O
MISTERIOSO PODER DO ALIMENTO SUPERIOR
Dr. Martín Macedo – IN: “O Regresso do Homem de Sal”
O alimento
produz a vitalidade. A vitalidade só pode surgir do alimento. Procurá-la
noutros lugares é perder tempo.
Mas o
importante é procurar com seriedade a fonte da vitalidade. Quem a procura
ardentemente acaba por encontrá-la. Quem encontra a fonte da vitalidade
encontra o maior dos tesouros, pois encontra a origem da vida. Quem encontra a
vida encontra o próprio Deus, e quem encontra Deus já tem tudo.
Quando
encontramos a fonte da vida, alcançamos a maior felicidade. Contudo, muita
gente procura as coisas erradas. E assim deve ser, porque é errando
angustiosamente mil vezes que acabaremos por encontrar a verdade.
A origem da
vitalidade é o alimento. É tão simples!
O alimento do
homem é o cereal: arroz, milho ou trigo. Escolha o que preferir.
O cereal é o
alimento mais importante, o mais vital. Deve ocupar um lugar privilegiado à
nossa mesa. Os outros alimentos são de menor importância; por isso,
chamamos-lhes alimentos secundários — vegetais, carnes, frutas, leguminosas,
entre outros.
O cereal é o
ALIMENTO SUPREMO e, segundo lendas antigas, os cereais foram trazidos por seres
mais evoluídos de outros mundos. Todas as grandes civilizações divinizaram os
cereais. Todos os grandes homens e mulheres da História os consumiram.
Onde não se
consomem cereais, não há ordem nem sensatez.
A nossa
potência imunológica só pode desenvolver-se se dermos ao arroz ou ao pão a
importância que merecem. Quando reconhecemos o valor dos cereais na vida
humana, a nossa força vital desenvolve-se indefinidamente.
Não se trata
de comer arroz integral mecanicamente, nem de mastigar rotineiramente como um
boi. Trata-se de compreender claramente que o cereal foi criado para o homem e
que o homem só é verdadeiramente homem quando se nutre sabiamente com cereais.
Ao compreender
o seu valor e ao consumir respeitosamente o alimento supremo, o homem eleva-se
à altura de Deus.
A força
curativa desperta de um longo sono e começa uma nova vida… feliz, apaixonada,
fantástica. É preciso experimentar para compreender plenamente.
Os nossos
cereais foram pulverizados com insecticidas e os solos foram fertilizados com
produtos químicos. Ao serem refinados, os cereais são mutilados e perdem toda a
sua potência. Mas podemos neutralizar estas influências negativas através de
uma boa cozedura e de uma mastigação completa.
Quando se
mastiga profundamente o arroz ou o pão — quanto mais, melhor —, multiplica-se a
potência curativa.
Por favor, não
acreditem em mim. Experimentem vocês mesmos e verão que não exagero nem um
pouco…
O imenso poder
dos cereais pode transformar o homem e o mundo inteiro!
Façamos do
arroz o centro da nossa alimentação e as nossas doenças desaparecerão
rapidamente.
Se praticarmos
macrobiótica e nos sentirmos fracos ou cansados, é porque o nosso interesse
principal está nos pratos secundários ou porque consumimos quantidades
exageradas de alimentos.
É essencial
mastigar muito bem e evitar os excessos alimentares.
Quanto mais
intensamente estudarmos a arte da nutrição, mais rapidamente alcançaremos a
saúde suprema.
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O texto
apresenta uma visão filosófica da macrobiótica tradicional, muito próxima dos
ensinamentos de Georges Ohsawa, particularmente no que respeita: à centralidade
dos cereais integrais na alimentação humana; à importância da mastigação
consciente; à relação entre alimentação, vitalidade e desenvolvimento
espiritual; à valorização da simplicidade alimentar e da moderação nas
quantidades consumidas.
A linguagem é
marcadamente espiritual, atribuindo aos cereais um significado que ultrapassa o
seu valor nutricional.
Na filosofia
macrobiótica tradicional, os cereais integrais são considerados a base da
alimentação humana e uma importante fonte de vitalidade, equilíbrio e saúde.
Georges Ohsawa e os seus seguidores atribuíram-lhes um valor que ultrapassa a
dimensão nutricional, associando-os ao desenvolvimento físico, mental e
espiritual do ser humano.
O arroz
integral, o milho, o trigo e outros cereais são valorizados pela sua capacidade
de fornecer energia e nutrientes essenciais.
A macrobiótica
tradicional destaca igualmente a importância da mastigação cuidadosa, da
moderação alimentar e da preparação consciente dos alimentos.
A verdadeira
riqueza deste ensinamento reside, sobretudo, na relação consciente que
estabelecemos com aquilo que comemos. Escolher alimentos de qualidade,
prepará-los com cuidado, mastigá-los tranquilamente e evitar os excessos são
práticas que contribuem para a saúde e o bem-estar.