se de um adoçante sem calorias, ou seja, não fornece energia, e tem um poder adoçante 200 a 300 vezes superior ao do açúcar. Visto assim, parece fantástico, pois permite “adoçar a vida” sem engordar. No entanto, devemos lembrar uma lei da natureza que todos conhecemos: tudo o que tem um lado positivo tem também o seu reverso — e quanto maior o lado positivo, maior o reverso.

Neste caso, o lado positivo seria o elevado poder adoçante e a tolerância pelos diabéticos em pequenas quantidades; e o reverso, possíveis complicações para a saúde, desde náuseas, dores musculares, rigidez e fadiga, até problemas de fertilidade e outras alterações hormonais. A stévia não tem a categoria de alimento natural, integral e biológico, mas sim de produto refinado.

O QUE SIGNIFICA “TER O SANGUE DOCE”?

Existe uma expressão popular que diz: se os mosquitos te picam, é porque tens o sangue doce. Mas o que há de verdade neste ditado?

As fêmeas dos mosquitos são as únicas que picam e fazem-no porque detetam a quantidade de CO que emitimos ao respirar. O tipo de alimentação e a atividade metabólica de cada pessoa determinam a quantidade de dióxido de carbono produzida. Este facto não está relacionado com a raça, o sexo ou, por exemplo, a gravidez.

O consumo de açúcar, doces, bolachas, gelados, etc., ou seja, alimentos ricos em hidratos de carbono de absorção rápida, aumenta a atividade metabólica em todos os casos, gerando mais dióxido de carbono.

Os mosquitos também detetam o ácido láctico que produzimos em maior quantidade quando ingerimos açúcares refinados, pois nesse caso o equilíbrio metabólico da nossa alimentação é acidificante.

Devemos saber que, por cada molécula de glicose metabolizada, são geradas seis moléculas de dióxido de carbono e seis moléculas de água, segundo a seguinte reação química que alguns recordam da escola:

CH₁₂O + 6O → 6CO + 6HO + energia

Falando com rigor, as pessoas que são picadas por mosquitos têm o sangue ácido — o que, numa linguagem coloquial, equivale a dizer que têm o sangue doce.

 

REFERÊNCIAS

·       https://www.mangelsmestre.com/main/wp-content/uploads/sites/4/2019/12/Sugar-blues_WilliamDufty.pdf

·       https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/lunes-160614-los-efectos-del-azucar-iii/

·       https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/11-06719-azucar-y-delincuencia-falta-foto/~

·       https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/08-03-19-ni-azucar-ni-sustitutos/

·       https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/azucar-dulce-veneno/

·       https://www.elenacorrales.com/blogelenacorrales/sustituir-el-azucar/

 


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