Saturday, August 31, 2024

 

A ATITUDE PERANTE A DOENÇA

Drª Elena Corrales

Wilhelm Reich (1897-1957) foi médico psiquiatra e um dos pensadores mais lúcidos e revolucionários do século XX. Em 1937, descreveu em termos gerais como o psiquismo pode influenciar o aparecimento da doença.

Este facto foi verificado por numerosos investigadores e as manifestações dos desequilíbrios ocorrem sempre nos planos físico e energético simultaneamente. Há aspectos que criam o terreno que favorece o aparecimento da doença, tais como a tendência para a passividade, a habitual repressão das emoções, o sentimento de fatalidade.

Se fizermos uma leitura inversa, comprovaremos que existem também múltiplos trabalhos que mostram que os pacientes lutadores e optimistas, têm geralmente uma esperança de vida muito maior do que os pacientes resignados, que simplesmente aceitam a desgraça da doença.

O. Carl Simonton (1942-2009) foi um médico especialista em radiologia e oncologia conhecido pelos seus métodos alternativos no tratamento do cancro. Comprovou como nos doentes optimistas, a radioterapia tinha melhores resultados do que nos pessimistas. Concluiu que a atitude do paciente é um factor muito mais importante do que o grau de evolução da doença, ainda que o optimismo por si só, não seja garantia de cura.

Baseou o seu trabalho no campo da Psico-neuro-endócrino-imunologia e criou o Método Simonton que se centra nas interacções entre a mente e o corpo: como as crenças, atitudes, escolhas de estilo de vida, perspectivas espirituais e psicológicas contagiam a nossa fisiologia e função imunológica, e como podem afectar dramaticamente a saúde.

Assim, a atitude perante a doença é uma ferramenta poderosa na recuperação da saúde e está ao alcance de cada um de nós.

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Tuesday, August 27, 2024

 


CHEGOU A NOVA ERA 

Que maravilha, estamos Na Nova Era !!

Agora tudo será mais fácil, pois todo o conhecimento e toda a sabedoria escondidos durante séculos está disponível para quem quiser aprender. Portanto, esta será uma era muito mais fácil, que fantástico !!!

Muitas pessoas abraçam a Nova Era acreditando que todas as portas se abrirão para todos sem distinção e que os sofrimentos da humanidade cessarão durante este tempo de luz. Segundo alguns expoentes da Nova Era, as doenças são causadas pelo stress. Estamos muito tensos !! Devemos acalmar-nos, meditar, praticar relaxação e visualizações. Que bom e que fácil !! Atualmente as técnicas terapêuticas baseiam-se no conhecimento da energia universal. Essa maravilhosa energia do amor, de grande poder será capaz de curar os doentes. Acabou a era dos tratamentos cruéis, bárbaros e dolorosos para o paciente. Temos simplesmente de relaxar e deixar que esta energia dourada encha os nossos chakras. Aquário é a era da cura "chákrica". Os chakras devem ser estimulados através de várias técnicas, música, pedras (gemas), cores, exercícios de visualização e harmonização. Basta deitar-nos confortavelmente e receber estes agradáveis tratamentos. E já está. Uma cura fácil, agradável e moderna. Cheia de paz, amor e luz.

Uma era de luz, uma era dourada e paradisíaca. Prosperam todos os tipos de clínicas terapêuticas, em ambientes paradisíacos, onde especialistas em medicina aquariana efectuam as suas curas energéticas. Como o grande inimigo é o stress, o paciente deve relaxar e harmonizar-se. Não há sacrifícios, não há dor, nem grandes esforços. Tudo se passa num clima de paz e fraternidade. Muitos sectores da medicina clássica veem com alarme a proliferação de terapias informais que cativam milhões em todo o mundo. O pacote conhecido como medicinas alternativas é enorme e ali vale tudo, terapias milenares e sérias ao lado de novidades exóticas e extravagantes. Como esta tendência para as medicinas naturais e energéticas é mundial, milhões de pessoas procuram massivamente soluções para os seus problemas de saúde. E é muito bom que isto esteja a acontecer. A medicina e as concepções filosóficas clássicas devem evoluir porque tudo muda. Mas esta mudança deve ser feita com critério. E os oportunistas nunca faltam. A procura mundial de terapias alternativas é tão grande, que muitos terapeutas improvisam e começam a tratar os doentes logo após alguns meses de estudo, uma vez que os cursos de curta duração oferecem capacitação em muito pouco tempo e com um mínimo de esforço. Pouco esforço para o médico-curandeiro (que se forma em poucos fins-de-semana) e pouco esforço para o doente que deve simplesmente deitar-se calmamente e "receber a luz da cura". Realmente todos nós somos seduzidos pelas coisas rápidas e fáceis.

E na medicina também acontece. Muitos pensam que talvez um dia o conhecimento seja tão avançado que seremos capazes de curar instantaneamente com energia, sem esforço, sem desconforto. Segundo alguns expoentes da Nova Era, é assim que se faz "noutros planetas". Curam os doentes com energia quase imediatamente, como as curas de Jesus, em que o doente era "tocado" pelo mestre e ocorria a cura milagrosa. Penso que Aquário é uma era maravilhosa. No entanto, as Leis Eternas do Universo continuarão em vigor. A Nova Era trará poderosas mudanças para todos. Mas em todas as Eras regem as mesmas leis. Não devemos acreditar que estes princípios vão mudar por estarmos em Aquário. O dia e a noite continuarão a sua alternância eternamente enquanto o nosso sistema solar existir. As estações do ano seguirão a sua sequência ciclicamente, sem se importarem em que Era estamos. Yin e yang continuarão eternamente porque são as duas forças básicas da vida. Em Aquário, as moedas continuarão a ter duas faces!!

Nesta Era, o conhecimento será mais valorizado do que o poder económico; a sabedoria mais do que os diplomas e a espiritualidade será considerada como o tesouro mais valioso. Os avanços técnicos passarão para segundo plano. Em Aquário, mudarão os valores e estabelecer-se-ão outras prioridades. A medicina, a educação, a arte e a economia mudarão. Será um tempo de despertar, será o despertar da sabedoria. As pessoas compreenderão que todos somos responsáveis pelo que acontece ao mundo. Deixaremos de procurar culpados para condenar e trabalharemos mais para nos melhorarmos a nós próprios como estratégia fundamental para melhorar o mundo. Aquário, na minha opinião, não é um período de férias. Teremos de continuar a trabalhar arduamente para construir os nossos sonhos, mas teremos outras ferramentas que nos permitirão atingir esses objectivos em menos tempo. Haverá calor e frio, Norte e Sul, facilidades e dificuldades, festividades e austeridades. Yin e yang continuarão e a mudança seguirá o seu curso eterno até à era seguinte. No entanto, muitos doentes serão curados, muitos despossuídos alcançarão a prosperidade e muitas nações acederão à paz. Como o conhecimento estará disponível todos poderão encontrar ferramentas para trabalhar. E trabalhando pacientemente, muitos verão os seus sonhos tornarem-se realidade.

           Dr. Martín Macedo - in: Autocuración, 2013

Monday, September 4, 2023

 


ÁCIDO E ALCALINO: UM RESUMO

Carl Ferré

Herman Aihara desenvolveu sua teoria do ácido e alcalino em resposta às considerações de Ohsawa sobre o tema.

Por ter adotado como critério a presença de certas substâncias nos alimentos ‒ sódio, cálcio, fósforo, súlfur ‒, Ohsawa designou yin os alimentos ácidos e yang os alimentos alcalinos. Aihara, suspeitando que o mestre não houvesse alcançado o essencial, mergulhou em aprofundados estudos e acabou por estabelecer uma distinção vital entre alimentos ácidos e alimentos geradores de acidez.

De acordo com ele, o importante era levar em conta os efeitos (acidificantes ou alcalinizantes) de determinado alimento depois de digerido e assimilado. Aihara constatou que os alimentos alcalinos apresentam, sem exceção, um efeito alcalinizante, fato que o levou a denominá-los alimentos geradores de alcalinidade. Com os alimentos ácidos, contudo, não constatou a mesma relação, pois enquanto uns apresentam um esperado efeito ácido, outros apresentam um inesperado efeito alcalino. Estes últimos, embora ácidos, denominou-os também alimentos geradores de alcalinidade.

Além disso, Aihara descobriu que há alimentos geradores de alcalinidade de tendência yin tanto quanto de tendência yang; e há alimentos geradores de acidez de tendência yang tanto quanto de tendência yin. Carne e ovos (ambos yang) e laticínios e doces (ambos yin), por exemplo, provocam acidez.

Advirta-se, finalmente, que o resumo de Carl Ferré ora publicado trabalha integralmente com as noções de alimentos geradores de alcalinidade e alimentos geradores de acidez. (N. do E.)

1. Nossa saúde está diretamente conectada à condição de nosso meio interno (plasma e líquido intersticial). E a condição de nosso meio interno é diretamente influenciada pelos alimentos que ingerimos e pelas atividades que praticamos diariamente. Embora haja muitos outros fatores envolvidos, o estudo do ácido e do alcalino mostra-se, no que diz respeito à nossa saúde, particularmente vantajoso.

2. O processo é realmente muito simples. Nós nos beneficiamos quando nosso meio interno encontra-se ligeiramente alcalino; e adoecemos quando nosso meio interno torna-se muito ácido. Quanto mais ácido nosso meio interno, mais problemáticas as desordens que se nos deparam. E todas as desordens – não importa a causa – crescem num ambiente ácido. Todavia, tanto os alimentos que geram alcalinidade, quanto os que geram acidez são necessários para uma condição saudável – tornar-se muito alcalino, embora raro, também é prejudicial.

3. Muitos problemas de saúde, de um pequeno mal-estar a doenças mais sérias, representam a tentativa do corpo de purificar o meio interno – ingerir, a cada refeição, mais alimentos que geram alcalinidade do que alimentos que geram acidez constitui uma estratégia para estimular esse processo. Aumente a proporção de alimentos geradores de alcalinidade se o meio interno acha-se excessivamente ácido. Advirta-se que é preferível não ingerir refeições compostas exclusivamente de alimentos geradores de acidez (ou alcalinidade), especialmente por um espaço de tempo longo.

4. Grosso modo, os alimentos podem ser classificados em geradores de acidez e geradores de alcalinidade considerando-se o teor de proteínas, gorduras e minerais que apresentam. Alimentos que contêm muita proteína, gordura e carboidrato provocam acidez, ao passo que alimentos ricos em vitamina e minerais provocam alcalinidade.

5. Os alimentos que escolhemos, o modo como os preparamos e comemos refletem sobremaneira no nosso bem-estar, na quantidade de energia de que dispomos e nas doenças que porventura venhamos a contrair. A qualidade do nosso meio interno é de suma importância para a manutenção e restauração de nossa saúde. Ofereço abaixo sugestões tendo em vista as condições das pessoas.

Para pessoas saudáveis, considerar a seguinte proporção: 55 a 60% de alimentos geradores de alcalinidade para 40 a 45% de alimentos formadores de acidez.

Para pessoas com um ou mais sinais de advertência, tais como fadiga, obedecer a esta proporção até os sinais desaparecerem: 60 a 65% de alimentos causadores de alcalinidade para 35 a 40% de alimentos provocadores de acidez.

Para pessoas com uma ou mais desordens já instaladas, observar a proporção que se segue até a eliminação das desordens: 65 a 75% de alimentos geradores de alcalinidade para 25 a 35% de alimentos geradores de acidez. Para pessoas com doenças sérias ou que lhes ameaçam a vida, adotar a seguinte proporção até as doenças desaparecerem: 70 a 80% de alimentos causadores de alcalinidade para 20 a 30% de alimentos causadores de acidez.

6. O estudo e o consumo dos alimentos integrais e naturais são determinantes em nossas vidas. Há uma grande variedade de alimentos saudáveis. Quanto mais ingerimos vegetais frescos (incluindo vegetais marinhos), conservas produzidas naturalmente, ervas e especiarias de qualidade inquestionável, grãos integrais, feijões, nozes, castanhas, sementes e frutas (quando nossa condição assim o permitir), mais saudável – e equilibrada no que se refere ao ácido e alcalino – é nossa dieta.

7. Abaixo segue uma lista de alimentos geradores de alcalinidade organizada por categorias:

Grãos integrais: grãos germinados, arroz selvagem, arroz japonês, amaranto e quinoa.

Vegetais: todos os vegetais orgânicos e frescos, exceto batatas sem casca.

Conservas: todas as conservas produzidas naturalmente.

Ervas e especiarias: todas, exceto noz-moscada.

Frutas: geradoras de alcalinidade para pessoas saudáveis que não apresentam dificuldade de processar ácidos; geradoras de acidez para pessoas que se encontram doentes ou apresentam dificuldade de processar ácidos.

Feijões: brotos de feijões.

Nozes, castanhas e sementes: germinadas, amêndoas e a maioria das sementes.

Óleos: óleo de abacate, óleo de linhaça, óleo de sementes de cânhamo, óleo de oliva.

Alimentos de origem animal: manteiga clarificada (ghee) e gema de ovo.

Adoçantes: melaço de alfarroba, mel cru, agave (suco concentrado de cacto), concentrado de pera e rapadura integral.

Bebidas: leite de amêndoas não adoçado, kukicha (banchá com os gravetos), suco de grama de cevada, suco de cenoura, e quase todos os chás de ervas.

METAMORFOSE

YANGUIZAÇÃO RELÂMPAGO DA CONSCIÊNCIA

Herman Aihara

Se uma condição ácida inibe a ação dos nervos, uma condição alcalina opera justamente no sentido contrário, estimulando-a. Quem apresenta uma condição sanguínea alcalina consegue pensar e tomar decisões com acerto. Quem, por outro lado, apresenta uma condição sanguínea ácida não é capaz de clareza no pensar nem de rapidez no decidir. Por conseguinte, é muito importante manter uma condição sanguínea alcalina – não somente para a saúde física, mas também para a saúde mental.

A dieta é fundamental na manutenção da alcalinidade do sangue. Entretanto, ela não mostra resultados num dia ou dois: seus efeitos só se evidenciam após meses.

Durante muito tempo busquei um caminho mais rápido – na verdade um atalho – para transformar uma condição ácida em alcalina. Encontrei-o, finalmente, num ritual religioso. A religião japonesa autóctone, o shintoísmo, recomenda firmemente o ritual “misogi”, que consiste na imersão do fiel nas águas gélidas de um rio, cachoeira ou oceano.

O banho frio eleva-nos a consciência e fortalece-nos as funções cerebrais. Quando me vejo vítima de um tirânico desejo por certos alimentos, tomo uma ducha fria e a atração dissipa-se imediatamente! A ducha fria brinda-nos com uma força de vontade inabalável e desenvolve-nos a capacidade de julgamento. A razão para isso está em que a ducha fria torna o sangue alcalino, ao passo que o banho quente o torna ácido.

Recomendo duchas frias aos indivíduos com problemas na vida ou na família, aos muitos estressados e aos que desejam desenvolver o julgamento, objetivando, sobretudo, uma visão abrangente da vida e um agir criterioso.

A melhor hora para tomar a ducha é ao romper do dia. É necessário continuar por cerca de dez dias para que os sinais de fortalecimento da vontade apareçam.

Quando tomar a ducha fria não comece pela cabeça, mas siga a seguinte sequência: pernas, abdômen, tórax, ombro direito, dorso e ombro esquerdo; gire então no sentido horário e, por último, banhe a cabeça.

Aqueles com fraqueza cardíaca devem tomar cuidados e observar detalhadamente as reações. Cautela, portanto!

IN: METAMORFOSE


Monday, July 31, 2023


MILHO - “CEREAL DE VERÃO”

“Penso que os cereais como o arroz, o trigo, a cevada e o milho - integrais, como se consumiam antes da generalização das máquinas polidoras no sec. XVIII - são os alimentos principais que as grandes civilizações nos mostram como correctos para a Humanidade” - Dr. Martín Macedo, Uruguay, 2017.

Originário da América Central, o milho constituiu o alimento de base dos Incas, Maias e Aztecas.

O milho originário é amarelo carregado e pequenino.

Possui grande quantidade de hidratos de carbono. Contém materiais azotados, sais minerais, vitaminas (B, E, C, K - sobretudo no gérmen), pró-vitamina A, folato, fibra dietética, fósforo, manganésio.

Nutritivo, energético e reconstituinte, se bem que menos proteico que a aveia e o trigo, é um cereal muito indicado durante a Primavera e o Verão. Muito pobre em lisina e triptofano - há que prepará-lo com alimentos que contenham estes aminoácidos essenciais.

Em medicina oriental é considerado benéfico para o coração e intestino delgado. É refrescante. É diurético. Melhora o apetite e fortalece os dentes e as gengivas. Regula a actividade tiroidea, ao contrário da aveia, tende a acalmá-la, reduzindo o ritmo do metabolismo. Sendo um cereal mais yin de todos os outros, deve-se cozinhar mais tempo e não deve ser comido diariamente, mesmo para pessoas saudáveis.

É inadequado para pessoas com problemas de lentidão da circulação sanguínea ou coração muito enfraquecido.

É o cereal mais ligeiro, fresco e doce de todos e facilmente se transforma em açúcar no sangue.

Existem variedades de milho com diversas cores: amarela, branca, azul, negra, …

Pode ser comprado e consumido sob a forma de sêmola ou polenta (tradicional de Itália a partir de farinha ou carolo de milho), farinha, grão, maçaroca, pão, a famosa broa de milho portuguesa, pipocas, flocos, arepas (panquecas tradicionais da América Latina), óleo. O milho sob a forma de maçarocas (milho doce), devido às suas qualidades frescas e tenras, funciona também como se fosse um vegetal fresco e deve ser mais usado no tempo quente.

Produz uma energia expansiva e leve.

Bom para casos de hipertensão, nervosismo ou irritabilidade. Está, portanto, indicado para as crianças nervosas, agitadas e hiperactivas.

RECEITAS ...

CREME DE POLENTA (SÊMOLA DE MILHO) COM SEMENTES DE GIRASSOL E IOGURTE – pequeno almoço ligeiro, refrescante e edificante.
·  Ferver 1 l de água com 150g de polenta
· Baixar o lume, destapar e cozinhar em lume lento durante 20 a 25 minutos, mexendo de vez em quando
·  Apagar o fogão e repartir a polenta por 4 tijelas
·  Tostar levemente sementes de girassol, mexendo de vez em quando até adquirirem uma cor castanha
·  Cobrir a polenta de cada tijela com iogurte e espargir por cima as sementes de girassol.
·  Aguenta-se por 1 dia


POLENTA COM GELEIA DE ARROZ
· Ferver 1 taça de polenta em 4 taças de água. Depois de entrar em ebulição, cozinhar em lume baixo durante 20 a 25 minutos, sem tampa
· Tostar levemente sementes de sésamo, mexendo constantemente para não queimar
·  Uma vez pronta para servir, dividir em 4 tijelas e juntar a geleia e sementes a gosto
· Aguenta-se 2 dias


POLENTA FRITA – um prato ligeiro que faz bem ao estômago
· Ferver 1 l de água com 1 pitada de sal marinho numa panela grande. Quando começar a ferver, apagar o lume.
·  Muito lentamente, espargir a polenta (230g) na água a ferver, tipo chuva, e mexer com um batedor de arames.
· De seguida, voltar a aquecer a panela em lume lento, tapar e cozinhar assim durante 20 minutos. Passados 5 minutos, começar a batê-la para que espesse.
· Passar a polenta para uma bandeja de forno com uma concha. Alisar a superfície. Deixar esfriar (pode levar algumas horas).
· Próximo da hora da refeição, dividir a polenta em várias porções e cobri-las com a farinha de milho branco (2 a 3 colheres de sopa). Aquecer um pouco de óleo de sésamo numa sertã de fundo grosso e fritar durante uns minutos cada porção de ambos os lados até adquirirem uma cor dourada e fiquem crocantes.
· Pode conservar-se 2 dias antes de fritar.


PASTEL DE POLENTA
· Saltear 1 cebola cortada em meias luas em óleo de sésamo e sal, até que fique dourada.
· Juntar cogumelos laminados, umas gotas de tamari/shoyu e saltear até que se evapore o seu sumo.
·Incorporar tofu (fresco ou fumado) cortado em cubinhos, condimentar com umas gotas de shoyu/tamari, mexer bem e reservar.
· Ferver 4 taças de água com uma pitada de sal. Quando ferver, juntar 1 taça de polenta em forma de chuva e mexer constantemente durante 10 a 15 minutos. Verter os vegetais e mexer e misturar bem a polenta e os vegetais e colocar imediatamente a mistura num molde humedecido e deixar esfriar completamente antes de cortar.
· Servir frio ou aquecê-lo no forno ou na sertã.
· NOTA: pode-se usar outros vegetais diferentes dos mencionados aqui e, se a digestão for fraca, não usar tofu fumado.
Propriedades
Prato refrescante, depurativo e ligeiro, ideal para estações quentes (Verão e princípios de Outono).
 Limpa o sangue, reconforta o coração e regula a digestão.


PAPAS DE FARINHA DE MILHO
 Colocar de véspera de molho ½ chávena de chá de farinha de milho (grossa ou fina).
· Levar ao lume com 1 pitada de sal marinho, casca de limão e pau de canela e leite vegetal q.b., que se vai juntando até obter a consistência desejada. Mexer com frequência e deixar ferver cerca de 25 minutos em lume brando.
· Adicionar geleia de cereal (arroz, trigo, milho ou malte de cevada) a gosto e servir.


CORNFLAKES COM BEBIDA DE ARROZ ou DE ESPELTA
· Preparar 1 taça de cornflakes sem açúcar e frutas secas ou frescas (pedaços de morangos, cerejas, pêssego, ameixa, …).
· Aquecer bebida de arroz ou espelta com 1 pitada de sal marinho e deitar por cima dos flocos.
· Servir quente no Outono/Inverno/Primavera e frio no Verão.


MAÇAROCAS DE MILHO TENRO
COZIDAS 1
Cozer a maçaroca inteira em água e sal, que deve ser saboreada por inteiro à mão
· Temperar ainda quente com umas gotas de tamari ou shoyu e pincelá-las com tahin ou pasta de ameixa umeboshi
COZIDAS 2
Cozer a maçaroca e retirar-lhe os grãos com a ajuda das mãos. Acrescentar cebola e cenoura previamente estufadas, deixando apurar em lume brando durante cerca de 15 minutos e temperar com um pouco e tamari ou miso
COZIDAS 3
Retirar o milho ainda cru da maçaroca. Cozê-lo com arroz e alga Hiziki previamente demolhada (20 minutos) ou com alga Wakame (demolhar 5 a 10 minutos) e massa, previamente misturadas a um estufado de cebola e água.
COZIDAS 4
Comer com tiras de alga Nori tostadas.


ASSADAS
· Assar a maçaroca inteira ou aos bocados (rodelas grossas) no forno ou nas brasas, colocando-lhe por cima pasta de tahin misturada com miso ou pasta de ameixa umeboshi. Também se podem comer com um bom estufado de feijão.


GRÃOS DE MILHO EM SOPAS
·  Acrescentar os grãos de milho em cru ou cozidos às sopas. O milho combina muito bem nas sopas à base de alga Wakame, cebola, sêmola de trigo ou numa sopa à base de cenoura, alga Hiziki e feijão verde cortado fininho. Temperar com umas gotas de tamari/shoyu ou de miso.

GRÃOS DE MILHO EM SALADAS
· Após cozido, misturar os grãos de milho nas saladas particularmente à base de alface, cenoura cozida e alga Hiziki. Temperar com uma ameixa umeboshi e um pouco de azeite/óleo.
·  NOTA: o tempo de cozedura varia conforme o grau de maciez do milho, mas em média 30 minutos é o tempo utilizado. Podemos optar por cozê-lo na pressão, nunca deitando fora a água que se aplica na preparação de sopas, cozedura de cereais ou vegetais e enriquece o sabor de qualquer molho.


MILHO DA ESPIGA - SALADA DE MILHO FRESCO COM LEGUMES
Cozer as maçarocas em água abundante com uma pitada de sal durante 25 minutos. Retirá-las do lume. Aproveitar a água para escaldar vegetais - 2 cenouras, 1 beterraba, 2 cabeças de nabo - cortados em quadradinhos. Começar pela cenoura, seguida dos nabos e, por último, a beterraba. Esta sequência deve-se às cores e aos sabores dos vegetais.
· Separar os grãos de milho das maçarocas e juntar tudo. Temperar com um fio de azeite, umas gotas de vinagre de ameixa umeboshi e salpicar com orégãos.
· Podemos juntar a esta salada quadradinhos de tofu, salteando-os previamente com azeite, alho e shoyu, durante 10 minutos. Também podemos confeccioná-la com legumes diferentes ou temperá-la com outros aromas.
· As maçarocas também se podem cozinhar juntamente com o arroz integral – colocá-las no topo do arroz, dando-lhe um gosto característico e muito agradável. 



Sunday, July 30, 2023

 


TABELA YIN-YANG DOS ALIMENTOS

(E.M.U.)

Estas tabelas são teóricas, simples guias e há muitas disponíveis para consulta na Internet. Existem dezenas de tabelas. No entanto, a saúde não se obtém através da consulta das tabelas, porque a saúde não é algo que resulte de uma análise intelectual ou teórica. A saúde é algo basicamente intuitivo.

Não se chega a compreender o yin e o yang apenas intelectualmente, embora a compreensão teórica seja um bom começo. Tem de ser compreendido com o "corpo" todo. Ou seja, devemos preparar a mente e o corpo para poder “captar” o seu verdadeiro significado. Se estivermos intoxicados, consumindo alimentos de baixa qualidade, fumando, consumindo drogas recreativas e bebendo "cola", os nossos fluidos corporais (80% do nosso peso corporal é água e fluidos) estarão desnaturados e fora do equilíbrio biofisiológico.

E assim, a nossa "visão", a nossa compreensão, estará afectada pelo ambiente biofisiológico. Por alguma razão os mestres budistas dizem que, para compreender plenamente a essência do budismo, é necessário compreender com "o corpo todo". Não é possível ver em profundidade apenas através do esforço intelectual, teórico e académico. Não se pode compreender o verdadeiro significado de yin e de yang lendo dezenas de livros, ainda que passemos 50 anos de árduos estudos, se não purificarmos o corpo e a mente com alimentos saudáveis, exercícios físicos e meditação.

E é o que acontece com muitos nutricionistas "ocidentais" que ensinam, dissertam e escrevem livros sobre dietas naturais, vegetarianas e macrobióticas. A sua compreensão é teórica, erudita, académica. Mas os seus corpos são alimentados ao estilo ocidental, com muita proteína de mamíferos, elevado consumo de gordura animal sob a forma de lácteos, farinhas refinadas e açúcar. Por isso, não conseguem compreender profundamente.

A compreensão requer que o corpo se prepare através de um "jejum" de todos essas comidas abomináveis. Por isso Jesus insistia numa cura baseada no jejum e na oração. Mas os cristãos contemporâneos não estão muito interessados no jejum. Estão mais interessados no “desjejum”. Leem, estudam teologia, fazem muitas horas de oração e de contemplação, fazem retiros.

E assim esperam ter uma transformação "espiritual". E há muitos cristãos com excesso de peso e também obesos. E o excesso de peso leva à hipertensão, à diabetes e a um maior risco de cancro e de doenças renais. Por muito que rezem, não conseguirão compreender a verdadeira essência do cristianismo. Porque o recetor é o corpo. E o corpo deve ser alimentado de acordo com as leis naturais.

Para que esteja limpo, puro, saudável e possa ver, perceber com os olhos de uma criança. Mas os adultos justificam a sua gula com a passagem que diz: "Não é o que entra que conta, mas o que sai da boca do homem". E assim se pretende viver uma prática religiosa sem ter em conta a alimentação e a sua qualidade. "O importante é a oração e o estudo das sagradas escrituras".

O mesmo acontece quando tentamos compreender a filosofia oriental, a macrobiótica, a meditação, com base em esforços puramente intelectuais e teóricos. Muitos nutricionistas têm excesso de peso e não conseguem controlar a sua avidez. E estão doentes e deprimidos. No entanto, alguns deles são "excelentes e qualificados" profissionais devido aos seus alargados estudos e à sua experiência docente. Para compreender profundamente, devemos preparar simultaneamente o corpo e a mente.

Através do "jejum" de alimentos bárbaros, antobiológicos, do estudo, da introspeção, do exercício físico suficiente para limpar a "casa" e da meditação, para acalmar a turbulência da mente. Basear-se unicamente em tabelas de alimentos conduzirá a uma forma de alimentação rígida e possivelmente desequilibrada. E os críticos, que nunca faltam, dirão: isto da macrobiótica não funciona, quem experimenta esta prática tem uma diminuição da vitalidade, da vivacidade e torna-se rígido e dogmático.

A verdadeira prática deve juntar a intuição, o estudo e a experiência. E a paixão pela vida e pela saúde. E há que começar pelo princípio. Pelo estudo e pondo em prática o princípio das transformações. E estamos a fazer um considerável esforço para motivar as pessoas a aprofundar este processo de gerar e criar saúde sem limites e felicidade sem limites. O projeto é ambicioso; o caminho é longo. Mas por muito longe que fique Roma, o caminho começa com um primeiro passo.

Dê esse primeiro passo e o leitor verá que o segundo será mais fácil. E o centésimo passo será tão natural como respirar. E quando quiser acordar, já terá chegado. Terá dado os 10 milhões de passos sem quase dar por isso. Só é preciso ter coragem e audácia para dar o primeiro passo.

O resto é persistência e expetativa feliz .....



    Escola Macrobiótica do Uruguay – Dr. Martín Macedo.



Thursday, July 27, 2023

 

O PRINCÍPIO DAS TRANSFORMAÇÕES

Dr. Martín Macedo, Uruguay

Vª parte

Focar-se no processo criativo

Abordaremos agora um tópico muito importante: a questão da concentração (foco). Já estudámos que Yin e Yang se alternam e coexistem. E na coexistência há geralmente assimetria, com uma das duas forças a predominar sobre a outra. E isso muda de um momento para outro. Por isso falamos de uma força principal e de uma força secundária. Reflitemos sobre a inconveniência de gerar conflitos desnecessários pela não aceitação do lado antagónico ao que nos atrai.

Porque a sua existência é inevitável. Todos temos virtudes e defeitos, pontos fracos e pontos fortes. Aquiles era invencível. Era o homem mais forte da Grécia antiga. Parecia imortal. Até que alguém descobriu o seu "ponto fraco". Era o calcanhar. E ele disparou a sua flecha diretamente para o ponto fraco e conseguiu derrotar o poderoso Aquiles. Esta história está prodigiosamente retratada no filme épico "Troia", protagonizado, entre outras celebridades, por Brad Pitt.

Os antigos cristãos não aceitavam o seu lado "pecador" e viviam sentindo-se "sujos" e culpados pela sua natureza impura. Amavam a pureza, mas detestavam a parte impura, imperfeita. E alguns deles praticavam rotinas de chicoteamentos autoinfligindo castigos corporais com "disciplina", sangrando frequentemente as costas de tantas chicotadas.

E consideravam uma prática "elevada" exterminar o lado "pecaminoso" que faz parte da nossa natureza total. Este tipo de comportamento resulta da não aceitação do lado oposto, que faz parte da nossa natureza paradoxal, contraditória. É muito mais saudável ultrapassar o conflito aceitando que tudo o que existe é assim. As duas forças opostas, Yin e Yang, coexistem. Este problema chama-se "dualismo" em filosofia.

Amar um aspeto e odiar o outro. E combatê-lo. E declarar-lhe guerra. Com a vã presunção de o "eliminar". É um feito impossível desde a sua concepção. Vivemos num mundo relativo de duas polaridades. E podemos aprender a viver com o lado que nos atrai menos e também a criar mais daquilo que nos atrai, utilizando o lado que não nos atrai como rampa de lançamento. Agora o que podemos fazer é decidir em que lado nos vamos focar.

E quando me refiro a foco, refiro-me ao sítio para onde dirigimos a atenção da mente. Onde está a nossa atenção, aí está o nosso poder. A nossa atenção é poderosa. Porque a atenção focada tem poder criativo, como se fosse uma espécie de feixe de energia vital. O nosso círculo de Yin e Yang representa tudo o que existe e confronta-o com a sua "cara-metade".

Assim, quando temos problemas, na outra metade do círculo Yin-Yang estarão as soluções. Estão juntos, inseparáveis, eternamente apaixonados. Como Romeu e Julieta. Numa metade está Romeu e na outra metade está Julieta. Romeu é Yang e Julieta é Yin. Um não pode existir sem o outro. O dia e a noite também são como Romeu e Julieta. E também o problema e a solução. Se existe um problema, também existe uma solução para esse problema. Porque assim é a Lei. A existência de Yin, implica necessariamente a existência de Yang.

Porque surgem juntos, simultaneamente. Mas as pessoas não querem problemas. A famosa expressão "não há problema". Ou "tudo bem". Em inglês diz-se "no problem". Não queremos problemas. Não gostamos de problemas. Gostamos de soluções. Ter tudo resolvido. Tudo solucionado. No entanto, há um princípio metafísico que nos ensina que para onde vai a atenção, vai o poder. O poder criativo. Todos temos problemas para resolver todos os dias. Não são só as crianças na escola que têm de resolver os problemas de aritmética que o professor lhes dá. Todos nós temos problemas para resolver.

E alguns estão cansados de tantos problemas. Problemas com o parceiro, com os filhos, problemas financeiros, problemas de saúde, problemas com a sogra, problemas com drogas ou com os serviços do Estado. O próprio cansaço é um problema. É por isso que aquele que está "cansado de tantos problemas" tem dois problemas. E as pessoas pensam ...... nos seus problemas. Normalmente, parece que quanto mais pensamos num problema, mais depressa descobrimos a solução. Mas normalmente damos voltas e mais voltas ao problema na nossa mente, para cima e para baixo, como quem está a "ruminar", a "mastigar o problema".

E quanto mais pensamos no problema, mais nos sentimos abatidos e com menos vitalidade, menos entusiasmo. E mais deprimidos. E assim nos afastamos cada vez mais da solução, porque tomamos o caminho errado. Tomamos o caminho de nos focarmos no problema. E assim a nossa mente, a nossa atenção, a nossa capacidade criativa "alimenta" o aspeto do círculo Yin-Yang onde se encontra o "problema". Mesmo ao lado está o outro aspeto, a solução. A sugestão é concentrarmo-nos nas soluções - embora por vezes não seja fácil devido ao hábito de ruminarmos toda a vida "nos problemas".

E quanto mais tempo passarmos focados em Como Resolver, mais nos sentiremos encorajados e mais ideias e inventividade surgirão, que nos levarão a descobertas surpreendentes. É uma questão de compreender como funciona o poder criativo da mente. Ao focarmo-nos na solução, o aspeto solução cresce e o aspeto "problema" diminui. O Yin cresce à custa do Yang, ou o Yang cresce à custa do Yin. É como um braço de ferro entre dois homens fortes. Por vezes, um domina sobre o outro e isso muda. É muito raro que ambos os punhos estejam numa vertical perfeita.

Um predominará sempre sobre o outro. O mais focado prevalecerá. O mais focado terá mais energia, mais força. Se pensarmos naquilo que nos preocupa ou atemoriza, estamos a dar poder ao "fortalhaço" que está deste lado da contenda. E estamos a retirar poder ao concorrente oposto chamado "optimismo ou coragem".

Quando se vê esta dinâmica tão simples, compreende-se que quanto mais pensamos numa coisa e quanto mais tempo passamos a fazê-lo, mais estamos justamente a criar o aspeto que queremos suprimir. É por isso que, na medicina oficial, a luta contra a doença, a guerra contra o cancro, a luta contra as doenças cardiovasculares, a luta contra a doença de Alzheimer, não faz mais que criar mais cancro, mais ataques cardíacos e mais demência.

O foco está no sítio errado. O foco deveria estar centrado em criar mais saúde, mais práticas higiénicas, mais consciência, mais paixão pela vida e na realização de competições de "saudáveis" por categorias e por idades. Assim, o foco faz-se com pensamentos, palavras, emoções e acções. Se uma pessoa for diagnosticada com uma doença supostamente incurável, irá para casa e passará toda a manhã e toda a noite a pensar como é infeliz, como é triste ter esta doença incurável, e pensará e continuará a pensar.

E dormirá mal e terá más digestões. E quando alguém lhe telefonar ou se encontrar com os amigos no café, num jogo de bowling, falará muito do seu problema e amplificará o circuito emocional negativo, agora alargado ao grupo de amigos ou familiares. E assim se gera um círculo vicioso de focalização na doença, com palavras, pensamentos, emoções negativas, desânimo, menos saúde e acções negativas, passividade e diminuição das actividades.

Mas outros que conhecem a "metafísica" ou o poder de se manterem focados, que aprenderam em livros, cursos ou palestras, esforçar-se-ão por mudar o foco e concentrar-se-ão na criação de uma vida mais saudável. Não me interessa a doença, já está, essa já a tenho. Agora sei que o que quero é saúde. É algo muito importante. Saber exatamente o que se quer. Quero ter mais saúde.

Não importa se vou ficar completamente curado ou não. O que importa é que não me vou resignar com o diagnóstico pessimista de um médico ou de um paradigma médico que tem apenas 300 anos. Vou investigar, vou estudar outros paradigmas.

Qual é a opinião da naturopatia? E da medicina tradicional chinesa? E da Ayurveda? E da fitoterapia que tem séculos de estupendos resultados? E da medicina tradicional japonesa? A pessoa que se foca na saúde procurará novas informações e começará a sonhar em melhorar, em ser saudável, e falará utilizando outras palavras. Agora, as palavras "saúde", "bem-estar", "sinto-me melhor", "estou a ficar pouco a pouco mais forte", "tenho fé", "tenho vontade", "estou a aprender a curar-me", serão o tema da conversa com os amigos e familiares.

E isso vai gerar outras emoções e outras acções. A pessoa pensará, falará e entusiasmar-se-á. E fará outras coisas. Vai fazer caminhadas, começará com aulas de Ioga ou Tai Chi, lerá livros sobre alimentação saudável. E também sobre o poder da mente. E aprenderá a visualizar-se em perfeito estado de saúde e assim surgirá uma poderosa fé. O mesmo entusiasmo que resulta de se focar na solução, na criação de saúde, na experiência do bem-estar, na expetativa de um rejuvenescimento natural, levá-lo-á a encontrar novas ferramentas, novas e mais poderosas soluções.

E gerar-se-á um círculo expansivo em direção a mais e mais saúde, felicidade e bem-estar. Os dois aspectos Yin e Yang estarão sempre presentes. Porque nasceram juntos. Existem juntos e não podem ser separados (como os dois lados da moeda, foram criados ao mesmo tempo). Mas podemos escolher aquilo em que nos queremos focar, com a consciência de que focar-nos é dirigir a nossa energia vital. E, assim, alimentaremos cada vez mais o aspeto que nos interessa.

E isso é conhecido como realização. A realização é o resultado de um longo processo de focalização. Por isso, aprender a focar-se é vital. E para nos focarmos, a primeira coisa que devemos fazer é decidir o que queremos. E quando estamos doentes, apercebemo-nos de que não é isso que queremos. Compreendemos que o que queremos é uma grande saúde. E começamos a pensar como consegui-la. Essa é a utilidade da doença. Por isso, como sempre, sugiro que lhe agradeçamos e a abençoemos. Porque as crises ajudam-nos a focar.

E quando um ser humano se foca com a alma e a vida, mais cedo ou mais tarde consegue o que quer. Um ser humano fortemente focado "sabe" intimamente que é capaz de conseguir qualquer coisa.

(fim)




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