Durante o jejum, o organismo utiliza as reservas e, depois, os tecidos menos vitais.
Na sua
infinita sabedoria, a nossa biologia utiliza primeiro aquilo que é menos vital
e deixa para o fim os tecidos mais necessários à vida.
Assim, se
existir um tumor ou vários tumores, o organismo utilizá-los-á como combustível,
uma vez que se trata de tecidos não vitais.
É por isso que
insisto tanto que o jejum é tão importante como a quebra do jejum.
Primeiro, a
gordura.
Quando a
gordura se esgota, o organismo utiliza os tecidos doentes. Utiliza as suas
proteínas, gorduras, vitaminas e outros nutrientes para manter a vida durante o
jejum.
Por isso, uma
medicina que despreza o jejum, ou que até o desaconselha, não compreende a
sabedoria infinita e atua com base no medo.
Tem tanto medo
da desnutrição que intoxica o organismo com proteínas.
Tem tanto medo
da desidratação que sobrecarrega o sistema circulatório e excretor com água.
Tem tanto medo
das infeções que prescreve antibióticos «pelo sim, pelo não» em muitos
procedimentos, como forma de «prevenção».
É como sair
todos os dias para a rua com uma pistola de calibre 45, por receio de nos
cruzarmos com um ladrão.
E, como o
imaginamos com uma forte carga emocional, criamos a situação em que teremos de
utilizar a nossa arma, para depois acabarmos na prisão ou, na melhor das
hipóteses, sujeitos a um processo judicial.
E
responsabilizamos o Governo por não haver agentes policiais suficientes nas
ruas.
Não é possível
nem prático jejuar durante 24 ou 48 horas, ou durante mais dias, sempre que
temos algum problema de saúde.
No entanto,
podemos fazer diariamente um pequeno jejum, saltando uma refeição e fazendo
duas ou três refeições, em vez de quatro.
Inclusivamente,
se tivermos um peso adequado, podemos fazer apenas uma refeição por dia durante
vários dias, regressando depois a uma alimentação completa.
Deste modo, um
pequeno jejum diário, deixando o organismo sem alimentos durante 8 ou 10 horas
por dia, será mais eficaz do que fazer jejuns penosos e extenuantes de sete ou
mais dias.
Temos
tendência para comer em excesso.
E é por isso
que somos a espécie mais doente da natureza.
Reflexão do dia17 de novembro de
2017
Dr. Martín Macedo, Uruguai
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